Marcha Atlética

Por que a Pirâmide Alimentar é uma enorme besteira?

Toda pessoa que tenha um mínimo interesse por Nutrição que seja, já deve ter visto algum exemplo de Pirâmide Alimentar. Elas existem aos montes; no comercial do Ministério da Saúde à aula de Biologia, da pseudo-revista científica passando pela revista sobre Corrida. É só seguir o padrão e chegamos a uma “alimentação balanceada”, essa entidade que nenhum profissional consegue explicar direito sem cair em contradição.

A maioria dos nutricionistas e muitos médicos devem ter um quadro dessa pirâmide alimentar na parede do consultório. Nela você tem na base os alimentos que deveríamos consumir em maior quantidade e frequência, já no topo aqueles que devem ser consumidos com muita moderação. Quando estudava na Faculdade de Saúde Pública da USP, aprendi que existe até uma pirâmide brasileira!

Então é só você seguir essas recomendações para chegarmos a uma boa dieta, certo? Errado. É muita besteira junta. Por quê?

Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena
Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena

Quando tem estabelecido um padrão que seria adequado ou recomendado para uma população consumir, você deve imaginar dezenas de pesquisadores e cientistas indo atrás do que seria a melhor dieta. Pesquisas sendo feitas seguindo o que manda a Ciência até que chegaram à famosa pirâmide. Seria isso?

Não quero decepcioná-lo, mas foi assim: preocupado com o aumento de obesidade e casos de doenças cardíacas nos EUA, um senador americano em 1973 por conta própria criou com seus assessores a tal recomendação. Qual a formação do tal senador? História. Qual o passado desse senador com Ciências da Saúde. Nenhum. Qual a relação dos assessores dele com ciência? Nenhum.

É baseado nisso que a pirâmide que enfeita a parede do seu Nutricionista foi feita. Aquele quadro e a pirâmide brasileira têm tanta ciência quanto a afirmação da sua avó que dizia que comer manga e beber leite faz mal: nenhum, nada. A pirâmide alimentar é um achismo puro, um arremedo de ciência. Acredita e faz uso da pirâmide alimentar o profissional que quer, mas não aquele que tem juízo.


Por que a Pirâmide Alimentar é uma enorme besteira?

Atletismo · 24 jun, 2013

Toda pessoa que tenha um mínimo interesse por Nutrição que seja, já deve ter visto algum exemplo de Pirâmide Alimentar. Elas existem aos montes; no comercial do Ministério da Saúde à aula de Biologia, da pseudo-revista científica passando pela revista sobre Corrida. É só seguir o padrão e chegamos a uma “alimentação balanceada”, essa entidade que nenhum profissional consegue explicar direito sem cair em contradição.

A maioria dos nutricionistas e muitos médicos devem ter um quadro dessa pirâmide alimentar na parede do consultório. Nela você tem na base os alimentos que deveríamos consumir em maior quantidade e frequência, já no topo aqueles que devem ser consumidos com muita moderação. Quando estudava na Faculdade de Saúde Pública da USP, aprendi que existe até uma pirâmide brasileira!

Então é só você seguir essas recomendações para chegarmos a uma boa dieta, certo? Errado. É muita besteira junta. Por quê?

Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena
Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena

Quando tem estabelecido um padrão que seria adequado ou recomendado para uma população consumir, você deve imaginar dezenas de pesquisadores e cientistas indo atrás do que seria a melhor dieta. Pesquisas sendo feitas seguindo o que manda a Ciência até que chegaram à famosa pirâmide. Seria isso?

Não quero decepcioná-lo, mas foi assim: preocupado com o aumento de obesidade e casos de doenças cardíacas nos EUA, um senador americano em 1973 por conta própria criou com seus assessores a tal recomendação. Qual a formação do tal senador? História. Qual o passado desse senador com Ciências da Saúde. Nenhum. Qual a relação dos assessores dele com ciência? Nenhum.

É baseado nisso que a pirâmide que enfeita a parede do seu Nutricionista foi feita. Aquele quadro e a pirâmide brasileira têm tanta ciência quanto a afirmação da sua avó que dizia que comer manga e beber leite faz mal: nenhum, nada. A pirâmide alimentar é um achismo puro, um arremedo de ciência. Acredita e faz uso da pirâmide alimentar o profissional que quer, mas não aquele que tem juízo.

A necessidade do controle antidoping fora de competição

Passado alguns meses da explosão mundial do caso Lance Armstrong, ciclista multicampeão que foi delatado pelos ex-colegas de equipe e que, após negar por muitos anos, assumiu publicamente ter participado do que foi chamado pelo controle antidopagem de “O mais sofisticado programa de doping da história”. O fato ainda de ele afirmar que nunca foi pego nos muitos testes que realizou por não haver na época exames fora de competição ainda soa pesado.

O exame fora de competição é o antidoping que não é realizado no dia ou na véspera de prova, quando os atletas mais bem amparados pelo negro mercado do doping já estão limpos ou camuflados para determinadas substâncias proibidas. É o exame realizado de surpresa, pegando o atleta inteligentemente em alguma fase de treinamento estratégica, no próprio local de treinamento ou até mesmo em sua casa.

Muitos atletas que utilizam o recurso do doping quando sabem que haverá controle em determinada prova, não participam, não terminam, não terminam entre os primeiros propositalmente, suspendem o uso dentro de algum prazo ou se utilizam de substâncias que mascaram a droga da qual são usuários.

Este ano, a Agência Mundial Antidoping resolveu finalmente realizar exames fora de competição em um famoso centro de treinamento no Quênia e conseguiu pegar atletas de expressão, dentre eles o queniano Wilson Erupe Loyanae, Campeão da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro em 2012, que ostenta como melhor tempo pessoal na maratona, 2h05min37. A substância detectada no exame de Loyanae foi a EPO (Eritropoetina), que, infelizmente, só pode ser detectada pelos sistemas mais modernos de controle no prazo de 72 horas após ter sido ministrada. O que significa que se o atleta utilizar a droga na segunda ou terça-feira, não será pego se o exame for realizado na competição do domingo!

Um estudo apresentado na reunião anual do American College of Sports Medicine, comprovou melhora de 5% nos tempos de testes de 3.000 metros de corredores quenianos que utilizaram EPO, droga considerada a mais eficaz para corredores de longa distância, que aumenta o número de hemoglobínas e hematócitros, melhorando assim a capacidade de transporte de oxigênio do sangue.

Neste estudo, vinte corredores quenianos com base em Eldoret, Quênia (local com elevação entre 2.100 e 2.700 metros da altitude) e 19 corredores com base no nível do mar, na Escócia, tomaram EPO a cada dois dias, durante quatro semanas e obtiveram melhora semelhante.

Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel
Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel

Algo muito curioso é que, mesmo quatro semanas após pararem de ministrar a droga, ambos os grupos ainda correram em média 3% mais rápidos do que antes de utilizarem EPO. O que comprova a necessidade de se realizar exames fora de competição, pois o individuo que se dopa com esta substância, pode suspender a utilização próxima a uma grande prova para não ser pego, mas mesmo assim continuar desfrutando dos benefícios de tê-la utilizado. Alguns atletas, inclusive, se utilizam do fato de já terem sido submetidos a exames e saem atirando por aí, dizendo que o resultado foi negativo, como costumava fazer Armstrong com muito cinismo.

Infelizmente, onde há fama e prêmios envolvidos, sempre haverá pessoas de má fé e métodos cada vez mais avançados para burlar a lei. É a velha teoria de que o doping está sempre um passo bem a frente do controle antidoping. Desta forma, se faz cada vez mais necessária a realização de testes fora de competição, pois a cada dia o controle somente no dia ou na véspera tornar-se não tão eficaz, e os atletas limpos, verdadeiros heróis, que ralam muito nos treinos e competições são prejudicados e injustiçados.


A necessidade do controle antidoping fora de competição

Atletismo · 21 jun, 2013

Passado alguns meses da explosão mundial do caso Lance Armstrong, ciclista multicampeão que foi delatado pelos ex-colegas de equipe e que, após negar por muitos anos, assumiu publicamente ter participado do que foi chamado pelo controle antidopagem de “O mais sofisticado programa de doping da história”. O fato ainda de ele afirmar que nunca foi pego nos muitos testes que realizou por não haver na época exames fora de competição ainda soa pesado.

O exame fora de competição é o antidoping que não é realizado no dia ou na véspera de prova, quando os atletas mais bem amparados pelo negro mercado do doping já estão limpos ou camuflados para determinadas substâncias proibidas. É o exame realizado de surpresa, pegando o atleta inteligentemente em alguma fase de treinamento estratégica, no próprio local de treinamento ou até mesmo em sua casa.

Muitos atletas que utilizam o recurso do doping quando sabem que haverá controle em determinada prova, não participam, não terminam, não terminam entre os primeiros propositalmente, suspendem o uso dentro de algum prazo ou se utilizam de substâncias que mascaram a droga da qual são usuários.

Este ano, a Agência Mundial Antidoping resolveu finalmente realizar exames fora de competição em um famoso centro de treinamento no Quênia e conseguiu pegar atletas de expressão, dentre eles o queniano Wilson Erupe Loyanae, Campeão da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro em 2012, que ostenta como melhor tempo pessoal na maratona, 2h05min37. A substância detectada no exame de Loyanae foi a EPO (Eritropoetina), que, infelizmente, só pode ser detectada pelos sistemas mais modernos de controle no prazo de 72 horas após ter sido ministrada. O que significa que se o atleta utilizar a droga na segunda ou terça-feira, não será pego se o exame for realizado na competição do domingo!

Um estudo apresentado na reunião anual do American College of Sports Medicine, comprovou melhora de 5% nos tempos de testes de 3.000 metros de corredores quenianos que utilizaram EPO, droga considerada a mais eficaz para corredores de longa distância, que aumenta o número de hemoglobínas e hematócitros, melhorando assim a capacidade de transporte de oxigênio do sangue.

Neste estudo, vinte corredores quenianos com base em Eldoret, Quênia (local com elevação entre 2.100 e 2.700 metros da altitude) e 19 corredores com base no nível do mar, na Escócia, tomaram EPO a cada dois dias, durante quatro semanas e obtiveram melhora semelhante.

Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel
Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel

Algo muito curioso é que, mesmo quatro semanas após pararem de ministrar a droga, ambos os grupos ainda correram em média 3% mais rápidos do que antes de utilizarem EPO. O que comprova a necessidade de se realizar exames fora de competição, pois o individuo que se dopa com esta substância, pode suspender a utilização próxima a uma grande prova para não ser pego, mas mesmo assim continuar desfrutando dos benefícios de tê-la utilizado. Alguns atletas, inclusive, se utilizam do fato de já terem sido submetidos a exames e saem atirando por aí, dizendo que o resultado foi negativo, como costumava fazer Armstrong com muito cinismo.

Infelizmente, onde há fama e prêmios envolvidos, sempre haverá pessoas de má fé e métodos cada vez mais avançados para burlar a lei. É a velha teoria de que o doping está sempre um passo bem a frente do controle antidoping. Desta forma, se faz cada vez mais necessária a realização de testes fora de competição, pois a cada dia o controle somente no dia ou na véspera tornar-se não tão eficaz, e os atletas limpos, verdadeiros heróis, que ralam muito nos treinos e competições são prejudicados e injustiçados.

Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso - Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível - Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Futuro - Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.


Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

Atletismo · 19 jun, 2013

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso - Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível - Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Futuro - Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, são as primeiras opções para quem quer saciar a vontade de um doce, mas sem ingerir os altos valores calóricos do açúcar. Porém, esse não é o único motivo que tornou essas substâncias químicas de sabor adocicado tão populares na vida moderna.

