Marcha Atlética

Saiba como a fadiga pode influenciar nas lesões esportivas

O Webrun estreia esse mês um novo colunista de fisioterapia, Claudio Cotter. Nesse primeiro artigo ele vai abordar a questão da fadiga relacionada às lesões nos esportistas.

A corrida de rua mundialmente se tornou o esporte com maior crescimento em número de adeptos e eventos, mas como já sabemos isso traz muita gente desinformada e praticantes de final de semana. Em muitos casos, a busca pela excelência leva o corpo à fadiga extrema e é a partir daí que surgem muitas lesões.

Podemos verificar alterações posturais na maior parte das pessoas e, se fizermos uma análise minuciosa, poderíamos até tentar prever possíveis lesões que cada indivíduo poderia desenvolver futuramente apenas pela relação entre as articulações. Isso porque existe uma biomecânica estudada e definida como ideal e tudo que foge deste ideal, teoricamente, poderia levar a uma lesão. Na prática não é bem assim. Prever uma lesão se torna algo como tentar prever uma queda da bolsa de valores, pois apesar dos analistas usarem todo seu conhecimento, teorias e analises de gráficos, ainda assim eles erram.

É imprescindível que as forças rotacionais e de impacto que passam pelas articulações sejam devidamente absorvidas. Qualquer força que sofra dissipação, ou seja, qualquer erro biomecânico pode gerar lesões em curto prazo, como tendinopatias, as famosas tendinites por excesso de uso e, em longo prazo, desgastes articulares como a artrose.

Podemos dizer neste caso, quando ocorre um desvio articular constante em um movimento repetitivo como na corrida, que há degradação do movimento. Esse fenômeno pode ocorrer com maior intensidade quando se corre no limite, pois o corpo já está exaurido e nesta hora é mais difícil para os músculos compensarem erros biomecânicos.

Mais do que uma simples lesão - Portanto, quando falamos em lesões por fadiga não estamos falando apenas em lesões musculares, mas também processos crônicos que podem ser muito piores do que uma simples lesão muscular. Também temos que levar em consideração que é comum vermos pessoas com desvios articulares impressionantes que conseguem praticar esporte até a velhice, inclusive sem dor.

Certamente podemos dar crédito para o lado psicossocial da dor, pois algumas vezes temos indivíduos com dor e nenhuma alteração em exames de imagem que justifiquem e, às vezes, indivíduos com alterações importantes com degenerações articulares e nenhuma dor.


Saiba como a fadiga pode influenciar nas lesões esportivas

Caminhada · 06 ago, 2012

O Webrun estreia esse mês um novo colunista de fisioterapia, Claudio Cotter. Nesse primeiro artigo ele vai abordar a questão da fadiga relacionada às lesões nos esportistas.

A corrida de rua mundialmente se tornou o esporte com maior crescimento em número de adeptos e eventos, mas como já sabemos isso traz muita gente desinformada e praticantes de final de semana. Em muitos casos, a busca pela excelência leva o corpo à fadiga extrema e é a partir daí que surgem muitas lesões.

Podemos verificar alterações posturais na maior parte das pessoas e, se fizermos uma análise minuciosa, poderíamos até tentar prever possíveis lesões que cada indivíduo poderia desenvolver futuramente apenas pela relação entre as articulações. Isso porque existe uma biomecânica estudada e definida como ideal e tudo que foge deste ideal, teoricamente, poderia levar a uma lesão. Na prática não é bem assim. Prever uma lesão se torna algo como tentar prever uma queda da bolsa de valores, pois apesar dos analistas usarem todo seu conhecimento, teorias e analises de gráficos, ainda assim eles erram.

É imprescindível que as forças rotacionais e de impacto que passam pelas articulações sejam devidamente absorvidas. Qualquer força que sofra dissipação, ou seja, qualquer erro biomecânico pode gerar lesões em curto prazo, como tendinopatias, as famosas tendinites por excesso de uso e, em longo prazo, desgastes articulares como a artrose.

Podemos dizer neste caso, quando ocorre um desvio articular constante em um movimento repetitivo como na corrida, que há degradação do movimento. Esse fenômeno pode ocorrer com maior intensidade quando se corre no limite, pois o corpo já está exaurido e nesta hora é mais difícil para os músculos compensarem erros biomecânicos.

Mais do que uma simples lesão - Portanto, quando falamos em lesões por fadiga não estamos falando apenas em lesões musculares, mas também processos crônicos que podem ser muito piores do que uma simples lesão muscular. Também temos que levar em consideração que é comum vermos pessoas com desvios articulares impressionantes que conseguem praticar esporte até a velhice, inclusive sem dor.

Certamente podemos dar crédito para o lado psicossocial da dor, pois algumas vezes temos indivíduos com dor e nenhuma alteração em exames de imagem que justifiquem e, às vezes, indivíduos com alterações importantes com degenerações articulares e nenhuma dor.

Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados. Parte 2

No primeiro artigo da série Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados, Danilo Balu nos propõe repensar o que dizem os especialistas sobre o assunto. Na segunda parte ele mostra mais exemplos de que podemos ter aprendido tudo errado..

O que nos faz engordar? Excesso de alimentos? O barateamento deles? Fast food? Um ambiente que promove a economia de atividade física? Afinal, a prosperidade realmente traz obesidade? Há uma relação que intriga qualquer pesquisador, por qualquer filtro que se use, há uma correlação infalível: a parte mais rica da população é mais magra que a parte mais pobre. Ninguém tem a resposta para isso. Melhor acesso à saúde, academias e nutricionistas? Muito provavelmente não.

Para entender melhor a obesidade, Gary Taubes foi estudar a tribo dos Pimas. Eles eram pobres, faziam um trabalho braçal enorme e como falamos de uma época por volta de 1870, eles não tinham acesso a fast food. E mesmo assim eram obesos. Não seria então o quanto eles comem, mas o quê eles comem. Falamos assim de (macro) nutrientes, não calorias. Os Pimas comem muito carboidrato. E assim o é com inúmeros outros povos e populações em diferentes regiões e países do planeta que derrubam um a um a ideia do excesso de alimentos e/ou falta de atividade física como razão pelo excesso de peso ou obesidade.

Por incrível que pareça, há uma carência enorme de experimentos com dietas que controlem as diversas variáveis dos três macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) concomitantes com a oferta de calorias (hipocalórica e normocalórica) como se elas fossem independentes. Uma pesquisa atenta nos revela que dietas com controle de calorias (cardápios com restrição calórica) acabam praticamente e inevitavelmente com modestíssimos resultados finais. E qual a razão?

Para vergonha dos pesquisadores, a culpa muitas vezes é atribuída para a amostra que não teria “seguido a dieta à risca”. Eles podem até estar certos. Mas é certo também que o ser humano quando busca por um determinado resultado (a comprovação de sua tese), vai achando razões para a coisa não ter andado como era esperado. O fato doloroso aos defensores da ideia da restrição calórica, ou seja, praticamente toda a comunidade da área, é que ela simplesmente não funciona. Ou quando funciona, é decepcionantemente ineficaz.

