triathlon

Troféu BR tem briga acirrada pelo vice feminino

No próximo domingo acontece em Santos a última etapa do Troféu Brasil de Triathlon, competição que já tem definida a campeã entre as mulheres, pois Carla Moreno faturou o hexacampeonato por antecipação. Mesmo assim, ainda está aberta a disputa pelo vice e na briga pelo caneco prateado estão a atleta da casa Fernanda Garcia, a argentina Maria Soledad Omar e a campineira Vanessa Gianinni.

Fernanda pretende terminar seu melhor ano como profissional e, atualmente ocupa a segunda posição do ranking, mas ainda tem dois descartes de acordo com o regulamento, o que deixa as concorrentes muito perto. “Intensifiquei os treinos de ciclismo e corrida, pois na natação tenho obtido bons desempenhos em todas as etapas”, comenta a triathleta de 24 anos.

Ela diz ainda que espera contar com o apoio da torcida local para ganhar mais força e revela a tática que pretende usar. “Farei uma natação forte e no ciclismo tentarei não perder muitas posições, para iniciar a corrida próximo da Soledad e da Vanessa. O pessoal de Santos gosta muito de triathlon e espero esse apoio, principalmente quando estiver correndo”.

No início do ano ela obteve o vice no Internacional de Santos, dois segundos lugares no Troféu (quarta e sexta etapa) e para 2008 terá como prioridade as provas longas, como o Maadman Brasil, competição que estreará ano que vem com 1,9 km de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida. “Sendo o Troféu Brasil o maior evento da modalidade, conseguir conquistar esse vice será mais uma etapa vencida na minha carreira”, destaca.

Maria - Já Maria Omar é uma das atletas mais experientes e pretende usar esse diferencial para garantir mais uma vice, colocação que já obteve nos anos de 2004 e 2005 (ano passado foi terceira). “Nesta última etapa pretendo fazer o meu melhor e largar muito bem concentrada e focada, fazendo com que tudo dê certo. Os treinamentos estão indo bem e quero fechar o ano com o melhor resultado que puder”, enfatiza a “hermana”.

Quase chegando aos 34 anos, ela atualmente mora em Niterói (RJ) e treina com Carlos Eugênio, o Neném e tem como maior incentivador seu marido e também triathleta Ezequiel Morales. “Nós vivemos em função do triathlon e um ajuda ao outro. Nos momentos de folga vamos à praia, dar uma volta em alguma feira de artesanato e cinema”, relata.

Entre os planos para o ano que vem ela pretende iniciar o ano com o Troféu, com o Triathlon Internacional de Santos, além de fazer um Ironman. “A prova está nos planos”, revela a triathleta, que teve como melhor resultado no Troféu Brasil o segundo lugar na etapa inicial. “Além disso, fui campeã do X-Terra, na Argentina, vice-campeã no Brasileiro de Duathlon e 5ª colocada no X-Terra Brasil, em Ilhabela”, completa.

A largada, transições e chegada serão na Praia do Gonzaga, com os profissionais completando a distância olímpica, com 1,5 km de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. Já os amadores completarão metade desses trajetos. “Será uma disputa muito forte e particular entre nós. Não é pelo título, que a Carla venceu em grande estilo, mas terá a mesma emoção”, enfatiza Soledad.


Troféu BR tem briga acirrada pelo vice feminino

Mulheres · 29 nov, 2007

No próximo domingo acontece em Santos a última etapa do Troféu Brasil de Triathlon, competição que já tem definida a campeã entre as mulheres, pois Carla Moreno faturou o hexacampeonato por antecipação. Mesmo assim, ainda está aberta a disputa pelo vice e na briga pelo caneco prateado estão a atleta da casa Fernanda Garcia, a argentina Maria Soledad Omar e a campineira Vanessa Gianinni.

Fernanda pretende terminar seu melhor ano como profissional e, atualmente ocupa a segunda posição do ranking, mas ainda tem dois descartes de acordo com o regulamento, o que deixa as concorrentes muito perto. “Intensifiquei os treinos de ciclismo e corrida, pois na natação tenho obtido bons desempenhos em todas as etapas”, comenta a triathleta de 24 anos.

Ela diz ainda que espera contar com o apoio da torcida local para ganhar mais força e revela a tática que pretende usar. “Farei uma natação forte e no ciclismo tentarei não perder muitas posições, para iniciar a corrida próximo da Soledad e da Vanessa. O pessoal de Santos gosta muito de triathlon e espero esse apoio, principalmente quando estiver correndo”.

No início do ano ela obteve o vice no Internacional de Santos, dois segundos lugares no Troféu (quarta e sexta etapa) e para 2008 terá como prioridade as provas longas, como o Maadman Brasil, competição que estreará ano que vem com 1,9 km de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida. “Sendo o Troféu Brasil o maior evento da modalidade, conseguir conquistar esse vice será mais uma etapa vencida na minha carreira”, destaca.

Maria - Já Maria Omar é uma das atletas mais experientes e pretende usar esse diferencial para garantir mais uma vice, colocação que já obteve nos anos de 2004 e 2005 (ano passado foi terceira). “Nesta última etapa pretendo fazer o meu melhor e largar muito bem concentrada e focada, fazendo com que tudo dê certo. Os treinamentos estão indo bem e quero fechar o ano com o melhor resultado que puder”, enfatiza a “hermana”.

Quase chegando aos 34 anos, ela atualmente mora em Niterói (RJ) e treina com Carlos Eugênio, o Neném e tem como maior incentivador seu marido e também triathleta Ezequiel Morales. “Nós vivemos em função do triathlon e um ajuda ao outro. Nos momentos de folga vamos à praia, dar uma volta em alguma feira de artesanato e cinema”, relata.

Entre os planos para o ano que vem ela pretende iniciar o ano com o Troféu, com o Triathlon Internacional de Santos, além de fazer um Ironman. “A prova está nos planos”, revela a triathleta, que teve como melhor resultado no Troféu Brasil o segundo lugar na etapa inicial. “Além disso, fui campeã do X-Terra, na Argentina, vice-campeã no Brasileiro de Duathlon e 5ª colocada no X-Terra Brasil, em Ilhabela”, completa.