“Em situações atuais em que o excesso de peso passa a assumir condições epidêmicas e ainda juntamente com o diabetes, o raciocínio de se reduzir o consumo de açúcar faz sentido”, explica o endocrinologista Pedro Saddi.

Para o médico da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo, esse hábito de substituir o açúcar por adoçantes é recomendável por todas as pesquisas que a indústria farmacêutica emprega na produção desses produtos. “Os edulcorantes, de maneira geral, são bem seguros. Hoje as pessoas estão preocupadas em não usar adoçantes, quando, na verdade, eles são extramente seguros”, afirma Saddi.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Pesquisas falsas- Essa evolução, segundo o médico, acontece não somente para deixar o produto mais palatável, mais agradável ao nosso paladar, mas também para aprimorar e entender as reações que cada tipo de adoçante provoca em nosso organismo.

Por ser um químico, os adoçantes podem apresentar reações nocivas ao nosso corpo se consumidos em excesso (veja no final da reportagem uma tabela com o limite de consumo dos adoçantes mais encontrados no mercado). O aspartame, por exemplo, produz metanol quando metabolizado, que é uma substância cancerígena, mas se ingerido dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, essa quantidade de metanol chega a ser insignificante.

“Usando o aspartame como exemplo, o limite de segurança desse adoçante é de aproximadamente 80 gotas por dia, o que chega a ser uma quantidade muito alta. Consumindo de forma segura, esses químicos não oferecem riscos”, salienta Saddi.

O endocrinologista chama atenção para as pesquisas e campanhas que povoam a internet “vendendo informações falsas a respeito de adoçantes”. Segundo Saddi, esses argumentos muitas vezes são reais, são baseados em premissas verdadeiras, mas obtém conclusões falsas. “Usando o aspartame de modelo mais uma vez, não é porque nosso organismo gera metanol quando ingerimos essa substância, que esse tipo de adoçante causa câncer”, exemplifica.

Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons
Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons

Pesquisas reais- Para Saddi, a segurança que os edulcorantes têm atualmente não abrem muitos espaços para pesquisas paralelas tentando provar os malefícios desse alimento. Segundo o endocrinologista, a agenda de pesquisas sobre os adoçantes vai em outra direção atualmente.

“A indústria está a todo momento aprimorando esses produtos. Hoje nós temos adoçantes que podem ser levados ao forno, que podem ser consumidos por uma certa parcela da população e assim por diante. O que as discussões científicas tentam estabelecer é a relação do uso de uma substância zero caloria com o ganho de peso”, afirma.

Atualmente, o que grandes pesquisadores tentam avaliar é qual a influência que os edulcorantes podem ter na dieta mundial. Grupos que estudam a obesidade procuram entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

“Esses resultados sim são relevantes e, mesmo assim, precisam ser analisados com cautela. Por enquanto, não é possível afirmar que o uso de adoçantes causa aumento de peso”, pondera o médico, já que os dados foram apenas estatísticos.

Apenas com números, Saddi afirma que é não possível obter uma informação precisa, pois não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, já que dados comportamentais, além de outras influências não são contemplados.

“Para a comunidade científica, esses números mostram um lado novo, pois já há linhas de pesquisas que enxergam alguns adoçantes como estimulantes fome. Mas não existe nada confirmado sobre isso. Até agora não há nada que possa ser muito útil para a população em geral”, encerra Saddi.

Uma gota de doçura- Confira o limite de consumo de alguns dos mais populares adoçantes disponíveis no mercado (Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes):

  • Sacarina – Descoberta por acaso em 1879, a sacarina era usada como anti-séptico e conservante. Limite de consumo: 5mg/ dia/ kg.

  • Sucralose – Único edulcorante derivado da cana-de-açúcar, tem o sabor mais próximo do açúcar natural. Limite de consumo: 15mg/ dia/ kg.

  • Aspartame – Produzido a partir de proteínas naturais, o aspartame foi descoberto em 1965. Limite de consumo: 40mg/ dia/ kg.

  • Ciclamato de sódio – O ciclamato de sódio tem resultados polêmicos de uma pesquisa realizada em ratos na década de 1970, nos Estados Unidos. Estudos apontaram que ele poderia ser cancerígeno. Após novos estudos foi provado que o edulcorante é seguro. No Brasil seu uso é liberado. Limite de consumo: 7mg/ kg/ dia.

  • Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

    Atletismo · 19 jun, 2013

    Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, são as primeiras opções para quem quer saciar a vontade de um doce, mas sem ingerir os altos valores calóricos do açúcar. Porém, esse não é o único motivo que tornou essas substâncias químicas de sabor adocicado tão populares na vida moderna.

    “Em situações atuais em que o excesso de peso passa a assumir condições epidêmicas e ainda juntamente com o diabetes, o raciocínio de se reduzir o consumo de açúcar faz sentido”, explica o endocrinologista Pedro Saddi.

    Para o médico da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo, esse hábito de substituir o açúcar por adoçantes é recomendável por todas as pesquisas que a indústria farmacêutica emprega na produção desses produtos. “Os edulcorantes, de maneira geral, são bem seguros. Hoje as pessoas estão preocupadas em não usar adoçantes, quando, na verdade, eles são extramente seguros”, afirma Saddi.

    Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

    Pesquisas falsas- Essa evolução, segundo o médico, acontece não somente para deixar o produto mais palatável, mais agradável ao nosso paladar, mas também para aprimorar e entender as reações que cada tipo de adoçante provoca em nosso organismo.

    Por ser um químico, os adoçantes podem apresentar reações nocivas ao nosso corpo se consumidos em excesso (veja no final da reportagem uma tabela com o limite de consumo dos adoçantes mais encontrados no mercado). O aspartame, por exemplo, produz metanol quando metabolizado, que é uma substância cancerígena, mas se ingerido dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, essa quantidade de metanol chega a ser insignificante.

