Na tentativa de melhorar o próprio desempenho, é comum as pessoas submeterem o músculo a um esforço acima do normal e, consequentemente, interromperem a atividade física por conta de uma lesão. Neste momento é melhor pegar gelo e fazer uma compressa ou ir atrás de uma bolsa de água quente?
De acordo com a fisiologista Natália L. Reinecke, acertou quem escolheu a primeira opção. Colocar um pouco de gelo envolto em um pano (para não queimar a pele), ou segurar uma bolsa de gel com efeito gelado diretamente no local no momento em que a lesão acontece, irá aliviar a dor e diminuir o inchaço causado pelo trauma.
O mais indicado é que o atleta fique em repouso e coloque a bolsa de água quente no local somente depois que a fase aguda passar, o que pode levar alguns dias em certos casos. O tratamento com o calor, ou termoterapia, é indicado para diminuir a dor, aumentar a flexibilidade dos músculos e diminuir a rigidez das articulações. Deve ser usada após a fase aguda de dor, indica Natália.
Como evitar levar suas lesões para a nova temporada?
Complicações - A troca na ordem dos procedimentos pode significar mais dor e um período de repouso maior. O uso do calor provoca uma maior dilatação dos vasos sanguíneos no local, podendo piorar a dor e o edema quando usado durante a fase aguda da lesão, explica a profissional.
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| A bolsa de gelo deve ser utilizada no momento em que a lesão ocorre. Foto: Licença Creative Commons |
Procedimentos - A primeira atitude do atleta assim que sentir o desconforto ou dor intensa é parar imediatamente de praticar a atividade física. Continuar a forçar o músculo pode fazer com que uma microlesão se transforme em um grande trauma, de acordo com a profissional.
Conheça três fatores que podem te afastar da corrida
Caso o dano não tenha sido grave, a indicação é de repouso. Deve-se esperar algum tempo antes de retornar à atividade esportiva. Este tempo dependerá do grau da lesão e, neste sentido, a fisioterapia poderá ajudar a acelerar o processo de recuperação e reintegração do atleta à atividade, sugere a fisiologista.
Em caso de lesões graves, deve-se dirigir imediatamente para um pronto socorro para que um médico possa analisar a gravidade. Em alguns casos, é necessária a imobilização do local afetado.
Alogamento - Segundo Natália, quando um atleta sofre um estiramento muscular não é indicado realizar o alongamento. O procedimento poderá agravar a situação.
Atletismo · 19 abr, 2013
Na tentativa de melhorar o próprio desempenho, é comum as pessoas submeterem o músculo a um esforço acima do normal e, consequentemente, interromperem a atividade física por conta de uma lesão. Neste momento é melhor pegar gelo e fazer uma compressa ou ir atrás de uma bolsa de água quente?
De acordo com a fisiologista Natália L. Reinecke, acertou quem escolheu a primeira opção. Colocar um pouco de gelo envolto em um pano (para não queimar a pele), ou segurar uma bolsa de gel com efeito gelado diretamente no local no momento em que a lesão acontece, irá aliviar a dor e diminuir o inchaço causado pelo trauma.
O mais indicado é que o atleta fique em repouso e coloque a bolsa de água quente no local somente depois que a fase aguda passar, o que pode levar alguns dias em certos casos. O tratamento com o calor, ou termoterapia, é indicado para diminuir a dor, aumentar a flexibilidade dos músculos e diminuir a rigidez das articulações. Deve ser usada após a fase aguda de dor, indica Natália.
Como evitar levar suas lesões para a nova temporada?
Complicações - A troca na ordem dos procedimentos pode significar mais dor e um período de repouso maior. O uso do calor provoca uma maior dilatação dos vasos sanguíneos no local, podendo piorar a dor e o edema quando usado durante a fase aguda da lesão, explica a profissional.