Então Taubes perguntou o básico que ninguém havia se perguntado antes: se a restrição calórica não é a solução, por que comer a mais seria a causa? É comumente aceito que o sedentarismo é uma causa da obesidade. Mas será mesmo?

Um parênteses aqui: Por favor, não ouso sequer discutir os benefícios inerentes e inegáveis do exercício em muitos indicadores de saúde! Limitemo-nos apenas a falar da falácia que pode ser (e provavelmente é) da eficiência do exercício/ esporte/ atividade física como ferramenta de perda de peso.

Uma coisa que intriga os pesquisadores é: por que as populações mais pobres, justamente as que fazem trabalhos mais braçais, são justamente as mais gordas? Bom, isso por si só não invalida a atividade física como ferramenta reguladora do nosso peso, já que eles poderiam comer mais que os mais ricos. Mas e o que dizer da indústria da atividade física crescer em paralelo com o crescimento da obesidade? Porém nada disso é conclusivo também, afinal, poderíamos comer demasiadamente e o exercício não dar conta, mas o fato é que quem pratica sabe que a atividade física queima muito poucas calorias ao mesmo tempo em que dá (muita) fome.

De novo entram os experimentos e, 30 anos de experimentos de todos os tipos, têm uma conclusão: a introdução de uma rotina de atividade física traz um resultado vergonhosamente modesto na perda de peso. Mas estranhamente continuamos a dizer que emagrecimento e esporte combinam. Exercício gera fome e queima poucas calorias. Por que achamos que funciona?

Por que somos tão otimistas achando que emagreceremos treinando e comendo menos? Quem consegue? Quanto mais gastamos fisicamente, maior a fome. Isso não se discute. Ou seja, se as tentativas experimentais de perda de peso com restrição calórica são ineficientes, se os experimentos que focaram no aumento da atividade física também não tiveram resultados encorajadores, por que insistimos com um tratamento que não funciona? Por quê?

Desde o começo do século passado o alemão Carl von Noorden, especialista em diabetes, teorizou que ganhamos peso (engordamos) quando ingerimos mais calorias do que gastamos. Será? Assim como as crianças comem mais porque estão crescendo, por que não podemos comer mais quando estamos engordando? Se a pessoa não fica mais alta quando come, por que engordaria por comer muito? E se alguém viesse e lhe explicasse que comemos muito porque o corpo está engordando?

Em um clássico estudo, ratas que tiveram seus ovários retirados, passaram a comer mais e a engordar. Porém, quando elas foram submetidas a um rigoroso controle da dieta com restrição calórica, elas passaram a engordar do mesmo modo porque praticamente não se movimentavam dando base para a ideia de que comer mais é consequência do ganho de peso e não sua causa!

Uma parte da teoria de Taubes é também dura de entender por ir na contramão. Sabe aquele papo que todo nutricionista gosta de dizer sobre o platô de perda de peso? Bobagem. A nutrição e a educação física são um fracasso completo quando tentam estabelecer gastos calóricos precisos por longos períodos. O fato é que, ao submetermos nosso organismo a uma dieta de perda de peso, ele faz de tudo para reduzir seu gasto, custe o que custar. É isso o que aponta diversos experimentos com animais.

A teoria da aritmética defendida por nutricionistas vai pelo ralo após algumas semanas de dieta. A pessoa não perde peso mesmo consumindo poucas calorias. Um documentário recente da BBC inglesa fez o contrário, submeteu algumas pessoas a uma dieta incrivelmente hipercalórica. Após alguns dias, as pessoas engordaram, mas muito menos do que manda a matemática. Mas por que ainda assim damos atenção às calorias se elas não explicam nem resolvem?


Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados. Parte 2

Caminhada · 30 jul, 2012

No primeiro artigo da série Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados, Danilo Balu nos propõe repensar o que dizem os especialistas sobre o assunto. Na segunda parte ele mostra mais exemplos de que podemos ter aprendido tudo errado..

O que nos faz engordar? Excesso de alimentos? O barateamento deles? Fast food? Um ambiente que promove a economia de atividade física? Afinal, a prosperidade realmente traz obesidade? Há uma relação que intriga qualquer pesquisador, por qualquer filtro que se use, há uma correlação infalível: a parte mais rica da população é mais magra que a parte mais pobre. Ninguém tem a resposta para isso. Melhor acesso à saúde, academias e nutricionistas? Muito provavelmente não.

Para entender melhor a obesidade, Gary Taubes foi estudar a tribo dos Pimas. Eles eram pobres, faziam um trabalho braçal enorme e como falamos de uma época por volta de 1870, eles não tinham acesso a fast food. E mesmo assim eram obesos. Não seria então o quanto eles comem, mas o quê eles comem. Falamos assim de (macro) nutrientes, não calorias. Os Pimas comem muito carboidrato. E assim o é com inúmeros outros povos e populações em diferentes regiões e países do planeta que derrubam um a um a ideia do excesso de alimentos e/ou falta de atividade física como razão pelo excesso de peso ou obesidade.

Por incrível que pareça, há uma carência enorme de experimentos com dietas que controlem as diversas variáveis dos três macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) concomitantes com a oferta de calorias (hipocalórica e normocalórica) como se elas fossem independentes. Uma pesquisa atenta nos revela que dietas com controle de calorias (cardápios com restrição calórica) acabam praticamente e inevitavelmente com modestíssimos resultados finais. E qual a razão?

Para vergonha dos pesquisadores, a culpa muitas vezes é atribuída para a amostra que não teria “seguido a dieta à risca”. Eles podem até estar certos. Mas é certo também que o ser humano quando busca por um determinado resultado (a comprovação de sua tese), vai achando razões para a coisa não ter andado como era esperado. O fato doloroso aos defensores da ideia da restrição calórica, ou seja, praticamente toda a comunidade da área, é que ela simplesmente não funciona. Ou quando funciona, é decepcionantemente ineficaz.

Então Taubes perguntou o básico que ninguém havia se perguntado antes: se a restrição calórica não é a solução, por que comer a mais seria a causa? É comumente aceito que o sedentarismo é uma causa da obesidade. Mas será mesmo?

Um parênteses aqui: Por favor, não ouso sequer discutir os benefícios inerentes e inegáveis do exercício em muitos indicadores de saúde! Limitemo-nos apenas a falar da falácia que pode ser (e provavelmente é) da eficiência do exercício/ esporte/ atividade física como ferramenta de perda de peso.

Uma coisa que intriga os pesquisadores é: por que as populações mais pobres, justamente as que fazem trabalhos mais braçais, são justamente as mais gordas? Bom, isso por si só não invalida a atividade física como ferramenta reguladora do nosso peso, já que eles poderiam comer mais que os mais ricos. Mas e o que dizer da indústria da atividade física crescer em paralelo com o crescimento da obesidade? Porém nada disso é conclusivo também, afinal, poderíamos comer demasiadamente e o exercício não dar conta, mas o fato é que quem pratica sabe que a atividade física queima muito poucas calorias ao mesmo tempo em que dá (muita) fome.

