nutricao

Saiba tudo sobre o ferro e os benefícios para sua saúde

O Ferro, ao lado do Cálcio e do Colesterol são três dos principais indicadores que a pessoa deveria atentar em sua dieta. Ele é um componente vital da hemoglobina, o pigmento vermelho do sangue que transporta oxigênio para as células e retira delas o dióxido de carbono, participando assim da produção e liberação de energia no corpo.

O Ferro atua também na síntese de importantes moléculas orgânicas. Ele é essencial no processo de crescimento e desenvolvimento do organismo. Por isso, a manutenção das taxas normais de Ferro é fundamental para a sobrevivência e para o perfeito funcionamento do organismo humano. Não fica difícil assim entender sua enorme importância para os praticantes de atividade física.

A carência de Ferro é denominada anemia Ferropriva ou anemia por carência de Ferro. Toda atenção é deve ser tomada porque o Ferro é um dos principais nutrientes em déficit nas pessoas de todo o mundo contribuindo significantemente para a redução da capacidade de trabalho.

Se por um lado isso ocorre porque muitas pessoas/famílias não dispõem de recursos financeiros para adquirirem os alimentos necessários à sua sobrevivência, por outro acontece também porque podem desconhecer sobre a importância dos alimentos que são as fontes mais ricas de Ferro.

O que é anemia - Anemia é um baixo nível de hemoglobina no sangue devido a pouca quantidade de células vermelhas ou a pouca quantidade de hemoglobina em cada célula, ou em ambos. Ela atinge uma parcela considerável da população tendo uma grande repercussão na qualidade de vida.

O aumento do risco para diversas doenças infecciosas tem relação com a redução da resistência imunológica gerada pela anemia. E aqui as mulheres estão mais sujeitas porque correm maiores riscos de deficiência de Ferro devido à perda de sangue durante o ciclo menstrual.

Os sinais e sintomas da carência de Ferro não são específicos, necessitando-se de exames laboratoriais, como o de sangue para que seja confirmado o diagnóstico. Os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, falta de apetite, palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), menor disposição para o trabalho.

No caso desse mineral a educação nutricional é muito importante para auxiliar na escolha dos alimentos e de suas combinações, melhorando sua absorção e reduzindo sua deficiência. Grandes fontes de Ferro são: os cereais enriquecidos, vísceras animais (fígado, coração, moela etc.), carnes em geral (aves, boi, peixes etc.), frutas secas, sardinha, salsa, agrião, leguminosas, cereais integrais e algumas folhas verde-escuras (couve, brócolis, almeirão etc.).

O organismo humano armazena Ferro em alguns locais, como fígado, baço, medula e no músculo (na forma de mioglobina). Uma dessas formas de armazenamento no organismo é a ferritina, uma proteína de reserva presente em alguns órgãos que pode indicar, quando baixa, uma anemia em formação. Mas a maior forma de armazenamento de Ferro no organismo humano está mesmo no sangue. A transferrina, a proteína de ligação do Ferro no sangue é também indicativa de alterações no sangue.

Um grande complicador é que a absorção de Ferro dos alimentos varia amplamente. O simples cozimento dos legumes e verduras pode reduzir o teor de Ferro em 20%! A cafeína, tão presente em nossos hábitos sociais na forma do cafezinho após as refeições também interfere muito na absorção de Ferro no organismo.

O Ferro proveniente dos alimentos não é totalmente aproveitado pelo corpo e isso depende da sua forma química e da presença de algumas substâncias associadas. Existem dois tipos de Ferro nos alimentos: o Ferro heme, proveniente das células do tecido animal (carnes, peixes etc.) e o Ferro não-heme, encontrado nos demais alimentos (cereais, leguminosas, folhas etc.) e que corresponde, normalmente, a 90% do Ferro total ingerido.

A absorção do Ferro heme é bem mais elevada, cerca de 20 a 25%. Já o Ferro não-heme tem uma absorção variável, dependente da necessidade do indivíduo, da quantidade de Ferro presente na alimentação e da atuação de fatores inibidores e estimuladores. A absorção dele pode variar muito (de 1 a 30%).