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| A bolsa de gelo deve ser utilizada no momento em que a lesão ocorre. Foto: Licença Creative Commons |
Procedimentos - A primeira atitude do atleta assim que sentir o desconforto ou dor intensa é parar imediatamente de praticar a atividade física. Continuar a forçar o músculo pode fazer com que uma microlesão se transforme em um grande trauma, de acordo com a profissional.
Conheça três fatores que podem te afastar da corrida
Caso o dano não tenha sido grave, a indicação é de repouso. Deve-se esperar algum tempo antes de retornar à atividade esportiva. Este tempo dependerá do grau da lesão e, neste sentido, a fisioterapia poderá ajudar a acelerar o processo de recuperação e reintegração do atleta à atividade, sugere a fisiologista.
Em caso de lesões graves, deve-se dirigir imediatamente para um pronto socorro para que um médico possa analisar a gravidade. Em alguns casos, é necessária a imobilização do local afetado.
Alogamento - Segundo Natália, quando um atleta sofre um estiramento muscular não é indicado realizar o alongamento. O procedimento poderá agravar a situação.
Atletismo · 15 abr, 2013
A quantidade de mulheres que ingressam na corrida de rua tem aumentado de maneira consistente. Desde que a americana Kathrine Switzer correu a Maratona de Boston em 1967, disfarçada de homem, e quebrou o tabu de que as mulheres "não tinham força e resistência para correr os 42.195 metros", elas não pararam mais de aderir ao movimento de saúde e qualidade de vida por meio da caminhada e corrida.
Aliado a isso, o surgimento nos últimos dez anos de assessorias e circuitos focados no sexo feminino sem dúvida fomentam esta explosão de corredoras nas ruas. Segundo o site Running USA, as mulheres já representam 53% dos corredores naquele país. O número foi apresentado no 19º Congresso Mundial da AIMS (Associação de Maratonas Internacionais e Corridas de Distância) em Praga, em maio de 2012.
Joelho- Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maior que os homens. Para a corrida de rua, esta proporção de lesão no joelho extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas, considerando a mesma intensidade e volume dos treinos. Mas, por que isso ocorreria? Seria o uso do salto alto, força muscular reduzida? Anatomia? Por que o joelho da mulher é mais suscetível a lesões?
Autores que estudam a mulher corredora afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares mais prolongado que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente do joelho. De maneira mais didática, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, por exemplo, o comando vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada chega atrasado em alguns músculos, principalmente nos glúteos médio e mínimo no quadril (músculos estabilizadores da pelve) e no vasto medial (músculo interno da coxa) fazendo com que o fêmur rode para dentro e deixe a patela mais exposta, em contato reduzido das superfícies articulares.
Quanto menor a área de contato, maior a pressão e, consequentemente, maior a chance de lesão crônica de tecidos, em especial a cartilagem patelar. Nos últimos cinco anos, alguns autores provaram existir o valgo dinâmico (figura 1) por meio do exame chamado eletromiografia e da ressonância magnética dinâmica (em movimento) e postulam que o problema de mulheres corredoras é na verdade funcional e não só anatômico como se pensava há 30 anos.
Isso significa que a cada passo da corrida, a mulher estaria sujeita ao valgo dinâmico? Sim. A fase inicial da corrida é chamada de absorção de impacto, no qual a energia cinética do contato do pé ao solo é absorvida através da contração muscular e da flexão do joelho. Havendo o valgo dinâmico, existiria um microtrauma de repetição que em medio e longo prazo desenvolveriam sintomas como a dor, desconforto e inchaço no joelho.
A figura 1 mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem para dentro (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.
Confira na continuação do artigo a caracterização da condromalácia, seus sintomas e tratamento.
Condromalácia- A condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma doença degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela (figura 2).
O termo vem do latim e significa, em sua essência, amolecimento da cartilagem. Muito comentada e estudada desde o início dos anos 90 com o advento da ressonância nuclear magnética como ferramenta diagnostica de lesões no joelho.