De novo entram os experimentos e, 30 anos de experimentos de todos os tipos, têm uma conclusão: a introdução de uma rotina de atividade física traz um resultado vergonhosamente modesto na perda de peso. Mas estranhamente continuamos a dizer que emagrecimento e esporte combinam. Exercício gera fome e queima poucas calorias. Por que achamos que funciona?

Por que somos tão otimistas achando que emagreceremos treinando e comendo menos? Quem consegue? Quanto mais gastamos fisicamente, maior a fome. Isso não se discute. Ou seja, se as tentativas experimentais de perda de peso com restrição calórica são ineficientes, se os experimentos que focaram no aumento da atividade física também não tiveram resultados encorajadores, por que insistimos com um tratamento que não funciona? Por quê?

Desde o começo do século passado o alemão Carl von Noorden, especialista em diabetes, teorizou que ganhamos peso (engordamos) quando ingerimos mais calorias do que gastamos. Será? Assim como as crianças comem mais porque estão crescendo, por que não podemos comer mais quando estamos engordando? Se a pessoa não fica mais alta quando come, por que engordaria por comer muito? E se alguém viesse e lhe explicasse que comemos muito porque o corpo está engordando?

Em um clássico estudo, ratas que tiveram seus ovários retirados, passaram a comer mais e a engordar. Porém, quando elas foram submetidas a um rigoroso controle da dieta com restrição calórica, elas passaram a engordar do mesmo modo porque praticamente não se movimentavam dando base para a ideia de que comer mais é consequência do ganho de peso e não sua causa!

Uma parte da teoria de Taubes é também dura de entender por ir na contramão. Sabe aquele papo que todo nutricionista gosta de dizer sobre o platô de perda de peso? Bobagem. A nutrição e a educação física são um fracasso completo quando tentam estabelecer gastos calóricos precisos por longos períodos. O fato é que, ao submetermos nosso organismo a uma dieta de perda de peso, ele faz de tudo para reduzir seu gasto, custe o que custar. É isso o que aponta diversos experimentos com animais.

A teoria da aritmética defendida por nutricionistas vai pelo ralo após algumas semanas de dieta. A pessoa não perde peso mesmo consumindo poucas calorias. Um documentário recente da BBC inglesa fez o contrário, submeteu algumas pessoas a uma dieta incrivelmente hipercalórica. Após alguns dias, as pessoas engordaram, mas muito menos do que manda a matemática. Mas por que ainda assim damos atenção às calorias se elas não explicam nem resolvem?

Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados. Parte I

E se o julgamento dos motivos que nos faz engordar já estiver equivocadamente encerrado? E se, como em tantas outras vezes quando falamos de saúde, o veredicto tenha sido mais uma vez errado? E se tudo, TUDO o que nos disseram até hoje, assim como inúmeras outras vezes na história da medicina for um grande, um enorme erro na leitura de todas as evidências? E se as evidências carecem de cuidados básicos na conduta das pesquisas? E se tudo – repito - TUDO for um imenso, um vergonhoso e desastroso equívoco?

Em 1934, a pediatra alemã Hilde Bruch se mudou para Nova Iorque e notou um incrível número de crianças obesas no novo país, os EUA. “Qual o problema com elas?”. Ela começou então a tentar tratar os obesos. Fazê-los comer menos (dieta hipocalórica) e não resolveu. Mesmo eles passando muita fome não houve sucesso. Veja bem, isso foi duas décadas antes da explosão do fast food, justamente hoje apontado como um grande vilão.

Michael Pollan em “In Defense of Food” (1957) levanta a tese que diz que não deveríamos comer mais do que o corpo precisa. Esta é a ideia central do “balanço calórico”, pois o peso seria resultado da aritmética da entrada (consumo de calorias) com a saída (gasto energético). Ideia tão persuasiva, simples e convincente que acabou virando uma lei impossível de ser contestada. Passamos desde essa época a adotar isso como base. Vejam só, seguimos orientações datadas de 1957 sem contestação!

Malcolm Gladwell em um interessante texto de 1998 disse que a medicina ortodoxa tende sempre a assumir como correto algumas diretrizes do passado, mas uma análise calma mostra que frequentemente ela está errada. Cabe a nós ver se esta, o controle do peso pelo “balanço calórico”, também é correta.

Poucas pessoas vêm mexendo mais na nutrição do que um jornalista incapaz de diferenciar um rabanete de um salame. A incompetência de Gary Taubes vestindo um avental em um consultório é diametralmente oposta à sua obsessão por revisar tudo o que foi produzido vergonhosamente de maneira equivocada no assunto “controle de peso”. Para Taubes, o balanço (ou equilíbrio) calórico, base de toda a nutrição hoje, é um completo non-sense. E é difícil não prestar muita atenção ao que ele diz. Sua tese é longa e complexa, mas resumidamente ele diz que não engordamos por comermos demais, nem tampouco por nos movimentarmos de menos.

Hormônios e calorias - Muito provavelmente a perda de peso de alguém com sobrepeso se dará sacrificando alguma coisa, mas o que exatamente deve ser sacrificado? E este é o drama, pois infelizmente a nutrição e seus profissionais não sabem, por mais que eles tentem te convencer do contrário. Há uma lógica cruel no raciocínio de Taubes ignorado por muitos: o crescimento de uma pessoa está sempre relacionado aos hormônios e não à quantidade energética consumida.

Um adolescente ou uma criança não cresce por que ela come demais, mas ela come demais porque ela cresce. E por que então não seria assim também no momento de engordar? Por que comer mais seria uma causa? Mais do que balanço energético, quando o indivíduo engorda estamos falando de um desbalanço hormonal, não calórico. Nesta lógica, segure-se! Nós comemos mais porque estamos engordando e não o contrário! Comer mais é uma consequência do engordar e não sua causa!

Discordâncias teóricas à parte, o que nenhum profissional da área nega é que com o aumento da insulina na corrente sanguínea há acúmulo de gordura. A insulina está diretamente relacionada ao nosso consumo de carboidratos. Quanto mais carboidrato comemos, mais engordamos.

Antes de você negar tudo, aviso, voltaremos ao tema no próximo artigo, já que o assunto é longo e exige espaço. O que peço é que leia com calma, sem conclusão pré-concebida; isto porque a ineficiência e incompetência de médicos, nutricionistas e educadores físicos na orientação para perda de peso é tão escandalosa que o assunto deveria ser menos discutido como religião e mais como ciência. Se o “remédio” dieta hipocalórica vem sendo aplicado há décadas sem sucesso, será que eles estão mesmo certos do que dizem? Não é hora de rever muita coisa?

Quando falamos em nutrição, o que mais preocupa é que, infelizmente, a aplicação de ciência é o que menos existe. Acompanhe nos próximos artigos. (Parte 2)


Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados. Parte I

Caminhada · 25 jul, 2012

E se o julgamento dos motivos que nos faz engordar já estiver equivocadamente encerrado? E se, como em tantas outras vezes quando falamos de saúde, o veredicto tenha sido mais uma vez errado? E se tudo, TUDO o que nos disseram até hoje, assim como inúmeras outras vezes na história da medicina for um grande, um enorme erro na leitura de todas as evidências? E se as evidências carecem de cuidados básicos na conduta das pesquisas? E se tudo – repito - TUDO for um imenso, um vergonhoso e desastroso equívoco?

