Triathlon · 21 set, 2008
Direto de Santos - O tempo instável, a água gelada e a pista molhada não desanimaram os mais de 670 atletas que participaram da 5ª etapa do Troféu Brasil de Triathlon. Realizada no domingo (21) na praia do Gonzaga, em Santos, a prova contou com duas distâncias: short distance e olímpica, onde os santistas Paulo Miyashiro e Carla Moreno faturaram a melhor posição do pódio.
Em casa, Miyashiro foi o primeiro a completar os 1,5 quilômetros de natação, os 40 quilômetros de ciclismo e os 10 quilômetros de corrida e conquistou a prova no tempo de 1h48min11. Depois de ficar cinco meses sem competir, conseguir essa vitória foi uma realização, ainda mais na sua cidade. "Ganhar aqui faz toda a diferença. Eu moro a 300 metros da chegada, então conheço tudo, principalmente o mar, onde eu consegui abrir uma boa vantagem. Depois consegui continuar bem no ciclismo e mantive o ritmo na corrida", conta.
Juraci Moreira, que teve uma boa recuperação durante a prova, levou o segundo lugar com o tempo de 1h50min52. O paranaense disse que ficou feliz com o resultado. "A gente sempre quer vencer, mas a prova foi boa. Agora vamos esperar as próximas etapas, é sempre difícil vencer do Shiro na casa dele", brinca. O terceiro lugar foi conquistado pelo paulista Fábio Carvalho, que passou grande parte da prova em segundo lugar, mas, foi ultrapassado por Juraci e fechou a prova em 1h50min59. "Perdi muito tempo na natação. Na bike também não consegui desenvolver muito e, apesar de estar bem na corrida, me senti um pouco pesado. Mas no geral foi bom, conseguir um resultado entre os três do pódio sempre vale a pena", afirma.
Mulheres - Rumo ao heptacampeonato Carla Moreno faturou a primeira colocação da 5ª etapa. A santista, que esteve na liderança durante todo o percurso, completou a prova em 2h04min01. Depois de ficar uma semana de cama e fazendo vários exames, Carla voltou a treinar há pouco tempo. "Fui voltando aos poucos. Nessa semana é que peguei um pouco mais pesado, mesmo assim fiz, no máximo, treinos de 30 a 40 minutos. Por isso, acho que completei a prova dentro do meu limite, porque participar de uma prova de duas horas depois de diminuir os treinos é complicado".
Para ela o tempo também ajudou. "Apesar do mar estar frio, estava maravilhoso para nadar. Tive que tomar cuidado na hora de pedalar porque o percurso estava muito molhado". Em busca do título, Carla aguarda ansiosa as próximas etapas. "Estou lutando pelo campeonato, agora só faltam duas etapas. Espero estar bem treinada nas próximas etapas para conseguir me igualar ao Oscar Galindez, que é heptacampeão".
Na segunda colocação a argentina Maria Soledad fez a prova em 2h12min02 e acredita que ainda precisa melhorar na natação. "Gostei muito da minha prova, a natação é que não foi boa. A Carla é muito rápida, é difícil chegar perto dela, mas mesmo assim eu fiz força e consegui um tempo bom. Agora tenho que melhorar o desempenho na água, já que as próximas duas etapas são em Santos e acho o mar daqui muito mexido".
O terceiro lugar ficou para a gaúcha Ariane Gomes, que concilia a sua vida de atleta com a profissão de aeromoça. Ela completou a prova em 2h17min08s e apesar de estar voando amanhã para Miami, ela estará presente na próxima etapa. "Eu estou concorrendo ao campeonato, independente de voar ou não, treino todo dia. Atualmente, só faço vôos internacionais e procuro em todas as rotas saber se existem lugares para nadar e correr. Para pedalar eu treino fazendo spinning e musculação, que reforça bem a perna". Ariane afirma ter escolhido o triathlon porque gosta de vencer desafios. "Eu gosto de dificuldade, gosto de sofrer e chegar em casa exaurida de tanto treinar, esse é o meu prazer", completa.
Triathlon · 09 set, 2008
Já estão abertas as inscrições para o Triathlon Long Distance de Pirassununga, evento que terá toda a estrutura montada no interior da Base Aérea da cidade, um plano de fundo diferenciado em relação a outras competições do gênero. A prova acontece nos dias 22 e 23 de novembro e esse ano chega à 10ª edição.
