Esporte Adaptado

Running Show tem aula de corrida, massagem, bike e ergoespirométrico

Direto da Running Show - A edição 2010 da São Paulo Running Show, maior feira do país sobre corridas de rua, oferece aos visitantes um local onde é possível obter aulas de corridas em esteira, realizar massagem relaxante e pedalar em bikes de spinning. Todos os serviços estão montados no Espaço Training.

Corredores iniciantes, ou mesmo aqueles que já treinam, mas não possuem orientação especializada, podem aprender um pouco mais sobre a técnica de corrida com o professor André Ricardo de Souza e a equipe da assessoria esportiva BR Move. Serão passadas dicas de aquecimento, alongamento e postura, ministradas de hora em hora numa sala equipada com modernas esteiras.

Já aqueles que pretendem conhecer o nível de condicionamento físico, podem se submeter a um teste ergoespirométrico supervisionado por um fisiologista. O objetivo do exame é avaliar o potencial atlético do corredor e possíveis alterações que por ventura possam limitá-lo de uma atividade física.

Na área destinada a massagens, uma equipe de profissionais faz sessões a cada 15 minutos para aliviar tensões e dores musculares dos praticantes de atividade física. Já no Bike Training, os interessados tem à disposição diversas bikes de spinning, que possibilitam uma variedade de treinamentos.

Todos os serviços devem ser agendados previamente no balcão de atendimento, de acordo com a disponibilidade de cada um. A Running Show acontece na Bienal do Ibirapuera até o próximo domingo (01/08) e reunirá diversas atrações para os visitantes. Para saber os horários e preços dos ingressos, basta acessar o site oficial, o www.runningshow.com.br.


Running Show tem aula de corrida, massagem, bike e ergoespirométrico

Atletismo · 29 jul, 2010

Direto da Running Show - A edição 2010 da São Paulo Running Show, maior feira do país sobre corridas de rua, oferece aos visitantes um local onde é possível obter aulas de corridas em esteira, realizar massagem relaxante e pedalar em bikes de spinning. Todos os serviços estão montados no Espaço Training.

Corredores iniciantes, ou mesmo aqueles que já treinam, mas não possuem orientação especializada, podem aprender um pouco mais sobre a técnica de corrida com o professor André Ricardo de Souza e a equipe da assessoria esportiva BR Move. Serão passadas dicas de aquecimento, alongamento e postura, ministradas de hora em hora numa sala equipada com modernas esteiras.

Já aqueles que pretendem conhecer o nível de condicionamento físico, podem se submeter a um teste ergoespirométrico supervisionado por um fisiologista. O objetivo do exame é avaliar o potencial atlético do corredor e possíveis alterações que por ventura possam limitá-lo de uma atividade física.

Na área destinada a massagens, uma equipe de profissionais faz sessões a cada 15 minutos para aliviar tensões e dores musculares dos praticantes de atividade física. Já no Bike Training, os interessados tem à disposição diversas bikes de spinning, que possibilitam uma variedade de treinamentos.

Todos os serviços devem ser agendados previamente no balcão de atendimento, de acordo com a disponibilidade de cada um. A Running Show acontece na Bienal do Ibirapuera até o próximo domingo (01/08) e reunirá diversas atrações para os visitantes. Para saber os horários e preços dos ingressos, basta acessar o site oficial, o www.runningshow.com.br.

Running Show: Asics e Speedo oferecem desconto nos produtos do estande

Atletismo · 29 jul, 2010

Direto da Running Show - As marcas esportivas Asics e Speedo marcam presença na edição 2010 da São Paulo Running Show e oferecem descontos aos visitantes que passarem pelo estande. São promoções válidas para tênis, vestuário, acessórios, entre outros produtos.

No estande da Asics é possível encontrar alguns tênis com 15% de desconto sobre o valor de etiqueta, além de roupas e acessórios com valor mais baixo do que praticado pelas lojas do ramo. Quem passar por lá também poderá realizar o teste da pisada com o Nimbus Gel 12, um dos lançamentos da marca.

Já quem passar pela Speedo, encontrará shorts de corrida, tanto masculinos, quanto femininos, de R$ 59 por R$ 39. O modelo é um lançamento da marca e está disponível em diversas cores diferentes.

A Running Show acontece na Bienal do Ibirapuera até o próximo domingo e reunirá diversas atrações para os visitantes. Para saber os horários e preços dos ingressos, basta acessar o site oficial, o www.runningshow.com.br.

Tem início no Ibirapuera mais uma edição da Running Show 2010

Caminhada · 29 jul, 2010

Começou nesta quinta-feira, 29 de julho, mais uma edição da Running Show, a maior feira do país. A feira teve início às 14h, no prédio da Bienal, no parque do Ibirapuera, onde estandes de marcas esportivas, provas e outros assuntos relacionados ao universo esportivo, apresentam ao público as novidades de tênis, vestuário e acessórios.

Dentro do Pavilhão da Bienal é possível também conferir novidades em cosméticos, alimentos e suplementação para esportistas. Assessorias esportivas também mostram seu trabalho para os visitantes.

Convidados especiais também falam nos estandes ao longo de toda a feira, como a Maratona Comrades, que traz atletas sul-africanos para contar suas experiências na prova, e marcas de frequencímetros cardíacos trazem especialistas para explicar melhor o funcionamento dos aparelhos.

A entrada para a feira custa R$ 15 e pode ser adquirida na própria bilheteria do prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A Running Show acontece até o dia primeiro de agosto, e funciona das 14h às 21h nos dias 29 e 30 de julho, das 10h às 22h no dia 31 de julho e das 10h às 18h no dia primeiro de agosto.

Lesões musculares: diagnóstico, prevenção e tratamento

No último artigo publicado nesta coluna abordei o tema da fadiga muscular e algumas de suas principais características, como as situações distintas em que pode ocorrer e os mecanismos fisiológicos correspondentes. Desta vez, darei continuidade ao tema e assim tratarei das lesões musculares, conseqüência possível do processo de fadiga muscular, sobretudo em corredores de longa distância.

