Caminhada

Qual o exercício indicado para quem tem tendinite aquiliana?

Atletismo · 02 out, 2010

Nome: Bruno Adelino de Farias

Idade: 27

Dúvida: Estou sofrendo de tendinite aquiliana. Qual outro exercício é indicado para que eu mantenha meu condicionamento físico? Lembrando que sempre corri muito (10, 15 e 21 km) e hoje em dia não posso forçar muito.

Resposta: Olá Bruno. Se você tem tendinite deve procurar um especialista em pé e tornozelo, tratar e voltar a correr sem problema! No período de tratamento, o ideal é não fazer impacto sobre a região, portanto: natação, bicicleta, musculação, etc são exercícios recomendados.

Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814

Quem tem bico de papagaio pode correr?

Atletismo · 01 out, 2010

Nome: Cristiane Valcirene de melo

Idade: 36

Dúvida: Gostaria de saber se quem tem bico de papagaio e osteófitos pode correr. Eu corro em média 10 km três vezes por semana.

Resposta: Olá Cristiane.
Correr com esses processos degenerativos sempre merece cuidado. Você deve ter fortalecimento muscular redobrado e estar bem condicionada para tal, além de fazer acompanhamento com seu ortopedista do espsorte para ver a evolução.
PS: bico de papagaio é o nome popular de osteófito! Bom treino!

Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814

A importância do exame de imagem no diagnóstico de lesões

Lesões musculares são relativamente comuns no esporte. A ressonância magnética e a ultra-sonografia são os exames de imagem mais indicados para o diagnóstico e para o tratamento de atletas com esse tipo de lesão.

As lesões musculares são geralmente agudas, decorrentes de um movimento de hiper-extensão ou contração forçada do membro, ou por contusão direta. Esses mecanismos de lesão podem produzir estiramentos, roturas parciais ou completas.

Os músculos mais frequentemente acometidos nessas lesões nos esportes são do membro inferior: músculos adutores da coxa (futebol), músculos das regiões anterior da coxa (futebol) e posterior da coxa, ou ísquio-tibiais (futebol e atletismo, entre outros), e músculos da região posterior da perna, ou panturrilha (tênis, futebol, corrida, squash). A ressonância magnética e a ultra-sonografia são os exames complementares utilizados para se determinar com precisão a graduação e a extensão das lesões musculares.

Estiramentos - Estiramentos são lesões menos graves em que não há rotura macroscópica significativa de fibras e, portanto, não há descontinuidade do músculo. A ressonância magnética nestes casos é superior à ultra-sonografia e mostra uma alteração discreta que é o edema intra-muscular. Estas lesões geralmente não produzem sangramentos (hematomas) e a recuperação é mais precoce.

Roturas musculares - Estas podem ser classificadas em parciais ou completas. Nestes casos há descontinuidade das fibras musculares, com a formação de um hematoma decorrente do sangramento. Há comprometimento da função muscular, que será proporcional à gravidade da lesão.

Apesar de a ultra-sonografia ser um excelente método de imagem, a ressonância magnética é capaz de mostrar a lesão de uma forma mais panorâmica, que é mais conveniente para a avaliação de sua extensão.

Em termos de imagem, estes dois métodos mostram o músculo lesado com áreas de edema intra-muscular, áreas com contornos irregulares, zonas de intervalo de fibras, acompanhadas por uma quantidade variável de sangue (hematoma). O radiologista músculo-esquelético ao examinar um atleta com rotura muscular, seja por ressonância magnética ou por ultra-sonografia, deve diagnosticar o músculo envolvido, a localização e o tamanho da lesão, o percentual da lesão em relação ao diâmetro total do músculo, e o volume do hematoma.

Todas essas informações são fundamentais para o ortopedista que acompanha o atleta decidir pelo tipo de tratamento e estimar o tempo de retorno às atividades esportivas, que varia muito de indivíduo para indivíduo.

Os hematomas podem se localizar no interior do músculo (intra-muscular), ou ao redor dele (peri-muscular), ou entre um músculo e outro (inter-muscular). Hematomas mais volumosos tendem a causar mais dor e desconforto e podem requerer mais tempo de recuperação.

A ressonância magnética é um excelente exame de imagem para esclarecer casos duvidosos e para a avaliação de lesões extensas e/ou de maior gravidade. A ultra-sonografia, por ser um exame mais barato e mais disponível, pode ser utilizada para o acompanhamento da evolução da lesão sob tratamento.

