Triathlon · 10 jun, 2008
Prontos para encarar o desafio, os dois triathletas ainda treinam na Europa e depois vão para Coréia para fazer um trabalho de aclimatação. O treinamento final de preparação será muito forte, adianta Ohata. Essa será a terceira vez que a brasileira participa de Jogos Olímpicos. Já Colucci faz sua estréia na prova.
Para os dois a falta de companheiros na equipe aconteceu por diferentes objetivos dos atletas atuais no triathlon brasileiro e também por causa da mudança do sistema de classificação. Dessa vez a classificação para as olimpíadas estava mais rígida. Isso com certeza foi um agravante para a equipe estar menor, conta Colucci.
Na ultima Olimpíada, por exemplo, o Brasil foi representado por três mulheres (Mariana Ohata, Carla Moreno e Sandra Soldan) e três homens (Paulo Miyashiro, Juraci Moreira e Leandro Macedo). De acordo com Ohata, o Brasil precisa investir mais no triathlon levando os jovens atletas para competições no exterior. O triathleta brasileiro tem que sair do país para aprimorar, cabe a federação fazer essa parte, diz Ohata.
Mais um atleta na equipe - O brasileiro Juraci Moreira lutou pela vaga olímpica e não conseguiu. Ele ficou em 56º lugar no ranking da Federação Internacional de Triathlon e apenas os 55 primeiros desse ranking foram convocados para as olimpíadas.
Porém, ainda há uma chance dele integrar a equipe. No final de julho a Federação Internacional irá divulgar a lista de desistências e fazer o repasse das vagas. Até lá Juraci Moreira não vai perder as esperanças.
Caso ele realmente fique de fora dos jogos, Juraci diz que não vai desanimar e já pensa na preparação para a Olimpíada de Londres, em 2012. Será uma questão de honra. Essas adversidades só me motivam a continuar, frisa o medalhista de bronze nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro.
As provas de triathlon de Pequim acontecem nos dias 18 de agosto, a masculina e no dia 19 do mesmo mês a feminina.
Triathlon · 09 jun, 2008
O brasileiro Juraci Moreira não conseguiu a vaga para as Olimpíadas de Pequim no triathlon. Ele viajou para o Canadá e participou no domingo (8) do mundial da modalidade em Vancouver. Mas como ficou com a 39ª posição, o resultado foi insuficiente para garantir a vaga.
Para pontuar e ficar entre os 55 melhores do ranking internacional, Juraci precisava chegar entre os 30 primeiros. O brasileiro, que no ano passado conquistou o bronze no Pan Rio e já respresentou o país duas vezes em jogos olímpicos, completou a prova em 1h53min16. O primeiro colocado foi o espanhol Javier Gómez e a britânica Helen Tucker. Essa foi a última seletiva para Pequim.
Com o resultado o Brasil só terá dois representantes no triathlon. Os classificados são Reinaldo Colucci e Mariana Ohata. Esse será o menor time olímpico de triathlon da história brasileira.
Triathlon · 28 abr, 2008
O brasileiro Fred Monteiro faturou o vice na disputa do Lisboa Internacional Triathlon, competição disputada no último sábado (26) na capital portuguesa em formato de Meio Ironman (1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida). O evento fez parte do Circuito Europeu de longa distância.
O triathleta de 32 anos foi superado apenas pelo britânico Paul Amey, campeão mundial de duathlon, e terminou à frente de importantes nomes da categoria, o dinamarquês Jimmy Johnsen, vencedor de 2007 e o belga Marino Vanhoenacker, top cinco do Ironman do Havaí 2007. Fred saiu da água na terceira colocação, ostentou o vice durante um bom tempo na bike, mas chegou à corrida na sexta colocação.
No fim da disputa ele apertou o passo, encostou em Paul Amey e depois ultrapassou Jimmy Johnsen. Nos últimos 10 quilômetros eu dei uma quebrada, pelo forte nível, mas mantive o segundo lugar. Foi sensacional, estou muito feliz, festeja o santista. A cidade do litoral paulista teve ainda a presença de três competidores na categoria amadora, Luiz Stockler, o Pinduca, Luiz Lopes Júnior e Lúcio dos Santos.