De uma maneira geral, as lesões resultantes de atividades esportivas podem ser classificadas em dois grupos básicos:1

1 - Lesões intrínsecas: causadas por fatores individuais e biológicos (fatores antropométricos, história pregressa do atleta, nível de condicionamento).
2 - Lesões extrínsecas: causadas por fatores externos e do meio ambiente (piso de corrida, equipamento esportivo, condições climáticas).

As corridas de longa distância, esporte considerado sem contato físico, normalmente geram lesões intrínsecas1. As mais comuns incluem tendinopatias, bursites, fasciites, fraturas de stress e lesões musculares. As lesões musculares afetam os corredores principalmente durante os treinos de velocidade, incluindo os tiros e intervalados. Os atletas de elite podem apresentar maior predisposição a este tipo de lesão pela alta intensidade de seus treinamentos.

A literatura atual classifica estas lesões em diretas ou indiretas (mecanismo de ação), parciais ou totais (resultado da lesão), e traumáticas ou atraumáticas (presença ou ausência de contato físico)1.

Tipos de lesões - O estiramento muscular é uma lesão indireta frequente entre os corredores. É causado por um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade normal de trabalho, decorrente de ciclos intensos de contração e relaxamento do músculo envolvido. Ocorre geralmente na junção músculo-tendínea, área de menor resistência do músculo, ou também na inserção do tendão ao osso, em situações em que o músculo não está adequadamente alongado, portanto despreparado para aquele esforço físico.

Durante treinamentos que envolvem velocidade, como os intervalados ou tiros, lesões musculares são frequentes. Os treinos intervalados predispõem a estes tipos de lesões, pois a musculatura exerce um esforço forte e contínuo durante os intervalos pré-determinados do treino, o músculo pode contrair excessivamente e perder parte de sua capacidade de se alongar. Dessa forma, o atleta está predisposto a sofrer uma lesão nas sessões seguintes ou ao final do treino.
Fatores como fadiga muscular e lesões prévias são importantes considerações a serem feitas na prevenção de estiramentos musculares. A fadiga muscular, característica presente principalmente no final das sessões de treinos de velocidade, provoca uma alteração no automatismo do movimento de corrida do atleta e, portanto, se torna um fator predisponente para a ocorrência de lesões. As lesões prévias induzem à formação de fibrose (tecido cicatricial) nas áreas afetadas que não apresentarão a mesma capacidade de alongamento e força que tecidos não lesados, portanto constituindo um local propício para o surgimento de novas lesões.

Prevenção e tratamento - A atividade adequada de toda a musculatura dos membros inferiores, seguida de exercícios de alongamento, são condições que auxiliam na preparação desta musculatura e, consequentemente, reduzem os riscos de estiramentos. No caso de corredores, as regiões mais afetadas são: região posterior (atrás) da coxa, os chamados músculos ísquios-tibiais e a panturrilha (batata da perna).

O sintoma clínico característico referido pelo atleta é uma fisgada no músculo, seguida de dor e comprometimento da função muscular a ponto de interromper o treinamento ou a competição. Parada a atividade física, deve-se aplicar gelo na região acometida em ciclos de 10 a 15 minutos, com bolsa envolvida por tecido para proteção da pele e feita uma bandagem para a compressão do local. O membro deve permanecer elevado e em repouso, porém a imobilização deve ser evitada ao máximo a fim de minimizar a perda de força muscular e a propriocepção (sensibilidade do movimento).

Medicamentos a serem usados incluem os anti-inflamatórios não-hormonais (ibuprofeno ou meloxicam) e os analgésicos (paracetamol). Estas condutas, que objetivam a diminuição da dor e o controle do processo inflamatório, podem ser seguidas pelas próximas 24-48 horas. Após este período, são introduzidas as medidas fisioterápicas que incluem a utilização de ultra-som pulsado para o auxílio da regeneração dos tecidos. Na terceira semana, devem ser iniciados os exercícios para o ganho de força desta musculatura e amplitude de movimento das articulações envolvidas.

O objetivo do tratamento deve ser o retorno ao esporte em cinco semanas. Persistindo a dor, é necessária uma nova consulta com um médico especialista em medicina esportiva para a correta reavaliação da lesão e condução do tratamento mais adequado. É importante salientar que a reabilitação adequada das lesões musculares depende de um diagnóstico médico preciso, tratamento fisioterápico completo e colaboração total do atleta.


Referência Bibliográfica: 1. Cohen, M., Abdalla, R., Lesões nos Esportes – diagnóstico, prevenção, tratamento Revinter, 2003


Lesões musculares: diagnóstico, prevenção e tratamento

Caminhada · 28 jul, 2010

No último artigo publicado nesta coluna abordei o tema da fadiga muscular e algumas de suas principais características, como as situações distintas em que pode ocorrer e os mecanismos fisiológicos correspondentes. Desta vez, darei continuidade ao tema e assim tratarei das lesões musculares, conseqüência possível do processo de fadiga muscular, sobretudo em corredores de longa distância.

De uma maneira geral, as lesões resultantes de atividades esportivas podem ser classificadas em dois grupos básicos:1

1 - Lesões intrínsecas: causadas por fatores individuais e biológicos (fatores antropométricos, história pregressa do atleta, nível de condicionamento).
2 - Lesões extrínsecas: causadas por fatores externos e do meio ambiente (piso de corrida, equipamento esportivo, condições climáticas).

As corridas de longa distância, esporte considerado sem contato físico, normalmente geram lesões intrínsecas1. As mais comuns incluem tendinopatias, bursites, fasciites, fraturas de stress e lesões musculares. As lesões musculares afetam os corredores principalmente durante os treinos de velocidade, incluindo os tiros e intervalados. Os atletas de elite podem apresentar maior predisposição a este tipo de lesão pela alta intensidade de seus treinamentos.

A literatura atual classifica estas lesões em diretas ou indiretas (mecanismo de ação), parciais ou totais (resultado da lesão), e traumáticas ou atraumáticas (presença ou ausência de contato físico)1.