Contratura muscular e fadiga muscular são condições benignas e usualmente não têm representação nas imagens médicas.

Exames de imagem são fundamentais nas lesões nos esportes não apenas para fazer o diagnóstico inicial, mas para definir o tipo de tratamento a ser adotado e para fazer o seguimento da lesão do atleta.


A importância do exame de imagem no diagnóstico de lesões

Atletismo · 30 set, 2010

Lesões musculares são relativamente comuns no esporte. A ressonância magnética e a ultra-sonografia são os exames de imagem mais indicados para o diagnóstico e para o tratamento de atletas com esse tipo de lesão.

As lesões musculares são geralmente agudas, decorrentes de um movimento de hiper-extensão ou contração forçada do membro, ou por contusão direta. Esses mecanismos de lesão podem produzir estiramentos, roturas parciais ou completas.

Os músculos mais frequentemente acometidos nessas lesões nos esportes são do membro inferior: músculos adutores da coxa (futebol), músculos das regiões anterior da coxa (futebol) e posterior da coxa, ou ísquio-tibiais (futebol e atletismo, entre outros), e músculos da região posterior da perna, ou panturrilha (tênis, futebol, corrida, squash). A ressonância magnética e a ultra-sonografia são os exames complementares utilizados para se determinar com precisão a graduação e a extensão das lesões musculares.

Estiramentos - Estiramentos são lesões menos graves em que não há rotura macroscópica significativa de fibras e, portanto, não há descontinuidade do músculo. A ressonância magnética nestes casos é superior à ultra-sonografia e mostra uma alteração discreta que é o edema intra-muscular. Estas lesões geralmente não produzem sangramentos (hematomas) e a recuperação é mais precoce.

Roturas musculares - Estas podem ser classificadas em parciais ou completas. Nestes casos há descontinuidade das fibras musculares, com a formação de um hematoma decorrente do sangramento. Há comprometimento da função muscular, que será proporcional à gravidade da lesão.

Apesar de a ultra-sonografia ser um excelente método de imagem, a ressonância magnética é capaz de mostrar a lesão de uma forma mais panorâmica, que é mais conveniente para a avaliação de sua extensão.

Em termos de imagem, estes dois métodos mostram o músculo lesado com áreas de edema intra-muscular, áreas com contornos irregulares, zonas de intervalo de fibras, acompanhadas por uma quantidade variável de sangue (hematoma). O radiologista músculo-esquelético ao examinar um atleta com rotura muscular, seja por ressonância magnética ou por ultra-sonografia, deve diagnosticar o músculo envolvido, a localização e o tamanho da lesão, o percentual da lesão em relação ao diâmetro total do músculo, e o volume do hematoma.

Todas essas informações são fundamentais para o ortopedista que acompanha o atleta decidir pelo tipo de tratamento e estimar o tempo de retorno às atividades esportivas, que varia muito de indivíduo para indivíduo.

Os hematomas podem se localizar no interior do músculo (intra-muscular), ou ao redor dele (peri-muscular), ou entre um músculo e outro (inter-muscular). Hematomas mais volumosos tendem a causar mais dor e desconforto e podem requerer mais tempo de recuperação.

A ressonância magnética é um excelente exame de imagem para esclarecer casos duvidosos e para a avaliação de lesões extensas e/ou de maior gravidade. A ultra-sonografia, por ser um exame mais barato e mais disponível, pode ser utilizada para o acompanhamento da evolução da lesão sob tratamento.

Contratura muscular e fadiga muscular são condições benignas e usualmente não têm representação nas imagens médicas.

Exames de imagem são fundamentais nas lesões nos esportes não apenas para fazer o diagnóstico inicial, mas para definir o tipo de tratamento a ser adotado e para fazer o seguimento da lesão do atleta.

Bike é atividade de fortalecimento, ou tenho que puxar ferro?

Atletismo · 29 set, 2010

Nome: Alessandro Carvalho

Idade: 33 anos

Dúvida: Olá, tenho 33 anos, 1,77m e 80 kg. Corro há mais ou menos três anos dia sim, dia não, sempre 1 hora de corrida e 1 hora de caminhada por dia de treinamento. Porém, há um mês foi diagnosticada pelo médico uma tendinite patelar aguda no meu joelho direito. O médico me receitou, dentre outras coisas, que eu fizesse fortalecimento muscular para voltar a correr. Minha dúvida é: Spinning ou RPM (Bike) são atividades de fortalecimento muscular, ou se terei é que "puxar ferro" mesmo?