A disputa desta prova serviu como preparação para o Ironman Brasil, a ser realizado no dia 25 de maio em Florianópolis (SC). Ganhei muita motivação com este resultado. Vi que estou no caminho certo da minha preparação e estou animado para garantir o meu melhor resultado até hoje, ressalta o competidor que ostenta um nono lugar como melhor resultado, obtido em 2005.
Além da prova catarinense, outra prioridade de Fredinho é a disputa do Troféu Brasil de Triathlon, competição que ele terminou na terceira colocação ano passado. Depois do Ironman, volto com tudo para o Troféu Brasil, avisa animado.
Triathlon · 22 abr, 2008
O triathleta brasileiro Juraci Moreira obteve a quarta colocação no Campeonato Pan-Americano de Triathlon, disputado na tarde do último sábado (19), em Mazatlan, no México, e entrou na zona de classificação para os Jogos Olímpicos de Pequim, na China. O paranaense chegou a ficar na segunda colocação durante a prova, mas foi ultrapassado no sprint final e ficou a 11 segundos da medalha de prata.
"Fiquei muito contente com o resultado, pois as últimas três semanas, desde a minha lesão foram bem desgastantes e tensas. Com esse resultado posso respirar mais aliviado e agora a vaga está bem mais próxima, comenta Juraci em relação ao problema na panturrilha durante as duas etapas da Copa do Mundo da modalidade. Ele completou os 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida em 1h47min38.
Faltando 10 dias para a prova mexicana, ele fez fisioterapia intensa na tentativa de se recuperar da lesão na panturrilha e não abandonar o sonho olímpico. Não senti dor e foi muito bom. Pelas minhas condições, achei a prova perfeita, consegui marcar os pontos que precisava e agora é ficar de olho no ranking olímpico e continuar a pontuar nas próximas etapas, avalia o triathleta, que somou 317 pontos e agora ocupa a 73ª posição, com um total de 1.464 pontos.
Os próximos compromissos são as etapas da Copa do Mundo na África do Sul, no próximo dia quatro e na Espanha no dia 25. Ele encerra a campanha no Mundial de Triathlon a ser realizado no dia oito de junho em Vancouver, no Canadá.
Triathlon · 17 abr, 2008
O triathleta brasileiro Juraci Moreira irá participar no sábado (19) do Pan-Americano de Triathlon, em Mazatlan, no México. A prova será feita com o objetivo de ganhar pontos no ranking da modalidade e conseqüentemente representar o Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
Por causa de uma lesão na panturrilha esquerda, Juraci Moreira teve desempenho prejudicado nas duas primeiras etapas da Copa do Mundo, por isso, segundo o triathleta, agra ele irá correr atrás do prejuízo. Tenho consciência que agora é tudo ou nada. A prova do México é super importante e tenho de pontuar bem, conta o brasileiro que foi bronze no Pan do Rio, em 2007.
O curioso é que antes do Pan-americano, Juraci também foi acometido por lesão. Lembrei muito da minha preparação para o Pan do Rio, no ano passado, quando estava lesionado no tendão de Aquiles e fiz vários treinos antes do Pan, correndo na piscina e em esteira, e deu certo. Consegui correr super bem no dia da prova, garanti o bronze e foi essa lembrança que me motivou essa semana, lembra.
Até as olimpíadas, o triathleta ainda participa da Copa do Mundo da África do Sul e Espanha e do Mundial no Canadá. Estou bem motivado e confiante na recuperação e estou indo com o pensamento na vitória. Serão 400 pontos no ranking olímpico, o que me colocará dentro dos classificados para a Olimpíada.
