Atletismo · 13 mar, 2013
Que a corrida de rua traz melhorias para a saúde e bem estar todos já sabem, mas algumas empresas estrangeiras estão querendo estender esses benefícios em prol do meio ambiente. Entre elas está a Schneider Eletric, uma indústria de origem francesa, que visa oferecer soluções integradas para racionar energia.
Para colocar seus produtos em prática, a empresa fez um acordo de quatro anos com a Maratona de Paris, que ocorre no dia 7 de abril, e contará com a participação de 50 mil atletas para gerar energia limpa. A nossa missão é ajudar as pessoas a fazer o máximo de sua energia para serem cidadãos ainda mais eficientes, reduzindo o desperdício de água e lutando contra as consequências da mudança climática no mundo, explica Aaron Davis, diretor de marketing global da Schneider Electric.
Outro grande nome que recebe destaque nas corridas é a Pavegen Systems, uma das empresas responsáveis por produzir o piso que transforma energia cinética em elétrica. O objetivo da empresa é instalar os equipamentos em estações de metrô, rampas de faculdade e escadas de estádios, frequentados por um grande número de pessoas.
Ideia em prática - Desde 2008 as casas noturnas Club4Climate, em Londres, e a Club Watt, em Roterdã, na Holanda, utilizam os passos feitos na pista de dança para manter as luzes das próprias baladas acesas. Para isso, clientes pisam em uma plataforma que abaixa cerca de um centímetro e espremem células que contém um material chamado piezoelétrico, transformado em energia elétrica.
Um casal dançando é capaz de gerar 40 watts, o suficiente para gerar energia para acender uma lâmpada. Apesar de ser uma boa iniciativa, o processo ainda é caro e só produz cerca de 10% da energia consumida nos clubes. O Clube Watt ainda reutiliza a água da chuva e recicla os materiais consumidos na danceteria.
No Brasil - No Brasil, os professores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Walter Sakamoto, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia, e Maria Aparecida Zaghete, do Departamento de Química Tecnológica, se entusiasmaram com a iniciativa. Juntos, eles estão em busca de um material barato e durável para poder investir na tecnologia.
A maior preocupação dos professores é a utilização da tecnologia em estradas, sendo necessário um material maleável e que não deforme ao longo do tempo. O material novo está em estudo e já foi capaz de acender uma lâmpada de LED.
Enquanto alguns atletas preferem correr ao som do rocknroll, techno e o pop, outros alternam entre o reggae, MPB e até música clássica. Não importa o gosto musical, eles sempre carregam um acessório em comum: os fones de ouvido.
Além de manter o esportista entretido, a música tem a função de aumentar o desempenho e estimular o funcionamento dos músculos através da sua batida. Há ainda atletas que sincronizam seu ritmo de corrida com o da música para conseguir vencer suas metas.
Sempre com fones - É o caso de Rosália Camargo, de 34 anos, que ouve canções de rock e rock progressivo para poder manter o ritmo. A atleta participa de várias provas, como XTerra e Cruce de Los Andes, utilizando os inseparáveis fones. Sempre corro ouvindo música, mas deixo uma dica para os participantes: caso perceba que está perdendo o foco da corrida, aperte o pause, sugere.
Abrir mão dos fones de ouvido também é uma tarefa difícil para Fabio Hisatsugu, de 26 anos. Adepto da corrida na esteira, dentro de academias, o analista de sistemas liga o som para não ser vencido pelo tédio. Gosto de correr ouvindo rock e techno. Não pode ser algo muito lento para não dar preguiça de correr, conta.
De acordo com Hisatsugu, correr com canções que estão fora do ritmo prejudica o treino e dificulta a corrida. Não consigo correr ouvindo música clássica ou country, simplesmente parece que algo está errado e isso causa incômodo. Além disso, acho que a batida te faz lembrar de continuar no mesmo ritmo e não perder o foco, revela.