Tipos de lesões - O estiramento muscular é uma lesão indireta frequente entre os corredores. É causado por um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade normal de trabalho, decorrente de ciclos intensos de contração e relaxamento do músculo envolvido. Ocorre geralmente na junção músculo-tendínea, área de menor resistência do músculo, ou também na inserção do tendão ao osso, em situações em que o músculo não está adequadamente alongado, portanto despreparado para aquele esforço físico.

Durante treinamentos que envolvem velocidade, como os intervalados ou tiros, lesões musculares são frequentes. Os treinos intervalados predispõem a estes tipos de lesões, pois a musculatura exerce um esforço forte e contínuo durante os intervalos pré-determinados do treino, o músculo pode contrair excessivamente e perder parte de sua capacidade de se alongar. Dessa forma, o atleta está predisposto a sofrer uma lesão nas sessões seguintes ou ao final do treino.
Fatores como fadiga muscular e lesões prévias são importantes considerações a serem feitas na prevenção de estiramentos musculares. A fadiga muscular, característica presente principalmente no final das sessões de treinos de velocidade, provoca uma alteração no automatismo do movimento de corrida do atleta e, portanto, se torna um fator predisponente para a ocorrência de lesões. As lesões prévias induzem à formação de fibrose (tecido cicatricial) nas áreas afetadas que não apresentarão a mesma capacidade de alongamento e força que tecidos não lesados, portanto constituindo um local propício para o surgimento de novas lesões.

Prevenção e tratamento - A atividade adequada de toda a musculatura dos membros inferiores, seguida de exercícios de alongamento, são condições que auxiliam na preparação desta musculatura e, consequentemente, reduzem os riscos de estiramentos. No caso de corredores, as regiões mais afetadas são: região posterior (atrás) da coxa, os chamados músculos ísquios-tibiais e a panturrilha (batata da perna).

O sintoma clínico característico referido pelo atleta é uma fisgada no músculo, seguida de dor e comprometimento da função muscular a ponto de interromper o treinamento ou a competição. Parada a atividade física, deve-se aplicar gelo na região acometida em ciclos de 10 a 15 minutos, com bolsa envolvida por tecido para proteção da pele e feita uma bandagem para a compressão do local. O membro deve permanecer elevado e em repouso, porém a imobilização deve ser evitada ao máximo a fim de minimizar a perda de força muscular e a propriocepção (sensibilidade do movimento).

Medicamentos a serem usados incluem os anti-inflamatórios não-hormonais (ibuprofeno ou meloxicam) e os analgésicos (paracetamol). Estas condutas, que objetivam a diminuição da dor e o controle do processo inflamatório, podem ser seguidas pelas próximas 24-48 horas. Após este período, são introduzidas as medidas fisioterápicas que incluem a utilização de ultra-som pulsado para o auxílio da regeneração dos tecidos. Na terceira semana, devem ser iniciados os exercícios para o ganho de força desta musculatura e amplitude de movimento das articulações envolvidas.

O objetivo do tratamento deve ser o retorno ao esporte em cinco semanas. Persistindo a dor, é necessária uma nova consulta com um médico especialista em medicina esportiva para a correta reavaliação da lesão e condução do tratamento mais adequado. É importante salientar que a reabilitação adequada das lesões musculares depende de um diagnóstico médico preciso, tratamento fisioterápico completo e colaboração total do atleta.


Referência Bibliográfica: 1. Cohen, M., Abdalla, R., Lesões nos Esportes – diagnóstico, prevenção, tratamento Revinter, 2003

Saiba como adaptar o treino de corrida para o inverno em diversas regiões do país

O inverno chegou, hora de vestir roupas quentes e se agasalhar para enfrentar o frio certo? Não necessariamente, já que num país de proporções continentais, como o Brasil, a amplitude térmica e a condição climática numa mesma estação do ano variam muito. Na região sul e sudeste, o frio predomina, no norte e nordeste as chuvas chegam com força, enquanto no centro oeste calor e baixa umidade predominam.

O Brasil está localizado em sua maior parte no hemisfério sul do planeta, mas possui uma porção do território no hemisfério norte, que compreende parte dos Estados de Roraima, Amazonas, Pará e Amapá. Apesar da presença em dois hemisférios, o inverno começa oficialmente no país no dia 21 de junho e se estende até 23 de setembro, época que marca o início da primavera.

Gilmário Mendes, técnico da fundista Marily do Santos, que mora e ministra os treinos em Pojuca (BA), comenta que as chuvas que atingem o norte e nordeste nessa época são os maiores desafios para os corredores. “Geralmente eles vão encontrar lama, poças de água e, dependendo da estrutura da cidade, fica complicado treinar porque pode haver algum obstáculo escondido como buracos, por exemplo.” Ele conta ainda que as competições também costumam sofrer uma pausa durante o inverno. “Há cerca de 60% menos eventos. As exceções são provas comemorativas, como Festa de São João, padroeiro e aniversário das cidades”.

O ideal, segundo Gilmário, é procurar treinar e competir em locais em que as condições sejam mais favoráveis, porém, caso enfrentar São Pedro seja a única alternativa, ele passa algumas dicas. “Numa corrida é interessante usar um saco de lixo grande como capa de chuva, cortando o local onde vai colocar os braços e fazendo um buraco no local onde aparece o número de peito”. Numa ocasião como essa, caso a chuva cesse no meio da prova, fica fácil descartar a proteção improvisada.

Tanto em treinos, como nas provas, a dica de Gilmário é levar uma toalha e uma roupa seca para usar depois de correr. “É legal ter um agasalho e uma camiseta de algodão, ou outro tecido que não seja sintético”.

Centro Oeste - Se na região norte e nordeste em geral as temperaturas ficam na marca dos 18º a 20ºC, no centro oeste o cenário é diferente. A baixa umidade do cerrado e as altas temperaturas a partir de meados de julho, também são motivo de diminuição do número de provas.

“Temos frio de maio até junho, condição possível de se tolerar numa boa, mas depois começa uma época mais difícil para nós”, relata Edilberto Barros, responsável por treinar Lucélia Peres em Brasília. “Temos uma altitude aqui de 1.200m, umidade relativa do ar abaixo de 20% e um calor forte sem chuva até outubro. Esses três fatores derrubam a condição ideal de treinamento”.

