O nada, pedala e corre, mais conhecido como triathlon, tem a participação constante de homens e mulheres apaixonados pela adrenalina e que não acham apenas uma modalidade suficiente. Com isso, escolhem o esporte e não param de se mexer.
Existem algumas diferenças entre homens e mulheres esportistas,mas que não podem ser encaradas de forma generalizada e sempre que possível analisadas caso a caso.O treinador e triatleta Rodrigo Lobo destaca a questão hormonal. “Existem diversas variações no corpo feminino dentro de um mês. Há um maior cuidado no período pré menstrual até a melhor fase para desempenho, que é na janela pós ciclo, onde elas rendem melhor”.
A rotina das mulheres também costuma ser mais pesada, já que muitas desempenham o papel de mãe e outras funções em casa, que ainda são mal divididas, gerando sobrecarga e fazendo com que elas precisem de ainda mais força de vontade, na hora do treinamento.
“A dedicação é essencial no triathlon, já que os treinos costumam ser intensos. O homem ainda continua sendo privilegiado, pensando na realidade de nossa sociedade, mas as mulheres estão assumindo seu espaço e acredito que em breve isso irá mudar”, diz Lobo.
Destaque na natação
As mulheres acabam tendo destaque na natação, já que o percentual de gordura e estrutura física costuma ser menor, favorecendo assim a flutuabilidade. “Existem competidoras saindo de igual para igual com homens na água. Isso acontece até mesmo em Kona, surgindo assim tempos cada vez mais parecidos, mas no pedal a questão estrutural e muscular ainda favorece os homens, já que os hormônios masculinos atuam fortemente na geração de potência”, explica o treinador.
No tempo geral o resultado às vezes não aparece tanto, mas as performances femininas estão se destacando cada vez mais.
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Mulheres no esporte
“Diferenças como quadril mais largo, região dos seios e lombar que precisam de um fortalecimento específico, fazem com que o treinamento das triatletas seja mais controlado. Se ela gosta de usar salto também é preciso ter atenção, já que a constância compromete no encurtamento da panturrilha, gerando mais chances de lesão. Fora a questão da bike no tamanho ideal, falta de acessórios femininos e até mesmo poucas aparições para atletas experientes na mídia”, finaliza.