    “Usando o aspartame como exemplo, o limite de segurança desse adoçante é de aproximadamente 80 gotas por dia, o que chega a ser uma quantidade muito alta. Consumindo de forma segura, esses químicos não oferecem riscos”, salienta Saddi.

    O endocrinologista chama atenção para as pesquisas e campanhas que povoam a internet “vendendo informações falsas a respeito de adoçantes”. Segundo Saddi, esses argumentos muitas vezes são reais, são baseados em premissas verdadeiras, mas obtém conclusões falsas. “Usando o aspartame de modelo mais uma vez, não é porque nosso organismo gera metanol quando ingerimos essa substância, que esse tipo de adoçante causa câncer”, exemplifica.

    Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons
    Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons

    Pesquisas reais- Para Saddi, a segurança que os edulcorantes têm atualmente não abrem muitos espaços para pesquisas paralelas tentando provar os malefícios desse alimento. Segundo o endocrinologista, a agenda de pesquisas sobre os adoçantes vai em outra direção atualmente.

    “A indústria está a todo momento aprimorando esses produtos. Hoje nós temos adoçantes que podem ser levados ao forno, que podem ser consumidos por uma certa parcela da população e assim por diante. O que as discussões científicas tentam estabelecer é a relação do uso de uma substância zero caloria com o ganho de peso”, afirma.

    Atualmente, o que grandes pesquisadores tentam avaliar é qual a influência que os edulcorantes podem ter na dieta mundial. Grupos que estudam a obesidade procuram entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

    “Esses resultados sim são relevantes e, mesmo assim, precisam ser analisados com cautela. Por enquanto, não é possível afirmar que o uso de adoçantes causa aumento de peso”, pondera o médico, já que os dados foram apenas estatísticos.

    Apenas com números, Saddi afirma que é não possível obter uma informação precisa, pois não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, já que dados comportamentais, além de outras influências não são contemplados.

    “Para a comunidade científica, esses números mostram um lado novo, pois já há linhas de pesquisas que enxergam alguns adoçantes como estimulantes fome. Mas não existe nada confirmado sobre isso. Até agora não há nada que possa ser muito útil para a população em geral”, encerra Saddi.

    Uma gota de doçura- Confira o limite de consumo de alguns dos mais populares adoçantes disponíveis no mercado (Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes):

  • Sacarina – Descoberta por acaso em 1879, a sacarina era usada como anti-séptico e conservante. Limite de consumo: 5mg/ dia/ kg.

  • Sucralose – Único edulcorante derivado da cana-de-açúcar, tem o sabor mais próximo do açúcar natural. Limite de consumo: 15mg/ dia/ kg.

  • Aspartame – Produzido a partir de proteínas naturais, o aspartame foi descoberto em 1965. Limite de consumo: 40mg/ dia/ kg.

  • Ciclamato de sódio – O ciclamato de sódio tem resultados polêmicos de uma pesquisa realizada em ratos na década de 1970, nos Estados Unidos. Estudos apontaram que ele poderia ser cancerígeno. Após novos estudos foi provado que o edulcorante é seguro. No Brasil seu uso é liberado. Limite de consumo: 7mg/ kg/ dia.
  • Empresa cria projeto para produzir tênis exclusivos e personalizados

    Atletas que têm o hábito de correr e que fazem desse exercício um estilo de vida com certeza já fizeram um teste de pisada para saber qual o tênis que melhor se adapta: pronado, supinado ou neutro. Porém, mesmo com o melhor modelo, nem sempre o tênis irá garantir o melhor conforto e desempenho, já que outros fatores relacionados à pisada influenciam na corrida.


    Treino regenerativo é um grande aliado para evitar lesões

    Por isso, a empresa de tecnologia Behance criou um projeto para avaliar mais profundamente cada pisada e entregar ao consumidor um tênis único. Trata-se de um teste feito com um tênis de testes com sensores de pressão, que irão rastrear a pisada do atleta e catalogar cada dado registrado.

    Então, um computador analisa a biometria, combina os dados coletados para a criação de um perfil. Depois, cabe ao cliente decidir a forma, o material e a cor que o tênis terá, dependendo do seu estilo de vida e seus gostos pessoais.

    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons
    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons

    Quando o protótipo fica pronto, ele é enviado para uma impressora 3D e entregue para o consumidor. A boa notícia é que, de acordo com o projeto, a empresa entregará os dados ao usuário, que poderá imprimi-lo novamente depois.

    Sete dicas para se dar bem no XTerra Endurance Ilhabela

    Até o momento, a companhia recebeu comentários positivos e já teve a visita de 2.950 internautas. Para saber mais sobre o projeto, acesse http://goo.gl/JJLLF.


    Empresa cria projeto para produzir tênis exclusivos e personalizados

    Atletismo · 18 jun, 2013

    Atletas que têm o hábito de correr e que fazem desse exercício um estilo de vida com certeza já fizeram um teste de pisada para saber qual o tênis que melhor se adapta: pronado, supinado ou neutro. Porém, mesmo com o melhor modelo, nem sempre o tênis irá garantir o melhor conforto e desempenho, já que outros fatores relacionados à pisada influenciam na corrida.


    Treino regenerativo é um grande aliado para evitar lesões

    Por isso, a empresa de tecnologia Behance criou um projeto para avaliar mais profundamente cada pisada e entregar ao consumidor um tênis único. Trata-se de um teste feito com um tênis de testes com sensores de pressão, que irão rastrear a pisada do atleta e catalogar cada dado registrado.

    Então, um computador analisa a biometria, combina os dados coletados para a criação de um perfil. Depois, cabe ao cliente decidir a forma, o material e a cor que o tênis terá, dependendo do seu estilo de vida e seus gostos pessoais.

    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons
    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons

    Quando o protótipo fica pronto, ele é enviado para uma impressora 3D e entregue para o consumidor. A boa notícia é que, de acordo com o projeto, a empresa entregará os dados ao usuário, que poderá imprimi-lo novamente depois.