Além do percurso Long Distance, que engloba 1,9 quilômetros de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida, também haverá uma categoria menor, batizada de SP Brasil Short Distance, com 900m de natação, 2,5 quilômetros de ciclismo e seis de corrida. As crianças também poderão participar e serão divididas em duas categorias por faixa etária. Os atletas com idade entre sete e 10 anos disputam 50m de natação, 1.000m de ciclismo e 300m de corrida, enquanto os com idade entre 11 e 14 anos disputarão 100m de natação, 3.000m de ciclismo e 500m de corrida.
A disputa contará pontos para o ranking da Federação Paulista de Triathlon e, ano passado, a vitória ficou com Reinaldo Colucci, que estabeleceu o novo recorde do percurso ao completar em 3h43min. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, o www.ciadeeventos.com.br, sob os seguintes valores:
Triathlon · 08 set, 2008
O triathleta brasileiro Reinaldo Colucci não conseguiu completar o Meio Ironman de Singapura no último domingo, competição em que ele havia conquistado o título em 2007. Sofrendo com câimbras nas pernas, ele se viu obrigado a abandonar no trecho de corrida ainda na primeira volta para evitar uma lesão mais grave na musculatura.
Colucci iniciou a prova forte, saiu da água junto com o primeiro pelotão, se manteve na frente durante todo o trecho de ciclismo e, no momento da desistência, ocupava a quinta posição e tinha possibilidade de brigar pela vitória. Tive uma semana um pouco complicada após os Jogos Olímpicos até chegar nas Filipinas. Infelizmente não consegui defender o meu título, relata o triathleta.
Segundo ele, o percurso de bike desse ano foi melhor em relação ao do ano passado, assim como o trecho de corrida que pôde avaliar antes do abandono, e adianta que deve voltar para a competição em março do ano que vem. "Espero poder voltar ano que vem e defender meu título. Março é um bom mês para mim e acho que para vários atletas aqui também".
Após os 1,9 quilômetros de natação, 90,1 de ciclismo e 21,1 de corrida, a vitória ficou com o australiano Simon Thompson com 3h55min40, chegando 15 segundos à frente do favorito Terenzo Bozzone, da Nova Zelândia. Já entre as mulheres, a também australiana Rebekah Keat obteve a vitória ao marcar 4h25min43.
Triathlon · 18 ago, 2008
São Paulo -A brasileira Mariana Ohata, única representante do país no triathlon, participou nessa última segunda-feira (18) da prova olímpica em Pequim. Ao todo ela nadou 1,5 quilômetros, pedalou 40km e por fim correu mais 10km. Mas o seu desempenho não foi melhor do que sua última particpação em Jogos Olímpicos.
Ohata saiu da água na 27ª colocação, 12seg72 atrás das líderes. Já no ciclismo se manteve no segundo pelotão, tentando algumas vezes uma reação, porém, na corrida ela não manteve um bom ritmo e terminou a prova na 39ª posição. Essa foi sua terceira olimpíada.
"Acho que a Mariana não conseguiu nadar no pelotão da frente. Isso foi determinante na prova dela, ressalta Marcos Paulo, que comentou a prova para uma rede de televisão. Por mais que ela tenha sido combativa no ciclismo tentando buscar o primeiro pelotão, ela acabou não conseguindo um bom resultado.
Durante a primeira volta do ciclismo Ohata ainda tentou se manter no pelotão da frente, brigando com a suíça Nicole Spirig (que completou a prova na sexta posição), mas o cansaço começou a bater e ela ficou para trás. Ela pedalou muito forte tentando alguma coisa na prova, porque ali não adiantava ficar, lembra Marcos Paulo.
Segundo o treinador, nadar forte e se segurar nas duas primeiras voltas de bike é fundamental no triathlon, algo que a brasileira não conseguiu. Por tentar recuperar algumas posições, no trecho de corrida, Ohata chegou muito cansada e ficou para trás terminando a prova na 39ª posição, duas atrás da sua marca em Atenas 2004, quando chegou em 37ª.
Triathlon · 18 ago, 2008
A prova foi realizada na represa do Parque dos Túmulos Ming, com 24 graus de temperatura ambiente, 27 na água e umidade relativa do ar de 60%. O tiro de partida aconteceu sob uma plataforma flutuante para o trecho inicial, de 1,5 quilômetros de natação.