A largada, transições e chegada serão na Praia do Gonzaga, com os profissionais completando a distância olímpica, com 1,5 km de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. Já os amadores completarão metade desses trajetos. “Será uma disputa muito forte e particular entre nós. Não é pelo título, que a Carla venceu em grande estilo, mas terá a mesma emoção”, enfatiza Soledad.

Santos tem primeira escola pública de triathlon no Brasil

A cidade litorânea de Santos, em São Paulo, é conhecida no meio esportivo por abrigar diversas provas de triathlon. Para confirmar a fama, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares, inaugurou na última quarta-feira (28) a primeira escola pública de triathlon infantil do Brasil. De acordo com os responsáveis do projeto, a escola atenderá inicialmente 40 crianças entre 10 e 17 anos.

A escola fica no complexo esportivo Rebouças, na Ponta da Praia e todo o treinamento dos jovens atletas terá a infraestrutura necessária, como por exemplo, ruas fechadas pelo Centro de Engenharia de Tráfego de Santos (CET) para treino de bicicleta. A turma inicial começa as aulas teóricas no próximo dia 11 e as práticas, em fevereiro. Serão duas turmas, uma no período da manhã e outra da tarde, de terça a sexta-feira.

O aluno mais novo da primeira turma é Guilherme Martinez que tem nove anos. Depois vem Pedro Henrique de Abreu, 11 anos, irmão mais novo do triathleta olímpico Paulo Miyasiro.”Tenho um ano de biathlon e quero seguir os passos do Shiro. Ele me incentiva bastante e agora com a Escola ficará melhor”, conta Pedro.

Quem irá dar as aulas para a criançada é o triathleta profissional Felipe Guedes. Já a supervisão fica por conta do ex-profissional, Emerson Gomes, duas vezes vice no Troféu Brasil de Triathlon e também do treinador Marcos Paulo Reis, que encabeça o projeto junto com a Secretaria Municipal de Esportes.


Santos tem primeira escola pública de triathlon no Brasil

Triathlon · 29 nov, 2007

A cidade litorânea de Santos, em São Paulo, é conhecida no meio esportivo por abrigar diversas provas de triathlon. Para confirmar a fama, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares, inaugurou na última quarta-feira (28) a primeira escola pública de triathlon infantil do Brasil. De acordo com os responsáveis do projeto, a escola atenderá inicialmente 40 crianças entre 10 e 17 anos.

A escola fica no complexo esportivo Rebouças, na Ponta da Praia e todo o treinamento dos jovens atletas terá a infraestrutura necessária, como por exemplo, ruas fechadas pelo Centro de Engenharia de Tráfego de Santos (CET) para treino de bicicleta. A turma inicial começa as aulas teóricas no próximo dia 11 e as práticas, em fevereiro. Serão duas turmas, uma no período da manhã e outra da tarde, de terça a sexta-feira.

O aluno mais novo da primeira turma é Guilherme Martinez que tem nove anos. Depois vem Pedro Henrique de Abreu, 11 anos, irmão mais novo do triathleta olímpico Paulo Miyasiro.”Tenho um ano de biathlon e quero seguir os passos do Shiro. Ele me incentiva bastante e agora com a Escola ficará melhor”, conta Pedro.

Quem irá dar as aulas para a criançada é o triathleta profissional Felipe Guedes. Já a supervisão fica por conta do ex-profissional, Emerson Gomes, duas vezes vice no Troféu Brasil de Triathlon e também do treinador Marcos Paulo Reis, que encabeça o projeto junto com a Secretaria Municipal de Esportes.

Sérgio Cordeiro vence prova mais longa de triathlon

Triathlon · 26 nov, 2007

O brasileiro Sérgio Cordeiro venceu no último dia 15 de novembro a prova mais longa de triathlon do mundo, o Deca Ironman World Challenge, que aconteceu na cidade de Monterrey, no México. Como o próprio nome diz a competição teve percurso com 38km de natação, 1.800km de ciclismo e 420km de corrida, ou seja, 10 vezes mais que as distâncias de um Ironman.

Para isso o evento começou no dia cinco de novembro e só terminou no dia 15 do mesmo mês. A prova foi realizada num circuito composto com uma piscina de 25 metros e uma pista com 1.950 metros para ciclismo e corrida. Os atletas tinham que realizar um ironman por dia durante 10 dias consecutivos.

O brasileiro liderou a prova até o sétimo dia de competição. No oitavo dia ele sofreu um pequeno acidente na bicicleta, mas se recuperou e conquistou o título. Ele finalizou a prova com o tempo de 128 horas e 43 minutos.

O segundo colocado, o alemão Michael Gaertner, terminou a competição bem atrás do campeão, com 136 horas e 17 minutos. Já o terceiro lugar ficou para a Hungria com Tamas Zsolt (141h40min).

Sérgio Cordeiro tem 53 anos e com a vitória ele conquistou a terceira posição do Circuito Mundial de Ultratriathlon 2007. O brasileiro já foi o campeão do Circuito no ano passado tornando-se o primeiro latino-americano vencedor do Ultratriathlon.

Alexandre Ribeiro quer o tricampeonato no Mundial de Ultra

Triathlon · 15 nov, 2007

O triathleta Alexandre Ribeiro participa no próximo dia 23 de novembro do Campeonato Mundial de Ulrtraman. Essa é a terceira vez que o brasileiro faz a prova, realizada na ilha de Kona, no Havaí. Campeão das edições 2003 e 2005 do Mundial. Alexandre quer mais um título e garantir o tricampeonato da competição.

Todos os inscritos vão encarar um percurso de 515km sendo: 10km de natação, 145km de ciclismo e 84km de corrida. Mas cada modalidade é feita num dia, isso significa que a prova começa no dia 23/11 e termina no dia 25.

“Me sinto muito bem preparado psicológica e fisicamente e conheço o percurso e aquela ilha como a palma da minha mão. Pretendo melhorar o meu tempo e conquistar mais um título”, conta Alexandre que tem cerca de 30 ironmans no currículo.

O brasileiro irá encontrar 35 adversários na competição, número limite de participantes na prova, e todos foram convidados pela organização. O melhor tempo do Campeonato Mundial de Ultraman é do alemão Holger Spiegel, com 21h41min22, em 1998. O melhor tempo de Alexandre Ribeiro no desafio é 22h20min, obtido em 2003.

