Marcha Atlética

Comprar o tênis específico para cada pisada é necessário?

Aventurar-se a dar as primeiras passadas no asfalto é a primeira atitude para fugir do sedentarismo e melhorar a saúde. Porém, antes de correr para as lojas e adquirir o primeiro par de tênis, é importante saber qual o seu tipo de pisada: pronada, supinada ou neutra.

A pisada pronada é caracterizada pelo toque da parte interna do pé primeiro no solo, fazendo com que o impulso seja feito praticamente pelo dedão. Já na pisada supinada, vemos o inverso: o toque ocorre primeiramente do lado externo. A pisada neutra ocorre quando o pé toca o chão e segue uma linha reta até a elevação do dedão.

Testes de Pisada e Palmilhas – mitos e verdades

De acordo com o ortopedista, Dr. André Felipe Ninomiya, realizar o teste da pisada, oferecido por diversas lojas do segmento esportivo, é um complemento. “O exame clínico é o mais importante, porque se o paciente tiver algum problema será necessária a indicação de um calçado específico. Porém, o teste também é importante”, explica.

Indispensável - Depois de realizar os exames necessários, pacientes que precisam corrigir a pisada são instruídos a utilizar uma palmilha ortopédica, que tem função de corrigir e tratar o problema. “Colocá-la em um tênis neutro é o suficiente para corrigir a pisada. Porém, se o atleta já utilizar o calçado específico para a sua pisada, a palmilha provavelmente não será necessária”, afirma Ninomiya.

Segundo o ortopedista, um ponto importante apontado pelos especialistas para manter a saúde do corpo em dia é a característica do solado. “Para a corrida de rua, é indispensável que haja estabilidade e amortecimento, por isso indicamos um solado rígido. Para os aventureiros, que gostam de correr nas trilhas, o importante é ter um solado com base larga”, sugere.

Na trail run, palmilhas ortopédicas também já são o suficiente. Foto: Tim&Annette/ stock.xchng
Na trail run, palmilhas ortopédicas também já são o suficiente. Foto: Tim&Annette/ stock.xchng

Complicações - André Ninomiya acrescenta que correr com o tênis errado pode trazer impactos no corpo. “Por exemplo, ter uma pisada supinada significa que o atleta irá forçar os tendões laterais no corpo e terá problemas específicos em determinadas articulações se usar um calçado para pisada neutra”, exemplifica.

A falta de cuidado na escolha também pode aumentar a probabilidade de acidentes e lesões durante a prova. Escorregões e torções podem levar a problemas sérios nos pés, tornozelos, joelhos e coluna.

Confira dicas de limpeza para o tênis

Além disso, não comprar um tênis adequado para corrida pode ocasionar no aparecimento de algumas patologias. “As mais comuns são as fascite plantares, que resulta no esporão de calcâneo, metatarsalgia, que é a dor na parte da frente do pé, e inflamação do tendão calcâneo”, conclui o profissional.


Comprar o tênis específico para cada pisada é necessário?

Atletismo · 24 jul, 2013

Aventurar-se a dar as primeiras passadas no asfalto é a primeira atitude para fugir do sedentarismo e melhorar a saúde. Porém, antes de correr para as lojas e adquirir o primeiro par de tênis, é importante saber qual o seu tipo de pisada: pronada, supinada ou neutra.

A pisada pronada é caracterizada pelo toque da parte interna do pé primeiro no solo, fazendo com que o impulso seja feito praticamente pelo dedão. Já na pisada supinada, vemos o inverso: o toque ocorre primeiramente do lado externo. A pisada neutra ocorre quando o pé toca o chão e segue uma linha reta até a elevação do dedão.

Testes de Pisada e Palmilhas – mitos e verdades

De acordo com o ortopedista, Dr. André Felipe Ninomiya, realizar o teste da pisada, oferecido por diversas lojas do segmento esportivo, é um complemento. “O exame clínico é o mais importante, porque se o paciente tiver algum problema será necessária a indicação de um calçado específico. Porém, o teste também é importante”, explica.

Indispensável - Depois de realizar os exames necessários, pacientes que precisam corrigir a pisada são instruídos a utilizar uma palmilha ortopédica, que tem função de corrigir e tratar o problema. “Colocá-la em um tênis neutro é o suficiente para corrigir a pisada. Porém, se o atleta já utilizar o calçado específico para a sua pisada, a palmilha provavelmente não será necessária”, afirma Ninomiya.

Segundo o ortopedista, um ponto importante apontado pelos especialistas para manter a saúde do corpo em dia é a característica do solado. “Para a corrida de rua, é indispensável que haja estabilidade e amortecimento, por isso indicamos um solado rígido. Para os aventureiros, que gostam de correr nas trilhas, o importante é ter um solado com base larga”, sugere.

Na trail run, palmilhas ortopédicas também já são o suficiente. Foto: Tim&Annette/ stock.xchng
Na trail run, palmilhas ortopédicas também já são o suficiente. Foto: Tim&Annette/ stock.xchng

Complicações - André Ninomiya acrescenta que correr com o tênis errado pode trazer impactos no corpo. “Por exemplo, ter uma pisada supinada significa que o atleta irá forçar os tendões laterais no corpo e terá problemas específicos em determinadas articulações se usar um calçado para pisada neutra”, exemplifica.

A falta de cuidado na escolha também pode aumentar a probabilidade de acidentes e lesões durante a prova. Escorregões e torções podem levar a problemas sérios nos pés, tornozelos, joelhos e coluna.

Confira dicas de limpeza para o tênis

Além disso, não comprar um tênis adequado para corrida pode ocasionar no aparecimento de algumas patologias. “As mais comuns são as fascite plantares, que resulta no esporão de calcâneo, metatarsalgia, que é a dor na parte da frente do pé, e inflamação do tendão calcâneo”, conclui o profissional.

