calor

Entenda a Fascite Plantar

Bem Estar · 06 jun, 2018

Lesões podem acontecer com qualquer pessoa. O cotidiano de muitas horas sentados, sapatos inapropriados para longas jornadas diárias afetam a saúde dos nosso pés. É comum sentir dores na sola do pé ao final de um dia cheio. Se você […]


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16º Maratona do Rio – Nós fomos!

Maratona · 04 jun, 2018

Sob o sol carioca e sentindo o cheiro de maresia do Aterro do Flamengo, a Maratona do Rio de Janeiro aconteceu no último final de semana. A prova atraiu mais de 30.000 atletas, destes cerca de 900 estrangeiros. A corrida […]


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Você está preparado para correr em altas temperaturas? Dá uma olhada nas nossas dicas

Bem Estar · 25 out, 2017

A época de altas temperaturas está voltando e com ela o desgaste maior de quem treina ao ar livre. O calor intenso é, sem dúvidas, o grande vilão quando os assuntos são desempenho – já que o atleta se cansa […]


Você está preparado para correr em altas temperaturas? Dá uma olhada nas nossas dicas

Bem Estar · 25 out, 2017

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Amadores reclamam do calor no Triatlhon Internacional de Santos

Triathlon · 22 fev, 2011

Em meio a uma multidão de homens, uma competidora cercada de amigos e familiares, na areia do litoral paulista, se emocionava com o Triatlhon Internacional de Santos, realizado no último domingo (20/02). A amadora Jaciara Moreno, de 37 anos, com respiração ofegante, há poucos minutos tinha cruzado a linha de chegada, em um dia no qual os termômetros chegaram próximo aos 35°C.

“O tempo não ajudou, o calor estava forte e água do mar também bastante aquecida. Senti muito cansaço para correr, mas felizmente com esforço cheguei até o fim”, comemora a corredora, que na semana anterior tinha sofrido um pequeno acidente e por pouco não desistiu da prova.

“Eu cai e machuquei meu joelho no domingo passado. Estava com dificuldade até para caminhar e ao poucos foi melhorando. Entretanto, durante os dez quilômetros de corrida o ferimento abriu novamente e tive que ser forte para continuar”, relembra Jaciara, que divide o seu tempo para treinar, cuidar da família e trabalhar.
Entre os amadores, não foi apenas a paulista que reclamou da temperatura, o pernambucano Adriano Nascimento, de 32 anos, disse que o calor paulista não perde em nada para o do Nordeste.

“Apesar de habituado com esse tipo de clima eu senti um pouco de cansaço, principalmente no final da prova. Mas a organização do evento foi excelente e o trajeto também é muito bom”, conta o triatleta que participou do Internacional pela primeira vez com os amigos.

Já o veterano José Gonçalves, aos 41 anos, já marcou presença em pelo menos 17 edições da prova e abriu a sua temporada no último domingo (20/02). “Foi muito difícil. Estava ventando na bike e, para piorar, havia buracos no trajeto”, relata José, que já participou do Ironman do Havaí e é apaixonado por triátlon. “Por causa do trabalho eu troco o horário do almoço por um treino, ou acabo me exercitando antes de dormir, tudo para manter o ritmo”, garante.

Na disputa dos corredores de elite , quem venceu o Triatlhon Internacional de Santos foi Reinaldo Colucci e Carla Moreno.


Amadores reclamam do calor no Triatlhon Internacional de Santos

Triathlon · 22 fev, 2011

Em meio a uma multidão de homens, uma competidora cercada de amigos e familiares, na areia do litoral paulista, se emocionava com o Triatlhon Internacional de Santos, realizado no último domingo (20/02). A amadora Jaciara Moreno, de 37 anos, com respiração ofegante, há poucos minutos tinha cruzado a linha de chegada, em um dia no qual os termômetros chegaram próximo aos 35°C.

