Caminhada

Nova bebida energética chega ao mercado das corridas de rua

Além dos tradicionais isotônicos e da sempre presente água, outro tipo de bebida vem se tornando bem comum nas corridas e parece ter se tornado quase obrigatório em revezamentos longos, nos quais as pessoas ficam juntas por longas horas e precisam correr dois ou mais trechos: as bebidas energéticas.

Nos dois principais revezamentos do país você pode encontrar em quase toda van de apoio e na caramanhola de muitos ciclistas e triatletas. E o que há de tão interessante nessas bebidas?
Um dos motivos é a cafeína. Apesar das evidências dos efeitos ergogênicos da cafeína não estarem totalmente claros, ela parece agir reduzindo a fadiga, aumentando o estado de atenção e excitação, além de aumentar a lipólise (queima de gordura durante o exercício).

Os benefícios são vistos nesse tipo de provas mesmo em baixa quantidade (1-3mg/kg corporal). Ela, ao contrário do que se pensava antes, não é diurética durante o exercício e não aumenta a FCmédia. Talvez as mais conhecidas sejam mesmo aquelas que “dão asas” e seus similares. Outra, voltada ao público esportivo é a 6 Energy Shot.

Ela é bem prática porque é pequena (60 ml), tem cafeína e tem ainda Taurina, que é um aminoácido que parece potencializar a ação da cafeína durante o exercício. Ela ainda contém Ácido Fólico em uma quantidade muito boa (60%), micronutriente razoavelmente difícil de ser obter na dieta.

Seu principal “porém” é que a cafeína é em baixa quantidade (21mg contra os 1-3mg/kg corporal de alguns protocolos sugeridos) e não possui uma versão com açúcar, e sabemos que carboidrato é fundamental.


Nova bebida energética chega ao mercado das corridas de rua

Caminhada · 11 nov, 2010

Além dos tradicionais isotônicos e da sempre presente água, outro tipo de bebida vem se tornando bem comum nas corridas e parece ter se tornado quase obrigatório em revezamentos longos, nos quais as pessoas ficam juntas por longas horas e precisam correr dois ou mais trechos: as bebidas energéticas.

Nos dois principais revezamentos do país você pode encontrar em quase toda van de apoio e na caramanhola de muitos ciclistas e triatletas. E o que há de tão interessante nessas bebidas?
Um dos motivos é a cafeína. Apesar das evidências dos efeitos ergogênicos da cafeína não estarem totalmente claros, ela parece agir reduzindo a fadiga, aumentando o estado de atenção e excitação, além de aumentar a lipólise (queima de gordura durante o exercício).

Os benefícios são vistos nesse tipo de provas mesmo em baixa quantidade (1-3mg/kg corporal). Ela, ao contrário do que se pensava antes, não é diurética durante o exercício e não aumenta a FCmédia. Talvez as mais conhecidas sejam mesmo aquelas que “dão asas” e seus similares. Outra, voltada ao público esportivo é a 6 Energy Shot.

Ela é bem prática porque é pequena (60 ml), tem cafeína e tem ainda Taurina, que é um aminoácido que parece potencializar a ação da cafeína durante o exercício. Ela ainda contém Ácido Fólico em uma quantidade muito boa (60%), micronutriente razoavelmente difícil de ser obter na dieta.

Seu principal “porém” é que a cafeína é em baixa quantidade (21mg contra os 1-3mg/kg corporal de alguns protocolos sugeridos) e não possui uma versão com açúcar, e sabemos que carboidrato é fundamental.

Tempo seco, poluição, esportes e coração

Essa rima é realmente um desastre do século 21. Muito já foi dito, mas o assunto continua de grande importância para nós na cardiologia clínica e do esporte.
Os problemas médicos decorrentes do tempo seco vão desde alergias diversas e respiratórias consequentes ao ressecamento das mucosas, além de sangramento ou laivos de sangue pelo nariz, ressecamento da pele e irritação conjuntival.

O esportista necessita da sudorese abundante para equilibrar a temperatura corporal durante os exercícios físicos, com a baixa umidade ambiental, corre o risco de desidratação, hipertermia e complicações como a rabdomiólise (como ocorreu num corredor da meia maratona do RJ em julho 2010 que veio a falecer). Isso sem falar da queda de performance, também pela dificuldade de respiração durante esportes ao ar livre.

Além de beber muita água, ter cuidado com os isotônicos devido ao seu conteúdo de sal e glicose, procurar reduzir a carga de treinamentos e antecipar os horários de treino para antes das 9h. Para evitar a desidratação, prefira ambientes fechados, com sistema de umidificação. Caso perceba qualquer sintoma no ouvido, nariz ou garganta durante o exercício, pare imediatamente a atividade. E preste muita atenção na intensidade do esforço físico, e não ultrapasse este limite.

Os banhos não devem ser quentes e se deve evitar o uso de buchas, que retiram a proteção de gordura normal da pele.

Aqui vão algumas recomendações gerais que utilizam uma escala empírica de umidade, do Centro de Pesquisas Meteorologicas e Climáticas na Agricultura/Unicamp, como padrão para se evitar os danos à saúde humana pela baixa umidade relativa do ar. Essa escala é usada rotineiramente durante a época de Primavera quando a baixa umidade do ar, além de indicar o perigo de incêndio em áreas vegetadas, pode comprometer seriamente a saúde humana.

Entre 20 e 30% - Estado de Atenção

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
  • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.
  • Consumir água, sucos e frutas à vontade.

    Entre 12 e 20% - Estado de Alerta

  • Observar as recomendações do estado de atenção
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados
  • Usar soro fisiológico para olhos e narinas e cremes hidratantes

    Abaixo de 12% - Estado de emergência

  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta
  • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10/16 hs como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
  • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10-16h
  • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

    Nos dias mais poluídos, por elevação dos níveis de Dióxido de nitrogênio (NO2) dos escapamentos desregulados e do Dióxido de enxofre (SO2) da combustão dos combustíveis com muito enxofre, temos danos graves à saúde. Portanto, exercícios só em locais afastados das ruas e avenidas, ventilados (ex. orla marítima e parques) ou salas climatizadas (boa umidade sem poluição).


  • Tempo seco, poluição, esportes e coração

    Caminhada · 10 nov, 2010

    Essa rima é realmente um desastre do século 21. Muito já foi dito, mas o assunto continua de grande importância para nós na cardiologia clínica e do esporte.
    Os problemas médicos decorrentes do tempo seco vão desde alergias diversas e respiratórias consequentes ao ressecamento das mucosas, além de sangramento ou laivos de sangue pelo nariz, ressecamento da pele e irritação conjuntival.

    O esportista necessita da sudorese abundante para equilibrar a temperatura corporal durante os exercícios físicos, com a baixa umidade ambiental, corre o risco de desidratação, hipertermia e complicações como a rabdomiólise (como ocorreu num corredor da meia maratona do RJ em julho 2010 que veio a falecer). Isso sem falar da queda de performance, também pela dificuldade de respiração durante esportes ao ar livre.

    Além de beber muita água, ter cuidado com os isotônicos devido ao seu conteúdo de sal e glicose, procurar reduzir a carga de treinamentos e antecipar os horários de treino para antes das 9h. Para evitar a desidratação, prefira ambientes fechados, com sistema de umidificação. Caso perceba qualquer sintoma no ouvido, nariz ou garganta durante o exercício, pare imediatamente a atividade. E preste muita atenção na intensidade do esforço físico, e não ultrapasse este limite.

    Os banhos não devem ser quentes e se deve evitar o uso de buchas, que retiram a proteção de gordura normal da pele.

    Aqui vão algumas recomendações gerais que utilizam uma escala empírica de umidade, do Centro de Pesquisas Meteorologicas e Climáticas na Agricultura/Unicamp, como padrão para se evitar os danos à saúde humana pela baixa umidade relativa do ar. Essa escala é usada rotineiramente durante a época de Primavera quando a baixa umidade do ar, além de indicar o perigo de incêndio em áreas vegetadas, pode comprometer seriamente a saúde humana.