Para superar seus adversários, o brasileiro realizou em forte treino. Por semana seu volume de treino chega a 700km de ciclismo, 200km de corrida e 25km de natação. "Em um mesmo dia já cheguei a fazer treinos de mais de dez horas de ciclismo ou sete horas de corrida", revela.

Triathlon: como ter uma largada mais competitiva?

No artigo anterior, nós tratamos da largada do triathlon de uma forma mais ampla. Hoje vamos focar mais na largada dos atletas profissionais e amadores de alta performance. Para esses atletas qualquer segundo pode ser a diferença entre a vitória e a derrota, ou mesmo um ótimo resultado de um resultado ruim.

Durante a fase de base e de treinamento específico você passa horas na piscina treinando e aprimorando seu nado, construindo sua base aeróbica para agüentar o ritmo intenso das provas. Quando começa a temporada de provas, você precisará incluir séries específicas para as competições e onde toda prova de triathlon começa? Na largada, certo? Então você precisa estar preparado para largar como uma bala, mas para isso você tem que estar forte e veloz.

Nadar em águas abertas é sempre um desafio para a grande maioria dos atletas. A “aventura” para os nadadores de piscina pode ser assustadora, principalmente para os menos experientes. Os atletas mais experientes se sentem mais confortáveis e já sabem se colocar melhor em uma largada, pois conhecem a importância dela para o resultado final da prova.

Mesmo a etapa de natação sendo curta em relação ao ciclismo e a corrida, ela tem um peso fundamental no resultado da prova. Nas provas atuais, o nível dos atletas está muito parecido e como na maioria das provas no Brasil, o vácuo está liberado, ou tolerado, com quem você sair da água, provavelmente, será com quem você irá disputar a prova até o final da corrida.

Com uma boa largada você terá a oportunidade de pegar “um bom pé”, ou entrar na esteira de um bom pelotão que esteja rápido, onde você se sentira mais confortável. Mas, para os menos profissionais, acredito que tenham que focar suas atenções em aprender a nadar de uma forma mais eficiente e econômica durante todo o percurso e ir aprimorando suas largadas em alguns treinos, e principalmente nas próprias competições. Atletas que ficam nervosos em águas abertas e principalmente no mar podem desperdiçar uma energia que será importante mais tarde. É fundamental estar relaxado e concentrado no nado para poder desenvolver toda sua técnica.

O seu ritmo de largada talvez seja o ponto mais importante da natação em um short triathlon (750m) ou em um triathlon olímpico (1500m). O ritmo dessas provas é bem mais intenso do que em provas longas. A sua performance nesta etapa terá um peso maior no sucesso de sua prova nas distâncias short e olímpico. Mas, hoje em dia, os atletas de elite têm nadado as provas de Meio Ironman (1900m) como se nada os olímpicos, então isso só aumenta a importância da natação e de sua largada.

Os 200 ou 300m iniciais de um triathlon olímpico, terão de ser especialmente rápidos, e isso muitas vezes pode fazer com que o atleta se sinta fadigado antes da hora e diminua muito o ritmo. Mas podemos fazer treinos específicos para suportar esta largada e ainda conseguirmos escolher com calma um bom pelotão para ir até o final da prova.

O vácuo na natação, ou esteira como muitos conhecem, faz parte do triathlon, por isso saber escolher “um bom pé” é fundamental. Após a largada você deverá procurar um pelotão que nade rápido, mas não tão rápido a ponto de você sobrar mais a frente. GRAVE ISSO: Você deverá saber a diferença entre o desconforto suportável (você conseguirá ir até o final), o desconforto insuportável (você “quebrarᔠantes do final) e o ritmo confortável. Creio que para quem busca resultado e performance a melhor sensação durante a natação seria o desconforto suportável, onde o atleta se mantém focado em não perder a esteira e assim vai até o final da etapa num ritmo forte, porém, que não o destruirá.

Se durante a natação você sentir que o seu ritmo está muito confortável, é porque seu pelotão está muito lento, então é hora de você arriscar e tentar buscar o pelotão da frente. Acelere suas pernadas e aumente suas braçadas por uns 20 segundos até encostar no pelotão da frente. Mas você terá que ter certeza que pode fazer isso, para não pagar o preço alto de não conseguir alcançá-lo e ainda sobrar do pelotão que você estava anteriormente.

Para as provas de curta distância, que incluem short, olímpico e até mesmo os Meio Irons (para os mais competitivos), os atletas precisam fazer séries que os preparem para as dificuldades de uma largada. Além das séries tradicionais de resistência e velocidade, agora podemos incluir treinos de Limiar Aeróbico e VO2máx, para simular as competições, onde você encontrará outros nadadores disputando posições com você.

Tanto em triathlons quanto nas travessias, além da largada forte, você precisará também ter uma ótima recuperação, para conseguir encaixar seu ritmo, abaixo do seu limiar ou nele, no resto da prova. E também ser capaz de dar alguns sprints nas viradas de bóia, buscar o pelotão da frente, defender seu espaço, que muitas vezes cansa bastante o atleta, e ainda ter “gás” para fazer os últimos metros um pouco mais forte. Tudo isso faz com que o nado em águas abertas seja bem diferente da natação tradicional, mas todas estas técnicas podem ser treinadas e praticadas na piscina também.

O ritmo dos triathlons curtos é aproximadamente o mesmo que seu limiar, então as séries de limiar de lactato, deveriam ser básicas para todos os atletas competitivos. Uma série típica de LA seria com distâncias de 100m a 400m no seu ritmo de prova. Se você pretende nadar na prova, por exemplo, em um ritmo de 1min30s cada 100m, então uma boa série seria 6 x 100m chegando para 1min30s e saindo a cada 1min40s, no final dos seis tiros, descanse o tempo do seu tiro e repita a série. Este tipo de treino ajuda bastante para os triathlons longos e grandes travessias, mas para as provas curtas ela é fundamental.


Outra série boa seria fazer de dois a quatro de 500m, sempre com os primeiros 25m de cada 100m mais fortes. Dê um impulso na borda bem forte, acelere a pernada e aumente sua braçada e os outros 75m mais encaixados num bom ritmo. Descanse entre 45seg e 1min entre cada 500m.