O lado bom e o lado ruim - Segundo o professor e coordenador do curso de Musicoterapia da Faculdade FMU, Raul Brabo, a música funciona como um organizador para os corredores, que a utilizam em benefício próprio. Hoje em dia está comprovado que músicas aumentam a performance de atletas em prova, por isso é proibido que um corredor solicite que seu ritmo toque na prova. Fones de ouvido ainda são aceitos, explica.
Brabo também recomenda que os atletas consultem um especialista para identificar a sua identidade musical e saber como melhor aproveitá-la. A música também pode ser utilizada como um estimulante, antes da prova, e como relaxante depois de correr, diz.
Confira na próxima página as contra indicações do fone
Apesar de todos os benefícios da música, o musicoterapeuta Raul Brabo alerta: utilizar fones de ouvido por um período superior a quatro horas pode trazer riscos. Caso o atleta participe de provas de longa duração, o indicado é retirar os fones por um determinado período para que haja lubrificação do canal auditivo, feita naturalmente pelo ar, esclarece.
Também não é aconselhável que o esportista ouça as músicas em um volume muito alto, pois esse hábito danifica o canal do ouvido e pode causar perda progressiva da audição. O som alto estimula os músculos e faz com que o atleta sinta mais energia para correr, mas ao mesmo tempo causa lesões irreversíveis. É um paradoxo, alerta.
Tem hora para tudo- Já o personal trainer Felipe Belo não recomenda o uso dos auriculares durante o treinamento dos seus alunos. Segundo ele, a música tira a atenção do atleta de alguns detalhes que precisam ser fiscalizados.
O corredor não consegue sentir e perceber sua ventilação pulmonar. É extremamente importante a coordenação da inspiração e expiração para a manutenção de um bom rendimento durante a corrida, explica. O profissional também conta que, com a música, não é possível ouvir o barulho do calçado e perceber se ele realmente está fazendo o som do amortecimento.
Belo afirma que grande parte de seus alunos não consegue subir na esteira sem os acessórios. Hoje em dia a maioria das pessoas só faz esteira quando está ouvindo música. Caso isso não seja possível, elas acabam treinando por menos tempo, lamenta.
Porém, o personal aprova que a música faça parte da rotina dos atletas, mas não durante a corrida. É interessante as pessoas escutarem as suas trilhas sonoras preferidas antes da corrida, ou utilizar como meio de motivação em determinado período do percurso, conclui.
Atletismo · 12 mar, 2013
Enquanto alguns atletas preferem correr ao som do rocknroll, techno e o pop, outros alternam entre o reggae, MPB e até música clássica. Não importa o gosto musical, eles sempre carregam um acessório em comum: os fones de ouvido.
Além de manter o esportista entretido, a música tem a função de aumentar o desempenho e estimular o funcionamento dos músculos através da sua batida. Há ainda atletas que sincronizam seu ritmo de corrida com o da música para conseguir vencer suas metas.
Sempre com fones - É o caso de Rosália Camargo, de 34 anos, que ouve canções de rock e rock progressivo para poder manter o ritmo. A atleta participa de várias provas, como XTerra e Cruce de Los Andes, utilizando os inseparáveis fones. Sempre corro ouvindo música, mas deixo uma dica para os participantes: caso perceba que está perdendo o foco da corrida, aperte o pause, sugere.
Abrir mão dos fones de ouvido também é uma tarefa difícil para Fabio Hisatsugu, de 26 anos. Adepto da corrida na esteira, dentro de academias, o analista de sistemas liga o som para não ser vencido pelo tédio. Gosto de correr ouvindo rock e techno. Não pode ser algo muito lento para não dar preguiça de correr, conta.
De acordo com Hisatsugu, correr com canções que estão fora do ritmo prejudica o treino e dificulta a corrida. Não consigo correr ouvindo música clássica ou country, simplesmente parece que algo está errado e isso causa incômodo. Além disso, acho que a batida te faz lembrar de continuar no mesmo ritmo e não perder o foco, revela.