    Entre 20 e 30% - Estado de Atenção

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
  • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.
  • Consumir água, sucos e frutas à vontade.

    Entre 12 e 20% - Estado de Alerta

  • Observar as recomendações do estado de atenção
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados
  • Usar soro fisiológico para olhos e narinas e cremes hidratantes

    Abaixo de 12% - Estado de emergência

  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta
  • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10/16 hs como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
  • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10-16h
  • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

    Nos dias mais poluídos, por elevação dos níveis de Dióxido de nitrogênio (NO2) dos escapamentos desregulados e do Dióxido de enxofre (SO2) da combustão dos combustíveis com muito enxofre, temos danos graves à saúde. Portanto, exercícios só em locais afastados das ruas e avenidas, ventilados (ex. orla marítima e parques) ou salas climatizadas (boa umidade sem poluição).

  • Comunicado oficial sobre a Oscar Running Night, em São José dos Campos

    Caminhada · 09 nov, 2010

    A organização da primeira edição da Oscar Running Night Fila, entrou em contato com o Webrun para divulgar um comunicado oficial sobre os transtornos ocorridos durante a realização da mesma, no último sábado (6/11). Segue o texto na íntegra.

    "A Oscar Calçados agradece a participação de todos os atletas profissionais e amadores presentes no 1º Oscar Running Night Fila e lamenta que a Prefeitura de São José dos Campos, por meio de sua Secretaria de Trânsito, não tenha organizado uma logística de trânsito necessária para a realização de uma corrida de rua noturna, causando transtornos durante a prova para grande parte dos atletas.

    Empenhada na realização e incentivo desta e de outras práticas esportivas em todo o Vale do Paraíba, a Oscar Calçados declara aguardar empenho das autoridades locais para que os problemas registrados durante o 1º Oscar Running Night Fila não se repitam.

    A Oscar Calçados irá analisar se dará continuidade a realização de provas de corrida e caminhada até que tenha a resposta da Secretaria de Trânsito de São José dos Campos e que soluções sejam executadas para receber eventos desta natureza".

    Atenciosamente,
    Grupo Oscar Calçados

    Parque no Tatuapé recebe Corrida 24h e caminhada da Virada Esportiva

    No penúltimo final de semana do mês de novembro (dias 20 e 21) acontecerá a Virada Esportiva 2010 como incentivo ao esporte na capital paulista. O evento pretende reunir milhares de pessoas na cidade de São Paulo, em mais de 220 modalidades esportivas. As principais atividades do Parque Esportivo dos Trabalhadores (um dos locais onde a Virada será realizada), no Tatuapé, serão a Caminhada Revirando o Parque, a Corrida infantil da Virada e a Corrida 24 horas na Pista.

    A Caminhada está marcada para as 9h30 do sábado e a largada acontecerá na entrada principal do parque, pela Rua Canuto de Abreu. Os inscritos percorrerão três quilômetros sob a orientação de um guia, dentro do circuito estabelecido, e os participantes não poderão ultrapassar o monitor, nem desviar o trajeto. Além disso, o uso da camiseta do evento é obrigatório.

    Já a 3ª. Edição das 24 Horas de Corrida na Pista, que também inicia no dia 20, às 14h, e encerra no mesmo horário do dia seguinte, no domingo, será realizada na Pista de atletismo do Parque Esportivo dos Trabalhadores. Os participantes deverão completar várias voltas na pista de 400 metros. O corredor poderá escolher uma das quatro modalidades oferecidas: individual e em equipes de seis, 12 e 24 atletas (grupo masculino, feminino ou misto), ou a modalidade individual.