O próximo passo seria reunir alguns atletas e fazer algumas simulações em águas abertas, com largada, virada de bóia, disputa de posição e esteira.


Triathlon: como ter uma largada mais competitiva?

Triathlon · 04 out, 2007

No artigo anterior, nós tratamos da largada do triathlon de uma forma mais ampla. Hoje vamos focar mais na largada dos atletas profissionais e amadores de alta performance. Para esses atletas qualquer segundo pode ser a diferença entre a vitória e a derrota, ou mesmo um ótimo resultado de um resultado ruim.

Durante a fase de base e de treinamento específico você passa horas na piscina treinando e aprimorando seu nado, construindo sua base aeróbica para agüentar o ritmo intenso das provas. Quando começa a temporada de provas, você precisará incluir séries específicas para as competições e onde toda prova de triathlon começa? Na largada, certo? Então você precisa estar preparado para largar como uma bala, mas para isso você tem que estar forte e veloz.

Nadar em águas abertas é sempre um desafio para a grande maioria dos atletas. A “aventura” para os nadadores de piscina pode ser assustadora, principalmente para os menos experientes. Os atletas mais experientes se sentem mais confortáveis e já sabem se colocar melhor em uma largada, pois conhecem a importância dela para o resultado final da prova.

Mesmo a etapa de natação sendo curta em relação ao ciclismo e a corrida, ela tem um peso fundamental no resultado da prova. Nas provas atuais, o nível dos atletas está muito parecido e como na maioria das provas no Brasil, o vácuo está liberado, ou tolerado, com quem você sair da água, provavelmente, será com quem você irá disputar a prova até o final da corrida.

Com uma boa largada você terá a oportunidade de pegar “um bom pé”, ou entrar na esteira de um bom pelotão que esteja rápido, onde você se sentira mais confortável. Mas, para os menos profissionais, acredito que tenham que focar suas atenções em aprender a nadar de uma forma mais eficiente e econômica durante todo o percurso e ir aprimorando suas largadas em alguns treinos, e principalmente nas próprias competições. Atletas que ficam nervosos em águas abertas e principalmente no mar podem desperdiçar uma energia que será importante mais tarde. É fundamental estar relaxado e concentrado no nado para poder desenvolver toda sua técnica.

O seu ritmo de largada talvez seja o ponto mais importante da natação em um short triathlon (750m) ou em um triathlon olímpico (1500m). O ritmo dessas provas é bem mais intenso do que em provas longas. A sua performance nesta etapa terá um peso maior no sucesso de sua prova nas distâncias short e olímpico. Mas, hoje em dia, os atletas de elite têm nadado as provas de Meio Ironman (1900m) como se nada os olímpicos, então isso só aumenta a importância da natação e de sua largada.

Os 200 ou 300m iniciais de um triathlon olímpico, terão de ser especialmente rápidos, e isso muitas vezes pode fazer com que o atleta se sinta fadigado antes da hora e diminua muito o ritmo. Mas podemos fazer treinos específicos para suportar esta largada e ainda conseguirmos escolher com calma um bom pelotão para ir até o final da prova.

O vácuo na natação, ou esteira como muitos conhecem, faz parte do triathlon, por isso saber escolher “um bom pé” é fundamental. Após a largada você deverá procurar um pelotão que nade rápido, mas não tão rápido a ponto de você sobrar mais a frente. GRAVE ISSO: Você deverá saber a diferença entre o desconforto suportável (você conseguirá ir até o final), o desconforto insuportável (você “quebrarᔠantes do final) e o ritmo confortável. Creio que para quem busca resultado e performance a melhor sensação durante a natação seria o desconforto suportável, onde o atleta se mantém focado em não perder a esteira e assim vai até o final da etapa num ritmo forte, porém, que não o destruirá.

Se durante a natação você sentir que o seu ritmo está muito confortável, é porque seu pelotão está muito lento, então é hora de você arriscar e tentar buscar o pelotão da frente. Acelere suas pernadas e aumente suas braçadas por uns 20 segundos até encostar no pelotão da frente. Mas você terá que ter certeza que pode fazer isso, para não pagar o preço alto de não conseguir alcançá-lo e ainda sobrar do pelotão que você estava anteriormente.

Para as provas de curta distância, que incluem short, olímpico e até mesmo os Meio Irons (para os mais competitivos), os atletas precisam fazer séries que os preparem para as dificuldades de uma largada. Além das séries tradicionais de resistência e velocidade, agora podemos incluir treinos de Limiar Aeróbico e VO2máx, para simular as competições, onde você encontrará outros nadadores disputando posições com você.

Tanto em triathlons quanto nas travessias, além da largada forte, você precisará também ter uma ótima recuperação, para conseguir encaixar seu ritmo, abaixo do seu limiar ou nele, no resto da prova. E também ser capaz de dar alguns sprints nas viradas de bóia, buscar o pelotão da frente, defender seu espaço, que muitas vezes cansa bastante o atleta, e ainda ter “gás” para fazer os últimos metros um pouco mais forte. Tudo isso faz com que o nado em águas abertas seja bem diferente da natação tradicional, mas todas estas técnicas podem ser treinadas e praticadas na piscina também.

O ritmo dos triathlons curtos é aproximadamente o mesmo que seu limiar, então as séries de limiar de lactato, deveriam ser básicas para todos os atletas competitivos. Uma série típica de LA seria com distâncias de 100m a 400m no seu ritmo de prova. Se você pretende nadar na prova, por exemplo, em um ritmo de 1min30s cada 100m, então uma boa série seria 6 x 100m chegando para 1min30s e saindo a cada 1min40s, no final dos seis tiros, descanse o tempo do seu tiro e repita a série. Este tipo de treino ajuda bastante para os triathlons longos e grandes travessias, mas para as provas curtas ela é fundamental.


Outra série boa seria fazer de dois a quatro de 500m, sempre com os primeiros 25m de cada 100m mais fortes. Dê um impulso na borda bem forte, acelere a pernada e aumente sua braçada e os outros 75m mais encaixados num bom ritmo. Descanse entre 45seg e 1min entre cada 500m.

