
O ideal é não correr com o sol a pino (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Os benefícios da prática de corrida são vários. Além de ser uma ótima atividade física, que proporciona bom condicionamento, ainda ajuda a baixar os níveis de colesterol ruim e a diminuir o estresse do dia a dia. No entanto, os cuidados que já devem ser observados normalmente precisam ser redobrados nos meses de temperaturas mais altas.
No verão, é muito importante evitar o treinamento nos horários mais quentes do dia, aconselha o treinador Nelson Evêncio. O mais indicado é sair para treinar bem cedo, no começo da manhã, ou entre o final da tarde e o cair da noite. O corredor também não pode esquecer de passar o protetor solar. Nelson lembra que existem hoje nas farmácias protetores especiais para a prática de esporte, que têm uma resistência maior ao suor e não ardem tanto no contato com os olhos.
Se o corredor só pode treinar em horários de pico do sol, o ideal, então, é diminuir a intensidade do exercício. Renato Dutra, supervisor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, ressalta que quantidade de suor não representa a qualidade do exercício. Outra coisa que as pessoas geralmente não sabem é que o excesso de sol, de calor, desabilita o nosso sistema imunológico, aumentando a chance de se contrair uma gripe ou uma infecção, explica Dutra. Ou seja, além de não potencializar o condicionamento físico, a sobrecarga de exercício em condições de alto calor pode abrir as portas do nosso corpo para alguma doença.
Evêncio recomenda, nessa época do ano principalmente, o uso de boné ou viseira e roupas de cor clara, pois absorvem menos calor. O treinador destaca também a importância de se manter bem hidratado. No verão é comum o corpo superaquecer, isso faz com que o desempenho do esportista caia e afeta sua saúde, alerta. Uma dica é, antes e durante o treino, beber muita água e se molhar um pouco no rosto e na nuca.
Hidratação – O Colégio Americano de Medicina Esportiva recomenda a ingestão de 200ml de água a cada vinte minutos de exercício. Normalmente, porém, o corredor só toma um quarto disso, aponta Dutra. Não se deve esperar ter sede para se hidratar, pois quando sentimos sede, o corpo já está mais desidratado do que deveria, diz.
Outros fatores a que o corredor deve estar atento são a frequência cardíaca e a pressão arterial. Evêncio explica que, quando o tempo está mais quente, é normal que a pressão baixe um pouco e a frequência aumente em torno de 10 batimentos por minuto. Se o praticante do esporte tiver alguma suscetibilidade de saúde, ou se sentir mal durante o treino, deve consultar o médico antes de continuar a correr.
Este texto foi escrito por: Ana Fernandes