Esporte Adaptado

Santa Casa SP busca voluntários para pesquisa sobre tendinite patelar

A equipe de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo está recrutando voluntários para uma pesquisa científica com pacientes diagnosticados com tendinite patelar. Todos serão orientados detalhadamente sobre a pesquisa, sobre os riscos e benefícios envolvidos e terão garantia de tratamento gratuito.

Serão utilizados três métodos de tratamento: aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP); terapia de ondas de choque e fisioterapia excêntrica. A qualquer momento o voluntário poderá entrar em contato com o pesquisador e estará livre para abandonar o protocolo por qualquer motivo.

O foco da pesquisa está em pessoas que praticam atividade física pelo menos uma vez por semana e sentem dor na região do tendão patelar há pelo menos três meses. Antes do início das pesquisas, os pacientes serão submetidos a um exame de Ressonância Magnética.

Os interessados deverão entrar em contato com o Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo pelo email [email protected].


Santa Casa SP busca voluntários para pesquisa sobre tendinite patelar

Atletismo · 17 mar, 2011

A equipe de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo está recrutando voluntários para uma pesquisa científica com pacientes diagnosticados com tendinite patelar. Todos serão orientados detalhadamente sobre a pesquisa, sobre os riscos e benefícios envolvidos e terão garantia de tratamento gratuito.

Serão utilizados três métodos de tratamento: aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP); terapia de ondas de choque e fisioterapia excêntrica. A qualquer momento o voluntário poderá entrar em contato com o pesquisador e estará livre para abandonar o protocolo por qualquer motivo.

O foco da pesquisa está em pessoas que praticam atividade física pelo menos uma vez por semana e sentem dor na região do tendão patelar há pelo menos três meses. Antes do início das pesquisas, os pacientes serão submetidos a um exame de Ressonância Magnética.

Os interessados deverão entrar em contato com o Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo pelo email [email protected].

Saiba mais sobre trombose venosa profunda

O colunista do Webrun de medicina esportiva, Dr. Neto, explica mais sobre a trombose venosa profunda. Essa doença pode ser associada a diversos fatores, inclusive longas viagens rodoviárias e aéreas.

A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição clínica extremamente séria, potencialmente grave, na qual um coágulo sanguíneo entope alguma veia do sistema vascular profundo, geralmente dos membros inferiores. Ele desenvolve uma reação inflamatória do vaso e compromete o fluxo de sangue que estaria retornando ao coração. A TVP é relativamente comum (50 casos/ 100 mil habitantes) e provoca dores nas pernas, edema (inchaço), aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha), e até úlceras de estase (feridas).

O desenvolvimento da trombose venosa profunda pode estar relacionado a alguns fatores, como estase venosa (diminuição da velocidade de circulação do sangue), lesões nas paredes internas dos vasos sanguíneos e aumento da capacidade de coagulação do sangue (hipercoagulabilidade). Ocorre com maior frequência em portadores de determinadas condições predisponentes, como uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal.

Pode também estar associado ao tabagismo, a portadores de insuficiência cardíaca, à presença de veias incompetentes (varizes), tumores malignos, obesidade, idade avançada ou história prévia de TVP. Qualquer situação de imobilização prolongada, como períodos longos de recuperação pós-operatória, paralisias ou longas viagens aéreas ou rodoviárias, também podem desencadear o aparecimento da TVP.

Tratamento - O tratamento basicamente envolve a administração de drogas anticoagulantes para que o coágulo seja dissolvido, e a recuperação normalmente é total. Portanto, se o tratamento adequado for instituído, são grandes as chances do paciente se recuperar e retornar ao seu desempenho anterior.


Saiba mais sobre trombose venosa profunda

Atletismo · 15 mar, 2011

O colunista do Webrun de medicina esportiva, Dr. Neto, explica mais sobre a trombose venosa profunda. Essa doença pode ser associada a diversos fatores, inclusive longas viagens rodoviárias e aéreas.

A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição clínica extremamente séria, potencialmente grave, na qual um coágulo sanguíneo entope alguma veia do sistema vascular profundo, geralmente dos membros inferiores. Ele desenvolve uma reação inflamatória do vaso e compromete o fluxo de sangue que estaria retornando ao coração. A TVP é relativamente comum (50 casos/ 100 mil habitantes) e provoca dores nas pernas, edema (inchaço), aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha), e até úlceras de estase (feridas).

O desenvolvimento da trombose venosa profunda pode estar relacionado a alguns fatores, como estase venosa (diminuição da velocidade de circulação do sangue), lesões nas paredes internas dos vasos sanguíneos e aumento da capacidade de coagulação do sangue (hipercoagulabilidade). Ocorre com maior frequência em portadores de determinadas condições predisponentes, como uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal.

Pode também estar associado ao tabagismo, a portadores de insuficiência cardíaca, à presença de veias incompetentes (varizes), tumores malignos, obesidade, idade avançada ou história prévia de TVP. Qualquer situação de imobilização prolongada, como períodos longos de recuperação pós-operatória, paralisias ou longas viagens aéreas ou rodoviárias, também podem desencadear o aparecimento da TVP.

Tratamento - O tratamento basicamente envolve a administração de drogas anticoagulantes para que o coágulo seja dissolvido, e a recuperação normalmente é total. Portanto, se o tratamento adequado for instituído, são grandes as chances do paciente se recuperar e retornar ao seu desempenho anterior.

Atletas que não usam óculos de sol podem sofrer com doenças oculares

O verão ainda não acabou e, em país tropical como o Brasil, a previsão de dias ensolarados existe mesmo em outras estações do ano. Por isso, o oftalmologista Roberto Molero recomenda aos atletas protegerem os olhos durante exposição solar a fim de evitar alguns problemas na visão. “Em um dia ensolarado, se for pensar a curto prazo, usar o óculos é uma questão apenas de conforto, mas a médio e longo prazo os óculos são importantes para prevenir diversas doenças da córnea, do cristalino e da retina”, alerta o especialista.