Ainda segundo o treinador, outro fator de complicação é a falta de opções de terrenos para o atleta variar o treino, já que a grama nessa época do ano não pode ser utilizada como alternativa para o alto impacto do asfalto. “O terreno está esturricado, os pisos ficam duros e há uma queda de rendimento”.

Com a baixa umidade, a sensação de suor é menor e muitos corredores acabam se esquecendo da hidratação durante os treinos. “Nessa época quase não temos nuvens e o céu é aberto do amanhecer até o pôr-do-sol, então a desidratação é muito grande”, esclarece o treinador, que também é fisiologista.

Assim sendo, o cuidado na reposição de líquidos e sais minerais deve ser redobrada, a alimentação balanceada, deve se dar preferência ao uso de roupas leves e usar muito protetor solar. Os termômetros começam o dia na marca dos 19 a 20ºC e chegam muitas vezes a 31ºC.

A dica de Edilberto para se adaptar é procurar correr nas primeiras horas da manhã e no final do dia, já mais à noite. “Brasília é um bom lugar para treinar, não para competir. Quando o corredor sai daqui e vai para o nível do mar, por exemplo, tem um ganho aproximado de meio minuto no tempo nos 10 mil metros”.

As competições não chegam a parar completamente, mas sofrem uma pausa e retornam gradativamente a partir de agosto. “Teremos a Maratona Pão de Açúcar, a Duque de Caxias, a Capital Runners, entre outras”.


Enquanto isso, nas regiões sul e sudeste do país, o frio costuma predominar nos meses de inverno, época em que a assiduidade de alunos nos treinos de assessorias esportivas costuma ser baixa. “Nessa época há uma redução de pessoas nos treinos e nas academias, quando deveria ser o contrário, já que no frio a performance costuma ser melhor”, avalia o técnico do Clube Pinheiros, Cláudio Castilho.

As temperaturas no começo do dia e durante a noite costumam cair para baixo dos 15ºC, então é necessário atentar a algumas dicas para não ter problemas com hipotermia e outros problemas ocasionados pelo frio. Segundo o treinador Aulus Sellmer, responsável pela equipe 4any1, deve-se dar preferência a agasalhos que tenham fleece, tecido com função de manter o corpo aquecido, sem bloquear a transpiração.

Ainda segundo o treinador, o aquecimento para o treino deve ser feito com várias camadas de roupa e, aos poucos, se desfazer das vestimentas “para não se expor subitamente às mudanças de temperatura”. Logo depois do treino, as roupas devem estar separadas para serem vestidas o mais rápido possível.

As competições não pararam nessa época do ano, como acontece nas outras regiões, pelo contrário, elas continuam a todo vapor e muitas vezes há mais de uma opção para um mesmo fim de semana. “As temperaturas mais amenas trazem possibilidade para incrementar o desempenho. Converse com seu treinador sobre a possibilidade de aumentar os treinos longos e melhorar resistência aeróbia e capacidade aeróbia, responsável pelo melhor aproveitamento de oxigênio”, finaliza Aulus.

Apesar das características marcantes de cada parte do Brasil, vale lembrar que muitas vezes ocorrem inversões térmicas, veranicos e outros fenômenos climáticos que podem alterar a condição em determinada época. O melhor, então, é ter um olho na planilha, outro na previsão do tempo e sempre consultar um profissional da área para obter o desempenho almejado.


Saiba como adaptar o treino de corrida para o inverno em diversas regiões do país

Atletismo · 28 jul, 2010

O inverno chegou, hora de vestir roupas quentes e se agasalhar para enfrentar o frio certo? Não necessariamente, já que num país de proporções continentais, como o Brasil, a amplitude térmica e a condição climática numa mesma estação do ano variam muito. Na região sul e sudeste, o frio predomina, no norte e nordeste as chuvas chegam com força, enquanto no centro oeste calor e baixa umidade predominam.

O Brasil está localizado em sua maior parte no hemisfério sul do planeta, mas possui uma porção do território no hemisfério norte, que compreende parte dos Estados de Roraima, Amazonas, Pará e Amapá. Apesar da presença em dois hemisférios, o inverno começa oficialmente no país no dia 21 de junho e se estende até 23 de setembro, época que marca o início da primavera.

Gilmário Mendes, técnico da fundista Marily do Santos, que mora e ministra os treinos em Pojuca (BA), comenta que as chuvas que atingem o norte e nordeste nessa época são os maiores desafios para os corredores. “Geralmente eles vão encontrar lama, poças de água e, dependendo da estrutura da cidade, fica complicado treinar porque pode haver algum obstáculo escondido como buracos, por exemplo.” Ele conta ainda que as competições também costumam sofrer uma pausa durante o inverno. “Há cerca de 60% menos eventos. As exceções são provas comemorativas, como Festa de São João, padroeiro e aniversário das cidades”.

O ideal, segundo Gilmário, é procurar treinar e competir em locais em que as condições sejam mais favoráveis, porém, caso enfrentar São Pedro seja a única alternativa, ele passa algumas dicas. “Numa corrida é interessante usar um saco de lixo grande como capa de chuva, cortando o local onde vai colocar os braços e fazendo um buraco no local onde aparece o número de peito”. Numa ocasião como essa, caso a chuva cesse no meio da prova, fica fácil descartar a proteção improvisada.

Tanto em treinos, como nas provas, a dica de Gilmário é levar uma toalha e uma roupa seca para usar depois de correr. “É legal ter um agasalho e uma camiseta de algodão, ou outro tecido que não seja sintético”.

Centro Oeste - Se na região norte e nordeste em geral as temperaturas ficam na marca dos 18º a 20ºC, no centro oeste o cenário é diferente. A baixa umidade do cerrado e as altas temperaturas a partir de meados de julho, também são motivo de diminuição do número de provas.

“Temos frio de maio até junho, condição possível de se tolerar numa boa, mas depois começa uma época mais difícil para nós”, relata Edilberto Barros, responsável por treinar Lucélia Peres em Brasília. “Temos uma altitude aqui de 1.200m, umidade relativa do ar abaixo de 20% e um calor forte sem chuva até outubro. Esses três fatores derrubam a condição ideal de treinamento”.