Resposta: Oi Alessandro,

você precisará puxar ferro sim, mas após um tratamento de fisioterapia para diminuir esta inflamação, deve-se priorizar alongamentos da musculatura da perna (coxa e posterior coxa ). O spinning irá ser um complemento de seu treinamento.

Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.davidhomsi.com.br

Fraturas por stress: perigo à vista

Nessa primeira parte da coluna sobre as fraturas por stress, Dr. Neto explica como elas podem surgir e quais fatores podem aumentar os riscos de lesão. No próximo mês ele dará continuidade ao tema e passará algumas estatísticas e formas de tratamento.

Inicialmente descrita em recrutas militares por um cirurgião alemão, as fraturas por stress representam uma das lesões mais incapacitantes para os corredores de longa distância. Seus estudos iniciais foram realizados com radiografias planas até o eventual advento da cintilografia óssea, exame que foi desenvolvido a partir de 1971 e que utiliza a leitura corporal de um rádio fármaco (substância radioativa marcada com tecnécio-99m) injetado na veia do paciente.

As fraturas de stress são lesões ósseas causadas por uma sobrecarga onde o local acometido apresenta uma alteração do processo fisiológico de remodelação óssea. Em outras palavras, o osso enfrenta estágios de remodelação natural em resposta às situações de aplicação de carga, durante as quais ocorrem destruição e formação de tecido ósseo. Quando há um desequilíbrio entre estes processos, o tecido entra em fadiga e não consegue se regenerar adequadamente, culminando com o aparecimento das fraturas.

As fraturas de stress resultam de uma sobrecarga cíclica e repetitiva sobre a estrutura óssea e não de eventos traumáticos agudos. Os estudos apontam duas teorias para explicar a origem das fraturas de stress em atletas.

Teorias - A primeira delas afirma que o enfraquecimento da musculatura que envolve os ossos reduz sua capacidade de absorção de impacto que passa a ser direcionado às extremidades inferiores e promove a redistribuição de forças para o osso, aumentando o stress para pontos focais. Dessa forma explica-se o mecanismo pelo qual estas fraturas acometem os membros inferiores.

A segunda teoria afirma que a tração muscular através do osso, resultante de movimentos esportivos, é capaz de gerar forças repetitivas suficientes para o próprio desenvolvimento das fraturas de stress que acometem os ossos dos membros superiores.

Diversos fatores de risco são considerados predisponentes para o surgimento das fraturas de stress: idade, sexo, raça (brancos são mais suscetíveis do que negros), nível de atividade, nível de condicionamento físico, distúrbios hormonais, desequilíbrios alimentares, características biomecânicas (assimetria de membros inferiores, diminuição da largura da tíbia, valgismo ou varismo de joelhos, pronação dos pés). A modificação súbita nas características do treinamento também pode ser um fator.

A tríade da mulher atleta representa um fator de risco importante para o sexo feminino, cerca de três a 12 vezes maior do que para o homem e caracteriza-se pela presença de distúrbios dietéticos (baixa ingestão calórica, bulimia, anorexia nervosa, administração de diuréticos ou laxativos). Outros fatores são alterações menstruais (oligomenorréia - fluxo menstrual diminuído, ou amenorréia - fluxo menstrual ausente) e osteoporose (diminuição da quantidade de cálcio na matriz óssea).


Fraturas por stress: perigo à vista

Atletismo · 22 set, 2010

Nessa primeira parte da coluna sobre as fraturas por stress, Dr. Neto explica como elas podem surgir e quais fatores podem aumentar os riscos de lesão. No próximo mês ele dará continuidade ao tema e passará algumas estatísticas e formas de tratamento.

Inicialmente descrita em recrutas militares por um cirurgião alemão, as fraturas por stress representam uma das lesões mais incapacitantes para os corredores de longa distância. Seus estudos iniciais foram realizados com radiografias planas até o eventual advento da cintilografia óssea, exame que foi desenvolvido a partir de 1971 e que utiliza a leitura corporal de um rádio fármaco (substância radioativa marcada com tecnécio-99m) injetado na veia do paciente.

As fraturas de stress são lesões ósseas causadas por uma sobrecarga onde o local acometido apresenta uma alteração do processo fisiológico de remodelação óssea. Em outras palavras, o osso enfrenta estágios de remodelação natural em resposta às situações de aplicação de carga, durante as quais ocorrem destruição e formação de tecido ósseo. Quando há um desequilíbrio entre estes processos, o tecido entra em fadiga e não consegue se regenerar adequadamente, culminando com o aparecimento das fraturas.