O lado bom e o lado ruim - Segundo o professor e coordenador do curso de Musicoterapia da Faculdade FMU, Raul Brabo, a música funciona como um organizador para os corredores, que a utilizam em benefício próprio. Hoje em dia está comprovado que músicas aumentam a performance de atletas em prova, por isso é proibido que um corredor solicite que seu ritmo toque na prova. Fones de ouvido ainda são aceitos, explica.
Brabo também recomenda que os atletas consultem um especialista para identificar a sua identidade musical e saber como melhor aproveitá-la. A música também pode ser utilizada como um estimulante, antes da prova, e como relaxante depois de correr, diz.
Confira na próxima página as contra indicações do fone
Apesar de todos os benefícios da música, o musicoterapeuta Raul Brabo alerta: utilizar fones de ouvido por um período superior a quatro horas pode trazer riscos. Caso o atleta participe de provas de longa duração, o indicado é retirar os fones por um determinado período para que haja lubrificação do canal auditivo, feita naturalmente pelo ar, esclarece.
Também não é aconselhável que o esportista ouça as músicas em um volume muito alto, pois esse hábito danifica o canal do ouvido e pode causar perda progressiva da audição. O som alto estimula os músculos e faz com que o atleta sinta mais energia para correr, mas ao mesmo tempo causa lesões irreversíveis. É um paradoxo, alerta.
Tem hora para tudo- Já o personal trainer Felipe Belo não recomenda o uso dos auriculares durante o treinamento dos seus alunos. Segundo ele, a música tira a atenção do atleta de alguns detalhes que precisam ser fiscalizados.
O corredor não consegue sentir e perceber sua ventilação pulmonar. É extremamente importante a coordenação da inspiração e expiração para a manutenção de um bom rendimento durante a corrida, explica. O profissional também conta que, com a música, não é possível ouvir o barulho do calçado e perceber se ele realmente está fazendo o som do amortecimento.
Belo afirma que grande parte de seus alunos não consegue subir na esteira sem os acessórios. Hoje em dia a maioria das pessoas só faz esteira quando está ouvindo música. Caso isso não seja possível, elas acabam treinando por menos tempo, lamenta.
Porém, o personal aprova que a música faça parte da rotina dos atletas, mas não durante a corrida. É interessante as pessoas escutarem as suas trilhas sonoras preferidas antes da corrida, ou utilizar como meio de motivação em determinado período do percurso, conclui.
Depois de começar a realizar exercícios físicos regulares, é comum o atleta buscar um suplemento que consiga repor a deficiência de nutrientes gastos em suas novas atividades. Porém, utilizar produtos do mercado sem acompanhamento de um nutricionista ou que tenham substâncias ilegais podem trazer sérias consequências.
Alguns tipos de suplementos contêm anfetaminas, drogas sintéticas que têm como efeito uma grande necessidade de movimento e o aumento da capacidade física do usuário, ou seja, a pessoa sob efeito da droga é capaz de praticar atividades que normalmente não conseguiria. Essas substâncias são ilegais e proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em todo o território nacional.
Em um caso mais recente, a imprensa britânica divulgou em fevereiro deste ano que a cabeleireira inglesa Claire Squires morreu enquanto participava da Maratona de Londres, em abril de 2012, vítima de uma parada cardíaca possivelmente provocada pelo suplemento Jack3D. O pré-treino ilegal tem como principal composto o 1,3- dimetilaminamina (DMAA), um tipo de anfetamina estimulante que pode causar até acidentes vasculares cerebrais.
Dentro da cabeça- Além dos problemas físicos causados pelas anfetaminas, elas também podem afetar o sistema nervoso. Esse tipo de droga age interferindo na dopamina e noradrenalina, que têm funções fisiológicas e comportamentais como regular apetite, saciedade, vigília e funções psíquicas, explica Alexandra Maximo Alonso, psicóloga especialista em dependência química.
A profissional também explica que, depois de consumir a droga, a substância demora de 15 a 30 minutos para dar ao atleta sensações de super herói. Isso ocorre porque as anfetaminas aumentam a resistência nervosa, muscular, a capacidade respiratória e a tensão arterial. Também ocorre o aumento do grau de confiança, que pode resultar numa diminuição da autocrítica, conta a especialista.