Transtornos alimentares em atletas: menos é mais?

A sociedade atual tem padrões e estereótipos que, ao mesmo tempo em que exaltam a beleza de alguns, destroem o psicológico de outros. E no esporte esse conceito não é diferente. Vigorexia, bulimia e anorexia são transtornos alimentares que estão se tornando cada vez mais frequente em atletas que têm uma aparência, mas se enxergam de outra forma.

Dentro das academias é comum encontrar homens e mulheres preocupados com o peso, índice de gordura corporal, tamanho dos músculos e tomando os suplementos para aumento massa magra. Nesse ambiente, a vigorexia, ou seja, a ilusão de que o corpo tem músculos fracos, é predominante.

Coca- cola na atividade física: vício ou benefício?

Esportes de resistência - Já em provas de resistência, como a corrida, a rejeição do organismo à comida durante os treinos e provas pode ser confundida com anorexia ou bulimia. “É comum que os atletas não consigam ingerir uma grande quantidade de alimentos no período pré ou pós-prova. Nestes momentos, eles estão focados na hidratação, mas esse sintoma não pode permanecer como um hábito”, explica o psicólogo Rogério Alonso.

Existe também uma falsa crença de que o fato de carregar pouco peso irá garantir uma melhora de tempo e performance. “Normalmente, atletas se preocupam com três coisas: saúde, alimentação e desempenho. Porém, se o atleta não se sente bem consigo mesmo, ele elimina os dois primeiros itens e acaba tendo reações prejudiciais ao seu próprio corpo”, discorre Alonso.

O psicólogo conta que os efeitos colaterais de abandonar a alimentação não demoram a chegar. “O atleta pode até começar bem, mas depois seu ritmo começa a cair. Ainda cedo, ele percebe que sua condição cardiorrespiratória e seus músculos começam a falhar, porque o corpo precisa de nutrientes”, diz.

Anorexia também se caracteriza pela aversão ao ato de se alimentar, além de ser uma distorção da imagem corporal. Foto: Stephanie Berghaeuser/ stock.xchng
Anorexia também se caracteriza pela aversão ao ato de se alimentar, além de ser uma distorção da imagem corporal. Foto: Stephanie Berghaeuser/ stock.xchng

Problemas psicológicos -Apesar de amadores e profissionais estarem suscetíveis aos transtornos, quando ocorre com o segundo grupo é reflexo do seu próprio desequilíbrio emocional. “Atletas de elite contam com a orientação de profissionais, como nutricionistas e psicólogos. Porém, se ele não se sente bem consigo, é comum que o esportista acabe comendo demais e provocando o vômito, ou que esconda da equipe que não está comendo”, relata Rogério Alonso.

Suplementação proteica pode agravar a acne na pele

O tratamento para a recuperação é intenso e, muitas vezes, é necessária consulta com um psiquiatra. “O grande problema é o fato de que a pessoa não se enxerga como ela realmente é e não sabe o quão grave é sua situação. Por isso, a medicação acaba sendo necessária”, conclui.


Transtornos alimentares em atletas: menos é mais?

Atletismo · 23 jul, 2013

A sociedade atual tem padrões e estereótipos que, ao mesmo tempo em que exaltam a beleza de alguns, destroem o psicológico de outros. E no esporte esse conceito não é diferente. Vigorexia, bulimia e anorexia são transtornos alimentares que estão se tornando cada vez mais frequente em atletas que têm uma aparência, mas se enxergam de outra forma.

Dentro das academias é comum encontrar homens e mulheres preocupados com o peso, índice de gordura corporal, tamanho dos músculos e tomando os suplementos para aumento massa magra. Nesse ambiente, a vigorexia, ou seja, a ilusão de que o corpo tem músculos fracos, é predominante.

Coca- cola na atividade física: vício ou benefício?

Esportes de resistência - Já em provas de resistência, como a corrida, a rejeição do organismo à comida durante os treinos e provas pode ser confundida com anorexia ou bulimia. “É comum que os atletas não consigam ingerir uma grande quantidade de alimentos no período pré ou pós-prova. Nestes momentos, eles estão focados na hidratação, mas esse sintoma não pode permanecer como um hábito”, explica o psicólogo Rogério Alonso.

Existe também uma falsa crença de que o fato de carregar pouco peso irá garantir uma melhora de tempo e performance. “Normalmente, atletas se preocupam com três coisas: saúde, alimentação e desempenho. Porém, se o atleta não se sente bem consigo mesmo, ele elimina os dois primeiros itens e acaba tendo reações prejudiciais ao seu próprio corpo”, discorre Alonso.

O psicólogo conta que os efeitos colaterais de abandonar a alimentação não demoram a chegar. “O atleta pode até começar bem, mas depois seu ritmo começa a cair. Ainda cedo, ele percebe que sua condição cardiorrespiratória e seus músculos começam a falhar, porque o corpo precisa de nutrientes”, diz.

Anorexia também se caracteriza pela aversão ao ato de se alimentar, além de ser uma distorção da imagem corporal. Foto: Stephanie Berghaeuser/ stock.xchng
Anorexia também se caracteriza pela aversão ao ato de se alimentar, além de ser uma distorção da imagem corporal. Foto: Stephanie Berghaeuser/ stock.xchng

Problemas psicológicos -Apesar de amadores e profissionais estarem suscetíveis aos transtornos, quando ocorre com o segundo grupo é reflexo do seu próprio desequilíbrio emocional. “Atletas de elite contam com a orientação de profissionais, como nutricionistas e psicólogos. Porém, se ele não se sente bem consigo, é comum que o esportista acabe comendo demais e provocando o vômito, ou que esconda da equipe que não está comendo”, relata Rogério Alonso.

Suplementação proteica pode agravar a acne na pele

O tratamento para a recuperação é intenso e, muitas vezes, é necessária consulta com um psiquiatra. “O grande problema é o fato de que a pessoa não se enxerga como ela realmente é e não sabe o quão grave é sua situação. Por isso, a medicação acaba sendo necessária”, conclui.

Coca-cola na atividade física: vício ou benefício?

Em algumas atividades físicas de longas distâncias, como as corridas, é comum encontrar nos postos de hidratação alguns alimentos sólidos, como castanhas, bolos e bolachas, além de água e algumas bebidas isotônicas. Porém, alguns atletas ainda sentem falta de um aliado: a coca-cola.

O produto contém um alto conteúdo calórico, que diminui a taxa de esvaziamento gástrico e diminui a sensação de fome. “A coca-cola não tem nenhuma propriedade nutricional. Quando consumida durante o treino, não surge como a melhor opção por ser muito concentrada”, informa o nutricionista, especialista em nutrição esportiva e professor da Unifesp, Dr. Murilo Dattilo.

A solução contém uma alta concentração de carboidratos (mais de 10%), que são absorvidos rapidamente pelo organismo. “A coca-cola dá um estímulo a mais, porém essa sensação é perdida depois de alguns quilômetros. A melhor forma de manter-se bem na prova é tomar as bebidas isotônicas servidas nos postos de hidratação”, conta o fisiologista e professor da Unifesp, Dr. Paulo Roberto Correia.

Índice de cafeína não é o suficiente para trazer estímulo longo. Foto: Vjeran Lisjak/ stock.xchng
Índice de cafeína não é o suficiente para trazer estímulo longo. Foto: Vjeran Lisjak/ stock.xchng

Cafeína - Apesar de ser conhecida pela cafeína, a solução não tem uma quantidade suficiente para gerar benefícios ao rendimento. “É preciso considerar o peso da pessoa, mas, como a concentração é pequena, demandaria um grande consumo da bebida em todo o trajeto”, pondera Dr. Murilo.

Sódio - A bebida também não possui sódio em grande quantidade, o que impede que o atleta se reidrate. “Durante o exercício físico, o isotônico é uma das melhores opções. Caso seja após a atividade, além do repositor, sucos naturais podem fazer parte da estratégia de reposição hídrica e de carboidrato”, sugere o nutricionista.

Portanto, só existe uma explicação para o pedido dos atletas: o gosto adocicado. “A bebida é altamente palatável, diferente das bebidas isotônicas servidas. Apesar de sempre colocarem um sabor para que fique mais gostosa, a coca-cola ainda é uma preferência”, diz Dr. Paulo Roberto.

Desconforto - É comum que os atletas que já estejam habituados a treinar e participar de eventos com a coca-cola preparem a bebida antes. “Caso a bebida ainda esteja com gás, pode gerar um desconforto gástrico para os corredores, mas isso varia de pessoa para pessoa”, conclui o nutricionista.


Coca-cola na atividade física: vício ou benefício?

Atletismo · 22 jul, 2013

Em algumas atividades físicas de longas distâncias, como as corridas, é comum encontrar nos postos de hidratação alguns alimentos sólidos, como castanhas, bolos e bolachas, além de água e algumas bebidas isotônicas. Porém, alguns atletas ainda sentem falta de um aliado: a coca-cola.

O produto contém um alto conteúdo calórico, que diminui a taxa de esvaziamento gástrico e diminui a sensação de fome. “A coca-cola não tem nenhuma propriedade nutricional. Quando consumida durante o treino, não surge como a melhor opção por ser muito concentrada”, informa o nutricionista, especialista em nutrição esportiva e professor da Unifesp, Dr. Murilo Dattilo.

A solução contém uma alta concentração de carboidratos (mais de 10%), que são absorvidos rapidamente pelo organismo. “A coca-cola dá um estímulo a mais, porém essa sensação é perdida depois de alguns quilômetros. A melhor forma de manter-se bem na prova é tomar as bebidas isotônicas servidas nos postos de hidratação”, conta o fisiologista e professor da Unifesp, Dr. Paulo Roberto Correia.

Índice de cafeína não é o suficiente para trazer estímulo longo. Foto: Vjeran Lisjak/ stock.xchng
Índice de cafeína não é o suficiente para trazer estímulo longo. Foto: Vjeran Lisjak/ stock.xchng

Cafeína - Apesar de ser conhecida pela cafeína, a solução não tem uma quantidade suficiente para gerar benefícios ao rendimento. “É preciso considerar o peso da pessoa, mas, como a concentração é pequena, demandaria um grande consumo da bebida em todo o trajeto”, pondera Dr. Murilo.

Sódio - A bebida também não possui sódio em grande quantidade, o que impede que o atleta se reidrate. “Durante o exercício físico, o isotônico é uma das melhores opções. Caso seja após a atividade, além do repositor, sucos naturais podem fazer parte da estratégia de reposição hídrica e de carboidrato”, sugere o nutricionista.

Portanto, só existe uma explicação para o pedido dos atletas: o gosto adocicado. “A bebida é altamente palatável, diferente das bebidas isotônicas servidas. Apesar de sempre colocarem um sabor para que fique mais gostosa, a coca-cola ainda é uma preferência”, diz Dr. Paulo Roberto.

Desconforto - É comum que os atletas que já estejam habituados a treinar e participar de eventos com a coca-cola preparem a bebida antes. “Caso a bebida ainda esteja com gás, pode gerar um desconforto gástrico para os corredores, mas isso varia de pessoa para pessoa”, conclui o nutricionista.