O início foi forte, com as atletas nadando emparelhadas em alguns momentos. No trecho final de água, as triatlhetas Magali di Marco, da Suíça, Júri Ide, do Japão, Laura Bennet, dos Estados Unidos e Sarah Haskins dos Estados Unidos, dividiam a liderança lado a lado e passaram na área de transição com diferença de um segundo entre elas (19min49 e 19min50).
Bike - Mariana foi a 27ª a sair da água, com o tempo de 20min02, 12seg72 atrás das líderes. Na liderança da prova, várias competidoras ameaçaram tomar a ponta e escapar, entre elas a inglesa Helen Tucker e Danyela Ryf, da Suíça, mas não obtiveram sucesso e o pelotão voltou a pedalar junto.
A arquibancada montada ao lado a área de transição estava lotada e durante todo o trajeto muitos torcedores aplaudiam e incentivavam as triatlhetas. Com quase uma hora de prova percorrida, dois grandes pelotões se formaram, o da frente liderado pela portuguesa Vanessa Fernandes e o de trás por Ohata, com um minuto de diferença.
Ohata se distanciou do segundo pelotão durante a quinta, das nove voltas de ciclismo, num claro esforço de chegar perto das líderes antes da transição para a corrida. Durante a passagem da última volta dos 40 quilômetros, as atletas do último pelotão se enroscaram, algumas delas caíram, e quem levou a pior foi a russa Irina Abysova, que precisou ser retirada do percurso pelos médicos.
Após os primeiros quilômetros de corrida, a australiana Emma Snowsill começou a abrir em relação às adversárias do pelotão, deixando para trás favorita Vanessa Fernandez, que parecia sofrer muito para correr. A portuguesa chegou a perder o segundo posto para a americana Laura Bennett, mas logo em seguida recuperou.
Snowsill errou o caminho na terceira volta, teve que pular uma barreira, mas não se abalou e seguiu firme e forte para cruzar a linha de chegada como a nova campeã olímpica. Na reta final ela pegou a bandeira australiana, cumprimentou o público e cruzou com 1h58min27. Fernandez ficou com a prata (1h59min34), primeira medalha de seu país em Pequim, seguida pela também australiana Emma Moffat, que levou o bronze (1h59min55). "A ficha não caiu ainda", ressalta a campeã. "Essa prata é como se fosse ouro para mim", comenta a portuguesa vice-campeã. A brasileira Mariana Ohata cruzou na 39ª colocação com 2h07min11.
Essa foi a terceira participação de Mariana em Olimpíadas. A triathleta de 29 anos não completou a prova em Sidney 2000, depois de ter caído da bicicleta e chegou na 37ª colocação em Atenas 2004, numa prova marcada por muita dificuldade e superação.
Triathlon · 14 ago, 2008
O triathleta brasileiro Juraci Moreira, um dos representantes brasileiros na Olimpíada de Pequim, na China, já chegou a Pequim e conta suas primeiras impressões. Ele fala sobre o extravio de bagagem, problemas para respirar o ar poluído e da grande expectativa para a competição.
Pequim - Foi engraçado ter assistido a abertura e as primeiras provas da Olimpíada no Brasil pela TV e, após alguns dias, estar aqui vivenciando tudo isso de perto, fazendo parte dessa grande festa. Cheguei em Pequim no dia 12 de agosto, terça feira, às 7h45 da manhã, depois de mais de 30 horas viajando. Confesso que é impossível chegar bem de uma viagem longa como essa, pois é muito cansativa, mas é só botar o pé na Vila Olímpica que tudo isso passa logo, já que agora estou na Olimpíada.
O fuso horário de 11 horas de diferença com o Brasil é o maior desafio nos primeiros dias, pois durante o dia sempre estamos com sono e a noite bate aquela insônia. É assim que nos sentimos nos primeiros dias por aqui, exemplo disso que estou escrevendo este texto às cinco da manhã, hora aqui de Pequim. Minha chegada foi um pouco tumultuada, pois nenhuma das minhas três malas (inclusive a bicicleta) veio no meu vôo de Paris para Pequim, mas esses extravios de bagagem temporários acontecem infelizmente com uma certa freqüência e tento não me preocupar tanto.
Já passei por isso muitas vezes nas minhas viagens pelo mundo e até hoje sempre tive meu equipamento chegando a tempo e aqui não foi diferente. Fiquei sem malas por 24 horas, mas no dia seguinte, quarta feira, já estava montando minha bicicleta para os primeiros treinos aqui na China. Esta semana aqui na Vila não faço treinos pesados, são sessões leves e o principal é estar 100% recuperado da viagem e o mais adaptado possível ao fuso horário.