Exemplos de alguns fatores estimuladores na absorção do Ferro: vitamina C, presente em frutas e hortaliças cruas; ácido cítrico, presente no vinagre e em frutas cítricas; açúcar (glicose), alguns aminoácidos, como a cisteína, e proteínas animais (carnes, peixes, frutos do mar etc).

Exemplos de fatores inibidores: fosfatos; fitatos, presentes em cereais integrais, leguminosas e em algumas folhas; algumas proteínas, como a caseína do leite de vaca; excesso de fibras, como a do farelo de trigo; oxalatos, presentes em algumas folhas, como a do espinafre; taninos, presentes nos chás, no café, no chocolate etc; além do excesso de alguns minerais na alimentação, que podem também comprometer a absorção de Ferro, como cálcio, zinco e cobre.

Assim sendo, a absorção do Ferro vai depender de várias características da alimentação, como a presença ou não de carne, a quantidade de fatores inibidores ou estimuladores presentes e a condição do organismo em absorver o Ferro. Isso porque as reservas de Ferro também influenciam nessa absorção, ou seja, a necessidade de Ferro (gerada por uma baixa reserva no corpo) estimula uma maior absorção pelo organismo.

De um modo geral, uma alimentação que contenha uma boa quantidade de grãos (incluindo leguminosas), um pouco de carne e uma grande variedade de vegetais, incluindo saladas cruas, seriam suficientes para produzir um bom fornecimento de Ferro ao organismo, desde que alguns fatores inibidores sejam isolados (evitar café e chá após as refeições, por exemplo).

Por último, pessoas que optam por uma alimentação vegetariana devem sempre ter um cuidado maior com a ingestão de Ferro, uma vez que não consomem carne de nenhum tipo. Não exceder na ingestão de fibras e aumentar o consumo de fontes de vitamina C junto às refeições são medidas que podem facilitar sua absorção.


Saiba tudo sobre o ferro e os benefícios para sua saúde

Atletismo · 05 ago, 2008

O Ferro, ao lado do Cálcio e do Colesterol são três dos principais indicadores que a pessoa deveria atentar em sua dieta. Ele é um componente vital da hemoglobina, o pigmento vermelho do sangue que transporta oxigênio para as células e retira delas o dióxido de carbono, participando assim da produção e liberação de energia no corpo.

O Ferro atua também na síntese de importantes moléculas orgânicas. Ele é essencial no processo de crescimento e desenvolvimento do organismo. Por isso, a manutenção das taxas normais de Ferro é fundamental para a sobrevivência e para o perfeito funcionamento do organismo humano. Não fica difícil assim entender sua enorme importância para os praticantes de atividade física.

A carência de Ferro é denominada anemia Ferropriva ou anemia por carência de Ferro. Toda atenção é deve ser tomada porque o Ferro é um dos principais nutrientes em déficit nas pessoas de todo o mundo contribuindo significantemente para a redução da capacidade de trabalho.

Se por um lado isso ocorre porque muitas pessoas/famílias não dispõem de recursos financeiros para adquirirem os alimentos necessários à sua sobrevivência, por outro acontece também porque podem desconhecer sobre a importância dos alimentos que são as fontes mais ricas de Ferro.

O que é anemia - Anemia é um baixo nível de hemoglobina no sangue devido a pouca quantidade de células vermelhas ou a pouca quantidade de hemoglobina em cada célula, ou em ambos. Ela atinge uma parcela considerável da população tendo uma grande repercussão na qualidade de vida.

O aumento do risco para diversas doenças infecciosas tem relação com a redução da resistência imunológica gerada pela anemia. E aqui as mulheres estão mais sujeitas porque correm maiores riscos de deficiência de Ferro devido à perda de sangue durante o ciclo menstrual.

Os sinais e sintomas da carência de Ferro não são específicos, necessitando-se de exames laboratoriais, como o de sangue para que seja confirmado o diagnóstico. Os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, falta de apetite, palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), menor disposição para o trabalho.

