Caminhada · 29 jul, 2010
Os amantes de corrida de rua e caminhada têm mais uma opção de prova neste final de semana. A Sollys, marca de suco de soja da Nestlé, promove em Campos do Jordão neste sábado a Corrida Pelo Planeta. A largada será às 10h no Espaço Sollys, dentro da Estação de Inverno. Serão dois percursos: um de oito quilômetros de corrida e um de quatro, de caminhada.
Os inscritos no evento contam com arena realizando massagens, alongamento, avaliação médica e outras ações antes e depois da prova. No kit de corrida, além da tradicional sacola esportiva e da camiseta, também há um convite para a festa de confraternização em uma casa noturna da cidade.
O objetivo é conscientizar os participantes da prova da questão ambiental. Todo o carbono emitido durante o evento será compensado com o plantio de árvores. Além disso, a organização solicita aos corredores que doem latas de leite para serem entregues nas comunidades carentes de Campos do Jordão.
As inscrições podem ser feitas em São Paulo e em Campos do Jordão. Quem estiver na capital paulista tem a possibilidade de fazê-la nas lojas Velocitá dos Jardins (Al. Jaú, 621) e de Moema (Av. Pavão, 342). Já quem estiver na Serra da Mantiqueira pode se inscrever no Espaço Sollys, dentro da Estação de Inverno, e no Shopping Market Plaza, na loja Kasinski.
Caminhada · 29 jul, 2010
Começou nesta quinta-feira, 29 de julho, mais uma edição da Running Show, a maior feira do país. A feira teve início às 14h, no prédio da Bienal, no parque do Ibirapuera, onde estandes de marcas esportivas, provas e outros assuntos relacionados ao universo esportivo, apresentam ao público as novidades de tênis, vestuário e acessórios.
Dentro do Pavilhão da Bienal é possível também conferir novidades em cosméticos, alimentos e suplementação para esportistas. Assessorias esportivas também mostram seu trabalho para os visitantes.
Convidados especiais também falam nos estandes ao longo de toda a feira, como a Maratona Comrades, que traz atletas sul-africanos para contar suas experiências na prova, e marcas de frequencímetros cardíacos trazem especialistas para explicar melhor o funcionamento dos aparelhos.
A entrada para a feira custa R$ 15 e pode ser adquirida na própria bilheteria do prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A Running Show acontece até o dia primeiro de agosto, e funciona das 14h às 21h nos dias 29 e 30 de julho, das 10h às 22h no dia 31 de julho e das 10h às 18h no dia primeiro de agosto.
Caminhada · 29 jul, 2010
Acontece na cidade de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, mais uma edição da Meia Maratona A Tribuna. No dia 12 de setembro, atletas largam às 8h30 em frente ao Paço Municipal para as distâncias de 21, dez e cinco quilômetros das provas de Meia Maratona, Corrida e Caminhada.
Para os inscritos na prova principal serão duas grandes retas de quase dez quilômetros cada, acompanhando toda a orla da cidade. Serão 3100 vagas para os atletas que quiserem participar em qualquer uma das distâncias.
Os atletas mais rápidos a correrem a Meia Maratona dividem uma premiação de R$ 20 mil, sendo que os primeiros colocados entre os homens e entre as mulheres recebem três mil reais cada.
Na edição 2009, os gêmeos Paulo Roberto e Luis Fernando Almeida terminando os 21,1 quilômetros de maneira emocionante, cruzando a linha de chegada de mãos dadas, com o tempo de 1h04min41. Na categoria feminina, Nadir Sabino superou suas próprias dores para completar o percurso em 1h18min01.
As inscrições para as três provas estão abertas a partir do dia 10 de agosto pelo site www.triesportes.com.br. Idosos pagam metade do valor da inscrição.