Triathlon · 16 abr, 2008
Atualizado em 22/04/2008 às 15h42
A jovem triathleta brasileira Luca Gleser foi uma das escolhidas para participar do Olympic Youth Camp, programa de intercâmbio esportivo e cultural, que possibilitará a oportunidade de acompanhar de perto os Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico Internacional (COB) recebeu indicações das Confederações Olímpicas Brasileiras e escolheu Luca com base em seu currículo esportivo.
A paranaense de 18 anos começou a praticar a modalidade aos oito anos e atualmente mora em Vila Velha (ES) com mais seis atletas no Centro Nacional de Treinamento da Confederação Brasileira de Triathlon. Entre os principais resultados até agora na carreira, ela tem o terceiro lugar no Campeonato Pan americano Junior, no México, e o 44º no Mundial Junior, em Lausanne, na Suíça.
"Essa é uma experiência que só vai me abrir portas e nem acreditei quando recebi a noticia. Vou aproveitar cada momento, comenta Luca. É um sonho ver os melhores atletas do mundo competindo e observar os bons exemplos. Essa oportunidade só fez crescer meu amor ao esporte, completa a triathleta que terá a oportunidade de conhecer a vila olímpica e também receberá o uniforme da delegação.
Luca estará acompanhado de outro brasileiro, o velejador Alexandre Alencastro, de 16 anos. Ver de perto o maior evento esportivo do mundo é o tudo que o jovem atleta almeja. Em Pequim eles estarão vivenciando e sentindo todo o clima dos Jogos Olímpicos, o que traz muita motivação para seguirem crescendo no esporte, enfatiza José Roberto Perillier, Gerente Geral do Departamento Técnico do COB. Espero que a carreira deles decole de vez depois dessa experiência".
A primeira edição do Youth Camp Program aconteceu nos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912 e, desde a edição de Roma em 1960, até hoje, vêm proporcionando um importante intercâmbio cultural entre os atletas. Na edição de 2004 dos jogos, os brasileiros indicados ao programa foram o ginasta Diego Hypolito e a atleta do nado sincronizado Caroline Hildebrandt.
Triathlon · 09 abr, 2008
Resposta: Pelo que você relatou sua carga de treinamento é bem intensa e provavelmente com uma carga aeróbica bastante significativa dentro deste volume semanal de 12 horas. Com um volume aeróbico alto nos treinamentos, naturalmente nossa musculatura tende a perder massa, além de também diminuir a camada de gordura que a reveste, dando assim, uma aparência mais delgada à sua silhueta.
Então, para que você tenha sua massa muscular aumentada sem mudar sua rotina de treinos na piscina, creio que o mais indicado seria você fazer séries específicas de musculação, acompanhado por um bom profissional, levando-se sempre em conta sua especificidade das provas que você irá nadar. Ou seja, se você nada provas curtas e rápidas, sua série será para aumento de tônus muscular e força; já se suas provas forem as de fundo, sua série será para lhe dar maior resistência muscular. Mas, com certeza, nas duas situações você terá aumento de massa muscular.
Sobre a suplementação, acredito que também lhe trará benefícios significativos nesse sentido, mas eles são apenas uma complementação dos seus treinos, um algo a mais ou um diferencial a mais. Para isso procure um profissional especializado da área de nutrição para lhe orientar e indicar a correta suplementação.
Um abraço e bons treinos!
Resposta concedida pelo treinador Carlos Eugenio Ferraro. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva.
Triathlon · 06 abr, 2008
Depois de um final de semana recheado de atividades esportivas no Parque da Cidade, em Jundiaí (SP), um triathlon com distância olímpica fechou a primeira edição do Trimax Multisports. Confira como foi a disputa de 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida.
Jundiaí - O dia amanheceu ensolarado e às 6h os triathletas já iniciaram a concentração para a prova que largaria às 8h na represa do Departamento de Água e Esgoto da Cidade (DAE). Antes da largada, o diretor de prova Célio Balieiro explicou o percurso aos competidores e alertou sobre a proibição de vácuo no ciclismo sob risco de penalização.