Segundo Molero, o efeito nocivo da irradiação ultravioleta é o surgimento de membranas vermelhas, no canto do olho, além de ceratites, que afetam a superfície da córnea. No cristalino também pode aparecer catarata e na retina há risco de queimadura. “Quem pratica esportes de inverno precisa de um cuidado ainda maior, pois as queimaduras na neve são gravíssimas. Não é apenas dor que a pessoa vai sentir, a visão pode demorar horas para voltar ao normal”, conta Roberto, que também pede atenção na hora de comprar um óculos. “Esses de camelôs não protegem nada, o ideal é comprar num lugar de confiança”, avisa.

Já se a motivação para usar o acessório é questão de conforto, o coordenador de Treinamentos da Oakley no Brasil, Guilherme Tremante, garante que as lentes polarizadas da marca são as que proporcionam melhor performance para atletas de alto nível. “Uma das tecnologias aplicadas nas lentes polarizadas da nossa marca é o revestimento com Iridium Polorized, que nos dias mais ensolarados filtram o brilho ofuscante refletido em superfícies planas, ou seja, reduz o brilho e equilibra a transmissão da luz do aslfalto, da água e da neve”.

Ainda de acordo com Guilherme, estes produtos são vistos com frequência em competições na neve, moto e bikecross, triatlhon, entre outras, ajudando competidores a tirarem o melhor de si em cada prova. Tremante destaca a resistência a impactos e a tecnologia hidrofóbica dos óculos. “O produto cumpre todas as normas de resistência a impactos da American National Standards Institut. Enquanto a tecnologia hidrofóbica ajuda a manter a visão clara e nítida ao evitar o acúmulo de água e repelir óleos e impurezas nas lentes”.

Confira as demais vantagens que o fabricante descreve sobre os óculos de alto desempenho:

  • Hiper Definição Óptica: todas as lentes polarizadas da Oakley utilizam uma série de tecnologias, que inclui inovações patenteadas com claridade óptica e bom desempenho.

  • Eixo de Polarização: a orientação do filtro polarizador é crucial para o desempenho. Sendo assim, as lentes polarizadas da marca mantêm a precisão severa de normas internacionais.

  • Molde por Infusão: o material de lentes se une ao filtro polarizador no nível molecular para eliminar a distorção.

  • Cores das Lentes: é possível escolher lentes para os mais diferenciados ambientes e condições de iluminação, a partir de um espectro de cores opcionais.

  • Emissão Polarizada: esta medida de eficiência de polarização excede 99% nas lentes polarizadas da Oakley


  • Atletas que não usam óculos de sol podem sofrer com doenças oculares

    Atletismo · 10 mar, 2011

    O verão ainda não acabou e, em país tropical como o Brasil, a previsão de dias ensolarados existe mesmo em outras estações do ano. Por isso, o oftalmologista Roberto Molero recomenda aos atletas protegerem os olhos durante exposição solar a fim de evitar alguns problemas na visão. “Em um dia ensolarado, se for pensar a curto prazo, usar o óculos é uma questão apenas de conforto, mas a médio e longo prazo os óculos são importantes para prevenir diversas doenças da córnea, do cristalino e da retina”, alerta o especialista.

    Segundo Molero, o efeito nocivo da irradiação ultravioleta é o surgimento de membranas vermelhas, no canto do olho, além de ceratites, que afetam a superfície da córnea. No cristalino também pode aparecer catarata e na retina há risco de queimadura. “Quem pratica esportes de inverno precisa de um cuidado ainda maior, pois as queimaduras na neve são gravíssimas. Não é apenas dor que a pessoa vai sentir, a visão pode demorar horas para voltar ao normal”, conta Roberto, que também pede atenção na hora de comprar um óculos. “Esses de camelôs não protegem nada, o ideal é comprar num lugar de confiança”, avisa.

    Já se a motivação para usar o acessório é questão de conforto, o coordenador de Treinamentos da Oakley no Brasil, Guilherme Tremante, garante que as lentes polarizadas da marca são as que proporcionam melhor performance para atletas de alto nível. “Uma das tecnologias aplicadas nas lentes polarizadas da nossa marca é o revestimento com Iridium Polorized, que nos dias mais ensolarados filtram o brilho ofuscante refletido em superfícies planas, ou seja, reduz o brilho e equilibra a transmissão da luz do aslfalto, da água e da neve”.

    Ainda de acordo com Guilherme, estes produtos são vistos com frequência em competições na neve, moto e bikecross, triatlhon, entre outras, ajudando competidores a tirarem o melhor de si em cada prova. Tremante destaca a resistência a impactos e a tecnologia hidrofóbica dos óculos. “O produto cumpre todas as normas de resistência a impactos da American National Standards Institut. Enquanto a tecnologia hidrofóbica ajuda a manter a visão clara e nítida ao evitar o acúmulo de água e repelir óleos e impurezas nas lentes”.

    Confira as demais vantagens que o fabricante descreve sobre os óculos de alto desempenho:

  • Hiper Definição Óptica: todas as lentes polarizadas da Oakley utilizam uma série de tecnologias, que inclui inovações patenteadas com claridade óptica e bom desempenho.

  • Eixo de Polarização: a orientação do filtro polarizador é crucial para o desempenho. Sendo assim, as lentes polarizadas da marca mantêm a precisão severa de normas internacionais.

  • Molde por Infusão: o material de lentes se une ao filtro polarizador no nível molecular para eliminar a distorção.

  • Cores das Lentes: é possível escolher lentes para os mais diferenciados ambientes e condições de iluminação, a partir de um espectro de cores opcionais.

  • Emissão Polarizada: esta medida de eficiência de polarização excede 99% nas lentes polarizadas da Oakley

  • Gorduras podem não causar problemas cardíacos…

    A Nutrição é um campo de estudo que, assim como tantas outras áreas da saúde humana, há poucas décadas utiliza métodos científicos para tirar suas conclusões daquilo que funciona ou não, do que faz bem ou mal. Um dos maiores desafios na Nutrição é o de estudar o ser humano em um aspecto tão errático e com incontáveis variáveis, o seu hábito alimentar. As pessoas, lembremos, provavelmente devem mentir tanto em anamnese alimentar, quanto em pesquisas sobre hábitos sexuais o que só dificulta.

    Por outro lado, os inúmeros nutrientes e variáveis de nossa rotina tornam dificílimo o isolamento dos efeitos de uma substância ou nutriente em nossa saúde. Somemos a isso os mitos que foram sendo criados quando o rigor científico não era regra geral. Afinal, quem nunca ouviu falar que devemos beber de dois a três litros de água por dia? De onde vem esse número? E a ideia de que a temperatura corporal sobe alguns graus com o exercício? Você já viu algum estudo que comprove isso? Eu posso apostar que não, pois o mais recente deve ser mais velho do que eu ou você.

    Uma das coisas mais difíceis é você defender algo e depois mudar radicalmente de posição. E foi lendo alguns estudos e um livro magistral que tive que rever com certo constrangimento algumas coisas que sempre acreditei. Basicamente, e toda simplificação de temas complexos é um pouco perigoso, sempre defendi junto com a maioria dos nutricionistas a ideia de que devemos restringir ao máximo o consumo de gorduras saturadas pela sua relação com problemas cardíacos e o colesterol. Mas isso será mesmo verdade? Todo médico ou nutricionista dirá que sim.

    Teorias - Nos anos 60, o fisiologista Ancel Keys criou uma teoria que estabeleceu os fundamentos do que pode vir a ser um dos maiores equívocos das ciências da saúde: a relação direta entre gordura, colesterol e problemas cardíacos. As pessoas evitam ovos por causa do colesterol pensando em nunca ter infarto, mas hoje sabemos que a alimentação é responsável por apenas 1/3 dos níveis de colesterol. Mas o pior não é isso, há cada vez mais evidências de que o colesterol e a gordura têm um peso muito menor em nossa saúde.

    A economia comportamental, tão em voga atualmente, explica como a teoria de Keys foi se auto-alimentando mesmo trapaceando a ciência. Keys especulou que quanto mais gordura se ingere, mais alto o colesterol e mais riscos temos. Na falta de dados (e eles quase sempre serão inexatos na Nutrição), Keys usou de uma associação totalmente falha e caduca para provar sua tese. Como ela em teoria fazia todo sentido, por décadas centenas de cientistas usaram o viés da confirmação para encontrar apenas resultados que confirmassem a tese de Keys mesmo que para isso – e agora o mais importante – sem más intenções, deixassem de publicar estudos que contrariassem a tese dessa relação achando que houvera erros metodológicos.

    Por que estou dizendo tudo isso?
    O excelente livro de Gary Taubes, “Good Calories, Bad Calories” (ainda não publicado no Brasil), lista uma série infindável de estudos que mostram que a relação gordura-colesterol-infarto não é garantida. O colesterol alto é encontrado em muitos cardiopatas, mas o colesterol baixo também. Keys parece ter acusado um vilão e o julgamento foi mais do que precipitado.

    Comer gordura mataria? - Alguns dos estudos são incríveis, mostram que se o colesterol alto “mata”, ensina que o baixo também mata. Comer gordura mataria? Não comer acaba resultando em mais câncer. Estranho, não? E o que dizer da falta de correlação em inúmeras populações entre consumo de gordura e colesterol e a incidência de problemas cardíacos?

    Se o maior erro de Keys foi simplificar algo tão complexo, tornando vilã a gordura quando são inúmeros nutrientes em nossa alimentação, não deixa de ser menos ingênuo menosprezar ou ignorar o peso do estilo de vida da pessoa. Como gordura entupindo vasos fazia sentido e parecia científico, virou verdade e se busca até hoje comprovar que bacon e ovo entopem as artérias.

    E então chegamos a um dilema, porque para os estudos mostrando que dieta rica em gordura prejudica nossos casos sanguíneos, há outras mostrando que é inofensiva ou mesmo pode fazer bem.

    O vai e vem dos protagonistas

    O ovo já foi réu, a gordura trans já foi salvação, Atkins virou celebridade, foi depois execrado e muitas vitaminas já foram tidas como a salvação do futuro. Esse vai e vem não ajuda justamente por gerar descrédito e esperanças vãs. Mas o pior é que ela gera correria em direção ao fogo. Passamos a nos entupir de carboidrato com medo de gordura e cada vez mais a ciência vai descobrindo que os açúcares simples são os grandes vilões. À época, nem Keys nem os demais puderam ver nas entrelinhas que a “sombra” da gordura fez com que o açúcar e a farinha de trigo (refinada) involuntariamente se inocentassem, justo elas que parecem ser as principais responsáveis pelo imenso aumento nos casos de problemas cardíacos e diabetes.

    O assunto é longo. Longe de querer absolver a gordura ou liberar seu consumo os profissionais da saúde precisarão rever completamente suas recomendações porque, se comer menos gordura reduz a ingestão calórica (e o peso tem grande influência em nossa saúde), por outro lado ela parece não ter papel único e central nas doenças do coração.

    Se é difícil hoje fugirmos da gordura, as farinhas e açúcar estão igualmente introduzidos por completo em nossas vidas.

    Para fechar, a tática de alguns fármacos redutores de colesterol, sob o olhar das novas teorias, é tão efetiva quanto montar uma academia dentro do escritório achando que a simples presença das máquinas nos trará condicionamento. Você pode até reduzir os valores do colesterol, mas o inimigo, ainda nem sequer totalmente identificado, permanece lá em uma forma bem doce.


    Gorduras podem não causar problemas cardíacos…

    Atletismo · 08 mar, 2011

    A Nutrição é um campo de estudo que, assim como tantas outras áreas da saúde humana, há poucas décadas utiliza métodos científicos para tirar suas conclusões daquilo que funciona ou não, do que faz bem ou mal. Um dos maiores desafios na Nutrição é o de estudar o ser humano em um aspecto tão errático e com incontáveis variáveis, o seu hábito alimentar. As pessoas, lembremos, provavelmente devem mentir tanto em anamnese alimentar, quanto em pesquisas sobre hábitos sexuais o que só dificulta.

    Por outro lado, os inúmeros nutrientes e variáveis de nossa rotina tornam dificílimo o isolamento dos efeitos de uma substância ou nutriente em nossa saúde. Somemos a isso os mitos que foram sendo criados quando o rigor científico não era regra geral. Afinal, quem nunca ouviu falar que devemos beber de dois a três litros de água por dia? De onde vem esse número? E a ideia de que a temperatura corporal sobe alguns graus com o exercício? Você já viu algum estudo que comprove isso? Eu posso apostar que não, pois o mais recente deve ser mais velho do que eu ou você.

    Uma das coisas mais difíceis é você defender algo e depois mudar radicalmente de posição. E foi lendo alguns estudos e um livro magistral que tive que rever com certo constrangimento algumas coisas que sempre acreditei. Basicamente, e toda simplificação de temas complexos é um pouco perigoso, sempre defendi junto com a maioria dos nutricionistas a ideia de que devemos restringir ao máximo o consumo de gorduras saturadas pela sua relação com problemas cardíacos e o colesterol. Mas isso será mesmo verdade? Todo médico ou nutricionista dirá que sim.

    Teorias - Nos anos 60, o fisiologista Ancel Keys criou uma teoria que estabeleceu os fundamentos do que pode vir a ser um dos maiores equívocos das ciências da saúde: a relação direta entre gordura, colesterol e problemas cardíacos. As pessoas evitam ovos por causa do colesterol pensando em nunca ter infarto, mas hoje sabemos que a alimentação é responsável por apenas 1/3 dos níveis de colesterol. Mas o pior não é isso, há cada vez mais evidências de que o colesterol e a gordura têm um peso muito menor em nossa saúde.

    A economia comportamental, tão em voga atualmente, explica como a teoria de Keys foi se auto-alimentando mesmo trapaceando a ciência. Keys especulou que quanto mais gordura se ingere, mais alto o colesterol e mais riscos temos. Na falta de dados (e eles quase sempre serão inexatos na Nutrição), Keys usou de uma associação totalmente falha e caduca para provar sua tese. Como ela em teoria fazia todo sentido, por décadas centenas de cientistas usaram o viés da confirmação para encontrar apenas resultados que confirmassem a tese de Keys mesmo que para isso – e agora o mais importante – sem más intenções, deixassem de publicar estudos que contrariassem a tese dessa relação achando que houvera erros metodológicos.

    Por que estou dizendo tudo isso?
    O excelente livro de Gary Taubes, “Good Calories, Bad Calories” (ainda não publicado no Brasil), lista uma série infindável de estudos que mostram que a relação gordura-colesterol-infarto não é garantida. O colesterol alto é encontrado em muitos cardiopatas, mas o colesterol baixo também. Keys parece ter acusado um vilão e o julgamento foi mais do que precipitado.

    Comer gordura mataria? - Alguns dos estudos são incríveis, mostram que se o colesterol alto “mata”, ensina que o baixo também mata. Comer gordura mataria? Não comer acaba resultando em mais câncer. Estranho, não? E o que dizer da falta de correlação em inúmeras populações entre consumo de gordura e colesterol e a incidência de problemas cardíacos?

    Se o maior erro de Keys foi simplificar algo tão complexo, tornando vilã a gordura quando são inúmeros nutrientes em nossa alimentação, não deixa de ser menos ingênuo menosprezar ou ignorar o peso do estilo de vida da pessoa. Como gordura entupindo vasos fazia sentido e parecia científico, virou verdade e se busca até hoje comprovar que bacon e ovo entopem as artérias.

    E então chegamos a um dilema, porque para os estudos mostrando que dieta rica em gordura prejudica nossos casos sanguíneos, há outras mostrando que é inofensiva ou mesmo pode fazer bem.

    O vai e vem dos protagonistas

    O ovo já foi réu, a gordura trans já foi salvação, Atkins virou celebridade, foi depois execrado e muitas vitaminas já foram tidas como a salvação do futuro. Esse vai e vem não ajuda justamente por gerar descrédito e esperanças vãs. Mas o pior é que ela gera correria em direção ao fogo. Passamos a nos entupir de carboidrato com medo de gordura e cada vez mais a ciência vai descobrindo que os açúcares simples são os grandes vilões. À época, nem Keys nem os demais puderam ver nas entrelinhas que a “sombra” da gordura fez com que o açúcar e a farinha de trigo (refinada) involuntariamente se inocentassem, justo elas que parecem ser as principais responsáveis pelo imenso aumento nos casos de problemas cardíacos e diabetes.

    O assunto é longo. Longe de querer absolver a gordura ou liberar seu consumo os profissionais da saúde precisarão rever completamente suas recomendações porque, se comer menos gordura reduz a ingestão calórica (e o peso tem grande influência em nossa saúde), por outro lado ela parece não ter papel único e central nas doenças do coração.

    Se é difícil hoje fugirmos da gordura, as farinhas e açúcar estão igualmente introduzidos por completo em nossas vidas.

    Para fechar, a tática de alguns fármacos redutores de colesterol, sob o olhar das novas teorias, é tão efetiva quanto montar uma academia dentro do escritório achando que a simples presença das máquinas nos trará condicionamento. Você pode até reduzir os valores do colesterol, mas o inimigo, ainda nem sequer totalmente identificado, permanece lá em uma forma bem doce.

    Adriano Bastos fala sobre a briga corredores e ciclistas na USP

    Enquanto os responsáveis pela administração da Cidade Universitária da USP, na capital paulista, não implementarem normas para um melhor convívio entre corredores, ciclistas e a comunidade local, a desorganização vai continuar. Brigas, desentendimentos e até acidentes estão propícios a acontecer no local, que aos sábados recebe milhares de pessoas para treinar.

    Em janeiro deste ano, exatamente um ano após o Fórum sobre uso de espaço público, nenhuma medida foi tomada e a corredora Ana Paula Alfano teve problemas ao solicitar ajuda de um funcionário do local. Em meio aos conflitos, a USP chegou a cogitar a possibilidade de proibir o uso do espaço para treinamentos, algo que desagrada gregos e troianos, ou melhor, amadores e elite.

    O heptcampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, é um dos atletas que usa a USP em suas rotinas de treino e se diz a favor de uma regulamentação, mas é contra a proibição de se treinar no campus. Assista ao vídeo em que o fundista fala sobre o assunto.


    Adriano Bastos fala sobre a briga corredores e ciclistas na USP

    Caminhada · 07 mar, 2011

    Enquanto os responsáveis pela administração da Cidade Universitária da USP, na capital paulista, não implementarem normas para um melhor convívio entre corredores, ciclistas e a comunidade local, a desorganização vai continuar. Brigas, desentendimentos e até acidentes estão propícios a acontecer no local, que aos sábados recebe milhares de pessoas para treinar.

    Em janeiro deste ano, exatamente um ano após o Fórum sobre uso de espaço público, nenhuma medida foi tomada e a corredora Ana Paula Alfano teve problemas ao solicitar ajuda de um funcionário do local. Em meio aos conflitos, a USP chegou a cogitar a possibilidade de proibir o uso do espaço para treinamentos, algo que desagrada gregos e troianos, ou melhor, amadores e elite.

    O heptcampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, é um dos atletas que usa a USP em suas rotinas de treino e se diz a favor de uma regulamentação, mas é contra a proibição de se treinar no campus. Assista ao vídeo em que o fundista fala sobre o assunto.

    Paraatleta tricampeão na Maratona de Londres quer mais um título

    O paraatleta David Weir, tricampeão Mundial nas provas de 800m, 1500m e 5000m (na Nova Zelândia), voltará à sua cidade natal no dia 17 de abril para tentar uma quinta vitória na Maratona de Londres. O resultado positivo poderá fazer o atleta se tornar o competidor de cadeira de rodas mais mais bem sucedido na história da prova.

    O detentor do recorde britânico enfrentará forte oposição, pois estarão presentes na disputa o canadense paraolímpico Josh Cassidy, que já foi campeão em Londres; os suíços Heinz Frei (também tricampeão) e Marcel Hug (corredor mais rápido da maratona ano passado). A lista de adversários também inclui dois outros ex-campeões: o mexicano Saul Mendoza, o francês Denis Lemeunier e o japonês Kota Hokinoue. Apesar da forte concorrência, Weir garante gostar de competir em casa e que chegará a Londres cheio de confiança depois de vencer a Maratona de Nova York, ano passado.

    Além de todos esses motivos para conseguir um bom desempenho, há um incentivo adicional. "A última edição foi uma grande decepção para mim", conta Weir. "Eu sei que estou em grande forma neste momento. Ganhei em Nova York e foi bom para aumentar minha confiança. Também fiquei muito feliz de sair com três medalhas de ouro do Campeonato Mundial na Nova Zelândia”, afirma o paraatleta.

    Competidoras - No feminino, a inglesa Shelly Woods também está ansiosa para compensar o desempenho que teve ano passado, quando terminou atrás de outras líderes. Ela terá pela frente a recordista Sandra Graf, da Suíça, campeã em 2008, a competidora americana Amanda McGror (vitoriosa do ano retrasado) e a canadense Diane Roy, medalhista de bronze em 2009.

    "Esta edição será outra grande corrida. Há boas pilotas no momento e eu só preciso acompanhar as lideres. Quero ter energia suficiente para um sprint no final”, comenta Woods. Já para o diretor da Maratona de Londres, David Bedford a disputa promete muita emoção. “A prova terá um nível forte, tanto no feminino como no masculino. Estarão presentes no evento diversos recordistas e medalhistas mundiais”.


    Paraatleta tricampeão na Maratona de Londres quer mais um título

    Esporte Adaptado · 09 fev, 2011

    O paraatleta David Weir, tricampeão Mundial nas provas de 800m, 1500m e 5000m (na Nova Zelândia), voltará à sua cidade natal no dia 17 de abril para tentar uma quinta vitória na Maratona de Londres. O resultado positivo poderá fazer o atleta se tornar o competidor de cadeira de rodas mais mais bem sucedido na história da prova.

    O detentor do recorde britânico enfrentará forte oposição, pois estarão presentes na disputa o canadense paraolímpico Josh Cassidy, que já foi campeão em Londres; os suíços Heinz Frei (também tricampeão) e Marcel Hug (corredor mais rápido da maratona ano passado). A lista de adversários também inclui dois outros ex-campeões: o mexicano Saul Mendoza, o francês Denis Lemeunier e o japonês Kota Hokinoue. Apesar da forte concorrência, Weir garante gostar de competir em casa e que chegará a Londres cheio de confiança depois de vencer a Maratona de Nova York, ano passado.

    Além de todos esses motivos para conseguir um bom desempenho, há um incentivo adicional. "A última edição foi uma grande decepção para mim", conta Weir. "Eu sei que estou em grande forma neste momento. Ganhei em Nova York e foi bom para aumentar minha confiança. Também fiquei muito feliz de sair com três medalhas de ouro do Campeonato Mundial na Nova Zelândia”, afirma o paraatleta.

    Competidoras - No feminino, a inglesa Shelly Woods também está ansiosa para compensar o desempenho que teve ano passado, quando terminou atrás de outras líderes. Ela terá pela frente a recordista Sandra Graf, da Suíça, campeã em 2008, a competidora americana Amanda McGror (vitoriosa do ano retrasado) e a canadense Diane Roy, medalhista de bronze em 2009.

    "Esta edição será outra grande corrida. Há boas pilotas no momento e eu só preciso acompanhar as lideres. Quero ter energia suficiente para um sprint no final”, comenta Woods. Já para o diretor da Maratona de Londres, David Bedford a disputa promete muita emoção. “A prova terá um nível forte, tanto no feminino como no masculino. Estarão presentes no evento diversos recordistas e medalhistas mundiais”.

    O que é mais efetivo contra o sobrepeso? Exercício ou dieta

    O que não falta é gente que começa o ano com aquela promessa de “agora em diante” ter uma alimentação mais saudável e praticar mais atividade física. O motivo nobre é a saúde, a razão prática é ter um corpo mais atraente. E o que é mais efetivo no combate ao sobrepeso? Exercício ou dieta? Recentemente o British Journal of Sports Medicine publicou diretrizes atualizadas baseadas totalmente em estudos científicos.

    Vou listar aqui parte do publicado, apesar de discordar de algumas partes (das quais discutirei brevemente ao final).

  • Mudar (melhorar) nossa dieta tem um efeito maior no controle do peso que a prática de exercícios físicos;

  • Exercícios ajudam. Quanto mais (volume e intensidade), melhor;

  • Mesmo que não perca peso com os exercícios, você se torna mais saudável e mais disposto, o que por si só já compensa;

  • Em média, as pessoas que começaram a fazer exercício perderam apenas cerca de 1kg em quatro meses (!!);

  • Já apenas com dieta, as pessoas perderam quase 11kg em quatro meses (!). Porém, muitas pessoas voltaram a ganhar grande parte desse peso perdido depois de seis meses. *A razão seria que apenas com dieta as pessoas perderam muita massa muscular e reduziram assim seu metabolismo basal;

  • Uma dieta hiperproteica ajudou na conservação da massa muscular no grupo que só fez dieta, além de ter ajudado na sensação de saciedade;

  • Combinar exercício e dieta é mesmo a alternativa mais eficiente;

  • Há pouca evidência de que caminhadas de 30 minutos por dia tenha efeitos para perder peso; a caminhada deveria ser um ponto de partida aos sedentários que não conseguem correr, não estratégia de emagrecimento.

    É sempre importante que nos baseemos em pesquisas científicas, porém, na nutrição é complicado e praticamente impossível você conseguir isolar uma pessoa de tantos fatores e variáveis. Sou daqueles que acredita fortemente no estilo de vida como primordial na manutenção de nossa saúde. Uma pessoa treinada pode gastar mil calorias em uma única sessão de treino, enquanto reduzir 200 calorias da dieta diária pode ser um martírio mesmo que por alguns poucos dias.

    Fazendo as contas, fica claro que a dieta é mais sofrida. Por outro lado, a pessoa quando passa a fazer exercícios, passa também a comer mais; como emagrecer assim?? O indivíduo terá que acertar a dieta e fazer exercícios e fazer disso um hábito para toda a vida.
    A perda de peso somente pela dieta também gera perda de massa muscular, mesmo quando feita com muito cuidado. O exercício impede isso e uma dieta hiperproteica de curto prazo parece reduzir esse efeito também. Mas a proteína está longe de ser um nutriente salvador, está claro, sim, que a gordura é um “vilão” (alta densidade energética) junto de alguns carboidratos como o açúcar branco.

    É bom ver mais uma vez o conceito que a recomendação de caminharmos 30 minutos por dia vale somente para os completamente sedentários, que o efeito disso deveria ser o de introduzir a pessoa a uma rotina mais saudável. Se a pessoa busca um estilo de vida realmente saudável, terá que partir para uma atividade mais intensa que uma simples caminhada.

    As diretrizes falam que as dietas mais “agressivas” (maior perda de peso) são mais eficientes que as “lentas e graduais”, mas isso por causa do efeito psicológico com a pessoa vendo resultados mais rápidos. As dietas mais conservadoras, porém, parecem agir mais alterando os “vícios” que as pessoas têm. Se o indivíduo combate esses erros, não importa a velocidade da perda de peso desde que ela seja permanente.

    Fonte da pesquisa: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19846427


  • O que é mais efetivo contra o sobrepeso? Exercício ou dieta

    Atletismo · 07 fev, 2011

    O que não falta é gente que começa o ano com aquela promessa de “agora em diante” ter uma alimentação mais saudável e praticar mais atividade física. O motivo nobre é a saúde, a razão prática é ter um corpo mais atraente. E o que é mais efetivo no combate ao sobrepeso? Exercício ou dieta? Recentemente o British Journal of Sports Medicine publicou diretrizes atualizadas baseadas totalmente em estudos científicos.

    Vou listar aqui parte do publicado, apesar de discordar de algumas partes (das quais discutirei brevemente ao final).

  • Mudar (melhorar) nossa dieta tem um efeito maior no controle do peso que a prática de exercícios físicos;

  • Exercícios ajudam. Quanto mais (volume e intensidade), melhor;

  • Mesmo que não perca peso com os exercícios, você se torna mais saudável e mais disposto, o que por si só já compensa;

  • Em média, as pessoas que começaram a fazer exercício perderam apenas cerca de 1kg em quatro meses (!!);

  • Já apenas com dieta, as pessoas perderam quase 11kg em quatro meses (!). Porém, muitas pessoas voltaram a ganhar grande parte desse peso perdido depois de seis meses. *A razão seria que apenas com dieta as pessoas perderam muita massa muscular e reduziram assim seu metabolismo basal;

  • Uma dieta hiperproteica ajudou na conservação da massa muscular no grupo que só fez dieta, além de ter ajudado na sensação de saciedade;

  • Combinar exercício e dieta é mesmo a alternativa mais eficiente;

  • Há pouca evidência de que caminhadas de 30 minutos por dia tenha efeitos para perder peso; a caminhada deveria ser um ponto de partida aos sedentários que não conseguem correr, não estratégia de emagrecimento.

    É sempre importante que nos baseemos em pesquisas científicas, porém, na nutrição é complicado e praticamente impossível você conseguir isolar uma pessoa de tantos fatores e variáveis. Sou daqueles que acredita fortemente no estilo de vida como primordial na manutenção de nossa saúde. Uma pessoa treinada pode gastar mil calorias em uma única sessão de treino, enquanto reduzir 200 calorias da dieta diária pode ser um martírio mesmo que por alguns poucos dias.

    Fazendo as contas, fica claro que a dieta é mais sofrida. Por outro lado, a pessoa quando passa a fazer exercícios, passa também a comer mais; como emagrecer assim?? O indivíduo terá que acertar a dieta e fazer exercícios e fazer disso um hábito para toda a vida.
    A perda de peso somente pela dieta também gera perda de massa muscular, mesmo quando feita com muito cuidado. O exercício impede isso e uma dieta hiperproteica de curto prazo parece reduzir esse efeito também. Mas a proteína está longe de ser um nutriente salvador, está claro, sim, que a gordura é um “vilão” (alta densidade energética) junto de alguns carboidratos como o açúcar branco.

