Caminhada

Especialistas explicam como minimizar os efeitos negativos do Carnaval

Para muitos o Carnaval é época de folia e nem todos sabem como minimizar as consequências de permanecer muito tempo longe dos treinos. Mas o treinador André Ricardo, da assessoria esportiva BR Move, afirma que é possível impedir que o condicionamento diminua durante a festança. “Primeiro o corredor deve avisar seu professor que ficará afastado alguns dias, pois assim é possível criar um treino específico, com mais volume, antes de começar o feriado prolongado”, diz André.

Se isso não foi programado, os dias de folga não serão de “descanso ativo”, ou seja, de uma recuperação após treinamento intensivo, explica o professor. “Neste caso a única alternativa seria incluir dois treinos curtos de 30 a 40 minutos na semana do Carnaval. Quem não fizer nada com certeza precisará regredir uma semana na planilha quando voltar a correr”, avisa.

“Sair atrás de um trio elétrico também não garante a manutenção do condicionamento, a não ser que o folião pule o carnaval mais que quatro dias, durante várias horas”, acrescenta André, que alerta para os riscos do exagero na bebida alcoólica. “A hidratação é fundamental, principalmente moderação na hora de beber, pois se você não toma esse cuidado o metabolismo ficará comprometido”

Sobre os riscos de lesão, nada como um bom alongamento e sorte para que não ocorra. “Alongar ajuda a diminuir a sensação de cansaço depois de muitas horas de atividade física, mas não impede que alguém tropece e sofra uma entorse, por exemplo. Todos que estiverem no meio de uma multidão pulando o carnaval correm este risco, o jeito mesmo é rezar”, brinca.

Dicas de Nutrição - Assim como André, o nutricionista Danilo Balu reforça a preocupação com o consumo do álcool, sobretudo se é conciliado a poucas horas de sono. “O álcool está ligado a desidratação. Para piorar, somente quando dormimos acontece uma parte da recuperação do nosso organismo. Sem sono e com desidratação, não haverá energia suficiente para retomar os treinos”, destaca.

O especialista inclusive adverte sobre os tipos de alimentação durante o feriado. “O ideal é evitar comer na rua, pois as chances de optarmos por um fast food é grande. Outro detalhe incluí as refeições de hotéis, que exige mais disciplina por parte do esportista, porque as opções de comidas são inúmeras. Também muita cautela com as sobremesas e frituras dos restaurantes em geral”, finaliza Danilo.

O jeito então é se cuidar e seguir as recomendações dos especialistas para que a festa do carnaval não se transforme num pesadelo para o corredor.


Especialistas explicam como minimizar os efeitos negativos do Carnaval

Atletismo · 05 mar, 2011

Para muitos o Carnaval é época de folia e nem todos sabem como minimizar as consequências de permanecer muito tempo longe dos treinos. Mas o treinador André Ricardo, da assessoria esportiva BR Move, afirma que é possível impedir que o condicionamento diminua durante a festança. “Primeiro o corredor deve avisar seu professor que ficará afastado alguns dias, pois assim é possível criar um treino específico, com mais volume, antes de começar o feriado prolongado”, diz André.

Se isso não foi programado, os dias de folga não serão de “descanso ativo”, ou seja, de uma recuperação após treinamento intensivo, explica o professor. “Neste caso a única alternativa seria incluir dois treinos curtos de 30 a 40 minutos na semana do Carnaval. Quem não fizer nada com certeza precisará regredir uma semana na planilha quando voltar a correr”, avisa.

“Sair atrás de um trio elétrico também não garante a manutenção do condicionamento, a não ser que o folião pule o carnaval mais que quatro dias, durante várias horas”, acrescenta André, que alerta para os riscos do exagero na bebida alcoólica. “A hidratação é fundamental, principalmente moderação na hora de beber, pois se você não toma esse cuidado o metabolismo ficará comprometido”

Sobre os riscos de lesão, nada como um bom alongamento e sorte para que não ocorra. “Alongar ajuda a diminuir a sensação de cansaço depois de muitas horas de atividade física, mas não impede que alguém tropece e sofra uma entorse, por exemplo. Todos que estiverem no meio de uma multidão pulando o carnaval correm este risco, o jeito mesmo é rezar”, brinca.