O próximo passo seria reunir alguns atletas e fazer algumas simulações em águas abertas, com largada, virada de bóia, disputa de posição e esteira.

Shiro e Fabinho se dão bem no Chicago Triathlon

Os triathletas Fábio Carvalho e Paulo Miyashiro competiram o Chicago Triathlon no último domingo, maior prova mundial na modalidade e conseguiram bons resultados. Fabinho, atual vice-campeão do Troféu Brasil de Triathlon, obteve a sétima colocação, enquanto Paulo Henrique Miyasiro, que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas, foi o quinto melhor.

A prova reuniu 8.700 competidores do mundo todo e teve vitória do australiano Greg Bennett. “Fizemos uma ótima prova. Foi uma experiência muito válida para nós dois e agora vamos para o Los Angeles Triathlon como alguns dos favoritos”, ressalta Fabinho que todos os anos compete nos Estados Unidos.

Shiro começou a disputa na liderança, na perna de natação saiu à frente do australiano e na transição saiu para pedalar em primeiro. Já no trecho de bike ele perdeu duas posições e ao final teve que ficar um minuto parado devido à uma penalização, fato que lhe obrigou a fazer uma corrida forte.

Já Fabinho saiu da mal da água e teve que buscar posições com uma pedalada forte. “Teve uma largada falsa e eu estava muito bem posicionado, mas depois de 200 metros tivemos de voltar. Na segunda vez, fiquei preso no bolo, tomando porrada e perdi tempo”. No trecho de bike ele sentiu a energia extra que gastou durante a bike, mas conseguiu garantir uma boa oitava posição.

Os dois triatlhetas permanecem na Terra do Tio Sam, onde competem no Malibu Triatlhon dia 16, antes de retornar ao Brasil para a quinta etapa do Troféu Brasil de Triathlon, no dia 23, em Santos.


Shiro e Fabinho se dão bem no Chicago Triathlon

Triathlon · 27 ago, 2007

Os triathletas Fábio Carvalho e Paulo Miyashiro competiram o Chicago Triathlon no último domingo, maior prova mundial na modalidade e conseguiram bons resultados. Fabinho, atual vice-campeão do Troféu Brasil de Triathlon, obteve a sétima colocação, enquanto Paulo Henrique Miyasiro, que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas, foi o quinto melhor.

A prova reuniu 8.700 competidores do mundo todo e teve vitória do australiano Greg Bennett. “Fizemos uma ótima prova. Foi uma experiência muito válida para nós dois e agora vamos para o Los Angeles Triathlon como alguns dos favoritos”, ressalta Fabinho que todos os anos compete nos Estados Unidos.

Shiro começou a disputa na liderança, na perna de natação saiu à frente do australiano e na transição saiu para pedalar em primeiro. Já no trecho de bike ele perdeu duas posições e ao final teve que ficar um minuto parado devido à uma penalização, fato que lhe obrigou a fazer uma corrida forte.

Já Fabinho saiu da mal da água e teve que buscar posições com uma pedalada forte. “Teve uma largada falsa e eu estava muito bem posicionado, mas depois de 200 metros tivemos de voltar. Na segunda vez, fiquei preso no bolo, tomando porrada e perdi tempo”. No trecho de bike ele sentiu a energia extra que gastou durante a bike, mas conseguiu garantir uma boa oitava posição.

Os dois triatlhetas permanecem na Terra do Tio Sam, onde competem no Malibu Triatlhon dia 16, antes de retornar ao Brasil para a quinta etapa do Troféu Brasil de Triathlon, no dia 23, em Santos.

Fábio Carvalho quer liderança do Long Distance

Triathlon · 03 ago, 2007

O triathleta Fábio Carvalho confirmou presença na terceira etapa do Circuito RBK Long Distance. A prova acontece no próximo domingo (5), na praia Mansa, em Caiobá (PR). Vice-líder do ranking geral, Fábio irá brigar pela primeira posição, que hoje é do paranaense Guilherme Manocchio.

Campeão da etapa de Ubatuba, ele aponta algumas vantagens da terceira etapa. “Gosto dos tipos de percurso de Ubatuba, onde consigo render mais. Caiobá é mais plano, mas como venho de duas provas longas vai ser muito bom”, explica o triathleta, nascido em Mogi-Mirim e radicado em Santos há três anos.

Mas a decisão de competir no Paraná foi feita em cima da hora. “Como vinha de duas disputas de ironman, estava bem cansado. Nas últimas semanas me senti bem e pude treinar melhor, decidindo pela participação. Espero fazer um bom papel no domingo e conseguir encostar no líder”, conta.

A competição terá largada às 8h e os participantes terão que percorrer cerca de 1,9km de natação, 90km de ciclismo e 21km de corrida. De acordo com os organizadores, cerca de 300 pessoas devem participar da prova.

Após Pan, empresa homenageia seus patrocinados

No último domingo (29), após a festa de encerramento dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro, a companhia aérea Gol realizou um coquetel para homenagear os atletas que patrocina, entre eles Mariana Ohata. A triathleta comenta sobre o apoio e o sexto lugar na competição.

Rio de Janeiro - Mariana Ohata foi uma das atletas escolhidas pela empresa para um projeto que começou desde janeiro e teve o primeiro resultado nos Jogos Pan-americanos. Segundo ela, patrocínio no Brasil para o esporte é algo muito complicado, então é preciso parabenizar as empresas que tomam essa inicativa.

“Eu fiquei muito feliz com esse convite, venho com o Pão de Açúcar há anos e agora com a Gol me dá mais motivação para melhorar sempre”. Ela diz ainda que a companhia é inovadora, assim como os competidores que patrocina. “Ela é jovem e tem a nossa cara, isso é ótimo para nós”.

Já sobre a competição, passado o alvoroço criado sobre o mal resultado obtido pelo trio (Mariana, Carla Moreno e Sandra Soldan), ela diz que deu o máximo de si, mas o jogo de equipe das americanas dificultou um pódio. “Tentei fazer a minha prova, mas infelizmente não foi um dia bom para mim. Agora vou pensar no Mundial em setembro e manter a vaga olímpica para poder pensar em medalhas”.