Dentre o rol de doenças do joelho da mulher corredora, esta estaria intimamente ligada ao valgo dinâmico e, infelizmente, tratada de maneira incorreta em muitos casos. Acredita-se que a doença desenvolva-se a partir do contato excessivo da cartilagem da rótula que estaria lateralizada em relação ao seu trilho, a tróclea femoral. A distribuição desigual dos pontos de pressão causaria, em longo prazo, morte celular e desarranjo da matriz extra-celular, com consequentes sintomas de dor, crepitação ou sensação semelhante à areia dentro do joelho,estalos e, às vezes, falseios. No início, a lesão dá-se por amolecimento da cartilagem. A seguir, pode haver ulcerações, fissuras, terminando com o desgaste de toda sua espessura, evoluindo, assim como qualquer lesão cartilaginosa, para a osteoartrose.
Graus- Segundo a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem 4 níveis de condromalácia patelar, de acordo com o estágio de deterioração da cartilagem.
O que se sente? - Os principais sintomas são: dor profunda no joelho, às vezes irradiada para a região posterior, desencadeada na corrida e, posteriormente, ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, muitas vezes restringindo para atividades da vida diária. Crepitação e estalos, muitas vezes audíveis são comuns.
Quando existe o acúmulo de líquido dentro do joelho, conhecido popularmente como água no joelho indica haver agravo da doença com uma complicação comum denominada sinovite, uma reação inflamatória da membrana sinovial que reveste o joelho.
Como se trata? - O tratamento fundamenta-se na detecção da presença do valgo dinâmico e de desequilíbrios musculares através do exame físico minucioso, com atenção especial para a musculatura do quadril feminino, observando-se a postura adotada no movimento de descida, detecção de pisada muito pronada pelo teste de baropodometria e avaliação do equilíbrio muscular entre musculatura anterior da coxa (extensores do joelho) e posterior (flexores do joelho) através do teste de força ou avaliação isocinética.
A reabilitação envolve recursos anti-inflamatórios iniciais como o laser e o ultrassom, seguidos da ativação de grupos musculares enfraquecidos, muitas vezes com auxílio da eletroterapia (correntes russa ou australiana), seguida do fortalecimento e aumento do tempo de ativação de grupos musculares através dos treinos proprioceptivos e pliométricos. Muitas vezes, o uso do salto alto deve ser reduzido por determinado período e pisadas muito pronadas ou muito supinadas também devem ser tratadas.
Tratamento cirúrgico - O tratamento cirúrgico da condromalácia patelar nunca deve ser a primeira opção no tratamento da doença e se reserva aos casos em que não houve melhora após reabilitação bem feita com defeito cartilaginoso de graus III ou IV e com encurtamento crônico da retinácula lateral (tecido que segura a patela na região externa). Nestes casos, através da artroscopia do joelho pode-se realizar a regularização da cartilagem lesada (Figura 3), retirada de corpos livres e a soltura da retinácula encurtada, procedimento chamado de release lateral. Terapias adjuvantes como a aplicação intra-articular de ácido hialurônico no período pós-operatório auxilia no tratamento e previne a recidiva de sintomas.
Referências bibliográficas
Grande parte dos atletas decide entrar no mundo dos esportes a partir de uma insatisfação com seu corpo, seja para ganho de massa muscular ou perda de peso. Porém, algumas pessoas confundem o fato de transpirar enquanto praticam a atividade física com o peso da balança.
Existe um grande mito de que correr de agasalho ajuda a perder peso, já que o atleta irá suar mais. Porém, além de não obter resultados concretos, o atleta irá sofrer desidratação e perder massa corporal.
De acordo com o fisiologista Prof. Dr. Ricardo Zanuto, o número menor que aparece na balança após o treino é meramente ilusório. A água é um componente da massa magra, logo, quanto mais água no corpo maior o peso de balança. Muitas pessoas acreditam que por desidratarem, o peso de balança diminui e ela perdeu gordura. Isso não ocorre, basta ela se reidratar novamente que o 'peso' de balança volta, afinal a água não tem valor calórico, explica.