Treino e adaptação - Tento treinar sempre nos horários da minha prova no dia 19, vou largar aqui às 10 da manha e o calor e esse ar mais poluído que o normal será um grande desafio. Fiquei impressionado no primeiro dia de treinos. Fiz uma natação de uma hora e uma corrida de 60 minutos e o ar quente é incrível, parece que estamos numa sauna e minha sensação era de treinar na altitude, em que o ar não entra na quantidade necessária e precisamos respirar mais profundamente.
Mas sei que ate o dia da prova meu corpo irá se adaptar a todas essas adversidades aqui de Pequim e na hora da prova o ar, o calor e as subidas do percurso serão as mesmas para os meus 54 adversários. Sendo assim, que vença o melhor!!! Na próxima semana, quinta feira, já terei competido e, pela primeira vez em Olimpíadas, vou ficar na Vila até o encerramento, que acontece no domingo dia 24.
Podem ter certeza que serão cinco dias que aproveitarei as comidas e guloseimas que temos à vontade no refeitório da Vila Olímpica, com as tentações que nós atletas temos que enfrentar antes das provas. Depois da competição ninguém me segura (risos). Por isso, vou tratar de treinar e competir super bem, ai ficarei com crédito de calorias.
Triathlon · 08 ago, 2008
São Paulo - Após as seletivas olímpicas, Juraci ficou com a 56ª colocação do Ranking Internacional da Modalidade, mas só foram chamados para os Jogos os 55 primeiros desse ranking. Porém, com a decisão do Comitê Olímpico da Áustria de não levar um de seus atletas para Pequim, a vaga remanescente ficou com Juraci.
Com a vaga nas mãos, o atleta, que foi bronze no Pan do Rio de Janeiro, teve que modificar o estilo de treinamento de última hora. Segundo ele, o seu treino passou a ser menor e mais intenso. Deixei de lado os treinamentos para provas mais longas, como Ironman, e voltei a focar a distância olímpica para ganhar mais explosão e velocidade.
Apesar de ter como objetivo inicial melhorar a 22ª colocação obtida na Olimpíada passada, ele acredita que as condições adversas de calor, alta umidade e poluição poderão nivelar os adversários e reservar algumas surpresas nas primeiras colocações. Acho que será uma prova muito disputada até o fim da corrida, avalia o curitibano.
Desafio - Juraci conhece bem a cidade de Pequim e o percurso onde será realizada a prova, já que esteve lá em duas oportunidades, ambos eventos teste, e por isso acredita que a poluição não será uma grande dificuldade. Nos primeiros dias você sente diferença de ar, mas depois de dois a três dias se adapta. Todos vão sentir isso, então não acho que é algo que vai estragar a minha prova.
Se a qualidade do ar não será problema, o fuso-horário, de 11 horas de diferença para o Brasil, é algo que deixa o brasileiro um pouco apreensivo. Nos início será muito complicado, então tenho dormido tarde aqui no Brasil para tentar acostumar. Dizem que você se adapta uma hora por dia, como chegarei 10 dias antes da competição, estarei bem aclimatado.
Sobre o percurso, ele comenta que será técnico, mas não tão difícil quanto foi na Olimpíada de Atenas. A natação será numa baía fechada, então será tranqüila porque não haverá ondas e vento forte; o ciclismo terá subidas fortes, mas dentro do padrão mundial e a corrida passará pela mesma ascensão da bike, porém, mais curta.
Como grande favorito, o triathleta brasileiro aponta o espanhol Xavier Gómez para faturar a medalha de ouro e diz que cerca de 10 atletas podem entrar no páreo pela prata e bronze. Além de Juraci, o Brasil estará representado por Reinaldo Colucci e Mariana Ohata.
Triathlon · 04 ago, 2008
Com muito vento e tempo nublado 120 triathletas foram ao Aterro do Flamengo no domingo (03) disputar a quarta etapa do Triathlon Long Distance. O percurso teve as medidas de um meio ironman: 1,9 quilômetro de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida.
Rio de Janeiro Às 8h na praia do Flamengo foi dada a largada para a quarta etapa do Triatlhon Long Distance. A temperatura estava por volta de 20 graus e era possível aproveitar um pouco do sol do Rio de Janeiro. Porém, na prova de ciclismo e corrida o tempo fechou, a temperatura caiu e o vento atrapalhou os participantes.