Em 1934, a pediatra alemã Hilde Bruch se mudou para Nova Iorque e notou um incrível número de crianças obesas no novo país, os EUA. “Qual o problema com elas?”. Ela começou então a tentar tratar os obesos. Fazê-los comer menos (dieta hipocalórica) e não resolveu. Mesmo eles passando muita fome não houve sucesso. Veja bem, isso foi duas décadas antes da explosão do fast food, justamente hoje apontado como um grande vilão.

Michael Pollan em “In Defense of Food” (1957) levanta a tese que diz que não deveríamos comer mais do que o corpo precisa. Esta é a ideia central do “balanço calórico”, pois o peso seria resultado da aritmética da entrada (consumo de calorias) com a saída (gasto energético). Ideia tão persuasiva, simples e convincente que acabou virando uma lei impossível de ser contestada. Passamos desde essa época a adotar isso como base. Vejam só, seguimos orientações datadas de 1957 sem contestação!

Malcolm Gladwell em um interessante texto de 1998 disse que a medicina ortodoxa tende sempre a assumir como correto algumas diretrizes do passado, mas uma análise calma mostra que frequentemente ela está errada. Cabe a nós ver se esta, o controle do peso pelo “balanço calórico”, também é correta.

Poucas pessoas vêm mexendo mais na nutrição do que um jornalista incapaz de diferenciar um rabanete de um salame. A incompetência de Gary Taubes vestindo um avental em um consultório é diametralmente oposta à sua obsessão por revisar tudo o que foi produzido vergonhosamente de maneira equivocada no assunto “controle de peso”. Para Taubes, o balanço (ou equilíbrio) calórico, base de toda a nutrição hoje, é um completo non-sense. E é difícil não prestar muita atenção ao que ele diz. Sua tese é longa e complexa, mas resumidamente ele diz que não engordamos por comermos demais, nem tampouco por nos movimentarmos de menos.

Hormônios e calorias - Muito provavelmente a perda de peso de alguém com sobrepeso se dará sacrificando alguma coisa, mas o que exatamente deve ser sacrificado? E este é o drama, pois infelizmente a nutrição e seus profissionais não sabem, por mais que eles tentem te convencer do contrário. Há uma lógica cruel no raciocínio de Taubes ignorado por muitos: o crescimento de uma pessoa está sempre relacionado aos hormônios e não à quantidade energética consumida.

Um adolescente ou uma criança não cresce por que ela come demais, mas ela come demais porque ela cresce. E por que então não seria assim também no momento de engordar? Por que comer mais seria uma causa? Mais do que balanço energético, quando o indivíduo engorda estamos falando de um desbalanço hormonal, não calórico. Nesta lógica, segure-se! Nós comemos mais porque estamos engordando e não o contrário! Comer mais é uma consequência do engordar e não sua causa!

Discordâncias teóricas à parte, o que nenhum profissional da área nega é que com o aumento da insulina na corrente sanguínea há acúmulo de gordura. A insulina está diretamente relacionada ao nosso consumo de carboidratos. Quanto mais carboidrato comemos, mais engordamos.

Antes de você negar tudo, aviso, voltaremos ao tema no próximo artigo, já que o assunto é longo e exige espaço. O que peço é que leia com calma, sem conclusão pré-concebida; isto porque a ineficiência e incompetência de médicos, nutricionistas e educadores físicos na orientação para perda de peso é tão escandalosa que o assunto deveria ser menos discutido como religião e mais como ciência. Se o “remédio” dieta hipocalórica vem sendo aplicado há décadas sem sucesso, será que eles estão mesmo certos do que dizem? Não é hora de rever muita coisa?

Quando falamos em nutrição, o que mais preocupa é que, infelizmente, a aplicação de ciência é o que menos existe. Acompanhe nos próximos artigos. (Parte 2)

Como praticar atividade física sem debilitar a saúde no inverno

No inverno, as doenças circulatórias e respiratórias são mais frequentes e perigosas, principalmente nos debilitados e nos esportistas que exageram na intensidade e no volume do treinamento. A ciência prova que nos exageros do treinamento (antigamente chamados de overtraining cardiovascular) as defesas (imunidade) caem muito, facilitando as viroses e outras infecções oportunistas. Por causa disso, devemos conhecer o que acontece e o que fazer para evitar os problemas.

Hipotermia - Acontece quando a temperatura corporal atinge níveis menores que 36,5ºC, ocasião em que perdemos a habilidade de produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo. Como consequência, surgem alterações da coordenação motora, lentidão das reações físicas e mentais, além de calafrios e, ocasionalmente colapso do coração de alta letalidade.

Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno

Álcool - Os sensores de temperatura estão localizados no rosto, mãos e pés, portanto estes são os locais que devemos proteger melhor nas baixas temperaturas. O consumo de bebidas alcoólicas, sejam destiladas ou fermentadas, não tem poder de aquecer, já que a queimação estomacal que sentimos é apenas sintoma da leve gastrite do álcool. Na verdade, o álcool dilata todos os vasos sanguíneos da pele, o que provoca uma maior perda do calor. O indivíduo alcoolizado em menor ou maior grau fica menos sensível ao frio e pode chegar a ter hipotermia sem perceber o perigo. Para se aquecer, devemos ingerir líquidos quentes, como chá, chocolate e leite.

Baixas temperaturas pedem cuidado redobrado com a saúde. Foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng
Baixas temperaturas pedem cuidado redobrado com a saúde. Foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng

Dicas - A atividade física deve ser praticada na temperatura ambiente de 20 a 25ºC e, no inverno, devemos tomar alguns cuidados como os listados a seguir:

  • Promover um aquecimento muscular mais longo
  • Ter obrigatoriamente uma respiração nasal
  • Usar vestimentas adequadas para evitar a perda calórica rápida durante a atividade física
  • Ingerir líquidos aquecidos antes e depois da atividade
  • Manter-se muito bem hidratado com água ou isotônicos durante a prática do exercício
  • Aquecimento - Segundo o fisiologista Diego Leite de Barros, responsável da DLB assessoria esportiva e integrante do Sport Checkup do HCor de SP, os exercícios de força sempre começam pelo aquecimento. No inverno as extremidades do corpo estão mais frias e expostas às lesões devido à contração dos vasos sanguíneos da pele e maior concentração do sangue nas regiões centrais do corpo (defesa contra o frio).

    Chegou o frio! Veja sopas que irão manter sua saúde em dia no inverno

    Nos exercícios aeróbicos, como as corridas ou caminhadas, o aquecimento deve iniciar de forma leve e ter um gradativo aumento da velocidade, seguido de movimentos articulares amplos, com pouca ou nenhuma carga. Após o aquecimento e alongamento do corpo, o atleta está pronto para exercer suas atividades habituais.


    Como praticar atividade física sem debilitar a saúde no inverno

    Atletismo · 23 jul, 2012

    No inverno, as doenças circulatórias e respiratórias são mais frequentes e perigosas, principalmente nos debilitados e nos esportistas que exageram na intensidade e no volume do treinamento. A ciência prova que nos exageros do treinamento (antigamente chamados de overtraining cardiovascular) as defesas (imunidade) caem muito, facilitando as viroses e outras infecções oportunistas. Por causa disso, devemos conhecer o que acontece e o que fazer para evitar os problemas.

