Atletismo · 04 fev, 2010
Nome: Cristiane Brotto
Idade: 20 anos
Dúvida: Gostaria de saber quais são os exercidos de academia mais recomendados para o fortalecimento do joelho como recuperação do LCA?
Resposta: Para saber quais exercícios você pode fazer na academia, depende de que estágio de reabilitação você esta. Num estagio precoce de reabilitação de LCA, é contra indicado academia.
Seu fisioterapeuta está apto a lhe informar o momento exato de fortalecer em academia, fora isso pode fortalecer nas sessões de fisioterapia.
Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.davidhomsi.com.br
Atletismo · 04 fev, 2010
Nome: Marcia Regina Ricarti
Idade: 37 anos
Dúvida: Gostaria de saber o que e tendinopatia pós-traumática de tornozelo e PTC bilateral
Resposta: Olá Márcia,
Tendinopatia é o termo utilizado para caracterizar genericamente um tendão doente (ele pode estar lesionado, inflamado, degenerado, etc) e por ser pós traumática, significa que após um trauma o tendão sofreu essa "apatia" e precisa ser tratado.
PTC é abreviação de pé torto congênito, uma alteração na posição do pé da criança no útero que cursa com deformidades ao nascimento. Bilateral significa que o acometimento se deu nos 2 pés.
Entendido?Abraços!
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino.
Caminhada · 20 jan, 2010
Os benefícios da prática de corrida são vários. Além de ser uma ótima atividade física, que proporciona bom condicionamento, ainda ajuda a baixar os níveis de colesterol ruim e a diminuir o estresse do dia a dia. No entanto, os cuidados que já devem ser observados normalmente precisam ser redobrados nos meses de temperaturas mais altas.
No verão, é muito importante evitar o treinamento nos horários mais quentes do dia, aconselha o treinador Nelson Evêncio. O mais indicado é sair para treinar bem cedo, no começo da manhã, ou entre o final da tarde e o cair da noite. O corredor também não pode esquecer de passar o protetor solar. Nelson lembra que existem hoje nas farmácias protetores especiais para a prática de esporte, que têm uma resistência maior ao suor e não ardem tanto no contato com os olhos.
Se o corredor só pode treinar em horários de pico do sol, o ideal, então, é diminuir a intensidade do exercício. Renato Dutra, supervisor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, ressalta que quantidade de suor não representa a qualidade do exercício. Outra coisa que as pessoas geralmente não sabem é que o excesso de sol, de calor, desabilita o nosso sistema imunológico, aumentando a chance de se contrair uma gripe ou uma infecção, explica Dutra. Ou seja, além de não potencializar o condicionamento físico, a sobrecarga de exercício em condições de alto calor pode abrir as portas do nosso corpo para alguma doença.
Evêncio recomenda, nessa época do ano principalmente, o uso de boné ou viseira e roupas de cor clara, pois absorvem menos calor. O treinador destaca também a importância de se manter bem hidratado. No verão é comum o corpo superaquecer, isso faz com que o desempenho do esportista caia e afeta sua saúde, alerta. Uma dica é, antes e durante o treino, beber muita água e se molhar um pouco no rosto e na nuca.
Hidratação - O Colégio Americano de Medicina Esportiva recomenda a ingestão de 200ml de água a cada vinte minutos de exercício. Normalmente, porém, o corredor só toma um quarto disso, aponta Dutra. Não se deve esperar ter sede para se hidratar, pois quando sentimos sede, o corpo já está mais desidratado do que deveria, diz.
Outros fatores a que o corredor deve estar atento são a frequência cardíaca e a pressão arterial. Evêncio explica que, quando o tempo está mais quente, é normal que a pressão baixe um pouco e a frequência aumente em torno de 10 batimentos por minuto. Se o praticante do esporte tiver alguma suscetibilidade de saúde, ou se sentir mal durante o treino, deve consultar o médico antes de continuar a correr.