O primeiro triathleta a completar o percurso foi Ezequiel Morales, com um tempo de 3h49min15. Ele saiu da prova de natação junto com o primeiro pelotão e abriu uma grande diferença na prova de ciclismo, que terminou quase cinco minutos antes dos outros competidores. Na corrida Ezequiel aumentou a vantagem e chegou 15 minutos na frente do segundo lugar.
Eu gostei da prova, me senti bem. Eu fiz uma prova duas semanas atrás aqui (Trimax) então já conhecia o percurso e hoje tirei vantagem disto, conta Ezequiel. Para ele os ventos fortes não atrapalharam. Eu moro em Niterói e nos fins de semana treino na estrada para Maricá que venta muito, então já estou acostumado.
O segundo a cruzar a linha de chegada foi Raphael Menezes dos Santos (4h04min12). Ele fez uma excelente prova de natação e saiu da água na segunda colocação, só então foi ultrapassado por Ezequiel e em seguida ultrapassou o líder do pelotão. Na prova de ciclismo e de corrida o atleta manteve a segunda posição.
O tempo ajudou muito, se tivesse um sol de rachar ficaria complicado. O vento atrapalha, mas é para todo mundo igual, acho que o sol atrapalha muito mais, diz Raphael.
O terceiro colocado foi Ivan Albano Junior (4h08min05) que não saiu muito bem na natação, porém, se recuperou no ciclismo, onde conseguiu o terceiro lugar, posição que manteve na corrida. Eu estou um pouco lento, pois estou treinando para o Ironman, mas estou muito feliz, o nível da prova estava bem alto e o Ezequiel está de parabéns.
A primeira atleta a completar a prova foi Vanessa Gianinni. Ela fez o percurso em 4h27min47. Vanessa saiu em segundo da prova de natação e ficou nesta colocação até o quilômetro cinco da corrida, quando assumiu a liderança. Qualquer um que completar a prova hoje está de parabéns. Achamos que ia fazer calor, mas acabou que o vento surpreendeu e atrapalhou todo mundo, afirma.
O segundo lugar no pódio foi de Fernanda Montanhini Bau, que chegou em 4h32min21. Ela não fez uma boa prova de natação, porém, compensou a diferença no ciclismo e na corrida. A Vanessa estava forte, mas eu fiquei feliz com o resultado. O vento atrapalhou a corrida. A atleta também elogiou a prova: foi uma prova muito legal, o percurso é lindo, e eu estou morando no Rio, então estava correndo em casa.
A terceira colocada foi a atleta argentina Maria Soledad Omar. Esposa de Ezequiel Moreles, campeão da prova masculina, ela fechou o percurso em 4h36min45.
Triathlon · 30 jun, 2008
O triatlheta Reinaldo Colucci, que ao lado de Mariana Ohata representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim esse ano, venceu no último domingo (29) o Triathlon de Dijon, na França, A competição teve distâncias equivalentes a um Meio Ironman, o que serviu de perfeita preparação para ele.
Uma prova com nível puxado como essa, me trará sem duvida muita força nas semanas seguintes em meus treinamentos, ressalta o triathleta que tinha como estratégia se poupar durante a etapa de corrida e tentar fazer o melhor ritmo aeróbico possível. Na largada ele esteve praticamente todo o tempo ao lado do francês Charles Loysel e, após a primiera bóia, se posicionou um pouco mais atrás para nadar na cola do adversário.
No ciclismo, eu levei algum tempo para me acostumar com o ritmo fortíssimo de Charles no terreno plano, no entanto, como quase sempre acontece, me senti muito melhor na última parte do ciclismo e pude assim puxar marchas mais pesadas me mantendo com ele até o início da corrida, comenta. Já na parte de corrida ele aumentou o ritmo até liderar sozinho após dois quilômetros.
Procurei manter minha freqüência cardíaca dentro de uma zona que costumo fazer nos treinos, até atingir a marca do quilômetro 16, lembra Colucci. A partir daí, dei tudo que podia nos últimos cinco quilômetros para tirar o melhor beneficio possível de um longo dia de trabalho, vencendo a prova com apenas alguns segundos acima de quatro horas. Isso me deixou bastante satisfeito, pois o percurso era bem puxado.
O próximo desafio do competidor será mais uma etapa do Circuito Mundial, no dia 13 de julho, ainda em fase de preparação para Pequim.