    Ainda no dia 20, haverá a corrida Runner sp Kids, que começa às 8h e termina ao meio-dia. Os atletas mirins podem participar da prova desde que seu responsável o inscreva numa faixa-etária. As inscrições para as atividades são gratuitas e podem ser feitas no site http://www.runnersp.com.br/virada_2010/. Para encontrar outros locais onde o evento também promoverá atividades, basta entrar no site http://www.viradaesportivasp.com.br/.


    Parque no Tatuapé recebe Corrida 24h e caminhada da Virada Esportiva

    Caminhada · 27 out, 2010

    No penúltimo final de semana do mês de novembro (dias 20 e 21) acontecerá a Virada Esportiva 2010 como incentivo ao esporte na capital paulista. O evento pretende reunir milhares de pessoas na cidade de São Paulo, em mais de 220 modalidades esportivas. As principais atividades do Parque Esportivo dos Trabalhadores (um dos locais onde a Virada será realizada), no Tatuapé, serão a Caminhada Revirando o Parque, a Corrida infantil da Virada e a Corrida 24 horas na Pista.

    A Caminhada está marcada para as 9h30 do sábado e a largada acontecerá na entrada principal do parque, pela Rua Canuto de Abreu. Os inscritos percorrerão três quilômetros sob a orientação de um guia, dentro do circuito estabelecido, e os participantes não poderão ultrapassar o monitor, nem desviar o trajeto. Além disso, o uso da camiseta do evento é obrigatório.

    Já a 3ª. Edição das 24 Horas de Corrida na Pista, que também inicia no dia 20, às 14h, e encerra no mesmo horário do dia seguinte, no domingo, será realizada na Pista de atletismo do Parque Esportivo dos Trabalhadores. Os participantes deverão completar várias voltas na pista de 400 metros. O corredor poderá escolher uma das quatro modalidades oferecidas: individual e em equipes de seis, 12 e 24 atletas (grupo masculino, feminino ou misto), ou a modalidade individual.

    Ainda no dia 20, haverá a corrida Runner sp Kids, que começa às 8h e termina ao meio-dia. Os atletas mirins podem participar da prova desde que seu responsável o inscreva numa faixa-etária. As inscrições para as atividades são gratuitas e podem ser feitas no site http://www.runnersp.com.br/virada_2010/. Para encontrar outros locais onde o evento também promoverá atividades, basta entrar no site http://www.viradaesportivasp.com.br/.

    Fraturas de stress: estatísticas e tratamento

    Na coluna anterior o Dr. Neto explicou como surgem as fraturas de stress e quais fatores podem ocasionar o problema. Agora, na segunda parte do texto, ele fala sobre as estatísticas e tratamento deste tipo de lesão.

    As fraturas de stress representam 10% de todas as lesões esportivas e aproximadamente cinco a 15% de todas as lesões em corredores de longa distância. Estes atletas contribuem com 69% de todas as fraturas de stress, que são mais encontradas na tíbia (34%) e fíbula (24%), os ossos entre o joelho e o tornozelo. A dor referida pelo atleta aumenta de intensidade conforme o desenrolar da atividade física e se torna progressivamente limitante, apenas melhorando com o repouso.

    Normalmente são realizadas várias tentativas de modificação do treinamento (duração, intensidade, freqüência, equipamento) até que o atleta apresente incapacidade funcional para o esporte. Segundo estudos, os sintomas geralmente ocorrem entre quatro e cinco semanas após o início das tentativas de mudanças no treinamento.

    A palpação da face ântero-medial da tíbia (osso da canela) é dolorosa em um ponto único e pode estar presente mesmo ao caminhar. Nas fases iniciais o exame de RX é normal, e outros métodos de imagem para o diagnóstico e acompanhamento clínico devem ser utilizados, como a cintilografia óssea e a ressonância magnética.

    Tratamento - O tratamento das fraturas de stress costuma ser dividido em duas fases conforme a maioria dos autores. A fase I, ou fase de repouso relativo, caracteriza-se pelo controle da dor por medicação antiinflamatória, medidas fisioterápicas para analgesia (gelo), descarga de peso apenas nas atividades de vida diária, exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da perna e manutenção da capacidade aeróbica do corredor por meio de atividades alternativas à corrida.