Atletismo · 20 jan, 2010
O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é um novo procedimento, baseado numa idéia revolucionária: injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral uma concentração de células reparadoras do seu próprio sangue. Este concentrado, que é formado principalmente de plaquetas (daí o nome: plasma rico em plaquetas - foto 1), contém substâncias que ajudam a reparar tecidos, os fatores de regeneração tecidual, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular.
Logo, o tratamento que era chamado fator de crescimento (hoje renomeado por levar a entender e confundir com GH- hormônio de crescimento que é doping e proibido para utilização na melhora do desempenho em atletas) foi difundido para tantos usos e tratamentos como se fosse a saída para todas as lesões.
Foto 1. Plasma Rico em Plaquetas Crédito: Arte Webrun
As injeções podem ter efeitos variáveis sobre as diferentes lesões nos corpo, sobre as diferentes características físicas e clínicas de cada ser humano, não podendo assim ser banalizada e indicada sem critério. Além disso, existem várias técnicas que fazem as aplicações serem mais ou menos eficazes dependendo do kit e da empresa utilizada, dependendo da concentração adquirida das plaquetas e com resultados diversos em diferentes tecidos.
Trabalhos publicados no American Journal of Sports Medicine e The Journal of American Medical Association, concluem que as aplicações podem ajudar nas cicatriztações de determinadas lesões como epicondilites, mas podem ser menos eficazes em Tendões de Aquiles degenerados, por exemplo. (Foto2). Daí, a necessidade de avaliação médica e indicação correta.
Credibilidade - O procedimento geralmente não é autorizado pelos convênios, já que a técnica é recente e sem comprovações científicas nacionais, apesar dos resultados positivos que temos e vemos em congressos. Ainda não temos documentação e seguimentos em longo prazo, o que leva ainda a falta de credibilidade e aceitação pelos mais céticos. Mas o lado positivo é que o custo diminuiu bastante se comparado aos anos anteriores.
Foto 2. Tendões de Aquiles degenerados. Crédito: Arte/ Webrun
O foco da maioria dos estudos que temos no Brasil dão conta que corredores e atletas em geral têm muitas lesões nos tendões e músculos e, como essa cicatrização é lenta e faz com que permaneçam longos períodos afastados do esporte, a técnica trouxe uma esperança na aceleração da recuperação e retorno à prática. Mas vale mais uma vez lembrar que a indicação é médica e criteriosa!
A reportagem mostrada domingo dia 10/01/2010 no esporte espetacular com o título Técnica revolucionária melhora índice de recuperação de lesões tem muitos pontos positivos. Mas vale ressaltar também os negativos para que possamos agir de MENTE ABERTA, MAS COM OLHOS ATENTOS para decidirmos de forma coerente e individual o que é melhor para cada lesão e cada indivíduo.
O comitê de traumatologia esportiva (www.abtd.org.br) está há muito tempo lutando pela implementação séria deste procedimento, com evidências, colocando todos os pontos positivos e negativos. Esperamos que esta aplicação seja realmente comprovada e devidamente autorizada como estamos vendo nos resultados e nas discussões em congressos como sendo mais um fator adjuvante no tratamento de lesões.
Atletismo · 12 jan, 2010
Nós podemos dizer que o nosso peso é uma resultante da congruência de nossos hábitos alimentares (quando, o quanto e o quê comemos) e de nosso gasto energético aplicados à nossa genética. Um dos grandes segredos que fazem essa conta não ser assim tão simples de ser fechada é que entra aí também, mas com peso diferente, a influência do meio em que vivemos sobre as nossas decisões e escolhas. Já disse aqui nesse espaço como as calorias no cardápio ou outras coisas aparentemente ainda mais simples têm influência nas nossas decisões e consequentemente em nossas medidas.