A largada foi dentro dágua e atrasou cerca de 10 minutos, pois não poderia ser dada enquanto o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) não bloqueasse completamente o percurso de ciclismo na rodovia, que ficou fechada exclusivamente para a competição. Após o tiro de partida, todos nadaram rumo às bóias de marcação para a volta única de natação.
Após 17min47 Eduardo Bley, o Duda, que no dia anterior havia ministrado aulas de triathlon para crianças, foi o primeiro a chegar na transição e pegar a bicicleta rumo ao trecho de pedal. Entre as mulheres, a primeira a sair da água foi a irmã de Duda, Vanessa Bley.
Ciclismo - Com o passar do tempo, o calor começava a diminuir e o céu passou a ficar encoberto, aliviando um pouco a temperatura para o final da disputa. Enquanto a maioria dos competidores brigava contra os fortes ventos que sopravam na estrada, alguns tiveram problemas mecânicos e foram obrigados a abandonar.
Archangelo Júnior teve o raio de uma das rodas quebrado e não pôde prosseguir na disputa. Eu saí com câimbra da água e estava me recuperando aos poucos, quando ocorreu a quebra. Mas faz parte da brincadeira, ressalta o triathleta que tentava se conformar com a situação.
Já na transição da bike para a corrida Duda continuou a mostrar a boa forma e passou em primeiro, com larga vantagem para o segundo colocado, que só aumentou na perna de corrida. Com o tempo de 1h53min27, ele se tornou o campeão da etapa inicial da competição, seguido por seu xará Eduardo Jurevics, com 1h57min46 e por William Barbosa, com 1h59min01.
Foi uma prova dura, principalmente no pedal, com várias subidas, pernas contra o vento, mas foi bom. O local é maravilhoso e o evento é nota mil, comenta o campeão. Já o vice, afirma que não conseguiu acompanhar o ritmo do adversário. O Duda já é figurinha repetida no calendário, é difícil correr com ele. O circuito é muito travado, bem técnico, mas foi bacana a disputa.
Entre as mulheres Vanessa não conseguiu manter a ponta e fazer uma dobradinha com o irmão, já que Licia Elias de Oliveira estragou a festa ao completar com 2h07min54, contra 2h15min52 de Vanessa. Gostei da prova, foi muito bem montada. A parte de bike foi dura devido ao vento e as subidas, mas a corrida foi perfeita, o evento está aprovado, comenta a campeã.
Já a vice afirma que também encontrou dificuldades no trecho de ciclismo. Tinha muito vento, não tenho mais forças, mas foi ótimo, o evento é muito bom. O pódio ficou completo com a presença de Juliana Berti, que fechou com 2h17min42.
Diversão - Paralelamente aos triathletas que vieram para disputar um lugar no concorrido pódio, vários marcaram presença com o intuito de se divertir e colocar mais um triatlhon no currículo. José Roberto Potiens, que completou na 50ª posição, fala sobre o evento. A prova foi ótima, teve um pouco de dificuldade no ciclismo, mas a paisagem e o visual compensaram.
Quem também competiu foi Carlos Galvão, diretor da Latin Sports, empresa que organiza o Ironman Brasil em Florianópolis (SC), a ser realizado no dia 25 de maio na capital catarinense. A prova foi maravilhosa, precisamos de mais eventos como este para termos alternativas às poucas provas do calendário. O pessoal da Trimax e o Célio, da Cia de Eventos, estão de parabéns pela organização. Ele fechou com 2h22min47, na 55ª posição.
Ainda ofegante após chegar na 5ª posição com 2h27min55, Ana Oliva descreve a competição. A prova foi animal! Estou cansada, muito cansada, mas foi muito legal, o lugar é espetacular, com certeza precisa ter outro ano que vem. Ana vem se recuperando de uma lesão no glúteo, que a deixou fora das competições durante um tempo e afirma que não sentiu dores durante a disputa. Tentei segurar um pouco na corrida, mas me empolguei um pouco. Aparentemente está tudo bem.