O especialista em personal training pela UGF (Universidade Gama Filho), Felipe Belo, conta que o número de alunos que frequentam as academias com agasalhos vêm caindo, pois ele incentiva o uso de roupas leves. Sempre oriento meus alunos sobre a importância de ir com roupas adequadas e a se hidratar, antes e durante a atividade, completa.
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| Apesar de parecer que a pessoa perdeu peso depois de correr sem se hidratar, basta ela tomar água para que a balança mostre o mesmo número. Foto: Ana Fernandez/ stock.xchng |
Correr para o bebedouro - Submeter-se a um grande esforço físico em um local ou em condições abafadas podem trazer consequências sérias para a saúde. Com a desidratação extrema, o corpo pode entrar em hipertermia (aumento abrupto de temperatura corporal), isso pode levar a rabdomiólise (perda de massa muscular esquelética) e limitar o exercício, discorre Zanuto.
Além disso, em casos de desidratação seguido de perda excessiva de sal (chamada hiponatremia) o indivíduo pode ficar com o sangue mais "grosso". Com a redução do sal circulante, órgãos como o coração e rins podem sofrer para bombear e filtrar o sangue, respectivamente, podendo o quadro evoluir até a própria morte, restringe o fisiologista.
Do jeito certo - Segundo Dr. Ricardo Zanuto, o atleta que treina com roupas leves não perde menos peso. O que faz alguém perder mais ou menos gordura é o tipo de exercício que está sendo realizado, volume, frequência, intensidade, orienta.
Além disso, secar o suor enquanto treina não é bom, pois o ato de transpirar regula a temperatura da pele e impede que o corpo superaqueça. Conforme o corpo resfria o atleta se sente mais confortável para continuar o exercício.
Atletismo · 09 abr, 2013
Grande parte dos atletas decide entrar no mundo dos esportes a partir de uma insatisfação com seu corpo, seja para ganho de massa muscular ou perda de peso. Porém, algumas pessoas confundem o fato de transpirar enquanto praticam a atividade física com o peso da balança.
Existe um grande mito de que correr de agasalho ajuda a perder peso, já que o atleta irá suar mais. Porém, além de não obter resultados concretos, o atleta irá sofrer desidratação e perder massa corporal.
De acordo com o fisiologista Prof. Dr. Ricardo Zanuto, o número menor que aparece na balança após o treino é meramente ilusório. A água é um componente da massa magra, logo, quanto mais água no corpo maior o peso de balança. Muitas pessoas acreditam que por desidratarem, o peso de balança diminui e ela perdeu gordura. Isso não ocorre, basta ela se reidratar novamente que o 'peso' de balança volta, afinal a água não tem valor calórico, explica.
O especialista em personal training pela UGF (Universidade Gama Filho), Felipe Belo, conta que o número de alunos que frequentam as academias com agasalhos vêm caindo, pois ele incentiva o uso de roupas leves. Sempre oriento meus alunos sobre a importância de ir com roupas adequadas e a se hidratar, antes e durante a atividade, completa.
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| Apesar de parecer que a pessoa perdeu peso depois de correr sem se hidratar, basta ela tomar água para que a balança mostre o mesmo número. Foto: Ana Fernandez/ stock.xchng |
Correr para o bebedouro - Submeter-se a um grande esforço físico em um local ou em condições abafadas podem trazer consequências sérias para a saúde. Com a desidratação extrema, o corpo pode entrar em hipertermia (aumento abrupto de temperatura corporal), isso pode levar a rabdomiólise (perda de massa muscular esquelética) e limitar o exercício, discorre Zanuto.
Além disso, em casos de desidratação seguido de perda excessiva de sal (chamada hiponatremia) o indivíduo pode ficar com o sangue mais "grosso". Com a redução do sal circulante, órgãos como o coração e rins podem sofrer para bombear e filtrar o sangue, respectivamente, podendo o quadro evoluir até a própria morte, restringe o fisiologista.