Outros exemplos interessantes vêm de uma coletânea de estudos publicada recentemente. Os pesquisadores Nicholas Christakis e James Fowler, por exemplo, examinaram uma enorme base de dados para confirmar algo que já se desconfiava: nós temos e adquirimos os mesmos hábitos alimentares de nossos amigos mais próximos. Sua silhueta pode acabar pagando a conta por causa do tipo de pessoa com quem você convive. Eles mostraram que 57% das pessoas estavam mais propensas a se tornar obesas se um dos amigos era obeso também. O mais assustador é que esse número é de ainda impressionantes 20% se um "amigo de nosso amigo" é obeso! Nesse caso, esse risco independe do peso do nosso amigo mais próximo, pois mesmo ele sendo magro, com o colega distante sendo gordo, temos os mesmos 20% a mais de chances!
No caso das mulheres há ainda outro comportamento peculiar. Outro estudo da University of British Columbia encontrou que, sem se dar conta, as mulheres fazem um ajuste do quanto devem comer baseado no fato da pessoa perto dela ser gorda ou magra. Se essa pessoa é magra e come muito, ela segue o mesmo ritmo, o que acaba gerando ganho de peso em muitas delas.
Se a pessoa com quem andamos pode influenciar, o que dizer do tamanho do nosso prato ou da tigela? O pesquisador Brian Wansink da Cornell University Food and Brand Lab fez um experimento no qual ele oferecia pipoca em grandes potes aos indivíduos. Quando estavam com grandes porções, as pessoas comiam 53% mais. Para piorar, em estudos com as pessoas assistindo TV, concluiu-se que as pessoas perdem alguns sinais que o cérebro envia sinalizando saciedade e pedindo para que paremos de comer. Os pesquisadores canadenses avaliaram que garotos que viam Simpsons consumiram 228 kcal a mais em pizza quando comparados com aqueles que não estavam em frente à TV.
E o que vestimos, atrapalha ou ajuda? Um estudo interessante aponta a relação do conforto da nossa roupa para a manutenção de nosso peso. Veja só, em tese, roupas apertadas ou justas supostamente fariam as pessoas notar que elas estão acima do peso, tendo assim maior cuidado com o peso e a alimentação, certo? Pois pesquisadores da University of Wisconsin-Lacrosse viram que com essas roupas as pessoas acabam se movimentando menos em função do desconforto fazendo assim com que economizem importante energia na guerra contra a balança. Vestindo estilos mais casuais as pessoas caminhavam até 8% mais do que com roupas mais formais.
E a apresentação daquilo que comemos? Todo nutricionista sabe que isso é fundamental na constituição de um bom cardápio. Muitos já devem ter ouvido a dica de fazer um prato colorido para que ele seja mais saudável e balanceado. Mas e quando estamos falando de doces? A regra vale? Pois tome cuidado quando o assunto não for os vegetais porque quando falamos de doces, mais cores e mais variedade também significam exagero. Em um estudo, quando havia seis cores diferentes de doces no mesmo pote, as pessoas comiam 69% mais do que quando havia potes sem diferenças nas cores. Quando havia a opção de sete e 10 diferentes cores de M&Ms, os expostos aos 10 comeram 43% a mais! Então cuidado porque a quantidade parece mais uma vez não sinalizar bem o que seria o suficiente.
E por fim, mas não menos importante, será que aquele comercial de comida ou fast food que você vê enquanto está sentado em frente à TV teria algum peso na sua dieta normal? Acredite, ele tem efeito, sim! Segundo um estudo da Health Psychology, as 120 crianças do estudo que assistiam a desenhos intercalados com comerciais consumiam até 45% mais porcarias que as não expostas. Já os 100 adultos que assistiam a um programa de TV consumiram também mais, seja alimentos saudáveis ou mesmo o junk food.
Em ambos os grupos essa propaganda aumentou o consumo não daquilo que foi anunciado, ou seja, ela não tem ação direta nesse caso, mas nos faz comer mais, sim. A teoria é que os comerciais fazem você achar que está com fome. Não importa o que esteja sendo veiculado, você então irá comer o que tiver por perto. São tantas as situações a que estamos expostos em nossa vida social que o melhor a fazer é evitar ter por perto tantas opções de alimento, dica essa que já é antiga.