    A fase II se inicia a partir do momento em que o atleta não mais apresenta dores no local acometido por um período mínimo de duas semanas. Ela se baseia na correção de fatores biomecânicos, utilização de órteses (talas), regulação do ciclo menstrual em mulheres, correção de distúrbios nutricionais e retorno gradual ao esporte.

    As fraturas de stress têm como principal diagnóstico diferencial a “canelite”, também descrita ortopedicamente como síndrome do stress tibial medial, caracterizada por dor à palpação ao longo de maior área da face ântero-medial da tíbia e representada clinicamente pela inflamação do periósteo, tecido fibroso que recobre o osso. Apresenta boa resposta ao tratamento conservador à base de gelo, medicação antiinflamatória e fortalecimento da musculatura dorsiflexora dos pés (músculos situados na frente da canela).

    O hábito de correr em superfícies mais macias, como grama ou terra batida, a preferência pelo uso de calçados esportivos dotados de sistemas confiáveis de amortecimento de impacto, constituem os fatores mais importantes a serem considerados pelos atletas na prevenção das fraturas de stress. O constante trabalho de fortalecimento da musculatura anterior da perna e o alongamento adequado dos músculos da panturrilha e da planta dos pés, também podem ajudar.


    Fraturas de stress: estatísticas e tratamento

    Caminhada · 12 out, 2010

    Na coluna anterior o Dr. Neto explicou como surgem as fraturas de stress e quais fatores podem ocasionar o problema. Agora, na segunda parte do texto, ele fala sobre as estatísticas e tratamento deste tipo de lesão.

    As fraturas de stress representam 10% de todas as lesões esportivas e aproximadamente cinco a 15% de todas as lesões em corredores de longa distância. Estes atletas contribuem com 69% de todas as fraturas de stress, que são mais encontradas na tíbia (34%) e fíbula (24%), os ossos entre o joelho e o tornozelo. A dor referida pelo atleta aumenta de intensidade conforme o desenrolar da atividade física e se torna progressivamente limitante, apenas melhorando com o repouso.

    Normalmente são realizadas várias tentativas de modificação do treinamento (duração, intensidade, freqüência, equipamento) até que o atleta apresente incapacidade funcional para o esporte. Segundo estudos, os sintomas geralmente ocorrem entre quatro e cinco semanas após o início das tentativas de mudanças no treinamento.

    A palpação da face ântero-medial da tíbia (osso da canela) é dolorosa em um ponto único e pode estar presente mesmo ao caminhar. Nas fases iniciais o exame de RX é normal, e outros métodos de imagem para o diagnóstico e acompanhamento clínico devem ser utilizados, como a cintilografia óssea e a ressonância magnética.

    Tratamento - O tratamento das fraturas de stress costuma ser dividido em duas fases conforme a maioria dos autores. A fase I, ou fase de repouso relativo, caracteriza-se pelo controle da dor por medicação antiinflamatória, medidas fisioterápicas para analgesia (gelo), descarga de peso apenas nas atividades de vida diária, exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da perna e manutenção da capacidade aeróbica do corredor por meio de atividades alternativas à corrida.

    A fase II se inicia a partir do momento em que o atleta não mais apresenta dores no local acometido por um período mínimo de duas semanas. Ela se baseia na correção de fatores biomecânicos, utilização de órteses (talas), regulação do ciclo menstrual em mulheres, correção de distúrbios nutricionais e retorno gradual ao esporte.

    As fraturas de stress têm como principal diagnóstico diferencial a “canelite”, também descrita ortopedicamente como síndrome do stress tibial medial, caracterizada por dor à palpação ao longo de maior área da face ântero-medial da tíbia e representada clinicamente pela inflamação do periósteo, tecido fibroso que recobre o osso. Apresenta boa resposta ao tratamento conservador à base de gelo, medicação antiinflamatória e fortalecimento da musculatura dorsiflexora dos pés (músculos situados na frente da canela).