Dicas de Nutrição - Assim como André, o nutricionista Danilo Balu reforça a preocupação com o consumo do álcool, sobretudo se é conciliado a poucas horas de sono. “O álcool está ligado a desidratação. Para piorar, somente quando dormimos acontece uma parte da recuperação do nosso organismo. Sem sono e com desidratação, não haverá energia suficiente para retomar os treinos”, destaca.

O especialista inclusive adverte sobre os tipos de alimentação durante o feriado. “O ideal é evitar comer na rua, pois as chances de optarmos por um fast food é grande. Outro detalhe incluí as refeições de hotéis, que exige mais disciplina por parte do esportista, porque as opções de comidas são inúmeras. Também muita cautela com as sobremesas e frituras dos restaurantes em geral”, finaliza Danilo.

O jeito então é se cuidar e seguir as recomendações dos especialistas para que a festa do carnaval não se transforme num pesadelo para o corredor.

Circuito Beach Cross estreia em Bertioga, no mês de março

Caminhada · 23 fev, 2011

A Th5 Eventos, organizadora do Circuito das Praias, que acontece no litoral paulista, este ano traz uma novidade: O Circuito Beach Cross, que é composto de três etapas de 20 quilômetros, nas categorias Individual e Revezamento para duplas. A primeira prova será em Bertioga, no dia 27/03.

O evento tem a largada prevista para as 8h e o percurso será totalmente a beira-mar, pela areia da praia, passando pela Enseada, SESC, Vista Linda e Indaiá. Todos os inscritos terão direito a um kit com camiseta, medalha, numeral, chip, lanche e gatorade. O preço da inscrição individual (para ambas as distâncias) é de R$ 60, em dupla o valor fica R$ 120.

Vale lembrar que também haverá uma caminhada de cinco quilômetros e custa R$50. A entrega do kit do atleta será no dia (26/03), das 14hs às 18h, e também no domingo (27/03), a partir das 6hs30, no local do evento. Para se inscrever basta acessar o site www.th5eventos.com.br

É possível correr e conversar ao mesmo tempo?

Uma das maiores curiosidades de quem pretende ou está começando a correr pelos parques e ruas, é saber como é possível conseguirem correr e conversar ao mesmo tempo. O cidadão está caminhando, quase perdendo o fôlego, ou naquele trotinho difícil de 10 minutos, tentando coordenar corrida e respiração, quando é ultrapassado por uma dupla que vai em ritmo muito mais forte, porém confortável e ainda por cima conversando!

Um dia destes estava inscrito em uma corrida de 10 km e na hora resolvi correr ao lado de um grande amigo, treinador e recordista mundial de Triathlon, Marcelo Buttenas, que marcava ritmo para sua esposa. Enquanto várias pessoas corriam ofegantes e sofrendo ao nosso redor, batíamos papo e discutíamos rindo a escalação de nosso amado time de futebol! Lembro que fomos até questionados de brincadeira por uma pessoa que dizia não se conformar como conseguíamos conversar naquele ritmo, enquanto ela se esforçava tanto, provavelmente buscando seu recorde pessoal.

A explicação científica é muito simples. Para corridas de longas distâncias utilizamos basicamente dois tipos de sistemas energéticos: o metabolismo Aeróbio e o metabolismo Anaeróbio. Quando você utiliza predominantemente o metabolismo Aeróbio, o Oxigênio que extrai do ar é suficiente para o esforço que faz. Isto significa que você acaba correndo em equilíbrio entre o que extrai de oxigênio do ar e o que utiliza, podendo tranquilamente conversar, sem sentir falta de ar. Já quando predomina o metabolismo Anaeróbio, a captação de oxigênio não é suficiente para o esforço realizado, forçando uma hiper ventilação, respiração forçada, aumentando o esforço e tornando muito mais difícil conversar durante a corrida.

