Esporte Adaptado

Confira os vencedores da promoção de aniversário do Webrun

Como parte das comemorações de oito anos do Webrun, o Portal lançou a promoção Por que você corre, na qual os leitores deveriam se expressar em até oito palavras. Os autores das 16 melhores frases foram contemplados com diversos prêmios oferecidos por empresas que investem no mundo esportivo.

Confira a seguir a lista de vencedores e os respectivos prêmios:



Nome
Frase
Prêmio
Marcelo Palácio Corro pra entrar em contato com meus limites1 par de tênis Fila Alvo 
Rodrigo Nunes NogueiraApaixonados em viver têm paixão por correr1 par de tênis Fila Alvo 
Antonio Carlos Rocha ColucciCorro para sair bem na foto do Webrun1 par de tênis Fila Alvo 
Aline Amaral Quintella AbduPurifico a alma com o suor das passadas.1 par de tênis Fila Alvo
Ana Paula Loureiro FerreiraO Ministério da Saúde adverte: correr provoca felicidade1 Mochila Tryon Trilha
Fernando Correia de Oliveira SilvaCorro pela recompensa de viver intensamente cada minuto.1 Mochila Tryon Alpine 60 l
José Luiz Guelber JúniorA corrida é o combustível da minha superação.1 Theraband preta da Physio Pilates
Fernando Akira YamadaSe parar o bicho pega! Então vamos Correr!1 Theraband preta da Physio Pilates 
Alessandro de Araújo GonçalvesPorque só na corrida consigo superar o tempo1 Theraband preta da Physio Pilates
Marley Brambati RadekeCorro para não rolar!1 Theraband preta da Physio Pilates
MarcosCorro para ouvir, em silencio, os meus pensamentos!1 Theraband preta da Physio Pilates
Anderson Jovino da SilvaPorque tenho pressa para exterminar o estresse!1 Theraband preta da Physio Pilates
Robson Teixeira NevesPara sentir prazer inigualável da endorfina nas veias1 Theraband preta da Physio Pilates 
Mariza Satomi Harada KitamuraCorro, porque correr é liberdade pura e ... suada!!!!!1 Theraband preta da Physio Pilates
Alexandre Magno Gaia da SilvaMe faz ser um campeão a cada dia!1 Theraband preta da Physio Pilates
Fabiana BiscoCorro para que a alma voe1 Theraband preta da Physio Pilates 

Os contemplados serão contatados via e-mail ou telefone e devem obrigatoriamente reclamar os prêmios até as 13h do dia 28 de junho. A entrega será efetuada pela D&A Assessoria de Imprensa, Fila, Tryon e Physio Pilates, empresas parceiras do Webrun para a realização desta promoção.


Confira os vencedores da promoção de aniversário do Webrun

Atletismo · 24 jun, 2010

Como parte das comemorações de oito anos do Webrun, o Portal lançou a promoção Por que você corre, na qual os leitores deveriam se expressar em até oito palavras. Os autores das 16 melhores frases foram contemplados com diversos prêmios oferecidos por empresas que investem no mundo esportivo.

Confira a seguir a lista de vencedores e os respectivos prêmios:



Nome
Frase
Prêmio
Marcelo Palácio Corro pra entrar em contato com meus limites1 par de tênis Fila Alvo 
Rodrigo Nunes NogueiraApaixonados em viver têm paixão por correr1 par de tênis Fila Alvo 
Antonio Carlos Rocha ColucciCorro para sair bem na foto do Webrun1 par de tênis Fila Alvo 
Aline Amaral Quintella AbduPurifico a alma com o suor das passadas.1 par de tênis Fila Alvo
Ana Paula Loureiro FerreiraO Ministério da Saúde adverte: correr provoca felicidade1 Mochila Tryon Trilha
Fernando Correia de Oliveira SilvaCorro pela recompensa de viver intensamente cada minuto.1 Mochila Tryon Alpine 60 l
José Luiz Guelber JúniorA corrida é o combustível da minha superação.1 Theraband preta da Physio Pilates
Fernando Akira YamadaSe parar o bicho pega! Então vamos Correr!1 Theraband preta da Physio Pilates 
Alessandro de Araújo GonçalvesPorque só na corrida consigo superar o tempo1 Theraband preta da Physio Pilates
Marley Brambati RadekeCorro para não rolar!1 Theraband preta da Physio Pilates
MarcosCorro para ouvir, em silencio, os meus pensamentos!1 Theraband preta da Physio Pilates
Anderson Jovino da SilvaPorque tenho pressa para exterminar o estresse!1 Theraband preta da Physio Pilates
Robson Teixeira NevesPara sentir prazer inigualável da endorfina nas veias1 Theraband preta da Physio Pilates 
Mariza Satomi Harada KitamuraCorro, porque correr é liberdade pura e ... suada!!!!!1 Theraband preta da Physio Pilates
Alexandre Magno Gaia da SilvaMe faz ser um campeão a cada dia!1 Theraband preta da Physio Pilates
Fabiana BiscoCorro para que a alma voe1 Theraband preta da Physio Pilates 

Os contemplados serão contatados via e-mail ou telefone e devem obrigatoriamente reclamar os prêmios até as 13h do dia 28 de junho. A entrega será efetuada pela D&A Assessoria de Imprensa, Fila, Tryon e Physio Pilates, empresas parceiras do Webrun para a realização desta promoção.

Webrun comemora oito anos de história nesta terça-feira (15/06)

Atualizado em 15/06 às 12h

Nessa terça-feira (15/06/2010) o Portal Webrun comemora oito anos de história. Desde 2002 nossa equipe corre para levar a você as melhores informações e imagens sobre tudo que acontece no mundo da corrida e do triathlon.

Para comemorar a data fizemos uma retrospectiva com oito importantes acontecimentos para o portal no decorrer da história. Como a ideia é enumerar oito acontecimentos, muita coisa legal certamente ficou de fora dessa lista, mas convidamos todos a acessarem o Fórum para discutir o assunto.

CRIAÇÃO DO WEBRUN. Em 2002, o mesmo grupo que administra o portal Webventure se junta com o antigo fundador do Maratona.com, Harry Thomas Júnior, para criar o Webrun. Veja mais. Foto: Reprodução.

 


GUIA DO TÊNIS. Desde 2005, o Webrun publica anualmente o Guia do Tênis, com informações sobre os lançamentos das principais marcas de running e triathlon no mercado brasileiro. O Guia é um dos artigos mais procurados pelos leitores ao longo do ano. Veja mais Foto: Arte Webrun.

