
Tratamento requer reconhecimento do transtorno e muitas vezes tratamento psiquiátrico (foto: Pascal Thauvin/ stock.xchng)
A sociedade atual tem padrões e estereótipos que, ao mesmo tempo em que exaltam a beleza de alguns, destroem o psicológico de outros. E no esporte esse conceito não é diferente. Vigorexia, bulimia e anorexia são transtornos alimentares que estão se tornando cada vez mais frequente em atletas que têm uma aparência, mas se enxergam de outra forma.
Dentro das academias é comum encontrar homens e mulheres preocupados com o peso, índice de gordura corporal, tamanho dos músculos e tomando os suplementos para aumento massa magra. Nesse ambiente, a vigorexia, ou seja, a ilusão de que o corpo tem músculos fracos, é predominante.
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Esportes de resistência – Já em provas de resistência, como a corrida, a rejeição do organismo à comida durante os treinos e provas pode ser confundida com anorexia ou bulimia. É comum que os atletas não consigam ingerir uma grande quantidade de alimentos no período pré ou pós-prova. Nestes momentos, eles estão focados na hidratação, mas esse sintoma não pode permanecer como um hábito, explica o psicólogo Rogério Alonso.
Existe também uma falsa crença de que o fato de carregar pouco peso irá garantir uma melhora de tempo e performance. Normalmente, atletas se preocupam com três coisas: saúde, alimentação e desempenho. Porém, se o atleta não se sente bem consigo mesmo, ele elimina os dois primeiros itens e acaba tendo reações prejudiciais ao seu próprio corpo, discorre Alonso.
O psicólogo conta que os efeitos colaterais de abandonar a alimentação não demoram a chegar. O atleta pode até começar bem, mas depois seu ritmo começa a cair. Ainda cedo, ele percebe que sua condição cardiorrespiratória e seus músculos começam a falhar, porque o corpo precisa de nutrientes, diz.
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| Anorexia também se caracteriza pela aversão ao ato de se alimentar, além de ser uma distorção da imagem corporal. Foto: Stephanie Berghaeuser/ stock.xchng |
Problemas psicológicos -Apesar de amadores e profissionais estarem suscetíveis aos transtornos, quando ocorre com o segundo grupo é reflexo do seu próprio desequilíbrio emocional. Atletas de elite contam com a orientação de profissionais, como nutricionistas e psicólogos. Porém, se ele não se sente bem consigo, é comum que o esportista acabe comendo demais e provocando o vômito, ou que esconda da equipe que não está comendo, relata Rogério Alonso.
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O tratamento para a recuperação é intenso e, muitas vezes, é necessária consulta com um psiquiatra. O grande problema é o fato de que a pessoa não se enxerga como ela realmente é e não sabe o quão grave é sua situação. Por isso, a medicação acaba sendo necessária, conclui.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho
