Caminhada

As cinco melhores corridas de minha vida, por Nelson Evêncio

Este ano completo 18 anos participando de corridas de rua e neste texto vou falar um pouco sobre as cinco principais em minha vida. Foram muitas. Grandes, pequenas, longas, curtas, bem organizadas, mal organizadas, divertidas, chatas, fáceis, difíceis, em ruas, praias, trilhas, dunas, estradas, bairros e etc.

Impossível lembrar-se de todas, injusto não falar de outras, mas estas cinco tem um espaço especial na memória, devido às muitas emoções que provocaram e a todo o significado que tiveram em cada momento da vida que aconteceram.

Maratona de Nova York 1998 - New York Runners

Ganhei a inscrição e a viagem de duas alunas, com direito a uma semana hospedado na cidade, visita a museus, shows, bairros interessantes, lojas, restaurantes e etc. Aquela multidão nas ruas gritando “Go Brasil” e “Go Nelson” foi sensacional. Os bairros de negros, de judeus, mexicanos, com as crianças sentadas na rua, todas vestidas de forma igual, e pessoas com faixas de incentivo. Crianças com as mãos estendidas transmitindo aquela força, prédios bonitos, locais históricos e tudo mais. Realmente uma corrida inesquecível, que deixou várias lembranças e vários ensinamentos durante todo o processo de preparação e participação.

Como seria a primeira maratona das duas alunas, combinei que correria com elas ao invés de ir no meu ritmo e acabamos fazendo também quase todos os treinos juntos. Foi o máximo participar de um mega evento tão bem organizado e correr naquele lugar tão lindo, sobretudo pelo fato de saber que estava servindo de ponte para a realização de um grande sonho para ambas.

Uma das alunas estava melhor, resolveu ir para frente e fechou em 4h08. A outra e eu fomos juntos até o final e completamos em 4h32. Demorou o tempo exato para eu curtir cada segundo daquela prova como ninguém!

Meia Maratona de São Paulo 2003 - Corpore

Nunca na vida treinei tanto para uma corrida, como treinei para esta. No ano anterior havia passado mal em outra meia maratona no Rio de Janeiro, que até hoje foi a única prova que não conclui. Mas tudo serviu de aprendizado e de combustível para que durante cinco meses eu treinasse como se fosse representar o Brasil na Maratona Olímpica! Foram treinos longos, curtos e fortes com chuva e com sol, planejamento muito detalhado, provas preparatórias, concentração, dedicação, muitas renúncias e muito sacrifício para concretizar o ousado projeto de percorrer a distância com média abaixo de 4min/km.

Realizei os melhores treinos de minha vida ao longo da preparação, bati meus recordes nas distâncias menores, fiquei magro com cara de doente, mas fui para aquela prova com toda a confiança e vontade do mundo. Durante cinco meses eu pensei naquele dia e naquela meta!
Ao contrário do que recomenda a sabedoria popular, contei para quase todo mundo que conhecia sobre minha meta ambiciosa, pois sabia que quanto mais cobrança eu tivesse, mais me dedicaria aos treinos em me esforçaria no dia da prova.

E foi que aconteceu. Larguei na Elite B por ter conseguido o índice técnico nas preparatórias, passei os 10 quilômetros em 39min30 com sobra, os 15 com 59min30, tive uma pequena queda de ritmo em um trecho de sobe e desce próximo ao quilômetro 18, mas me vali e lembrei-me de todos os treinos sofridos que fiz e cruzei a linha de chegada feliz da vida com 1h24min23. Missão cumprida. Dia inesquecível aquele que eu consegui realizar o sonho de correr a Meia Maratona abaixo de quatro minutos por quilômetro.

10 km A Tribuna de Santos 2003 – A Tribuna de Santos

Após ter concluído a meia maratona para a qual tanto treinei, só trotei e descansei por duas semanas. Estava inscrito na Tribuna e fui lá só para me divertir, sem a mínima intenção de melhorar meu recorde pessoal que era de 37min55. Mas Santos é uma cidade que faz parte de minha história. Meu pai nasceu e foi criado em Santos, onde passei várias férias legais, tenho muitos parentes e sempre achei uma cidade muito acolhedora. Acho que não preciso nem dizer para qual time de futebol eu torço!

Como não tinha nada a perder, já passei forte o primeiro quilômetro, me empolguei muito com aquela multidão de gente nas ruas gritando e os quilômetros foram passando de forma muito rápida. No fundo não esperava de maneira alguma correr abaixo dos 38 minutos novamente, mas definitivamente aquele era meu dia e oportunidade é uma coisa que agente não pode e não deve deixar passar na vida de forma alguma.

Com 29 minutos e pouco de prova, meu relógio acusava que eu havia batido meu recorde nos três, nos cinco, nos seis e nos oito quilômetros. Entrei nos últimos quilômetros disputando posições com alguns outros amadores, senti aquela vibração enorme da torcida, resolvi entrar no clima, comecei sorrir para todos os lados e levantar os braços agradecendo as palmas como se estivesse liderando a prova. Fui avistando o pórtico ficando cada vez mais perto, acelerei mais uma vez nos últimos 200 metros e cruzei a faixa de chegada. O relógio marcava 37min16 e eu acabava de obter meu recorde pessoal. Foi andar um pouco, sentar na calçada e ficar sorrindo à toa por um bom tempo feito um bobo, não acreditando no que estava acontecendo!

Revezamento 75 km Bertioga- Maresias 2005. Cia de Eventos

Li num site que aconteceria a primeira edição da prova e que poderia ser feita em nove, seis ou três corredores. Estava mesmo procurando algum desfio interessante e logo me veio a cabeça fazer em trio, com um atleta-jardineiro que corria os 10 quilômetros em 33 minutos e treinava em meu grupo e mais um amigo que já havia treinado conosco e corrido os 10 quilômetros abaixo dos 40 minutos

O processo de me reunir com os dois e convencê-los a participar pareceu muito com a história daqueles filmes em que um ex-combatente convence seus antigos parceiros a participar de uma grande missão. Traçamos uma meta, planejei os treinos, revimos nossos horários e logo estávamos nos aplicando ao “Projeto Podium Bertioga-Maresias”. Durante seis meses treinamos muito, em vários locais e em vários horários diferentes. Fizemos inclusive alguns treinos em dois períodos, já que cada um correria três vezes no mesmo dia.

Dividimos os trechos, corremos muito forte e disputando posições durante toda a prova.
Como entre o segundo e o terceiro trecho, eu tive um intervalo de menos de 30 minutos para me recuperar e não tive acesso a um mísero copo de água, meu ritmo acabou caindo muito nos últimos três quilômetros. Foi um terror! Comecei a olhar para trás preocupado e ver que alguns atletas de outras equipes se aproximavam cada vez mais. Com muito esforço consegui chegar, mas no último quilômetros fui ultrapassado por três equipes e com isso o sonho do podium quase se foi.