As fraturas de stress resultam de uma sobrecarga cíclica e repetitiva sobre a estrutura óssea e não de eventos traumáticos agudos. Os estudos apontam duas teorias para explicar a origem das fraturas de stress em atletas.

Teorias - A primeira delas afirma que o enfraquecimento da musculatura que envolve os ossos reduz sua capacidade de absorção de impacto que passa a ser direcionado às extremidades inferiores e promove a redistribuição de forças para o osso, aumentando o stress para pontos focais. Dessa forma explica-se o mecanismo pelo qual estas fraturas acometem os membros inferiores.

A segunda teoria afirma que a tração muscular através do osso, resultante de movimentos esportivos, é capaz de gerar forças repetitivas suficientes para o próprio desenvolvimento das fraturas de stress que acometem os ossos dos membros superiores.

Diversos fatores de risco são considerados predisponentes para o surgimento das fraturas de stress: idade, sexo, raça (brancos são mais suscetíveis do que negros), nível de atividade, nível de condicionamento físico, distúrbios hormonais, desequilíbrios alimentares, características biomecânicas (assimetria de membros inferiores, diminuição da largura da tíbia, valgismo ou varismo de joelhos, pronação dos pés). A modificação súbita nas características do treinamento também pode ser um fator.

A tríade da mulher atleta representa um fator de risco importante para o sexo feminino, cerca de três a 12 vezes maior do que para o homem e caracteriza-se pela presença de distúrbios dietéticos (baixa ingestão calórica, bulimia, anorexia nervosa, administração de diuréticos ou laxativos). Outros fatores são alterações menstruais (oligomenorréia - fluxo menstrual diminuído, ou amenorréia - fluxo menstrual ausente) e osteoporose (diminuição da quantidade de cálcio na matriz óssea).

Corrida pela paz celebra um mundo melhor na capital paulista

A corrida pela paz, realizada neste domingo (12/09), reuniu milhares de participantes nas disputas de quatro e oito quilômetros, que homenageavam as metas da ONU para o milênio. Além dessas duas prova, havia também uma caminhada de quatro quilômetros, do Coração Hcor.

Com o céu azul e temperatura agradável, a largada foi na Ponte Estaiada, um dos cartões postais de São Paulo. O atibaiense João Cardoso, do interior de São Paulo, chegou em primeiro lugar no masculino com o tempo de 26min06. "Esta é um prova muito legal. Ela dá grande visibilidade e sempre tem bom nível técnico. Por isso, vencer aqui é sempre importante", explica Cardoso, corredor há três anos.

João é especialista em provas rápidas e já está começando a se preparar para a Corrida Internacional de São Silvestre, que fecha o ano esportivo no dia 31 de dezembro percorrendo as ruas de São Paulo. "Quero chegar entre os dez primeiros e vou batalhar para isso. Espero que a sorte continue no meu lado", acrescenta o vencedor.

Ainda no masculino, outro atleta que fez bonito na prova foi Fábio de Lima, que completou o percurso de oito quilômetros em 27min10, seguido por Ednaldo Barbosa, em 27min16. Já a primeira mulher a cruzar a linha de chegada foi a paulistana Andréia Lemes, campeã aos 32min05.

"Foi uma prova boa, pois ela tem ritmo forte e certa dificuldade. As adversárias apertaram, mas consegui abrir um pouco no final e vencer", diz a ganhadora, corredora há dez anos e integrante da Guarda Municipal. “Agora espero uma vaga na elite da Corrida Sargento Gonzaguinha, uma das seletivas para a São Silvestre 2010”, completa a vencedora. Andréia foi seguida pelas atletas Cristiane de Sousa e Viviam de Oliveira, segunda e terceira colocadas, nos tempos de 32min17 e 32min21, respectivamente.


Corrida pela paz celebra um mundo melhor na capital paulista

Caminhada · 13 set, 2010

A corrida pela paz, realizada neste domingo (12/09), reuniu milhares de participantes nas disputas de quatro e oito quilômetros, que homenageavam as metas da ONU para o milênio. Além dessas duas prova, havia também uma caminhada de quatro quilômetros, do Coração Hcor.

Com o céu azul e temperatura agradável, a largada foi na Ponte Estaiada, um dos cartões postais de São Paulo. O atibaiense João Cardoso, do interior de São Paulo, chegou em primeiro lugar no masculino com o tempo de 26min06. "Esta é um prova muito legal. Ela dá grande visibilidade e sempre tem bom nível técnico. Por isso, vencer aqui é sempre importante", explica Cardoso, corredor há três anos.