 


QUEDA INTERNACIONAL. Durante a Maratona de Chicago de 2006, o queniano Robert Cheruiyot levou um tombo poucos metros antes de cruzar a linha de chegada. O Webrun estava presente para registrar o momento. Veja mais. Foto: Donata Lustosa / Webrun.

 


VITÓRIA INTERNACIONAL. Marílson Gomes dos Santos venceu a Maratona de Nova York no dia cinco de novembro de 2006 e se tornou o primeiro brasileiro a subir no lugar mais alto do pódio da competição americana. O Webrun foi o primeiro veículo de imprensa brasileiro a noticiar e um dos únicos que estava presente na prova. Veja mais. Foto: Donata Lustosa / Webrun.

 


PAN DO RIO. Em 2007, o Rio de Janeiro foi sede dos Jogos Pan Americanos e o Webrun esteve in loco para acompanhar o maior evento esportivo do continente, cobrindo as provas de atletismo, maratona e triatlhon. Os Jogos consagraram diversos nomes do esporte nacional e internacional. Veja mais. Foto: Thiago Padovanni / Webrun.

 


VÍDEO DA CHEGADA.
A edição de 2007 da Corrida Santos Dummont marcou o primeiro evento com cobertura de vídeo e foto da chegada. O serviço já era comum em provas fora do país, mas no Brasil o Webrun foi pioneiro. Veja mais. Foto: Reprodução.

 


ONDE TREINAR. Em 2008, o Webrun criou a ferramenta Onde Treinar, na qual os leitores e organizadores de prova podem cadastrar suas rotas favoritas, além de competições. Atualmente são mais de cinco mil locais disponíveis. Veja mais. Foto: Reprodução.

 


NOVO LAYOUT. Em agosto de 2008, o Webrun passou por uma reformulação de layout. Acompanhando os adventos da internet 2.0, a nova página passou a oferecer conteúdos multimídia, interatividade e mais dinamismo. Veja mais. Foto: Reprodução.


Webrun comemora oito anos de história nesta terça-feira (15/06)

Atletismo · 15 jun, 2010

Atualizado em 15/06 às 12h

Nessa terça-feira (15/06/2010) o Portal Webrun comemora oito anos de história. Desde 2002 nossa equipe corre para levar a você as melhores informações e imagens sobre tudo que acontece no mundo da corrida e do triathlon.

Para comemorar a data fizemos uma retrospectiva com oito importantes acontecimentos para o portal no decorrer da história. Como a ideia é enumerar oito acontecimentos, muita coisa legal certamente ficou de fora dessa lista, mas convidamos todos a acessarem o Fórum para discutir o assunto.

CRIAÇÃO DO WEBRUN. Em 2002, o mesmo grupo que administra o portal Webventure se junta com o antigo fundador do Maratona.com, Harry Thomas Júnior, para criar o Webrun. Veja mais. Foto: Reprodução.

 


GUIA DO TÊNIS. Desde 2005, o Webrun publica anualmente o Guia do Tênis, com informações sobre os lançamentos das principais marcas de running e triathlon no mercado brasileiro. O Guia é um dos artigos mais procurados pelos leitores ao longo do ano. Veja mais Foto: Arte Webrun.

 


QUEDA INTERNACIONAL. Durante a Maratona de Chicago de 2006, o queniano Robert Cheruiyot levou um tombo poucos metros antes de cruzar a linha de chegada. O Webrun estava presente para registrar o momento. Veja mais. Foto: Donata Lustosa / Webrun.

 


VITÓRIA INTERNACIONAL. Marílson Gomes dos Santos venceu a Maratona de Nova York no dia cinco de novembro de 2006 e se tornou o primeiro brasileiro a subir no lugar mais alto do pódio da competição americana. O Webrun foi o primeiro veículo de imprensa brasileiro a noticiar e um dos únicos que estava presente na prova. Veja mais. Foto: Donata Lustosa / Webrun.

 


PAN DO RIO. Em 2007, o Rio de Janeiro foi sede dos Jogos Pan Americanos e o Webrun esteve in loco para acompanhar o maior evento esportivo do continente, cobrindo as provas de atletismo, maratona e triatlhon. Os Jogos consagraram diversos nomes do esporte nacional e internacional. Veja mais. Foto: Thiago Padovanni / Webrun.

 


VÍDEO DA CHEGADA.
A edição de 2007 da Corrida Santos Dummont marcou o primeiro evento com cobertura de vídeo e foto da chegada. O serviço já era comum em provas fora do país, mas no Brasil o Webrun foi pioneiro. Veja mais. Foto: Reprodução.

 


ONDE TREINAR. Em 2008, o Webrun criou a ferramenta Onde Treinar, na qual os leitores e organizadores de prova podem cadastrar suas rotas favoritas, além de competições. Atualmente são mais de cinco mil locais disponíveis. Veja mais. Foto: Reprodução.

 


NOVO LAYOUT. Em agosto de 2008, o Webrun passou por uma reformulação de layout. Acompanhando os adventos da internet 2.0, a nova página passou a oferecer conteúdos multimídia, interatividade e mais dinamismo. Veja mais. Foto: Reprodução.

O que ocasiona a tendinopatia? Tem cura?

Corridas de Rua · 24 maio, 2010

Nome: Maria Jose Caetano

Idade: 47

Dúvida: O que ocasiona a tendinopatia e se tem cura qual tratamento. Só se ocasiona no punho ou em outras partes do corpo?

Resposta: Olá Maria,

tendinopatia significa tendão doente, podendo ser desde uma tendinite até uma tendinose ou lesão. As causas são diversas e cada caso deve ser investigado, pois pode ocorrer desde doenças osteometabólicas, esforços de repetição, trauma, degeneração, etc. Onde tem tendão, pode ter tendinopatia, portanto....no corpo todo!

Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814.

Hipertensos podem e devem praticar atividade física

No dia Mundial da Hipertensão Arterial (13/05), o colunista do Webrun, Professor Diego Leite de Barros, comenta sobre os exercícios físicos recomendados para os hipertensos. Segundo ele, os benefícios são tão significativos quanto os de alguns medicamentos.

A hipertensão atinge um número cada vez maior de indivíduos em todo o mundo, tornando-se um grande problema de saúde pública principalmente em países desenvolvidos. A preocupação de como propor um programa de atividade física eficiente para este público aumenta de acordo com a evolução da Ciência do Esporte.