    Hipotermia - Acontece quando a temperatura corporal atinge níveis menores que 36,5ºC, ocasião em que perdemos a habilidade de produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo. Como consequência, surgem alterações da coordenação motora, lentidão das reações físicas e mentais, além de calafrios e, ocasionalmente colapso do coração de alta letalidade.

    Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno

    Álcool - Os sensores de temperatura estão localizados no rosto, mãos e pés, portanto estes são os locais que devemos proteger melhor nas baixas temperaturas. O consumo de bebidas alcoólicas, sejam destiladas ou fermentadas, não tem poder de aquecer, já que a queimação estomacal que sentimos é apenas sintoma da leve gastrite do álcool. Na verdade, o álcool dilata todos os vasos sanguíneos da pele, o que provoca uma maior perda do calor. O indivíduo alcoolizado em menor ou maior grau fica menos sensível ao frio e pode chegar a ter hipotermia sem perceber o perigo. Para se aquecer, devemos ingerir líquidos quentes, como chá, chocolate e leite.

    Baixas temperaturas pedem cuidado redobrado com a saúde. Foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng
    Baixas temperaturas pedem cuidado redobrado com a saúde. Foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng

    Dicas - A atividade física deve ser praticada na temperatura ambiente de 20 a 25ºC e, no inverno, devemos tomar alguns cuidados como os listados a seguir:

  • Promover um aquecimento muscular mais longo
  • Ter obrigatoriamente uma respiração nasal
  • Usar vestimentas adequadas para evitar a perda calórica rápida durante a atividade física
  • Ingerir líquidos aquecidos antes e depois da atividade
  • Manter-se muito bem hidratado com água ou isotônicos durante a prática do exercício
  • Aquecimento - Segundo o fisiologista Diego Leite de Barros, responsável da DLB assessoria esportiva e integrante do Sport Checkup do HCor de SP, os exercícios de força sempre começam pelo aquecimento. No inverno as extremidades do corpo estão mais frias e expostas às lesões devido à contração dos vasos sanguíneos da pele e maior concentração do sangue nas regiões centrais do corpo (defesa contra o frio).

    Chegou o frio! Veja sopas que irão manter sua saúde em dia no inverno

    Nos exercícios aeróbicos, como as corridas ou caminhadas, o aquecimento deve iniciar de forma leve e ter um gradativo aumento da velocidade, seguido de movimentos articulares amplos, com pouca ou nenhuma carga. Após o aquecimento e alongamento do corpo, o atleta está pronto para exercer suas atividades habituais.

    Sobre o Corrida no Ar

    O QUE É O “CORRIDA NO AR AO VIVO”?
    É um talk-show sobre corridas de rua, feito ao vivo, em português, e transmitido através do YouTube. O programa vai ao ar todas segundas e quintas-feiras as 21 horas.

    QUAL É A PROPOSTA DO PROGRAMA

    O Corrida no Ar funciona como uma mesa redonda de futebol, só que o assunto é corridas de rua. Em cada programa, além do estafe permanente, contamos com a presença de convidados especiais para discutir o assunto do dia – treinamento, nutrição, provas, fisiologia, dicas, ou seja, tudo que engloba o mundo da corridas de rua e maratonas. O mote do programa é ser informativo e descontraído ao mesmo tempo.

    Participação do público: durante o programa ao vivo, os espectadores podem interagir através das mídias sociais, fazendo perguntas, observações e críticas, o que torna o Corrida no Ar mais dinâmico.

    COMO É FEITO?

    Nós usamos um recurso do Google+, chamado Hangout on Air (HOA). Resumidamente, o HOA é uma vídeo-conferência transmitida ao vivo pelo canal do programa no YouTube.

    QUEM FAZ?

    Sérgio Rocha: editor de arte e jornalista, trabalha na revista Contra-Relógio desde 2006. Era um dos produtores do podcast Contra-Relógio no Ar, juntamente com o também jornalista André Savazoni. É autor do blog Corredólatra no site da CR, além de ser editor do site Corrida Natural.

    Danilo Balu: Trabalha com marketing esportivo e é formado em esportes e em nutrição. Também é autor da coluna Recorrido da revista Contra-Relógio, tem um blog com o mesmo nome no site da revista (clique aqui) e também colabora a seção de nutrição do site Webrun.

    Fernanda Paradizo: Jornalista e fotógrafa, Fernanda é colaboradora de longa data das revistas Contra-Relógio e Trisports

    Nelton Araújo: É professor de história e devorador de tudo o que abrange a corrida. Nelton é autor do Blog Running Lifestyle no site Runningnews.

    O QUE SÃO OS BOLETINS DO TÊNIS E OS ESPECIAS
    Fazem parte da programação do Corrida no Ar o "Boletim do Tênis", em que apresentamos novos lançamentos no mercado e também as edições especiais de provas, com uma abordagem diferenciada. Em breve teremos novos quadrdos. Aguardem!


    Sobre o Corrida no Ar

    Caminhada · 23 jul, 2012

    O QUE É O “CORRIDA NO AR AO VIVO”?
    É um talk-show sobre corridas de rua, feito ao vivo, em português, e transmitido através do YouTube. O programa vai ao ar todas segundas e quintas-feiras as 21 horas.

    QUAL É A PROPOSTA DO PROGRAMA

    O Corrida no Ar funciona como uma mesa redonda de futebol, só que o assunto é corridas de rua. Em cada programa, além do estafe permanente, contamos com a presença de convidados especiais para discutir o assunto do dia – treinamento, nutrição, provas, fisiologia, dicas, ou seja, tudo que engloba o mundo da corridas de rua e maratonas. O mote do programa é ser informativo e descontraído ao mesmo tempo.

    Participação do público: durante o programa ao vivo, os espectadores podem interagir através das mídias sociais, fazendo perguntas, observações e críticas, o que torna o Corrida no Ar mais dinâmico.

    COMO É FEITO?

    Nós usamos um recurso do Google+, chamado Hangout on Air (HOA). Resumidamente, o HOA é uma vídeo-conferência transmitida ao vivo pelo canal do programa no YouTube.

    QUEM FAZ?

    Sérgio Rocha: editor de arte e jornalista, trabalha na revista Contra-Relógio desde 2006. Era um dos produtores do podcast Contra-Relógio no Ar, juntamente com o também jornalista André Savazoni. É autor do blog Corredólatra no site da CR, além de ser editor do site Corrida Natural.

    Danilo Balu: Trabalha com marketing esportivo e é formado em esportes e em nutrição. Também é autor da coluna Recorrido da revista Contra-Relógio, tem um blog com o mesmo nome no site da revista (clique aqui) e também colabora a seção de nutrição do site Webrun.

    Fernanda Paradizo: Jornalista e fotógrafa, Fernanda é colaboradora de longa data das revistas Contra-Relógio e Trisports

    Nelton Araújo: É professor de história e devorador de tudo o que abrange a corrida. Nelton é autor do Blog Running Lifestyle no site Runningnews.