Ainda segundo o treinador, outro fator de complicação é a falta de opções de terrenos para o atleta variar o treino, já que a grama nessa época do ano não pode ser utilizada como alternativa para o alto impacto do asfalto. “O terreno está esturricado, os pisos ficam duros e há uma queda de rendimento”.

Com a baixa umidade, a sensação de suor é menor e muitos corredores acabam se esquecendo da hidratação durante os treinos. “Nessa época quase não temos nuvens e o céu é aberto do amanhecer até o pôr-do-sol, então a desidratação é muito grande”, esclarece o treinador, que também é fisiologista.

Assim sendo, o cuidado na reposição de líquidos e sais minerais deve ser redobrada, a alimentação balanceada, deve se dar preferência ao uso de roupas leves e usar muito protetor solar. Os termômetros começam o dia na marca dos 19 a 20ºC e chegam muitas vezes a 31ºC.

A dica de Edilberto para se adaptar é procurar correr nas primeiras horas da manhã e no final do dia, já mais à noite. “Brasília é um bom lugar para treinar, não para competir. Quando o corredor sai daqui e vai para o nível do mar, por exemplo, tem um ganho aproximado de meio minuto no tempo nos 10 mil metros”.

As competições não chegam a parar completamente, mas sofrem uma pausa e retornam gradativamente a partir de agosto. “Teremos a Maratona Pão de Açúcar, a Duque de Caxias, a Capital Runners, entre outras”.


Enquanto isso, nas regiões sul e sudeste do país, o frio costuma predominar nos meses de inverno, época em que a assiduidade de alunos nos treinos de assessorias esportivas costuma ser baixa. “Nessa época há uma redução de pessoas nos treinos e nas academias, quando deveria ser o contrário, já que no frio a performance costuma ser melhor”, avalia o técnico do Clube Pinheiros, Cláudio Castilho.

As temperaturas no começo do dia e durante a noite costumam cair para baixo dos 15ºC, então é necessário atentar a algumas dicas para não ter problemas com hipotermia e outros problemas ocasionados pelo frio. Segundo o treinador Aulus Sellmer, responsável pela equipe 4any1, deve-se dar preferência a agasalhos que tenham fleece, tecido com função de manter o corpo aquecido, sem bloquear a transpiração.

Ainda segundo o treinador, o aquecimento para o treino deve ser feito com várias camadas de roupa e, aos poucos, se desfazer das vestimentas “para não se expor subitamente às mudanças de temperatura”. Logo depois do treino, as roupas devem estar separadas para serem vestidas o mais rápido possível.

As competições não pararam nessa época do ano, como acontece nas outras regiões, pelo contrário, elas continuam a todo vapor e muitas vezes há mais de uma opção para um mesmo fim de semana. “As temperaturas mais amenas trazem possibilidade para incrementar o desempenho. Converse com seu treinador sobre a possibilidade de aumentar os treinos longos e melhorar resistência aeróbia e capacidade aeróbia, responsável pelo melhor aproveitamento de oxigênio”, finaliza Aulus.

Apesar das características marcantes de cada parte do Brasil, vale lembrar que muitas vezes ocorrem inversões térmicas, veranicos e outros fenômenos climáticos que podem alterar a condição em determinada época. O melhor, então, é ter um olho na planilha, outro na previsão do tempo e sempre consultar um profissional da área para obter o desempenho almejado.

Ultramaratonista Paulo Almeida confirma presença na Running Show 2010

A Running Show 2010 terá a presença do ultramaratonista Paulo Almeida contando sua história de determinação e superação. De 29 de julho a primeiro de agosto será possível encontrar o atleta no estande da Achilles, organização mundial que apoia pessoas com deficiências na prática do atletismo.

Após sofrer um acidente em 1997 e amputar a perna, Almeida começou a se dedicar à corrida. Desde então, participou de 50 maratonas, 3 ultramaratonas na África do Sul – a Comrades -, sendo o único atleta com prótese a correr os 90 quilômetros dentro do tempo máximo permitido para a conclusão da prova.

O corredor é atualmente tricampeão da Maratona de Nova York, já venceu na Disney, em Chicago, em São Paulo e no Rio de Janeiro, todas na categoria amputados.

Para 2010, Almeida ainda tem o desafio de participar da Meia Maratona do Rio de Janeiro, em agosto; o Meio Ironman na Califórnia, em outubro; a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, e a São Silvestre, em São Paulo, no mês de dezembro.

A Running Show acontece de 29 de julho a primeiro de agosto no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera. Garanta a sua inscrição para as palestras e seus ingressos para a feira.


Ultramaratonista Paulo Almeida confirma presença na Running Show 2010

Esporte Adaptado · 27 jul, 2010

A Running Show 2010 terá a presença do ultramaratonista Paulo Almeida contando sua história de determinação e superação. De 29 de julho a primeiro de agosto será possível encontrar o atleta no estande da Achilles, organização mundial que apoia pessoas com deficiências na prática do atletismo.

Após sofrer um acidente em 1997 e amputar a perna, Almeida começou a se dedicar à corrida. Desde então, participou de 50 maratonas, 3 ultramaratonas na África do Sul – a Comrades -, sendo o único atleta com prótese a correr os 90 quilômetros dentro do tempo máximo permitido para a conclusão da prova.

O corredor é atualmente tricampeão da Maratona de Nova York, já venceu na Disney, em Chicago, em São Paulo e no Rio de Janeiro, todas na categoria amputados.

Para 2010, Almeida ainda tem o desafio de participar da Meia Maratona do Rio de Janeiro, em agosto; o Meio Ironman na Califórnia, em outubro; a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, e a São Silvestre, em São Paulo, no mês de dezembro.

A Running Show acontece de 29 de julho a primeiro de agosto no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera. Garanta a sua inscrição para as palestras e seus ingressos para a feira.

Saiba a relação entre exercícios físicos e as dietas de emagrecimento

Para quem quer perder peso, a estratégia hoje que parece consensualmente uma das mais aceitas é a de se conciliar uma dieta para redução de ingestão calórica, com a prática de exercício físico, o que geraria um maior gasto energético. Tudo tem que ser feito de forma sem exageros, porque qualquer dieta que prometa mais de um quilo a cada duas semanas, pode ser uma mentira ou um desastre.