Atletismo · 08 jan, 2010
Os 30 minutos que antecedem o início de uma competição ou sessão de treinamento constituem um de seus momentos mais importantes. Durante este período, o atleta deverá se alongar seja ele profissional, amador ou praticante de atividade física.
O alongamento é muito mais do que tocar a ponta dos pés por algumas vezes antes de começar a praticar alguma atividade. É a chance de sentir o próprio corpo e começar a se preparar para o jogo ou treino, tanto fisicamente quanto psicologicamente. O músculo que não está adequadamente alongado torna-se muito mais suscetível a estiramentos ou rupturas (lesões) quando submetido a forças repentinas. Já o músculo alongado permite ao atleta movimentos mais completos, mínimo risco de lesões e melhor desempenho físico.
A rotina de alongamentos também proporciona ao esportista uma excelente oportunidade para começar a se concentrar, rever sua tática para a prova e mentalizar a técnica correta de seus movimentos. Qualquer alongamento é sinônimo de relaxamento e, portanto não deve causar dor. Sempre deve ser realizado com movimentos suaves e contínuos, com ênfase no tempo de execução das diversas posições e não no número de repetições dos exercícios.
Apesar da prática do alongamento ser recomendada por inúmeros profissionais da área da atividade física, seu benefício para a prevenção de lesões não é consensual na literatura científica especializada. Entretanto, diversos estudos mostram que corredores com lesões prévias são menos propensos a incorporar uma rotina de alongamentos durante seus treinamentos1, e outros apontam uma redução drástica no índice de lesões em atletas que se alongam regularmente2.
A tabela a seguir apresenta a divisão dos períodos de uma sessão de treinamento em relação ao tempo total disponível, em porcentagem de minutos, contemplando os períodos de preparação pré-treino e recuperação pós-treino normalmente negligenciada pelos corredores.
1) Rotina de treino (% em relação ao tempo total disponível)
- Aquecimento = 5%
- Alongamento = 15%
- TREINO = 60%
- Desaquecimento = 5%
- Alongamento = 15%
Note que o alongamento inicial é precedido por um curto aquecimento para que a musculatura não seja submetida às forças deste estiramento controlado estando totalmente despreparada, enquanto que o alongamento final é precedido pelo desaquecimento e possui outra finalidade: promover ganhos de amplitude da musculatura e auxiliar sua recuperação metabólica após o trabalho físico realizado.
Comece a rotina de alongamentos com um leve trote de cinco a 10 minutos de duração (uma ou duas voltas na pista de atletismo). Durante os exercícios, os 10 segundos iniciais dos alongamentos compõem a fase de relaxamento, feitos de forma muito lenta e relaxada.
Segue-se então a fase de desenvolvimento, com movimentos mais intensos (sem causar dor) que devem duram por volta de 20-30 segundos. Nessa etapa respire de maneira lenta e controlada, pois respiração difícil é sinônimo de esforço desnecessário.
Produtos tópicos como cremes ou loções podem proporcionar uma sensação de alívio e calor pelo aumento da temperatura local da pele, porém, jamais devem substituir os alongamentos. Ao final do treino ou competição repita a rotina de alongamentos após o desaquecimento. Desta forma, seus músculos conseguirão metabolizar mais facilmente os resíduos biológicos produzidos pelo exercício físico e você estará mais bem recuperado e preparado para seu próximo treino.
Referências:
1. McCrory et al., ACSM, 1999
2. DAmbrosia, Clin Sports Med, 1985
Atletismo · 04 jan, 2010
Estou decidido. Em 2010 só vou correr para ganhar. Cansei de ouvir pessoas, que não andam nem cinco minutos parar ir à padaria, perguntarem o que eu ganho correndo? Se pretendo ganhar a São Silvestre e coisas deste gênero. Chega! Agora só vou correr para ganhar.
Vou correr para ganhar saúde. A corrida bem orientada e praticada regularmente é um grande aliado no aumento da saúde. Você diminui o colesterol ruim (LDL), aumenta o colesterol bom (HDL), regula a pressão arterial, torna seu coração mais eficiente diminuindo os batimentos cardíacos, melhora a oxigenação sanguínea, diminui seu percentual de gordura, aumenta sua massa muscular facilitando seu deslocamento e sua força útil, aumenta seu metabolismo tornando seus órgãos vitais mais eficientes, aumenta sua disposição e com isso torna-se uma pessoa mais útil a sociedade e feliz.
Vou correr pra ganhar mais inteligência. Estes dias li um estudo interessante publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences e realizado pela Universidade de Gotemburgo (Suécia) com mais de um milhão de homens entre 15 a 18 anos, onde concluiu-se que exercícios físicos aeróbios estão associados a uma melhor cognição (capacidade do cérebro em processar informações e cruzá-las, dando resposta a um estímulo) em jovens.
Observou-se que os indivíduos que apresentaram melhores condições nos testes ergométricos (que mede a condição aeróbia) também se saíram melhor em testes de QI, especialmente nas áreas de compreensão verbal e pensamento lógico. Verdade, quem corre regularmente ganha mais inteligência. Agora quando perguntarem por que eu corro, responderei que é para ficar mais inteligente!
Vou correr para ganhar mais amigos. Você já percebeu quantos amigos tem um corredor? Sem dúvida um dos fatores mais importantes pelo crescimento da corrida no Brasil é o fato das pessoas que correm serem mais susceptíveis a novas amizades. Outro dia um professor meu, que também corre, fez a importante observação: a maioria dos corredores se cumprimenta quando se encontram correndo nos locais de treino, mesmo sem se conhecerem. Identificação.
Desde os primórdios é comum o ser humano se aglutinar em tribos. Pessoas que treinam nos mesmos lugares, nos mesmo grupos, que participam das mesmas provas, que tem o mesmo tipo de vestimenta, os mesmos hábitos, os mesmos horários de treinos, que optam pelas mesmas viagens e por aí vai. Hoje em dia até pelo tipo de tênis, ou pelo tipo de relógio, você identifica um corredor e puxa conversa, mesmo que este não esteja em um parque e nem vestido de shorts e camiseta. É isso aí, em 2010 vou correr para ganhar ainda mais amigos.
Vou correr pra ganhar mais persistência e disposição. Um dos grandes baratos do corredor é que quando ele treina regularmente e bem orientado, fica muito visível perceber a facilidade com que evolui na superação dos treinos, distâncias e provas, além de ter seus outros limites também ampliados, como a perseverança a persistência o limiar de dor, a capacidade de suportar pressões internas e externas e etc. Às vezes você acorda cedo, com aquela indisposição para treinar, ou vem direto de uma reunião de trabalho pesada, chega no treino, olha a planilha e pensa que é simplesmente impossível cumpri-la. Começa o treino, vai aquecendo aos poucos e quando menos percebe já realizou o proposto até com certa facilidade.
Quando termina um treino mais longo ou mais intenso, em um dia de calor, muito frio ou chuva, daqueles que a maioria daria tudo para ficar pegando sol no clube ou embrulhado debaixo das cobertas é impressionante o efeito positivo que isto provoca nas demais áreas da vida. Definitivamente os limites de quem corre vão bem além dos limites dos que não correm e é por isso que vou correr ainda mais em 2010.
Vou correr para ampliar meus negócios. Se o Golf e o Tênis sempre foram os esportes
onde mais se fechava negócios entre executivos, a corrida nos últimos tempos, sobretudo no Brasil, tornou-se um grande aliado de quem quer divulgar ou vender algum produto ou serviço. Tanto que há muitas pessoas que freqüentam grupos de corridas não somente pelo treino, mas pensando em ter acesso ao público alvo que treina naquele horário e acaba estando mais próximo.