Caminhada · 29 jul, 2010
O Circuito DJ Run, que já passou por Florianópolis e Brasília, tinha uma etapa programada na capital paulista para este domingo (01/08) no Jockey Club, mas segundo os organizadores o evento está cancelado. O comunicado oficial, reproduzido a seguir, foi publicado no site da prova e não menciona detalhes sobre o motivo do cancelamento.
Por motivos técnicos, a etapa de São Paulo foi adiada em comum acordo com os órgãos públicos e local da prova. Uma nova data será agendada até o dia 20 de agosto. Os direitos dos atletas serão preservados e estes poderão optar por:
1) Manter sua inscrição para nova data
2) Solicitar o ressarcimento do valor da inscrição para [email protected]
3) Transferir a sua inscrição para outra etapa nas cidades Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou Porto Alegre
A organização do Circuito DJ Run lamenta por quaisquer transtornos causados e estará trabalhando para realizar a etapa de São Paulo nas condições ideais aos participantes.
A proposta do Circuito é levar para as competições DJs para tocarem ao vivo e motivarem os corredores. Em São Paulo, a atração seria Daniela Ramalho, mais conhecida como Dahram, vencedora do concurso da Rede Globo Baladão do Faustão.
Quem quiser entrar em contato com o evento, deve fazê-lo pelo email [email protected], ou pelo site WWW.djrun.com.br
Caminhada · 28 jul, 2010
Título: CORRIDA: ciência do treinamento e desempenho
Autor: Eric Newsholme, Tony Leech e Glenda Duester
Categorias: Corrida de Rua; Triathlon; Maratonas; Meia Maratonas;
Editora: 416
Número de páginas: 416
Sinopse: Esse livro foi escrito para atletas em qualquer estágio de sua carreira, técnicos, médicos e todo aquele que deseja entender mais sobre as bases científicas da corrida. Ele também foi estruturado para auxiliar estudantes de Ciências do Esporte, especialmente aqueles com forte conhecimento em ciências. Na maior parte do texto, enfatizou-se idéias e não detalhes e, onde possível, apresentou-se os conceitos bioquimicamente, mas sem equações, e fisiologicamente, mas sem matemática.
Data de lançamento: 2005
Preço sugerido: R$ 72
No último artigo publicado nesta coluna abordei o tema da fadiga muscular e algumas de suas principais características, como as situações distintas em que pode ocorrer e os mecanismos fisiológicos correspondentes. Desta vez, darei continuidade ao tema e assim tratarei das lesões musculares, conseqüência possível do processo de fadiga muscular, sobretudo em corredores de longa distância.
De uma maneira geral, as lesões resultantes de atividades esportivas podem ser classificadas em dois grupos básicos:1
1 - Lesões intrínsecas: causadas por fatores individuais e biológicos (fatores antropométricos, história pregressa do atleta, nível de condicionamento).
2 - Lesões extrínsecas: causadas por fatores externos e do meio ambiente (piso de corrida, equipamento esportivo, condições climáticas).
As corridas de longa distância, esporte considerado sem contato físico, normalmente geram lesões intrínsecas1. As mais comuns incluem tendinopatias, bursites, fasciites, fraturas de stress e lesões musculares. As lesões musculares afetam os corredores principalmente durante os treinos de velocidade, incluindo os tiros e intervalados. Os atletas de elite podem apresentar maior predisposição a este tipo de lesão pela alta intensidade de seus treinamentos.
A literatura atual classifica estas lesões em diretas ou indiretas (mecanismo de ação), parciais ou totais (resultado da lesão), e traumáticas ou atraumáticas (presença ou ausência de contato físico)1.
Tipos de lesões - O estiramento muscular é uma lesão indireta frequente entre os corredores. É causado por um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade normal de trabalho, decorrente de ciclos intensos de contração e relaxamento do músculo envolvido. Ocorre geralmente na junção músculo-tendínea, área de menor resistência do músculo, ou também na inserção do tendão ao osso, em situações em que o músculo não está adequadamente alongado, portanto despreparado para aquele esforço físico.