Entreguei a faixa para nosso último corredor, estrategicamente o mais rápido, que subiu e desceu a Serra de Maresias como ninguém e conseguiu recuperar as posições perdidas. Entre 200 equipes, de nove, seis e três corredores, fechamos a prova na sexta colocação geral. Nos trios, que era nossa meta, perdemos apenas para uma equipe que tinha três atletas correndo na casa dos 31 minutos e que acabou vencendo a prova no geral.

Subimos ao podium, recebemos nossos troféus e comemoramos muito!

Desafio 600k São Paulo- Rio de Janeiro 2009 – Iguana Sports - Nike do Brasil.

600 quilômetros. O nome e o mapa do percurso provocavam calafrios em muita gente!
Só se falava naquela prova e ninguém sabia ao certo como seria correr três vezes por dia durante três dias consecutivos, além de no quarto dia ter que correr uma prova de 10 quilômetros.

E num belo domingo, recebi o irrecusável convite de meu amigo Daniel Neves, do marketing da Nike, para ser um dos 12 felizardos a fazer parte da equipe Nike Corre, uma das 21 que participaria do histórico Revezamento 600k SP- RJ! Daí em diante foi treinar, treinar e sonhar com o grande dia! 04h20 da manhã, debaixo de muita chuva, lá estávamos em frente ao Obelisco do Ibirapuera, esperando a largada às 5h, assim como os integrantes das outras 20 equipes e as centenas de outras pessoas envolvidas no evento.

Foram três dias correndo nos horários mais malucos, encarando os mais diversos tipos de climas e percursos. Acordando cedo e dormindo tarde, correndo com chuva ou com temperatura acima de 35ºC, mas aproveitando para viver toda aquela rica experiência da forma mais intensa possível. Além de correr em alguns dos mais lindos e desafiadores percursos do país, a coisa que considerei mais importante foi a oportunidade de conhecer e conviver em equipe com pessoas muitos legais, que assim como eu também tem a corrida como uma das coisas mais importantes de suas vidas. O mais importante do mundo para mim são as pessoas. O resto vem depois!

A cada trecho que completava e ao final do dia, disparava um SMS com um pequeno relato aos vários amigos que ficaram torcendo e acompanhando pelo site. Superação, suor, solidariedade, espírito de equipe, contemplação de belas paisagens, contato com a natureza, posse do espaço, liberdade, frio na barriga, alegria, choro, emoções das mais diversas e sensação de dever cumprido, tudo isso fez parte do grande Desafio 600k SP-RJ!

Das muitas corridas que participei nestes anos todos, escolhi estas cinco para contar e fiz questão de colocá-las em ordem de data para mostrar que no esporte e na vida, sempre há algo de novo e muito especial para acontecer. Não importa o local e o momento que você esteja vivendo. Tudo depende de estar sempre disposto, motivado e preparando-se para viver uma nova história, cujo responsável em escrever a trajetória será você mesmo!


As cinco melhores corridas de minha vida, por Nelson Evêncio

Caminhada · 09 mar, 2010

Este ano completo 18 anos participando de corridas de rua e neste texto vou falar um pouco sobre as cinco principais em minha vida. Foram muitas. Grandes, pequenas, longas, curtas, bem organizadas, mal organizadas, divertidas, chatas, fáceis, difíceis, em ruas, praias, trilhas, dunas, estradas, bairros e etc.

Impossível lembrar-se de todas, injusto não falar de outras, mas estas cinco tem um espaço especial na memória, devido às muitas emoções que provocaram e a todo o significado que tiveram em cada momento da vida que aconteceram.

Maratona de Nova York 1998 - New York Runners

Ganhei a inscrição e a viagem de duas alunas, com direito a uma semana hospedado na cidade, visita a museus, shows, bairros interessantes, lojas, restaurantes e etc. Aquela multidão nas ruas gritando “Go Brasil” e “Go Nelson” foi sensacional. Os bairros de negros, de judeus, mexicanos, com as crianças sentadas na rua, todas vestidas de forma igual, e pessoas com faixas de incentivo. Crianças com as mãos estendidas transmitindo aquela força, prédios bonitos, locais históricos e tudo mais. Realmente uma corrida inesquecível, que deixou várias lembranças e vários ensinamentos durante todo o processo de preparação e participação.

Como seria a primeira maratona das duas alunas, combinei que correria com elas ao invés de ir no meu ritmo e acabamos fazendo também quase todos os treinos juntos. Foi o máximo participar de um mega evento tão bem organizado e correr naquele lugar tão lindo, sobretudo pelo fato de saber que estava servindo de ponte para a realização de um grande sonho para ambas.

Uma das alunas estava melhor, resolveu ir para frente e fechou em 4h08. A outra e eu fomos juntos até o final e completamos em 4h32. Demorou o tempo exato para eu curtir cada segundo daquela prova como ninguém!

Meia Maratona de São Paulo 2003 - Corpore

Nunca na vida treinei tanto para uma corrida, como treinei para esta. No ano anterior havia passado mal em outra meia maratona no Rio de Janeiro, que até hoje foi a única prova que não conclui. Mas tudo serviu de aprendizado e de combustível para que durante cinco meses eu treinasse como se fosse representar o Brasil na Maratona Olímpica! Foram treinos longos, curtos e fortes com chuva e com sol, planejamento muito detalhado, provas preparatórias, concentração, dedicação, muitas renúncias e muito sacrifício para concretizar o ousado projeto de percorrer a distância com média abaixo de 4min/km.

Realizei os melhores treinos de minha vida ao longo da preparação, bati meus recordes nas distâncias menores, fiquei magro com cara de doente, mas fui para aquela prova com toda a confiança e vontade do mundo. Durante cinco meses eu pensei naquele dia e naquela meta!
Ao contrário do que recomenda a sabedoria popular, contei para quase todo mundo que conhecia sobre minha meta ambiciosa, pois sabia que quanto mais cobrança eu tivesse, mais me dedicaria aos treinos em me esforçaria no dia da prova.

E foi que aconteceu. Larguei na Elite B por ter conseguido o índice técnico nas preparatórias, passei os 10 quilômetros em 39min30 com sobra, os 15 com 59min30, tive uma pequena queda de ritmo em um trecho de sobe e desce próximo ao quilômetro 18, mas me vali e lembrei-me de todos os treinos sofridos que fiz e cruzei a linha de chegada feliz da vida com 1h24min23. Missão cumprida. Dia inesquecível aquele que eu consegui realizar o sonho de correr a Meia Maratona abaixo de quatro minutos por quilômetro.