Um importante e detalhado estudo mostrou que as pessoas que faziam um registro de tudo aquilo que haviam comido, tinham maior perda e controle do peso no regime. As vantagens disso se mantinham mesmo que as pessoas sequer consultassem depois suas anotações! O simples ato de anotar parece fazer com que a pessoa tenha uma melhor ideia de quanto ela come. Nas pesquisas de saúde pública vemos sempre que as pessoas dizem se exercitar muito mais e comer muito menos do que realmente fazem.

Para piorar, o grande desafio pra quem quer fazer tudo sem consultar um profissional, é o baixo conhecimento médio das pessoas sobre o tema. As pessoas não sabem o quanto consumir, nem quando, nem o quê. Nem mesmo a experiência parece ser uma fonte segura, pois diversas pesquisas entre atletas e treinadores mostram que mesmo entre os de alto desempenho há um baixo conhecimento teórico sobre nutrição.

Não importando a pessoa, a sensação de sede é um excelente indicador de hidratação, mas a fome não é um indicador nada confiável de necessidade energética! Vejamos algumas armadilhas que já falamos aqui.

- A simples exposição a comerciais de fast food faz com que comamos mais;
- Algumas cidades americanas decidiram colocar valores calóricos nos cardápios das lanchonetes, mas o consumo não se alterou;
- As cadeias de lanchonetes mais “saudáveis” acabam fazendo com que as pessoas comam mais por acharem que os pratos são mais leves;
- Pratos light são erroneamente subavaliados quanto aos valores calóricos;
- Testes com “combos” de redes de fast food são muito subavaliados na quantidade calórica;
- Um homem quando acompanhado de uma mulher come mais do que sua média, enquanto ela come menos que o habitual;
- Pessoas instruídas a caminhar um pouco consumiam muito mais quando a elas se dizia que haviam feito exercício físico;

Ou seja, nossa decisão de comer ainda é muitas vezes um grande mistério sem lógica. Uma recente pesquisa da pesquisadora Dolores Albarracín, da Universidade americana de Illinois, mostra que a simples menção a campanhas de praticar exercício faz com que comamos mais, mesmo sem se exercitar. No estudo temos que as pessoas expostas a pôsteres simples com dizeres como “matricule-se em uma academia”, ou “pratique caminhada”, fez com que os estudados comessem muito mais do que os expostos a mensagens neutras! Ou seja, o simples gesto de ler algo relativo a exercício, já os fez consumir 30% mais, como se eles já estivessem treinando!

Então, preste atenção no que você come no dia a dia e o quanto faz de atividade física, para obter um equilíbrio e evitar brigas desnecessárias com a balança.


Saiba a relação entre exercícios físicos e as dietas de emagrecimento

Atletismo · 26 jul, 2010

Para quem quer perder peso, a estratégia hoje que parece consensualmente uma das mais aceitas é a de se conciliar uma dieta para redução de ingestão calórica, com a prática de exercício físico, o que geraria um maior gasto energético. Tudo tem que ser feito de forma sem exageros, porque qualquer dieta que prometa mais de um quilo a cada duas semanas, pode ser uma mentira ou um desastre.

Um importante e detalhado estudo mostrou que as pessoas que faziam um registro de tudo aquilo que haviam comido, tinham maior perda e controle do peso no regime. As vantagens disso se mantinham mesmo que as pessoas sequer consultassem depois suas anotações! O simples ato de anotar parece fazer com que a pessoa tenha uma melhor ideia de quanto ela come. Nas pesquisas de saúde pública vemos sempre que as pessoas dizem se exercitar muito mais e comer muito menos do que realmente fazem.

Para piorar, o grande desafio pra quem quer fazer tudo sem consultar um profissional, é o baixo conhecimento médio das pessoas sobre o tema. As pessoas não sabem o quanto consumir, nem quando, nem o quê. Nem mesmo a experiência parece ser uma fonte segura, pois diversas pesquisas entre atletas e treinadores mostram que mesmo entre os de alto desempenho há um baixo conhecimento teórico sobre nutrição.

Não importando a pessoa, a sensação de sede é um excelente indicador de hidratação, mas a fome não é um indicador nada confiável de necessidade energética! Vejamos algumas armadilhas que já falamos aqui.

- A simples exposição a comerciais de fast food faz com que comamos mais;
- Algumas cidades americanas decidiram colocar valores calóricos nos cardápios das lanchonetes, mas o consumo não se alterou;
- As cadeias de lanchonetes mais “saudáveis” acabam fazendo com que as pessoas comam mais por acharem que os pratos são mais leves;
- Pratos light são erroneamente subavaliados quanto aos valores calóricos;
- Testes com “combos” de redes de fast food são muito subavaliados na quantidade calórica;
- Um homem quando acompanhado de uma mulher come mais do que sua média, enquanto ela come menos que o habitual;
- Pessoas instruídas a caminhar um pouco consumiam muito mais quando a elas se dizia que haviam feito exercício físico;

Ou seja, nossa decisão de comer ainda é muitas vezes um grande mistério sem lógica. Uma recente pesquisa da pesquisadora Dolores Albarracín, da Universidade americana de Illinois, mostra que a simples menção a campanhas de praticar exercício faz com que comamos mais, mesmo sem se exercitar. No estudo temos que as pessoas expostas a pôsteres simples com dizeres como “matricule-se em uma academia”, ou “pratique caminhada”, fez com que os estudados comessem muito mais do que os expostos a mensagens neutras! Ou seja, o simples gesto de ler algo relativo a exercício, já os fez consumir 30% mais, como se eles já estivessem treinando!

Então, preste atenção no que você come no dia a dia e o quanto faz de atividade física, para obter um equilíbrio e evitar brigas desnecessárias com a balança.

Cadeirantes são destaque na Maratona da Cidade do Rio de Janeiro

No ultimo domingo (18/07) a Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro reuniu cerca de 18 mil pessoas, tanto na modalidade principal, quanto na meia maratona e na family run. Dentre os milhares de participantes, a categoria cadeirantes foi um dos destaques, com a modalidade handbiker e a tradicional.