“O tempo não ajudou, o calor estava forte e água do mar também bastante aquecida. Senti muito cansaço para correr, mas felizmente com esforço cheguei até o fim”, comemora a corredora, que na semana anterior tinha sofrido um pequeno acidente e por pouco não desistiu da prova.

“Eu cai e machuquei meu joelho no domingo passado. Estava com dificuldade até para caminhar e ao poucos foi melhorando. Entretanto, durante os dez quilômetros de corrida o ferimento abriu novamente e tive que ser forte para continuar”, relembra Jaciara, que divide o seu tempo para treinar, cuidar da família e trabalhar.
Entre os amadores, não foi apenas a paulista que reclamou da temperatura, o pernambucano Adriano Nascimento, de 32 anos, disse que o calor paulista não perde em nada para o do Nordeste.

“Apesar de habituado com esse tipo de clima eu senti um pouco de cansaço, principalmente no final da prova. Mas a organização do evento foi excelente e o trajeto também é muito bom”, conta o triatleta que participou do Internacional pela primeira vez com os amigos.

Já o veterano José Gonçalves, aos 41 anos, já marcou presença em pelo menos 17 edições da prova e abriu a sua temporada no último domingo (20/02). “Foi muito difícil. Estava ventando na bike e, para piorar, havia buracos no trajeto”, relata José, que já participou do Ironman do Havaí e é apaixonado por triátlon. “Por causa do trabalho eu troco o horário do almoço por um treino, ou acabo me exercitando antes de dormir, tudo para manter o ritmo”, garante.

Na disputa dos corredores de elite , quem venceu o Triatlhon Internacional de Santos foi Reinaldo Colucci e Carla Moreno.

Sol e calor marcam Meia Maratona das Cataratas

Meia Maratona · 07 jul, 2008

Atualizada em 14/07 às 15h20

Aconteceu no último domingo (06), sob um céu de brigadeiro, a segunda edição da Meia Maratona das Cataratas, na cidade de Foz do Iguaçu (PR). Cerca de 800 competidores largaram às 7h45 num trajeto que mesclou rodovia e estrada no Interior do Parque Nacional do Iguaçu e a vitória ficou com Claudenir da Silva Cardoso e Rosa Jussara Barbosa.

São Paulo - A dificuldade do percurso, devido às variações de altimetria, fez com que o pelotão se dissipasse logo no início da competição. Apesar disso, Claudenir e Elenílson da Silva travaram um duelo durante boa parte da competição.

Ano passado Claudenir, paranaense de Umuarama, foi o vice-campeão, então a vitória foi comemorada de forma ainda mais incisiva. “Esse ano treinei bastante para a prova e fiz a estratégia certa. O percurso é difícil, mas deu tudo certo e consegui vencer”, comemora o atleta de 29 anos, que completou o trajeto com o tempo de 1h08min38.

Elenílson foi o segundo colocado, com 1h11min20 e agora vai se preparar para a Volta da Pampulha e a Corrida Internacional de São Silvestre. “Entre o quilômetro oito e nove eu vi que não tinha condições de ganhar, então corri para chegar entre os primeiros”, avalia o competidor natural de Mato Grosso. O terceiro posto ficou para o curitibano Ismael Pereira da Silva, de 44 anos, que vem se recuperando de uma lesão. “Como não estou na minha melhor fase, ainda me recuperando de lesões, o percurso ficou puxado”, enfatiza após cruzar com 1h12min53.

Feminino - Entre as mulheres, Rosa Jussara Barbosa, vice ano passado, reuniu forças para subir no degrau mais alto do pódio e marcar 1h20min57. “Consegui administrar bem, o fato de conhecer o percurso me ajudou muito, já sabia onde tinha que aumentar e diminuir o ritmo”, explica a gaúcha de 33 anos, natural de Passo Fundo.

O segundo posto ficou com a estrangeira Carmem Matinez, de Assunção (Paraguai), que fechou os 21,097 quilômetros em 1h30min58seg. “Foi fruto de muito treino e disciplina”, avalia a atleta de 26 anos. O terceiro lugar ficou com Tamy Rezende, ao marcar 1h33min39.