Durante treinamentos que envolvem velocidade, como os intervalados ou tiros, lesões musculares são frequentes. Os treinos intervalados predispõem a estes tipos de lesões, pois a musculatura exerce um esforço forte e contínuo durante os intervalos pré-determinados do treino, o músculo pode contrair excessivamente e perder parte de sua capacidade de se alongar. Dessa forma, o atleta está predisposto a sofrer uma lesão nas sessões seguintes ou ao final do treino.
Fatores como fadiga muscular e lesões prévias são importantes considerações a serem feitas na prevenção de estiramentos musculares. A fadiga muscular, característica presente principalmente no final das sessões de treinos de velocidade, provoca uma alteração no automatismo do movimento de corrida do atleta e, portanto, se torna um fator predisponente para a ocorrência de lesões. As lesões prévias induzem à formação de fibrose (tecido cicatricial) nas áreas afetadas que não apresentarão a mesma capacidade de alongamento e força que tecidos não lesados, portanto constituindo um local propício para o surgimento de novas lesões.
Prevenção e tratamento - A atividade adequada de toda a musculatura dos membros inferiores, seguida de exercícios de alongamento, são condições que auxiliam na preparação desta musculatura e, consequentemente, reduzem os riscos de estiramentos. No caso de corredores, as regiões mais afetadas são: região posterior (atrás) da coxa, os chamados músculos ísquios-tibiais e a panturrilha (batata da perna).
O sintoma clínico característico referido pelo atleta é uma fisgada no músculo, seguida de dor e comprometimento da função muscular a ponto de interromper o treinamento ou a competição. Parada a atividade física, deve-se aplicar gelo na região acometida em ciclos de 10 a 15 minutos, com bolsa envolvida por tecido para proteção da pele e feita uma bandagem para a compressão do local. O membro deve permanecer elevado e em repouso, porém a imobilização deve ser evitada ao máximo a fim de minimizar a perda de força muscular e a propriocepção (sensibilidade do movimento).
Medicamentos a serem usados incluem os anti-inflamatórios não-hormonais (ibuprofeno ou meloxicam) e os analgésicos (paracetamol). Estas condutas, que objetivam a diminuição da dor e o controle do processo inflamatório, podem ser seguidas pelas próximas 24-48 horas. Após este período, são introduzidas as medidas fisioterápicas que incluem a utilização de ultra-som pulsado para o auxílio da regeneração dos tecidos. Na terceira semana, devem ser iniciados os exercícios para o ganho de força desta musculatura e amplitude de movimento das articulações envolvidas.
O objetivo do tratamento deve ser o retorno ao esporte em cinco semanas. Persistindo a dor, é necessária uma nova consulta com um médico especialista em medicina esportiva para a correta reavaliação da lesão e condução do tratamento mais adequado. É importante salientar que a reabilitação adequada das lesões musculares depende de um diagnóstico médico preciso, tratamento fisioterápico completo e colaboração total do atleta.
Referência Bibliográfica: 1. Cohen, M., Abdalla, R., Lesões nos Esportes diagnóstico, prevenção, tratamento Revinter, 2003
Caminhada · 28 jul, 2010
No último artigo publicado nesta coluna abordei o tema da fadiga muscular e algumas de suas principais características, como as situações distintas em que pode ocorrer e os mecanismos fisiológicos correspondentes. Desta vez, darei continuidade ao tema e assim tratarei das lesões musculares, conseqüência possível do processo de fadiga muscular, sobretudo em corredores de longa distância.
De uma maneira geral, as lesões resultantes de atividades esportivas podem ser classificadas em dois grupos básicos:1
1 - Lesões intrínsecas: causadas por fatores individuais e biológicos (fatores antropométricos, história pregressa do atleta, nível de condicionamento).
2 - Lesões extrínsecas: causadas por fatores externos e do meio ambiente (piso de corrida, equipamento esportivo, condições climáticas).