Equilíbrio - Segundo a Fisiologia do Exercício, há um ponto de transição, onde o sistema Anaeróbio começa a predominar sobre o Aeróbio, chamado Limiar Anaeróbio. Quando você corre em treino ou em prova, abaixo do seu Limiar Anaeróbio, sua respiração é mais tranquila e você consegue conversar. Quando corre acima, respira com dificuldade e normalmente não consegue conversar. Com o tempo de treinamento, sua condição aeróbia melhora é você consegue correr conversando em ritmos mais fortes, porém em equilíbrio.

O Limiar Anaeróbio normalmente gira em torno de 80 a 85% de sua frequência cardíaca máxima e é diagnosticado através do teste ergoespirométrico. Esta frequência cardíaca e a velocidade com que você atinge este limiar variam conforme o condicionamento físico e é também determinada em quilômetros por hora ou minutos por quilometro, para facilitar nossa vida. Atletas como um Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre, chegam a ter um Limiar Anaeróbio próximo aos três minutos por quilometro, o que os garante correr conversando em um ritmo que nós mortais se quer aguentaríamos correr por 400 ou 500 metros, fazendo o máximo de esforço possível!

Há várias vantagens em ser corredor amador, mas gostaria de abordar apenas duas que tem relação com o assunto. A primeira é que a corrida é tão democrática, que muitos acabam abrindo mão de um treino ou prova em ritmo mais forte, para poder correr conversando com os outros colegas. A outra é que a corrida é um dos únicos esportes, se não o único, em que é possível praticar conversando com um ou vários colegas ao mesmo tempo, sem a necessidade de interromper a atividade!


É possível correr e conversar ao mesmo tempo?

Caminhada · 22 fev, 2011

Uma das maiores curiosidades de quem pretende ou está começando a correr pelos parques e ruas, é saber como é possível conseguirem correr e conversar ao mesmo tempo. O cidadão está caminhando, quase perdendo o fôlego, ou naquele trotinho difícil de 10 minutos, tentando coordenar corrida e respiração, quando é ultrapassado por uma dupla que vai em ritmo muito mais forte, porém confortável e ainda por cima conversando!

Um dia destes estava inscrito em uma corrida de 10 km e na hora resolvi correr ao lado de um grande amigo, treinador e recordista mundial de Triathlon, Marcelo Buttenas, que marcava ritmo para sua esposa. Enquanto várias pessoas corriam ofegantes e sofrendo ao nosso redor, batíamos papo e discutíamos rindo a escalação de nosso amado time de futebol! Lembro que fomos até questionados de brincadeira por uma pessoa que dizia não se conformar como conseguíamos conversar naquele ritmo, enquanto ela se esforçava tanto, provavelmente buscando seu recorde pessoal.

A explicação científica é muito simples. Para corridas de longas distâncias utilizamos basicamente dois tipos de sistemas energéticos: o metabolismo Aeróbio e o metabolismo Anaeróbio. Quando você utiliza predominantemente o metabolismo Aeróbio, o Oxigênio que extrai do ar é suficiente para o esforço que faz. Isto significa que você acaba correndo em equilíbrio entre o que extrai de oxigênio do ar e o que utiliza, podendo tranquilamente conversar, sem sentir falta de ar. Já quando predomina o metabolismo Anaeróbio, a captação de oxigênio não é suficiente para o esforço realizado, forçando uma hiper ventilação, respiração forçada, aumentando o esforço e tornando muito mais difícil conversar durante a corrida.