    O QUE SÃO OS BOLETINS DO TÊNIS E OS ESPECIAS
    Fazem parte da programação do Corrida no Ar o "Boletim do Tênis", em que apresentamos novos lançamentos no mercado e também as edições especiais de provas, com uma abordagem diferenciada. Em breve teremos novos quadrdos. Aguardem!

    Como melhorar as defesas do corpo por meio da atividade física

    O corpo humano tem a capacidade de resistir a quase todos os tipos de organismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos. Essa capacidade é denominada imunidade. Dessa forma, o sistema imunológico tem como objetivo reconhecer os organismos invasores, impedir sua disseminação e finalmente eliminá-los do corpo.

    O exercício físico pode proporcionar diferentes respostas no sistema imunológico. O exercício de intensidade moderada, praticado regularmente, melhora a capacidade de resposta desse sistema, enquanto o exercício com alta intensidade praticado sob condições estressantes, provoca um estado transitório de imunossupressão (ato de reduzir a atividade ou eficiência do sistema imunológico).

    O treinamento físico moderado trás respostas imunológicas saudáveis. Além disso, a corrida de baixa intensidade ajuda a diminuir a ação estressante após o exercício, evitando sobrecarregar o sistema imunológico do organismo humano. Sendo assim, é importante a necessidade do controle das variáveis do treinamento esportivo para evitar o estresse excessivo.

    Excesso de treino - O supertreinamento pode acarretar num enfraquecimento do sistema imunológico, aumentando as possibilidades de infecção do organismo. Quando as cargas de treinamento são elevadas, pode ocorrer uma diminuição da função global do sistema imunológico. A intensidade, duração e frequência excessiva de treinamento podem proporcionar um mau funcionamento do sistema imunológico, devido à sobrecarga imposta ao organismo, que pode ocasionar fadiga. Portanto, o supertreinamento prolongado provoca alterações que se manifestam como redução crônica do desempenho, acompanhada de um ou mais sintomas físicos, como elevação da frequência cardíaca de repouso, perda de peso, diminuição da libido, alterações no sono entre outros.

    Quem pratica exercícios adequadamente tem uma substância chamada glutamina, constante no organismo. Isso é ótimo, pois a glutamina serve de alimento para os leucócitos. Bem nutridas, essas células trabalham de uma maneira eficiente. Quem treina intensamente, sem orientação, faz com que os níveis de glutamina despenquem, assim como a resistência.

    As duas últimas décadas foram marcadas por grandes esforços na tentativa de compreender os mecanismos envolvidos na relação do exercício físico com as alterações no sistema imunitário. Os grandes avanços tecnológicos e científicos no campo da genética e biologia molecular propiciaram um estreitamento e uma maior compreensão dos mecanismos envolvidos na relação do exercício físico com o sistema imunológico.

    Os diversos estudos baseados em modelos experimentais e humanos têm demonstrado evidências que o exercício moderado, de intensidade menor que 60 % do Vo2máx com duração inferior a 60 minutos, é associado a menores perturbações no sistema imune. Enquanto o exercício extenuante tem demonstrado características opostas, aumentando o risco de adquirir uma infecção no trato superior respiratório.

    DietaAqueles que não seguem uma dieta equilibrada, muitas vezes acabam com um sistema imunológico fraco. Você deve seguir uma dieta saudável para melhorar o sistema imunológico. Aqueles que têm o hábito de comer alimentos processados estão o tempo todo em um risco aumentado de sofrer de distúrbios do sistema imunológico. É muito importante que seu corpo receba os nutrientes que necessita. Você deve incluir alimentos como frutas e legumes frescos, carnes magras e cereais integrais em sua dieta.

    Existem vários alimentos que aumentam o sistema imunológico. Certifique-se de que você adicionará alimentos como frutas cítricas, frutas vermelhas, brócolis, repolho, salsa, cenoura, alho, cogumelos, aveia, cevada, levedura e iogurte à sua dieta. Você também deve se manter bem hidratado em todos os momentos. O aumento do seu consumo de água ajudará na eliminação das toxinas do seu sistema. Consumir uma dieta balanceada que contenha vitaminas, minerais, antioxidantes e outros nutrientes, certamente, melhorará o sistema imunológico e aumentará sua resistência contra infecções.

    Um aspecto de fundamental importância a ser considerado é que, no inverno, os atletas estão mais suscetíveis a doenças. O que parece mais adequado é que o treinamento físico deva ser estruturado corretamente por um profissional especializado, que entenda as respostas do organismo decorrentes de diferentes intensidades de treinamento. Além disso, muitos preparadores físicos se preocupam apenas com o aumento do rendimento esportivo através de um treinamento físico de alta intensidade, porém se esquecem isso pode causar uma diminuição do sistema imunológico.


    Como melhorar as defesas do corpo por meio da atividade física

    Atletismo · 20 jul, 2012

    O corpo humano tem a capacidade de resistir a quase todos os tipos de organismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos. Essa capacidade é denominada imunidade. Dessa forma, o sistema imunológico tem como objetivo reconhecer os organismos invasores, impedir sua disseminação e finalmente eliminá-los do corpo.

    O exercício físico pode proporcionar diferentes respostas no sistema imunológico. O exercício de intensidade moderada, praticado regularmente, melhora a capacidade de resposta desse sistema, enquanto o exercício com alta intensidade praticado sob condições estressantes, provoca um estado transitório de imunossupressão (ato de reduzir a atividade ou eficiência do sistema imunológico).

    O treinamento físico moderado trás respostas imunológicas saudáveis. Além disso, a corrida de baixa intensidade ajuda a diminuir a ação estressante após o exercício, evitando sobrecarregar o sistema imunológico do organismo humano. Sendo assim, é importante a necessidade do controle das variáveis do treinamento esportivo para evitar o estresse excessivo.

    Excesso de treino - O supertreinamento pode acarretar num enfraquecimento do sistema imunológico, aumentando as possibilidades de infecção do organismo. Quando as cargas de treinamento são elevadas, pode ocorrer uma diminuição da função global do sistema imunológico. A intensidade, duração e frequência excessiva de treinamento podem proporcionar um mau funcionamento do sistema imunológico, devido à sobrecarga imposta ao organismo, que pode ocasionar fadiga. Portanto, o supertreinamento prolongado provoca alterações que se manifestam como redução crônica do desempenho, acompanhada de um ou mais sintomas físicos, como elevação da frequência cardíaca de repouso, perda de peso, diminuição da libido, alterações no sono entre outros.

    Quem pratica exercícios adequadamente tem uma substância chamada glutamina, constante no organismo. Isso é ótimo, pois a glutamina serve de alimento para os leucócitos. Bem nutridas, essas células trabalham de uma maneira eficiente. Quem treina intensamente, sem orientação, faz com que os níveis de glutamina despenquem, assim como a resistência.

    As duas últimas décadas foram marcadas por grandes esforços na tentativa de compreender os mecanismos envolvidos na relação do exercício físico com as alterações no sistema imunitário. Os grandes avanços tecnológicos e científicos no campo da genética e biologia molecular propiciaram um estreitamento e uma maior compreensão dos mecanismos envolvidos na relação do exercício físico com o sistema imunológico.