Do jeito certo - Segundo Dr. Ricardo Zanuto, o atleta que treina com roupas leves não perde menos peso. O que faz alguém perder mais ou menos gordura é o tipo de exercício que está sendo realizado, volume, frequência, intensidade, orienta.
Além disso, secar o suor enquanto treina não é bom, pois o ato de transpirar regula a temperatura da pele e impede que o corpo superaqueça. Conforme o corpo resfria o atleta se sente mais confortável para continuar o exercício.
Atletismo · 01 abr, 2013
Um fato indiscutível é que um corredor que se propõe a começar a colocar metas em seus treinos com provas de dez quilômetros, meia maratona, maratonas, ultramaratonas e os mais diversos tipos de corridas que existem hoje, corre mais risco de adquirir uma lesão do que o corredor de academia, que está preocupado apenas em manter um nível saudável de atividade física.
Isso nos leva ao fato de que praticamente todos os corredores de rua já tiveram, têm ou terão diversas lesões como tendinopatias (tendinites), fraturas por estresse, lesões musculares, desgastes articulares e muitas outras. Mas não é este o fato que faria com que os corredores parassem de correr, pois é melhor ter lesões ortopédicas do que doenças cardiovasculares ou outras doenças ligadas ao sedentarismo.
O problema é que quando ocorre alguma lesão o corpo não reage apenas naquele local. Durante a fase de cicatrização, o corredor muda sua rotina (muitas vezes se movimenta menos), e por esse motivo, além de ocorrer o processo de cicatrização no local, podem ocorrer aderências teciduais na região em volta da lesão ou até em locais distantes. Isso faz com que quando o atleta volte a se movimentar comece a sentir dores ou rigidez em lugares diferentes, sensações difusas de incomodo que muitas vezes podem ser confundidas com uma lesão persistente, e este processo na verdade é natural.
Essas aderências, também chamadas de fibroses, nada mais são do que um processo causado por fatores como a diminuição de movimento entre os tecidos pela inatividade da fase de cicatrização, microlesões causadas pelo retorno aos treinos (dor muscular tardia) e movimentos repetitivos do dia a dia. Esses esforços podem levar ao acúmulo de tensão muscular fazendo com que o ambiente fique mais ácido e estimule ainda mais o depósito de fibras entre os músculos e fáscias, dando esta sensação de rigidez e às vezes até mesmo dor.
Para evitar este tipo de ocorrência, na medida em que o processo de tratamento pós-lesão permita, o alongamento diário é muito bem vindo. A terapia manual para liberação miofascial (músculos e fáscias) também pode ajudar muito se feita por um profissional habilitado, pois muitos pacientes chegam ao consultório reclamando que foram fazer uma massagem e ficaram com mais dor, provavelmente porque a massagem foi feita sobre uma lesão ou estimulando um processo chamado de inibição recíproca, no qual se estimula o relaxamento demasiado de um grupo muscular contrário (antagonista) ao grupo muscular contraturado e isto provoca um aumento da contratura.
A diferença entre Terapia Manual e massagem é que a Terapia Manual é feita com o objetivo de melhora da biomecânica e liberação miofascial, às vezes até mesmo de forma reflexa, trabalhando a musculatura oposta. Já na massagem comum é feita uma sequência de manobras que não levam em consideração a biomecânica e nem a lesão especificamente, por isso muitas vezes o resultado é positivo, mas pode ocorrer piora da dor.
Portanto, quando estiver voltando aos treinos e sentirem que existe alguma rigidez ou dor nova não se desespere, consulte o profissional que te orientou durante todo processo de reabilitação, pois pode ser só uma aderência!
Bons treinos!