    É bom ver mais uma vez o conceito que a recomendação de caminharmos 30 minutos por dia vale somente para os completamente sedentários, que o efeito disso deveria ser o de introduzir a pessoa a uma rotina mais saudável. Se a pessoa busca um estilo de vida realmente saudável, terá que partir para uma atividade mais intensa que uma simples caminhada.

    As diretrizes falam que as dietas mais “agressivas” (maior perda de peso) são mais eficientes que as “lentas e graduais”, mas isso por causa do efeito psicológico com a pessoa vendo resultados mais rápidos. As dietas mais conservadoras, porém, parecem agir mais alterando os “vícios” que as pessoas têm. Se o indivíduo combate esses erros, não importa a velocidade da perda de peso desde que ela seja permanente.

    Fonte da pesquisa: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19846427

  • Eleição Atleta Paraolímpico do mês está aberta ao público

    O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou esta semana uma lista com o nome de vários atletas que concorrem ao posto de “Atleta do mês” de janeiro. No primeiro mês do ano, o universo do esporte foi bem agitado, graças a dois Campeonatos Mundiais que ocorreram, um de esqui nos Alpes, na cidade de Sestriere, na Itália, e um de atletismo, em Christchurch, na Nova Zelândia.

    Todos os atletas indicados para a votação ganharam medalha de ouro nas provas que participaram. Um dos destaques é a atleta brasileira Terezinha Guilhermina, que subiu ao pódio quatro vezes e, assim como a norteamericana Tatyana McFadden, foi uma das atletas que mais venceu no Mundial de Atletismo. A votação acontece pelo Facebook do IPC www.facebook.com/ParalympicSports.TV. Confira os nomes dos indicados:

    David Weir - Nas classes mais competitivas do atletismo, o britânico ganhou três medalhas de ouro com três performances memoráveis nos 800m, 1.500m e 5.000m.

    Terezinha Guilhermina - A brasileira deficiente visual deixou Crhistchurch com quatro medalhas de ouro penduradas no pescoço: a dos 100m, a dos 200m a dos 400m e a do revezamento 4x100m T11-13. Além disso, quebrou seu próprio recorde Mundial dos 100m e pulverizou o recorde dos 200m, que já durava 10 anos.

    Michelle Stilwell - Das quatro medalhas de ouro que o Canadá ganhou em Christchurch, três foram graças à Michelle. A atleta da classe T52 (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações) bateu três recordes da competição para vencer os 100m, os 200m e os 400m. Ela conquistou também uma medalha de prata, nos 800m.

    Tatyana McFadden - Com quatro medalhas de ouro (nos 200m, nos 400m, nos 800m e nos 1.500m), uma de bronze (nos 100m), e dois recordes do campeonato, a atleta americana da classe T54 (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações) terminou o Mundial de Christchurch com uma das melhores performances individuais da competirão.

    Jerome Singleton - O americano entrou para a história ao se tornar o primeiro homem em sete anos a bater o sul-africano Oscar Pistorius nos 100m. Ninguém vai esquecer a disputadíssima final da prova. Além disso, Singleton ganhou ainda duas medalhas de prata: uma nos 200m e outra no revezamento 4x100m T42-46 (amputados e outros).


    Eleição Atleta Paraolímpico do mês está aberta ao público

    Esporte Adaptado · 03 fev, 2011

    O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou esta semana uma lista com o nome de vários atletas que concorrem ao posto de “Atleta do mês” de janeiro. No primeiro mês do ano, o universo do esporte foi bem agitado, graças a dois Campeonatos Mundiais que ocorreram, um de esqui nos Alpes, na cidade de Sestriere, na Itália, e um de atletismo, em Christchurch, na Nova Zelândia.

    Todos os atletas indicados para a votação ganharam medalha de ouro nas provas que participaram. Um dos destaques é a atleta brasileira Terezinha Guilhermina, que subiu ao pódio quatro vezes e, assim como a norteamericana Tatyana McFadden, foi uma das atletas que mais venceu no Mundial de Atletismo. A votação acontece pelo Facebook do IPC www.facebook.com/ParalympicSports.TV. Confira os nomes dos indicados:

    David Weir - Nas classes mais competitivas do atletismo, o britânico ganhou três medalhas de ouro com três performances memoráveis nos 800m, 1.500m e 5.000m.

    Terezinha Guilhermina - A brasileira deficiente visual deixou Crhistchurch com quatro medalhas de ouro penduradas no pescoço: a dos 100m, a dos 200m a dos 400m e a do revezamento 4x100m T11-13. Além disso, quebrou seu próprio recorde Mundial dos 100m e pulverizou o recorde dos 200m, que já durava 10 anos.

    Michelle Stilwell - Das quatro medalhas de ouro que o Canadá ganhou em Christchurch, três foram graças à Michelle. A atleta da classe T52 (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações) bateu três recordes da competição para vencer os 100m, os 200m e os 400m. Ela conquistou também uma medalha de prata, nos 800m.

    Tatyana McFadden - Com quatro medalhas de ouro (nos 200m, nos 400m, nos 800m e nos 1.500m), uma de bronze (nos 100m), e dois recordes do campeonato, a atleta americana da classe T54 (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações) terminou o Mundial de Christchurch com uma das melhores performances individuais da competirão.

    Jerome Singleton - O americano entrou para a história ao se tornar o primeiro homem em sete anos a bater o sul-africano Oscar Pistorius nos 100m. Ninguém vai esquecer a disputadíssima final da prova. Além disso, Singleton ganhou ainda duas medalhas de prata: uma nos 200m e outra no revezamento 4x100m T42-46 (amputados e outros).

    Quais os procedimentos médicos numa avaliação física?

    Atletismo · 03 fev, 2011

    Nome: Alvaro Cesar Souza da Silva

    Idade: 26

    Dúvida 1: Quais os procedimentos e perguntas que devem ser feitas pelo médico durante o exame médico obrigatório para início das atividades físicas?