    Os diversos estudos baseados em modelos experimentais e humanos têm demonstrado evidências que o exercício moderado, de intensidade menor que 60 % do Vo2máx com duração inferior a 60 minutos, é associado a menores perturbações no sistema imune. Enquanto o exercício extenuante tem demonstrado características opostas, aumentando o risco de adquirir uma infecção no trato superior respiratório.

    DietaAqueles que não seguem uma dieta equilibrada, muitas vezes acabam com um sistema imunológico fraco. Você deve seguir uma dieta saudável para melhorar o sistema imunológico. Aqueles que têm o hábito de comer alimentos processados estão o tempo todo em um risco aumentado de sofrer de distúrbios do sistema imunológico. É muito importante que seu corpo receba os nutrientes que necessita. Você deve incluir alimentos como frutas e legumes frescos, carnes magras e cereais integrais em sua dieta.

    Existem vários alimentos que aumentam o sistema imunológico. Certifique-se de que você adicionará alimentos como frutas cítricas, frutas vermelhas, brócolis, repolho, salsa, cenoura, alho, cogumelos, aveia, cevada, levedura e iogurte à sua dieta. Você também deve se manter bem hidratado em todos os momentos. O aumento do seu consumo de água ajudará na eliminação das toxinas do seu sistema. Consumir uma dieta balanceada que contenha vitaminas, minerais, antioxidantes e outros nutrientes, certamente, melhorará o sistema imunológico e aumentará sua resistência contra infecções.

    Um aspecto de fundamental importância a ser considerado é que, no inverno, os atletas estão mais suscetíveis a doenças. O que parece mais adequado é que o treinamento físico deva ser estruturado corretamente por um profissional especializado, que entenda as respostas do organismo decorrentes de diferentes intensidades de treinamento. Além disso, muitos preparadores físicos se preocupam apenas com o aumento do rendimento esportivo através de um treinamento físico de alta intensidade, porém se esquecem isso pode causar uma diminuição do sistema imunológico.

    Nike e TomTom lançam relógio esportivo com GPS integrado

    Neste mês, a Nike e a TomTom lançam em conjunto um acessório para atletas que reúne o que as duas tem de melhor: a experiência da marca esportiva em oferecer artigos inovadores aos atletas e o domínio da empresa holandesa em produtos de navegação (GPS).

    O Nike+ Sportwatch GPS Powered by TomTom é um relógio para corridas, projetado para simples utilização – como o manuseio durante uma corrida deve ser. Com GPS integrado, o Sportwatch tem navegação intuitiva e disponibiliza em tempo real dados como tempo de atividade, distância, ritmo e calorias queimadas, sendo que a disposição destas informações pode ser personalizada.

    “É a união da empresa líder em GPS com a líder em esportes”, afirma o Diretor Regional para a América Latina da TomTom, Elias Kabeche. Junto ao relógio vem o shoepod, chip da Nike para utilizar no tênis. Com ele, o atleta pode marcar a distância percorrida mesmo em ambientes fechados.

    É possível também utilizar o Sportwatch em conjunto com uma cinta peitoral com monitor cardíaco da Polar – que tenha a inscrição “works with Nike+”. Desta forma, o lançamento disponibiliza também a frequência cardíaca do corredor.

    A integração do produto com a comunidade nikeplus.com é outro dos diferenciais. Ao conectar o Sportwatch no computador – por meio da USB na pulseira do relógio – e baixar o software atualizado em nikeplus.com/downloads, todo o histórico do usuário no Nike Plus é atualizado no relógio.

    Isso significa que com poucos toques no produto o corredor tem acesso aos seus recordes pessoais registrados no Nike Plus, podendo tentar bater marcas como seu melhor pace ou sua maior distância. A bateria interna é carregada ao plugá-lo no computador e o aparelho desliga o GPS assim que um treino é terminado, o que economiza sua carga.

    O treinador da assessoria esportiva 4any1, Eduardo Barbosa, diz que o equipamento é “simples e prático” e acrescenta que a integração com a comunidade da Nike é motivacional. “O Nike Plus dá um estímulo para você correr”, conta. “Você se apega ao relógio”, encerra.

    Preço médio: R$ 749,90

    Onde encontrar: Nike Store, Velocità,Procorrer, Mundo Corrida, Centauro, Bayard e
    Netshoes.

    Texto atualizado em 26/07 após reajuste do valor do produto.


    Nike e TomTom lançam relógio esportivo com GPS integrado

    Atletismo · 19 jul, 2012

    Neste mês, a Nike e a TomTom lançam em conjunto um acessório para atletas que reúne o que as duas tem de melhor: a experiência da marca esportiva em oferecer artigos inovadores aos atletas e o domínio da empresa holandesa em produtos de navegação (GPS).

    O Nike+ Sportwatch GPS Powered by TomTom é um relógio para corridas, projetado para simples utilização – como o manuseio durante uma corrida deve ser. Com GPS integrado, o Sportwatch tem navegação intuitiva e disponibiliza em tempo real dados como tempo de atividade, distância, ritmo e calorias queimadas, sendo que a disposição destas informações pode ser personalizada.

    “É a união da empresa líder em GPS com a líder em esportes”, afirma o Diretor Regional para a América Latina da TomTom, Elias Kabeche. Junto ao relógio vem o shoepod, chip da Nike para utilizar no tênis. Com ele, o atleta pode marcar a distância percorrida mesmo em ambientes fechados.

    É possível também utilizar o Sportwatch em conjunto com uma cinta peitoral com monitor cardíaco da Polar – que tenha a inscrição “works with Nike+”. Desta forma, o lançamento disponibiliza também a frequência cardíaca do corredor.

    A integração do produto com a comunidade nikeplus.com é outro dos diferenciais. Ao conectar o Sportwatch no computador – por meio da USB na pulseira do relógio – e baixar o software atualizado em nikeplus.com/downloads, todo o histórico do usuário no Nike Plus é atualizado no relógio.

    Isso significa que com poucos toques no produto o corredor tem acesso aos seus recordes pessoais registrados no Nike Plus, podendo tentar bater marcas como seu melhor pace ou sua maior distância. A bateria interna é carregada ao plugá-lo no computador e o aparelho desliga o GPS assim que um treino é terminado, o que economiza sua carga.

    O treinador da assessoria esportiva 4any1, Eduardo Barbosa, diz que o equipamento é “simples e prático” e acrescenta que a integração com a comunidade da Nike é motivacional. “O Nike Plus dá um estímulo para você correr”, conta. “Você se apega ao relógio”, encerra.

    Preço médio: R$ 749,90

    Onde encontrar: Nike Store, Velocità,Procorrer, Mundo Corrida, Centauro, Bayard e
    Netshoes.

    Texto atualizado em 26/07 após reajuste do valor do produto.

    Canelite em corredoras parte I/II: salto e treinos inadequados

    A Síndrome do estresse tibial medial, também conhecida como periostite tibial ou canelite, é uma lesão comum em mulheres, caracterizada por dor no terço inferior e dentro da canela. Neste primeiro artigo, de uma série de dois, o Dr. Adriano Leonardi explicará os motivos que levam ao aparecimento da lesão.