Equilíbrio - Segundo a Fisiologia do Exercício, há um ponto de transição, onde o sistema Anaeróbio começa a predominar sobre o Aeróbio, chamado Limiar Anaeróbio. Quando você corre em treino ou em prova, abaixo do seu Limiar Anaeróbio, sua respiração é mais tranquila e você consegue conversar. Quando corre acima, respira com dificuldade e normalmente não consegue conversar. Com o tempo de treinamento, sua condição aeróbia melhora é você consegue correr conversando em ritmos mais fortes, porém em equilíbrio.

O Limiar Anaeróbio normalmente gira em torno de 80 a 85% de sua frequência cardíaca máxima e é diagnosticado através do teste ergoespirométrico. Esta frequência cardíaca e a velocidade com que você atinge este limiar variam conforme o condicionamento físico e é também determinada em quilômetros por hora ou minutos por quilometro, para facilitar nossa vida. Atletas como um Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre, chegam a ter um Limiar Anaeróbio próximo aos três minutos por quilometro, o que os garante correr conversando em um ritmo que nós mortais se quer aguentaríamos correr por 400 ou 500 metros, fazendo o máximo de esforço possível!

Há várias vantagens em ser corredor amador, mas gostaria de abordar apenas duas que tem relação com o assunto. A primeira é que a corrida é tão democrática, que muitos acabam abrindo mão de um treino ou prova em ritmo mais forte, para poder correr conversando com os outros colegas. A outra é que a corrida é um dos únicos esportes, se não o único, em que é possível praticar conversando com um ou vários colegas ao mesmo tempo, sem a necessidade de interromper a atividade!

Tendinite Patelar: o pesadelo de muitos corredores

Sabemos que essa patologia atinge muitos corredores, mas muitos não têm conhecimento de sua causa e como ela pode ser tratada. Nesse artigo, daremos uma breve explicação afim de solucionar esse problema que atrapalha tanto nos treinamentos diários.

A tendinite patelar é uma síndrome por “overuse”, muitas vezes além do limite de elasticidade e resistência do tendão. Essa inflamação é devida a microtraumas repetidos, que podem ocorrer devido a desequilíbrios musculares ou fadiga, alterações nos exercícios, erros de treinamento ou uma combinação de vários desses fatores.

Existem quatro graus de inflamação do tendão patelar:

  • Grau I: dor supra ou infrapatelar após a atividade, sem limitação para o exercício;
  • Grau II: dor no início e após a atividade física;
  • Grau III: dor durante a atividade física e limitação da função;
  • Grau IV: ruptura tendínea

    Outras causas podem ser associadas a alterações de postura da coluna vertebral e dos membros inferiores (hiperlordose, joelhos valgos ou varos e alterações da patela).

    A dor se localiza na inserção do quadríceps (acima da patela), no corpo do tendão ou na tuberosidade da tíbia (abaixo do joelho). Geralmente ela começa suave e melhora durante a atividade. Também encontramos encurtamento de posterior de coxa e panturrilha, diminuição da musculatura da coxa, “estalos” no joelho e inchaço no tendão.

    Uma vez identificada a tendinite patelar, é hora de partir para o tratamento. Os recursos fisioterapeuticos, que melhor atendem a essa patologia são a crioterapia (gelo), indicada para qualquer inflamação aguda e o uso da eletroterapia como Laser e Ultra-som, que auxiliam na cicatrização e na diminuição da inflamação do tendão.

    Avaliação - Uma avaliação precisa para identificar a real causa da lesão é essencial. A partir disso, pode ser traçado um plano de tratamento com exercícios de alongamento do mecanismo extensor do joelho, fortalecimento e reequilíbrio muscular da área comprometida (inicialmente exercícios isométricos) e o trabalho de propriocepção. Este deve ser feito apenas quando não há mais dor e a musculatura já estiver reequilibrada.

    O mais importante é citar que a prevenção é a principal arma contra essa patologia. Isso é feito com treinamentos em superfícies de menor impacto, exercícios de coordenação e alongamentos para melhorar a flexibilidade muscular.


