nutricao

Existe teste para diagnosticar retenção de líquidos?

Nome: Samantha Pereira da Fonseca
Idade: 29 anos
Dúvida: Tenho uma dúvida: qual o teste que se faz para saber se você está com retenção de líquidos, ou o motivo de não está conseguindo emagrecer? Faço dieta de reeducação alimentar, não é nem tão radical, nem tão á vontade, mas faço durante a semana bem certinha, e corro de três a quatro dias na semana. Os 10Km faço em 1h08min, e até agora não estou sentindo diferença. Parece que ainda estou inchada O que pode ser?

Resposta: Samantha, não existe um teste para saber se você está retendo líquidos. O que existe é a bioimpedância, que é um aparelho que através de uma corrente elétrica, que percorre todo o corpo, te dá como resultado os valores de massa magra, massa gorda e quantidade de líquido do corpo. Se for um problema hormonal, você pode procurar um endocrinologista.

Além disso, a sua dieta foi feita por algum profissional, ou você mesma fez sua dieta? Às vezes a dieta pode não estar auxiliando no processo. Outro fator importante é o seu treino. A intensidade do treino, a freqüência cardíaca durante a corrida, o período de descanso, tudo isso influencia no resultado, então seria interessante você também conversar com um professor de educação física.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.


Existe teste para diagnosticar retenção de líquidos?

Caminhada · 08 out, 2008

Nome: Samantha Pereira da Fonseca
Idade: 29 anos
Dúvida: Tenho uma dúvida: qual o teste que se faz para saber se você está com retenção de líquidos, ou o motivo de não está conseguindo emagrecer? Faço dieta de reeducação alimentar, não é nem tão radical, nem tão á vontade, mas faço durante a semana bem certinha, e corro de três a quatro dias na semana. Os 10Km faço em 1h08min, e até agora não estou sentindo diferença. Parece que ainda estou inchada O que pode ser?

Resposta: Samantha, não existe um teste para saber se você está retendo líquidos. O que existe é a bioimpedância, que é um aparelho que através de uma corrente elétrica, que percorre todo o corpo, te dá como resultado os valores de massa magra, massa gorda e quantidade de líquido do corpo. Se for um problema hormonal, você pode procurar um endocrinologista.

Além disso, a sua dieta foi feita por algum profissional, ou você mesma fez sua dieta? Às vezes a dieta pode não estar auxiliando no processo. Outro fator importante é o seu treino. A intensidade do treino, a freqüência cardíaca durante a corrida, o período de descanso, tudo isso influencia no resultado, então seria interessante você também conversar com um professor de educação física.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Infância pode explicar a dificuldade para perder peso

Foram publicados recentemente os resultados e conclusões de uma pesquisa sobre um assunto que os melhores fisiologistas já acreditavam ser uma verdade teórica a ser provada pelas experiências. O estudo comprovou a tese de que nossos adipócitos (células de gordura) se multiplicam em nossa infância e adolescência determinando para toda a nossa vida adulta o quanto poderemos eventualmente acumular de gordura no corpo.

O raciocínio é muito simples: quanto mais adipócitos, mais o indivíduo pode acumular e mais facilmente ultrapassaria os limites do saudável. Seria mais ou menos como o tamanho do porta-malas de um carro determinando quanta bagagem poderíamos carregar nele. A obesidade ou sobrepeso na infância aumentaria esse porta-mala. No futuro facilmente poderíamos carregar esse nosso carro de gordura. E o vizinho com o carro sem porta-mala não correria o risco de ter excesso de bagagem.

Esse nosso número de adipócitos seria determinado já nos primeiros anos de vida porque é quando essas células se multiplicam mais intensamente em resposta ao peso e aos hábitos alimentares da criança. Uma vez reproduzida a célula, fica extremamente difícil reduzir esse número.