    Sete dicas para se dar bem no XTerra Endurance Ilhabela

    Até o momento, a companhia recebeu comentários positivos e já teve a visita de 2.950 internautas. Para saber mais sobre o projeto, acesse http://goo.gl/JJLLF.

    Como superar o stress?

    O stress é um dos problemas mais comuns da vida moderna. E, infelizmente, ele não escolhe idade, sexo ou etnia: homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, todos estão expostos a ele. Mas, afinal, o que é o stress?

    Pode-se dizer, de maneira simples, que é uma reação do organismo em resposta a situações de perigo, tensão ou outras emoções. Em geral, o stress de curta duração não causa grandes prejuízos à saúde, ao contrário do stress crônico, que pode trazer consequências graves.

    Dia dos Namorados: Webrun dá dica de presentes para seu esportista

    Os hormônios do stress - Toda vez que nos vemos diante de uma situação de perigo ou abalo emocional, nosso cérebro desencadeia uma reação que culmina na produção de três hormônios: a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol. Estes são conhecidos como os hormônios do stress. Luto, separação conjugal, doenças na família, desemprego, conflitos profissionais, trânsito, cuidar de filhos em condições inadequadas e cuidar de doentes, são, entre outras, situações potencialmente causadoras de stress.

    Possíveis consequências do stress -O stress crônico pode comprometer a eficácia do sistema imunológico (nosso sistema de defesa) e “abrir as portas do organismo” para infecções, além de outras doenças graves.

    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng
    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng

    O stress e os exercícios - A prática de exercícios físicos é uma forma eficaz de combate ao stress. Primeiramente, porque essa prática libera substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress. Em segundo, porque ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress. E, por último, porque, com melhor autoestima, o indivíduo tende a dar menos atenção aos fatores estressantes da vida moderna.

    Conheça os microorganismos perigosos que se escondem nas academias

    Outras alternativas antistress - Além da prática regular de exercícios físicos, outras medidas que podem ajudar a combater o stress. Alimentar-se corretamente, dormir bem, tomar sol, relaxar, ter momentos de lazer com a família e com os amigos, relacionar-se afetivamente com a pessoa amada, ter um animal de estimação e praticar ioga também podem ajudar. Porém, acima de tudo, é preciso identificar a causa do stress e eliminá-la.


    Como superar o stress?

    Atletismo · 11 jun, 2013

    O stress é um dos problemas mais comuns da vida moderna. E, infelizmente, ele não escolhe idade, sexo ou etnia: homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, todos estão expostos a ele. Mas, afinal, o que é o stress?

    Pode-se dizer, de maneira simples, que é uma reação do organismo em resposta a situações de perigo, tensão ou outras emoções. Em geral, o stress de curta duração não causa grandes prejuízos à saúde, ao contrário do stress crônico, que pode trazer consequências graves.

    Dia dos Namorados: Webrun dá dica de presentes para seu esportista

    Os hormônios do stress - Toda vez que nos vemos diante de uma situação de perigo ou abalo emocional, nosso cérebro desencadeia uma reação que culmina na produção de três hormônios: a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol. Estes são conhecidos como os hormônios do stress. Luto, separação conjugal, doenças na família, desemprego, conflitos profissionais, trânsito, cuidar de filhos em condições inadequadas e cuidar de doentes, são, entre outras, situações potencialmente causadoras de stress.

    Possíveis consequências do stress -O stress crônico pode comprometer a eficácia do sistema imunológico (nosso sistema de defesa) e “abrir as portas do organismo” para infecções, além de outras doenças graves.

    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng
    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng

    O stress e os exercícios - A prática de exercícios físicos é uma forma eficaz de combate ao stress. Primeiramente, porque essa prática libera substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress. Em segundo, porque ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress. E, por último, porque, com melhor autoestima, o indivíduo tende a dar menos atenção aos fatores estressantes da vida moderna.

    Conheça os microorganismos perigosos que se escondem nas academias

    Outras alternativas antistress - Além da prática regular de exercícios físicos, outras medidas que podem ajudar a combater o stress. Alimentar-se corretamente, dormir bem, tomar sol, relaxar, ter momentos de lazer com a família e com os amigos, relacionar-se afetivamente com a pessoa amada, ter um animal de estimação e praticar ioga também podem ajudar. Porém, acima de tudo, é preciso identificar a causa do stress e eliminá-la.

    Conheça os micro-organismos perigosos que se escondem nas academias

    Fazer exercícios regularmente é um hábito recomendado por especialistas médicos para manter o organismo e o corpo saudável. Porém, compartilhar aparelhos de academia com diversos frequentadores pode trazer riscos para a saúde da sua pele.

    De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, o suor depositado em aparelhos pode ser um local propicio para a proliferação de micro-organismos. “As principais doenças cutâneas que podem ser transmitidas por contato com superfícies contaminadas são as micoses, infecções virais, como verrugas, e infecções bacterianas, como o impetigo”, alerta.

    Quando o suor passa de incômodo para hiperidrose?

    Para diminuir o contato, muitos atletas procuram levar toalhas, que são usadas tanto para cobrir os aparelhos, quanto para secar o suor em excesso. Porém, se o artigo é compartilhado também pode haver transmissão.

    Um dos fatores que aumentam as chances de contaminação é a pouca ventilação que existe nas academias. O uso de aparelhos de ar condicionado e dezenas de ventiladores espalhados no ambiente não permite que o ar circule e mantém o local em temperaturas altas.

    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Precauções - Segundo a profissional, o uso de roupas próprias para academia já é uma barreira protetora contra os micro-organismos. “Em locais cobertos pelas vestimentas é muito difícil haver a contaminação da pele, pois ela impede o contato direto com superfícies possivelmente contaminadas”, conta.

    Caso o atleta opte pelas toalhas individuais, também não terá problemas. “Ela ajuda pois funciona como uma barreira a mais”, comenta Camila.