A hipertensão arterial (HA) pode ser definida como pressão sistólica maior ou igual a 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e/ou pressão diastólica maior ou igual a 90 mmHg em adultos. Estudos mostram que o risco relativo de uma pessoa tornar-se hipertensa é muito maior naquelas que tem baixa capacidade física. Sendo assim, a prática de exercícios torna-se um grande coadjuvante na prevenção e no tratamento da HA.

Os exercícios aeróbios (longa duração e intensidade moderada) são sabidamente benéficos ao hipertenso tendo uma influencia tão significativa como a de alguns medicamentos anti-hipertensivos. Isto ocorre provavelmente por redução do tônus simpático que leva a diminuição da Pressão Arterial (PA). A adaptação da Freqüência Cardíaca (F.C.) ao exercício aeróbico (bradicardia de repouso) é outro ponto significativo na melhora do quadro hipertensivo.

Atualmente os exercícios de força (principalmente a musculação) tornaram-se mais um aliado no tratamento da HA, como complemento à atividade aeróbica. Tempos atrás essa indicação seria julgada de forma negativa, porém estudos recentes* comprovam benefícios significativos para estes indivíduos. Apesar de serem observados picos pressóricos durante esse tipo de treinamento, após o exercício observa-se um quadro de hipotensão (baixa da PA) que a longo prazo provoca adaptações positivas.

Indicações - Toda a prática esportiva para indivíduos hipertensos deve haver liberação médica. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, é recomendada a prática de três a cinco sessões de treino aeróbio por semana com intensidade de 60 a 80% da Freqüência Cardíaca Máxima. Em relação aos exercícios de força, a intensidade sugerida é de até 50% da contração voluntária máxima (1RM) com treinos suplementares aos aeróbicos. Vale lembrar que o controle da respiração, principalmente durante a musculação, é de grande importância ao hipertenso.

O hipertenso sempre deve evitar a manobra de Valsalva (exalar forçadamente o ar contra os lábios fechados e nariz tapado), pois esta reação respiratória eleva os níveis pressóricos de forma desnecessária.

Assim, a atividade física bem orientada, dentro dos níveis de intensidade e volume recomendados, pode e deve ser indicada ao indivíduo hipertenso, agindo de forma imprescindível na melhora do quadro geral de sua saúde.

*Pescatello LS. Exercise and Hypertension: recent advances in exercise prescription. Curr Hipertens Rep 2005, 7(4):281-6.


Hipertensos podem e devem praticar atividade física

Atletismo · 13 maio, 2010

No dia Mundial da Hipertensão Arterial (13/05), o colunista do Webrun, Professor Diego Leite de Barros, comenta sobre os exercícios físicos recomendados para os hipertensos. Segundo ele, os benefícios são tão significativos quanto os de alguns medicamentos.

A hipertensão atinge um número cada vez maior de indivíduos em todo o mundo, tornando-se um grande problema de saúde pública principalmente em países desenvolvidos. A preocupação de como propor um programa de atividade física eficiente para este público aumenta de acordo com a evolução da Ciência do Esporte.

A hipertensão arterial (HA) pode ser definida como pressão sistólica maior ou igual a 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e/ou pressão diastólica maior ou igual a 90 mmHg em adultos. Estudos mostram que o risco relativo de uma pessoa tornar-se hipertensa é muito maior naquelas que tem baixa capacidade física. Sendo assim, a prática de exercícios torna-se um grande coadjuvante na prevenção e no tratamento da HA.

Os exercícios aeróbios (longa duração e intensidade moderada) são sabidamente benéficos ao hipertenso tendo uma influencia tão significativa como a de alguns medicamentos anti-hipertensivos. Isto ocorre provavelmente por redução do tônus simpático que leva a diminuição da Pressão Arterial (PA). A adaptação da Freqüência Cardíaca (F.C.) ao exercício aeróbico (bradicardia de repouso) é outro ponto significativo na melhora do quadro hipertensivo.

Atualmente os exercícios de força (principalmente a musculação) tornaram-se mais um aliado no tratamento da HA, como complemento à atividade aeróbica. Tempos atrás essa indicação seria julgada de forma negativa, porém estudos recentes* comprovam benefícios significativos para estes indivíduos. Apesar de serem observados picos pressóricos durante esse tipo de treinamento, após o exercício observa-se um quadro de hipotensão (baixa da PA) que a longo prazo provoca adaptações positivas.

Indicações - Toda a prática esportiva para indivíduos hipertensos deve haver liberação médica. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, é recomendada a prática de três a cinco sessões de treino aeróbio por semana com intensidade de 60 a 80% da Freqüência Cardíaca Máxima. Em relação aos exercícios de força, a intensidade sugerida é de até 50% da contração voluntária máxima (1RM) com treinos suplementares aos aeróbicos. Vale lembrar que o controle da respiração, principalmente durante a musculação, é de grande importância ao hipertenso.

O hipertenso sempre deve evitar a manobra de Valsalva (exalar forçadamente o ar contra os lábios fechados e nariz tapado), pois esta reação respiratória eleva os níveis pressóricos de forma desnecessária.

Assim, a atividade física bem orientada, dentro dos níveis de intensidade e volume recomendados, pode e deve ser indicada ao indivíduo hipertenso, agindo de forma imprescindível na melhora do quadro geral de sua saúde.

*Pescatello LS. Exercise and Hypertension: recent advances in exercise prescription. Curr Hipertens Rep 2005, 7(4):281-6.

Atleta amputado Paulo Almeida desafia limites na Maratona da Muralha da China

Esporte Adaptado · 11 maio, 2010

Paulo Almeida é um dos casos de maior sucesso em Ultramaratonas. Mesmo depois de ter a perna amputada após um acidente sofrido em 1997, o atleta de 43 anos não desistiu do esporte. No dia 15 de maio, o competidor mais uma vez desafiará os limites de seu corpo ao competir na Maratona da Muralha da China.

Com mais de 60 provas disputadas no currículo, Almeida afirma que a competição chinesa, que contará com 42 quilômetros, sendo 10 quilômetros de degraus, trará novas emoções à sua carreira. “Já corri em muitas provas, mas a da Muralha da China é diferente de todas”, diz o ultramaratonista.

O brasileiro possui um histórico de tirar o fôlego de muitos atletas. São 50 participações em maratonas, sendo 11 de Nova York, além dos títulos de Chicago e Disney na categoria amputados. Ele também já esteve três vezes na Comrades Marathon (África do Sul), nas quais foi o único competidor com prótese.

Os eventos africanos, inclusive, trazem algumas das melhores lembranças de Almeida. “A Comrades foi uma experiência única para mim, uma das mais difíceis que já participei”, conta.