Pela mera observação, os profissionais e pesquisadores já haviam notado que muitas das crianças obesas tendiam a carregar pelo resto da vida adulta o excesso de peso. No caso das que entravam em dieta para perda de peso notava-se uma dificuldade muito maior que as demais para conseguirem reduzi-lo e depois ainda para mantê-lo nos níveis adequados.

Desta descoberta podemos também entender melhor outro comportamento: o efeito sanfona. A criança que foi obesa pode sofrer futuramente mais com esse efeito, emagrecendo e voltando ao sobrepeso por ter mais células que reservam a gordura quando a dieta sai da linha.

Vale lembrar que não podemos nos precipitar achando que é apenas isso o que define o peso adulto de uma pessoa ou o quanto de dificuldade ela terá ao longo da vida. O peso depende de muitas variáveis genéticas, comportamentais e ambientais. Esta é apenas mais uma delas.

Essa pesquisa é, sim, muito válida porque mostra o quanto é importante o indivíduo ter uma boa educação nutricional desde sua infância. Fica assim para os pais mais uma responsabilidade que é a de cuidar atentamente e desde cedo para que o bebê/criança tenha sempre o peso saudável e que desde cedo comecem a ensinar quais são os hábitos mais saudáveis e adequados.

Já os que tiveram problemas de peso quando crianças, agora já têm mais um motivo para entender melhor a dificuldade da briga com a balança.


Infância pode explicar a dificuldade para perder peso

Atletismo · 06 out, 2008

Foram publicados recentemente os resultados e conclusões de uma pesquisa sobre um assunto que os melhores fisiologistas já acreditavam ser uma verdade teórica a ser provada pelas experiências. O estudo comprovou a tese de que nossos adipócitos (células de gordura) se multiplicam em nossa infância e adolescência determinando para toda a nossa vida adulta o quanto poderemos eventualmente acumular de gordura no corpo.

O raciocínio é muito simples: quanto mais adipócitos, mais o indivíduo pode acumular e mais facilmente ultrapassaria os limites do saudável. Seria mais ou menos como o tamanho do porta-malas de um carro determinando quanta bagagem poderíamos carregar nele. A obesidade ou sobrepeso na infância aumentaria esse porta-mala. No futuro facilmente poderíamos carregar esse nosso carro de gordura. E o vizinho com o carro sem porta-mala não correria o risco de ter excesso de bagagem.

Esse nosso número de adipócitos seria determinado já nos primeiros anos de vida porque é quando essas células se multiplicam mais intensamente em resposta ao peso e aos hábitos alimentares da criança. Uma vez reproduzida a célula, fica extremamente difícil reduzir esse número.

Pela mera observação, os profissionais e pesquisadores já haviam notado que muitas das crianças obesas tendiam a carregar pelo resto da vida adulta o excesso de peso. No caso das que entravam em dieta para perda de peso notava-se uma dificuldade muito maior que as demais para conseguirem reduzi-lo e depois ainda para mantê-lo nos níveis adequados.

Desta descoberta podemos também entender melhor outro comportamento: o efeito sanfona. A criança que foi obesa pode sofrer futuramente mais com esse efeito, emagrecendo e voltando ao sobrepeso por ter mais células que reservam a gordura quando a dieta sai da linha.

Vale lembrar que não podemos nos precipitar achando que é apenas isso o que define o peso adulto de uma pessoa ou o quanto de dificuldade ela terá ao longo da vida. O peso depende de muitas variáveis genéticas, comportamentais e ambientais. Esta é apenas mais uma delas.

Essa pesquisa é, sim, muito válida porque mostra o quanto é importante o indivíduo ter uma boa educação nutricional desde sua infância. Fica assim para os pais mais uma responsabilidade que é a de cuidar atentamente e desde cedo para que o bebê/criança tenha sempre o peso saudável e que desde cedo comecem a ensinar quais são os hábitos mais saudáveis e adequados.

Já os que tiveram problemas de peso quando crianças, agora já têm mais um motivo para entender melhor a dificuldade da briga com a balança.

Corrida melhora o funcionamento do intestino?