    O hábito de correr em superfícies mais macias, como grama ou terra batida, a preferência pelo uso de calçados esportivos dotados de sistemas confiáveis de amortecimento de impacto, constituem os fatores mais importantes a serem considerados pelos atletas na prevenção das fraturas de stress. O constante trabalho de fortalecimento da musculatura anterior da perna e o alongamento adequado dos músculos da panturrilha e da planta dos pés, também podem ajudar.

    Qual o tempo certo para aplicar carga em uma fratura de pé?

    Caminhada · 11 out, 2010

    Nome: Janaina

    Idade: 25

    Dúvida: Olá..
    Gostaria de saber qual o tempo certo para aplicar carga em uma fratura de pé após a consolidação.

    Resposta: Oi Janaína, uma vez a fratura consolidada (dá para se ver com um simples raio-x), você pode aplicar carga. Em alguns casos, sob orientação médica e fisioterápica, você pode ir colocando carga gradativa ( 20% de seu peso, 30% etc ) e vai aumentando gradativamente. Sempre o acompanhamento médico torna-se necessário e a fisioterapia para ajuda da consolidação e inicio da pratica esportiva.

    Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.davidhomsi.com.br

    Meu suor não tem sais minerais, apenas água. Isso e normal?

    Atletismo · 10 out, 2010

    Nome: Luiz Rodrigues Mafra

    Idade: 35

    Dúvida: Já notei duas vezes que meu suor não tem sais minerais, apenas água. Isso e normal?...ou alguma anomalia no organismo?

    Resposta: Olá Luiz! Tudo bem? Está havendo um engano, é simplesmente impossível que não haja minerais em seu suor. Essa presença, aliás, é uma pré-condição para que você consiga transpirar. O que acontece é que a concentração do suor sofre variação de pessoa para pessoa. Além disso, o treinamento gera uma adaptação que faz o suor do treinado ter menor concentração de minerais. Mas mesmo assim, às vezes vemos treinados que ficam com aquela aparência de sal jogado sobre o rosto, mas isso depende muito da pessoa e também das condições de umidade, temperatura e até luminosidade. Bons treinos!

    Resposta concedida pelo nutricionista Danilo Balu. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP). http://twitter.com/DaniloBalu

    O levedo de cerveja substitui a carne vermelha?

    Atletismo · 08 out, 2010

    Nome: Gabriel Ferrari

    Idade: 18

    Dúvida: Boa noite. Tenho uma dúvida referente ao levedo de cerveja. Eu não consumo carne vermelha, frango, ou porco, consumo apenas leite, ovos, e peixe. Estou tomando o levedo de cerveja, pois estudei que ele contém vitaminas do complexo B, mas como fazer a ingestão deste? E com que fequência posso comer peixe e ovos cozidos (não como gema também)? Meu estilo de treino é voltado para melhorar e chegar a elite da corrida. Obrigado.

    Resposta: Olá Gabriel! Tudo bem? Muita gente que consome pouca carne, busca no levedo de cerveja uma alternativa para obter a vitamina B12. Há um pouco de controvérsia na biodisponibilidade dessa vitamina nesse produto. Como você consome peixes, leite e ovos, essa parece não ser uma carência com a qual você tenha que se preocupar muito. Recomendo que você parcele o consumo do levedo em mais de uma refeição, porque a vitamina B12 ao ser consumida pode não ser absorvida toda em apenas uma dose.
    Por fim, você pode consumir peixes diariamente, não há problemas! O mesmo vale para ovos sem gema. Se você não quer consumir carnes, fique apenas atento ao consumo de Ferro (contido também no levedo de cerveja) e Zinco. Bons treinos!

    Resposta concedida pelo nutricionista Danilo Balu. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP). http://twitter.com/DaniloBalu

    Bike e caminhada podem me ajudar a ganhar peso?