Os organizadores avaliaram o evento como positivo e já adiantam que a disputa de 2009 já está marcada para o dia cinco de julho. “Superou todas as expectativas, todos que correram se emocionaram, a energia aqui nas Cataratas é diferente afirma Jorge Pegoraro, Chefe do Parque Nacional do Iguaçu”. Todos os itens foram excelentes, a prova evoluiu em todos os sentidos”, completa Tadeu Natálio, Presidente da Associação Pro Correr de Incentivo ao Esporte.


Sol e calor marcam Meia Maratona das Cataratas

Meia Maratona · 07 jul, 2008

Atualizada em 14/07 às 15h20

Aconteceu no último domingo (06), sob um céu de brigadeiro, a segunda edição da Meia Maratona das Cataratas, na cidade de Foz do Iguaçu (PR). Cerca de 800 competidores largaram às 7h45 num trajeto que mesclou rodovia e estrada no Interior do Parque Nacional do Iguaçu e a vitória ficou com Claudenir da Silva Cardoso e Rosa Jussara Barbosa.

São Paulo - A dificuldade do percurso, devido às variações de altimetria, fez com que o pelotão se dissipasse logo no início da competição. Apesar disso, Claudenir e Elenílson da Silva travaram um duelo durante boa parte da competição.

Ano passado Claudenir, paranaense de Umuarama, foi o vice-campeão, então a vitória foi comemorada de forma ainda mais incisiva. “Esse ano treinei bastante para a prova e fiz a estratégia certa. O percurso é difícil, mas deu tudo certo e consegui vencer”, comemora o atleta de 29 anos, que completou o trajeto com o tempo de 1h08min38.

Elenílson foi o segundo colocado, com 1h11min20 e agora vai se preparar para a Volta da Pampulha e a Corrida Internacional de São Silvestre. “Entre o quilômetro oito e nove eu vi que não tinha condições de ganhar, então corri para chegar entre os primeiros”, avalia o competidor natural de Mato Grosso. O terceiro posto ficou para o curitibano Ismael Pereira da Silva, de 44 anos, que vem se recuperando de uma lesão. “Como não estou na minha melhor fase, ainda me recuperando de lesões, o percurso ficou puxado”, enfatiza após cruzar com 1h12min53.

Feminino - Entre as mulheres, Rosa Jussara Barbosa, vice ano passado, reuniu forças para subir no degrau mais alto do pódio e marcar 1h20min57. “Consegui administrar bem, o fato de conhecer o percurso me ajudou muito, já sabia onde tinha que aumentar e diminuir o ritmo”, explica a gaúcha de 33 anos, natural de Passo Fundo.

O segundo posto ficou com a estrangeira Carmem Matinez, de Assunção (Paraguai), que fechou os 21,097 quilômetros em 1h30min58seg. “Foi fruto de muito treino e disciplina”, avalia a atleta de 26 anos. O terceiro lugar ficou com Tamy Rezende, ao marcar 1h33min39.

Os organizadores avaliaram o evento como positivo e já adiantam que a disputa de 2009 já está marcada para o dia cinco de julho. “Superou todas as expectativas, todos que correram se emocionaram, a energia aqui nas Cataratas é diferente afirma Jorge Pegoraro, Chefe do Parque Nacional do Iguaçu”. Todos os itens foram excelentes, a prova evoluiu em todos os sentidos”, completa Tadeu Natálio, Presidente da Associação Pro Correr de Incentivo ao Esporte.

Meia do Rio: saiba como correr no calor

Meia Maratona · 17 ago, 2007

Correr sob alta temperatura requer alguns cuidados básicos que muitas vezes são esquecidos pelos corredores. Foi com esse intuito que a Adidas organizou na última quarta-feira (15) na loja Velocitá, em São Paulo, uma palestra com esse tema. O calor é umas das características da Meia Maratona do Rio de Janeiro, que acontece no próximo dia dois de setembro. Por isso fique por dentro das principais dicas para enfrentar termômetros elevados.