    Porém, o jeito mais eficiente de se manter protegido é fazer a higienização adequada do local. “Apesar da roupa e da toalha ajudarem a proteger a pele, a limpeza do equipamento com álcool 70° é suficientemente efetiva”, diz a dermatologista.

    Roupas molhadas de suor podem causar mau cheiro e micose na pele

    Água - O perigo da contaminação não está somente nos aparelhos, mas nos bebedouros. Encostar a boca na saída de água também permite que algumas doenças, inclusive o vírus da gripe, sejam transmitidas.

    O squeeze utilizada também deve ser higienizada. “Idealmente devemos lavá-la com água e sabão após cada dia de uso”, conclui a profissional.


    Conheça os micro-organismos perigosos que se escondem nas academias

    Atletismo · 10 jun, 2013

    Fazer exercícios regularmente é um hábito recomendado por especialistas médicos para manter o organismo e o corpo saudável. Porém, compartilhar aparelhos de academia com diversos frequentadores pode trazer riscos para a saúde da sua pele.

    De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, o suor depositado em aparelhos pode ser um local propicio para a proliferação de micro-organismos. “As principais doenças cutâneas que podem ser transmitidas por contato com superfícies contaminadas são as micoses, infecções virais, como verrugas, e infecções bacterianas, como o impetigo”, alerta.

    Quando o suor passa de incômodo para hiperidrose?

    Para diminuir o contato, muitos atletas procuram levar toalhas, que são usadas tanto para cobrir os aparelhos, quanto para secar o suor em excesso. Porém, se o artigo é compartilhado também pode haver transmissão.

    Um dos fatores que aumentam as chances de contaminação é a pouca ventilação que existe nas academias. O uso de aparelhos de ar condicionado e dezenas de ventiladores espalhados no ambiente não permite que o ar circule e mantém o local em temperaturas altas.

    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Precauções - Segundo a profissional, o uso de roupas próprias para academia já é uma barreira protetora contra os micro-organismos. “Em locais cobertos pelas vestimentas é muito difícil haver a contaminação da pele, pois ela impede o contato direto com superfícies possivelmente contaminadas”, conta.

    Caso o atleta opte pelas toalhas individuais, também não terá problemas. “Ela ajuda pois funciona como uma barreira a mais”, comenta Camila.

    Porém, o jeito mais eficiente de se manter protegido é fazer a higienização adequada do local. “Apesar da roupa e da toalha ajudarem a proteger a pele, a limpeza do equipamento com álcool 70° é suficientemente efetiva”, diz a dermatologista.

    Roupas molhadas de suor podem causar mau cheiro e micose na pele

    Água - O perigo da contaminação não está somente nos aparelhos, mas nos bebedouros. Encostar a boca na saída de água também permite que algumas doenças, inclusive o vírus da gripe, sejam transmitidas.

    O squeeze utilizada também deve ser higienizada. “Idealmente devemos lavá-la com água e sabão após cada dia de uso”, conclui a profissional.

    Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

    O público feminino está cada vez mais preocupado com saúde e estética. Por isso, o Webrun produziu uma série sobre como os suplementos têm um papel importante no caminho para alcançar esses objetivos. Confira a segunda da série de duas reportagens!

    O sonho de ter pele, cabelos e unhas mais bonitos somente com uma cápsula diária tem se tornado cada vez mais uma realidade. Algumas empresas, como a Nutrilatina, especializada em suplementação, tem apostado nessa ideia e obtido resultados.

    Chegou a menstruação: posso treinar ou devo descansar?

    Sem exigir muito esforço, as mulheres têm a opção de consumir suplementos estéticos. “Os nutricosméticos combinam nutrientes e bioativos específicos, cuja ação garante diversos benefícios estéticos, como firmeza e hidratação da pele, fotoproteção, cabelos e unhas mais saudáveis, mais vitalidade, saciedade e até redução da gordura corporal”, ressalta Daniella Tolari, nutricionista da Nutrilatina.

    De acordo com Tolari, não é necessário ter uma alimentação específica para que os produtos atuem no organismo. A única restrição é o consumo por crianças, gestantes, idosos, mulheres que amamentam e pessoas com problemas de saúde, que necessitam de uma orientação médica antes de iniciar o tratamento.

    O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação
    O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação

    Alimentação - Já a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira afirma que de nada irá adiantar consumir suplementos cosméticos se a mulher não tem uma boa qualidade alimentar. “A saúde do couro cabeludo necessita de nutrientes bem como os fios. Se na alimentação diária o consumo de proteínas, vitaminas e minerais é baixo, o cabelo poderá apresentar alterações. Cabelos opacos e quebradiços podem ser reflexos de uma má alimentação”, complementa.

    Saiba porque alguns alimentos saudáveis provocam alergia

    Para garantir um cabelo sedoso e com bastante elasticidade, a profissional dá a receita: “alimentos como cenoura, espinafre, aveia, salmão, soja, laranja, morango, iogurte, castanha do Pará e agrião, são exemplos que podem auxiliar no tratamento dos fios no dia-a-dia”. Joyce também conta que a parceria entre nutricionista e esteticista é fundamental para quem busca uma melhor aparência.


    Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

    Atletismo · 31 maio, 2013

    O público feminino está cada vez mais preocupado com saúde e estética. Por isso, o Webrun produziu uma série sobre como os suplementos têm um papel importante no caminho para alcançar esses objetivos. Confira a segunda da série de duas reportagens!

    O sonho de ter pele, cabelos e unhas mais bonitos somente com uma cápsula diária tem se tornado cada vez mais uma realidade. Algumas empresas, como a Nutrilatina, especializada em suplementação, tem apostado nessa ideia e obtido resultados.

    Chegou a menstruação: posso treinar ou devo descansar?