No caso desse mineral a educação nutricional é muito importante para auxiliar na escolha dos alimentos e de suas combinações, melhorando sua absorção e reduzindo sua deficiência. Grandes fontes de Ferro são: os cereais enriquecidos, vísceras animais (fígado, coração, moela etc.), carnes em geral (aves, boi, peixes etc.), frutas secas, sardinha, salsa, agrião, leguminosas, cereais integrais e algumas folhas verde-escuras (couve, brócolis, almeirão etc.).

O organismo humano armazena Ferro em alguns locais, como fígado, baço, medula e no músculo (na forma de mioglobina). Uma dessas formas de armazenamento no organismo é a ferritina, uma proteína de reserva presente em alguns órgãos que pode indicar, quando baixa, uma anemia em formação. Mas a maior forma de armazenamento de Ferro no organismo humano está mesmo no sangue. A transferrina, a proteína de ligação do Ferro no sangue é também indicativa de alterações no sangue.

Um grande complicador é que a absorção de Ferro dos alimentos varia amplamente. O simples cozimento dos legumes e verduras pode reduzir o teor de Ferro em 20%! A cafeína, tão presente em nossos hábitos sociais na forma do cafezinho após as refeições também interfere muito na absorção de Ferro no organismo.

O Ferro proveniente dos alimentos não é totalmente aproveitado pelo corpo e isso depende da sua forma química e da presença de algumas substâncias associadas. Existem dois tipos de Ferro nos alimentos: o Ferro heme, proveniente das células do tecido animal (carnes, peixes etc.) e o Ferro não-heme, encontrado nos demais alimentos (cereais, leguminosas, folhas etc.) e que corresponde, normalmente, a 90% do Ferro total ingerido.

A absorção do Ferro heme é bem mais elevada, cerca de 20 a 25%. Já o Ferro não-heme tem uma absorção variável, dependente da necessidade do indivíduo, da quantidade de Ferro presente na alimentação e da atuação de fatores inibidores e estimuladores. A absorção dele pode variar muito (de 1 a 30%).

Exemplos de alguns fatores estimuladores na absorção do Ferro: vitamina C, presente em frutas e hortaliças cruas; ácido cítrico, presente no vinagre e em frutas cítricas; açúcar (glicose), alguns aminoácidos, como a cisteína, e proteínas animais (carnes, peixes, frutos do mar etc).

Exemplos de fatores inibidores: fosfatos; fitatos, presentes em cereais integrais, leguminosas e em algumas folhas; algumas proteínas, como a caseína do leite de vaca; excesso de fibras, como a do farelo de trigo; oxalatos, presentes em algumas folhas, como a do espinafre; taninos, presentes nos chás, no café, no chocolate etc; além do excesso de alguns minerais na alimentação, que podem também comprometer a absorção de Ferro, como cálcio, zinco e cobre.

Assim sendo, a absorção do Ferro vai depender de várias características da alimentação, como a presença ou não de carne, a quantidade de fatores inibidores ou estimuladores presentes e a condição do organismo em absorver o Ferro. Isso porque as reservas de Ferro também influenciam nessa absorção, ou seja, a necessidade de Ferro (gerada por uma baixa reserva no corpo) estimula uma maior absorção pelo organismo.

De um modo geral, uma alimentação que contenha uma boa quantidade de grãos (incluindo leguminosas), um pouco de carne e uma grande variedade de vegetais, incluindo saladas cruas, seriam suficientes para produzir um bom fornecimento de Ferro ao organismo, desde que alguns fatores inibidores sejam isolados (evitar café e chá após as refeições, por exemplo).

Por último, pessoas que optam por uma alimentação vegetariana devem sempre ter um cuidado maior com a ingestão de Ferro, uma vez que não consomem carne de nenhum tipo. Não exceder na ingestão de fibras e aumentar o consumo de fontes de vitamina C junto às refeições são medidas que podem facilitar sua absorção.

É melhor ingerir soro ou isotônico no treino?

Maratona · 04 ago, 2008

Nome: Jeovane de Santana
Idade: 33 anos
Dúvida: Nos treinos de longas distâncias, ingerir soro oral substitui o isotônico?

Resposta: Jeovane, depende do soro que for utilizado. O soro é composto dos famosos sais minerais (sódio e potássio), mas nem sempre contém alguma fonte de carboidrato. Já o isotônico contém sódio, potássio e carboidratos a 6% que é a porcentagem ideal. Por isso, a menos que você use um soro com 6% de carboidratos, prefira o isotônico.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Como diminuir minha porcentagem de gordura?

Maratona · 01 ago, 2008

Nome: Edson
Idade: 35 anos
Dúvida: Sou maratonista peso 54kg e tenho 12% de gordura. Tenho de altura 1,62. Qual o porcentual de gordura devo ter? E como eu faço para abaixar o porcentual. Obrigado!

Resposta: Edson, seu percentual de gordura está ótimo. Para homens, a média de porcentagem de gordura é de 15%. Até uns 8% ainda existe uma porcentagem de gordura adequada, abaixo disso, a pessoa fica com uma quantidade de gordura abaixo do ideal para funções básicas como produção de hormônios. Para diminuir a porcentagem de gordura é necessário treino aeróbio intenso e dieta com pouca quantidade de gorduras e doces.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Aloe Vera é bom para recuperação muscular?

Caminhada · 21 jul, 2008

Nome: Luciana Pascarelle
Idade: 30 anos
Dúvida: A substância aloe vera traz algum benefício aos praticantes de corrida? Existe algum alimento funcional que auxilie na recuperação muscular?

Resposta: Luciana, o melhor benefício que a aloe vera oral traz para praticantes de corrida é sua ação energizante, que pode dar um ânimo a mais para o treino. Os alimentos ricos em ácidos graxos, ômega 3, são alimentos chamados de funcionais que podem auxiliar na recuperação muscular. Você pode encontra-los nos peixes marinhos: salmão, atum, arenque, sardinha, anchova.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Quais os efeitos do guaraná natural?

Atletismo · 18 jul, 2008

Nome: Rudinei
Idade: 27 anos
Dúvida: Quais os efeitos colaterais do guaraná (natural) em pó? Quantidade indicada por dia? É mais recomendado para treinamentos com longa duração?

Resposta: Os efeitos colaterais do guaraná em pó são: insônia, nervosismo, taquicardia, palpitações e gastrite. Não são conhecidos riscos para a saúde ou efeitos colaterais com a administração correta das dosagens. A quantidade recomendada é de uma a duas colheres do pó diluídos em sua bebida preferida, de duas a três vezes ao dia. E devido à cafeína, deve ser consumido em atividade de longa duração, quando esta auxilia na mobilização de gorduras para fornecer energia.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Maltodextrina pode acarretar danos aos órgãos?

Atletismo · 14 jul, 2008

Nome: Celso
Idade: 50 anos
Dúvida: Gostaria de saber se a ingestão de maltodextrina, somente antes e após atividade física intensa e por mais de uma hora, pode acarretar dano a algum órgão interno (fígado, rim), já que essa seria uma fonte a mais de energia para ser processada. Não causa uma sobrecarga nos órgãos?

Resposta: Celso, pode ficar tranqüilo que a maltodextrina não vai causar sobrecarga em seus órgãos. Ele é um carboidrato complexo que pode ser usado durante e após a atividade física, pois ele é mais facilmente absorvido se comparado com um suco de laranja, por exemplo. Mas, como qualquer suplemento, deve ser consumido na quantidade correta e no momento correto para não causar nenhum efeito não desejado, como, por exemplo, aumento de peso.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Colesterol: entenda tudo sobre essa molécula

O Colesterol é uma famosa molécula que saiu dos livros de química e acabou no nosso vocabulário comum. Sempre presente na mídia e nas preocupações das pessoas, ele tem um papel muito importante em nosso organismo estando relacionado com muitas doenças cardiovasculares.

É muito injusto rotulá-lo como um dos vilões da saúde. Ao contrário do que pode parecer, esse composto é fundamental favorecendo a troca de substâncias entre as nossas células. Ele participa ainda no crescimento e regeneração celular, na produção da bílis (no fígado) e dos hormônios sexuais.