As corridas de longa distância, esporte considerado sem contato físico, normalmente geram lesões intrínsecas1. As mais comuns incluem tendinopatias, bursites, fasciites, fraturas de stress e lesões musculares. As lesões musculares afetam os corredores principalmente durante os treinos de velocidade, incluindo os tiros e intervalados. Os atletas de elite podem apresentar maior predisposição a este tipo de lesão pela alta intensidade de seus treinamentos.
A literatura atual classifica estas lesões em diretas ou indiretas (mecanismo de ação), parciais ou totais (resultado da lesão), e traumáticas ou atraumáticas (presença ou ausência de contato físico)1.
Tipos de lesões - O estiramento muscular é uma lesão indireta frequente entre os corredores. É causado por um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade normal de trabalho, decorrente de ciclos intensos de contração e relaxamento do músculo envolvido. Ocorre geralmente na junção músculo-tendínea, área de menor resistência do músculo, ou também na inserção do tendão ao osso, em situações em que o músculo não está adequadamente alongado, portanto despreparado para aquele esforço físico.
Durante treinamentos que envolvem velocidade, como os intervalados ou tiros, lesões musculares são frequentes. Os treinos intervalados predispõem a estes tipos de lesões, pois a musculatura exerce um esforço forte e contínuo durante os intervalos pré-determinados do treino, o músculo pode contrair excessivamente e perder parte de sua capacidade de se alongar. Dessa forma, o atleta está predisposto a sofrer uma lesão nas sessões seguintes ou ao final do treino.
Fatores como fadiga muscular e lesões prévias são importantes considerações a serem feitas na prevenção de estiramentos musculares. A fadiga muscular, característica presente principalmente no final das sessões de treinos de velocidade, provoca uma alteração no automatismo do movimento de corrida do atleta e, portanto, se torna um fator predisponente para a ocorrência de lesões. As lesões prévias induzem à formação de fibrose (tecido cicatricial) nas áreas afetadas que não apresentarão a mesma capacidade de alongamento e força que tecidos não lesados, portanto constituindo um local propício para o surgimento de novas lesões.
Prevenção e tratamento - A atividade adequada de toda a musculatura dos membros inferiores, seguida de exercícios de alongamento, são condições que auxiliam na preparação desta musculatura e, consequentemente, reduzem os riscos de estiramentos. No caso de corredores, as regiões mais afetadas são: região posterior (atrás) da coxa, os chamados músculos ísquios-tibiais e a panturrilha (batata da perna).
O sintoma clínico característico referido pelo atleta é uma fisgada no músculo, seguida de dor e comprometimento da função muscular a ponto de interromper o treinamento ou a competição. Parada a atividade física, deve-se aplicar gelo na região acometida em ciclos de 10 a 15 minutos, com bolsa envolvida por tecido para proteção da pele e feita uma bandagem para a compressão do local. O membro deve permanecer elevado e em repouso, porém a imobilização deve ser evitada ao máximo a fim de minimizar a perda de força muscular e a propriocepção (sensibilidade do movimento).
Medicamentos a serem usados incluem os anti-inflamatórios não-hormonais (ibuprofeno ou meloxicam) e os analgésicos (paracetamol). Estas condutas, que objetivam a diminuição da dor e o controle do processo inflamatório, podem ser seguidas pelas próximas 24-48 horas. Após este período, são introduzidas as medidas fisioterápicas que incluem a utilização de ultra-som pulsado para o auxílio da regeneração dos tecidos. Na terceira semana, devem ser iniciados os exercícios para o ganho de força desta musculatura e amplitude de movimento das articulações envolvidas.
O objetivo do tratamento deve ser o retorno ao esporte em cinco semanas. Persistindo a dor, é necessária uma nova consulta com um médico especialista em medicina esportiva para a correta reavaliação da lesão e condução do tratamento mais adequado. É importante salientar que a reabilitação adequada das lesões musculares depende de um diagnóstico médico preciso, tratamento fisioterápico completo e colaboração total do atleta.