    A lesão é causada por trauma por esforço repetido no tecido conjuntivo que envolve o osso da tíbia, conhecido como periósteo. Ignorar esta lesão pode agravar os sintomas ou resultar em uma condição mais grave, como uma fratura por estresse dos ossos da perna.


    Quais os riscos de eu desenvolver a lesão? - Estatisticamente, os fatores de risco para o desenvolvimento de Shin splint em corredoras incluem: treinos de corrida inadequados, fraqueza dos músculos anteriores da perna, em especial do músculo tibial anterior, principal supinador na fase apoio médio da corrida. Ainda estão entre os fatores desequilíbrio entre os músculos anteriores e posteriores da perna, muitas vezes causado pelo uso excessivo de salto alto no dia-a-dia, inflexibilidade e rigidez dos músculos gastrocnêmico, sóleo, e os músculos plantares (comumente o flexor longo dos dedos).


    Alguns autores também atribuem também como fator de risco, aumentos repentinos da atividade física, incluindo intensidade e duração, fazendo com que os músculos fiquem incapazes de absorver o impacto da força de choque ao solo. Isso também compromete a capacidade de remodelação óssea, principalmente em mulheres com história prévia de osteopenia ou osteoporose.

    O uso de tênis inadequado, inclusive muito velhos, também podem contribuir para dores nas canelas. Mulheres que possuem pisada pronada são particularmente propensas a desenvolver a doença, principalmente quando associada à fraqueza do músculo tibial anterior. Isso porque a falta de supinação do pé, associada à rotação interna excessiva da tíbia na fase de propulsão, levaria também ao acumulo de carga na face interna da perna, desencadeando a lesão.


    Mas, por que dói? - Alguns autores acreditam que esta dor seja causada por ruptura de fibras de Sharpey, que ligam a fáscia medial do músculo sóleo. A Fascia é um tecido fibroso conectivo que recobre grupos musculares ao periósteo da tíbia.


    Na próxima semana o segundo e último artigo artigo da série vai explorar o diagnóstico e tratamento da canelite.


    Canelite em corredoras parte I/II: salto e treinos inadequados

    Caminhada · 10 jul, 2012

    A Síndrome do estresse tibial medial, também conhecida como periostite tibial ou canelite, é uma lesão comum em mulheres, caracterizada por dor no terço inferior e dentro da canela. Neste primeiro artigo, de uma série de dois, o Dr. Adriano Leonardi explicará os motivos que levam ao aparecimento da lesão.


    A lesão é causada por trauma por esforço repetido no tecido conjuntivo que envolve o osso da tíbia, conhecido como periósteo. Ignorar esta lesão pode agravar os sintomas ou resultar em uma condição mais grave, como uma fratura por estresse dos ossos da perna.


    Quais os riscos de eu desenvolver a lesão? - Estatisticamente, os fatores de risco para o desenvolvimento de Shin splint em corredoras incluem: treinos de corrida inadequados, fraqueza dos músculos anteriores da perna, em especial do músculo tibial anterior, principal supinador na fase apoio médio da corrida. Ainda estão entre os fatores desequilíbrio entre os músculos anteriores e posteriores da perna, muitas vezes causado pelo uso excessivo de salto alto no dia-a-dia, inflexibilidade e rigidez dos músculos gastrocnêmico, sóleo, e os músculos plantares (comumente o flexor longo dos dedos).


    Alguns autores também atribuem também como fator de risco, aumentos repentinos da atividade física, incluindo intensidade e duração, fazendo com que os músculos fiquem incapazes de absorver o impacto da força de choque ao solo. Isso também compromete a capacidade de remodelação óssea, principalmente em mulheres com história prévia de osteopenia ou osteoporose.

    O uso de tênis inadequado, inclusive muito velhos, também podem contribuir para dores nas canelas. Mulheres que possuem pisada pronada são particularmente propensas a desenvolver a doença, principalmente quando associada à fraqueza do músculo tibial anterior. Isso porque a falta de supinação do pé, associada à rotação interna excessiva da tíbia na fase de propulsão, levaria também ao acumulo de carga na face interna da perna, desencadeando a lesão.


    Mas, por que dói? - Alguns autores acreditam que esta dor seja causada por ruptura de fibras de Sharpey, que ligam a fáscia medial do músculo sóleo. A Fascia é um tecido fibroso conectivo que recobre grupos musculares ao periósteo da tíbia.


    Na próxima semana o segundo e último artigo artigo da série vai explorar o diagnóstico e tratamento da canelite.

    Novo suplemento de proteína isolada é pronto para consumo

    Atletismo · 04 jul, 2012

    Um novo suplemento alimentar para esportistas promete trazer avanços nos produtos protéicos. O Exceed Isoprotein Drink, da Advanced Nutrition, é uma bebida produzida da proteína isolada do soro do leite e que já vem pronta para consumo.

    Segundo o fabricante, o suplemento é livre de gorduras, carboidratos, colesterol e lactose, além de possuir poucas calorias (56 Kcal). Ele é indicado para praticantes de atividade física, atletas e também àqueles que possuem intolerância à lactose e vegetarianos.

    A nutricionista da Advanced Nutrition, Carolina Marques, recomenda o produto como fonte de aminoácidos essenciais, como os de cadeia ramificada (BCAA) e glutamina, que favorecem a síntese protéica, a recuperação muscular e melhora da função imunológica.

    Cada garrafa de 350mL contém 14g de whey protein isolado. O Exceed Isoprotein Drink pode ser encontrado nos sabores Grape Frost, Strawberry Banana e Triberry. É recomendada a ingestão logo após o treino, nas pequenas refeições ou antes de dormir.

    Onde encontrar: Em lojas especializadas ou pelo site: www.advancednutrition.com.br. SAC: 0800 707 4196

    Valor sugerido: R$13 cada garrafa.

    Brasileiro obtém vaga na marcha atlética para as Olimpíadas

    Marcha Atlética · 29 jun, 2012

    O marchador Caio Bonfim, de Sobradinho (DF), venceu nesta sexta-feira (29/06) a prova de 20 quilômetros da marcha atlética do Troféu Brasil de Atletismo, disputada em Barueri (SP). Com a marca de 1h21min36, Caio conseguiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.

    "Foi incrível. Não foi nem nos 45 do segundo tempo, foi é na prorrogação mesmo", brinca o atleta, referindo-se à data limite para obtenção do índice – primeiro de julho, próximo domingo. Com 21 anos, ele será o único representante brasileiro na modalidade nas Olimpíadas.

    Na prova feminina, as equatorianas Paola Saquipay e Jeanneth Gurmán ficaram com as primeiras colocações, enquanto Érica Rocha de Sena chegou em terceiro. Seu tempo (1h42min05) no entanto, não foi o suficiente para classificá-la aos Jogos Olímpicos.

    "Sabia que ia ser difícil", reconhece Érica – o índice era de 1h31min17. "O percurso aqui é muito bom, mas a prova foi um pouco mais tarde (10h – a dos homens foi às 8h), teve mais calor", justifica.