São Paulo - É praticamente impossível escapar do calor quando participamos de uma corrida. O nosso próprio corpo é um gerador natural de calor principalmente quando praticamos alguma atividade física. Mas, além disso, há outros fatores que aumentam ainda mais esse fenômeno da natureza.

De acordo com o mestre em ciências biomédicas, Helio Souza, além do corpo, também recebemos calor do sol, do solo e do ar. Por isso conhecer as condições climáticas no dia da competição é fundamental. Um dos itens a serem observados, além da temperatura, é a umidade relativa do ar. “O calor é perdido quando tem a evaporação e não apenas a transpiração. Quando temos uma umidade relativa do ar muito alta não há evaporação da pele”, alerta.

Segundo ele, é perigoso participar de uma prova num ambiente muito quente e úmido. Mas muitas vezes a umidade não é levada em conta e as provas acontecem normalmente. Por isso é possível amenizar o calor com algumas medidas básicas. “O vento pode ajudar o corredor, além disso, uma roupa de cores claras e tecido tecnológico também ajuda”, revela.

Preparação - Suportar o calor é algo que podemos nos acostumar. Por isso treinar com as condições climáticas parecidas com a da prova é de grande valia. O treinador Cláudio Castilho recomenda alguns treinos fora do horário habitual da corrida diária.

“Temos que nos adaptar para a prova. A aclimatação pode ser feita de forma gradativa. Eu costumo colocar na planilha do atleta alguns treinos perto do horário da prova, mas com uma intensidade mais baixa que o normal”, explica. Ainda segundo Cláudio Castilho, não é necessário fazer a mesma distância da prova nesses treinos extras.

Se devemos nos preocupar com a parte externa do corpo, a parte interna necessita ainda mais atenção. O nosso corpo é composto praticamente por água e durante uma atividade física intensa, principalmente no calor, perdemos muita água.

A nutricionista Cibele Crispim afirma que quando corremos temos que repor tudo aquilo que perdemos, mas de forma correta. Durante a transpiração o corpo perde água, sódio, potássio e cloreto. Essas substâncias não são repostas apenas com a água no seu estado puro, dependendo da intensidade da atividade física, é necessário repor os outros nutrientes mencionados.

“A sede é sentida quando o nível de sódio e água cai. Nessa hora você já está desidratado. Por isso é sempre bom fazer uma estratégia de hidratação antes de sentir sede”, conta Cibele. Mas também não podemos exagerar na quantidade de água e isotônicos.

Para saber o quanto de água o corpo perde depois de uma hora de competição é preciso fazer um teste simples. De acordo com Cibele, é possível saber essa quantidade perdida se pesando antes e depois do treino longo. Apenas com esse resultado é possível montar a estratégia correta de hidratação.

“A dica básica para uma prova longa é fazer o uso da água e também de carboidrato líquido, que pode ser em gel ou isotônico. O carboidrato deve ser consumido depois de 60 minutos de atividade física. A pessoa precisa repor entre 30 a 50 gramas de gel por hora”, revela. Mas para ela, cada caso é um caso, essa dica apresentada é uma recomendação internacional, mas existem pessoas que devem entrar com suplementos antes de uma hora. Esse caso é para aquele que perde mais de um quilo e meio de água, por exemplo.

Confira mais algumas dicas de hidratação:

  • 2h antes da prova: deve ser consumido 250 a 500ml de água;

  • Durante: 250ml de água a cada 20 minutos, ou pelo menos 500ml de água a cada hora, além de carboidratos líquidos após 60 minutos de atividade;

  • Após competição: ingerir água até duas horas depois. A quantidade de água equivale a 150% do peso perdido durante a prova. Essa água pode ser na sua forma liquida, também em frutas e alimentos. Além disso, é importante comer 70 gramas de carboidrato até três horas depois da atividade.