O colesterol é uma espécie de "gordura do sangue", e como gorduras não se dissolvem em nosso sangue, ele sozinho é insolúvel. Por isso, ele precisa da "carona" de certas proteínas para cumprir as suas funções. Essa associação dá origem às chamadas lipoproteínas, essas sim, são aptas a viajar por todo o organismo via corrente sangüínea.

O medo das pessoas ao colesterol vem da LDL, proteína de baixa densidade que se une ao colesterol para transportá-lo pelo corpo. O problema é que essa proteína acaba deixando rastros de colesterol pelo caminho. Com o tempo, esses resíduos se fixam na parede das artérias, formando as placas de gordura prejudiciais à saúde. Para varrer os restos de colesterol espalhados pelo corpo a HDL, um outro tipo de proteína com alta densidade e especialista em evitar o entupimento das artérias entra em ação.

O problema denominado de colesterol alto surge quando as taxas do LDL (o colesterol “mal”) estão mais altas do que deveriam, e a gordura começa a se acumular nas paredes arteriais. O ideal é que os números de LDL se mantenham baixos e os de HDL (colesterol “bom”) altos. As taxas podem ser medidas e avaliadas com exames de sangue (hemograma).

As doenças relacionadas aos vasos sanguíneos (no coração, pernas e até no cérebro) são os efeitos colaterais mais comuns dos altos níveis de LDL. Por isso o colesterol alto é uma condição de saúde perigosa. Como não apresenta sintomas, uma pessoa pode estar com um nível de colesterol alto e perigoso e não saber. Por isso é tão importante fazermos exames regulares para avaliar sua situação.

Para manter seu valor/taxa ideal, uma alimentação balanceada evitando gorduras saturadas e não abusando do açúcar, é indispensável. Além da predisposição genética, uma dieta inadequada, a falta de exercícios físicos e a obesidade descontrolam o colesterol assim como algumas outras condições de saúde como diabetes, doenças renais, doenças do fígado e doenças de tiróide.

Para começar fuja das carnes gordurosas e de embutidos, como mortadela, presunto e salsicha. Troque o leite e o iogurte integrais por versões desnatadas ou semi-desnatadas e substitua os queijos cremosos e amarelos por variações brancas ou mais “magras”.

O colesterol do corpo tem duas origens: a produção do seu próprio corpo (endógeno) e o colesterol como já falamos que vem da sua alimentação (exógeno). Ele está presente em todos os alimentos que contêm gorduras animais: carne vermelha, leites e derivados, manteiga e gemas de ovos. Ao passo que os alimentos que não contêm gorduras animais são isentos ou possuem quantidades inexpressivas.

Frutas, vegetais, e cereais não têm colesterol. No entanto, alguns alimentos que não contém colesterol podem conter gorduras trans, que fazem o seu corpo produzir mais colesterol. Por isso também o cuidado atualmente alardeado com alguns alimentos industrializados ou processados que contenham esse tipo de gordura.

Há alimentos também que ajudam a reduzir as taxas de colesterol no sangue, assim como também existem os que devem ser evitados. Entre eles, alimentos com fibras e o leite de soja, por exemplo.

Outro tipo de gordura, as do tipo insaturadas estão presentes principalmente em alimentos de origem vegetal. Elas são essenciais ao organismo, mas o corpo humano não tem condição de produzi-las. A substituição de gorduras saturadas por insaturadas na dieta pode auxiliar a reduzir ou controlar o colesterol no sangue.

Comer muitos alimentos com altos níveis de colesterol pode fazer seus níveis no corpo subirem, o que é conhecido por hipercolesterolemia. Mas hoje se sabe que o colesterol exógeno é responsável por apenas algo em torno de 30% do total. O restante viria mesmo do estilo de vida de cada um e de sua predisposição genética.

Podemos ver facilmente que não há solução imediata, remédio simples ou alimento miraculoso. Para mantermos ao longo da vida um risco mais baixo de problemas cardíacos é imprescindível além de uma dieta saudável, um estilo de vida compatível. Ou seja, temos que sempre comer alimentos mais saudáveis, buscar emagrecer (ou manter um peso compatível), exercitar-se e não fumar.