Na linha de chegada- Depois de alguns momentos, o corredor fica com as pupilas dilatadas, ativo, inquieto e extrovertido. A sensação de bem estar vai embora entre seis e 12 horas após se ingerido (dependendo da via de ingestão) e dá lugar às reações adversas, como sede, desidratação (causada pela transpiração e diarreia), taquicardia, náuseas, má disposição, dor de cabeça, tonturas, vertigens e sono conturbado.
Quando se encontra sóbrio novamente, o usuário tem baixa autoconfiança, e busca novas doses para voltar a ter o aumento da capacidade corporal e psíquica. Para se obter o mesmo efeito é preciso aumentar a dose da droga e seu uso contínuo pode levar à degeneração das células cerebrais, conclui a psicóloga.
Atletismo · 01 mar, 2013
Depois de começar a realizar exercícios físicos regulares, é comum o atleta buscar um suplemento que consiga repor a deficiência de nutrientes gastos em suas novas atividades. Porém, utilizar produtos do mercado sem acompanhamento de um nutricionista ou que tenham substâncias ilegais podem trazer sérias consequências.
Alguns tipos de suplementos contêm anfetaminas, drogas sintéticas que têm como efeito uma grande necessidade de movimento e o aumento da capacidade física do usuário, ou seja, a pessoa sob efeito da droga é capaz de praticar atividades que normalmente não conseguiria. Essas substâncias são ilegais e proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em todo o território nacional.
Em um caso mais recente, a imprensa britânica divulgou em fevereiro deste ano que a cabeleireira inglesa Claire Squires morreu enquanto participava da Maratona de Londres, em abril de 2012, vítima de uma parada cardíaca possivelmente provocada pelo suplemento Jack3D. O pré-treino ilegal tem como principal composto o 1,3- dimetilaminamina (DMAA), um tipo de anfetamina estimulante que pode causar até acidentes vasculares cerebrais.
Dentro da cabeça- Além dos problemas físicos causados pelas anfetaminas, elas também podem afetar o sistema nervoso. Esse tipo de droga age interferindo na dopamina e noradrenalina, que têm funções fisiológicas e comportamentais como regular apetite, saciedade, vigília e funções psíquicas, explica Alexandra Maximo Alonso, psicóloga especialista em dependência química.
A profissional também explica que, depois de consumir a droga, a substância demora de 15 a 30 minutos para dar ao atleta sensações de super herói. Isso ocorre porque as anfetaminas aumentam a resistência nervosa, muscular, a capacidade respiratória e a tensão arterial. Também ocorre o aumento do grau de confiança, que pode resultar numa diminuição da autocrítica, conta a especialista.
Na linha de chegada- Depois de alguns momentos, o corredor fica com as pupilas dilatadas, ativo, inquieto e extrovertido. A sensação de bem estar vai embora entre seis e 12 horas após se ingerido (dependendo da via de ingestão) e dá lugar às reações adversas, como sede, desidratação (causada pela transpiração e diarreia), taquicardia, náuseas, má disposição, dor de cabeça, tonturas, vertigens e sono conturbado.
Quando se encontra sóbrio novamente, o usuário tem baixa autoconfiança, e busca novas doses para voltar a ter o aumento da capacidade corporal e psíquica. Para se obter o mesmo efeito é preciso aumentar a dose da droga e seu uso contínuo pode levar à degeneração das células cerebrais, conclui a psicóloga.
É comum que participantes de corrida de rua reúnam os amigos e colegas para ir a um bar ou restaurante para celebrar seu desempenho após superar seu tempo ou melhorar o rendimento em uma prova. Porém, ficar com o tênis ou camiseta molhada muito tempo depois de concluir a competição pode trazer para a sua pele um bichinho indesejável: o fungo.