  • Meia do Rio: saiba como correr no calor

    Meia Maratona · 17 ago, 2007

    Correr sob alta temperatura requer alguns cuidados básicos que muitas vezes são esquecidos pelos corredores. Foi com esse intuito que a Adidas organizou na última quarta-feira (15) na loja Velocitá, em São Paulo, uma palestra com esse tema. O calor é umas das características da Meia Maratona do Rio de Janeiro, que acontece no próximo dia dois de setembro. Por isso fique por dentro das principais dicas para enfrentar termômetros elevados.

    São Paulo - É praticamente impossível escapar do calor quando participamos de uma corrida. O nosso próprio corpo é um gerador natural de calor principalmente quando praticamos alguma atividade física. Mas, além disso, há outros fatores que aumentam ainda mais esse fenômeno da natureza.

    De acordo com o mestre em ciências biomédicas, Helio Souza, além do corpo, também recebemos calor do sol, do solo e do ar. Por isso conhecer as condições climáticas no dia da competição é fundamental. Um dos itens a serem observados, além da temperatura, é a umidade relativa do ar. “O calor é perdido quando tem a evaporação e não apenas a transpiração. Quando temos uma umidade relativa do ar muito alta não há evaporação da pele”, alerta.

    Segundo ele, é perigoso participar de uma prova num ambiente muito quente e úmido. Mas muitas vezes a umidade não é levada em conta e as provas acontecem normalmente. Por isso é possível amenizar o calor com algumas medidas básicas. “O vento pode ajudar o corredor, além disso, uma roupa de cores claras e tecido tecnológico também ajuda”, revela.

    Preparação - Suportar o calor é algo que podemos nos acostumar. Por isso treinar com as condições climáticas parecidas com a da prova é de grande valia. O treinador Cláudio Castilho recomenda alguns treinos fora do horário habitual da corrida diária.

    “Temos que nos adaptar para a prova. A aclimatação pode ser feita de forma gradativa. Eu costumo colocar na planilha do atleta alguns treinos perto do horário da prova, mas com uma intensidade mais baixa que o normal”, explica. Ainda segundo Cláudio Castilho, não é necessário fazer a mesma distância da prova nesses treinos extras.

    Se devemos nos preocupar com a parte externa do corpo, a parte interna necessita ainda mais atenção. O nosso corpo é composto praticamente por água e durante uma atividade física intensa, principalmente no calor, perdemos muita água.

    A nutricionista Cibele Crispim afirma que quando corremos temos que repor tudo aquilo que perdemos, mas de forma correta. Durante a transpiração o corpo perde água, sódio, potássio e cloreto. Essas substâncias não são repostas apenas com a água no seu estado puro, dependendo da intensidade da atividade física, é necessário repor os outros nutrientes mencionados.

    “A sede é sentida quando o nível de sódio e água cai. Nessa hora você já está desidratado. Por isso é sempre bom fazer uma estratégia de hidratação antes de sentir sede”, conta Cibele. Mas também não podemos exagerar na quantidade de água e isotônicos.

    Para saber o quanto de água o corpo perde depois de uma hora de competição é preciso fazer um teste simples. De acordo com Cibele, é possível saber essa quantidade perdida se pesando antes e depois do treino longo. Apenas com esse resultado é possível montar a estratégia correta de hidratação.

    “A dica básica para uma prova longa é fazer o uso da água e também de carboidrato líquido, que pode ser em gel ou isotônico. O carboidrato deve ser consumido depois de 60 minutos de atividade física. A pessoa precisa repor entre 30 a 50 gramas de gel por hora”, revela. Mas para ela, cada caso é um caso, essa dica apresentada é uma recomendação internacional, mas existem pessoas que devem entrar com suplementos antes de uma hora. Esse caso é para aquele que perde mais de um quilo e meio de água, por exemplo.

    Confira mais algumas dicas de hidratação:

  • 2h antes da prova: deve ser consumido 250 a 500ml de água;

  • Durante: 250ml de água a cada 20 minutos, ou pelo menos 500ml de água a cada hora, além de carboidratos líquidos após 60 minutos de atividade;

  • Após competição: ingerir água até duas horas depois. A quantidade de água equivale a 150% do peso perdido durante a prova. Essa água pode ser na sua forma liquida, também em frutas e alimentos. Além disso, é importante comer 70 gramas de carboidrato até três horas depois da atividade.