Conheça alguns fatores que causam a fadiga muscular

A fadiga muscular representa um problema complexo em nosso meio, causada por fatores ainda não totalmente esclarecidos. A literatura científica atual aponta possíveis causas provenientes de alterações deletérias no próprio músculo (fadiga periférica) ou mudanças na comunicação neural para o músculo (fadiga central). A fadiga central é caracterizada por mecanismos biológicos que alteram o esforço subjetivo, motivação, comportamento e tolerância à dor, bem como aqueles que diretamente inibem a ativação motora nos centros superiores do cérebro e nos neurônios (células nervosas) que transmitem os impulsos nervosos.

O grau e a causa da fadiga muscular são dependentes da duração, intensidade e natureza dos exercícios, composição do tipo de fibra muscular, nível de condicionamento físico e fatores ambientais como altitude, umidade e temperatura.

Exercícios de alta intensidade - A fadiga muscular pode ser definida como uma perda de força que acarreta na redução do desempenho em uma determinada tarefa. A fadiga após exercícios de alta intensidade e curta duração pode resultar a partir de falhas na ativação do sistema nervoso central (SNC), assim como a falta de manutenção da freqüência adequada de ativação dos neurônios motores transmitindo os impulsos nervosos.

Este tipo de exercício envolve uma demanda energética que ultrapassa a potência aeróbica máxima do indivíduo, solicitando um alto grau de metabolismo anaeróbico. Conseqüentemente diminuem os fosfatos de alta energia do músculo, trifosfato de adenosina (ATP) e fosfocreatina (CP), enquanto que fosfato inorgânico (Pi), difosfato de adenosina (ADP), lactato e íons hidrogênio (H+) aumentam na medida em que a fadiga se instala.

O acúmulo desses metabólitos tem sido apontado como um fator importante na gênese da fadiga muscular e na predisposição às câimbras. Para evitá-las, concentrações adequadas de ATP devem ser mantidas pelo organismo, pois esse substrato é um dos responsáveis pela fonte imediata de energia para as contrações musculares. A fosfocreatina também diminui com a atividade contrátil do músculo, e alguns estudos têm sugerido que concentrações baixas de CP podem também induzir à fadiga muscular.

O hidrogênio é particularmente interessante como agente causal, pois pode atuar de várias formas na célula: inibição da atividade de enzimas das vias produtoras de energia, inibição da utilização do cálcio (Ca+) pelas células musculares, e alteração do perfil iônico intracelular. Uma fonte importante dos íons de hidrogênio durante a atividade muscular intensa é a produção anaeróbica de ácido lático, que em sua maior parte se dissocia em íons lactato e H+. Atualmente, já está bem estabelecido que a fadiga ocorra pela elevada concentração de H+ (íons hidrogênio) e não pelo aumento de lactato ou ácido lático não dissociado, devido à inibição das vias metabólicas produtoras de energia.

Exercícios de endurance - Inúmeros fatores têm sido apontados como causadores de fadiga resultante de atividades físicas de longa duração. Entre eles estão incluídos a depleção de glicogênio muscular e hepático (do fígado), a diminuição da glicose sanguínea, a desidratação, e o aumento da temperatura corpórea.

O ritmo de utilização de carboidratos (CHO) é dependente não somente da intensidade do trabalho físico, mas também da condição física do indivíduo. O fato que esportistas treinados metabolizam carboidratos mais lentamente do que os não treinados corrobora a hipótese de que a depleção dos estoques de CHO seja uma das causas de fadiga muscular durante a atividade física prolongada.

No entanto, outros agentes causadores de fadiga muscular também estão envolvidos, pois a depleção de glicogênio pode ocorrer em sua ausência, possivelmente envolvendo a destruição da microestrutura de componentes celulares responsáveis pela produção de energia.

Referência: Fitts, R. H.; Metzger, J. M., Mechanisms of muscular fatigue. In: Poortmans, J. R. Principles of exercise biochemistry. 2º edição, 1993, vol. 38, p. 248-268.


Conheça alguns fatores que causam a fadiga muscular

Atletismo · 11 maio, 2010

A fadiga muscular representa um problema complexo em nosso meio, causada por fatores ainda não totalmente esclarecidos. A literatura científica atual aponta possíveis causas provenientes de alterações deletérias no próprio músculo (fadiga periférica) ou mudanças na comunicação neural para o músculo (fadiga central). A fadiga central é caracterizada por mecanismos biológicos que alteram o esforço subjetivo, motivação, comportamento e tolerância à dor, bem como aqueles que diretamente inibem a ativação motora nos centros superiores do cérebro e nos neurônios (células nervosas) que transmitem os impulsos nervosos.

O grau e a causa da fadiga muscular são dependentes da duração, intensidade e natureza dos exercícios, composição do tipo de fibra muscular, nível de condicionamento físico e fatores ambientais como altitude, umidade e temperatura.

Exercícios de alta intensidade - A fadiga muscular pode ser definida como uma perda de força que acarreta na redução do desempenho em uma determinada tarefa. A fadiga após exercícios de alta intensidade e curta duração pode resultar a partir de falhas na ativação do sistema nervoso central (SNC), assim como a falta de manutenção da freqüência adequada de ativação dos neurônios motores transmitindo os impulsos nervosos.

Este tipo de exercício envolve uma demanda energética que ultrapassa a potência aeróbica máxima do indivíduo, solicitando um alto grau de metabolismo anaeróbico. Conseqüentemente diminuem os fosfatos de alta energia do músculo, trifosfato de adenosina (ATP) e fosfocreatina (CP), enquanto que fosfato inorgânico (Pi), difosfato de adenosina (ADP), lactato e íons hidrogênio (H+) aumentam na medida em que a fadiga se instala.

O acúmulo desses metabólitos tem sido apontado como um fator importante na gênese da fadiga muscular e na predisposição às câimbras. Para evitá-las, concentrações adequadas de ATP devem ser mantidas pelo organismo, pois esse substrato é um dos responsáveis pela fonte imediata de energia para as contrações musculares. A fosfocreatina também diminui com a atividade contrátil do músculo, e alguns estudos têm sugerido que concentrações baixas de CP podem também induzir à fadiga muscular.

O hidrogênio é particularmente interessante como agente causal, pois pode atuar de várias formas na célula: inibição da atividade de enzimas das vias produtoras de energia, inibição da utilização do cálcio (Ca+) pelas células musculares, e alteração do perfil iônico intracelular. Uma fonte importante dos íons de hidrogênio durante a atividade muscular intensa é a produção anaeróbica de ácido lático, que em sua maior parte se dissocia em íons lactato e H+. Atualmente, já está bem estabelecido que a fadiga ocorra pela elevada concentração de H+ (íons hidrogênio) e não pelo aumento de lactato ou ácido lático não dissociado, devido à inibição das vias metabólicas produtoras de energia.