Atletismo · 17 set, 2008

Nome: Vagner Nogueira
Idade: 38 anos
Dúvida: Tenho síndrome do intestino irritado (SII) e intolerância a lactose. Estou interessado em começar a correr e, um amigo me disse que a corrida ajuda no funcionamento do intestino. Isso é verdade?

Resposta: Sim, a corrida auxilia na regularização do trânsito intestinal. Entretanto, você tem intolerância à lactose, e isso não vai mudar, ou seja, você tem que seguir a dieta que faz, pois esta intolerância se deve a falta de enzimas para fazer a digestão da lactose. Diferente da SII que pode apresentar boa melhora apenas com a corrida.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Cuide também da saúde do seu filho

Nas últimas décadas as mulheres têm adquirido cada vez mais funções no dia-a-dia: trabalhar fora, cuidar da casa, cuidar dos filhos, se cuidar. Com todas estas funções, muitas vezes fica difícil prestar atenção a tantos detalhes que as cercam.

Concomitante a estas mudanças na vida da mulher houve um aumento da incidência de obesidade infantil. Hoje em dia o mercado de produtos voltados ao público infantil é muito grande e muito atrativo e as mães muitas vezes compram produtos industrializados pela falta de tempo para preparar um produto in natura. Além destes fatores, também veio o video game e a violência nas ruas que levou ao aumento do sedentarismo nas crianças, resultando nestes índices crescentes de obesidade infantil.

Uma das grandes dificuldades das mães é montar um lanche para o filho levar na escola (e assim não se render às tentações gordurosas da cantina) e também montar um lanche para ele fazer em casa no período da tarde, por exemplo. Por isso, é importante saber no que se deve prestar atenção na hora de comprar um produto no mercado.

No mercado é importante fazer comparativos entre os produtos e em alguns itens como:

- Valor Calórico: informa a quantidade de calorias que aquele produto vai oferecer ao organismo. É importante avaliar a quantidade de calorias que um produto oferece em uma porção. Às vezes, um outro produto semelhante oferece uma quantidade calórica menor com a mesma gramagem.

- Gorduras Saturadas: são as gorduras que elevam o colesterol ruim e diminuem o bom colesterol. Quanto maior a quantidade dela, pior para o coração.

- Gordura Trans: tem o mesmo efeito da gordura saturada, e tem relação com a obesidade. Esta gordura só é encontrada em produtos industrializados.

- Fibra Alimentar: é ela que ajuda no funcionamento do intestino e que ajuda na prevenção de câncer de intestino. Quanto maior a quantidade, melhor.

Segue abaixo um comparativo de dois produtos semelhantes (biscoitos), mas com algumas diferenças importantes na sua composição:


Por Porção (30g)

Recheadinho Bauducco®

Trakinas®

Valor Calórico

108

146

Carboidratos (G)

18

20

Proteínas (G)

0,8

1,6

Gorduras Totais (G)

3,6

6,6

Gorduras Saturadas (G)

1,2

3,2

Gorduras Trans (G)

0

0

Fibra Alimentar (G)

0,8

0,7

Fonte: Tabela Nutricional Da Embalagem Dos Dois Produtos.

Algumas dicas para o lanche do seu filho:

- Opção 1: 1 suco de caixinha, 1 Club Social®.

- Opção 2: 1 água de coco de caixinha, 1 porção de Recheadinho Bauducco®.

- Opção 3: 1 fruta, 1 Danoninho ®, 2 bolachas salgadas com margarina.


Cuide também da saúde do seu filho

Caminhada · 16 set, 2008

Nas últimas décadas as mulheres têm adquirido cada vez mais funções no dia-a-dia: trabalhar fora, cuidar da casa, cuidar dos filhos, se cuidar. Com todas estas funções, muitas vezes fica difícil prestar atenção a tantos detalhes que as cercam.

Concomitante a estas mudanças na vida da mulher houve um aumento da incidência de obesidade infantil. Hoje em dia o mercado de produtos voltados ao público infantil é muito grande e muito atrativo e as mães muitas vezes compram produtos industrializados pela falta de tempo para preparar um produto in natura. Além destes fatores, também veio o video game e a violência nas ruas que levou ao aumento do sedentarismo nas crianças, resultando nestes índices crescentes de obesidade infantil.

Uma das grandes dificuldades das mães é montar um lanche para o filho levar na escola (e assim não se render às tentações gordurosas da cantina) e também montar um lanche para ele fazer em casa no período da tarde, por exemplo. Por isso, é importante saber no que se deve prestar atenção na hora de comprar um produto no mercado.

No mercado é importante fazer comparativos entre os produtos e em alguns itens como:

- Valor Calórico: informa a quantidade de calorias que aquele produto vai oferecer ao organismo. É importante avaliar a quantidade de calorias que um produto oferece em uma porção. Às vezes, um outro produto semelhante oferece uma quantidade calórica menor com a mesma gramagem.

- Gorduras Saturadas: são as gorduras que elevam o colesterol ruim e diminuem o bom colesterol. Quanto maior a quantidade dela, pior para o coração.

- Gordura Trans: tem o mesmo efeito da gordura saturada, e tem relação com a obesidade. Esta gordura só é encontrada em produtos industrializados.

- Fibra Alimentar: é ela que ajuda no funcionamento do intestino e que ajuda na prevenção de câncer de intestino. Quanto maior a quantidade, melhor.

Segue abaixo um comparativo de dois produtos semelhantes (biscoitos), mas com algumas diferenças importantes na sua composição:


Por Porção (30g)

Recheadinho Bauducco®

Trakinas®

Valor Calórico

108

146

Carboidratos (G)

18

20

Proteínas (G)

0,8

1,6

Gorduras Totais (G)

3,6

6,6

Gorduras Saturadas (G)

1,2

3,2

Gorduras Trans (G)

0

0

Fibra Alimentar (G)

0,8

0,7

Fonte: Tabela Nutricional Da Embalagem Dos Dois Produtos.

Algumas dicas para o lanche do seu filho:

- Opção 1: 1 suco de caixinha, 1 Club Social®.

- Opção 2: 1 água de coco de caixinha, 1 porção de Recheadinho Bauducco®.

- Opção 3: 1 fruta, 1 Danoninho ®, 2 bolachas salgadas com margarina.

Qual é o melhor esporte para ganhar massa muscular?

Caminhada · 16 set, 2008

Nome: Daniel
Idade: 16 anos
Dúvida: Eu faço meu exercício em casa, exemplo: apoio, abdominal, mas vejo que não dá muito resultado. Seria o caso de usar suplemento? E qual é o melhor esporte para ganhar massa muscular?

Resposta: Daniel, provavelmente você não está fazendo um exercício intenso e adequado para apresentar ganho significativo de massa muscular. Não vejo nenhuma necessidade de fazer uma de suplementação alimentar. E para o ganho de massa muscular, o melhor é a prática de musculação com acompanhamento de um professor de educação física.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Não consigo dormir, será o treino?

Caminhada · 14 set, 2008

Nome: José Roberto
Idade: 29 anos
Dúvida: Treino seis vezes por semana, sou atleta amador e minha pergunta é: acordo muito durante a noite. Por que acontece isso comigo? Será que é o suplemento que eu tomo?

Resposta - José, estes episódios podem ter dois motivos: treinos noturnos ou até 3 horas antes de dormir. Isso eleva a adrenalina e a temperatura corporal, levando a uma dificuldade na hora de dormir. Ou, você pode estar usando algum suplemento que contenha cafeína em sua composição. A cafeína é estimulante e tem como efeito colateral a insônia.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Como posso perder peso com a corrida?

Caminhada · 10 set, 2008

Nome: Diogo Barbosa
Idade: 23 anos
Dúvida: Caros amigos, tenho uma vida um tanto agitada com estudos e trabalho, mas amo de paixão a corrida. Só que tenho receio de não estar fazendo uma alimentação correta para tal atividade. Tenho atualmente 2m de altura e peso 102 quilos. O meu índice é positivo e de qual maneira posso adequar minha alimentação e perder peso com a corrida?