Os fungos são microorganismos presentes em toda a parte do meio ambiente, mas estão mais propensos a se multiplicarem em lugares escuros, quentes e úmidos. Normalmente, em atletas, eles aparecem com frequência em axilas, virilhas, pescoço e entre os dedos dos pés.
Suor- Apesar do que se imagina, o suor não é o causador das micoses (infecções causadas por fungos), mas sim um facilitador. O suor é uma secreção asséptica, ou seja, nele não há originalmente qualquer microorganismo. Porém, eles se proliferam com maior facilidade na secreção, seja os fungos ou mesmo as bactérias, que causam mau odor e manchas nas roupas, explica Camila Hofbauer, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A profissional também explica que não existe um tempo limite para que se permaneça com as roupas no corpo, mas o ideal é que elas sejam retiradas no menor tempo possível. O uso de tecidos adequados como o dryfit, meias de algodão e tênis ventilados ajudam a reduzir o risco de micoses, sugere Hofbauer.
Uma das micoses mais frequentes entre esportistas é o pé de atleta, uma maceração (amolecimento da pele) que ocorre entre os dedos dos pés. Muito comumente ela propicia o crescimento de fungos que levam ao desenvolvimento de outras micoses, como a candidíase, alerta a dermatologista.
Mantenha-se seco- Para evitar o mau cheiro e a proliferação desses microorganismos, a profissional dá uma dica: o ideal é que se tenha uma pequena toalha para secar as áreas de dobras e uma troca de roupas e meias. Prender os cabelos e deixá-los longe do suor também ajuda a evitar fungos na nuca e pescoço.
Porém, a melhor solução é tomar um bom banho logo depois da prova para tirar a oleosidade dos cabelos e lavar as áreas de dobras, que acumulam o suor do corpo. Muitas vezes é até indicada o uso de secador de cabelos na temperatura fria nos dedos dos pés. Pessoas com histórico prévio de problemas relacionados ao suor nessa região também podem usar desodorantes antitranspirantes em creme, conclui Camila.
Atletismo · 26 fev, 2013
É comum que participantes de corrida de rua reúnam os amigos e colegas para ir a um bar ou restaurante para celebrar seu desempenho após superar seu tempo ou melhorar o rendimento em uma prova. Porém, ficar com o tênis ou camiseta molhada muito tempo depois de concluir a competição pode trazer para a sua pele um bichinho indesejável: o fungo.
Os fungos são microorganismos presentes em toda a parte do meio ambiente, mas estão mais propensos a se multiplicarem em lugares escuros, quentes e úmidos. Normalmente, em atletas, eles aparecem com frequência em axilas, virilhas, pescoço e entre os dedos dos pés.
Suor- Apesar do que se imagina, o suor não é o causador das micoses (infecções causadas por fungos), mas sim um facilitador. O suor é uma secreção asséptica, ou seja, nele não há originalmente qualquer microorganismo. Porém, eles se proliferam com maior facilidade na secreção, seja os fungos ou mesmo as bactérias, que causam mau odor e manchas nas roupas, explica Camila Hofbauer, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A profissional também explica que não existe um tempo limite para que se permaneça com as roupas no corpo, mas o ideal é que elas sejam retiradas no menor tempo possível. O uso de tecidos adequados como o dryfit, meias de algodão e tênis ventilados ajudam a reduzir o risco de micoses, sugere Hofbauer.
Uma das micoses mais frequentes entre esportistas é o pé de atleta, uma maceração (amolecimento da pele) que ocorre entre os dedos dos pés. Muito comumente ela propicia o crescimento de fungos que levam ao desenvolvimento de outras micoses, como a candidíase, alerta a dermatologista.
Mantenha-se seco- Para evitar o mau cheiro e a proliferação desses microorganismos, a profissional dá uma dica: o ideal é que se tenha uma pequena toalha para secar as áreas de dobras e uma troca de roupas e meias. Prender os cabelos e deixá-los longe do suor também ajuda a evitar fungos na nuca e pescoço.