Rio de Janeiro - A handbikers consiste em um triciclo pedalado com a mão utilizado por pessoas com deficiência nos membros inferiores. Este ano foi a primeira vez que a competição abriu espaço para essa disputa, que teve uma briga acirrada durante a meia maratona.

Fernando Aranha, Eduardo Camara e Ezequias Prado travaram ótimos duelos desde o tiro de partida na Praia do Pepê, até a chegada no Aterro do Flamengo. Aranha, atual campeão brasileiro da modalidade em sua categoria, foi o primeiro colocado ao marcar 46min07 e foi seguido por Eduardo (52min58) e Ezequias (58min25).

Nem mesmo a chuva que caiu no início da prova e as pistas molhadas, desanimaram o campeão, que como sempre esbanjava simpatia durante a premiação. “Competir no Rio é o máximo, eu me divirto”. Segundo o atleta, o recapeamento do asfalto em algumas vias da cidade foram sentidos durante o percurso. “O asfalto estava perfeito se comparado aos locais onde costumo treinar, como a USP”, lembra sobre os buracos das ruas da Cidade Universitária.

Aranha conta ainda que a disputa serviu como preparação para o seu grande objetivo na temporada, que acontece em agosto. “Vou disputar o mundial de handbike no Canadá”. Ele revela ainda quais são seus planos futuros. “Meu objetivo é conquistar uma vaga para os Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres”.

Se o detentor do caneco dourado afirma não ter tido problemas com buracos, o vice-campeão, Eduardo, discorda do colega. “Tinham vários buracos na Avenida Niemayer, além tampas de bueiros soltas”. Ele revela ainda outro problema, ocasionado pelas chuvas. “Tinham muitas poças d’água que podiam esconder buracos”.

Adversidades à parte, o carioca conta sobre a disputa com Aranha. “Ele é um exemplo para mim no esporte. Estou há um ano competindo e espero daqui há uns dois anos conseguir vencê-lo”, brinca em tom de provocação. Assim como o colega, Eduardo também representará o Brasil no mundial do Canadá.

Categoria convencional - Na categoria tradicional os cadeirantes competiram a prova principal, que largou no Recreio dos Bandeirantes. Eles saíram junto com a elite feminina e, assim como os atletas andantes, enfrentaram problemas com o percurso molhado e o vento contra.

De acordo com Jaciel, segundo lugar na disputa entre os cadeirantes, ele e os demais brasileiros se surpreenderam com a participação do ‘Hermano’. “Nós não o conhecíamos, então durante os primeiros quilômetros o estudamos”.

Passada a fase de reconhecimento do adversário, Jaciel conta que resolveu ir para cima por volta do quilômetro 14, chegou a ultrapassá-lo, mas um pequeno detalhe fez a diferença para que o argentino vencesse. “Devido à chuva, a cola da luva acabou e começamos a patinar muito, principalmente nas subidas. Aí olhei para o Eduardo e vi que ele levava uma cola extra em sua cadeira”.

A categoria cadeirantes, muito comum em provas internacionais de peso, ganha cada vez mais adeptos no Brasil, que passam a treinar e competir rigorosamente por resultados. “As pessoas às vezes acham que somos coitados, mas pelo contrário, temos obrigações e somos cobrados pelos nossos patrocinadores”, finaliza Jaciel, que possui o apoio da marca esportiva Fila.


Cadeirantes são destaque na Maratona da Cidade do Rio de Janeiro

Esporte Adaptado · 22 jul, 2010

No ultimo domingo (18/07) a Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro reuniu cerca de 18 mil pessoas, tanto na modalidade principal, quanto na meia maratona e na family run. Dentre os milhares de participantes, a categoria cadeirantes foi um dos destaques, com a modalidade handbiker e a tradicional.

Rio de Janeiro - A handbikers consiste em um triciclo pedalado com a mão utilizado por pessoas com deficiência nos membros inferiores. Este ano foi a primeira vez que a competição abriu espaço para essa disputa, que teve uma briga acirrada durante a meia maratona.

Fernando Aranha, Eduardo Camara e Ezequias Prado travaram ótimos duelos desde o tiro de partida na Praia do Pepê, até a chegada no Aterro do Flamengo. Aranha, atual campeão brasileiro da modalidade em sua categoria, foi o primeiro colocado ao marcar 46min07 e foi seguido por Eduardo (52min58) e Ezequias (58min25).

Nem mesmo a chuva que caiu no início da prova e as pistas molhadas, desanimaram o campeão, que como sempre esbanjava simpatia durante a premiação. “Competir no Rio é o máximo, eu me divirto”. Segundo o atleta, o recapeamento do asfalto em algumas vias da cidade foram sentidos durante o percurso. “O asfalto estava perfeito se comparado aos locais onde costumo treinar, como a USP”, lembra sobre os buracos das ruas da Cidade Universitária.

Aranha conta ainda que a disputa serviu como preparação para o seu grande objetivo na temporada, que acontece em agosto. “Vou disputar o mundial de handbike no Canadá”. Ele revela ainda quais são seus planos futuros. “Meu objetivo é conquistar uma vaga para os Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres”.

Se o detentor do caneco dourado afirma não ter tido problemas com buracos, o vice-campeão, Eduardo, discorda do colega. “Tinham vários buracos na Avenida Niemayer, além tampas de bueiros soltas”. Ele revela ainda outro problema, ocasionado pelas chuvas. “Tinham muitas poças d’água que podiam esconder buracos”.

Adversidades à parte, o carioca conta sobre a disputa com Aranha. “Ele é um exemplo para mim no esporte. Estou há um ano competindo e espero daqui há uns dois anos conseguir vencê-lo”, brinca em tom de provocação. Assim como o colega, Eduardo também representará o Brasil no mundial do Canadá.

Categoria convencional - Na categoria tradicional os cadeirantes competiram a prova principal, que largou no Recreio dos Bandeirantes. Eles saíram junto com a elite feminina e, assim como os atletas andantes, enfrentaram problemas com o percurso molhado e o vento contra.