    Nome: Letícia da Silva

    Idade: 23

    Dúvida: Olá. Tenho 23 anos, parei de fumar, pois quero ganhar peso, me falaram que musculação seria o ideal, mas eu me recuso a ficar fazendo força , prefiro correr ou andar de bicicleta. Isso iria me ajudar no ganho de peso? Preciso de algum suplemento alimentar? Tenho dificuldade em ganhar peso, sou bem magra.
    Espero que alguém possa me ajudar, pois já fui à nutricionista, já tomei suplemento alimentares, já fiz dieta , e não obtive resultado. Agora que parei de fumar espero conseguir ...

    Resposta: Olá Letícia! Tudo bem? É muito difícil prever qual a mudança no peso de uma pessoa que passa a correr ou a andar de bicicleta. Alguns perdem peso, outros mantêm (apesar de perder gordura e ganhar músculos) e outros poucos ainda ganham peso. Não existem números, mas arrisco dizer que a grande maioria perca peso porque perde gordura e esses 2 exercícios aeróbios não são as melhores alternativas para você ganhar músculos nas pernas, os membros mais exigidos das atividades. Não há suplementos que ajudem no ganho de massa muscular sem uma atividade física que demande essa adaptação em nosso organismo. Um hábito que ajuda muito é o de parcelarmos nossas refeições em 5 ou 6 ao longo do dia e ter uma dieta adequada para quem passa a treinar. Para quem pretende ganhar peso, musculação e natação ainda são mesmo as opções mais conhecidas. Bons treinos!

    Resposta concedida pelo nutricionista Danilo Balu. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP). http://twitter.com/DaniloBalu


    Bike e caminhada podem me ajudar a ganhar peso?

    Caminhada · 07 out, 2010

    Nome: Letícia da Silva

    Idade: 23

    Dúvida: Olá. Tenho 23 anos, parei de fumar, pois quero ganhar peso, me falaram que musculação seria o ideal, mas eu me recuso a ficar fazendo força , prefiro correr ou andar de bicicleta. Isso iria me ajudar no ganho de peso? Preciso de algum suplemento alimentar? Tenho dificuldade em ganhar peso, sou bem magra.
    Espero que alguém possa me ajudar, pois já fui à nutricionista, já tomei suplemento alimentares, já fiz dieta , e não obtive resultado. Agora que parei de fumar espero conseguir ...

    Resposta: Olá Letícia! Tudo bem? É muito difícil prever qual a mudança no peso de uma pessoa que passa a correr ou a andar de bicicleta. Alguns perdem peso, outros mantêm (apesar de perder gordura e ganhar músculos) e outros poucos ainda ganham peso. Não existem números, mas arrisco dizer que a grande maioria perca peso porque perde gordura e esses 2 exercícios aeróbios não são as melhores alternativas para você ganhar músculos nas pernas, os membros mais exigidos das atividades. Não há suplementos que ajudem no ganho de massa muscular sem uma atividade física que demande essa adaptação em nosso organismo. Um hábito que ajuda muito é o de parcelarmos nossas refeições em 5 ou 6 ao longo do dia e ter uma dieta adequada para quem passa a treinar. Para quem pretende ganhar peso, musculação e natação ainda são mesmo as opções mais conhecidas. Bons treinos!

    Resposta concedida pelo nutricionista Danilo Balu. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP). http://twitter.com/DaniloBalu

    Tenho bico de papagaio. Posso correr, ou melhor, trotar?

    Atletismo · 03 out, 2010

    Nome: Rosana de Fátima Camargo

    Idade: 51

    Dúvida: Tenho bico de papagaio. Posso correr, ou melhor, trotar?

    Resposta:Olá Rosana.
    Correr com bico de papagaio sempre merece cuidado, pois é um processo degenerativo. Você deve ter fortalecimento muscular redobrado e estar bem condicionada para tal, caso contrário o processo degenerativo pode piorar. Lembre-se também de fazer acompanhamento com seu ortopedista do esporte.

    Bom treino!

    Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814