Exercícios de endurance - Inúmeros fatores têm sido apontados como causadores de fadiga resultante de atividades físicas de longa duração. Entre eles estão incluídos a depleção de glicogênio muscular e hepático (do fígado), a diminuição da glicose sanguínea, a desidratação, e o aumento da temperatura corpórea.

O ritmo de utilização de carboidratos (CHO) é dependente não somente da intensidade do trabalho físico, mas também da condição física do indivíduo. O fato que esportistas treinados metabolizam carboidratos mais lentamente do que os não treinados corrobora a hipótese de que a depleção dos estoques de CHO seja uma das causas de fadiga muscular durante a atividade física prolongada.

No entanto, outros agentes causadores de fadiga muscular também estão envolvidos, pois a depleção de glicogênio pode ocorrer em sua ausência, possivelmente envolvendo a destruição da microestrutura de componentes celulares responsáveis pela produção de energia.

Referência: Fitts, R. H.; Metzger, J. M., Mechanisms of muscular fatigue. In: Poortmans, J. R. Principles of exercise biochemistry. 2º edição, 1993, vol. 38, p. 248-268.

Indicação de calorias no cardápio evita o consumo excessivo de alimentos?

Semanas atrás houve a aprovação da reforma do novo Sistema de Saúde Público nos EUA (Health Care System) aprovado pelo presidente Barack Obama. Uma das mudanças foi a inclusão de uma medida que antes era limitada a Nova Iorque. Agora deverá haver em todo território americano a indicação do número de calorias nas refeições das cadeias de restaurantes e redes de fast food.

Em outros textos já falei aqui de como é complexa a escolha do quanto e o que vamos comer. Infelizmente, haver indicação de calorias no cardápio não ajuda, apesar de ser um direito do consumidor. Nós não comemos mais, menos, nem melhor se soubermos quantas calorias há em nosso prato. Isso não importa em nossas escolhas.

Um dos pedidos que mais recebo é de orientações para perder peso comendo menos “besteiras”. As dicas que mais funcionam parecem justamente aquelas que não fazem muito sentido. Há hoje fortes evidências de que nós não escolhemos a quantidade de alimento em função da fome, mas escolhemos em função da disponibilidade, do sabor, do tamanho/volume dos pratos/copos e também daquilo que comemos previamente. Sendo assim, a pessoa come mais gordura e doces se previamente fez exercício ou teve uma dieta mais saudável (do ponto de vista dela).

Embalagem X Consumo - O mais interessante é que se há pratos grandes, comemos mais, se há copos altos, bebemos mais. Novamente: quase não há relação com a fome! Comemos em função de quanto de alimento temos por perto. Uma recomendação que sempre dou é de não ter doces em casa, porque a simples presença deles nos faz consumi-los mais. Àqueles que compram alimentos menos saudáveis, outra dica que funciona muito bem é o de não ter esses produtos sempre à vista. Alguns estudos mostram que o simples gesto de tirá-los de nosso campo de visão já é suficiente para reduzir o seu consumo.

Outra recomendação: evite os truques! A simples menção da palavra light em alguns alimentos pode levá-lo a comer mais. Comer em frente à TV, não duvide, o faz comer mais. Outros dados: quanto mais gente está com você quando almoça, mais você tende a comer. Pessoas magras na mesa nos fazem comer menos, pessoas gordas nos fazem comer mais. Homem come mais quando há mulher na mesa e ela, por sua vez, também para impressionar, come menos.

Como não faz sentido escolher as pessoas com quem andamos, apenas por causa desses resultados, é sempre bom conhecer esses efeitos e não subestimar essas variáveis, achando que a sua fome é o único parâmetro para definir a dieta diária.


Indicação de calorias no cardápio evita o consumo excessivo de alimentos?

Atletismo · 03 maio, 2010

Semanas atrás houve a aprovação da reforma do novo Sistema de Saúde Público nos EUA (Health Care System) aprovado pelo presidente Barack Obama. Uma das mudanças foi a inclusão de uma medida que antes era limitada a Nova Iorque. Agora deverá haver em todo território americano a indicação do número de calorias nas refeições das cadeias de restaurantes e redes de fast food.

Em outros textos já falei aqui de como é complexa a escolha do quanto e o que vamos comer. Infelizmente, haver indicação de calorias no cardápio não ajuda, apesar de ser um direito do consumidor. Nós não comemos mais, menos, nem melhor se soubermos quantas calorias há em nosso prato. Isso não importa em nossas escolhas.

Um dos pedidos que mais recebo é de orientações para perder peso comendo menos “besteiras”. As dicas que mais funcionam parecem justamente aquelas que não fazem muito sentido. Há hoje fortes evidências de que nós não escolhemos a quantidade de alimento em função da fome, mas escolhemos em função da disponibilidade, do sabor, do tamanho/volume dos pratos/copos e também daquilo que comemos previamente. Sendo assim, a pessoa come mais gordura e doces se previamente fez exercício ou teve uma dieta mais saudável (do ponto de vista dela).

Embalagem X Consumo - O mais interessante é que se há pratos grandes, comemos mais, se há copos altos, bebemos mais. Novamente: quase não há relação com a fome! Comemos em função de quanto de alimento temos por perto. Uma recomendação que sempre dou é de não ter doces em casa, porque a simples presença deles nos faz consumi-los mais. Àqueles que compram alimentos menos saudáveis, outra dica que funciona muito bem é o de não ter esses produtos sempre à vista. Alguns estudos mostram que o simples gesto de tirá-los de nosso campo de visão já é suficiente para reduzir o seu consumo.

Outra recomendação: evite os truques! A simples menção da palavra light em alguns alimentos pode levá-lo a comer mais. Comer em frente à TV, não duvide, o faz comer mais. Outros dados: quanto mais gente está com você quando almoça, mais você tende a comer. Pessoas magras na mesa nos fazem comer menos, pessoas gordas nos fazem comer mais. Homem come mais quando há mulher na mesa e ela, por sua vez, também para impressionar, come menos.

Como não faz sentido escolher as pessoas com quem andamos, apenas por causa desses resultados, é sempre bom conhecer esses efeitos e não subestimar essas variáveis, achando que a sua fome é o único parâmetro para definir a dieta diária.