    Sem exigir muito esforço, as mulheres têm a opção de consumir suplementos estéticos. “Os nutricosméticos combinam nutrientes e bioativos específicos, cuja ação garante diversos benefícios estéticos, como firmeza e hidratação da pele, fotoproteção, cabelos e unhas mais saudáveis, mais vitalidade, saciedade e até redução da gordura corporal”, ressalta Daniella Tolari, nutricionista da Nutrilatina.

    De acordo com Tolari, não é necessário ter uma alimentação específica para que os produtos atuem no organismo. A única restrição é o consumo por crianças, gestantes, idosos, mulheres que amamentam e pessoas com problemas de saúde, que necessitam de uma orientação médica antes de iniciar o tratamento.

    O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação
    O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação

    Alimentação - Já a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira afirma que de nada irá adiantar consumir suplementos cosméticos se a mulher não tem uma boa qualidade alimentar. “A saúde do couro cabeludo necessita de nutrientes bem como os fios. Se na alimentação diária o consumo de proteínas, vitaminas e minerais é baixo, o cabelo poderá apresentar alterações. Cabelos opacos e quebradiços podem ser reflexos de uma má alimentação”, complementa.

    Saiba porque alguns alimentos saudáveis provocam alergia

    Para garantir um cabelo sedoso e com bastante elasticidade, a profissional dá a receita: “alimentos como cenoura, espinafre, aveia, salmão, soja, laranja, morango, iogurte, castanha do Pará e agrião, são exemplos que podem auxiliar no tratamento dos fios no dia-a-dia”. Joyce também conta que a parceria entre nutricionista e esteticista é fundamental para quem busca uma melhor aparência.

    Acupuntura: tratamento com agulhas que salva treinamentos

    Atletas sempre sonham em conseguir aumentar seu rendimento nas provas, mas nem sempre tomam todos os cuidados necessários para isso. Lesões, quebras e dificuldades respiratórias são alguns dos problemas que podem ocorrer no overtraining.

    Para os esportistas que estão cansados de não obterem resultado com os tratamentos convencionais, a acupuntura é uma ótima opção. A arte milenar chinesa conhecida no mundo inteiro estimula pontos que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas "meridianos chineses".

    Boca ou nariz, qual é a maneira mais saudável de respirar?

    Para os atletas que fogem das agulhas, o acupunturista Leandro Heck Gemeo dá a solução. “Hoje em dia, o tratamento também pode ser feito com fitas”, esclarece.

    O profissional também conta que existem pontos que, quando estimulados, melhoram a capacidade respiratória. “O resultado de uma pesquisa sobre o tema revelou que existe uma melhora de 15% a 25% da capacidade respiratória em indivíduos que fazem a acupuntura”, informa.

    A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. “Existe um teste em que um cavalo foi tratado para essas doenças e obteve uma melhora de 50%”, exemplifica.

    Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena
    Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Depois da dor - Porém, não é somente o sistema respiratório que é levado em consideração na hora da avaliação. “O profissional deve trabalhar os membros inferiores, que são muito usados na corrida, além de lidar com o lado emocional dos atletas. É comum o corredor ficar nervoso antes de uma grande prova, então tratar do medo e de possíveis sintomas, como diarréia, vômito e dor de cabeça, é essencial”, enumera.

    Depois de encarar o percurso, é comum o atleta sentir o corpo fadigado e o acupunturista pode iniciar um tratamento para o overtraning. “O problema do tratamento contra lesões e microlesões é que a técnica inibe a dor momentaneamente. Por conta disso, alguns esportistas estressam ainda mais o músculo e pioram a lesão”, conta o acupunturista.

    Frequência respiratória adequada ajuda no rendimento de atletas

    Sessões - O número de sessões necessárias para se obter um resultado concreto varia de pessoa para pessoa, mas Gemeo sugere que haja pelo menos uma consulta por semana. “Existem casos em que o atleta pode até correr utilizando as fitas ou o estímulo da agulha. Não há problema algum”, completa.

    Apesar de a técnica estar em constante crescimento, o profissional conta que é difícil ter atletas que mantenham um ritmo de sessões constante. “Normalmente o público em geral não tem condições financeiras para dar continuidade ao tratamento. É necessária uma assessoria para poder bancar com os custos”, conclui.


    Acupuntura: tratamento com agulhas que salva treinamentos

    Atletismo · 02 maio, 2013

    Atletas sempre sonham em conseguir aumentar seu rendimento nas provas, mas nem sempre tomam todos os cuidados necessários para isso. Lesões, quebras e dificuldades respiratórias são alguns dos problemas que podem ocorrer no overtraining.

    Para os esportistas que estão cansados de não obterem resultado com os tratamentos convencionais, a acupuntura é uma ótima opção. A arte milenar chinesa conhecida no mundo inteiro estimula pontos que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas "meridianos chineses".

    Boca ou nariz, qual é a maneira mais saudável de respirar?

    Para os atletas que fogem das agulhas, o acupunturista Leandro Heck Gemeo dá a solução. “Hoje em dia, o tratamento também pode ser feito com fitas”, esclarece.

    O profissional também conta que existem pontos que, quando estimulados, melhoram a capacidade respiratória. “O resultado de uma pesquisa sobre o tema revelou que existe uma melhora de 15% a 25% da capacidade respiratória em indivíduos que fazem a acupuntura”, informa.

    A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. “Existe um teste em que um cavalo foi tratado para essas doenças e obteve uma melhora de 50%”, exemplifica.

    Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena
    Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Depois da dor - Porém, não é somente o sistema respiratório que é levado em consideração na hora da avaliação. “O profissional deve trabalhar os membros inferiores, que são muito usados na corrida, além de lidar com o lado emocional dos atletas. É comum o corredor ficar nervoso antes de uma grande prova, então tratar do medo e de possíveis sintomas, como diarréia, vômito e dor de cabeça, é essencial”, enumera.

    Depois de encarar o percurso, é comum o atleta sentir o corpo fadigado e o acupunturista pode iniciar um tratamento para o overtraning. “O problema do tratamento contra lesões e microlesões é que a técnica inibe a dor momentaneamente. Por conta disso, alguns esportistas estressam ainda mais o músculo e pioram a lesão”, conta o acupunturista.