10 km A Tribuna de Santos 2003 – A Tribuna de Santos

Após ter concluído a meia maratona para a qual tanto treinei, só trotei e descansei por duas semanas. Estava inscrito na Tribuna e fui lá só para me divertir, sem a mínima intenção de melhorar meu recorde pessoal que era de 37min55. Mas Santos é uma cidade que faz parte de minha história. Meu pai nasceu e foi criado em Santos, onde passei várias férias legais, tenho muitos parentes e sempre achei uma cidade muito acolhedora. Acho que não preciso nem dizer para qual time de futebol eu torço!

Como não tinha nada a perder, já passei forte o primeiro quilômetro, me empolguei muito com aquela multidão de gente nas ruas gritando e os quilômetros foram passando de forma muito rápida. No fundo não esperava de maneira alguma correr abaixo dos 38 minutos novamente, mas definitivamente aquele era meu dia e oportunidade é uma coisa que agente não pode e não deve deixar passar na vida de forma alguma.

Com 29 minutos e pouco de prova, meu relógio acusava que eu havia batido meu recorde nos três, nos cinco, nos seis e nos oito quilômetros. Entrei nos últimos quilômetros disputando posições com alguns outros amadores, senti aquela vibração enorme da torcida, resolvi entrar no clima, comecei sorrir para todos os lados e levantar os braços agradecendo as palmas como se estivesse liderando a prova. Fui avistando o pórtico ficando cada vez mais perto, acelerei mais uma vez nos últimos 200 metros e cruzei a faixa de chegada. O relógio marcava 37min16 e eu acabava de obter meu recorde pessoal. Foi andar um pouco, sentar na calçada e ficar sorrindo à toa por um bom tempo feito um bobo, não acreditando no que estava acontecendo!

Revezamento 75 km Bertioga- Maresias 2005. Cia de Eventos

Li num site que aconteceria a primeira edição da prova e que poderia ser feita em nove, seis ou três corredores. Estava mesmo procurando algum desfio interessante e logo me veio a cabeça fazer em trio, com um atleta-jardineiro que corria os 10 quilômetros em 33 minutos e treinava em meu grupo e mais um amigo que já havia treinado conosco e corrido os 10 quilômetros abaixo dos 40 minutos

O processo de me reunir com os dois e convencê-los a participar pareceu muito com a história daqueles filmes em que um ex-combatente convence seus antigos parceiros a participar de uma grande missão. Traçamos uma meta, planejei os treinos, revimos nossos horários e logo estávamos nos aplicando ao “Projeto Podium Bertioga-Maresias”. Durante seis meses treinamos muito, em vários locais e em vários horários diferentes. Fizemos inclusive alguns treinos em dois períodos, já que cada um correria três vezes no mesmo dia.

Dividimos os trechos, corremos muito forte e disputando posições durante toda a prova.
Como entre o segundo e o terceiro trecho, eu tive um intervalo de menos de 30 minutos para me recuperar e não tive acesso a um mísero copo de água, meu ritmo acabou caindo muito nos últimos três quilômetros. Foi um terror! Comecei a olhar para trás preocupado e ver que alguns atletas de outras equipes se aproximavam cada vez mais. Com muito esforço consegui chegar, mas no último quilômetros fui ultrapassado por três equipes e com isso o sonho do podium quase se foi.

Entreguei a faixa para nosso último corredor, estrategicamente o mais rápido, que subiu e desceu a Serra de Maresias como ninguém e conseguiu recuperar as posições perdidas. Entre 200 equipes, de nove, seis e três corredores, fechamos a prova na sexta colocação geral. Nos trios, que era nossa meta, perdemos apenas para uma equipe que tinha três atletas correndo na casa dos 31 minutos e que acabou vencendo a prova no geral.

Subimos ao podium, recebemos nossos troféus e comemoramos muito!

Desafio 600k São Paulo- Rio de Janeiro 2009 – Iguana Sports - Nike do Brasil.

600 quilômetros. O nome e o mapa do percurso provocavam calafrios em muita gente!
Só se falava naquela prova e ninguém sabia ao certo como seria correr três vezes por dia durante três dias consecutivos, além de no quarto dia ter que correr uma prova de 10 quilômetros.

E num belo domingo, recebi o irrecusável convite de meu amigo Daniel Neves, do marketing da Nike, para ser um dos 12 felizardos a fazer parte da equipe Nike Corre, uma das 21 que participaria do histórico Revezamento 600k SP- RJ! Daí em diante foi treinar, treinar e sonhar com o grande dia! 04h20 da manhã, debaixo de muita chuva, lá estávamos em frente ao Obelisco do Ibirapuera, esperando a largada às 5h, assim como os integrantes das outras 20 equipes e as centenas de outras pessoas envolvidas no evento.

Foram três dias correndo nos horários mais malucos, encarando os mais diversos tipos de climas e percursos. Acordando cedo e dormindo tarde, correndo com chuva ou com temperatura acima de 35ºC, mas aproveitando para viver toda aquela rica experiência da forma mais intensa possível. Além de correr em alguns dos mais lindos e desafiadores percursos do país, a coisa que considerei mais importante foi a oportunidade de conhecer e conviver em equipe com pessoas muitos legais, que assim como eu também tem a corrida como uma das coisas mais importantes de suas vidas. O mais importante do mundo para mim são as pessoas. O resto vem depois!

A cada trecho que completava e ao final do dia, disparava um SMS com um pequeno relato aos vários amigos que ficaram torcendo e acompanhando pelo site. Superação, suor, solidariedade, espírito de equipe, contemplação de belas paisagens, contato com a natureza, posse do espaço, liberdade, frio na barriga, alegria, choro, emoções das mais diversas e sensação de dever cumprido, tudo isso fez parte do grande Desafio 600k SP-RJ!

Das muitas corridas que participei nestes anos todos, escolhi estas cinco para contar e fiz questão de colocá-las em ordem de data para mostrar que no esporte e na vida, sempre há algo de novo e muito especial para acontecer. Não importa o local e o momento que você esteja vivendo. Tudo depende de estar sempre disposto, motivado e preparando-se para viver uma nova história, cujo responsável em escrever a trajetória será você mesmo!

Mais uma edição da Corrida e Caminhada Graacc será realizada em maio

Caminhada · 09 mar, 2010

Para mobilizar e conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado para crianças e adolescentes com câncer, estão abertas as inscrições para mais uma Corrida e Caminhada Graacc – Combatendo e Vencendo o Câncer Infantil. A 10ª edição do evento ocorre em nove de maio, às 7h, e são esperados 10 mil participantes.