Triathlon · 16 jun, 2008
Após três anos de edição no Brasil, o Nissan X-Terra teve atletas brasileiros no lugar mais alto do pódio. Confira!
Angra dos Reis -Disputada na manhã do último sábado (14) em Angra dos Reis, na região da Costa Verde fluminense, um dos maiores triathon cross-coutry do mundo teve, para a alegria de todo o público, a vitória do brasiliense Alexandre Manzan e da paulista Carla Prada.
É a primeira vez que isso acontece e todos nós estamos muito felizes, afinal a gente organiza o evento e sempre os gringos vêem aqui e sobem no lugar mais alto do pódio. Mas somos todos brasileiros e ver os brazucas na primeira colocação foi muito legal, afirma o organizador do evento Bernardo Fonseca.
Alexandre Manzan, responsável por alegrar os espectadores presentes, completou a prova em 2h14min10 e chegou antes do favorito Oscar Galindez, natural da Argentina. Alexandre Manzan mereceu ganhar hoje, pois estava num ritmo muito bom. Quando ele me passou, eu até tentei acompanhá-lo, mas logo vi que ele estava muito inteiro, fiquei no meu ritmo e estou muito feliz pelo segundo lugar, revela Galindez.
O argentino, radicado no Brasil, terminou o X-Terra em 2h18min36. Já o norte-americano Brian Smith, atual campeão do X-Terra Winter World Champ, ficou com a terceira colocação no tempo de 2h22min48. De acordo com o atleta, ele gostou muito da prova, principalmente da parte de bike.
Mulheres - Quem também ficou muito feliz com o resultado foi a brasileira Carla Prada. Ela fechou a prova em primeiro lugar com o tempo de 2h58min57. O curioso é que sua vitória teve um sabor especial. Esse foi o retorno da Carla às competições. Ela lesionou o joelho esquerdo no ano passado, justamente no treino para o X-Terra em Ilhabela, e desde então estava no processo de reabilitação.
A segunda colocação ficou com a atleta Carla Bonfim que fechou a prova atrás da líder com quase dois minutos de diferença. Já o terceiro lugar foi para a argentina Maria Soledad Omar com 3h06min26.
Para quem competiu em Angra dos Reis no ano passado na etapa do X-Terra Regional, criou-se certa previsibilidade para a prova deste ano. O Regional era uma forma do atleta treinar para a etapa internacional que era disputada em Ilhabela, litoral de São Paulo. Esta etapa era considera por muitos estrangeiros como uma das mais duras de todo calendário mundial.
Então para acabar com a idéia de ser uma prova menos penosa a organização prometeu algumas surpresas que só foram descobertas no dia da competição. Primeiro os atletas profissionais chegaram a bordo de uma pick-up para a largada, que foi dada às 10h.
De lá os atletas partiram para 1,5km de natação num mar calmo e com temperatura amena, tanto que nenhum triathleta optou para o uso de roupa de borracha. Mas as outras surpresas não foram tão cordiais, pelo ao menos aos olhos dos participantes. Depois todos foram para os 29 quilômetros de bike feitos num percurso cheio de lama por causa da chuva que assolou a cidade na sexta-feira.
Depois para dificultar os nove quilômetros de corrida foram criados mais poços de lama que eram verdadeiros sumidouros. Em dois pontos da prova havia um grande buraco cheio de lama que ia até a linha da cintura dos atletas. No primeiro houve até uma rota alternativa para quem não quisesse se sujar, mas para isso era necessário correr a mais 600 metros, além dos nove.
Muitos dos atletas que se aventuraram no sumidouro, entenderam ao pé da letra o porquê do nome e tiveram os seus tênis sugado pelo barro do buraco. Que o diga o campeão da prova, Alexandre Manzan. Estava bem atrás do Galindez, mas forcei o ritmo na corrida e quando entrei no sumidouro resolvi tirar o tênis, mas tive disposição de ir atrás e consegui ultrapassá-lo. Hoje foi um dia realmente muito legal.
Como não se bastasse, no percurso havia verdadeiras ladeiras no meio da mata. Muitos trilhos foram abertos literalmente nas encostas, tornando-as escaláveis.
Tinha subidas que só de olhar desanimava, eu olhava de um lado para o outro para ver se a organização havia disponibilizado cordas para subir, mas só via mato e muito barro. Então tinha que respirar fundo e ir com as pernas, com muita cara e coragem, relata o atleta amador Felipe Tambasco.