João é especialista em provas rápidas e já está começando a se preparar para a Corrida Internacional de São Silvestre, que fecha o ano esportivo no dia 31 de dezembro percorrendo as ruas de São Paulo. "Quero chegar entre os dez primeiros e vou batalhar para isso. Espero que a sorte continue no meu lado", acrescenta o vencedor.

Ainda no masculino, outro atleta que fez bonito na prova foi Fábio de Lima, que completou o percurso de oito quilômetros em 27min10, seguido por Ednaldo Barbosa, em 27min16. Já a primeira mulher a cruzar a linha de chegada foi a paulistana Andréia Lemes, campeã aos 32min05.

"Foi uma prova boa, pois ela tem ritmo forte e certa dificuldade. As adversárias apertaram, mas consegui abrir um pouco no final e vencer", diz a ganhadora, corredora há dez anos e integrante da Guarda Municipal. “Agora espero uma vaga na elite da Corrida Sargento Gonzaguinha, uma das seletivas para a São Silvestre 2010”, completa a vencedora. Andréia foi seguida pelas atletas Cristiane de Sousa e Viviam de Oliveira, segunda e terceira colocadas, nos tempos de 32min17 e 32min21, respectivamente.

A emoção de cruzar a linha de chegada…

A corrida é uma das únicas modalidades em que todos podem participar da festa ativamente, independente de nível técnico. Onde um reles mortal, muitas vezes sem o menor biótipo de corredor pode treinar, inscrever-se e participar de um mesmo evento que o recordista mundial, percorrer o mesmo percurso, ser visto pelas mesmas pessoas, contemplar as mesmas paisagens, tomar posse do mesmo espaço e, sobretudo, desfrutar do momento mágico de cruzar a tão desejada linha de chegada.

Quanto não estou participando da festa como corredor, um dos locais que mais gosto de ficar é próximo à linha de chegada, pois ali se observa as mais variadas e interessantes expressões e reações. Tem gente muito feliz e sorrindo, dando socos no ar, gente chorando de alegria por um objetivo alcançado, que pode ter sido um recorde, uma boa colocação, a superação pessoal, ou simplesmente o fato de conseguir chegar, superando todas as adversidades encontradas pelo caminho. Mal sabemos quais foram elas.

Tem gente triste por não ter conseguido um lugar no disputado pódio, ou por não ter feito o tempo que gostaria, mesmo que tenha chegado a apenas alguns míseros segundos acima do programado. Confesso que muitas vezes já cometi esta heresia. Gente humilde, gente abonada, gente mal vestida e gente chique. Magrinhos, gordinhos, marombados, baixinhos a altos, discretos e alarmantes, acabados e inteirinhos. Penteadas e descabeladas. Belas e feras, ou belas, mas ao mesmo tempo feras, como minha amiga triatleta Ariane Monticeli, que nos inspira com a linda foto da matéria!

Inclusão - À frente normalmente chegam os mais privilegiados pela invejável genética, porém muito castigados pela dura rotina de anos de treinos e cujos corpos já suportaram e resistiram às mais fortes dores, das mais variadas e pesadas cargas. Mas alguns minutos após, também cruzam a mesma linha de chegada os gordinhos, os descoordenados, as mulheres que não deixam de se preocupar com a combinação da roupa, com a maquiagem e com o detalhe no cabelo.

Os mais simples dos tênis bem gastos e baratos, os mais abonados dos tênis tecnológicos de último modelo, os de roupas discretas e os fantasiados, demonstrando que cruzar a linha de chegada é algo muito democrático, privilégio de todos os que se preparam adequadamente e muitas vezes até de alguns que nem tanto.

Quem nunca correu talvez não entenda o significado de ser o primeiro, segundo, terceiro colocado ou de “apenas chegar”, pois provavelmente não faça ideia do quanto deve ter custado este momento tão mágico para o corredor. Lembro-me de um domingo em que fui acompanhar dois corredores do meu grupo em uma pequena, mas tradicional corrida próximo ao parque do Ibirapuera.

Um deles, que após deixar de lado o sedentarismo, criar coragem, começar a caminhar e em seguida começar a correr com muita dificuldade, finalmente completou sua primeira prova. O outro, que havia trabalhado no período noturno, mas que mesmo cansado teve a honra de cruzar a linha de chegada a frente de todos os inscritos. E como dizer que um teve mais mérito ao completar a prova do que o outro? Considerando as dificuldades e condições de cada um, diria que é praticamente impossível.

A linha de chegada vai muito além da medida do tempo registrado entre o tiro de largada e o final da última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos. Seja a prova de 100 metros, 5 km, 10 km ou maratona, a tão sonhada linha mágica, visão e momento mais desejado por todos os corredores é apenas o local simbólico entre o processo que vai do início da preparação a realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança muitas vezes irá transcender, por anos a fio.


A emoção de cruzar a linha de chegada…

Caminhada · 13 set, 2010

A corrida é uma das únicas modalidades em que todos podem participar da festa ativamente, independente de nível técnico. Onde um reles mortal, muitas vezes sem o menor biótipo de corredor pode treinar, inscrever-se e participar de um mesmo evento que o recordista mundial, percorrer o mesmo percurso, ser visto pelas mesmas pessoas, contemplar as mesmas paisagens, tomar posse do mesmo espaço e, sobretudo, desfrutar do momento mágico de cruzar a tão desejada linha de chegada.

Quanto não estou participando da festa como corredor, um dos locais que mais gosto de ficar é próximo à linha de chegada, pois ali se observa as mais variadas e interessantes expressões e reações. Tem gente muito feliz e sorrindo, dando socos no ar, gente chorando de alegria por um objetivo alcançado, que pode ter sido um recorde, uma boa colocação, a superação pessoal, ou simplesmente o fato de conseguir chegar, superando todas as adversidades encontradas pelo caminho. Mal sabemos quais foram elas.

Tem gente triste por não ter conseguido um lugar no disputado pódio, ou por não ter feito o tempo que gostaria, mesmo que tenha chegado a apenas alguns míseros segundos acima do programado. Confesso que muitas vezes já cometi esta heresia. Gente humilde, gente abonada, gente mal vestida e gente chique. Magrinhos, gordinhos, marombados, baixinhos a altos, discretos e alarmantes, acabados e inteirinhos. Penteadas e descabeladas. Belas e feras, ou belas, mas ao mesmo tempo feras, como minha amiga triatleta Ariane Monticeli, que nos inspira com a linda foto da matéria!

Inclusão - À frente normalmente chegam os mais privilegiados pela invejável genética, porém muito castigados pela dura rotina de anos de treinos e cujos corpos já suportaram e resistiram às mais fortes dores, das mais variadas e pesadas cargas. Mas alguns minutos após, também cruzam a mesma linha de chegada os gordinhos, os descoordenados, as mulheres que não deixam de se preocupar com a combinação da roupa, com a maquiagem e com o detalhe no cabelo.

Os mais simples dos tênis bem gastos e baratos, os mais abonados dos tênis tecnológicos de último modelo, os de roupas discretas e os fantasiados, demonstrando que cruzar a linha de chegada é algo muito democrático, privilégio de todos os que se preparam adequadamente e muitas vezes até de alguns que nem tanto.

Quem nunca correu talvez não entenda o significado de ser o primeiro, segundo, terceiro colocado ou de “apenas chegar”, pois provavelmente não faça ideia do quanto deve ter custado este momento tão mágico para o corredor. Lembro-me de um domingo em que fui acompanhar dois corredores do meu grupo em uma pequena, mas tradicional corrida próximo ao parque do Ibirapuera.

Um deles, que após deixar de lado o sedentarismo, criar coragem, começar a caminhar e em seguida começar a correr com muita dificuldade, finalmente completou sua primeira prova. O outro, que havia trabalhado no período noturno, mas que mesmo cansado teve a honra de cruzar a linha de chegada a frente de todos os inscritos. E como dizer que um teve mais mérito ao completar a prova do que o outro? Considerando as dificuldades e condições de cada um, diria que é praticamente impossível.

A linha de chegada vai muito além da medida do tempo registrado entre o tiro de largada e o final da última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos. Seja a prova de 100 metros, 5 km, 10 km ou maratona, a tão sonhada linha mágica, visão e momento mais desejado por todos os corredores é apenas o local simbólico entre o processo que vai do início da preparação a realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança muitas vezes irá transcender, por anos a fio.

A corrida prejudica o crescimento?

Caminhada · 11 set, 2010

Nome: Vinicius Drummond

Idade: 15

Dúvida: Sou praticante de corrida há cerca de dois anos e gostaria de saber se a corrida prejudica o crescimento já que tenho 15 anos?