Os atletas largam da Assembléia Legislativa de São Paulo, em frente ao Parque do Ibirapuera. São duas distâncias para optar na hora da inscrição: 10 quilômetros (corrida) e 4,3 quilômetros (corrida ou caminhada). Todos os participantes receberão camiseta e os que concluírem, medalhas. Os cinco primeiros colocados das categorias masculino e feminino ganharão troféus, além de contar pontos para o ranking da Corpore. As cinco primeiras mães que cruzarem a linha de chegada dos 10 quilômetros também serão premiadas.

As inscrições para os associados da Corpore e sócios Graacc custam R$ 50 e para os não associados R$ 65. As inscrições podem ser feitas pelo site www.graacc.org.br. O valor arrecadado será revertido ao hospital do Graacc.

Treino de musculação é bom para emagrecer?

A partir deste mês o Webrun conta com um novo colunista da área de Fisiologia, o Professor Diego Leite de Barros. Diego é diretor técnico da DLB Assessoria Esportiva, fisiologista da equipe de SPORT CHECK-UP HCor - Hospital do Coração e integrante da equipe Taktos de Medicina Esportiva.

Apesar de não ser normalmente o objetivo principal de quem faz exercícios de musculação, perder peso tem sido uma das propostas desse tipo de atividade.
Reconhecidamente, os exercícios de musculação têm dois objetivos principais: desenvolvimento da resistência muscular localizada (RML) e hipertrofia muscular. No primeiro caso, o programa de exercícios pressupõe trabalhar com carga baixa e muitas repetições. Já o trabalho de hipertrofia (aumento de massa muscular), exige cargas elevadas e poucas repetições.

Uma maneira simples de assimilar estes conceitos é pensar na relação volume x intensidade, no qual o volume do treinamento se caracteriza pelo número de repetições e séries e a intensidade pela carga ou tempo de execução dos exercícios. Na RML sempre priorizamos o volume da sessão de treino, enquanto na hipertrofia o foco principal é a intensidade.

Do ponto de vista da perda de peso, ou mesmo da redistribuição da composição corporal, devemos fazer, entretanto, algumas considerações críticas.
Para queimarmos gordura, ou mesmo “transformar gordura em músculo” como alguns gostam de dizer, o problema não é tão simples quanto fortalecer ou aumentar a massa muscular.

Como queimar gordura? - Para queimar gordura, a ciência da atividade física recomenda de maneira acadêmica os chamados exercícios aeróbios, longa duração e intensidade moderada. Nos exercícios como andar, pedalar, dançar, etc., nós aceleramos o nosso “motor metabólico” que usa como combustíveis açúcares e gordura. Para quem pretende perder peso, quanto mais gordura e menos açúcares (carboidratos) utilizar durante o exercício melhor resultado existirá.

Para “desviar” o metabolismo para o uso de gorduras, quanto menor a intensidade do exercício, mais eficiente será o efeito. Assim, para um indivíduo sedentário andar é melhor que correr para queimar gordura. A quantidade de calorias produzidas a partir da queima de gordura será proporcional ao total de esforço físico realizado, o qual é o produto da intensidade pelo tempo. Como os exercícios moderados são de melhor tolerância, podem ser mais prolongados, resultando em uma queima calórica maior.

Assim, podemos concluir que a atividade aeróbia é a forma mais eficiente para perder peso, porém o indivíduo que possuir maior quantidade de massa muscular, adquirida com o treinamneto de RML ou hipertrofia, terá melhores condições de aumentar seu gasto calórico. Isso porque a musculatura, mesmo em repouso, é considerada uma “masa ativa”, auxiliando no gasto calórico total e dando proteção articular para que a atividade possa se prolongar cada vez mais de forma segura e prazerosa.


Treino de musculação é bom para emagrecer?

Caminhada · 01 mar, 2010

A partir deste mês o Webrun conta com um novo colunista da área de Fisiologia, o Professor Diego Leite de Barros. Diego é diretor técnico da DLB Assessoria Esportiva, fisiologista da equipe de SPORT CHECK-UP HCor - Hospital do Coração e integrante da equipe Taktos de Medicina Esportiva.

Apesar de não ser normalmente o objetivo principal de quem faz exercícios de musculação, perder peso tem sido uma das propostas desse tipo de atividade.
Reconhecidamente, os exercícios de musculação têm dois objetivos principais: desenvolvimento da resistência muscular localizada (RML) e hipertrofia muscular. No primeiro caso, o programa de exercícios pressupõe trabalhar com carga baixa e muitas repetições. Já o trabalho de hipertrofia (aumento de massa muscular), exige cargas elevadas e poucas repetições.

Uma maneira simples de assimilar estes conceitos é pensar na relação volume x intensidade, no qual o volume do treinamento se caracteriza pelo número de repetições e séries e a intensidade pela carga ou tempo de execução dos exercícios. Na RML sempre priorizamos o volume da sessão de treino, enquanto na hipertrofia o foco principal é a intensidade.

Do ponto de vista da perda de peso, ou mesmo da redistribuição da composição corporal, devemos fazer, entretanto, algumas considerações críticas.
Para queimarmos gordura, ou mesmo “transformar gordura em músculo” como alguns gostam de dizer, o problema não é tão simples quanto fortalecer ou aumentar a massa muscular.

Como queimar gordura? - Para queimar gordura, a ciência da atividade física recomenda de maneira acadêmica os chamados exercícios aeróbios, longa duração e intensidade moderada. Nos exercícios como andar, pedalar, dançar, etc., nós aceleramos o nosso “motor metabólico” que usa como combustíveis açúcares e gordura. Para quem pretende perder peso, quanto mais gordura e menos açúcares (carboidratos) utilizar durante o exercício melhor resultado existirá.

Para “desviar” o metabolismo para o uso de gorduras, quanto menor a intensidade do exercício, mais eficiente será o efeito. Assim, para um indivíduo sedentário andar é melhor que correr para queimar gordura. A quantidade de calorias produzidas a partir da queima de gordura será proporcional ao total de esforço físico realizado, o qual é o produto da intensidade pelo tempo. Como os exercícios moderados são de melhor tolerância, podem ser mais prolongados, resultando em uma queima calórica maior.

Assim, podemos concluir que a atividade aeróbia é a forma mais eficiente para perder peso, porém o indivíduo que possuir maior quantidade de massa muscular, adquirida com o treinamneto de RML ou hipertrofia, terá melhores condições de aumentar seu gasto calórico. Isso porque a musculatura, mesmo em repouso, é considerada uma “masa ativa”, auxiliando no gasto calórico total e dando proteção articular para que a atividade possa se prolongar cada vez mais de forma segura e prazerosa.