Atletismo · 31 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria de Donata Lutosa publicada em 2008:
Por isso para continuar em forma depois da Páscoa é necessário prestar atenção em alguns cuidados básicos. De acordo com o nutricionista Danilo Balu, algumas regras bem simples podem diminuir a vontade de comer chocolate:
Mas essa guloseima, por incrível que pareça, não é tão ruim para a saúde. Segundo o nutricionista, é possível encontrar antioxidantes no chocolate amargo e são eles que combatem o envelhecimento, além de ajudar a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue e a incidência de alguns tipos de câncer.
Claro que por ser altamente calórico, qualquer chocolate deve ser consumido com moderação, inclusive por atletas. Ele pode possuir altas taxas de gordura saturada e colesterol, lembra Balu.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é possível consumir até 50 gramas de chocolate por dia, esse é o limite saudável. Além disso, o chocolate menos calórico e mais benéfico para a saúde é o amargo, por apresentar mais porcentagem de cacau.
Quanto mais amargo, melhor. Do ponto de vista calórico, o light possui menos calorias que o normal. Já o diet pode possuir tanto quanto, ou até mais calorias que o normal. Ou seja, se já passou da cota, prefira sempre um light amargo, finaliza o nutricionista.
Atletismo · 29 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria do Dr. Nabil Ghorayeb publicada em 2003:
Na antiga civilização Maia foi chamado de ALIMENTO dos DEUSES. Delicioso, energético e muitos dos seus consumidores adoram serem chamados de chocólatras, mas afinal podemos consumi-lo sem culpa?
A ciência responde SIM! Porém, OK! Chocolate é bom para o coração, mas quanto? Buscamos as explicações com a nutricionista Miriam Topein Ghorayeb e de artigos médicos da revista Lancet, de enorme impacto e credibilidade científica.
O chocolate como é apresentado hoje em dia, resulta da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa branca. Na composição do chocolate temos cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar (exceto nos chocolates dietéticos) e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc. O cacau contém substâncias chamados fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto.
Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices do chamado mau colesterol (fração LDL). No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau ou açúcar ou leite. Cada 100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que mora o pecado!
Um dos aspectos negativos do consumo de chocolate é o de que algumas pessoas relacionam o aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Porém, as evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas, na verdade os hábitos de vida pouco saudáveis: alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabete, obesidade abdominal, hipertensão arterial não tratada, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, até 30g por dia, compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios descritos e do sabor, acaba por elevar a quantidade diária de calorias, o que é indesejável, além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.
Não vamos aos extremos da proibição nem da liberação total e irrestrita, porém, não esqueçamos de que muitas verdades científicas atuais podem mudar amanhã, portanto mantenha seu apetite moderado e esteja saudável em todas as épocas do ano!
Atletismo · 27 mar, 2013
Já imaginou poder praticar seu treino de corrida diário e, ao mesmo tempo, gerar energia para carregar seu smartphone? Essa é a proposta de alguns pesquisadores da Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, que criaram um protótipo de tênis que utiliza a energia da pisada para gerar energia elétrica.
Batizado de InStep Nanopower, o novo calçado não têm o mesmo design encontrado em tênis de corrida atuais e utiliza uma pequena bateria escondida na sola para reter a energia produzida na corrida ou caminhada.
O sistema inovador utiliza o impacto nas nanopartículas de metal líquido, localizadas dentro de pequenas bolsas instaladas no solado, próxima dos dedos e no calcanhar, para gerar energia. Essa energia mecânica é normalmente dissipada em forma de calor.
Depois de terminar o treino, basta o indivíduo conectar seu smartphone, tablet, laptop ou outros dispositivos diretamente no calçado por meio de um cabo micro-USB.
Wi-Fi - Enquanto realizavam estudos para produzir o protótipo, os pesquisadores descobriram que grande parte da bateria gasta pelos aparelhos era pela dificuldade de encontrar um sinal de Wi-Fi. Por isso, os cientistas acoplaram no calçado um transmissor que conecta o tênis à torre de transmissão e transfere o sinal para o celular (como um roteador).
Agora, os criadores Tom Krupenkin e J. Ashley Taylor buscam empresas que queiram investir nessa ideia e levar o produto para as prateleiras de lojas.
