Atletismo · 03 out, 2010
Nome: Rosana de Fátima Camargo
Idade: 51
Dúvida: Tenho bico de papagaio. Posso correr, ou melhor, trotar?
Resposta:Olá Rosana.
Correr com bico de papagaio sempre merece cuidado, pois é um processo degenerativo. Você deve ter fortalecimento muscular redobrado e estar bem condicionada para tal, caso contrário o processo degenerativo pode piorar. Lembre-se também de fazer acompanhamento com seu ortopedista do esporte.
Bom treino!
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814
Atletismo · 02 out, 2010
Nome: Bruno Adelino de Farias
Idade: 27
Dúvida: Estou sofrendo de tendinite aquiliana. Qual outro exercício é indicado para que eu mantenha meu condicionamento físico? Lembrando que sempre corri muito (10, 15 e 21 km) e hoje em dia não posso forçar muito.
Resposta: Olá Bruno. Se você tem tendinite deve procurar um especialista em pé e tornozelo, tratar e voltar a correr sem problema! No período de tratamento, o ideal é não fazer impacto sobre a região, portanto: natação, bicicleta, musculação, etc são exercícios recomendados.
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814
Atletismo · 01 out, 2010
Nome: Cristiane Valcirene de melo
Idade: 36
Dúvida: Gostaria de saber se quem tem bico de papagaio e osteófitos pode correr. Eu corro em média 10 km três vezes por semana.
Resposta: Olá Cristiane.
Correr com esses processos degenerativos sempre merece cuidado. Você deve ter fortalecimento muscular redobrado e estar bem condicionada para tal, além de fazer acompanhamento com seu ortopedista do espsorte para ver a evolução.
PS: bico de papagaio é o nome popular de osteófito! Bom treino!
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814
Esporte Adaptado · 30 set, 2010
A maratona de Chicago anunciou nesta quarta-feira a partipação de mais de 45 mil atletas para a disputa que ocorrerá no próximo dia 10, nos Estados Unidos. A confirmação dos etíopes Deriba Merga, campeão da Maratona de Boston ano passado e Lilesa Feyisa, atleta que tem a marca pessoal de 2h05min23, deixam a disputa ainda mais emocionante.
A presença de Merga gera expectativas para a prova, porque ele está como terceiro colocado no ranking do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (WMM 2009-2010). O corredor é o único que poderá alcançar o queniano Sammy Wanjiru e o etíope Tesegaye Kebede, líderes do circuito, com 15 pontos à frente.
Já Lilesa é um dos atletas mais jovens em longas-distâncias e detentor do recorde de 2h05min23 na Maratona de Roterdan, em Abril. Ele é um dos corredores mais novos a quebrar a antiga marca de 2h06 no país europeu. Todos esses nomes já mencionados se somam a outros destaques que participarão da competição masculina: Shadrack Biwott e Wesley Korir, do Quênia, Terfa Negari, da Etiopia, e o americano Nick Arciniaga.
Já na categoria feminina, as favoritas Liliya Shobukhova, Irina Mikitenko e Magdalena Lewy Boulet, competirão ao lado das atletas Astede Baysa, campeã na Maratona de Paris, Askale Tafa Magarsa, segundo lugar em Berlim há dois anos e Daksa Mamitu, vitoriosa na maratona de Dubai.
"A participação de atletas que fizeram parte da história da maratona de Chicago deixa a prova deste ano ainda melhor", diz Carey Pinkowski, diretor executivo da corrida. "Estes corredores estão ansiosos para competir um contra o outro nesta disputa que atinge um alto nível. A maratona tem o palco pronto para mais uma corrida histórica, acrescenta Carey.
Na competição de cadeirantes, a campeã da maratona do ano passado, Tatyana McFadden, dos Estados Unidos, competirá no feminino outra vez. Em 2009, a corredora era estreante em Chicago, mas mesmo assim surpreendeu as competidoras mais experientes ao acelerar os passos e travar uma disputa acirrada com as outras duas primeiras colocadas, que subiram ao pódio com diferença de apenas três segundos.
McFadden, nesta próxima prova, desafiará a própria companheira de equipe, a esportista Amanda McGrory, campeã da Maratona de Chicago em 2007 e 2008. Entre os homens, Van Dyk, da África do Sul, tem buscado vitórias pelo mundo todo e fará a primeira aparição na cidade de Chicago, depois de passar por Nova York, Paris, Boston e Los Angeles, e acumular mais de nove títulos. O suíço Heinz Frei entra como outro favorito na categoria deficiente, após ganhar três vezes em Londres e alcançar um dos tempos mais rápidos num percurso plano de maratona (1h20min14).
A Maratona de Chicago faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e chega à 33ª edição. A melhor marca masculina registrada até hoje é do queniano Sammy Wanjiru, em 2h05min41. Já no feminino, a atleta Paula Radcliffe conquistou um novo recorde para a maratona em 2002, ao finalizar o trajeto com o tempo de 2h17min18.
Atletismo · 30 set, 2010
Lesões musculares são relativamente comuns no esporte. A ressonância magnética e a ultra-sonografia são os exames de imagem mais indicados para o diagnóstico e para o tratamento de atletas com esse tipo de lesão.
As lesões musculares são geralmente agudas, decorrentes de um movimento de hiper-extensão ou contração forçada do membro, ou por contusão direta. Esses mecanismos de lesão podem produzir estiramentos, roturas parciais ou completas.
Os músculos mais frequentemente acometidos nessas lesões nos esportes são do membro inferior: músculos adutores da coxa (futebol), músculos das regiões anterior da coxa (futebol) e posterior da coxa, ou ísquio-tibiais (futebol e atletismo, entre outros), e músculos da região posterior da perna, ou panturrilha (tênis, futebol, corrida, squash). A ressonância magnética e a ultra-sonografia são os exames complementares utilizados para se determinar com precisão a graduação e a extensão das lesões musculares.
Estiramentos - Estiramentos são lesões menos graves em que não há rotura macroscópica significativa de fibras e, portanto, não há descontinuidade do músculo. A ressonância magnética nestes casos é superior à ultra-sonografia e mostra uma alteração discreta que é o edema intra-muscular. Estas lesões geralmente não produzem sangramentos (hematomas) e a recuperação é mais precoce.
Roturas musculares - Estas podem ser classificadas em parciais ou completas. Nestes casos há descontinuidade das fibras musculares, com a formação de um hematoma decorrente do sangramento. Há comprometimento da função muscular, que será proporcional à gravidade da lesão.
Apesar de a ultra-sonografia ser um excelente método de imagem, a ressonância magnética é capaz de mostrar a lesão de uma forma mais panorâmica, que é mais conveniente para a avaliação de sua extensão.
Em termos de imagem, estes dois métodos mostram o músculo lesado com áreas de edema intra-muscular, áreas com contornos irregulares, zonas de intervalo de fibras, acompanhadas por uma quantidade variável de sangue (hematoma). O radiologista músculo-esquelético ao examinar um atleta com rotura muscular, seja por ressonância magnética ou por ultra-sonografia, deve diagnosticar o músculo envolvido, a localização e o tamanho da lesão, o percentual da lesão em relação ao diâmetro total do músculo, e o volume do hematoma.
Todas essas informações são fundamentais para o ortopedista que acompanha o atleta decidir pelo tipo de tratamento e estimar o tempo de retorno às atividades esportivas, que varia muito de indivíduo para indivíduo.
Os hematomas podem se localizar no interior do músculo (intra-muscular), ou ao redor dele (peri-muscular), ou entre um músculo e outro (inter-muscular). Hematomas mais volumosos tendem a causar mais dor e desconforto e podem requerer mais tempo de recuperação.
A ressonância magnética é um excelente exame de imagem para esclarecer casos duvidosos e para a avaliação de lesões extensas e/ou de maior gravidade. A ultra-sonografia, por ser um exame mais barato e mais disponível, pode ser utilizada para o acompanhamento da evolução da lesão sob tratamento.
Contratura muscular e fadiga muscular são condições benignas e usualmente não têm representação nas imagens médicas.
Exames de imagem são fundamentais nas lesões nos esportes não apenas para fazer o diagnóstico inicial, mas para definir o tipo de tratamento a ser adotado e para fazer o seguimento da lesão do atleta.
Esporte Adaptado · 22 set, 2010
Neste ano de 2010 o Brasil estará presente com 11 atletas adaptados na Maratona de Nova York, sendo os cadeirantes Fred carvalho, Fernando Aranha, Eduardo Camara, Ezequias Prado, Franklin Cunha, Humberto Henriques e Marco Aurélio Silva.