Corrida e Caminha Contra o Câncer de Mama abre inscrições

Caminhada · 25 fev, 2010

Com 15 anos de história, a campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda está com as inscrições abertas para as corridas no Rio de Janeiro e em São Paulo. As provas estão marcadas, respectivamente para 16 de maio e 15 de agosto, e têm percursos de cinco quilômetros para caminhada ou corrida.

A etapa do Rio de Janeiro larga do Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, e tem seis mil vagas abertas aos interessados em participar. Já a de São Paulo acontece em frente ao prédio da Assembleia Legislativa, próximo ao parque do Ibirapuera, e tem oito mil vagas abertas.

Ambas as provas estarão divididas em cinco categorias: cadeirantes e handcycle, elite feminina; elite masculina, atletas com deficiência, geral masculino e geral feminino. As fichas de inscrição e o regulamento das provas podem ser encontrados no site oficial da organizadora do evento: www.yescom.com.br.

Campanha incentiva corredores a doar sangue

Caminhada · 24 fev, 2010

A campanha “Amigo Esportista: Corra e Doe Sangue” acontece dia três de março no Parque das Bicicletas, na cidade de São Paulo. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Esportes e Colsan (Associação Beneficente de Coleta de Sangue), com apoio da organizadora de corridas de rua, Corpore, e tem o objetivo de propagar a ideia de ser um doador de sangue entre os esportistas paulistanos.

Os responsáveis pela campanha ressaltam que doar sangue é completamente seguro e é um processo que leva somente de 20 a 30 minutos. Segundo recomendações médicas, Homens podem doar a cada dois meses, respeitando um limite máximo de quatro vezes ao ano, e mulheres podem doar a cada três meses, com limite máximo de três vezes ao ano.

Quem deseja participar da campanha do dia três deve se dirigir ao Parque das Bicicletas, que fica à Avenida Ibirapuera, 1315, entre 8h e 15h e, após alguns dias, receberá pelo correio sua carteirinha de doador. Lembrando que, para doar, a pessoa deve estar portando seu documento de identidade, ter entre 18 e 65 anos de idade, pesar mais de 50 quilos e estar alimentada. Para mais informações sobre a campanha, visite o site www.corpore.org.br.

Hexacampeão na Copa Brasil de Marcha está classificado para mundial

Terminou na manhã deste domingo, 21, a Copa Brasil Caixa de Marcha 2010, disputada em Timbó (SC). Quem se destacou na competição foi o potiguar Cláudio Richardson dos Santos, que conquistou o hexacampeonato nos 50 quilômetros masculino, ao vencer a prova com tempo de 4h26.

Com o resultado, o atleta obteve a classificação para participar da Copa do Mundo de Atletismo do México, que acontece em maio. Cláudio, que já havia conquistado o título nas edições de 2000, 2001, 2002, 2003 e 2009, comemorou muito o resultado. Seu principal adversário, o recordista brasileiro da prova, Mário José dos Santos Júnior, foi desqualificado. A segunda colocação ficou com Diogo Gamboa, que cruzou a linha de chegada com tempo de 5h30.

Na prova dos 20 quilômetros feminino, a pernambucana Érica Sena levou o título, com tempo de 1h42. Ela surpreendeu suas colegas de equipe, que completaram o pódio: Cisiane Lopes, 1h43, e Tânia Spindler, 1h44, que havia sido a campeã nas últimas três edições da prova.

A Copa Brasil também foi seletiva para o Sul-Americano de Marcha, que será disputado dias seis e sete de março na Bolívia. Os resultados completos podem ser conferidos no site da Confederação Brasileira de Atletismo: www.cbat.org.br. A Copa Brasil Caixa de Marcha é uma realização da CBAt, co-organizada pela Federação Catarinense de Atletismo, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio da Fundação Municipal de Esportes da Prefeitura de Timbó.


Hexacampeão na Copa Brasil de Marcha está classificado para mundial

Atletismo · 22 fev, 2010

Terminou na manhã deste domingo, 21, a Copa Brasil Caixa de Marcha 2010, disputada em Timbó (SC). Quem se destacou na competição foi o potiguar Cláudio Richardson dos Santos, que conquistou o hexacampeonato nos 50 quilômetros masculino, ao vencer a prova com tempo de 4h26.

Com o resultado, o atleta obteve a classificação para participar da Copa do Mundo de Atletismo do México, que acontece em maio. Cláudio, que já havia conquistado o título nas edições de 2000, 2001, 2002, 2003 e 2009, comemorou muito o resultado. Seu principal adversário, o recordista brasileiro da prova, Mário José dos Santos Júnior, foi desqualificado. A segunda colocação ficou com Diogo Gamboa, que cruzou a linha de chegada com tempo de 5h30.

Na prova dos 20 quilômetros feminino, a pernambucana Érica Sena levou o título, com tempo de 1h42. Ela surpreendeu suas colegas de equipe, que completaram o pódio: Cisiane Lopes, 1h43, e Tânia Spindler, 1h44, que havia sido a campeã nas últimas três edições da prova.

A Copa Brasil também foi seletiva para o Sul-Americano de Marcha, que será disputado dias seis e sete de março na Bolívia. Os resultados completos podem ser conferidos no site da Confederação Brasileira de Atletismo: www.cbat.org.br. A Copa Brasil Caixa de Marcha é uma realização da CBAt, co-organizada pela Federação Catarinense de Atletismo, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio da Fundação Municipal de Esportes da Prefeitura de Timbó.

Treinadores debatem sobre a qualidade de assistência médica nas provas

Atualizada em 24/02 às 15h20

Treinadores da ATC (Associação de Treinadores de Corrida) se reuniram este mês em fórum para discutir a qualidade da assistência médica que é prestada em provas brasileiras de corrida de rua. O “Fórum de Assistência Médica em Corridas de Rua: Tendências e Desafios” foi realizado com apoio do Hospital Nove de Julho, em auditório da instituição. Falaram, no evento, o superintendente do hospital, Luiz Luca, e os médicos Rodrigo Nicácio e Milton Mizumoto, que têm anos de experiência no apoio médico a eventos esportivos.

Uma posição comum entre os participantes do debate é a de que a infraestrutura de assistência médica oferecida aos corredores da maioria das provas brasileiras ainda é ruim e que ainda há muito a ser feito. “As organizadoras [das competições] só cumprem a legislação, mas a assistência médica oferecida é muito fraca, insatisfatória”, diz Luiz Luca, que além de superintendente do hospital é também corredor de provas no Brasil e no exterior. Segundo levantamentos apresentados por Luca, apenas 8%, em média, do orçamento das provas é aplicado em infraestrutura médica para o evento. “Queremos assistência médica ou uma camiseta bonitinha no kit?”, questiona.

Para Rodrigo Nicácio, no Brasil há muitas pessoas correndo e pouca assistência oferecida a estes atletas. Como exemplo a ser seguido para melhorar a situação das corridas de rua no país, Nicácio cita a regulamentação implementada pelo governo estadual do Rio de Janeiro para a assistência médica em eventos especiais, o CART (Certidão de Anotação de Responsabilidade Técnica). “Qualquer evento com mais de mil pessoas no estado do Rio de Janeiro tem de ser submetido ao Corpo de Bombeiros e ao CRM (Conselho Regional de Medicina) no que diz respeito ao número de ambulâncias, número de médicos, número de enfermeiros.”

O médico ressalta que o ideal seria oferecer boa infraestrutura médica para socorro aos corredores que passam mal e ter um sistema de prevenção adequado anterior ao dia da prova. “ Muita gente passa mal porque não respeita seu limite, isso é praticamente 100% dos casos [que são atendidos durante as provas] e são atletas amadores”. O médico cita como medidas preventivas de acidentes o fornecimento obrigatório do histórico de saúde de cada participante e orientações prévias com relação a roupa e dieta adequadas para um atleta em competição.

Propostas - Após as exposições de Luca e Nicácio, os treinadores de corrida presentes ao evento passaram a debater propostas que podem ser aplicadas. Para tanto, eles levaram em consideração a fronteira do ideal e do possível, refletindo também sobre até onde vai o alcance dos treinadores, já que muitos ainda correm por conta própria sem qualquer acompanhamento de um profissional credenciado.

De tantas melhorias a serem implantadas, levantou-se algumas mais fáceis de se colocar em prática em um futuro próximo. Martha Dallari, vice-presidente da ATC, lembra uma medida que já é tomada em algumas provas e que facilmente poderia ser replicada: deixar um espaço atrás do número de peito para os atletas preencherem suas informações cadastrais de saúde. Outra possibilidade, ainda melhor, seria já imprimir essas informações (que seriam passadas no momento da inscrição online) no verso.

Milton Mizumoto, médico que atua nesse ramo de assistência a corridas de rua há décadas, acredita que uma medida muito benéfica seria lançar o “Manual do Corredor”, como já existe o “Manual do torcedor” para frequentadores de estádios de futebol Brasil afora. Esse manual daria orientações básicas aos participantes de provas, para eles próprios se preservarem, e em um formato de campanha em vez de um formato impositivo. “O corredor que conhece melhor a si próprio vai dar menos trabalho [aos médicos]”, diz.

E você, o que acha sobre este assunto? Acredita que o tom de campanha para melhorar o atendimento médico nas provas seria efetivo, ou deveria ser imposto pelos órgãos governamentais? Venha postar sua opinião e discutir com os outros internautas no Fórum Webrun.


Treinadores debatem sobre a qualidade de assistência médica nas provas

Caminhada · 19 fev, 2010

Atualizada em 24/02 às 15h20

Treinadores da ATC (Associação de Treinadores de Corrida) se reuniram este mês em fórum para discutir a qualidade da assistência médica que é prestada em provas brasileiras de corrida de rua. O “Fórum de Assistência Médica em Corridas de Rua: Tendências e Desafios” foi realizado com apoio do Hospital Nove de Julho, em auditório da instituição. Falaram, no evento, o superintendente do hospital, Luiz Luca, e os médicos Rodrigo Nicácio e Milton Mizumoto, que têm anos de experiência no apoio médico a eventos esportivos.

Uma posição comum entre os participantes do debate é a de que a infraestrutura de assistência médica oferecida aos corredores da maioria das provas brasileiras ainda é ruim e que ainda há muito a ser feito. “As organizadoras [das competições] só cumprem a legislação, mas a assistência médica oferecida é muito fraca, insatisfatória”, diz Luiz Luca, que além de superintendente do hospital é também corredor de provas no Brasil e no exterior. Segundo levantamentos apresentados por Luca, apenas 8%, em média, do orçamento das provas é aplicado em infraestrutura médica para o evento. “Queremos assistência médica ou uma camiseta bonitinha no kit?”, questiona.

Para Rodrigo Nicácio, no Brasil há muitas pessoas correndo e pouca assistência oferecida a estes atletas. Como exemplo a ser seguido para melhorar a situação das corridas de rua no país, Nicácio cita a regulamentação implementada pelo governo estadual do Rio de Janeiro para a assistência médica em eventos especiais, o CART (Certidão de Anotação de Responsabilidade Técnica). “Qualquer evento com mais de mil pessoas no estado do Rio de Janeiro tem de ser submetido ao Corpo de Bombeiros e ao CRM (Conselho Regional de Medicina) no que diz respeito ao número de ambulâncias, número de médicos, número de enfermeiros.”

O médico ressalta que o ideal seria oferecer boa infraestrutura médica para socorro aos corredores que passam mal e ter um sistema de prevenção adequado anterior ao dia da prova. “ Muita gente passa mal porque não respeita seu limite, isso é praticamente 100% dos casos [que são atendidos durante as provas] e são atletas amadores”. O médico cita como medidas preventivas de acidentes o fornecimento obrigatório do histórico de saúde de cada participante e orientações prévias com relação a roupa e dieta adequadas para um atleta em competição.

Propostas - Após as exposições de Luca e Nicácio, os treinadores de corrida presentes ao evento passaram a debater propostas que podem ser aplicadas. Para tanto, eles levaram em consideração a fronteira do ideal e do possível, refletindo também sobre até onde vai o alcance dos treinadores, já que muitos ainda correm por conta própria sem qualquer acompanhamento de um profissional credenciado.

De tantas melhorias a serem implantadas, levantou-se algumas mais fáceis de se colocar em prática em um futuro próximo. Martha Dallari, vice-presidente da ATC, lembra uma medida que já é tomada em algumas provas e que facilmente poderia ser replicada: deixar um espaço atrás do número de peito para os atletas preencherem suas informações cadastrais de saúde. Outra possibilidade, ainda melhor, seria já imprimir essas informações (que seriam passadas no momento da inscrição online) no verso.

Milton Mizumoto, médico que atua nesse ramo de assistência a corridas de rua há décadas, acredita que uma medida muito benéfica seria lançar o “Manual do Corredor”, como já existe o “Manual do torcedor” para frequentadores de estádios de futebol Brasil afora. Esse manual daria orientações básicas aos participantes de provas, para eles próprios se preservarem, e em um formato de campanha em vez de um formato impositivo. “O corredor que conhece melhor a si próprio vai dar menos trabalho [aos médicos]”, diz.

E você, o que acha sobre este assunto? Acredita que o tom de campanha para melhorar o atendimento médico nas provas seria efetivo, ou deveria ser imposto pelos órgãos governamentais? Venha postar sua opinião e discutir com os outros internautas no Fórum Webrun.

Corrida que celebra natureza terá sua primeira edição em Ilhabela

Caminhada · 18 fev, 2010

Um percurso de belas paisagens e contato com a natureza é a proposta do circuito Running for Nature – Magia dos Oceanos, que terá sua primeira edição no dia 14 de março em Ilhabela, no litoral paulista. A prova terá trajeto de sete quilômetros, passando por trechos em areia, o que deve ser um desafio a mais para os participantes.

A organização do evento abriu as inscrições pela internet, com um limite para receber até mil atletas, preservando assim as características da prova. A idade mínima para a participação é 16 anos e a corrida terá uma hora e meia como tempo máximo de duração.

Diversas pousadas oferecem preços especiais para os atletas que competirem na prova. A lista destas pousadas, fichas de inscrição e outras informações sobre a Running for Nature podem ser encontradas no site oficial do evento: www.magiadosoceanos.com.br.

Depois do carnaval, é hora de entrar em forma

Passadas as festas de fim de ano e a folia do carnaval, a sensação é de que o ano vai começar de verdade. Quem já é atleta, e deu uma parada, quer voltar a praticar exercício, outros decidem começar do zero, uma atitude muito positiva já que ter uma atividade física regular traz bons resultados para a saúde.

No caso de iniciar ou reiniciar treinos de corrida, a primeira providência é checar se está tudo em dia com o seu médico, explica o treinador Wanderlei de Oliveira. Ele diz que, normalmente, quem vai começar um treinamento do zero deve fazer um exame ergométrico, que avalia o condicionamento físico, e quem já treinava e pretende retomar suas atividades esportivas deve fazer um teste ergoespirométrico, mais detalhado, que avalia a capacidade de absorção de oxigênio.

“Outra medida importante é buscar um profissional especializado para acompanhar o treinamento”, recomenda Wanderlei. O treinador de corrida diz que essa ajuda pode ser de um personal trainer ou de uma assessoria esportiva. “O que não pode é pegar um tênis e sair correndo”, diz, “sem orientação a pessoa põe sua vida em risco”. Se pagar uma assessoria ou um personal ainda pesar muito no bolso, uma outra saída recomendada pelo técnico é se informar pela mídia especializada sobre dicas de treinamento passo a passo.

Wanderlei relembra uma regra básica para qualquer atividade física: começar devagar, respeitando-se limites individuais e o tempo que a pessoa ficou inativa. Ter metas de curto e médio prazo que sejam de fato possíveis de se atingir é mais útil que ter uma meta idealizada. “Com um passo de cada vez, pode-se chegar muito longe”, resume o treinador.

Dieta - Da parte nutricional, algumas medidas simples ajudam a entrar em forma, quando aliadas à prática de exercício físico, é claro. A primeira dica da nutricionista Bruna Iasi é fugir a todo custo de dietas milagrosas, que prometam resultados maravilhosos em poucos dias. “Nesse tipo de dieta geralmente se corta algum item do cardápio, como carboidrato ou proteína, mas depois [quando o item é reincorporado às refeições] a pessoa ganha peso de novo”, explica.

Segundo a nutricionista, o melhor é manter uma dieta mais balanceada, com verdura, proteína e carboidrato. É bom também controlar doce, bebida alcoólica e fritura. “Com essas medidas simples, aliadas a algum exercício físico, já é possível perder uns bons cinco quilos”, diz.

Bruna fala também de outras três regras de ouro para quem quer entrar em forma com saúde e sem tanto sofrimento: mastigar devagar, o que ajuda a aumentar a sensação de saciedade, comer a cada três horas, intercalando lanches entre as refeições, e nunca fazer exercício em jejum. “Atividade física em jejum de jeito nenhum”, finaliza a nutricionista, “isso acaba provocando efeito contrário, pois o organismo com pouca energia bloqueia o gasto calórico.”


Depois do carnaval, é hora de entrar em forma

Caminhada · 18 fev, 2010

Passadas as festas de fim de ano e a folia do carnaval, a sensação é de que o ano vai começar de verdade. Quem já é atleta, e deu uma parada, quer voltar a praticar exercício, outros decidem começar do zero, uma atitude muito positiva já que ter uma atividade física regular traz bons resultados para a saúde.

No caso de iniciar ou reiniciar treinos de corrida, a primeira providência é checar se está tudo em dia com o seu médico, explica o treinador Wanderlei de Oliveira. Ele diz que, normalmente, quem vai começar um treinamento do zero deve fazer um exame ergométrico, que avalia o condicionamento físico, e quem já treinava e pretende retomar suas atividades esportivas deve fazer um teste ergoespirométrico, mais detalhado, que avalia a capacidade de absorção de oxigênio.

“Outra medida importante é buscar um profissional especializado para acompanhar o treinamento”, recomenda Wanderlei. O treinador de corrida diz que essa ajuda pode ser de um personal trainer ou de uma assessoria esportiva. “O que não pode é pegar um tênis e sair correndo”, diz, “sem orientação a pessoa põe sua vida em risco”. Se pagar uma assessoria ou um personal ainda pesar muito no bolso, uma outra saída recomendada pelo técnico é se informar pela mídia especializada sobre dicas de treinamento passo a passo.

Wanderlei relembra uma regra básica para qualquer atividade física: começar devagar, respeitando-se limites individuais e o tempo que a pessoa ficou inativa. Ter metas de curto e médio prazo que sejam de fato possíveis de se atingir é mais útil que ter uma meta idealizada. “Com um passo de cada vez, pode-se chegar muito longe”, resume o treinador.

Dieta - Da parte nutricional, algumas medidas simples ajudam a entrar em forma, quando aliadas à prática de exercício físico, é claro. A primeira dica da nutricionista Bruna Iasi é fugir a todo custo de dietas milagrosas, que prometam resultados maravilhosos em poucos dias. “Nesse tipo de dieta geralmente se corta algum item do cardápio, como carboidrato ou proteína, mas depois [quando o item é reincorporado às refeições] a pessoa ganha peso de novo”, explica.

Segundo a nutricionista, o melhor é manter uma dieta mais balanceada, com verdura, proteína e carboidrato. É bom também controlar doce, bebida alcoólica e fritura. “Com essas medidas simples, aliadas a algum exercício físico, já é possível perder uns bons cinco quilos”, diz.

Bruna fala também de outras três regras de ouro para quem quer entrar em forma com saúde e sem tanto sofrimento: mastigar devagar, o que ajuda a aumentar a sensação de saciedade, comer a cada três horas, intercalando lanches entre as refeições, e nunca fazer exercício em jejum. “Atividade física em jejum de jeito nenhum”, finaliza a nutricionista, “isso acaba provocando efeito contrário, pois o organismo com pouca energia bloqueia o gasto calórico.”

ATC apoia medida de carteirinhas na Cidade Universitária, em SP

Atualizada às 15h18 de 17 de fevereiro de 2010

A ATC (Associação de Treinadores de Corrida) apoia a medida da USP (Universidade de São Paulo) em regular por meio de carteirinhas o uso do Campus para a prática esportiva. A afirmação é do presidente da instituição, Nelson Evêncio. “A USP é um local público, mas não é do público”, diz Evêncio, para quem muitos dos corredores e praticantes de outros esportes tendem a confundir o espaço da universidade com o de um parque, por exemplo. “A cidade carece de espaços para a prática esportiva, por isso a USP vem sendo usada desde a sua fundação.”

Evêncio ressalta que a medida tem o lado positivo de ser apenas uma regulamentação e não uma proibição. Pelo que ele tem acompanhado entre os corredores que costumam utilizar o espaço da Cidade Universitária e até mesmo entre aqueles que ele próprio treina, muitos estão assustados. “Nós estamos tentando tranquilizá-los, dizendo que vai ser uma medida positiva, que vão cadastrar todo mundo e que vai ser bom”, diz.

No entanto, preocupa a questão dos custos e da fiscalização. “A gente precisa conversar com eles [a USP] porque eu imagino que eles não têm ideia do tamanho disso, vai ter mais de 15 mil pessoas que vão querer se cadastrar. É muita carteirinha e isso tem um custo”, pondera Evêncio. Além disso, como há uma circulação muito grande de pedestres, carros e ônibus na Cidade Universitária, Evêncio acredita que a fiscalização precisará ser feita por amostragem, ou seja, os atletas serão abordados e se não tiverem a carteirinha serão convidados a se retirar do Campus. “Isso demanda mais fiscalização, o que também gera um custo”, completa.

Eventos dentro da USP - A Universidade também passa a limitar este ano a realização de provas dentro de sua área, algumas corridas já tiveram seus percursos alterados para não passarem pelo Campus. Evêncio acredita que isso gera dificuldades para a organização de competições em uma cidade como São Paulo: “a cidade carece de espaços para fazer as provas, a CET não libera percursos e por isso a maioria das corridas acontecia na USP. O ruim é que vai limitar ainda mais o espaço”. No entanto, há o lado positivo de se forçar a busca por novas alternativas, o que proporcionará mais variedade aos corredores. “O lado bom disso é que vai forçar a prefeitura e os órgãos administrativos a liberarem novos percursos, o corredor paulistano já estava enjoado de correr na USP”, diz.

O presidente da ATC lembra também que os limites de infraestrutura da Universidade muitas vezes não estavam sendo respeitados durante a organização de provas, o que causava desgastes ao espaço. “As provas estavam muito cheias. O limite era de seis mil [participantes por prova] e teve uma prova com 12 mil inscritos, à noite, imagina o impacto que foi ali”. Por esses motivos, Nelson Evêncio conclui reforçando a posição de cooperação da ATC com a medida da USP: “Esperamos que a situação [na Cidade Universitária] melhore e, da parte da ATC, a gente espera contribuir com a USP, acionando todos os nossos treinadores”.

Participe - Entre você também nessa discussão, você pode postar a sua opinião no Fórum Webrun


ATC apoia medida de carteirinhas na Cidade Universitária, em SP

Caminhada · 17 fev, 2010

Atualizada às 15h18 de 17 de fevereiro de 2010

A ATC (Associação de Treinadores de Corrida) apoia a medida da USP (Universidade de São Paulo) em regular por meio de carteirinhas o uso do Campus para a prática esportiva. A afirmação é do presidente da instituição, Nelson Evêncio. “A USP é um local público, mas não é do público”, diz Evêncio, para quem muitos dos corredores e praticantes de outros esportes tendem a confundir o espaço da universidade com o de um parque, por exemplo. “A cidade carece de espaços para a prática esportiva, por isso a USP vem sendo usada desde a sua fundação.”

Evêncio ressalta que a medida tem o lado positivo de ser apenas uma regulamentação e não uma proibição. Pelo que ele tem acompanhado entre os corredores que costumam utilizar o espaço da Cidade Universitária e até mesmo entre aqueles que ele próprio treina, muitos estão assustados. “Nós estamos tentando tranquilizá-los, dizendo que vai ser uma medida positiva, que vão cadastrar todo mundo e que vai ser bom”, diz.

No entanto, preocupa a questão dos custos e da fiscalização. “A gente precisa conversar com eles [a USP] porque eu imagino que eles não têm ideia do tamanho disso, vai ter mais de 15 mil pessoas que vão querer se cadastrar. É muita carteirinha e isso tem um custo”, pondera Evêncio. Além disso, como há uma circulação muito grande de pedestres, carros e ônibus na Cidade Universitária, Evêncio acredita que a fiscalização precisará ser feita por amostragem, ou seja, os atletas serão abordados e se não tiverem a carteirinha serão convidados a se retirar do Campus. “Isso demanda mais fiscalização, o que também gera um custo”, completa.

Eventos dentro da USP - A Universidade também passa a limitar este ano a realização de provas dentro de sua área, algumas corridas já tiveram seus percursos alterados para não passarem pelo Campus. Evêncio acredita que isso gera dificuldades para a organização de competições em uma cidade como São Paulo: “a cidade carece de espaços para fazer as provas, a CET não libera percursos e por isso a maioria das corridas acontecia na USP. O ruim é que vai limitar ainda mais o espaço”. No entanto, há o lado positivo de se forçar a busca por novas alternativas, o que proporcionará mais variedade aos corredores. “O lado bom disso é que vai forçar a prefeitura e os órgãos administrativos a liberarem novos percursos, o corredor paulistano já estava enjoado de correr na USP”, diz.

O presidente da ATC lembra também que os limites de infraestrutura da Universidade muitas vezes não estavam sendo respeitados durante a organização de provas, o que causava desgastes ao espaço. “As provas estavam muito cheias. O limite era de seis mil [participantes por prova] e teve uma prova com 12 mil inscritos, à noite, imagina o impacto que foi ali”. Por esses motivos, Nelson Evêncio conclui reforçando a posição de cooperação da ATC com a medida da USP: “Esperamos que a situação [na Cidade Universitária] melhore e, da parte da ATC, a gente espera contribuir com a USP, acionando todos os nossos treinadores”.

Participe - Entre você também nessa discussão, você pode postar a sua opinião no Fórum Webrun