Referência Bibliográfica: 1. Cohen, M., Abdalla, R., Lesões nos Esportes diagnóstico, prevenção, tratamento Revinter, 2003
Atletismo · 28 jul, 2010
O inverno chegou, hora de vestir roupas quentes e se agasalhar para enfrentar o frio certo? Não necessariamente, já que num país de proporções continentais, como o Brasil, a amplitude térmica e a condição climática numa mesma estação do ano variam muito. Na região sul e sudeste, o frio predomina, no norte e nordeste as chuvas chegam com força, enquanto no centro oeste calor e baixa umidade predominam.
O Brasil está localizado em sua maior parte no hemisfério sul do planeta, mas possui uma porção do território no hemisfério norte, que compreende parte dos Estados de Roraima, Amazonas, Pará e Amapá. Apesar da presença em dois hemisférios, o inverno começa oficialmente no país no dia 21 de junho e se estende até 23 de setembro, época que marca o início da primavera.
Gilmário Mendes, técnico da fundista Marily do Santos, que mora e ministra os treinos em Pojuca (BA), comenta que as chuvas que atingem o norte e nordeste nessa época são os maiores desafios para os corredores. Geralmente eles vão encontrar lama, poças de água e, dependendo da estrutura da cidade, fica complicado treinar porque pode haver algum obstáculo escondido como buracos, por exemplo. Ele conta ainda que as competições também costumam sofrer uma pausa durante o inverno. Há cerca de 60% menos eventos. As exceções são provas comemorativas, como Festa de São João, padroeiro e aniversário das cidades.
O ideal, segundo Gilmário, é procurar treinar e competir em locais em que as condições sejam mais favoráveis, porém, caso enfrentar São Pedro seja a única alternativa, ele passa algumas dicas. Numa corrida é interessante usar um saco de lixo grande como capa de chuva, cortando o local onde vai colocar os braços e fazendo um buraco no local onde aparece o número de peito. Numa ocasião como essa, caso a chuva cesse no meio da prova, fica fácil descartar a proteção improvisada.
Tanto em treinos, como nas provas, a dica de Gilmário é levar uma toalha e uma roupa seca para usar depois de correr. É legal ter um agasalho e uma camiseta de algodão, ou outro tecido que não seja sintético.
Centro Oeste - Se na região norte e nordeste em geral as temperaturas ficam na marca dos 18º a 20ºC, no centro oeste o cenário é diferente. A baixa umidade do cerrado e as altas temperaturas a partir de meados de julho, também são motivo de diminuição do número de provas.
Temos frio de maio até junho, condição possível de se tolerar numa boa, mas depois começa uma época mais difícil para nós, relata Edilberto Barros, responsável por treinar Lucélia Peres em Brasília. Temos uma altitude aqui de 1.200m, umidade relativa do ar abaixo de 20% e um calor forte sem chuva até outubro. Esses três fatores derrubam a condição ideal de treinamento.
Ainda segundo o treinador, outro fator de complicação é a falta de opções de terrenos para o atleta variar o treino, já que a grama nessa época do ano não pode ser utilizada como alternativa para o alto impacto do asfalto. O terreno está esturricado, os pisos ficam duros e há uma queda de rendimento.
Com a baixa umidade, a sensação de suor é menor e muitos corredores acabam se esquecendo da hidratação durante os treinos. Nessa época quase não temos nuvens e o céu é aberto do amanhecer até o pôr-do-sol, então a desidratação é muito grande, esclarece o treinador, que também é fisiologista.
Assim sendo, o cuidado na reposição de líquidos e sais minerais deve ser redobrada, a alimentação balanceada, deve se dar preferência ao uso de roupas leves e usar muito protetor solar. Os termômetros começam o dia na marca dos 19 a 20ºC e chegam muitas vezes a 31ºC.
