Brasileiros se destacam no Mundial Paraolímpico de Atletismo

Redação Webrun | Esporte Adaptado · 31 jan, 2011

Dezessete paraatletas brasileiros subiram ao pódio no Mundial Paraolímpico (foto: Cpb/ Divulgação)
Dezessete paraatletas brasileiros subiram ao pódio no Mundial Paraolímpico (foto: Cpb/ Divulgação)

Dos 25 atletas nacionais que defenderam o país no Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo, 17 paraatletas subiram ao pódio e garantiram ao Brasil a terceira posição no quadro geral de medalhas. No domingo (30/01), Tito Sena, campeão mundial e medalhista paraolímpico, chegou em segundo lugar na prova de Christchurch/Nova Zelândia, seguido por Ozivam Bonfim, que ganhou uma medalha de bronze na maratona T46 (amputados e outros).

Com o resultado, o Brasil ultrapassou a Grã Bretanha em número de pratas e terminou o Mundial atrás apenas da China e da Rússia. “Essa posição mostra a força do atletismo paraolímpico brasileiro. Mais de dois terços dos atletas da seleção brasileira estão entre os três primeiros do mundo”, destaca o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

Ainda de acordo com o presidente, o terceiro lugar no quadro de medalhas não só reflete o crescimento do atletismo paraolímpico brasileiro, como também traz mais responsabilidades para o país nas próximas competições. “Disputamos a terceira posição com a Grã Bretanha, que receberá as Paraolimpíadas ano que vem e tem recebido bastante investimento. Isso significa que estamos fortes”.

Tática brasileira – O objetivo da comissão técnica era pelo menos igualar ao resultado das Paraolimpíadas de Pequim (2008), quando o Brasil ficou em décimo lugar, com 15 medalhas, quatro delas de ouro. Mas o resultado este ano foi muito melhor e na opinião do diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edílson Tubiba, tudo isso é fruto da estratégia de trazer um número menor de atletas. “Com esta tática conseguiríamos prepará-los melhor e teríamos maior qualidade”.

Edílson ressalta que o país é hoje uma das potências na modalidade de esporte adaptado. “Agora todo mundo quer nos superar. Por isso precisamos aumentar a base de medalhistas. Temos que consolidar algumas provas e investir na renovação”, justifica o diretor, que também considera expressivo o progresso na performance dos atletas com deficiência física (grupo ganhador de sete medalhas).

“Temos os cegos mais rápidos do mundo, tanto no masculino quanto no feminino. Mas o Brasil já tem tradição nessa área. Neste mundial vale destacar a recuperação de resultados entre os deficientes físicos, como é o caso de Yohansson e do Alan, que são jovens talentos e bons representantes desse segmento”, avalia Edílson.

Este texto foi escrito por: Webrun

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