Jogo de equipe - Após a prova, realizada no último dia 15, grande parte da imprensa questionou o porquê de as brasileiras não fazerem jogo de equipe para terem mais chances de medalha, como fazem muitas delegações estrangeiras. “O triathlon é um esporte individual, mas se existe um acordo com a Confederação para que o país se saia bem, aí sim poderia dar certo. Como aqui as pessoas pensam individualmente, esse jogo fica inviável”.

Juraci Moreira e Sandra Soldan haviam dito após a prova que a CBTri faz um trabalho de base com os jovens triathletas, mas esquece um pouco da geração que está atualmente na ativa. Mariana acredita que esse novo grupo possa um dia competir pensando no país. “Eu torço por isso, já que estamos precisando de uma renovação no triathlon, que é um esporte novo”.

A paraatleta Ádria dos Santos, competidora da classe T11 (baixa visão), também é uma das patrocinadas pela Gol, mas não pôde comparecer ao evento. Ela é a maior medalhista deficiente do país, com quatro ouros e oito pratas e disputará os Jogos Parapan-americanos, que acontecerão no Rio de Janeiro de 12 a 19 de agosto.


Após Pan, empresa homenageia seus patrocinados

Triathlon · 31 jul, 2007

No último domingo (29), após a festa de encerramento dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro, a companhia aérea Gol realizou um coquetel para homenagear os atletas que patrocina, entre eles Mariana Ohata. A triathleta comenta sobre o apoio e o sexto lugar na competição.

Rio de Janeiro - Mariana Ohata foi uma das atletas escolhidas pela empresa para um projeto que começou desde janeiro e teve o primeiro resultado nos Jogos Pan-americanos. Segundo ela, patrocínio no Brasil para o esporte é algo muito complicado, então é preciso parabenizar as empresas que tomam essa inicativa.

“Eu fiquei muito feliz com esse convite, venho com o Pão de Açúcar há anos e agora com a Gol me dá mais motivação para melhorar sempre”. Ela diz ainda que a companhia é inovadora, assim como os competidores que patrocina. “Ela é jovem e tem a nossa cara, isso é ótimo para nós”.

Já sobre a competição, passado o alvoroço criado sobre o mal resultado obtido pelo trio (Mariana, Carla Moreno e Sandra Soldan), ela diz que deu o máximo de si, mas o jogo de equipe das americanas dificultou um pódio. “Tentei fazer a minha prova, mas infelizmente não foi um dia bom para mim. Agora vou pensar no Mundial em setembro e manter a vaga olímpica para poder pensar em medalhas”.

Jogo de equipe - Após a prova, realizada no último dia 15, grande parte da imprensa questionou o porquê de as brasileiras não fazerem jogo de equipe para terem mais chances de medalha, como fazem muitas delegações estrangeiras. “O triathlon é um esporte individual, mas se existe um acordo com a Confederação para que o país se saia bem, aí sim poderia dar certo. Como aqui as pessoas pensam individualmente, esse jogo fica inviável”.

Juraci Moreira e Sandra Soldan haviam dito após a prova que a CBTri faz um trabalho de base com os jovens triathletas, mas esquece um pouco da geração que está atualmente na ativa. Mariana acredita que esse novo grupo possa um dia competir pensando no país. “Eu torço por isso, já que estamos precisando de uma renovação no triathlon, que é um esporte novo”.

A paraatleta Ádria dos Santos, competidora da classe T11 (baixa visão), também é uma das patrocinadas pela Gol, mas não pôde comparecer ao evento. Ela é a maior medalhista deficiente do país, com quatro ouros e oito pratas e disputará os Jogos Parapan-americanos, que acontecerão no Rio de Janeiro de 12 a 19 de agosto.

Campeão de Caiobá defende título do Triathlon Long Distance

A terceira etapa do RBK Premier Long Distance será realizada no próximo sábado (5) na Praia Mansa em Caiobá (PR). O brasileiro Guilherme Manocchio será um dos destaques da prova. Campeão da edição 2006 da etapa, o triathleta também quer a vitória do Circuito Long Distance.

“Minhas duas prioridades neste ano eram o Brasileiro e o Long Distance. Um eu já consegui, agora vou em busca da outra meta”, explica o atleta, que participa de provas de triathlon há 12 anos. Com o terceiro lugar na etapa do Rio de Janeiro e um vice em Ubatuba, ele ocupa a primeira colocação com 145 pontos, seguido de Leandro Macedo e Fábio Carvalho, ambos com 100. “Foram resultados importantes, pois eu estava mais focado no Brasileiro, que garantiram a ponta da classificação”, completa.

Manocchio estará ao lado de outros 334 competidores, inculindo altetas estrangeiros. Ao todo os participantes terão que percorrer 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida da prova. Além dos pontos na classificação, a prova ainda distribuirá cerca de 15 mil reais de prêmio aos mais bem colocados entre os profissionais.

A programação oficial da etapa começa no dia quatro, a partir das 14 horas, com a entrega de kits, e Congresso Técnico, às 17 horas, no Hotel Parque Balneário, á Rua Augusto Blitzkow, 200, na Praia Mansa. No domingo, a movimentação se inicia às 6 horas, com a abertura da área de transição que prossegue até as 7h50. A largada do RBK Premier Long Distance será às 8 horas, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para as 13 horas.


Campeão de Caiobá defende título do Triathlon Long Distance

Triathlon · 31 jul, 2007

A terceira etapa do RBK Premier Long Distance será realizada no próximo sábado (5) na Praia Mansa em Caiobá (PR). O brasileiro Guilherme Manocchio será um dos destaques da prova. Campeão da edição 2006 da etapa, o triathleta também quer a vitória do Circuito Long Distance.

“Minhas duas prioridades neste ano eram o Brasileiro e o Long Distance. Um eu já consegui, agora vou em busca da outra meta”, explica o atleta, que participa de provas de triathlon há 12 anos. Com o terceiro lugar na etapa do Rio de Janeiro e um vice em Ubatuba, ele ocupa a primeira colocação com 145 pontos, seguido de Leandro Macedo e Fábio Carvalho, ambos com 100. “Foram resultados importantes, pois eu estava mais focado no Brasileiro, que garantiram a ponta da classificação”, completa.