Suplementação proteica pode agravar a acne na pele

Na época da puberdade, os jovens passam por muitas mudanças: a voz engrossa, os pelos começam a aparecer e eles buscam um corpo atraente, com pouco índice de gordura corporal e musculoso. Por isso, é cada vez mais cedo a procura de meninos entre 15 e 17 anos por vagas em academias e sendo incentivados a usar os famosos suplementos.

Porém, é nessa fase (entre os 14 e 20 anos) também que a acne começa a aparecer. Devido à intensa produção de hormônios, a pele começa a ficar mais oleosa e obstrui os poros, então adicionar outra substância no corpo pode ser um problema.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, não há suplementação que faça mal para a pele, mas ela pode piorar a condição que ela já se encontra, em especial a acne. “Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein”, conta.

Sem crise - Para evitar mais problemas de pele nessa época, é interessante investir em suplementação que isola a proteína da carne. “Caso o atleta perceba que o caso de acne foi agravado, deve suspender imediatamente o uso do suplemento e procurar um dermatologista para que o tratamento adequado seja iniciado”, aponta a profissional.

Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng
Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Benefícios - A dermatologista lembra que não é comum problemas cutâneos aparecerem com o uso de suplementos e muitos deles ajudam na saúde da pele. “A suplementação proteica também tem repercussões positivas na pele, pois é usada como substrato na produção de colágeno, o que mantém a pele mais firme e ajuda muito quando, em paralelo, se faz algum tratamento dermatológico para esse fim”, conclui.


Suplementação proteica pode agravar a acne na pele

Atletismo · 19 jul, 2013

Na época da puberdade, os jovens passam por muitas mudanças: a voz engrossa, os pelos começam a aparecer e eles buscam um corpo atraente, com pouco índice de gordura corporal e musculoso. Por isso, é cada vez mais cedo a procura de meninos entre 15 e 17 anos por vagas em academias e sendo incentivados a usar os famosos suplementos.

Porém, é nessa fase (entre os 14 e 20 anos) também que a acne começa a aparecer. Devido à intensa produção de hormônios, a pele começa a ficar mais oleosa e obstrui os poros, então adicionar outra substância no corpo pode ser um problema.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, não há suplementação que faça mal para a pele, mas ela pode piorar a condição que ela já se encontra, em especial a acne. “Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein”, conta.

Sem crise - Para evitar mais problemas de pele nessa época, é interessante investir em suplementação que isola a proteína da carne. “Caso o atleta perceba que o caso de acne foi agravado, deve suspender imediatamente o uso do suplemento e procurar um dermatologista para que o tratamento adequado seja iniciado”, aponta a profissional.

Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng
Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Benefícios - A dermatologista lembra que não é comum problemas cutâneos aparecerem com o uso de suplementos e muitos deles ajudam na saúde da pele. “A suplementação proteica também tem repercussões positivas na pele, pois é usada como substrato na produção de colágeno, o que mantém a pele mais firme e ajuda muito quando, em paralelo, se faz algum tratamento dermatológico para esse fim”, conclui.

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias. Conhecido como “ração humana”, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?

Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. “O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las”, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. “A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição”, completa a profissional.

Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. “A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração”, avalia a nutricionista.

Suplementos: conheça os benefícios e malefícios dessas substâncias

Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. “Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo”.

Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng
Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng

Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. “A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente”, explica Bianca.

Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:

  • Aminoácidos: desencadeia problemas intestinais, hepáticos e renais.
  • Glutamina: provoca cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye (doença que acomete cérebro e fígado).
  • Termogênicos: provoca taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia
  • BCAA: provoca desgaste gastrointestinal.
  • Óxido Nítrico: causa problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.
  • Creatina: apesar de criar a falsa ilusão de aumento muscular, o que realmente ocorre é um aumento da reserva de água dentro das células, o que faz com que as pessoas fiquem inchadas.
  • Proteínas: prejudica o funcionamento dos rins e fígado.
  • Substâncias estimulantes: provoca dependência psicológica, aumento da pressão, agitação, distúrbios do sono e falta de coordenação motora.
  • Óleo de Cártamo: provoca distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares
  • Precursores do HGH – pode ocasionar diabetes, ginecomastia (aumento de mamas em homens), síndrome do túnel de carpo e acromegalia (gigantismo).
  • Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:

  • Vitaminas: prejudica o funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, provoca espinhas e flatulência.
  • Cálcio: pode ocasionar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória e anorexia.
  • Fósforo: em excesso pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares
  • Magnésio: provoca fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca
  • Ferro: Danifica o paladar metálico, causa dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas no fígado e no coração;
  • Zinco: provoca anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (colesterol bom)
  • Cobre: provoca náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.
  • Manganês: pode atuar no crescimento de células cancerígenas.
  • Vitamina A: prova ressecamento e descamação da pele, dor nos ossos, nas articulações e na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.
  • Correr se torna vício insubstituível para atleta que perdeu 30 quilos


    É saudável substituir a alimentação por suplementação?

    Atletismo · 17 jul, 2013

    Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias. Conhecido como “ração humana”, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?

    Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. “O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las”, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.

    Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

    Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. “A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição”, completa a profissional.

    Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. “A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração”, avalia a nutricionista.

    Suplementos: conheça os benefícios e malefícios dessas substâncias

    Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. “Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo”.

    Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng
    Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng

    Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. “A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente”, explica Bianca.

    Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:

  • Aminoácidos: desencadeia problemas intestinais, hepáticos e renais.
  • Glutamina: provoca cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye (doença que acomete cérebro e fígado).
  • Termogênicos: provoca taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia
  • BCAA: provoca desgaste gastrointestinal.
  • Óxido Nítrico: causa problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.
  • Creatina: apesar de criar a falsa ilusão de aumento muscular, o que realmente ocorre é um aumento da reserva de água dentro das células, o que faz com que as pessoas fiquem inchadas.
  • Proteínas: prejudica o funcionamento dos rins e fígado.
  • Substâncias estimulantes: provoca dependência psicológica, aumento da pressão, agitação, distúrbios do sono e falta de coordenação motora.
  • Óleo de Cártamo: provoca distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares
  • Precursores do HGH – pode ocasionar diabetes, ginecomastia (aumento de mamas em homens), síndrome do túnel de carpo e acromegalia (gigantismo).
  • Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:

  • Vitaminas: prejudica o funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, provoca espinhas e flatulência.
  • Cálcio: pode ocasionar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória e anorexia.
  • Fósforo: em excesso pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares
  • Magnésio: provoca fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca
  • Ferro: Danifica o paladar metálico, causa dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas no fígado e no coração;
  • Zinco: provoca anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (colesterol bom)
  • Cobre: provoca náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.
  • Manganês: pode atuar no crescimento de células cancerígenas.
  • Vitamina A: prova ressecamento e descamação da pele, dor nos ossos, nas articulações e na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.
  • Correr se torna vício insubstituível para atleta que perdeu 30 quilos

    Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno?

    Dias ensolarados em pleno inverno propiciam uma sensação de conforto, já que realizar atividades ao ar livre se torna algo menos cansativo por conta das baixas temperaturas. Porém, mesmo com o céu nublado, não se deve esquecer que a claridade e a incidência de raios ultravioletas permanecem altas e podem causar lesões na visão e manchas na pele.

    Segundo o oftalmologista Dr. Mauro Silveira de Queiroz Campos, utilizar óculos escuros não é um hábito comum aos brasileiros. “Teoricamente deveríamos usá-los ainda pequenos, pois quanto mais nova é a pessoa, mais sensível à luz ela será. Porém, normalmente começa-se a usar óculos somente na juventude, e por uma questão estética”, conta.

    Além disso, engana-se quem pensa que lesões oculares estão diretamente ligadas somente aos raios de sol. “Em qualquer ambiente em que existe luz, há riscos de prejudicar as retinas, como locais iluminados por lâmpada branca, principalmente. Isso não significa que devemos usar mangas compridas e óculos escuros nesses lugares, só temos que estar cientes de que essa possibilidade existe”, explica Campos.

    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng
    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng

    Conhecidos como “atletas de final de semana”, quem pratica corrida somente nos dois dias de folga também comete um erro ao cuidar da pele e dos olhos somente nos dias de treino ou prova. “Acontece o mesmo quando as pessoas vão à praia e acham que fazem sua parte ao cuidar da saúde somente nesse período. A exposição do dia a dia também traz riscos”, alerta o profissional.

    Na hora da prova - Correr de óculos escuros pode ser uma experiência desconfortável, mas não é desculpa para abrir mão da proteção. “Usar viseiras ou bonés é a forma mais simples de prevenir que haja prejuízos. Existem teorias de que o uso de colírios também pode ajudar na prevenção, mas como não é nada certo o melhor é usar os acessórios”, conclui.


    Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno?

    Atletismo · 16 jul, 2013

    Dias ensolarados em pleno inverno propiciam uma sensação de conforto, já que realizar atividades ao ar livre se torna algo menos cansativo por conta das baixas temperaturas. Porém, mesmo com o céu nublado, não se deve esquecer que a claridade e a incidência de raios ultravioletas permanecem altas e podem causar lesões na visão e manchas na pele.

    Segundo o oftalmologista Dr. Mauro Silveira de Queiroz Campos, utilizar óculos escuros não é um hábito comum aos brasileiros. “Teoricamente deveríamos usá-los ainda pequenos, pois quanto mais nova é a pessoa, mais sensível à luz ela será. Porém, normalmente começa-se a usar óculos somente na juventude, e por uma questão estética”, conta.

    Além disso, engana-se quem pensa que lesões oculares estão diretamente ligadas somente aos raios de sol. “Em qualquer ambiente em que existe luz, há riscos de prejudicar as retinas, como locais iluminados por lâmpada branca, principalmente. Isso não significa que devemos usar mangas compridas e óculos escuros nesses lugares, só temos que estar cientes de que essa possibilidade existe”, explica Campos.

    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng
    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng

    Conhecidos como “atletas de final de semana”, quem pratica corrida somente nos dois dias de folga também comete um erro ao cuidar da pele e dos olhos somente nos dias de treino ou prova. “Acontece o mesmo quando as pessoas vão à praia e acham que fazem sua parte ao cuidar da saúde somente nesse período. A exposição do dia a dia também traz riscos”, alerta o profissional.

    Na hora da prova - Correr de óculos escuros pode ser uma experiência desconfortável, mas não é desculpa para abrir mão da proteção. “Usar viseiras ou bonés é a forma mais simples de prevenir que haja prejuízos. Existem teorias de que o uso de colírios também pode ajudar na prevenção, mas como não é nada certo o melhor é usar os acessórios”, conclui.

    Quiropraxia: técnica melhora a qualidade de vida e evita lesões

    Para conseguir os resultados requeridos em uma prova, é necessário que todas as funções do corpo humano estejam funcionando corretamente, principalmente o sistema nervoso. Porém, a má postura e o excesso de atividades físicas podem fazer a coluna vertebral desalinhar, impedindo que os impulsos nervosos cheguem corretamente no cérebro.

    É neste momento em que o papel do quiropata (ou quiropraxista) ganha forças na vida dos corredores. “A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade, protege a medula e o sistema nervoso. Se a coluna está desalinhada, ela impede que a medula consiga defender as raízes nervosas como uma coluna alinhada faz. Por conta dessas alterações que são feitas na coluna, o corpo inteiro sofre”, conta o quiropata Jason Gilbert.