É cada vez mais comum as pessoas trocarem cartões durante os treinos, agendarem reuniões e fecharem bons negócios. Também é comum pessoas trocarem de emprego ou conseguirem recolocação no mercado de trabalho através dos contatos da corrida.
Anos atrás um cidadão me disse que não corria, pois preferia jogar tênis já que conseguia ganhar de muita gente. Desistiu da corrida, por não ter biótipo e acabar ficado para atrás nas provas, muitas vezes até de pessoas mais velhas. Como se isso fosse algum demérito.
Muito tempo se passou e volta e meia me pego fazendo um balanço de quantas coisas ganhei com a corrida desde aquela época, independente de ter subido ao pódio, de estar correndo um pouco mais longe ou mais rápido e de ter batido meus recordes pessoais. Quanto em saúde, quantos amigos, quantos problemas resolvidos, quantas soluções me vieram à mente enquanto corria e quantas novas oportunidades a corrida me proporcionou. Por outro lado fico pensando quanto deixou de ganhar o cidadão acima citado que pensa equivocadamente que no mundo da corrida só ganha algo quem chega nas primeiras colocações.
Em fim, quem não corre está perdendo muito e se você já corre, não tenha a menor vergonha de dizer que em 2010, assim como eu, será mais um dos que só correrá para ganhar!
Atletismo · 25 dez, 2009
Mais um ano está no fim. Durante 2009, o Webrun esteve aqui, no ar, durante 365 dias suando a camisa para levar para você o melhor conteúdo de corrida, triathlon e qualidade de vida. E você esteve aí se esforçando para desafiar todos os limites.
Por isso, hoje, 25 de dezembro, descansem os pezinhos e curtam com os amigos e família essa data! Mas aqueles que ainda vão correr a São Silvestre, não abusem da comilança.
A equipe do Webrun deseja boas festas e um 2010 com muitos quilômetros rodados!
Boas festas e bons treinos,
Equipe Webrun
Desafie o seu limite!
Atletismo · 18 dez, 2009
Este ano tem sido para nós brasileiros contraditório, já que ao lado da escolha para sede dos Jogos Militares Mundiais em 2011, sede da Copa do Mundo de futebol em 2014 e da inédita escolha para os Jogos Olímpicos de 2016, descobrimos que dezenas... sim dezenas de nossos melhores atletas (26 até agora) tiveram confirmado o uso de substâncias químicas proibidas no esporte, isto é, doping positivo. Para completar, recentemente tivemos confirmada a condenação por doping da nadadora Rebecca, pega nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro em 2007 e excluída das competições oficiais e infelizmente do envolvimento confesso da ginasta e campeã Daiane dos Santos.
O que podemos extrair dessa marola inicial que virou uma onda gigante, antes nunca vista entre nós?
1- Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas que não devem usar sequer pomadas ou cremes, sem antes perguntar ao seu médico do esporte, o especialista responsável pela equipe.
2- O pior: alguns profissionais da saúde NÃO MÉDICOS, que confessaram (ou estão sob suspeita), foram os agentes que induziram os atletas ao consumo de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular), diuréticos (furosemide), que alteram a densidade urinária mascarando a detecção de muitas substâncias proibidas na urina e estimulantes, que não seriam detectados pela baixa quantidade a ser ingerida.
3- O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016.
4- Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo que curiosos, ditos terapeutas e outros, como comerciantes de medicamentos e drogas que atuam livremente pela internet, sejam denunciados e punidos.
5- Os esportistas e outros não atletas que curtem atividades físicas acham mais fácil perguntar ao amigo do esporte sem formação médica, se aquele suplemento faz mal ou não, trazendo um perigo agora tornado visível. Pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação com os constatados riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto, porque dizem usar poucas doses. É triste ver atletas destruindo suas carreiras, jovens morrendo e outros se intoxicando pela utilização de substâncias químicas e raízes de plantas, agora decifradas pelos graves efeitos colaterais para a saúde imediata e futura (exemplo: o tribullus, a Ma Huang e outras).
Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA demonstrou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente e entre nós, alguns com número fajuto do Ministério da Saúde, estão contaminados com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.
Atletismo · 11 dez, 2009
O economista comportamental Dan Ariely, do MIT nos Estados Unidos, que talvez nem saiba muito bem a diferença entre um espinafre e um almeirão, parece entender como poucos os tais truques de como fugir das comidas mais gordinhas. Indagado recentemente em uma matéria sobre como evitar exageros no fim de ano, ele lembrou algumas dicas, que já foram inclusive dadas aqui, e me parecem mais sensatas do que muitas que provavelmente você já leu.
A primeira dica é muito simples. Coma com palitinhos japonês (os hashis), porque assim você comerá menos e mais devagar. Porém, para nós, ocidentais, o uso de hashi não é costumeiro. Por isso Ariely sugeriu uma adaptação. Durante a ceia, use pratos, copos e potes pequenos, pois sabidamente, mesmo que você possa ficar repetindo as porções, comerá bem menos por causa do menor volume de comida e bebida que cabe nesses recipientes.
Outro truque, que já falei aqui e também foi dado por Ariely, é o de deixar a comida distante de você. Infelizmente, não vale sentar no lado oposto da mesa. Se possível deixe a opção de se servir em outro recinto da casa (ou seja, deixe a comida na cozinha e coma na sala). O ato de se levantar para se servir é acreditem! um grande desencorajador de exageros.
Outra dica: comece a refeição sempre com uma entrada mais leve e menos calórica, isso reduz a "fúria" com que vai ao prato principal. Por outro lado, reduza o número de opções da ceia de natal e ano novo. Se você tiver a opção de quatro carnes vermelhas, três aves, três peixes e mais uns cinco outros pratos, com certeza você irá se servir para experimentar um pouco de tudo e daí o crime já terá sido consumado.
Culturalmente o brasileiro prepara alguns alimentos extremamente calóricos nas ceias de final de ano, como aquela salada de maionese que a sua tia faz questão. Mas, infelizmente, não sabemos parar de comer quando atingimos a meta numérica de calorias suficientes para o organismo. Normalmente paramos de comer e isso é muito subjetivo somente quando houver saciedade, seja comendo linhaça (pouca densidade energética) ou manteiga de garrafa (energia em estado puro). Esteja seguro então que haja opções mais leves na sua ceia, alimentos com densidade calórica mais reduzida como vegetais cozidos, por exemplo.
Outra dica do economista muito interessante tem como base o fato de não mais fazermos nossa própria comida. Só para ter uma idéia, hoje em dia tem gente que compra toda a ceia de natal. Mas você pode estar se perguntado, o que isso tem a ver com quilos extras no natal?
No início do século passado tudo era feito em casa e a comida era fruto do trabalho direto de alguém da família. Com isso, alguns estudiosos acreditam que na hora de comer as pessoas controlavam seus impulsos, porque sabiam o trabalho que deu para preparar toda uma ceia.
Outro conselho não usual dado é o como se vestir. Apesar de roupas mais justas atrapalhar por fazer com que caminhemos menos ao longo do dia, durante essas ocasiões ela ajudaria a mantermos a linha. Ou seja, aquela camiseta bem apertada, que ganhou no amigo-secreto, acabará servindo para algo.
Por fim, a piada é velha, mas boa por ser verdadeira. Na sua maior orgia gastronômica, quantas calorias você acha que pode ingerir? Seis mil? Sete mil? Pode parecer muito, mas não é nada se distribuído em um prazo mais longo. Seria um alento se algumas pessoas se preocupassem mais com o que comem durante 364 dias e não apenas no que faz durante a ceia de Natal, que sempre acaba levando toda a culpa. Tal qual diz o ditado, o problema não é o que se come do Natal ao Ano-Novo, mas sim o que comemos do Ano Novo até o Natal seguinte.
Boas festas!