Manocchio estará ao lado de outros 334 competidores, inculindo altetas estrangeiros. Ao todo os participantes terão que percorrer 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida da prova. Além dos pontos na classificação, a prova ainda distribuirá cerca de 15 mil reais de prêmio aos mais bem colocados entre os profissionais.

A programação oficial da etapa começa no dia quatro, a partir das 14 horas, com a entrega de kits, e Congresso Técnico, às 17 horas, no Hotel Parque Balneário, á Rua Augusto Blitzkow, 200, na Praia Mansa. No domingo, a movimentação se inicia às 6 horas, com a abertura da área de transição que prossegue até as 7h50. A largada do RBK Premier Long Distance será às 8 horas, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para as 13 horas.

Pan: Neném comenta sobre desempenho brasileiro no triathlon

Nunca, na curta história do triathlon brasileiro, aconteceu um evento deste porte: os Jogos Pan-americanos. Bem organizado, horários rigorosamente cumpridos, distâncias bem aferidas, segurança dos atletas muito bem feita, toda a logística da prova funcionou perfeitamente. Fica aqui meus parabéns a todos os envolvidos, seja atleta, técnico, dirigente e pessoas envolvidas no evento, que foi, no meu ponto de vista, o melhor, maior e mais bonito triathlon que já teve no Brasil.

A competição em si aconteceu sem maiores surpresas, tanto no masculino quanto no feminino. Os campeões foram, como esperado, os americanos que talvez não tenham vindo com sua força máxima, mas já foi suficiente para sair do Brasil com as duas vagas olímpicas (masculino e feminino) garantidas.

Muito tem se falado em trabalho de equipe no triathlon, mas o que muitos não entendem é que para esta geração que esta aí, é muito difícil colocar isso em prática, pois todos eles tiveram que correr atrás de seus patrocínios e fazer sua carreira vingar sozinhos. Nunca tiveram nenhuma estrutura de apoio, muito menos verbas públicas que ajudassem em sua preparação e em suas viagens.

Somente depois de anos na estrada, é que a Confederação começou a bancar algumas viagens para competições. Então fica muito difícil depois de todos estes anos batalhando pelo seu espaço, que um atleta, após conseguir sua vaga olímpica, ou mesmo pan-americana, abra mão do seu sonho para ajudar outro que talvez, esteja no momento em melhores condições do que ele.

Todo atleta profissional, digo aquele atleta que tira seu sustento do esporte, tem suas contas para pagar, muitos deles com família para sustentar, e são os patrocinadores que pagam estas contas. Estes mesmos patrocinadores querem resultado. Sem bons resultados, é como um funcionário de alguma firma ou empresa que não esta sendo produtivo, acaba sendo dispensado.

Para se criar esta mentalidade, a confederação deveria montar um sistema como no ciclismo profissional, onde existe a compensação financeira ou outra compensação qualquer, para estes atletas que abdicaram de seus resultados em prol de outro atleta ou do grupo.

O trabalho de equipe dentro do triathlon, já existe em países mais desenvolvidos, como os europeus e norte-americanos, onde suas confederações têm um bom aporte financeiro e conseguem manter suas seleções principais treinando e competindo, sem nenhum custo para os atletas. Não creio que seja uma coisa impossível de se fazer no Brasil, basta um pouco mais de planejamento dos dirigentes e um pouco mais de boa vontade dos atletas.




Carlos Eugênio Ferraro
conhecido como Neném, é consultor Webrun da seção Triathlon. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon nos jogos Pan-Americanos de 2003 e dos Campeonatos Mundiais (1992, 2002 e 2004). Também atuou como assessor técnico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sidney e Atenas e hoje é conselheiro Técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva

Às 8h em ponto foi dada a largada do masculino. Andy Potts, o melhor nadador do circuito mundial, saiu na frente na natação seguido de perto por outros dois americanos, um canadense, um argentino e um cubano. Estes perseguidores não conseguiram segurar o ritmo por muito tempo e logo foram alcançados pelo pelotão, em que se encontrava Juraci, que tinha feito uma excelente natação. Virgilio e Antonio Marcos não fizeram uma boa natação e se encontravam em pelotões um pouco mais atrasados.

O ciclismo teve momentos que definiram a prova, pelo menos as medalhas de prata e bronze, já que a de ouro, acredito que dificilmente teria outro dono. Faltando duas voltas para o final do ciclismo, os canadenses Paul Tichelar e Brent Machmaron lideraram uma fuga que lhes rendeu 50 segundos de vantagem para o pelotão.

Andy Potts ultrapassou Brent na altura do quilômetro sete de corrida e manteve a liderança até o final. Juraci Moreira fazendo uma corrida excelente, conseguiu beliscar o bronze, mantendo assim a tradição do Brasil de sempre trazer medalhas em Pan-Americanos. Virgilio de Castilho e Antonio Marcos terminaram a prova na 14ª e na 29ª posições respectivamente.

Mulheres - a largada da prova feminina foi exatamente às 10h30, como previsto na programação, e mais uma vez as americanas dominaram esta etapa. Ao final da primeira volta, num total de duas, já se formava um grupo de cinco atletas com uma vantagem já de 30 segundos. As americanas puxavam o ritmo, seguidas de perto por uma canadense e pela brasileira Sandra Soldan. Completados os 1500m, as americanas já tinha uma vantagem de 30 segundos sobre suas perseguidoras. Esta vantagem só foi aumentando, já que as três americanas faziam um excelente trabalho de revezamento no ciclismo.

Com os 40km de ciclismo completados, as três líderes já tinham uma vantagem de 2min40 sobre o pelotão perseguidor, onde se encontravam as três brasileiras. Com uma vantagem tão grande, elas apenas administraram na corrida para conseguir ouro e prata. A terceira americana, que veio ao Brasil apenas para puxar a natação e ajudar no que fosse possível no ciclismo, terminou a prova bem mais atrás, mas bem feliz, pois tinha feito seu papel com perfeição.

As brasileiras terminaram a prova um pouco tristes e decepcionadas com suas colocações, pois esperava-se mais delas, principalmente de Mariana Ohata que ficou com a 6ª colocação. Carla Moreno foi a 9ª e Sandra Soldan a 19ª.