Porém, a melhor solução é tomar um bom banho logo depois da prova para tirar a oleosidade dos cabelos e lavar as áreas de dobras, que acumulam o suor do corpo. Muitas vezes é até indicada o uso de secador de cabelos na temperatura fria nos dedos dos pés. Pessoas com histórico prévio de problemas relacionados ao suor nessa região também podem usar desodorantes antitranspirantes em creme, conclui Camila.
Atletismo · 04 fev, 2013
Nome: Heloisa
Idade: 30
Dúvida: Olá Dr. Neto,
Ultimamente, venho sentindo sono durante a prática de atividade física, seja ela funcional, aeróbica ou de força. Tenho me alimentado uma hora antes de ir para a academia e gostaria de saber o que pode estar acontecendo. Durmo bem durante a noite e o sono e os bocejos aparecem somente enquanto realizo qualquer atividade física.
Obrigada,
Heloisa
Resposta: Olá Heloísa. Realmente sua queixa não é comum, principalmente pois você nos relata que dorme bem à noite.
Não creio que apresente alguma doença orgânica mais importante, mas talvez a qualidade de seu sono não seja a melhor, ou seja, não é um sono reparador. Uma das possibilidades é que durante a noite você não consiga atingir os estágios mais profundos do sono, o chamado sono REM, e aí esta sensação de cansaço durante a atividade física, que é um período de maior solicitação orgânica.
Talvez uma visita ao Instituto do Sono, na Vila Clementino, próximo à Escola Paulista de Medicina (São Paulo), possa ajudá-la. A pesquisadora que na minha opinião mais conhece sobre o assunto chama-se Hana Kara. Boa sorte!
Resposta concedida pelo Dr. Neto. É médico pós-graduado em Fisiologia do Exercício, especialista em Medicina do Esporte pela SBME e em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT.
Caminhada · 17 jan, 2013
Apesar das constantes chuvas que têm aparecido no final da tarde, alguns esportistas não abrem mão do treino e vão correr mesmo embaixo dágua. Porém, se o corredor não está acostumado a encarar esse percurso molhado, é melhor tomar alguns cuidados antes de se aventurar.
Segundo o Dr. Turíbio Leite de Barros, fisiologista do Esporte Clube Pinheiros e professor de pós-graduação na Unifesp, a primeira preocupação que o atleta deve ter é com a incidência de raios, que são comuns nessa época do ano. Normalmente, o público opta por correr em um espaço aberto, o que torna a prática perigosa, informa.
Para os corredores de primeira viagem, é necessário que haja muita cautela antes de levar o par de tênis para baixo de um temporal. Para os atletas que não estão acostumados a correr na chuva eu recomendo tomar cuidado com o percurso, que estará escorregadio. Os iniciantes sofrem muito com a queda de temperatura brusca do corpo e acaba pegando um resfriado facilmente, detalha.
Entrou na chuva, é pra se molhar- Terminar o treino e continuar com a roupa molhada no corpo para descansar também faz mal para a saúde. Enquanto o atleta corre, a movimentação constante impede que haja perda de calor, porém, assim que ele para a temperatura do seu corpo esfria drasticamente. A recomendação é para que, assim que terminar a corrida, se livrar das roupas encharcadas e tomar um banho quente, sugere.
Apesar da queda de temperatura e do vento, os corredores devem sempre se lembrar de não colocar blusas ou calças de moletom para se aquecerem. A roupa para correr na chuva deve ser própria para corrida. Nada de usar roupas de algodão, que absorvem mais água e impedem o corpo de transpirar. Além disso, o peso do tecido molhado pode causar lesões, conta.
Em caso de terrenos irregulares, o cuidado com as freadas bruscas deve ser redobrado. Mesmo usando um calçado adequado, as pessoas perdem o equilíbrio e deslizam por alguns tipos de piso. Essas manobras podem resultar em uma lesão grave, finaliza o profissional.