Colesterol: entenda tudo sobre essa molécula

Atletismo · 07 jul, 2008

O Colesterol é uma famosa molécula que saiu dos livros de química e acabou no nosso vocabulário comum. Sempre presente na mídia e nas preocupações das pessoas, ele tem um papel muito importante em nosso organismo estando relacionado com muitas doenças cardiovasculares.

É muito injusto rotulá-lo como um dos vilões da saúde. Ao contrário do que pode parecer, esse composto é fundamental favorecendo a troca de substâncias entre as nossas células. Ele participa ainda no crescimento e regeneração celular, na produção da bílis (no fígado) e dos hormônios sexuais.

O colesterol é uma espécie de "gordura do sangue", e como gorduras não se dissolvem em nosso sangue, ele sozinho é insolúvel. Por isso, ele precisa da "carona" de certas proteínas para cumprir as suas funções. Essa associação dá origem às chamadas lipoproteínas, essas sim, são aptas a viajar por todo o organismo via corrente sangüínea.

O medo das pessoas ao colesterol vem da LDL, proteína de baixa densidade que se une ao colesterol para transportá-lo pelo corpo. O problema é que essa proteína acaba deixando rastros de colesterol pelo caminho. Com o tempo, esses resíduos se fixam na parede das artérias, formando as placas de gordura prejudiciais à saúde. Para varrer os restos de colesterol espalhados pelo corpo a HDL, um outro tipo de proteína com alta densidade e especialista em evitar o entupimento das artérias entra em ação.

O problema denominado de colesterol alto surge quando as taxas do LDL (o colesterol “mal”) estão mais altas do que deveriam, e a gordura começa a se acumular nas paredes arteriais. O ideal é que os números de LDL se mantenham baixos e os de HDL (colesterol “bom”) altos. As taxas podem ser medidas e avaliadas com exames de sangue (hemograma).

As doenças relacionadas aos vasos sanguíneos (no coração, pernas e até no cérebro) são os efeitos colaterais mais comuns dos altos níveis de LDL. Por isso o colesterol alto é uma condição de saúde perigosa. Como não apresenta sintomas, uma pessoa pode estar com um nível de colesterol alto e perigoso e não saber. Por isso é tão importante fazermos exames regulares para avaliar sua situação.

Para manter seu valor/taxa ideal, uma alimentação balanceada evitando gorduras saturadas e não abusando do açúcar, é indispensável. Além da predisposição genética, uma dieta inadequada, a falta de exercícios físicos e a obesidade descontrolam o colesterol assim como algumas outras condições de saúde como diabetes, doenças renais, doenças do fígado e doenças de tiróide.

Para começar fuja das carnes gordurosas e de embutidos, como mortadela, presunto e salsicha. Troque o leite e o iogurte integrais por versões desnatadas ou semi-desnatadas e substitua os queijos cremosos e amarelos por variações brancas ou mais “magras”.

O colesterol do corpo tem duas origens: a produção do seu próprio corpo (endógeno) e o colesterol como já falamos que vem da sua alimentação (exógeno). Ele está presente em todos os alimentos que contêm gorduras animais: carne vermelha, leites e derivados, manteiga e gemas de ovos. Ao passo que os alimentos que não contêm gorduras animais são isentos ou possuem quantidades inexpressivas.

Frutas, vegetais, e cereais não têm colesterol. No entanto, alguns alimentos que não contém colesterol podem conter gorduras trans, que fazem o seu corpo produzir mais colesterol. Por isso também o cuidado atualmente alardeado com alguns alimentos industrializados ou processados que contenham esse tipo de gordura.

Há alimentos também que ajudam a reduzir as taxas de colesterol no sangue, assim como também existem os que devem ser evitados. Entre eles, alimentos com fibras e o leite de soja, por exemplo.