    Acabo de fazer um exame médico, em uma academia, onde sou recém matriculado, e passei menos de 10 min. e não me foi perguntado quase nada, muito menos recomendado algo ou cuidado a ser feito. Nas perguntas respondidas no momento da matrícula, eu havia colocado a existência de dores lombares e costa, e antiga lesão nos joelhos. Porém, o médico não consultou tais informações no decorrer da consulta.

    Resposta: Desculpe, será que é médico? peça o número do CRM dele e, para checar se é médico ou não, entre no site www.cremesp.org.br. Lá você pode conferir e depois checar se é especialista em medicina do esporte. Caso não seja médico, denuncie para policia por exercício ilegal de profissão (medicina) Caso grave! E mantenha-nos informado que, em sigilo, podemos investigar.

    Dúvida 2: Qual a referência para um bom ou ruim exame médico?

    Pelo que conta, você não foi consultado de tão ruim que foi a sua “sessão”. Exija seus direitos e, principalmente, seu direito a avaliação médica competente. Veja só: em 9 de dezembro de 2010 o Presidente Lula assinou a LEI 12346 "...as entidades de prática desportiva...promoverão obrigatoriamente exames periódicos para avaliar a saúde...".

    Brasileiros se destacam no Mundial Paraolímpico de Atletismo

    Dos 25 atletas nacionais que defenderam o país no Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo, 17 paraatletas subiram ao pódio e garantiram ao Brasil a terceira posição no quadro geral de medalhas. No domingo (30/01), Tito Sena, campeão mundial e medalhista paraolímpico, chegou em segundo lugar na prova de Christchurch/Nova Zelândia, seguido por Ozivam Bonfim, que ganhou uma medalha de bronze na maratona T46 (amputados e outros).

    Com o resultado, o Brasil ultrapassou a Grã Bretanha em número de pratas e terminou o Mundial atrás apenas da China e da Rússia. “Essa posição mostra a força do atletismo paraolímpico brasileiro. Mais de dois terços dos atletas da seleção brasileira estão entre os três primeiros do mundo”, destaca o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

    Ainda de acordo com o presidente, o terceiro lugar no quadro de medalhas não só reflete o crescimento do atletismo paraolímpico brasileiro, como também traz mais responsabilidades para o país nas próximas competições. “Disputamos a terceira posição com a Grã Bretanha, que receberá as Paraolimpíadas ano que vem e tem recebido bastante investimento. Isso significa que estamos fortes”.

    Tática brasileira - O objetivo da comissão técnica era pelo menos igualar ao resultado das Paraolimpíadas de Pequim (2008), quando o Brasil ficou em décimo lugar, com 15 medalhas, quatro delas de ouro. Mas o resultado este ano foi muito melhor e na opinião do diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edílson Tubiba, tudo isso é fruto da estratégia de trazer um número menor de atletas. “Com esta tática conseguiríamos prepará-los melhor e teríamos maior qualidade”.

    Edílson ressalta que o país é hoje uma das potências na modalidade de esporte adaptado. “Agora todo mundo quer nos superar. Por isso precisamos aumentar a base de medalhistas. Temos que consolidar algumas provas e investir na renovação”, justifica o diretor, que também considera expressivo o progresso na performance dos atletas com deficiência física (grupo ganhador de sete medalhas).

    “Temos os cegos mais rápidos do mundo, tanto no masculino quanto no feminino. Mas o Brasil já tem tradição nessa área. Neste mundial vale destacar a recuperação de resultados entre os deficientes físicos, como é o caso de Yohansson e do Alan, que são jovens talentos e bons representantes desse segmento”, avalia Edílson.


    Brasileiros se destacam no Mundial Paraolímpico de Atletismo

    Esporte Adaptado · 31 jan, 2011

    Dos 25 atletas nacionais que defenderam o país no Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo, 17 paraatletas subiram ao pódio e garantiram ao Brasil a terceira posição no quadro geral de medalhas. No domingo (30/01), Tito Sena, campeão mundial e medalhista paraolímpico, chegou em segundo lugar na prova de Christchurch/Nova Zelândia, seguido por Ozivam Bonfim, que ganhou uma medalha de bronze na maratona T46 (amputados e outros).

    Com o resultado, o Brasil ultrapassou a Grã Bretanha em número de pratas e terminou o Mundial atrás apenas da China e da Rússia. “Essa posição mostra a força do atletismo paraolímpico brasileiro. Mais de dois terços dos atletas da seleção brasileira estão entre os três primeiros do mundo”, destaca o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

    Ainda de acordo com o presidente, o terceiro lugar no quadro de medalhas não só reflete o crescimento do atletismo paraolímpico brasileiro, como também traz mais responsabilidades para o país nas próximas competições. “Disputamos a terceira posição com a Grã Bretanha, que receberá as Paraolimpíadas ano que vem e tem recebido bastante investimento. Isso significa que estamos fortes”.

    Tática brasileira - O objetivo da comissão técnica era pelo menos igualar ao resultado das Paraolimpíadas de Pequim (2008), quando o Brasil ficou em décimo lugar, com 15 medalhas, quatro delas de ouro. Mas o resultado este ano foi muito melhor e na opinião do diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edílson Tubiba, tudo isso é fruto da estratégia de trazer um número menor de atletas. “Com esta tática conseguiríamos prepará-los melhor e teríamos maior qualidade”.

    Edílson ressalta que o país é hoje uma das potências na modalidade de esporte adaptado. “Agora todo mundo quer nos superar. Por isso precisamos aumentar a base de medalhistas. Temos que consolidar algumas provas e investir na renovação”, justifica o diretor, que também considera expressivo o progresso na performance dos atletas com deficiência física (grupo ganhador de sete medalhas).

    “Temos os cegos mais rápidos do mundo, tanto no masculino quanto no feminino. Mas o Brasil já tem tradição nessa área. Neste mundial vale destacar a recuperação de resultados entre os deficientes físicos, como é o caso de Yohansson e do Alan, que são jovens talentos e bons representantes desse segmento”, avalia Edílson.