    O primeiro passo que o corredor deve se preocupar é fazer exames para garantir que seu peso esteja distribuído por igual enquanto corre. Caso isso não esteja ocorrendo, é normal sentir dores nas costas de um lado só do corpo.

    Em provas - De acordo com Gilbert, analisar o alinhamento da coluna também é essencial para melhorar o rendimento de atletas na prova. “Se o sistema nervoso não está recebendo os impulsos da coluna direito, os músculos também não vão atuar com 100% de seu desempenho. O quiropata devolve e mantém as funções normais da coluna vertebral e das articulações do corpo”, explica.

    Para os atletas que não carregam lesões, o profissional também alerta que a medicina alternativa ajuda como um profilático. “As sessões ajudam a prevenir as lesões. Quando o cérebro não consegue identificar os impulsos de maneira correta faz com que o atleta acabe forçando os músculos, causando micro-lesões”, conta.

    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena
    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Aos corredores que se recuperam dos traumas, a quiropraxia pode servir como um catalisador. “Normalmente os atletas se recuperam mais rápido. Não usamos a cirurgia nem remédios, pois acreditamos que o corpo é capaz de se restabelecer sozinho, só precisamos tratar os bloqueios”, relata.

    Sem remédios - Segundo Gilbert, tomar remédios analgésicos ou antiinflamatórios só mascaram a dor. “Por exemplo, se um atleta está com dor e toma um analgésico a sua dor será reduzida, mas nem ele nem o médico nunca saberão a razão da dor. O corpo faz um músculo ou uma parte do corpo humano doer porque algo de errado está acontecendo. Nós não ignoramos isso e tratamos o foco da dor”, afirma.

    Riscos - Ao escolher um quiropata, é preciso garantir que ele seja um profissional. “Caso o atleta vá em um quiropata com pouca experiência, provavelmente a sua lesão será agravada. Isso talvez não ocorra no momento em que ele sair do consultório, mas pode acontecer em um futuro próximo”, conclui.


    Quiropraxia: técnica melhora a qualidade de vida e evita lesões

    Atletismo · 08 jul, 2013

    Para conseguir os resultados requeridos em uma prova, é necessário que todas as funções do corpo humano estejam funcionando corretamente, principalmente o sistema nervoso. Porém, a má postura e o excesso de atividades físicas podem fazer a coluna vertebral desalinhar, impedindo que os impulsos nervosos cheguem corretamente no cérebro.

    É neste momento em que o papel do quiropata (ou quiropraxista) ganha forças na vida dos corredores. “A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade, protege a medula e o sistema nervoso. Se a coluna está desalinhada, ela impede que a medula consiga defender as raízes nervosas como uma coluna alinhada faz. Por conta dessas alterações que são feitas na coluna, o corpo inteiro sofre”, conta o quiropata Jason Gilbert.

    O primeiro passo que o corredor deve se preocupar é fazer exames para garantir que seu peso esteja distribuído por igual enquanto corre. Caso isso não esteja ocorrendo, é normal sentir dores nas costas de um lado só do corpo.

    Em provas - De acordo com Gilbert, analisar o alinhamento da coluna também é essencial para melhorar o rendimento de atletas na prova. “Se o sistema nervoso não está recebendo os impulsos da coluna direito, os músculos também não vão atuar com 100% de seu desempenho. O quiropata devolve e mantém as funções normais da coluna vertebral e das articulações do corpo”, explica.

    Para os atletas que não carregam lesões, o profissional também alerta que a medicina alternativa ajuda como um profilático. “As sessões ajudam a prevenir as lesões. Quando o cérebro não consegue identificar os impulsos de maneira correta faz com que o atleta acabe forçando os músculos, causando micro-lesões”, conta.

    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena
    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Aos corredores que se recuperam dos traumas, a quiropraxia pode servir como um catalisador. “Normalmente os atletas se recuperam mais rápido. Não usamos a cirurgia nem remédios, pois acreditamos que o corpo é capaz de se restabelecer sozinho, só precisamos tratar os bloqueios”, relata.

    Sem remédios - Segundo Gilbert, tomar remédios analgésicos ou antiinflamatórios só mascaram a dor. “Por exemplo, se um atleta está com dor e toma um analgésico a sua dor será reduzida, mas nem ele nem o médico nunca saberão a razão da dor. O corpo faz um músculo ou uma parte do corpo humano doer porque algo de errado está acontecendo. Nós não ignoramos isso e tratamos o foco da dor”, afirma.

    Riscos - Ao escolher um quiropata, é preciso garantir que ele seja um profissional. “Caso o atleta vá em um quiropata com pouca experiência, provavelmente a sua lesão será agravada. Isso talvez não ocorra no momento em que ele sair do consultório, mas pode acontecer em um futuro próximo”, conclui.

    Por que é tão fácil ter reações alérgicas a alguns cosméticos?

    Usar um cosmético novo é sempre uma incógnita e o resultado pode ser devastador. Entre o processo de uso e resultado final, existe uma chance do corpo não aceitar alguma substância presente no composto, e é aqui que começam a aparecer as manchas vermelhas, o inchaço e as coceiras.

    Em produtos em que essas alergias ocorrem com frequência, como tinturas para cabelos, cremes depilatórios e clareadores, os fabricantes costumam sugerir que se faça um teste em uma pequena área antes de se aplicar, mas isso não ocorre com cremes hidratantes e esmaltes, por exemplo. “É comum as pessoas terem alergia à esmaltes, normalmente associada ao formol usado na composição”, explica a dermatologista Dra. Camila Hofbauer.

    Esse também é o caso da reação que algumas pessoas têm ao uso de determinadas maquiagens que, além de serem de má qualidade, podem conter formol na fórmula. “Elas podem conter diversas medicações sensibilizantes como corantes derivados de metais”, informa a profissional.