Assim como na corrida de 10 quilômetros e na caminhada de cinco que aconteceram no sábado, o triathlon contou com a presença de alguns atletas portadores de necessidades especiais, que competiram em forma de revezamento. Frederico Antônio Alves, fechou a prova com a corrida e afirma que foi tranqüila.
Já estou acostumado a correr essa distância, foi um pouco cansativo, mas nada difícil, comenta o atleta que faz parte do Peama (Projeto de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas), um programa da prefeitura de Jundiaí que atende pessoas com deficiência física.
O triathlon fechou a programação do evento, que segundo Célio Baliero, um dos responsáveis pela organização, foi um sucesso. O pessoal gostou bastante, acredito que foi um sucesso total e está aprovado para o ano que vem e já espero todos na próxima etapa. O evento passará pelo Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 20 de julho e por Ubatuba, litoral norte paulista, entre os dias 25 e 26 de outubro.
Triathlon · 31 mar, 2008
Apesar da lesão, o competidor de 28 anos acredita estar recuperado para a próxima disputa, no próximo domingo (6), em New Plymouth, na Nova Zelândia. Era para ser uma prova boa, dava para chegar entre os 20, como planejado. Estava fazendo uma prova perfeita. Fiz uma natação entre os 30 primeiros, no pedal fiquei o tempo todo com o grupo líder e saí para correr motivado e confiante, já que a corrida é meu ponto forte, mas o início foi muito forte e logo no primeiro quilômetro senti uma fisgada na perna, conta Juraci.
Depois de Nova Zelândia, Juraci participa no dia 19 de abril do Pan da modalidade, em Mazatlan, no México. A prova também vale como seletiva olímpica. O triathleta já representeou o país nas duas últimas olimpíadas e quer mais.
Vencedores - O campeão da Copa do Mundo foi o espanhol Javier Gómez que completou a prova em 1h49min50. O segundo lugar foi para o australiano Brad Kahlefeldt, vencedor do ano passado, seguido pelo inglês Tim Don.
Entre as mulheres a vencedora foi a australiana Emma Snowsill, no tempo de 2h44seg, superando a portuguesa Vanessa Fernandes e a sueca Lisa Norden.
Triathlon · 20 mar, 2008
A equipe do Webrun teve acesso a um comunicado da Confederação Brasileira de Triathlon (Cbtri), datado de dezembro de 2007, que se refere ao valor da verba destinada à campanha olímpica, além de dois estudos sobre as chances dos atletas canarinhos em representar o Brasil na China. Até o presente momento apenas Mariana Ohata e Reinaldo Colucci estão qualificados.
O texto traz a posição de cada triathleta no Ranking Olímpico, na lista de pontos da União Internacional de Triathlon (ITU) e traça algumas observações sobre a possibilidade de obterem ou não a vaga. No caso de Colucci, que ocupa o 41º posto do Ranking Olímpico e o 39º na ITU, após a atualização do último dia 10, a Confederação o coloca como nome quase certo em Pequim.
Está com a vaga quase assegurada. Para ficar de fora, no mínimo 12 atletas teriam que passá-lo e tirar uma diferença de quase 600 pontos. Levando-se em conta que o primeiro lugar em uma World Cup soma 500 pontos, ressalta o comunicado.
Possíveis classificados - Para Juraci Moreira a análise diz que se fizer uma boa prova no Pan-americano do México (19 de abril), chegando entre os cinco primeiros, somará no mínimo 293 pontos e entra na briga. Caso ele vá para o Mundial e fique entre os 30 primeiros (mais 100 pontos) e entre os 20 primeiros em uma World Cup (mais 114 pontos) possa ocupar também uma das últimas vagas disponíveis.
A Cbtri ainda faz uma observação dizendo que ele terá muita luta pela frente, mas tem chances de participar de sua terceira olimpíada. Atualmente é o 79º no Ranking Olímpico, 41º na listagem de pontos da ITU e embarcará no dia 23 para a Austrália, onde disputa a primeira etapa da Copa do Mundo de 2008.