ADD leva 47 crianças cadeirantes para a Maratoninha Infantil de SP

Esporte Adaptado · 30 abr, 2010

A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) levará 47 crianças cadeirantes para participar da segunda edição da Maratoninha de São Paulo Corrida Infantil, neste sábado (01/04). O evento será disputado na pista sintética do Estádio Ícaro de Castro Mello, no Conjunto Desportivo do Ibirapuera.

Na ocasião, atletas mirins de seis a 15 anos vão correr em baterias que variam entre 50, 60 80, 100, 300 e 600 metros. A presença destas crianças no evento é reflexo da preocupação e trabalho diário da ADD, que usa o esporte adaptado como forma de inclusão social.

“Esperamos que as crianças que participem do evento tenham conhecimento sobre o que é o atletismo adaptado, despertando o gosto pela prática paradesportiva” afirma Sileno Santos, coordenador de esportes da entidade. “Independente de qualquer resultado, ver o sorriso de uma criança ao completar a prova nos motiva dia a dia a continuar o nosso trabalho” ressalta o coordenador.

A presença no evento também faz parte das ações da Escola de Esporte Adaptado da ADD, primeira escola do gênero no Brasil, e que tem como objetivo trabalhar o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes por meio de várias atividades. Além do esporte, também fazem parte do programa artes, dança, teatro, música, inclusão digital e ações pedagógicas.

Saiba como o Raio-X ajuda no diagnóstico das lesões nos esportes

Os raios-X foram descobertos em 1895 e rapidamente seu uso na medicina foi disseminado pelo mundo. Surgia aí a modalidade Radiologia, que em seguida se transformou em especialidade médica e que depois viria a ser conhecida por Diagnóstico por Imagem (afinal, outros métodos além da radiologia propriamente dita surgiram, como a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética).

Uma das especialidades médicas que mais se beneficiou com a invenção dos raios-x e as radiografias foi, sem dúvida, a ortopedia e a traumatologia. Coincidentemente, a primeira imagem radiográfica foi ortopédica: a mão da mulher do descobridor dos raios-X, Wilhelm C. Röntgen.

Tão logo surgiram, as radiografias passaram a ser utilizadas na ortopedia para o diagnóstico das várias lesões do sistema músculo-esquelético. Apesar de o esporte não ser tão difundido como é hoje, é bem capaz das radiografias terem ajudado também os atletas do fim do século XIX. Hoje temos a radiografia digital, que utiliza os mesmos raios-X das radiografias originais, mas por ser informação digital, pode ser processada, alterada, transmitida e impressa eletronicamente de uma forma aperfeiçoada em relação às radiografias convencionais.

As radiografias ainda são muito utilizadas na prática médica, especialmente na medicina esportiva. Geralmente são os primeiros exames solicitados na suspeita de uma lesão num atleta.

Naturalmente, todos os métodos de diagnóstico por imagem têm suas limitações diagnósticas e as radiografias não são exceção. Mas elas são excelentes na pesquisa de lesões ósseas, sejam elas traumáticas (fraturas, etc) ou degenerativas (osteoartrose), inflamatórias ou de causa reumatológica (artrites), tumorais, infecciosas, etc.

Alterações ósseas são geralmente demonstradas nas radiografias. Mas elas não "mostram" apenas os ossos. Ainda que outras estruturas não ósseas sejam radiolucentes ("transparentes") aos raios-X, as radiografias podem também diagnosticar, indiretamente ou parcialmente, alterações nos tendões, músculos e ligamentos, cartilagem articular (por alargamento ou redução dos espaços articulares). Estas estruturas podem sim apresentar alguma alteração detectável radiograficamente e, não raramante, estas alterações permitem um diagnóstico bastante preciso. Dessa forma, é necessário que o radiologista esteja atento a toda a área abrangida na radiografia, para não deixar passar nenhum detalhe e, portanto, nenhum diagnóstico.

Em caso de dor e/ou suspeita de uma determinada lesão no atleta, médicos do esporte e ortopedistas geralmente solicitam este exame. As radiografias podem ser úteis na avaliação de praticamente qualquer região do corpo: coluna vertebral, bacia, quadris, joelho, pé e tornozelo, ombro, cotovelo, etc, etc.

Analisando resultados - As informações obtidas pelas radiografias podem ser as mais variadas possíveis. O diagnóstico radiológico obtido será correlacionado pelo médico solicitante com os dados de história clínica e de exame físico para chegar a um diagnóstico definitivo.

Algumas lesões são mais frequentemente diagnosticadas pelas radiografias em se tratando de medicina esportiva. Dentre as lesões agudas podemos detacar as fraturas, lesões ligamentares (quando diagnosticadas pela técnica radiográfica de "radiografia sob estresse"). Dentre as crônicas, podemos destacar as alterações degenerativas como osteoartrose, e também lesões osteocondrais, fratura por estresse, entesopatias ("esporões"), tendinopatias crônicas ("tendinites").

Não raramente, o radiologista diagnostica lesões incomuns em atletas. As radiografias podem revelar tumores ósseos e, infecções. Ou seja, apesar de atleta, o paciente pode apresentar uma lesão ou doença não relacionada ao esporte e sim relacionada a uma doença sistêmica de base. É fundamental o radiologista e o médico do paciente estarem atentos também a estas possibilidades. Outro ponto que precisa ser destacado é o fato das radiografias não serem um método de imagem de escolha para o diagnóstico definitivo de lesões em meniscos e outras fibrocartilagens, ligamentos, tendões e músculos.

Passaram-se mais de 100 anos e as boas e velhas radiografias continuam importantes nos diagnóstico por imagem nas lesões nos esportes. É fato que exames maravilhosos surgiram depois: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, mas as radiografias continuarão a ter um papel fundamental na medicina esportiva.


Saiba como o Raio-X ajuda no diagnóstico das lesões nos esportes

Atletismo · 26 abr, 2010

Os raios-X foram descobertos em 1895 e rapidamente seu uso na medicina foi disseminado pelo mundo. Surgia aí a modalidade Radiologia, que em seguida se transformou em especialidade médica e que depois viria a ser conhecida por Diagnóstico por Imagem (afinal, outros métodos além da radiologia propriamente dita surgiram, como a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética).

Uma das especialidades médicas que mais se beneficiou com a invenção dos raios-x e as radiografias foi, sem dúvida, a ortopedia e a traumatologia. Coincidentemente, a primeira imagem radiográfica foi ortopédica: a mão da mulher do descobridor dos raios-X, Wilhelm C. Röntgen.