    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng
    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng

    Não existe uma substância comum entre todos os cosméticos, por isso a única alternativa para evitar o desconforto futuro é utilizar produtos antialérgicos. “Como não há uma substância única que causa alergias de contato, produtos hipoalergênicos contêm o menor número de compostos possíveis e procuram não ter corantes ou fragrâncias”, revela Camila.

    Na hora de correr - De acordo com a dermatologista, atletas devem evitar o uso de cosméticos na hora de praticar esportes. “O suor e aumento da temperatura corporal potencializa a chance de reações alérgicas. Assim, o ideal é que a face e o corpo estejam limpos, exceto pelo uso do protetor solar e desodorante”, conclui.


    Por que é tão fácil ter reações alérgicas a alguns cosméticos?

    Atletismo · 04 jul, 2013

    Usar um cosmético novo é sempre uma incógnita e o resultado pode ser devastador. Entre o processo de uso e resultado final, existe uma chance do corpo não aceitar alguma substância presente no composto, e é aqui que começam a aparecer as manchas vermelhas, o inchaço e as coceiras.

    Em produtos em que essas alergias ocorrem com frequência, como tinturas para cabelos, cremes depilatórios e clareadores, os fabricantes costumam sugerir que se faça um teste em uma pequena área antes de se aplicar, mas isso não ocorre com cremes hidratantes e esmaltes, por exemplo. “É comum as pessoas terem alergia à esmaltes, normalmente associada ao formol usado na composição”, explica a dermatologista Dra. Camila Hofbauer.

    Esse também é o caso da reação que algumas pessoas têm ao uso de determinadas maquiagens que, além de serem de má qualidade, podem conter formol na fórmula. “Elas podem conter diversas medicações sensibilizantes como corantes derivados de metais”, informa a profissional.

    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng
    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng

    Não existe uma substância comum entre todos os cosméticos, por isso a única alternativa para evitar o desconforto futuro é utilizar produtos antialérgicos. “Como não há uma substância única que causa alergias de contato, produtos hipoalergênicos contêm o menor número de compostos possíveis e procuram não ter corantes ou fragrâncias”, revela Camila.

    Na hora de correr - De acordo com a dermatologista, atletas devem evitar o uso de cosméticos na hora de praticar esportes. “O suor e aumento da temperatura corporal potencializa a chance de reações alérgicas. Assim, o ideal é que a face e o corpo estejam limpos, exceto pelo uso do protetor solar e desodorante”, conclui.

    Quais os efeitos do gás lacrimogêneo e spray de pimenta para a saúde?

    Depois do início das manifestações que têm levado milhares de pessoas pelas ruas de todo o Brasil, ocorreu um grande descontentamento contra os policiais da tropa de choque, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os ativistas. Nas redes sociais surgiram diversas formas de diminuir os efeitos dos compostos, como lavar com leite ou molhar as máscaras com vinagre, mas será que esses remédios caseiros realmente funcionam?

    Segundo o Prof. Dr. Eduardo Mello de Capitani, pesquisador nas áreas de Saúde Coletiva, Toxicologia e Pneumologia pela Unicamp, não existem estudos científicos que comprovem o efeito do vinagre como antídoto. “Até o momento, a melhor solução é se afastar da área o mais rápido possível, proteger nariz, boca e olhos com um pano e lavar as mucosas com água em abundância”, sugere.

    O primeiro efeito do gás lacrimogêneo é a irritação das mucosas, tosse seca e problemas para respirar, que podem ser ainda mais graves se a pessoa for asmática ou bronquítica. “Em caso de muito tempo de exposição ou deficiências no sistema respiratório, a pessoa pode ser hospitalizada”, informa Dr. Capitani.

    Porém, apesar dos efeitos serem intensos, eles duram alguns minutos e não trazem riscos para a saúde. “Essa substância não tem um efeito sistêmico ou toxicológico no corpo porque não são absorvidos facilmente. Existem casos de registros de mortes causadas pelo gás lacrimogêneo, mas somente quando ele é manipulado em ambientes fechados”, explica o médico.

    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons
    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons

    Agindo no cérebro - Diferente dos gases, o spray de pimenta contém um composto químico chamado capsaicina que, além de irritante para as mucosas, pode causar ardência na pele durante dias. “Para diminuir os efeitos, a solução também é lavar o local com bastante água”, afirma o doutor.

    O composto também tem uma atuação terrível no cérebro, pois engana a terminação nervosa responsável pela sensação de dor e queimação. “O organismo acredita que a pele está sendo agredida e a sensação é horrível. Alguns anestesistas até usam a capsaicina como um produto para enganar a dor”, destaca.


    Quais os efeitos do gás lacrimogêneo e spray de pimenta para a saúde?

    Atletismo · 28 jun, 2013

    Depois do início das manifestações que têm levado milhares de pessoas pelas ruas de todo o Brasil, ocorreu um grande descontentamento contra os policiais da tropa de choque, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os ativistas. Nas redes sociais surgiram diversas formas de diminuir os efeitos dos compostos, como lavar com leite ou molhar as máscaras com vinagre, mas será que esses remédios caseiros realmente funcionam?

    Segundo o Prof. Dr. Eduardo Mello de Capitani, pesquisador nas áreas de Saúde Coletiva, Toxicologia e Pneumologia pela Unicamp, não existem estudos científicos que comprovem o efeito do vinagre como antídoto. “Até o momento, a melhor solução é se afastar da área o mais rápido possível, proteger nariz, boca e olhos com um pano e lavar as mucosas com água em abundância”, sugere.