Além deles participarão os atletas Edson Dantas, amputado de membro inferior, Antonio Maciel, bi amputado, Fernandes Silva, deficiente visual, e Edmar Souza, atleta que possuí paralisia cerebral. Em 2010, o número de cadeirantes a participar desta prova é maior que nos anos anteriores. Dois atletas adaptados, Fernando Aranha e Ezequias Prado, participarão também da Maratona Marine Corps, em Washington, marcada para uma semana antes da maratona Nova York.
Apenas em 2008 conseguimos reunir 14 atletas no evento. Naquela época a nossa delegação, a Achilles Brasil, foi a maior entre as demais instituições de 70 países que estavam presente, diz o professor Mário Mello, orientador dos atletas participantes da maratona de Nova York. Todos os anos diversos atletas do Brasil, saem de casa para representar o local em que vivem, alguns deles de Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo, acrescenta Mello.
A maratona de Nova York será no dia sete de novembro de 2010, com largada em Staten Island e chegada no Central Park.
Atletismo · 22 set, 2010
Nessa primeira parte da coluna sobre as fraturas por stress, Dr. Neto explica como elas podem surgir e quais fatores podem aumentar os riscos de lesão. No próximo mês ele dará continuidade ao tema e passará algumas estatísticas e formas de tratamento.
Inicialmente descrita em recrutas militares por um cirurgião alemão, as fraturas por stress representam uma das lesões mais incapacitantes para os corredores de longa distância. Seus estudos iniciais foram realizados com radiografias planas até o eventual advento da cintilografia óssea, exame que foi desenvolvido a partir de 1971 e que utiliza a leitura corporal de um rádio fármaco (substância radioativa marcada com tecnécio-99m) injetado na veia do paciente.
As fraturas de stress são lesões ósseas causadas por uma sobrecarga onde o local acometido apresenta uma alteração do processo fisiológico de remodelação óssea. Em outras palavras, o osso enfrenta estágios de remodelação natural em resposta às situações de aplicação de carga, durante as quais ocorrem destruição e formação de tecido ósseo. Quando há um desequilíbrio entre estes processos, o tecido entra em fadiga e não consegue se regenerar adequadamente, culminando com o aparecimento das fraturas.
As fraturas de stress resultam de uma sobrecarga cíclica e repetitiva sobre a estrutura óssea e não de eventos traumáticos agudos. Os estudos apontam duas teorias para explicar a origem das fraturas de stress em atletas.
Teorias - A primeira delas afirma que o enfraquecimento da musculatura que envolve os ossos reduz sua capacidade de absorção de impacto que passa a ser direcionado às extremidades inferiores e promove a redistribuição de forças para o osso, aumentando o stress para pontos focais. Dessa forma explica-se o mecanismo pelo qual estas fraturas acometem os membros inferiores.
A segunda teoria afirma que a tração muscular através do osso, resultante de movimentos esportivos, é capaz de gerar forças repetitivas suficientes para o próprio desenvolvimento das fraturas de stress que acometem os ossos dos membros superiores.
Diversos fatores de risco são considerados predisponentes para o surgimento das fraturas de stress: idade, sexo, raça (brancos são mais suscetíveis do que negros), nível de atividade, nível de condicionamento físico, distúrbios hormonais, desequilíbrios alimentares, características biomecânicas (assimetria de membros inferiores, diminuição da largura da tíbia, valgismo ou varismo de joelhos, pronação dos pés). A modificação súbita nas características do treinamento também pode ser um fator.
A tríade da mulher atleta representa um fator de risco importante para o sexo feminino, cerca de três a 12 vezes maior do que para o homem e caracteriza-se pela presença de distúrbios dietéticos (baixa ingestão calórica, bulimia, anorexia nervosa, administração de diuréticos ou laxativos). Outros fatores são alterações menstruais (oligomenorréia - fluxo menstrual diminuído, ou amenorréia - fluxo menstrual ausente) e osteoporose (diminuição da quantidade de cálcio na matriz óssea).
Atletismo · 10 set, 2010
Muito se fala sobre a prática segura, sem riscos e correta de atividades físicas, sejam corridas de rua, academia ou esportes de alta intensidade. Como deveriam ser feitas para trazer benefícios para a saúde?