Tão logo surgiram, as radiografias passaram a ser utilizadas na ortopedia para o diagnóstico das várias lesões do sistema músculo-esquelético. Apesar de o esporte não ser tão difundido como é hoje, é bem capaz das radiografias terem ajudado também os atletas do fim do século XIX. Hoje temos a radiografia digital, que utiliza os mesmos raios-X das radiografias originais, mas por ser informação digital, pode ser processada, alterada, transmitida e impressa eletronicamente de uma forma aperfeiçoada em relação às radiografias convencionais.

As radiografias ainda são muito utilizadas na prática médica, especialmente na medicina esportiva. Geralmente são os primeiros exames solicitados na suspeita de uma lesão num atleta.

Naturalmente, todos os métodos de diagnóstico por imagem têm suas limitações diagnósticas e as radiografias não são exceção. Mas elas são excelentes na pesquisa de lesões ósseas, sejam elas traumáticas (fraturas, etc) ou degenerativas (osteoartrose), inflamatórias ou de causa reumatológica (artrites), tumorais, infecciosas, etc.

Alterações ósseas são geralmente demonstradas nas radiografias. Mas elas não "mostram" apenas os ossos. Ainda que outras estruturas não ósseas sejam radiolucentes ("transparentes") aos raios-X, as radiografias podem também diagnosticar, indiretamente ou parcialmente, alterações nos tendões, músculos e ligamentos, cartilagem articular (por alargamento ou redução dos espaços articulares). Estas estruturas podem sim apresentar alguma alteração detectável radiograficamente e, não raramante, estas alterações permitem um diagnóstico bastante preciso. Dessa forma, é necessário que o radiologista esteja atento a toda a área abrangida na radiografia, para não deixar passar nenhum detalhe e, portanto, nenhum diagnóstico.

Em caso de dor e/ou suspeita de uma determinada lesão no atleta, médicos do esporte e ortopedistas geralmente solicitam este exame. As radiografias podem ser úteis na avaliação de praticamente qualquer região do corpo: coluna vertebral, bacia, quadris, joelho, pé e tornozelo, ombro, cotovelo, etc, etc.

Analisando resultados - As informações obtidas pelas radiografias podem ser as mais variadas possíveis. O diagnóstico radiológico obtido será correlacionado pelo médico solicitante com os dados de história clínica e de exame físico para chegar a um diagnóstico definitivo.

Algumas lesões são mais frequentemente diagnosticadas pelas radiografias em se tratando de medicina esportiva. Dentre as lesões agudas podemos detacar as fraturas, lesões ligamentares (quando diagnosticadas pela técnica radiográfica de "radiografia sob estresse"). Dentre as crônicas, podemos destacar as alterações degenerativas como osteoartrose, e também lesões osteocondrais, fratura por estresse, entesopatias ("esporões"), tendinopatias crônicas ("tendinites").

Não raramente, o radiologista diagnostica lesões incomuns em atletas. As radiografias podem revelar tumores ósseos e, infecções. Ou seja, apesar de atleta, o paciente pode apresentar uma lesão ou doença não relacionada ao esporte e sim relacionada a uma doença sistêmica de base. É fundamental o radiologista e o médico do paciente estarem atentos também a estas possibilidades. Outro ponto que precisa ser destacado é o fato das radiografias não serem um método de imagem de escolha para o diagnóstico definitivo de lesões em meniscos e outras fibrocartilagens, ligamentos, tendões e músculos.

Passaram-se mais de 100 anos e as boas e velhas radiografias continuam importantes nos diagnóstico por imagem nas lesões nos esportes. É fato que exames maravilhosos surgiram depois: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, mas as radiografias continuarão a ter um papel fundamental na medicina esportiva.

A evolução das competições para deficientes no Brasil

Desde que iniciei meu voluntariado à frente dos atletas com deficiência, muita coisa evoluiu. Temos hoje mais handcycles, equipamento que propicia a quase todos os atletas participarem dos eventos, tanto competitivamente, quanto recreativamente, já que as marchas permitem uma facilidade para a participação dos menos condicionados. Nos eventos de corrida, a maioria já conta com categorias específicas, diferente de quando iniciei, em 2002, quando o atleta deficiente participava e competia na mesma categoria do geral, ou seja, com as pessoas sem nenhum tipo de deficiência!

Bem, sendo breve, estas foram algumas das muitas mudanças que ocorreram neste período. Mas nem por isso posso dizer que estou satisfeito e acho que a principal mudança está por vir. Aproveito este espaço para falar dela.

Em minha opinião, a principal mudança que sinto falta é de uma participação maior dos atletas deficientes nos eventos. Meu desejo é que os atletas que estejam lendo este artigo possam participar e fazer acontecer esta mudança. O atleta com deficiência reclama, cobra, exige, mas não comparece aos eventos!

Numa das provas da Corpore, em março deste ano, solicitei diversas inscrições para os 11 km. Nesta prova foi aberta a categoria de cadeirantes e handcycles, sem premiação, mas podendo participar, coisa que nem sempre é possível devido às limitações do percurso. Acreditem. Muitos dos que solicitei a inscrição, que me confirmaram que estariam presentes, não foram à prova!

Sempre há as desculpas, mas o fato é que fica muito desagradável esta situação, pois a organização e os envolvidos estão batalhando para que a prova possa ter a participação dos atletas com deficiência e eles não estão comparecendo mesmo estando inscritos. É uma pena!

Eu, como um dos maiores defensores da categoria de atletas com deficiência, como posso batalhar melhores condições e mesmo premiações, se nem os maiores interessados aparecem?

Fiquei extremamente feliz em ver participantes com cadeiras de rodas comuns em alguns eventos, pois sei que este é o começo de tudo, apesar de algumas organizadoras de provas não permitirem. Primeiro tem de estar presente, uma, duas, três vezes, para gostar da brincadeira e aí sim partir para melhores equipamentos e poder participar com maior comodidade e desempenho.

Fora do Brasil - Nos EUA, onde tenho comparecido todos os anos na maratona de NY em função da minha participação na Achilles International (www.achillesinternational.org), vejo cada situação que muitos aqui no Brasil poderiam achar bizarras, até ser motivo de criticas. Mas, lá fora, toda situação que envolve superação e dedicação, é vista com orgulho e admiração. É por isso que se você algum dia participar da Maratona de NY, verá atletas em cadeiras comuns, caminhando com extrema dificuldade, acompanhados de guias, mas todos estão curtindo, felizes pelo simples motivo de participar do evento!