    O primeiro efeito do gás lacrimogêneo é a irritação das mucosas, tosse seca e problemas para respirar, que podem ser ainda mais graves se a pessoa for asmática ou bronquítica. “Em caso de muito tempo de exposição ou deficiências no sistema respiratório, a pessoa pode ser hospitalizada”, informa Dr. Capitani.

    Porém, apesar dos efeitos serem intensos, eles duram alguns minutos e não trazem riscos para a saúde. “Essa substância não tem um efeito sistêmico ou toxicológico no corpo porque não são absorvidos facilmente. Existem casos de registros de mortes causadas pelo gás lacrimogêneo, mas somente quando ele é manipulado em ambientes fechados”, explica o médico.

    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons
    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons

    Agindo no cérebro - Diferente dos gases, o spray de pimenta contém um composto químico chamado capsaicina que, além de irritante para as mucosas, pode causar ardência na pele durante dias. “Para diminuir os efeitos, a solução também é lavar o local com bastante água”, afirma o doutor.

    O composto também tem uma atuação terrível no cérebro, pois engana a terminação nervosa responsável pela sensação de dor e queimação. “O organismo acredita que a pele está sendo agredida e a sensação é horrível. Alguns anestesistas até usam a capsaicina como um produto para enganar a dor”, destaca.

    Coaching esportivo: como a prática melhora seus resultados?

    Encontrar atletas preparados fisicamente, porém com o psicológico abalado se perguntando porquê o seu rendimento não foi o esperado enquanto cruzava a linha de chegada está se tornando cada vez mais comum. Isso ocorre quando problemas pessoais, estresse de trabalho e desentendimentos na vida amorosa começam a interferir nos treinos.

    Nesse caso, o atleta tem alternativa de procurar um coaching esportivo. Muitas vezes confundido com psicólogo ou técnico, o coach, como é conhecido o profissional, é responsável por traçar, junto do esportista (intitulado coachee), quais são seus valores pessoais e profissionais, suas crenças, seus sonhos, sua visão e missão de vida.

    Segundo a coach Raquel G. Giannotti, especialista em Coaching Ericksoniano, apesar de ajudar o atleta a melhorar seus resultados, o coach não substitui a necessidade de profissionais da área de medicina e um educador físico. “O coach não pode realizar exames físicos, solicitar exames complementares, realizar diagnósticos, tratar doenças, prescrever medicamentos, dietas e exercícios físicos”, determina.

    O objetivo das sessões, que normalmente são semanais, é melhorar o rendimento do atleta trabalhando o desbloqueio de suas limitações mentais. “O profissional atua como uma ajuda para desbloquear aquilo que o esportista não consegue ver, mas que já está dentro dele. Quando ocorre o encontro do que ele não sabia que existia dentro dele e a ação, ele se potencializa e faz aquilo que acreditava ser impossível”, explica a profissional.

    O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng
    O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng

    Contra a balança - Corredores que desejam perder peso também podem combinar as orientações de nutricionistas com as sessões de coaching de saúde. “Neste processo, o coach procura descobrir quais são as possíveis causas psicológicas e emocionais do ganho de peso do atleta e como resolvê-las. É feita uma análise sobre a vida do esportista, seus hábitos, seu perfil comportamental e de personalidade”, conta a coach.

    Apesar da orientação, Raquel afirma que todo o trabalho feito ocorre no ritmo mais confortável para o atleta. “O atleta é motivado a fazer as coisas do seu dia-a-dia diferente do que está habituado, porém essa decisão é exclusivamente dele, quem o ajuda a abrir a mente é o coach”, relata.


    Coaching esportivo: como a prática melhora seus resultados?

    Atletismo · 27 jun, 2013

    Encontrar atletas preparados fisicamente, porém com o psicológico abalado se perguntando porquê o seu rendimento não foi o esperado enquanto cruzava a linha de chegada está se tornando cada vez mais comum. Isso ocorre quando problemas pessoais, estresse de trabalho e desentendimentos na vida amorosa começam a interferir nos treinos.

    Nesse caso, o atleta tem alternativa de procurar um coaching esportivo. Muitas vezes confundido com psicólogo ou técnico, o coach, como é conhecido o profissional, é responsável por traçar, junto do esportista (intitulado coachee), quais são seus valores pessoais e profissionais, suas crenças, seus sonhos, sua visão e missão de vida.

    Segundo a coach Raquel G. Giannotti, especialista em Coaching Ericksoniano, apesar de ajudar o atleta a melhorar seus resultados, o coach não substitui a necessidade de profissionais da área de medicina e um educador físico. “O coach não pode realizar exames físicos, solicitar exames complementares, realizar diagnósticos, tratar doenças, prescrever medicamentos, dietas e exercícios físicos”, determina.

    O objetivo das sessões, que normalmente são semanais, é melhorar o rendimento do atleta trabalhando o desbloqueio de suas limitações mentais. “O profissional atua como uma ajuda para desbloquear aquilo que o esportista não consegue ver, mas que já está dentro dele. Quando ocorre o encontro do que ele não sabia que existia dentro dele e a ação, ele se potencializa e faz aquilo que acreditava ser impossível”, explica a profissional.

    O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng
    O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng

    Contra a balança - Corredores que desejam perder peso também podem combinar as orientações de nutricionistas com as sessões de coaching de saúde. “Neste processo, o coach procura descobrir quais são as possíveis causas psicológicas e emocionais do ganho de peso do atleta e como resolvê-las. É feita uma análise sobre a vida do esportista, seus hábitos, seu perfil comportamental e de personalidade”, conta a coach.

    Apesar da orientação, Raquel afirma que todo o trabalho feito ocorre no ritmo mais confortável para o atleta. “O atleta é motivado a fazer as coisas do seu dia-a-dia diferente do que está habituado, porém essa decisão é exclusivamente dele, quem o ajuda a abrir a mente é o coach”, relata.