Outro tipo de gordura, as do tipo insaturadas estão presentes principalmente em alimentos de origem vegetal. Elas são essenciais ao organismo, mas o corpo humano não tem condição de produzi-las. A substituição de gorduras saturadas por insaturadas na dieta pode auxiliar a reduzir ou controlar o colesterol no sangue.

Comer muitos alimentos com altos níveis de colesterol pode fazer seus níveis no corpo subirem, o que é conhecido por hipercolesterolemia. Mas hoje se sabe que o colesterol exógeno é responsável por apenas algo em torno de 30% do total. O restante viria mesmo do estilo de vida de cada um e de sua predisposição genética.

Podemos ver facilmente que não há solução imediata, remédio simples ou alimento miraculoso. Para mantermos ao longo da vida um risco mais baixo de problemas cardíacos é imprescindível além de uma dieta saudável, um estilo de vida compatível. Ou seja, temos que sempre comer alimentos mais saudáveis, buscar emagrecer (ou manter um peso compatível), exercitar-se e não fumar.

Duas atividades podem aumentar a perda de peso?

Caminhada · 26 jun, 2008

Nome: Moreno Farias
Idade: 26 anos
Dúvida: Treino boxe a quase três meses, três vezes por semana (aproximadamente 1h30min/dia) e gostaria de praticar corrida em outros três dias da semana, começando com 5km. Tenho 1,75m e peso 95kg. Com certeza vou acelerar a perda de peso com a segunda atividade.

Minha preocupação é de perder peso saudavelmente, somente gordura e não massa magra. Devo tomar algo depois dos treinos, ou durante? Devo suplementar a alimentação? No caso dessas atividades não serem indicadas, qual especialista devo procurar?

Resposta: Moreno, realmente a sua perda de peso irá aumentar significativamente com a introdução de uma atividade aeróbia, no caso, a corrida. Porém, para a perda de peso de forma saudável, é necessário primeiro que você faça um check-up médico para avaliar se você tem condições para a prática desta atividade. Após isso, seria interessante que você fizesse um acompanhamento com um nutricionista, pois sem saber todos os seus hábitos e horários é difícil de dizer o que deve ser feito. Além disso, é necessário realizar alguns cálculos para uma dieta ideal.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Como posso diminuir a barriga?

Caminhada · 17 jun, 2008

Nome: Gustavo Ferreira
Idade: 27 anos
Dúvida: Sinto que estou com uma barriguinha, porém, quando fiz avaliação na academia foi registrado que a gordura é pouquíssima. O que pode estar havendo? Será inchaço? (ps: tenho muitas flatulências).

Resposta: Gustavo, a sua porcentagem de gordura pode ser pequena, mas a gordura pode estar localizada na região abdominal (exercícios aeróbios ajudam a perder esta gordurinha). Se não for o caso de gordura localizada, realmente você pode estar com uma distensão abdominal devido gases. Para evitar formação excessiva de gases, aconselho você evitar alimentos muito fermentativos como: açúcar, leite, feijão, ervilha, lentilha, brócolis, couve-flor, batata-doce, frituras e doces.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Tenho 15 anos, como posso ganhar massa?

Caminhada · 15 jun, 2008

Nome: Maria José Fontes
Idade: 40 anos
Dúvida: O meu filho tem 15 anos e é magro, pois está fazendo musculação e toma comprimidos "Wild Amino" para ganhar massa muscular. Gostaria de saber se é certo tomar isso? Pois ele se alimentou de leite, aveia, farinha lactea, banana, franco arroz e etc.

Resposta: Maria José, seu filho provavelmente deve ter uma composição corporal que dificulte o ganho excessivo de massa muscular (é genético, não tem como mudar isso). Em relação a suplementação, eu acho que não é indicado se não for feita sob supervisão de um médico e/ou nutricionista. Na maioria das vezes, uma alimentação regrada e com quantidades adequadas já leva a um aumento da massa muscular, não necessitando de suplementação. Além de tudo isso, considero ele muito novo pra fazer qualquer tipo de suplementação. Meu conselho: procure uma nutricionista especialista em esportes para ela poder orientar adequadamente a suplementação, se esta for necessária.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.