  • Calor: o inimigo número um

    Corridas de Rua · 04 jan, 2005

    Sexta-feira, 31 de dezembro de 2004, a octagésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre reuniu 15 mil corredores, divididos em 2 mil mulheres e 13 mil homens. A prova feminina teve inicio às 15h15 e a masculina às 17h06. A grande maioria dos corredores que participam da mais antiga e tradicional corrida da América Latina o faz pelo prazer de completar a distância de 15 quilômetros. Já os profissionais, os atletas qualificados de elite, não mais do que cem corredores, lá estão para tentar uma posição de destaque. Esses atletas são extremamente preparados para enfrentar a principal adversidade da prova: o calor. O percurso. que tanto falam, é difícil, sem dúvida; mas não afeta a saúde dos participantes.

    Temperatura alta, rendimento baixo - Segundo pesquisas realizadas pelo médico fisiologista Dr. Rogério José Neves, maratonista, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas com o futebol feminino, membro do Colégio

    Americano de Medicina Esportiva e diretor do Sportslab (Laboratório de Performance Esportiva), que acompanhou a prova e estava no posto médico, afirmou: “o calor afeta o organismo dos corredores em situações extremas”.Quando está quente, o corpo luta para manter a temperatura corporal de 36,5 graus. A sobrecarga no coração e vasos sangüíneos podem causar taquicardia e outros problemas “. Os vasos sangüíneos se dilatam, e o coração fica mais acelerado para aumentar o fluxo sangüíneo. A evaporação do suor é eliminada do corpo através da pele. Em situações de umidade relativa do ar alta, esse processo é retardado. Se o suor não evapora, a temperatura corporal aumenta, “é como se estivéssemos correndo envolto por um saco plástico “, afirma o Dr. Rogério Neves. Quando o corpo está muito aquecido, o hipotálamo que é o termostato do corpo localizado no cérebro, dá o primeiro sinal de alerta. Se os líquidos perdidos com o suor não forem repostos de imediato, o corpo começa a se desidratar. Embora a organização da prova segue a risca no que diz respeito à regra internacional de ter postos de água a cada cinco quilômetros, não podemos esquecer que estamos em um país de clima tropical, onde as temperaturas em pleno verão chegam aos 40 graus.

    O ideal é se hidratar a cada 15 minutos em corridas de longa duração, como foi apresentado recentemente no Colégio Americano de Medicina Esportiva, realizado em São Francisco nos Estados Unidos. Portanto, poderiam ser colocados postos de abastecimentos a cada três quilômetros.

    Outra evidência de que o calor excessivo com temperaturas superiores aos 30 graus apresentado na Corrida de São Silvestre, relacionado com a umidade relativa do ar superior aos 70%, o Dr. Rogério Neves, diz que, “os exercícios tornam-se mais cansativos, 'pode ocorrer exaustão, cãibra, 'cansaço e fraqueza. Mas, o maior perigo é o risco de um colapso com sensação de sono, irritabilidade e perda de consciência.

    Outro fato que demonstra bem o efeito negativo do calor e umidade relativa do ar, é o resultado dos atletas vencedores. A queniana Lydia Cheromey, que se sagrou tricampeã da prova com vitórias em 1999 e 2000 completou os 15 quilômetros em 53min01seg, seis minutos acima da sua melhor marca de 47min02seg, estabelecido na Holanda (em percurso plano) e temperatura abaixo dos 10 graus. Com o resultado deste ano, Cheromey seria a quarta colocada na São Silvestre de 2003. Já no masculino, não foi diferente, Robert Cheruiyot do Quênia que garantiu o bi-campeonato com 44min43seg , não passaria de um sétimo lugar na edição de 2003.