De início o acompanhamento médico é essencial para que isso seja alcançado no esportista, pois cada indivíduo possui diferentes metabolismos e isso é o que vale determinar. No início do ano, as pessoas se comprometem a realizar atividades físicas intensas, porém para perder peso, entrar em forma e ganhar saúde são necessários exercícios regulares aeróbios (correr, andar, nadar ou bicicletar) por período mínimo de três meses, com periodicidade de quatro vezes por semana. Sem deixar de fazer fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio duas vezes semanais. Esta base varia de acordo com o objetivo de cada indivíduo e do exercício que será desempenhado.
O início da atividade física sem um monitoramento prévio pode trazer diversos riscos à saúde. As atividades físicas, dependendo do seu nível de intensidade e de exigência física, seja ela competitiva ou não, desencadeia uma série de fenômenos metabólicos variados e intensos. Se esse indivíduo tiver alguma doença silenciosa ou inicial, esse exercício físico possivelmente elevará os riscos de complicações.
A realização de um check-up cardioesportivo antes de fazer atividades físicas tem crescido nos últimos anos. Essas avaliações reduzem expressivamente os riscos de eventos cardiovasculares. Fato interessante é o crescente número de novos esportistas entre pacientes que passaram por problemas cardiológicos. Essa visão do check-up cardioesportivo deve ser estimulada, pois todos que praticam esportes e exercícios deveriam fazer uma avaliação prévia e um acompanhamento dessas atividades.
Recentemente fizemos avaliações de mais de 120 futebolistas de quatro importantes clubes de futebol de São Paulo e os resultados foram de atletas em ótimas condições cardiofisiológicas, mas o que mais surpreendeu foram os exames de laboratório: encontramos níveis de colesterol ruim (o LDL) bem acima do normal e, impressionante, o colesterol bom (HDL) abaixo do normal. Considerando que eles são atletas regulares há anos isso nunca deveria acontecer. As causas mais prováveis foram os erros alimentares e os níveis altos de estresse mental e físico a que eles são submetidos.
O corredor de rua, o freqüentador de academia e mesmo o esportista de modalidades de alta performance deve lembrar que apenas o exercitar-se não é um seguro de vida. Para ter resultados para a saúde, para uma melhor qualidade de vida, o importante é manter hábitos de vida mais saudáveis possíveis por toda a vida.
Atletismo · 02 set, 2010
Moradores e comerciantes do tradicional bairro do Ipiranga, em São Paulo, se reuniram para criar o movimento IpiRUNga, com o objetivo de disseminar para a comunidade os benefícios da prática do esporte. O lançamento oficial será realizado na próxima terça-feira (7/09) durante a Corrida da Independência e o local escolhido foi a lanchonete 4Runner Café, na Avenida Nazaré.
A Corrida tem chancela da JJS Eventos e será realizada no Parque da Independência com largada programada para as 8h, mas a partir das 7h os corredores se reunirão na 4Runner Café para uma confraternização. Os 250 primeiros atletas que aparecerem no local com um litro de leite para ser doado a uma instituição de caridade, ganharão uma camiseta confeccionada 100% em poliamida e, ao término da competição, haverá uma mesa de frutas, sorteio de brindes e DJ.
O movimento IpiRUNga surgiu com a empresária e corredora Valéria Spakauskas, uma das proprietárias da loja Zúnica, especializada em presentes e decoração, que logo teve apoio do também corredor Eduardo Sano, da 4Runner Café, e do instrutor Rogério de Castro, coordenador da academia Corporis. Gradativamente o trio tem recebido apoio da comunidade para a organização de corridas, passeios ciclísticos e outras atividades saudáveis.
Serviço:
Lançamento oficial do Movimento IpiRUNga
Caminhada · 26 ago, 2010
Nome: Vera Lucia G. Guilherme
Idade: 64
Dúvida: Esporão calcâneo não tem cura?Vou ter que conviver com esta dor horrível para sempre? Ouvi dizer que homeopatia é muito bom para o caso? Será? Obrigada
Resposta: Oi Vera. O osso que nasce em baixo do calcâneo não sai, mas a dor sim...tem cura! Procure um ortopedista especializado em pé e tornozelo para iniciar o tratamento. Entre no site: www.abtpe.org.br. Não tenho experiência com medicina homeopática, só a tradicional.
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino. http://lattes.cnpq.br/2785121990946814
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026