Resposta: Diogo, o seu índice de massa corporal é um pouco acima do recomendado, mas por você ser alto, é difícil dizer (sem te ver pessoalmente) se você está realmente em sobrepeso ou se este valor se deve a sua altura e grande composição corporal. Para adequar sua alimentação, te aconselho a passar em uma nutricionista (veja com o seu plano de saúde, pois agora eles são obrigados a pagar reembolso da consulta nutricional) para que ela possa calcular e planejar adequadamente sua alimentação.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.

Adoçantes não garantem boa forma

As pesquisas científicas desvendam alguns segredos sobre o nosso comportamento alimentar. O fato do ser humano ter prazer pelos alimentos mais doces e gordurosos tem uma explicação. Nossos ancestrais, milhares de anos atrás, não possuíam uma variedade de alimentos e para obtê-los enfrentavam uma tarefa árdua e diária.

Por causa dessas limitações, a evolução nos fez ter sempre grande preferência pelos alimentos que fornecem mais energia como o açúcar e a gordura. Hoje esse tipo de alimento pode até nos trazer problemas com a obesidade, mas antigamente era um fator decisivo.

Alimentos doces como frutas maduras, os doces atuais e os gordurosos, como, por exemplo, a carne, sempre foram escolhas naturais do ser humano. Ou seja, pela cor de alguns alimentos e pelo sabor deles era identificado seu saldo nutricional. Para se ter uma idéia de como isso é forte, até hoje a indústria alimentícia usa esse conhecimento ao levar essas características para as embalagens coloridas e para fazer os sabores artificiais.

Adoçantes - Para combater essa saciedade por alimentos calóricos e conseqüentemente a obesidade, foi criado nas últimas décadas o adoçante artificial. Seu sabor adocicado é uma forma de satisfazer a vontade de adoçar com a vantagem de não adicionar calorias ao alimento. Até então, isso parecia uma opção perfeita! Mas quem já experimentou adoçante, sabe que há um gosto residual que varia de marca e tipo.

Além disso, mesmo com as melhoras do adoçante, algumas pessoas combateram seus componentes artificiais, com o argumento que esses poderiam ser perigosos ao longo prazo. Mas as pesquisas mostram que os adoçantes são seguros. Porém, já havia quem levantasse outras hipóteses diferentes.

A primeira que ouvi alegava que ao usar o adoçante a pessoa “enganaria” o cérebro dando o sabor doce. Mas o adoçante não forneceria energia ao corpo e com isso faria que ele mudasse seu comportamento fisiológico da queima de energia. Conseqüentemente o organismo faria uma reserva de gordura. Esse é um mecanismo interessante que merece estudo!

Recentemente ainda apareceu uma pesquisa muito alardeada com ratos de laboratórios. A pesquisa mostrou que os ratos ganharam peso quando foram alimentados com adoçantes. Já aqueles que receberam açúcar mantiveram o mesmo peso.

E depois ainda surgiu uma outra pesquisa, essa também muito interessante. Os autores esboçaram um mecanismo do nosso corpo para identificar o valor energético dos alimentos. Este seria feito não apenas pelas cores e sabores dos alimentos, mas também pelos sinalizadores bioquímicos presentes neles. Com isso, para os autores, o organismo seria capaz de saber se está ingerindo a energia condizente com o que os olhos vêem.

Se o organismo realmente age dessa forma, isso parece não só confirmar a viabilidade das duas primeiras teses que citei acima, como também explicar o porquê algumas pessoas, mesmo com dietas menos calóricas e uso de adoçantes, continuam a ingerir sempre mais alimento do que o necessário.

Assim parece que o corpo não se deixa enganar tão facilmente como sempre achávamos. Parece que ele abre mão de todos os recursos e sentidos para saber o que está de fato consumindo.