Atletismo · 27 mar, 2013
Fibromialgia (FM) é uma desordem complexa de dor crônica que afeta cerca de 10 milhões de americanos. Ocorre mais frequentemente em mulheres, mas também atinge homens e crianças, e todas as etnias em menores proporções. Essa doença, para aqueles que desenvolvem sintomas graves, pode ser extremamente debilitante e interferir com atividades básicas diárias.
Diagnóstico - Os critérios de diagnóstico para FM foram estabelecidos em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e adotados no Brasil. Inclui uma história de dor generalizada em todos os quatro quadrantes do corpo por um período mínimo de três meses, e/ou dor em pelo menos 11 pontos dos 18 designados na figura, quando uma quantidade especifica de pressão é aplicada.
É preciso descartar outras causas dos sintomas antes de fazer um diagnóstico de fibromialgia, já que à primeira vista a pessoa não apresenta as características típicas da doença.
Sintomas - Embora crônica, a dor corporal generalizada é o principal sintoma da fibromialgia, uma variedade de outros sintomas são comuns e incluem: fadiga de moderada à grave, distúrbios do sono, problemas de funcionamento cognitivo, insônia ou dificuldade para dormir, dores de cabeça e enxaquecas, ansiedade e depressão, além de alteração de sensibilidade ao toque, luz e som.
A investigação deve seguir com exames neuroendócrinos, buscar alterações fisiológicas que podem contribuir para os sintomas e condições de sobreposição, tais como a síndrome do intestino irritável, lúpus e artrite. Alterações neurológicas também ocorrem, tais como dormência, formigamento e queimação as quais muitas vezes apresentam desconforto ao paciente.
A gravidade da dor e rigidez muscular é frequentemente pior de manhã. Fatores agravantes que afetam a dor incluem frio, umidade, sono não reparador, fadiga física e mental, atividade física excessiva, inatividade física, ansiedade e estresse.
Causas - Pesquisas recentes têm sugerido um componente genético. O distúrbio é muitas vezes visto nas famílias, entre irmãos ou mães e seus filhos. Fibromialgia usualmente ocorre depois de um trauma físico, tal como uma doença ou lesão aguda, a qual pode atuar como um "gatilho" para o desenvolvimento do distúrbio. A dor desencadeia alterações musculares como a tensão/contração e vira um ciclo.
Deve-se dar atenção às alterações do sistema nervoso central, como o mecanismo subjacente de FM. Estudos têm sugerido que os pacientes com FM têm distúrbio generalizado no processamento da dor e uma resposta amplificada para estímulos que não seriam normalmente dolorosos em indivíduos saudáveis.
Tratamento- Uma vez que não existe uma cura conhecida para FM, o tratamento se concentra em aliviar os sintomas e melhorar a função do corpo. Uma variedade de medicamentos de prescrição médica são muitas vezes utilizados para reduzir os níveis de dor e melhorar o sono.
Corrida-Entre as substâncias aprovadas pela Food and Drug Administration dos EUA para tratamento da doença estão Lyrica (pregabalina), Cymbalta (duloxetina) foi aprovada em junho de 2008, e Savella (milnaciprano) em janeiro de 2009. Terapias alternativas, tais como a liberação de massagem, miofasical, acupuntura, quiropraxia, suplementos de ervas e ioga, podem ser ferramentas eficazes no manejo de sintomas de FM mas nenhuma tem mostrado tantos resultados positivos quanto a corrida.
A corrida atua reduzindo o estresse, ajuda no relaxamento e melhora a função cognitiva cerebral, já que estimula a liberação de hormônios que pode ajudar a minimizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos fibromiálgicos.