Carlos Eugênio Ferraro
conhecido como Neném, é consultor Webrun da seção Triathlon. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon nos jogos Pan-Americanos de 2003 e dos Campeonatos Mundiais (1992, 2002 e 2004). Também atuou como assessor técnico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sidney e Atenas e hoje é conselheiro Técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva


Pan: Neném comenta sobre desempenho brasileiro no triathlon

Triathlon · 19 jul, 2007

Nunca, na curta história do triathlon brasileiro, aconteceu um evento deste porte: os Jogos Pan-americanos. Bem organizado, horários rigorosamente cumpridos, distâncias bem aferidas, segurança dos atletas muito bem feita, toda a logística da prova funcionou perfeitamente. Fica aqui meus parabéns a todos os envolvidos, seja atleta, técnico, dirigente e pessoas envolvidas no evento, que foi, no meu ponto de vista, o melhor, maior e mais bonito triathlon que já teve no Brasil.

A competição em si aconteceu sem maiores surpresas, tanto no masculino quanto no feminino. Os campeões foram, como esperado, os americanos que talvez não tenham vindo com sua força máxima, mas já foi suficiente para sair do Brasil com as duas vagas olímpicas (masculino e feminino) garantidas.

Muito tem se falado em trabalho de equipe no triathlon, mas o que muitos não entendem é que para esta geração que esta aí, é muito difícil colocar isso em prática, pois todos eles tiveram que correr atrás de seus patrocínios e fazer sua carreira vingar sozinhos. Nunca tiveram nenhuma estrutura de apoio, muito menos verbas públicas que ajudassem em sua preparação e em suas viagens.

Somente depois de anos na estrada, é que a Confederação começou a bancar algumas viagens para competições. Então fica muito difícil depois de todos estes anos batalhando pelo seu espaço, que um atleta, após conseguir sua vaga olímpica, ou mesmo pan-americana, abra mão do seu sonho para ajudar outro que talvez, esteja no momento em melhores condições do que ele.

Todo atleta profissional, digo aquele atleta que tira seu sustento do esporte, tem suas contas para pagar, muitos deles com família para sustentar, e são os patrocinadores que pagam estas contas. Estes mesmos patrocinadores querem resultado. Sem bons resultados, é como um funcionário de alguma firma ou empresa que não esta sendo produtivo, acaba sendo dispensado.

Para se criar esta mentalidade, a confederação deveria montar um sistema como no ciclismo profissional, onde existe a compensação financeira ou outra compensação qualquer, para estes atletas que abdicaram de seus resultados em prol de outro atleta ou do grupo.

O trabalho de equipe dentro do triathlon, já existe em países mais desenvolvidos, como os europeus e norte-americanos, onde suas confederações têm um bom aporte financeiro e conseguem manter suas seleções principais treinando e competindo, sem nenhum custo para os atletas. Não creio que seja uma coisa impossível de se fazer no Brasil, basta um pouco mais de planejamento dos dirigentes e um pouco mais de boa vontade dos atletas.




Carlos Eugênio Ferraro
conhecido como Neném, é consultor Webrun da seção Triathlon. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon nos jogos Pan-Americanos de 2003 e dos Campeonatos Mundiais (1992, 2002 e 2004). Também atuou como assessor técnico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sidney e Atenas e hoje é conselheiro Técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva

Às 8h em ponto foi dada a largada do masculino. Andy Potts, o melhor nadador do circuito mundial, saiu na frente na natação seguido de perto por outros dois americanos, um canadense, um argentino e um cubano. Estes perseguidores não conseguiram segurar o ritmo por muito tempo e logo foram alcançados pelo pelotão, em que se encontrava Juraci, que tinha feito uma excelente natação. Virgilio e Antonio Marcos não fizeram uma boa natação e se encontravam em pelotões um pouco mais atrasados.

O ciclismo teve momentos que definiram a prova, pelo menos as medalhas de prata e bronze, já que a de ouro, acredito que dificilmente teria outro dono. Faltando duas voltas para o final do ciclismo, os canadenses Paul Tichelar e Brent Machmaron lideraram uma fuga que lhes rendeu 50 segundos de vantagem para o pelotão.

Andy Potts ultrapassou Brent na altura do quilômetro sete de corrida e manteve a liderança até o final. Juraci Moreira fazendo uma corrida excelente, conseguiu beliscar o bronze, mantendo assim a tradição do Brasil de sempre trazer medalhas em Pan-Americanos. Virgilio de Castilho e Antonio Marcos terminaram a prova na 14ª e na 29ª posições respectivamente.

Mulheres - a largada da prova feminina foi exatamente às 10h30, como previsto na programação, e mais uma vez as americanas dominaram esta etapa. Ao final da primeira volta, num total de duas, já se formava um grupo de cinco atletas com uma vantagem já de 30 segundos. As americanas puxavam o ritmo, seguidas de perto por uma canadense e pela brasileira Sandra Soldan. Completados os 1500m, as americanas já tinha uma vantagem de 30 segundos sobre suas perseguidoras. Esta vantagem só foi aumentando, já que as três americanas faziam um excelente trabalho de revezamento no ciclismo.

Com os 40km de ciclismo completados, as três líderes já tinham uma vantagem de 2min40 sobre o pelotão perseguidor, onde se encontravam as três brasileiras. Com uma vantagem tão grande, elas apenas administraram na corrida para conseguir ouro e prata. A terceira americana, que veio ao Brasil apenas para puxar a natação e ajudar no que fosse possível no ciclismo, terminou a prova bem mais atrás, mas bem feliz, pois tinha feito seu papel com perfeição.

As brasileiras terminaram a prova um pouco tristes e decepcionadas com suas colocações, pois esperava-se mais delas, principalmente de Mariana Ohata que ficou com a 6ª colocação. Carla Moreno foi a 9ª e Sandra Soldan a 19ª.




Carlos Eugênio Ferraro
conhecido como Neném, é consultor Webrun da seção Triathlon. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon nos jogos Pan-Americanos de 2003 e dos Campeonatos Mundiais (1992, 2002 e 2004). Também atuou como assessor técnico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sidney e Atenas e hoje é conselheiro Técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva