Caminhada · 09 maio, 2011
Trauma na unha do pé é uma patologia comum na vida de quem gosta de correr, principalmente se o indivíduo tem como hábito participar de competições. Neste caso o atleta deve tomar cuidado redobrado, pois um trauma em uma das unhas poderá prejudicar sua performance, alem de causar dor e desconforto e também tirar o desportista da prova.
Outro problema é o trauma hemorrágico. Esse é um trauma grave, pois se não curado, poderá causar descolamento, surgimento de fungos, deformação da unha afetada e por fim a queda da unha.
Para tentar evitar este desconforto, seguem algumas dicas que, se seguidas pelo atleta, vão colaborar com a saúde dos pés e, conseqüentemente, com a melhora de sua performance.
É isto, até breve.
Atletismo · 03 maio, 2011
Mesmo que pareça lógico, alguns procedimentos básicos de higiene e cuidados com os pés não são observados por algumas pessoas e podem provocar sérias consequências. Entre outras palavras, podemos citar a falta de atenção para secar bem entre os dedos, o que pode provocar pequenas fissuras, frieiras- a tínea pedis (pé-de-atleta), o corte incorreto das unhas, ou ainda a falta de corte, levando a traumas e encravamento da lâmina. O uso de calçados inadequados para a prática de esporte também pode ser citado, entre muitos outros.
Montei uma relação com 10 cuidados simples, de modo a minimizar os problemas que surgem nos pés. Vamos a eles:
Utilizando estas dicas, você terá seus pés mais saudáveis e prontos para qualquer desafio.
Aguarde novas informações de como cuidar melhor dos seus pés.
Abraços.
Esporte Adaptado · 22 abr, 2011
Foi publicado pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), nesta terça-feira, dia 19 de abril, os critérios de classificação para as provas de atletismo dos Jogos Paraolímpicos de Londres 2012, que serão entre os dias 29 de agosto e nove de setembro. Serão 170 provas, sendo 103 masculinas e 67 femininas. O Brasil garantiu dez vagas antecipadas para a disputa, porque ganhou 30 medalhas e ficou em terceiro lugar no Mundial da modalidade, em janeiro deste ano, em Christchurch, na Nova Zelândia.
O diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edílson Rocha Tubiba, declarou que sua expectativa é que, até os Jogos, a equipe consiga pelo menos mais 30 vagas. Estamos satisfeitos com essa conquista. Não sabíamos ainda quais seriam os critérios de classificação, mas era mais ou menos esse o número que esperávamos, diz Edílson.
As outras vagas podem ser preenchidas de acordo com o desempenho dos atletas nas competições do IPC, que acontecem até o dia cinco de agosto de 2012. A vagas do atletismo não são nominais e, portanto, são definidas pelo CPB.
O período de qualificação dos atletas para Londres 2012 começou oficialmente dia primeiro de dezembro de 2010 e irá até dia cinco de agosto de 2012. Os Comitês Paraolímpicos Nacionais (NPCs) podem participar, no máximo, com três atletas por prova. Eventos com classes combinadas, o limite é de cinco atletas por país. Já na maratona, cada país poderá ter até seis atletas participando.
Existem vários índices que dever ser cumpridos pelos atletas que quiserem participar do evento e a lista completa deste está disponível no site oficial da Paraolimpíada www.paralympic.org/Paralympic_Games/London_2012/Qualification_Criteria/index.html
Tem uma anedota que diz que um bêbado se arrasta debaixo de um poste de luz procurando suas chaves perdidas e, quando perguntam a razão daquilo, o homem responde que apenas procurava ali porque era o único local iluminado. Na nutrição e em muitas outras atividades acontece algo semelhante.
Quero retomar meu artigo anterior, quando falei sobre as enormes dúvidas lançadas sobre a preocupação do colesterol na alimentação, num momento que ainda há enormes dúvidas da relação taxas de colesterol e risco cardíaco. Hoje, se analisarmos com mais cuidado os estudos pioneiros, descobrimos que os povos com baixa incidência de doenças cardíacas tinham um baixo consumo de gordura animal e apresentavam uma pequena ingestão de açúcares.
Mas se o nosso foco está apenas em achar mais evidências dessa relação duvidosa entre colesterol e algumas cardiopatias, ficaremos como o bêbado, restringindo nossa busca, ignorando os demais fatos que contradizem essa teoria e buscando somente exemplos que a confirmem. No livro Good Calories, Bad Calories (sem lançamento no Brasil), o autor Gary Taubes toca em outro vespeiro sobre uma teoria muito em evidência na nutrição, a que uma caloria é sempre uma caloria, independe de onde venha.
De acordo com esta tese, não importa se a caloria ingerida vem do bacon, de uma ameixa ou do uísque, pois nosso peso seria resultado de uma questão aritmética: se ingerimos mais do que gastamos, engordamos, do contrário, emagrecemos. Atualmente aceitamos bem a ideia que a genética pode definir nossa altura, nossa cor e até nossas qualidades, mas não conseguimos aceitar que ela possa definir nosso peso.
Também compreendemos que uma pessoa anoréxica não consiga se enxergar magra, mesmo no alto dos seus 45kg, mas não passa pela nossa cabeça que um gordo não se veja... gordo! Se eu tenho 1,83m de altura independente do que coma, por que não posso ter meu peso também definido geneticamente? Este é o problema, não aceitamos que um gordo não enxergue estar (muito) acima do peso e condenamos quem não consiga emagrecer.
Sempre atribuímos o sobrepeso à falta de força de vontade ou de cuidado da pessoa. O sobrepeso passa a ser uma escolha, uma fraqueza, um defeito de caráter, não uma questão também genética. Mas a maior novidade apresentada por Taubes é a incrível sequência de estudos que provam que nos casos de obesidade não há relação entre restrição calórica e sobrepeso. Ou seja, o ganho de peso NÃO seria consequência de maior ingestão calórica, seria praticamente uma CONSEQUÊNCIA da obesidade.
A questão é tão polêmica e tão diferente daquilo que temos como regra que fica difícil sequer entender seu ponto. Taubes mostra como a pessoa primeiro engorda e só então come mais. O que o autor faz em centenas de páginas é obviamente impossível de resumir em alguns parágrafos aqui, mas o achado genial de sua obra é mostrar que por décadas a Nutrição se atrapalhou ao ver as consequências de diversos regimes, confundindo restrição calórica com restrição de carboidrato ou de gordura.
Resumindo, ele mostra baseado em estudos, que a enorme restrição de carboidratos (não mais do que 200cal por dia) associada a um livre consumo de gordura e proteína é o jeito mais eficaz de reduzir peso em obesos. A resposta é porque nosso corpo de alguma forma bloqueia a perda de peso quando consumimos carboidratos (400cal ou mais).
A obra de Taubes é essencial para que mudemos COMPLETAMENTE muitos conceitos equivocados sobre alimentação, seja passando por absolvição da gordura, bem como sobre a redução do consumo de açúcar e farinha de trigo. Ele ainda mostra como as dietas deveriam ser totalmente reformuladas, pensando em termos de carboidratos e gordura/proteína, não mais importando a questão calórica. A verdade é dolorosa, a imensa maioria dos estudos de dietas foi muito mal feita.
É quase impossível discordar dos argumentos do autor, mas vale lembrar que infelizmente a discussão se apóia quase exclusivamente em casos de obesos mórbidos, não pessoas apenas com sobrepeso, além de ignorar questões comportamentais, como o acesso aos alimentos calóricos. Independente dessa janela, o médico e o nutricionista saem muito enfraquecidos da história, porque hoje as profissões se sustentam em muito achismo, observações mal feitas e pouca ciência.
Atletismo · 12 abr, 2011
Tem uma anedota que diz que um bêbado se arrasta debaixo de um poste de luz procurando suas chaves perdidas e, quando perguntam a razão daquilo, o homem responde que apenas procurava ali porque era o único local iluminado. Na nutrição e em muitas outras atividades acontece algo semelhante.
Quero retomar meu artigo anterior, quando falei sobre as enormes dúvidas lançadas sobre a preocupação do colesterol na alimentação, num momento que ainda há enormes dúvidas da relação taxas de colesterol e risco cardíaco. Hoje, se analisarmos com mais cuidado os estudos pioneiros, descobrimos que os povos com baixa incidência de doenças cardíacas tinham um baixo consumo de gordura animal e apresentavam uma pequena ingestão de açúcares.
Mas se o nosso foco está apenas em achar mais evidências dessa relação duvidosa entre colesterol e algumas cardiopatias, ficaremos como o bêbado, restringindo nossa busca, ignorando os demais fatos que contradizem essa teoria e buscando somente exemplos que a confirmem. No livro Good Calories, Bad Calories (sem lançamento no Brasil), o autor Gary Taubes toca em outro vespeiro sobre uma teoria muito em evidência na nutrição, a que uma caloria é sempre uma caloria, independe de onde venha.