Infelizmente essas pesquisas nesse estágio não têm ainda nenhum efeito prático que eu já possa recomendar para vocês. Mas dá para entender que algumas escolhas são mais complexas do que nos parece.


Adoçantes não garantem boa forma

Atletismo · 04 set, 2008

As pesquisas científicas desvendam alguns segredos sobre o nosso comportamento alimentar. O fato do ser humano ter prazer pelos alimentos mais doces e gordurosos tem uma explicação. Nossos ancestrais, milhares de anos atrás, não possuíam uma variedade de alimentos e para obtê-los enfrentavam uma tarefa árdua e diária.

Por causa dessas limitações, a evolução nos fez ter sempre grande preferência pelos alimentos que fornecem mais energia como o açúcar e a gordura. Hoje esse tipo de alimento pode até nos trazer problemas com a obesidade, mas antigamente era um fator decisivo.

Alimentos doces como frutas maduras, os doces atuais e os gordurosos, como, por exemplo, a carne, sempre foram escolhas naturais do ser humano. Ou seja, pela cor de alguns alimentos e pelo sabor deles era identificado seu saldo nutricional. Para se ter uma idéia de como isso é forte, até hoje a indústria alimentícia usa esse conhecimento ao levar essas características para as embalagens coloridas e para fazer os sabores artificiais.

Adoçantes - Para combater essa saciedade por alimentos calóricos e conseqüentemente a obesidade, foi criado nas últimas décadas o adoçante artificial. Seu sabor adocicado é uma forma de satisfazer a vontade de adoçar com a vantagem de não adicionar calorias ao alimento. Até então, isso parecia uma opção perfeita! Mas quem já experimentou adoçante, sabe que há um gosto residual que varia de marca e tipo.

Além disso, mesmo com as melhoras do adoçante, algumas pessoas combateram seus componentes artificiais, com o argumento que esses poderiam ser perigosos ao longo prazo. Mas as pesquisas mostram que os adoçantes são seguros. Porém, já havia quem levantasse outras hipóteses diferentes.

A primeira que ouvi alegava que ao usar o adoçante a pessoa “enganaria” o cérebro dando o sabor doce. Mas o adoçante não forneceria energia ao corpo e com isso faria que ele mudasse seu comportamento fisiológico da queima de energia. Conseqüentemente o organismo faria uma reserva de gordura. Esse é um mecanismo interessante que merece estudo!

Recentemente ainda apareceu uma pesquisa muito alardeada com ratos de laboratórios. A pesquisa mostrou que os ratos ganharam peso quando foram alimentados com adoçantes. Já aqueles que receberam açúcar mantiveram o mesmo peso.

E depois ainda surgiu uma outra pesquisa, essa também muito interessante. Os autores esboçaram um mecanismo do nosso corpo para identificar o valor energético dos alimentos. Este seria feito não apenas pelas cores e sabores dos alimentos, mas também pelos sinalizadores bioquímicos presentes neles. Com isso, para os autores, o organismo seria capaz de saber se está ingerindo a energia condizente com o que os olhos vêem.

Se o organismo realmente age dessa forma, isso parece não só confirmar a viabilidade das duas primeiras teses que citei acima, como também explicar o porquê algumas pessoas, mesmo com dietas menos calóricas e uso de adoçantes, continuam a ingerir sempre mais alimento do que o necessário.

Assim parece que o corpo não se deixa enganar tão facilmente como sempre achávamos. Parece que ele abre mão de todos os recursos e sentidos para saber o que está de fato consumindo.

Infelizmente essas pesquisas nesse estágio não têm ainda nenhum efeito prático que eu já possa recomendar para vocês. Mas dá para entender que algumas escolhas são mais complexas do que nos parece.

Corro e quero emagrecer, o que devo comer?