    Frequência respiratória adequada ajuda no rendimento de atletas

    Sessões - O número de sessões necessárias para se obter um resultado concreto varia de pessoa para pessoa, mas Gemeo sugere que haja pelo menos uma consulta por semana. “Existem casos em que o atleta pode até correr utilizando as fitas ou o estímulo da agulha. Não há problema algum”, completa.

    Apesar de a técnica estar em constante crescimento, o profissional conta que é difícil ter atletas que mantenham um ritmo de sessões constante. “Normalmente o público em geral não tem condições financeiras para dar continuidade ao tratamento. É necessária uma assessoria para poder bancar com os custos”, conclui.

    Tratamento com dispositivo a laser é alternativa para micose nas unhas

    É comum os esportistas separarem um par de tênis apropriado para realizar atividades físicas, porém para os atletas que realizam exercícios diariamente essa não é uma boa opção. Utilizar o mesmo calçado todos os dias pode colaborar para proliferação de fungos nos dedos e unhas dos pés.

    O mais frequente é o atleta desenvolver uma micose na unha, mais conhecida como onicomicose. Apesar do assunto não ser comentado comumente, 5% da população mundial sofre com os danos da doença que, antigamente, só era tratada com a remoção completa da unha via cirurgia ou administração de remédios tópicos.

    Tratamento com 'peixes-médicos' garante pés macios e saudáveis

    Porém, em março deste ano o Meeting Americano de Dermatologia, realizado em Miami, aprovou o uso do laser em clínicas dermatológicas. O tratamento também foi aprovado pela Administração de Alimentos e Remédios (FDA) nos Estados Unidos e ainda da Comunidade Européia (CE).

    É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng
    É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng

    Tratamento - O laser consiste em um pequeno dispositivo que aumenta a temperatura da unha para até 42ºC e mata os fungos. “É necessário fazer o ajuste do equipamento para ‘dosar a quantidade’ de calor que será emitido e o tempo que o equipamento ficará ligado. Ambos dependem do grau de progressão da doença”, explica o podólogo André Luiz Vicente da Silva, da clínica de dermatologia Central Feet.

    Para aumentar a potencialidade do laser, o profissional também pode utilizar substâncias como o azul de metinelo. “O espaço de tempo entre uma sessão e outra também varia de cliente para cliente”, afirma.

    Apesar de significar um avanço para a cura da patologia, André enfatiza que as sessões não excluem a necessidade do acompanhamento médico. “Caso o paciente esteja utilizando um antifúngico, ele não deve interromper a medicação”, resume.

    Contra-indicações - De acordo com o podólogo, o procedimento não oferece perigo para nenhum tipo de cliente, mas existem ressalvas. “Não recomendamos para pacientes que não tiveram alta de tratamentos de câncer, principalmente o de pele, gestantes e portadores de psoríase ”, discorre.

    Saiba a forma correta de proteger seus pés

    Prevenção - Para não precisar se preocupar com a contaminação das unhas, o atleta deve trocar de meias todos os dias, revezar o uso dos sapatos, evitar pisar sem sapatos em praias e proximidades de piscinas, além de saunas e banheiros públicos. Caso seja possível , é recomendado colocar o tênis em local arejado por 24 horas.


    Tratamento com dispositivo a laser é alternativa para micose nas unhas

    Atletismo · 23 abr, 2013

    É comum os esportistas separarem um par de tênis apropriado para realizar atividades físicas, porém para os atletas que realizam exercícios diariamente essa não é uma boa opção. Utilizar o mesmo calçado todos os dias pode colaborar para proliferação de fungos nos dedos e unhas dos pés.

    O mais frequente é o atleta desenvolver uma micose na unha, mais conhecida como onicomicose. Apesar do assunto não ser comentado comumente, 5% da população mundial sofre com os danos da doença que, antigamente, só era tratada com a remoção completa da unha via cirurgia ou administração de remédios tópicos.

    Tratamento com 'peixes-médicos' garante pés macios e saudáveis

    Porém, em março deste ano o Meeting Americano de Dermatologia, realizado em Miami, aprovou o uso do laser em clínicas dermatológicas. O tratamento também foi aprovado pela Administração de Alimentos e Remédios (FDA) nos Estados Unidos e ainda da Comunidade Européia (CE).

    É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng
    É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng

    Tratamento - O laser consiste em um pequeno dispositivo que aumenta a temperatura da unha para até 42ºC e mata os fungos. “É necessário fazer o ajuste do equipamento para ‘dosar a quantidade’ de calor que será emitido e o tempo que o equipamento ficará ligado. Ambos dependem do grau de progressão da doença”, explica o podólogo André Luiz Vicente da Silva, da clínica de dermatologia Central Feet.

    Para aumentar a potencialidade do laser, o profissional também pode utilizar substâncias como o azul de metinelo. “O espaço de tempo entre uma sessão e outra também varia de cliente para cliente”, afirma.

    Apesar de significar um avanço para a cura da patologia, André enfatiza que as sessões não excluem a necessidade do acompanhamento médico. “Caso o paciente esteja utilizando um antifúngico, ele não deve interromper a medicação”, resume.

    Contra-indicações - De acordo com o podólogo, o procedimento não oferece perigo para nenhum tipo de cliente, mas existem ressalvas. “Não recomendamos para pacientes que não tiveram alta de tratamentos de câncer, principalmente o de pele, gestantes e portadores de psoríase ”, discorre.

    Saiba a forma correta de proteger seus pés

    Prevenção - Para não precisar se preocupar com a contaminação das unhas, o atleta deve trocar de meias todos os dias, revezar o uso dos sapatos, evitar pisar sem sapatos em praias e proximidades de piscinas, além de saunas e banheiros públicos. Caso seja possível , é recomendado colocar o tênis em local arejado por 24 horas.