Fonte: National Fibromyalgia Association (NFA)
Atletismo · 26 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria de Bruna Iasi publicada em 2008:
O chocolate é apresentado de diversas formas e sabores. Existem algumas diferenças entre os tipos principais:
O seu consumo nos últimos tempos, esteve associado à maior ingestão de gorduras saturadas com conseqüente elevação do colesterol e aumento do risco de doenças crônicas (pressão alta, diabetes). No entanto, atualmente verifica-se uma tendência à valorização do chocolate, com realização de estudos comprovando seus benefícios à saúde e estimulando o seu consumo diário.
O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. O consumo moderado de chocolate amargo pode trazer benefícios para a saúde humana devido à presença de flavonóides, além das propriedades antioxidantes. Este também possui cafeína e sua ingestão faz com que o corpo libere neurotransmissores como a endorfina, que diminui o stress e aumenta a sensação de bem estar.
Bom para o coração - Os flavonóides, encontrados no cacau, são os responsáveis pelos efeitos benéficos do chocolate no coração. Eles ajudam a prevenir a formação de placas de gorduras que podem levar a infartos e/ou AVC (acidente vascular cerebral), além de ajudar a diminuir a pressão arterial e aumentar os níveis do bom colesterol (HDL).
Comparando a quantidade de flavonóides encontrados entre os três tipos de chocolates, o amargo e o meio-amargo apresenta maiores concentrações que o ao leite, já o chocolate branco não apresenta quantidades significativas. Isso porque o chocolate meio-amargo é o que possui maiores quantidades de cacau em sua composição.
Desta forma, podemos dizer que se consumido com moderação o chocolate é o mocinho da história. Uma quantidade moderada (30g) de chocolate amargo por dia pode trazer muitos benefícios, poucas calorias, além da ótima sensação de bem estar. Porém, se consumido de forma exagerada ele pode se tornar prejudicial devido ao excesso de gordura saturada, o que anularia os seus benefícios. Então, consuma com moderação.
Atletismo · 19 mar, 2013
Depois de participar de uma prova, nada melhor do que aproveitar o ritmo, correr para casa e tomar um banho para retirar as impurezas do corpo. Mas cuidado: se a ducha não for feita de maneira adequada pode ter o efeito contrário e fazer mal à saúde.
É o que explica Camila Hofbauer, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Esfregar a pele com a bucha diariamente pode ser muito prejudicial. Esse ato remove a proteção natural que temos, o manto lipídico cutâneo, deixando a derme suscetível a algumas doenças, explica.
Segundo Hofbauer, as esponjas só devem ser usadas se a pessoa apresentar alguma mancha visível, como tinta ou terra, que não sai somente com a ajuda do sabão. Se o propósito é realizar uma esfoliação, a recomendação é usá-las uma vez por semana.
No caso de atletas, o uso do sabonete é imprescindível nas dobras como axilas, virilhas, áreas íntimas e nos pés. Nas demais partes do corpo, muitas vezes somente a água escorrendo já é suficiente, exceto se houver sujeira visível, completa a especialista.
Água quente - Outro hábito ruim é tomar banho com a água em temperatura muito acima do que a nossa pele suporta. O ideal é que a água esteja morna, o suficiente para não fazer grande quantidade de vapor no banheiro.
De acordo com a dermatologista, a combinação da água quente com o excesso do uso de sabonetes e buchas pode causar doenças de pele. Quando há a remoção da proteção natural cutânea o indivíduo pode desenvolver eczema asteatósico, uma reação que provoca muita coceira, e lesões avermelhadas e descamativas, causadas pelo ressecamento, informa Camila.
Na ducha - A dica para manter a saúde cutânea em dia é utilizar sabonetes com componente hidratante e não permanecer embaixo da água por um tempo superior a dez minutos. Na hora de passar o sabonete o recomendável é usar a espuma nas mãos para aplicá-lo e não passar o produto diretamente na pele.
A dermatologista também sugere o uso de cremes e loções hidratantes diariamente. Esses produtos irão recompor a hidratação perdida no banho. Eles devem ser aplicados logo após o banho com a pele ainda levemente úmida para um melhor efeito hidratante, conclui.
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