De acordo com esta tese, não importa se a caloria ingerida vem do bacon, de uma ameixa ou do uísque, pois nosso peso seria resultado de uma questão aritmética: se ingerimos mais do que gastamos, engordamos, do contrário, emagrecemos. Atualmente aceitamos bem a ideia que a genética pode definir nossa altura, nossa cor e até nossas qualidades, mas não conseguimos aceitar que ela possa definir nosso peso.
Também compreendemos que uma pessoa anoréxica não consiga se enxergar magra, mesmo no alto dos seus 45kg, mas não passa pela nossa cabeça que um gordo não se veja... gordo! Se eu tenho 1,83m de altura independente do que coma, por que não posso ter meu peso também definido geneticamente? Este é o problema, não aceitamos que um gordo não enxergue estar (muito) acima do peso e condenamos quem não consiga emagrecer.
Sempre atribuímos o sobrepeso à falta de força de vontade ou de cuidado da pessoa. O sobrepeso passa a ser uma escolha, uma fraqueza, um defeito de caráter, não uma questão também genética. Mas a maior novidade apresentada por Taubes é a incrível sequência de estudos que provam que nos casos de obesidade não há relação entre restrição calórica e sobrepeso. Ou seja, o ganho de peso NÃO seria consequência de maior ingestão calórica, seria praticamente uma CONSEQUÊNCIA da obesidade.
A questão é tão polêmica e tão diferente daquilo que temos como regra que fica difícil sequer entender seu ponto. Taubes mostra como a pessoa primeiro engorda e só então come mais. O que o autor faz em centenas de páginas é obviamente impossível de resumir em alguns parágrafos aqui, mas o achado genial de sua obra é mostrar que por décadas a Nutrição se atrapalhou ao ver as consequências de diversos regimes, confundindo restrição calórica com restrição de carboidrato ou de gordura.
Resumindo, ele mostra baseado em estudos, que a enorme restrição de carboidratos (não mais do que 200cal por dia) associada a um livre consumo de gordura e proteína é o jeito mais eficaz de reduzir peso em obesos. A resposta é porque nosso corpo de alguma forma bloqueia a perda de peso quando consumimos carboidratos (400cal ou mais).
A obra de Taubes é essencial para que mudemos COMPLETAMENTE muitos conceitos equivocados sobre alimentação, seja passando por absolvição da gordura, bem como sobre a redução do consumo de açúcar e farinha de trigo. Ele ainda mostra como as dietas deveriam ser totalmente reformuladas, pensando em termos de carboidratos e gordura/proteína, não mais importando a questão calórica. A verdade é dolorosa, a imensa maioria dos estudos de dietas foi muito mal feita.
É quase impossível discordar dos argumentos do autor, mas vale lembrar que infelizmente a discussão se apóia quase exclusivamente em casos de obesos mórbidos, não pessoas apenas com sobrepeso, além de ignorar questões comportamentais, como o acesso aos alimentos calóricos. Independente dessa janela, o médico e o nutricionista saem muito enfraquecidos da história, porque hoje as profissões se sustentam em muito achismo, observações mal feitas e pouca ciência.
Atletismo · 09 abr, 2011
O triatleta brasileiro Juraci Moreira tem motivos de sobra para competir com garra a prova de abertura do Campeonato Mundial da União Internacional de Triatlhon, em Sydney, no domingo (10/04). O lugar da disputa traz muitas recordações, já que foi onde o brasileiro participou pela primeira vez de uma Olimpiada.
Tenho ótimas lembranças. Poder voltar a competir em Sydney, 11 anos após meu primeiro Jogos Olímpicos, ainda brigando por uma vaga nos próximos Jogos, é uma grande alegria, afirma o triatleta da equipe Pinheiros. Para chegar afiado no domingo, Juraci treinou na Austrália, junto com a equipe brasileira, no moderno e completo Centro de Treinamento (Sport Super Centre), em Gold Coast.
Ele destaca a qualidade do espaço onde fez a preparação, já que a infra-estrutura para os treinos é fundamental para alcançar os objetivos que virão pela frente. Nós temos tudo ao nosso alcance, pois ficamos alojados em casas dentro do próprio Centro, com piscina de 50 metros, pista de atletismo, sala de musculação, refeitório, com três refeições diárias, além de um setor de fisioterapia e massagem à nossa disposição, descreve.
Ainda de acordo com o triatleta, às vezes a rotina é até chata, mas ideal para ter resultados. Os treinos foram ótimos. Logo após a etapa inicial da ITU World Cup, de Moolooba, fiquei bastante dolorido e sentindo dor no tendão direito, mas no decorrer dos dias melhorei, pois fiz ótimos treinos regenerativos, diz o melhor latino-americano nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e medalhista de bronze no Pan Rio 2007.
Esporte Adaptado · 06 abr, 2011
Fernando Aranha conquistou boas colocações na Redlands Classic, na Califórnia, uma competição de ciclismo onde mais de 30 handbikers também participaram. Apesar de não ter participado do segundo dia de prova por ter tido problemas com o transporte, no resultado final, que computa todas as provas, o atleta ficou em segundo lugar no geral.
No primeiro dia de prova Aranha ficou em segundo lugar no geral e em primeiro na categoria. No segundo dia, teve problemas com transporte e perdeu a prova de estrada, sua especialidade.
No terceiro dia, Aranha revezou a liderança com o atleta que viria a ser o campeão do geral e, faltando duas voltas para o final, teve problemas com o câmbio e precisou parar. Por ter aberto grande vantagem dos outros competidores ainda conseguiu finalizar a prova em segundo lugar no geral e em primeiro da categoria novamente.
No último dia de disputas o atleta sentiu facilidade para completar o percurso de 65 milhas apenas com curvas para a direita. "Acabou sendo uma vantagem muito grande pra mim, pois estava com dificuldades pra manter a estabilidade da bike nas curvas rápidas à esquerda", diz Aranha que não deixou o ritmo cair e terminou com folga em primeiro lugar do geral e da categoria.
Esporte Adaptado · 04 abr, 2011
Os atletas e ex-atletas com deficiência residentes na cidade ou estado do Rio de Janeiro poderão auxiliar a organização dos Jogos Rio Olímpicos de 2016. As vagas já estão abertas e o programa é uma parceria do Comitê Paraolímpico Brasileiro (COB) e da empresa multinacional de recursos humanos Adecco.
O CPB segue os passos do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), que começou uma parceria com a Adecco em 2007. Desde então a multinacional orienta e prepara atletas paraolímpicos de diferentes partes do mundo para a difícil transição do esporte de elite para uma nova fase, a pós-carreira.
Aqueles que forem selecionados para o Comitê Organizador terão acompanhamento de profissionais da Adecco para identificar em que segmento poderão colaborar. Os interessados em participar devem mandar um e-mail para o endereço [email protected].
do
Esporte Adaptado · 02 abr, 2011
Nos dias dois e três de abril, na cidade de Ipatinga (MG), acontece o XTerra Vale do Aço, etapa que abre o XTerra Brasil Tour 2011. Além da prova principal, que reunirá a elite do triathlon nacional, ocorre a Mountain Bike Cup, a Kids Running e a Night Run.
A prova de triathlon, que acontece no sábado, às 10h, será de resistência composta por 1,5 quilômetro de natação, 30 quilômetros de mountain bike e nove quilômetros de corrida. Já a Night Run Trail, corrida noturna com cinco e dez quilômetros terá largada no sábado, às 19h, no Parque Ipanema.
As trilhas da Mountain Bike Cup, que acontece no domingo, às 10h, terá um percurso inédito de 45 quilômetros no estilo cross country e valerá pontos para o ranking da Confederação Brasileira de Ciclismo. Logo após a largada da Montain Bike Cup, às 10h30, acontece a Kids Running para crianças de um a 12 anos, com distâncias distribuídas de acordo com a idade.
A premiação do XTerra Vale do Aço para a categoria elite do triathlon é de oito mil reais e a oferecida para a elite da Muntain Bike Cup é de dez mil reais. Todas as modalidades estão abertas para atletas com deficiência física, que competem na categoria PNE (Portadores de Necessidades Especiais).
Atletismo · 28 mar, 2011
Oscar Pistorius, atleta amputado sem as pernas, marcou o tempo de 41seg61 nos 400 metros, no Provincial Championships, no dia 23 de março, em Pretoria, na África do Sul. O paraatleta bateu seu recorde pessoal de 46seg25 obtido na Olimpíada de Pequim e precisava marcar 0.06 segundos à menos para ingressar na equipe A, que vai para a Olimpíada de Londres, em 2012.
Em 2008, após uma disputa legal com a International Association of Athletics Federations sobre sua prótese de fibra de carbono, o Tribunal de Arbitragem Desportiva (TAD) decidiu a favor do paraatleta para que ele pudesse competir na categoria normal.
Apesar de ter se qualificado apenas na equipe B para as Olimpíadas, que serve como reserva do time A, Pistorius está animado com seu novo tempo: "Estou muito feliz com meu melhor tempo de 45seg61 que me qualifica para a equipe B o que me faz chegar mais perto de competir na Olimpíada e também na Paraolimpíada em 2012". O paraatleta tentou competir na Olimpíada de Pequim, mas seu tempo de 46seg25 não foi suficiente para a qualificação.
A principal meta dele em 2011 é se qualificar para a categoria normal do Campeonato Mundial de Atletismo em Daegu, na Coréia do Sul. De acordo com Pistorius, a Paraolimpíada é um evento muito importante para sua preparação.
Caminhada · 22 mar, 2011
Atualmente, as áreas ligadas à medicina esportiva não se preocupam somente com o tratamento de lesões. Mais do que nunca, a velha máxima que diz é melhor prevenir do que remediar é uma questão colocada com considerável freqüência nos diversos setores da medicina esportiva.
Para que haja um entendimento completo de todos os fatores relacionados à prevenção de lesões em atletas de corrida, é preciso traçar todos os fatores de risco associados a esta modalidade esportiva.
Vamos a alguns fatores de risco bem típicos de atletas de corrida:
Sabemos que uma pessoa sedentária, ao decidir começar a prática esportiva, normalmente está acima de seu peso ideal, o que pode ocasionar uma sobrecarga articular. Uma regra simples para identificar se o atleta está com sobrepeso é fazer o calculo de seu IMC (Índice de Massa Corporal). A fórmula em questão consiste na divisão do peso pela altura do atleta ao quadrado.
Se esse índice estiver acima de 24,9 é preciso cautela ao começar os treinos! O mais recomendado seria iniciar com caminhadas, exercícios de baixo impacto, para depois partir efetivamente para os treinos de corrida.
As patologias prévias são fatores importantes para medirmos a chance de um atleta sofrer uma nova lesão. Quem já teve alguma, fica mais susceptível a sofrer algum outro tipo de lesão por sobrecarga. Por isso é importante tratar lesões de maneira adequada e descobrir qual o fator exato que ocasionou o problema.
É necessário ter bastante atenção com os comuns desconfortos sem diagnósticos médicos, que normalmente aparecem logo após um treino, ou no início de uma corrida, e logo passam. O atleta acaba esquecendo desta dor e continua treinando. Desta forma, uma coisa que pode ser simples, acaba se tornando uma grande lesão por negligência do próprio atleta. Vale destacar que sentir dor nunca é normal e, portanto, sempre que ela aparecer, é necessário procurar orientação médica. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o prognóstico!
A freqüência de treinos realizada também nos diz se o atleta tem potencial para adquirir uma lesão. Corredores que treinam menos que três vezes por semana e mais do que cinco vezes por semana estão mais sujeitos a sofrer uma lesão. No primeiro caso, por falta de adaptação fisiológica do organismo frente ao estímulo dado, e no segundo, por sobrecarga articular, por não ter um descanso suficiente.
Exercícios extras - Os exercícios de reforço muscular, principalmente em membros inferiores, são essenciais para dissipar corretamente as energias e impactos recebidos durante o esporte. A manutenção de flexibilidade adequada também é importante para manter uma postura correta enquanto se corre, evitando compensações físicas.
Também vale um olhar especial para os exercícios educativos, que coordenam melhor o gesto esportivo, dando mais equilíbrio às passadas, melhorando todo o posicionamento do corpo enquanto se corre. E é aí que entra a necessidade de treinamento com orientação profissional de especialistas em educação física, que conseguem enxergar onde as passadas precisam ser lapidadas, onde que o atleta pode melhorar sua performance, se está com uma postura adequada etc.
Outro fator de risco que merece atenção são os tipos de piso. É importante intercalar asfalto e cimento, com pisos menos rígidos como grama e terra batida, (ou mesmo a esteira), pois desta forma o nível de impacto na musculatura e nas articulações é minimizado.
Por fim, as alterações biomecânicas são as variações do próprio corpo do atleta, como, por exemplo, desvios posturais, joelhos valgos ou varos, pés planos ou cavos, rotações de tronco. Ao perceber algum desvio biomecânico é de suma importância realizar uma avaliação e até mesmo um trabalho postural, como forma de prevenir e curar as lesões já existentes, que algumas vezes tornam-se recorrentes.
Por tudo que foi aqui descrito, fica a impressão de que prevenir de maneira correta é uma questão bastante trabalhosa. Pelo contrário! Apesar dos vários fatores de risco, o trabalho de prevenção é simples e efetivo. Vale à pena investir!
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026