    Wanderlei de Oliveira, 45, maratonista, é técnico de atletismo, participa da Corrida Internacional de São Silvestre desde 1978, foi o comentarista da prova masculina na TV Gazeta.


    Calor: o inimigo número um

    Corridas de Rua · 04 jan, 2005

    Sexta-feira, 31 de dezembro de 2004, a octagésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre reuniu 15 mil corredores, divididos em 2 mil mulheres e 13 mil homens. A prova feminina teve inicio às 15h15 e a masculina às 17h06. A grande maioria dos corredores que participam da mais antiga e tradicional corrida da América Latina o faz pelo prazer de completar a distância de 15 quilômetros. Já os profissionais, os atletas qualificados de elite, não mais do que cem corredores, lá estão para tentar uma posição de destaque. Esses atletas são extremamente preparados para enfrentar a principal adversidade da prova: o calor. O percurso. que tanto falam, é difícil, sem dúvida; mas não afeta a saúde dos participantes.

    Temperatura alta, rendimento baixo - Segundo pesquisas realizadas pelo médico fisiologista Dr. Rogério José Neves, maratonista, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas com o futebol feminino, membro do Colégio

    Americano de Medicina Esportiva e diretor do Sportslab (Laboratório de Performance Esportiva), que acompanhou a prova e estava no posto médico, afirmou: “o calor afeta o organismo dos corredores em situações extremas”.Quando está quente, o corpo luta para manter a temperatura corporal de 36,5 graus. A sobrecarga no coração e vasos sangüíneos podem causar taquicardia e outros problemas “. Os vasos sangüíneos se dilatam, e o coração fica mais acelerado para aumentar o fluxo sangüíneo. A evaporação do suor é eliminada do corpo através da pele. Em situações de umidade relativa do ar alta, esse processo é retardado. Se o suor não evapora, a temperatura corporal aumenta, “é como se estivéssemos correndo envolto por um saco plástico “, afirma o Dr. Rogério Neves. Quando o corpo está muito aquecido, o hipotálamo que é o termostato do corpo localizado no cérebro, dá o primeiro sinal de alerta. Se os líquidos perdidos com o suor não forem repostos de imediato, o corpo começa a se desidratar. Embora a organização da prova segue a risca no que diz respeito à regra internacional de ter postos de água a cada cinco quilômetros, não podemos esquecer que estamos em um país de clima tropical, onde as temperaturas em pleno verão chegam aos 40 graus.

    O ideal é se hidratar a cada 15 minutos em corridas de longa duração, como foi apresentado recentemente no Colégio Americano de Medicina Esportiva, realizado em São Francisco nos Estados Unidos. Portanto, poderiam ser colocados postos de abastecimentos a cada três quilômetros.

    Outra evidência de que o calor excessivo com temperaturas superiores aos 30 graus apresentado na Corrida de São Silvestre, relacionado com a umidade relativa do ar superior aos 70%, o Dr. Rogério Neves, diz que, “os exercícios tornam-se mais cansativos, 'pode ocorrer exaustão, cãibra, 'cansaço e fraqueza. Mas, o maior perigo é o risco de um colapso com sensação de sono, irritabilidade e perda de consciência.

    Outro fato que demonstra bem o efeito negativo do calor e umidade relativa do ar, é o resultado dos atletas vencedores. A queniana Lydia Cheromey, que se sagrou tricampeã da prova com vitórias em 1999 e 2000 completou os 15 quilômetros em 53min01seg, seis minutos acima da sua melhor marca de 47min02seg, estabelecido na Holanda (em percurso plano) e temperatura abaixo dos 10 graus. Com o resultado deste ano, Cheromey seria a quarta colocada na São Silvestre de 2003. Já no masculino, não foi diferente, Robert Cheruiyot do Quênia que garantiu o bi-campeonato com 44min43seg , não passaria de um sétimo lugar na edição de 2003.

    Wanderlei de Oliveira, 45, maratonista, é técnico de atletismo, participa da Corrida Internacional de São Silvestre desde 1978, foi o comentarista da prova masculina na TV Gazeta.