Já no dia seis de abril segue para a Copa do Mundo de New Plymonth, na Nova Zelândia e no dia 19 para o Pan-americano da modalidade em Mazatlan, no México, onde pretende ficar entre os cinco melhores. Com esses três resultados, consigo a pontuação suficiente para garantir a vaga olímpica, ressalta.
A entidade afirma ainda que foi procurada por Fernando Padilha, ex-triathleta capixaba, o qual se identificou como seu novo treinador e deu a entender que ele não tem interesse de participar de provas continentais que são disputadas desde o início deste mês.
Já Paulo Miyashiro, membro da Equipe Permanente da Cbtri, atualmente possui a 207ª no Ranking Olímpico e a 169ª na ITU. Apesar de ser possível reverter o quadro e conseguir uma vaga olímpica, ele declarou durante o Troféu Brasil de triathlon, no último dia 16, que prefere continuar a competir no Brasil. Para lutar por vagas teria que fazer etapas do circuito internacional.
Mulheres - Entre as mulheres, a Cbtri destaca Carla Moreno, Mariana Ohata e Sandra Soldan, sendo que Mariana tem vaga praticamente garantida e Carla não pretende buscar a vaga. No calendário fornecido pela entidade, restam um campeonato Pan-americano, seis copas do mundo e um mundial, todos válidos para soma de pontos para Pequim.
Mariana Ohata é a melhor classificada entre as triathletas nacionais e segue firme e forte rumo à classificação. Atualmente possui a 38ª colocação no Ranking Olímpico e a 54ª na pontuação da ITU.
Segundo o documento da Confederação, para ela ficar de fora, as outras atletas teriam que tirar uma diferença de quase 1.200 pontos e, levando-se em conta que a primeira colocada em uma World Cup soma 500, pode-se perceber que a conquista é provável. Se estiver concentrada, têm tudo para emplacar sua terceira olimpíada e com possibilidades de um bom resultado.
Carla e Sandra - Carla Moreno, que ocupa a 103ª posição no Ranking Olímpico e a 111ª na pontuação da União Internacional de Triathlon, já declarou que não pretende participar da olimpíada, pois vai se focar em provas de Meio Ironman. O comunicado faz ainda um comentário sobre a atual fase da brasileira. Hoje percebemos que abandonou as provas oficiais (Cbtri e ITU).
Por fim, há uma análise sobre Sandra Soldan, atualmente na posição de número 138 no Ranking Olímpico e 148 na pontuação da ITU. Segundo o documento, devido a uma lesão detectada em Atenas (2004), ela tem tido altos e baixos em sua carreira de atleta de alto rendimento. A Cbtri diz ainda que não sabe se (Sandra) ainda tem vontade de lutar por uma vaga olímpica (...), porém, se não tiver problemas de contusão, disputará a segunda vaga do Brasil juntamente com Carla Moreno.
O documento encerra com uma mensagem de apoio aos atletas e um pedido para eles e para seus respectivos técnicos. Pedimos aos senhores técnicos e atletas que continuem a trabalhar de forma responsável e realista como sempre trabalharam. Todos sabem o que querem conquistar e o que é possível fazer. Boa sorte na análise, planejamento e resultados.
Já no critério relacionado ao Ranking Olímpico da ITU, serão qualificados os 39 melhores atletas após a disputa do Mundial, desde que ainda não tenham obtido a vaga. Mais outras cinco vagas serão oferecidas para os países melhores colocados no Ranking Continental da ITU, que não tenha atletas qualificados nas condições acima.
Por fim, serão disponibilizadas duas vagas para o país sede, neste caso a China, e mais duas por convite da comissão organizadora dos jogos. Os critérios acima são válidos para homens e mulheres separadamente e apenas oito Comitês Olímpicos Nacionais podem inscrever três triathletas, enquanto os outros terão direito a apenas dois na categoria masculina e dois na feminina, como o Brasil.