A dica de Edilberto para se adaptar é procurar correr nas primeiras horas da manhã e no final do dia, já mais à noite. Brasília é um bom lugar para treinar, não para competir. Quando o corredor sai daqui e vai para o nível do mar, por exemplo, tem um ganho aproximado de meio minuto no tempo nos 10 mil metros.
As competições não chegam a parar completamente, mas sofrem uma pausa e retornam gradativamente a partir de agosto. Teremos a Maratona Pão de Açúcar, a Duque de Caxias, a Capital Runners, entre outras.
Enquanto isso, nas regiões sul e sudeste do país, o frio costuma predominar nos meses de inverno, época em que a assiduidade de alunos nos treinos de assessorias esportivas costuma ser baixa. Nessa época há uma redução de pessoas nos treinos e nas academias, quando deveria ser o contrário, já que no frio a performance costuma ser melhor, avalia o técnico do Clube Pinheiros, Cláudio Castilho.
As temperaturas no começo do dia e durante a noite costumam cair para baixo dos 15ºC, então é necessário atentar a algumas dicas para não ter problemas com hipotermia e outros problemas ocasionados pelo frio. Segundo o treinador Aulus Sellmer, responsável pela equipe 4any1, deve-se dar preferência a agasalhos que tenham fleece, tecido com função de manter o corpo aquecido, sem bloquear a transpiração.
Ainda segundo o treinador, o aquecimento para o treino deve ser feito com várias camadas de roupa e, aos poucos, se desfazer das vestimentas para não se expor subitamente às mudanças de temperatura. Logo depois do treino, as roupas devem estar separadas para serem vestidas o mais rápido possível.
As competições não pararam nessa época do ano, como acontece nas outras regiões, pelo contrário, elas continuam a todo vapor e muitas vezes há mais de uma opção para um mesmo fim de semana. As temperaturas mais amenas trazem possibilidade para incrementar o desempenho. Converse com seu treinador sobre a possibilidade de aumentar os treinos longos e melhorar resistência aeróbia e capacidade aeróbia, responsável pelo melhor aproveitamento de oxigênio, finaliza Aulus.
Apesar das características marcantes de cada parte do Brasil, vale lembrar que muitas vezes ocorrem inversões térmicas, veranicos e outros fenômenos climáticos que podem alterar a condição em determinada época. O melhor, então, é ter um olho na planilha, outro na previsão do tempo e sempre consultar um profissional da área para obter o desempenho almejado.
Caminhada · 28 jul, 2010
A cidade de São Paulo, palco de inúmeras corridas de rua, recebe mais uma, mas dessa vez com segundas intenções. A Corrida e Caminhada Contra o Câncer acontece no Shopping Center Norte no dia cinco de setembro, e no Rio de Janeiro no dia 14 de novembro, na Praça da Apoteose. Todas as inscrições para a prova serão revertidas para o Hospital de Câncer de Barretos.
O evento terá dois percursos, seis quilômetros para corrida, e três para caminhada. Além da ação social, outro atrativo da prova são os locais, que fogem dos tradicionais utilizados nos demais circuitos.
Todos os corredores que cruzarem a linha de chegada recebem medalhas de finisher. Os cinco primeiros colocados na corrida de seis quilômetros, homens e mulheres, recebem troféus. A idade mínima para participar do evento é de 16 anos, mas os atletas que quiserem completar a distância de seis quilômetros devem ter no mínimo 18 anos.
As inscrições são limitadas as 2.000 participantes e devem ser feitas pelo endereço www.corridacontraocancer.com.br.
Atletismo · 26 jul, 2010
Para quem quer perder peso, a estratégia hoje que parece consensualmente uma das mais aceitas é a de se conciliar uma dieta para redução de ingestão calórica, com a prática de exercício físico, o que geraria um maior gasto energético. Tudo tem que ser feito de forma sem exageros, porque qualquer dieta que prometa mais de um quilo a cada duas semanas, pode ser uma mentira ou um desastre.