Resposta: Olá Vinicius, qualquer tipo de atividade física em excesso, sem um repouso e alimentação adequada pode ser prejudicial à saúde e consequentemente ao crescimento. Mas se você tomar cuidado com volume e intensidade de corrida, descansar bem e se alimentar entre os treinos, não haverá problema.
Lembrando que pela própria regra da Confederação Brasileira de Atletismo, menores de 18 anos não podem participar de provas com distância igual ou superior a 10km.

Resposta concedida pelo treinador Nelson Evêncio. É pós-graduado em treinamento desportivo (CREF n.o 016048-SP), IAAF Nível 1 - CBAT n.o 525. Sócio-fundador e atual presidente da ATC (Associação de Treinadores de Corrida) e titular da Nelson Evêncio Assessoria Esportiva.

Como o exercício pode ser benéfico para a saúde?

Muito se fala sobre a prática segura, sem riscos e correta de atividades físicas, sejam corridas de rua, academia ou esportes de alta intensidade. Como deveriam ser feitas para trazer benefícios para a saúde?

De início o acompanhamento médico é essencial para que isso seja alcançado no esportista, pois cada indivíduo possui diferentes metabolismos e isso é o que vale determinar. No início do ano, as pessoas se comprometem a realizar atividades físicas intensas, porém para perder peso, entrar em forma e ganhar saúde são necessários exercícios regulares aeróbios (correr, andar, nadar ou bicicletar) por período mínimo de três meses, com periodicidade de quatro vezes por semana. Sem deixar de fazer fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio duas vezes semanais. Esta base varia de acordo com o objetivo de cada indivíduo e do exercício que será desempenhado.

O início da atividade física sem um monitoramento prévio pode trazer diversos riscos à saúde. As atividades físicas, dependendo do seu nível de intensidade e de exigência física, seja ela competitiva ou não, desencadeia uma série de fenômenos metabólicos variados e intensos. Se esse indivíduo tiver alguma doença silenciosa ou inicial, esse exercício físico possivelmente elevará os riscos de complicações.

A realização de um check-up cardioesportivo antes de fazer atividades físicas tem crescido nos últimos anos. Essas avaliações reduzem expressivamente os riscos de eventos cardiovasculares. Fato interessante é o crescente número de novos esportistas entre pacientes que passaram por problemas cardiológicos. Essa visão do check-up cardioesportivo deve ser estimulada, pois todos que praticam esportes e exercícios deveriam fazer uma avaliação prévia e um acompanhamento dessas atividades.

Recentemente fizemos avaliações de mais de 120 futebolistas de quatro importantes clubes de futebol de São Paulo e os resultados foram de atletas em ótimas condições cardiofisiológicas, mas o que mais surpreendeu foram os exames de laboratório: encontramos níveis de colesterol ruim (o LDL) bem acima do normal e, impressionante, o colesterol bom (HDL) abaixo do normal. Considerando que eles são atletas regulares há anos isso nunca deveria acontecer. As causas mais prováveis foram os erros alimentares e os níveis altos de estresse mental e físico a que eles são submetidos.

O corredor de rua, o freqüentador de academia e mesmo o esportista de modalidades de alta performance deve lembrar que apenas o exercitar-se não é um seguro de vida. Para ter resultados para a saúde, para uma melhor qualidade de vida, o importante é manter hábitos de vida mais saudáveis possíveis por toda a vida.


Como o exercício pode ser benéfico para a saúde?

Atletismo · 10 set, 2010

Muito se fala sobre a prática segura, sem riscos e correta de atividades físicas, sejam corridas de rua, academia ou esportes de alta intensidade. Como deveriam ser feitas para trazer benefícios para a saúde?

De início o acompanhamento médico é essencial para que isso seja alcançado no esportista, pois cada indivíduo possui diferentes metabolismos e isso é o que vale determinar. No início do ano, as pessoas se comprometem a realizar atividades físicas intensas, porém para perder peso, entrar em forma e ganhar saúde são necessários exercícios regulares aeróbios (correr, andar, nadar ou bicicletar) por período mínimo de três meses, com periodicidade de quatro vezes por semana. Sem deixar de fazer fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio duas vezes semanais. Esta base varia de acordo com o objetivo de cada indivíduo e do exercício que será desempenhado.

O início da atividade física sem um monitoramento prévio pode trazer diversos riscos à saúde. As atividades físicas, dependendo do seu nível de intensidade e de exigência física, seja ela competitiva ou não, desencadeia uma série de fenômenos metabólicos variados e intensos. Se esse indivíduo tiver alguma doença silenciosa ou inicial, esse exercício físico possivelmente elevará os riscos de complicações.