Atletismo · 16 jan, 2013
Aproveitando o início do ano e as resoluções dele recorrentes, bem como a temporada de verão e a busca por um corpo perfeito, a fabricante de suplementos nutricionais Nutrilatina aposta no lançamento de seis novos produtos. Com enfoque no emagrecimento e o aumento de força durante os exercícios, a linha pretende popularizar tipos de suplementos menos conhecidos.
Emagrecimento- São três produtos ligados à perda de gordura. O Green Coffee é um termogênico, que acelera o metabolismo e inibe a ingestão calórica (reduz o apetite). Já o Super HD estimula a eliminação de líquidos, o que favorece a definição muscular. O X Shred é semelhante: acelera o metabolismo e a queima de gordura, também com controle de apetite.
Preços médios:
Força- Outros três dos lançamentos da Nutrilatina estão relacionados com o ganho de força para melhor performance em exercícios de hipertrofia ou definição muscular. O Testo Booster auxilia na produção de testosterona, o que resulta em mais potência. O N.O. Intense é um vasodilatador, que aumenta a irrigação de sangue nos tecidos e consequentemente aumenta a performance. Por fim, o Vitplex é um complexo vitamínico com ação antioxidante, que protege o corpo da ação dos radicais livres.
Preços médios:
Atletismo · 15 jan, 2013
Voltada para o mercado de produtos destinados ao emagrecimento, a Herbalife inicia o ano anunciando o lançamento de suplementos esportivos. A linha 24 Hours é destinada para atletas profissionais ou amadores que buscam complementar a dieta, maximizar os ganhos dos treinos, acelerar a recuperação ou otimizar o rendimento.
A divulgação da linha ocorre em meio à polêmica que a empresa enfrenta nos Estados Unidos acusações de que seu modelo de negócio é baseado no recrutamento de distribuidores e não na venda de produtos. Apesar do momento conturbado com as críticas ao esquema de pirâmide praticado pela Herbalife, a aposta na linha de suplementos foi mantida.
As pessoas estão cada vez mais preocupadas em inserirem hábitos saudáveis em sua rotina e a linha Herbalife24 Hours chega como mais uma opção aos atletas que buscam melhorar seu desempenho, diz o Diretor de Marketing da empresa no Brasil.
A linha chega ao país com quatro produtos: Hydrate, Prolong, Rebuild Endurance e Rebuild Strength. Como os nomes em inglês sugerem, cada um tem um propósito bem definido.
Hydrate- Hidroeletrolítico, este suplemento é designado para prevenir desidratação e repor os minerais perdidos com a prática de atividades físicas. À base de dextrose, é recomendado para antes, durante e depois do treino.
Preço médio: R$ 125,00
Prolong- Para ser consumido durante o exercício, este suplemento tem como objetivo manter os estoques de energia altos, evitando uma queda de rendimento. Tem em sua composição maltodextrina, frutose e whey protein (proteína isolada do soro do leite).
Preço médio: R$ 187,00
Rebuild Endurance- Indicado para ser consumido após treinos intensos com mais de uma hora de duração, este suplemento traz maltodextrina, sacarose, whey protein e caseína em sua composição. É recomendado para reposição energética.
Preço médio: R$ 249,00
Rebuild Strength- Voltado para crescimento muscular, este produto é o equivalente ao whey protein traz 25 gramas de proteína por porção (50,5 gramas). Assim como o Rebuild Endurance, é indicado para consumo pós-treino.
Preço médio: R$ 307,00
Atletismo · 14 jan, 2013
O diabetes representa a maior causa de cegueira da atualidade e, como veremos adiante, essa não é a sua única complicação. Existem 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que metade deles não sabe que é portador da doença. No Brasil, há 14 milhões de doentes, muitos deles sem diagnóstico e sem tratamento. O diabetes também é uma importante causa de morte nos dias atuais.
Definição e tipos de diabetes- Diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por aumento do nível de glicose no sangue (hiperglicemia). Para que funcionem adequadamente, as células precisam de um combustível, que é, justamente, a glicose. Porém, para que a glicose penetre nas células é necessário um hormônio chamado insulina.