Um importante e detalhado estudo mostrou que as pessoas que faziam um registro de tudo aquilo que haviam comido, tinham maior perda e controle do peso no regime. As vantagens disso se mantinham mesmo que as pessoas sequer consultassem depois suas anotações! O simples ato de anotar parece fazer com que a pessoa tenha uma melhor ideia de quanto ela come. Nas pesquisas de saúde pública vemos sempre que as pessoas dizem se exercitar muito mais e comer muito menos do que realmente fazem.
Para piorar, o grande desafio pra quem quer fazer tudo sem consultar um profissional, é o baixo conhecimento médio das pessoas sobre o tema. As pessoas não sabem o quanto consumir, nem quando, nem o quê. Nem mesmo a experiência parece ser uma fonte segura, pois diversas pesquisas entre atletas e treinadores mostram que mesmo entre os de alto desempenho há um baixo conhecimento teórico sobre nutrição.
Não importando a pessoa, a sensação de sede é um excelente indicador de hidratação, mas a fome não é um indicador nada confiável de necessidade energética! Vejamos algumas armadilhas que já falamos aqui.
- A simples exposição a comerciais de fast food faz com que comamos mais;
- Algumas cidades americanas decidiram colocar valores calóricos nos cardápios das lanchonetes, mas o consumo não se alterou;
- As cadeias de lanchonetes mais saudáveis acabam fazendo com que as pessoas comam mais por acharem que os pratos são mais leves;
- Pratos light são erroneamente subavaliados quanto aos valores calóricos;
- Testes com combos de redes de fast food são muito subavaliados na quantidade calórica;
- Um homem quando acompanhado de uma mulher come mais do que sua média, enquanto ela come menos que o habitual;
- Pessoas instruídas a caminhar um pouco consumiam muito mais quando a elas se dizia que haviam feito exercício físico;
Ou seja, nossa decisão de comer ainda é muitas vezes um grande mistério sem lógica. Uma recente pesquisa da pesquisadora Dolores Albarracín, da Universidade americana de Illinois, mostra que a simples menção a campanhas de praticar exercício faz com que comamos mais, mesmo sem se exercitar. No estudo temos que as pessoas expostas a pôsteres simples com dizeres como matricule-se em uma academia, ou pratique caminhada, fez com que os estudados comessem muito mais do que os expostos a mensagens neutras! Ou seja, o simples gesto de ler algo relativo a exercício, já os fez consumir 30% mais, como se eles já estivessem treinando!
Então, preste atenção no que você come no dia a dia e o quanto faz de atividade física, para obter um equilíbrio e evitar brigas desnecessárias com a balança.
Caminhada · 23 jul, 2010
A segunda edição do Desafio das Matas leva a Belo Horizonte mais uma vez provas com o conceito Running for Nature. No dia 12 de setembro, o Parque das Mangabeiras será o palco de um percurso de oito quilômetros de corrida e caminhada, com trilhas em terra e cascalho, além de riachos e outros obstáculos que darão um toque de aventura à prova.
Além de proporcionar um desafio interessante e diferente aos atletas, o conceito Running for Nature possibilita um maior contato com a natureza, mostrando a todos a importância e a magia do meio ambiente, e que devemos preservá-lo.
Cartão postal da cidade e ponto de encontro de corredores e amantes da natureza, o Parque das Mangabeiras recebe cerca de 30 mil pessoas por mês, que vão ao parque também para fugir da agitação do dia-a-dia, aliviar o stress e apreciar belas paisagens.
Projetado pelo arquiteto Roberto Burle Marx, o Parque das Mangabeiras está ao pé da Serra do Curral e tem uma área de 2,8 milhões de metros quadrados, sendo considerado um dos maiores parques urbanos da América Latina.
As inscrições para a prova são feitas no endereço www.desafiodasmatas.com.br.
Tecnologia · 01 jul, 2026
Saúde · 30 jun, 2026