Atletismo · 14 ago, 2008

Nome: César Rolak
Idade: 27 anos
Dúvida: Estou fazendo uma hora todos os dias na esteira, média de 7km a 8km, entre caminhada e corrida. Gostaria de saber qual a alimentação correta que eu devo fazer, já que eu também quero perder peso. O que devo comer de manhã, almoço, jantar e nos intervalos das principais refeições?

Resposta: César, para perder peso a dieta deve ser adequada para seu peso, idade e altura, sendo realizada somente em consultório e não pela Internet. Mas, caso não queira um acompanhamento de uma nutricionista, use as regras básicas para emagrecimento: fracionamento da dieta, cortar frituras e doces e nunca se exercitar em jejum.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.


Como deve ser uma alimentação correta?

Nome: José Luiz
Idade: 61 anos
Dúvida: Embora goste também de jogar uma pelada, o meu esporte preferido é a corrida. Gostaria de saber da Nutricionista Bruna Iasi, o seguinte:

Tenho necessidade de algum complemento alimentar, pois só me alimento três vezes ao dia. No café da manhã, como pão e requeijão ou queijo branco, três bananas cortadas, três laranjas descascadas cortadas sem semente, mamão e manga. No almoço, prefiro carnes brancas, massas e leite. Na terceira, normalmente é igual a primeira, acrescentando maçã e leite frio, substituindo o café.

Detalhe importante: eu corro três a quatro vezes por semana e nunca menos de 20km. Durante o treinamento tomo de três a quatro garrafas de isotônico. Estou me alimentando adequadamente ou necessito de algum complemento?

Resposta: José, em uma alimentação ideal o fracionamento é importante para manter o metabolismo ativo. Fora isso, sua alimentação é bem saudável e balanceada. Fique atendo para consumir em todas as refeições alguma fonte de proteína (carnes, leite, derivados de leite, feijão, soja). Se o seu treino acontecer muito depois da última refeição, tome ou coma alguma coisa 30 minutos antes do treino.

Em relação ao isotônico, acho quatro garrafas uma quantidade um pouco exagerada, mesmo com 20 km de treino. Duas garrafas (um litro) já são suficientes. Em relação a tomar algum suplemento, isso é muito relativo, por isso só fazemos suplementação em consultório com acompanhamento constante do paciente.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.


Como deve ser uma alimentação correta?

Corridas de Rua · 06 ago, 2008

Nome: José Luiz
Idade: 61 anos
Dúvida: Embora goste também de jogar uma pelada, o meu esporte preferido é a corrida. Gostaria de saber da Nutricionista Bruna Iasi, o seguinte:

Tenho necessidade de algum complemento alimentar, pois só me alimento três vezes ao dia. No café da manhã, como pão e requeijão ou queijo branco, três bananas cortadas, três laranjas descascadas cortadas sem semente, mamão e manga. No almoço, prefiro carnes brancas, massas e leite. Na terceira, normalmente é igual a primeira, acrescentando maçã e leite frio, substituindo o café.

Detalhe importante: eu corro três a quatro vezes por semana e nunca menos de 20km. Durante o treinamento tomo de três a quatro garrafas de isotônico. Estou me alimentando adequadamente ou necessito de algum complemento?

Resposta: José, em uma alimentação ideal o fracionamento é importante para manter o metabolismo ativo. Fora isso, sua alimentação é bem saudável e balanceada. Fique atendo para consumir em todas as refeições alguma fonte de proteína (carnes, leite, derivados de leite, feijão, soja). Se o seu treino acontecer muito depois da última refeição, tome ou coma alguma coisa 30 minutos antes do treino.

Em relação ao isotônico, acho quatro garrafas uma quantidade um pouco exagerada, mesmo com 20 km de treino. Duas garrafas (um litro) já são suficientes. Em relação a tomar algum suplemento, isso é muito relativo, por isso só fazemos suplementação em consultório com acompanhamento constante do paciente.

Resposta concedida pela nutricionista Bruna Iasi. É bacharel em nutrição pela São Camilo e especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP - EPM. Trabalha no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e atende na Clínica Dr. Osmar de Oliveira.