Neste momento faço um desafio a todos que estão lendo e são deficientes. Saiam de casa, se inscrevam todo mês em um evento, seja da Corpore, Yescom, ou qualquer outra organizadora que apóia o atleta com deficiência em seus eventos! Leia o regulamento, algumas provas não permitem cadeiras comuns e envolva-se! Mexa-se! Por mais que seja com limitações, esta é a única maneira de vocês conquistarem o seu espaço, serem vistos, admirados e assim se esforçarem para receber o apoio futuro que poderá surgir!

Sentado, escondido em casa, ninguém vai enxergar o esportista que existe em você, como alguém apoiar o que nem sequer vê?

Possibilidades - Dia dois de maio haverá a maratona de São Paulo, vou estar na largada, correndo 25 km e dando a força que sempre procuro dar aos cadeirantes e handbikers, atento para ver se vocês querem estar na foto de largada, uma foto como a que coloco ao lado, que pode dar orgulho a você, a cidade, ao organizador, a todos que amam o esporte. Se não der no dia dois, poderá ser nos 10km Tribuna FM em 16 de maio, na Meia Maratona e maratona do Rio no dia 18 de julho, ou em tantos eventos de menor distância que tem pelo Brasil afora e que sabemos recebem muito bem os ACD.

No dia 25 de abril teremos uma prova no Shopping Center Norte em São Paulo, onde teremos 15 atletas com deficiência participando e sendo homenageados. O limite de 15 inscritos para os cinco quilômetros se esgotou, mas a importância que eles terão para o apoiador é tão grande que sequer eles possam imaginar!

Muita gente quer e deseja apoiar o esporte adaptado, precisamos só que todos saiam da toca para que sejam vistos e admirados!

Conto com uma nova fase a partir de agora, a fase onde a evolução só depende de quem faz parte desta categoria, com isso vamos longe!

Abraços e boas participações sempre!


A evolução das competições para deficientes no Brasil

Esporte Adaptado · 15 abr, 2010

Desde que iniciei meu voluntariado à frente dos atletas com deficiência, muita coisa evoluiu. Temos hoje mais handcycles, equipamento que propicia a quase todos os atletas participarem dos eventos, tanto competitivamente, quanto recreativamente, já que as marchas permitem uma facilidade para a participação dos menos condicionados. Nos eventos de corrida, a maioria já conta com categorias específicas, diferente de quando iniciei, em 2002, quando o atleta deficiente participava e competia na mesma categoria do geral, ou seja, com as pessoas sem nenhum tipo de deficiência!

Bem, sendo breve, estas foram algumas das muitas mudanças que ocorreram neste período. Mas nem por isso posso dizer que estou satisfeito e acho que a principal mudança está por vir. Aproveito este espaço para falar dela.

Em minha opinião, a principal mudança que sinto falta é de uma participação maior dos atletas deficientes nos eventos. Meu desejo é que os atletas que estejam lendo este artigo possam participar e fazer acontecer esta mudança. O atleta com deficiência reclama, cobra, exige, mas não comparece aos eventos!

Numa das provas da Corpore, em março deste ano, solicitei diversas inscrições para os 11 km. Nesta prova foi aberta a categoria de cadeirantes e handcycles, sem premiação, mas podendo participar, coisa que nem sempre é possível devido às limitações do percurso. Acreditem. Muitos dos que solicitei a inscrição, que me confirmaram que estariam presentes, não foram à prova!

Sempre há as desculpas, mas o fato é que fica muito desagradável esta situação, pois a organização e os envolvidos estão batalhando para que a prova possa ter a participação dos atletas com deficiência e eles não estão comparecendo mesmo estando inscritos. É uma pena!

Eu, como um dos maiores defensores da categoria de atletas com deficiência, como posso batalhar melhores condições e mesmo premiações, se nem os maiores interessados aparecem?

Fiquei extremamente feliz em ver participantes com cadeiras de rodas comuns em alguns eventos, pois sei que este é o começo de tudo, apesar de algumas organizadoras de provas não permitirem. Primeiro tem de estar presente, uma, duas, três vezes, para gostar da brincadeira e aí sim partir para melhores equipamentos e poder participar com maior comodidade e desempenho.

Fora do Brasil - Nos EUA, onde tenho comparecido todos os anos na maratona de NY em função da minha participação na Achilles International (www.achillesinternational.org), vejo cada situação que muitos aqui no Brasil poderiam achar bizarras, até ser motivo de criticas. Mas, lá fora, toda situação que envolve superação e dedicação, é vista com orgulho e admiração. É por isso que se você algum dia participar da Maratona de NY, verá atletas em cadeiras comuns, caminhando com extrema dificuldade, acompanhados de guias, mas todos estão curtindo, felizes pelo simples motivo de participar do evento!

Neste momento faço um desafio a todos que estão lendo e são deficientes. Saiam de casa, se inscrevam todo mês em um evento, seja da Corpore, Yescom, ou qualquer outra organizadora que apóia o atleta com deficiência em seus eventos! Leia o regulamento, algumas provas não permitem cadeiras comuns e envolva-se! Mexa-se! Por mais que seja com limitações, esta é a única maneira de vocês conquistarem o seu espaço, serem vistos, admirados e assim se esforçarem para receber o apoio futuro que poderá surgir!

Sentado, escondido em casa, ninguém vai enxergar o esportista que existe em você, como alguém apoiar o que nem sequer vê?

Possibilidades - Dia dois de maio haverá a maratona de São Paulo, vou estar na largada, correndo 25 km e dando a força que sempre procuro dar aos cadeirantes e handbikers, atento para ver se vocês querem estar na foto de largada, uma foto como a que coloco ao lado, que pode dar orgulho a você, a cidade, ao organizador, a todos que amam o esporte. Se não der no dia dois, poderá ser nos 10km Tribuna FM em 16 de maio, na Meia Maratona e maratona do Rio no dia 18 de julho, ou em tantos eventos de menor distância que tem pelo Brasil afora e que sabemos recebem muito bem os ACD.

No dia 25 de abril teremos uma prova no Shopping Center Norte em São Paulo, onde teremos 15 atletas com deficiência participando e sendo homenageados. O limite de 15 inscritos para os cinco quilômetros se esgotou, mas a importância que eles terão para o apoiador é tão grande que sequer eles possam imaginar!

Muita gente quer e deseja apoiar o esporte adaptado, precisamos só que todos saiam da toca para que sejam vistos e admirados!

Conto com uma nova fase a partir de agora, a fase onde a evolução só depende de quem faz parte desta categoria, com isso vamos longe!

Abraços e boas participações sempre!