A realização de um check-up cardioesportivo antes de fazer atividades físicas tem crescido nos últimos anos. Essas avaliações reduzem expressivamente os riscos de eventos cardiovasculares. Fato interessante é o crescente número de novos esportistas entre pacientes que passaram por problemas cardiológicos. Essa visão do check-up cardioesportivo deve ser estimulada, pois todos que praticam esportes e exercícios deveriam fazer uma avaliação prévia e um acompanhamento dessas atividades.

Recentemente fizemos avaliações de mais de 120 futebolistas de quatro importantes clubes de futebol de São Paulo e os resultados foram de atletas em ótimas condições cardiofisiológicas, mas o que mais surpreendeu foram os exames de laboratório: encontramos níveis de colesterol ruim (o LDL) bem acima do normal e, impressionante, o colesterol bom (HDL) abaixo do normal. Considerando que eles são atletas regulares há anos isso nunca deveria acontecer. As causas mais prováveis foram os erros alimentares e os níveis altos de estresse mental e físico a que eles são submetidos.

O corredor de rua, o freqüentador de academia e mesmo o esportista de modalidades de alta performance deve lembrar que apenas o exercitar-se não é um seguro de vida. Para ter resultados para a saúde, para uma melhor qualidade de vida, o importante é manter hábitos de vida mais saudáveis possíveis por toda a vida.

Primeira Meia Maratona Farroupilha será realizada em Porto Alegre

Porto Alegre realizará em 26 de setembro, último domingo do mês, a primeira Meia Maratona Farroupilha, para homenagear a Guerra dos Farrapos, que era de caráter republicano e lutava contra o governo imperial do Brasil.

O evento que conta com a Meia Maratona, também terá uma corrida rústica de cinco quilômetros e outras duas provas, uma caminhada de dois quilômetros e uma exibição da Marcha Atlética, com o percurso de dez quilômetros.

Todas as competições poderão ser disputadas nas categorias feminina e masculina, com idade acima de 16 anos. A largada será na orla do Guaíba (perto do centro) e percorrerá várias avenidas em direção à zona sul da cidade.

Para os organizadores do evento o objetivo é incluir a disputa no calendário de provas tradicionais de Meia Maratona, que normalmente existem em locais com um grande público de esportistas, como é o caso de Porto Alegre. Ainda de acordo com os organizadores, esta distância intermediária tem grande fascínio para os praticantes de corridas, pois é uma prova mais democrática, onde mais pessoas conseguem chegar até o final e acabam cheios de segurança para tentar uma maratona inteira.

Nos 21 quilômetros deste evento, corredores de outros estados e atletas internacionais marcarão presença no último domingo deste mês. Os vencedores serão premiados de acordo com as modalidades. Para fazer a inscrição basta acessar o site: www.minhasinscricoes.com.br


Primeira Meia Maratona Farroupilha será realizada em Porto Alegre

Caminhada · 09 set, 2010

Porto Alegre realizará em 26 de setembro, último domingo do mês, a primeira Meia Maratona Farroupilha, para homenagear a Guerra dos Farrapos, que era de caráter republicano e lutava contra o governo imperial do Brasil.

O evento que conta com a Meia Maratona, também terá uma corrida rústica de cinco quilômetros e outras duas provas, uma caminhada de dois quilômetros e uma exibição da Marcha Atlética, com o percurso de dez quilômetros.

Todas as competições poderão ser disputadas nas categorias feminina e masculina, com idade acima de 16 anos. A largada será na orla do Guaíba (perto do centro) e percorrerá várias avenidas em direção à zona sul da cidade.

Para os organizadores do evento o objetivo é incluir a disputa no calendário de provas tradicionais de Meia Maratona, que normalmente existem em locais com um grande público de esportistas, como é o caso de Porto Alegre. Ainda de acordo com os organizadores, esta distância intermediária tem grande fascínio para os praticantes de corridas, pois é uma prova mais democrática, onde mais pessoas conseguem chegar até o final e acabam cheios de segurança para tentar uma maratona inteira.

Nos 21 quilômetros deste evento, corredores de outros estados e atletas internacionais marcarão presença no último domingo deste mês. Os vencedores serão premiados de acordo com as modalidades. Para fazer a inscrição basta acessar o site: www.minhasinscricoes.com.br