Existem, basicamente, dois tipos de diabetes. Diabetes tipo 1, na qual a insulina está ausente.
Diabetes tipo 2, na qual a insulina está presente, porém as células não respondem a ela (é o que chamamos de resistência à insulina).
Possíveis sintomas- Sede, vontade de urinar com frequência, fome, perda de peso, visão turva, formigamento nas mãos e nos pés, infecções vaginais, são alguns dos sintomas que podem decorrer do diabetes. Mas ela também pode ser assintomática.
Fatores de risco- Os principais fatores para o desenvolvimento do diabetes são: obesidade, excesso de ingestão de açúcar e gordura, sedentarismo, stress, alcoolismo, idade e hereditariedade.
Possíveis complicações- Hipertensão, derrame cerebral, hemorragias na retina, cegueira, infartos, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, distúrbios de cicatrização e amputações são complicações que podem decorrer do diabetes.
Tratamento- O tratamento do diabetes pode variar de acordo com o tipo e o nível de glicemia e pode incluir: alimentação apropriada, exercícios físicos, hipoglicemiantes orais e insulina.
Prevenção- Pode-se prevenir o diabetes tipo 2 da seguinte forma: controlando o peso, exercitando-se com regularidade, alimentando-se corretamente, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas, dormindo bem e mantendo o stress sob controle. Infelizmente, não é possível prevenir o diabetes tipo 1.
Efeitos dos exercícios no controle do diabetes- Para começar, os exercícios combatem alguns fatores de risco para o diabetes como: obesidade, sedentarismo, stress. Mas não é só isso. Eles também favorecem a penetração da glicose nas células musculares (em atividade) mesmo na ausência de insulina.
Além disso, os músculos em exercício absorvem e queimam mais glicose proveniente da corrente sanguínea, favorecendo o controle da glicemia. Os exercícios também melhoram a sensibilidade à insulina em pacientes com resistência à substância.
Alimentação e diabetes- A principal recomendação alimentar para os diabéticos é evitar a ingestão de doces, bolos, tortas, sorvetes, refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Eles também devem evitar massas elaboradas com farinha branca e arroz branco.
Todos esses itens têm alto índice glicêmico (fazem a glicemia aumentar rapidamente), por isso, devem ser substituídos por alimentos com índice glicêmico mais baixo (por exemplo: pães elaborados com farinha 100% integral e arroz integral). Deve-se evitar, ainda, o consumo de frituras, carnes gordurosas e bebidas alcoólicas. O consumo de vegetais frescos deve ser priorizado.
Sono e controle emocional- Ambos são importantes na prevenção e no tratamento do diabetes, pois seu descontrole representa uma fonte de stress, que, por sua vez, predispõe a resistência à insulina.
Atletismo · 26 dez, 2012
Com o objetivo de ajudar os esportistas a manter o ritmo durante os treinos e no dia-a-dia, a Fila lançou um novo aplicativo que faz uma seleção de músicas que se ajusta a rotina de cada pessoa. Intitulado F.Beat, a playlist é montada por meio de características pessoais fornecidas pelo usuário em uma página da rede social facebook.
Quando acessado, o interessado deve fornecer para o aplicativo dados como tempo de treino, ritmo de corrida e estilos musicais preferidos. Caso o usuário não tenha treino regular, também é possível produzir uma trilha sonora para se preparar para atividades do dia-a-dia, como reunião com o chefe e momento de relaxamento. Assim que concluído, é possível baixar a playlist para o computador.
Antes de disponibilizar o aplicativo para os consumidores, a Fila analisou os perfis musicais do corredor tanzaniano Alphonce Simbu e da atleta queniana Nancy Kiprop, patrocinados pela marca. Enquanto Simbu escolheu um treino praticamente composto por rock, a estrangeira fez questão de se jogar nos acordes brasileiros na hora do treino.
Para produzir a sua faixa personalizada, acesse a página da Fila migre.me/cy6UT e participe. O F. Beat só funciona em computadores, mas a música baixada pode ser exportada para qualquer aparelho de reprodução.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026