De acordo com Jaciel, segundo lugar na disputa entre os cadeirantes, ele e os demais brasileiros se surpreenderam com a participação do ‘Hermano’. “Nós não o conhecíamos, então durante os primeiros quilômetros o estudamos”.

Passada a fase de reconhecimento do adversário, Jaciel conta que resolveu ir para cima por volta do quilômetro 14, chegou a ultrapassá-lo, mas um pequeno detalhe fez a diferença para que o argentino vencesse. “Devido à chuva, a cola da luva acabou e começamos a patinar muito, principalmente nas subidas. Aí olhei para o Eduardo e vi que ele levava uma cola extra em sua cadeira”.

A categoria cadeirantes, muito comum em provas internacionais de peso, ganha cada vez mais adeptos no Brasil, que passam a treinar e competir rigorosamente por resultados. “As pessoas às vezes acham que somos coitados, mas pelo contrário, temos obrigações e somos cobrados pelos nossos patrocinadores”, finaliza Jaciel, que possui o apoio da marca esportiva Fila.

Profissionais da saúde e do esporte debatem sobre ciências e corrida

Aconteceu neste sábado (17/07) o Segundo Seminário de Ciências Aplicadas à Corrida, promovido pela Taktos de Medicina Esportiva. Diversos profissionais ministraram palestras sobre temas pertinentes à pratica da corrida, desde lesões ortopédicas até terapia de genes.

São Paulo - O mundo de corredores aumenta 10% a cada ano, a medicina esportiva é o segmento que mais cresce no meio acadêmico. Com esse crescimento, é natural que mais profissionais se dediquem à entender melhor a prática e as consequências de correr. Neste sábado (17/07), profissionais de medicina, nutrição e fisioterapia se reuniram no Segundo Seminário de Ciências Aplicadas à Corrida para debater temas pertinentes para todos os que trabalham no mundo de um dos esportes que mais se populariza ao redor do mundo.

Segundo um dos organizadores do evento, Dr. Adriano Leonardi, a integração técnico-médico é importante. “Nós não sabemos quais são os problemas que os educadores físicos têm no dia-a-dia de treino dos atletas, mas é importante essa integração para ajudar no diagnóstico e no tratamento de eventuais lesões”.

Abordando uma polêmica recém surgida sobre o uso de tênis na corrida, Dra. Ana Paula Simões fez um panorama sobre o correr ou não descalço. A palestra foi mais uma parte da controvérsia surgida recentemente e que envolveu médicos, técnicos e outros profissionais desse universo.

Uma discussão interessante também abordada no seminário foi sobre a eficiência do alongamento na prevenção de lesões. Pesquisas não constataram uma diminuição nos prejuízos com o alongamento antes da prática esportiva, mas foi apontado em alguns estudos um aumento de lesões quando adotado após a corrida.

O evento também contou com a baropodometria, avaliação da pisada. Durante o intervalo das palestras, os participantes puderam saber como o peso do corpo está distribuído no pé e ainda qual seria o melhor tipo de palmilha para cada um.


Profissionais da saúde e do esporte debatem sobre ciências e corrida

Atletismo · 17 jul, 2010

Aconteceu neste sábado (17/07) o Segundo Seminário de Ciências Aplicadas à Corrida, promovido pela Taktos de Medicina Esportiva. Diversos profissionais ministraram palestras sobre temas pertinentes à pratica da corrida, desde lesões ortopédicas até terapia de genes.

São Paulo - O mundo de corredores aumenta 10% a cada ano, a medicina esportiva é o segmento que mais cresce no meio acadêmico. Com esse crescimento, é natural que mais profissionais se dediquem à entender melhor a prática e as consequências de correr. Neste sábado (17/07), profissionais de medicina, nutrição e fisioterapia se reuniram no Segundo Seminário de Ciências Aplicadas à Corrida para debater temas pertinentes para todos os que trabalham no mundo de um dos esportes que mais se populariza ao redor do mundo.

Segundo um dos organizadores do evento, Dr. Adriano Leonardi, a integração técnico-médico é importante. “Nós não sabemos quais são os problemas que os educadores físicos têm no dia-a-dia de treino dos atletas, mas é importante essa integração para ajudar no diagnóstico e no tratamento de eventuais lesões”.

Abordando uma polêmica recém surgida sobre o uso de tênis na corrida, Dra. Ana Paula Simões fez um panorama sobre o correr ou não descalço. A palestra foi mais uma parte da controvérsia surgida recentemente e que envolveu médicos, técnicos e outros profissionais desse universo.

Uma discussão interessante também abordada no seminário foi sobre a eficiência do alongamento na prevenção de lesões. Pesquisas não constataram uma diminuição nos prejuízos com o alongamento antes da prática esportiva, mas foi apontado em alguns estudos um aumento de lesões quando adotado após a corrida.

O evento também contou com a baropodometria, avaliação da pisada. Durante o intervalo das palestras, os participantes puderam saber como o peso do corpo está distribuído no pé e ainda qual seria o melhor tipo de palmilha para cada um.

Cursos da Running Show ajudam profissionais da área de corridas

Atletismo · 16 jul, 2010

A Running Show 2010 mostra mais uma vez porque é a maior feira de corridas do país e organiza cursos voltados ao público de profissionais da área de treinamento e de assessorias esportivas. Serão três cursos, ministrados dentro da própria feira, visando atingir esse nicho do mercado de corridas: ‘Como administrar uma assessoria de corrida’, ‘Como organizar os treinos: estratégias, resultados e seguranças’ e ‘Organização Técnica e Administrativa de uma Assessoria de Corrida’.

Os professores serão Claudio Castilho, Dio dos Santos, Emerson Bisan, Martha Dallari, Mário Sérgio e Miguel Sarkis, e em todos os cursos eles expõe o panorama atual do universo das corridas, além de exemplificar a teoria com cases atuais e exemplos específicos de casos do dia-a-dia.

A Running Show 2010 acontece no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, dos dias 29 de julho a primeiro de agosto. Os horários de funcionamento da feira são: das 14h às 21h nos dias 29 e 30 de julho, das 10h às 21h no dia 31 de julho e das 10h às 18 no dia primeiro de agosto.