  • Tendinite Patelar: o pesadelo de muitos corredores

    Caminhada · 21 fev, 2011

    Sabemos que essa patologia atinge muitos corredores, mas muitos não têm conhecimento de sua causa e como ela pode ser tratada. Nesse artigo, daremos uma breve explicação afim de solucionar esse problema que atrapalha tanto nos treinamentos diários.

    A tendinite patelar é uma síndrome por “overuse”, muitas vezes além do limite de elasticidade e resistência do tendão. Essa inflamação é devida a microtraumas repetidos, que podem ocorrer devido a desequilíbrios musculares ou fadiga, alterações nos exercícios, erros de treinamento ou uma combinação de vários desses fatores.

    Existem quatro graus de inflamação do tendão patelar:

  • Grau I: dor supra ou infrapatelar após a atividade, sem limitação para o exercício;
  • Grau II: dor no início e após a atividade física;
  • Grau III: dor durante a atividade física e limitação da função;
  • Grau IV: ruptura tendínea

    Outras causas podem ser associadas a alterações de postura da coluna vertebral e dos membros inferiores (hiperlordose, joelhos valgos ou varos e alterações da patela).

    A dor se localiza na inserção do quadríceps (acima da patela), no corpo do tendão ou na tuberosidade da tíbia (abaixo do joelho). Geralmente ela começa suave e melhora durante a atividade. Também encontramos encurtamento de posterior de coxa e panturrilha, diminuição da musculatura da coxa, “estalos” no joelho e inchaço no tendão.

    Uma vez identificada a tendinite patelar, é hora de partir para o tratamento. Os recursos fisioterapeuticos, que melhor atendem a essa patologia são a crioterapia (gelo), indicada para qualquer inflamação aguda e o uso da eletroterapia como Laser e Ultra-som, que auxiliam na cicatrização e na diminuição da inflamação do tendão.

    Avaliação - Uma avaliação precisa para identificar a real causa da lesão é essencial. A partir disso, pode ser traçado um plano de tratamento com exercícios de alongamento do mecanismo extensor do joelho, fortalecimento e reequilíbrio muscular da área comprometida (inicialmente exercícios isométricos) e o trabalho de propriocepção. Este deve ser feito apenas quando não há mais dor e a musculatura já estiver reequilibrada.

    O mais importante é citar que a prevenção é a principal arma contra essa patologia. Isso é feito com treinamentos em superfícies de menor impacto, exercícios de coordenação e alongamentos para melhorar a flexibilidade muscular.

  • Cardiopatia necessariamente veta a prática de corrida?

    Atualmente as doenças do coração estão sendo detectadas de forma mais precoce, o que sugere que o estilo de vida das grandes metrópoles está influenciando de maneira negativa e acelerada na saúde de toda a população. Para os corredores freqüentes, o receio de ser vetado pelo cardiologista é comum, porém na maioria dos casos, mesmo quando detectada uma determinada patologia a atividade física aeróbica, podendo ser a corrida, acaba sendo indicada como uma das formas de controle do problema.

    Segundo o Dr. Daniel Daher, cardiologista e médico do esporte, o perfil mais suscetível às doenças do coração é de pacientes acima dos 35 anos, de ambos os sexos, com histórico familiar de doenças cardíacas, sedentários, obesos ou com sobrepeso, fumantes e aqueles já com alguma doença conhecida (hipertensão arterial, diabetes). Mesmos não estando dentro deste perfil, é sempre recomendado avaliar sua condição cardíaca, segundo Daher.

    “É essencial realizar uma avaliação clínica/cardiológica antes de iniciar as atividades, (APP). Geralmente essa avaliação consiste de uma consulta médica, um eletrocardiograma em repouso e um Teste Ergométrico, além de alguns exames sanguíneos simples (glicose, colesterol, triglicérides, etc). É a partir desse teste, que tanto o médico, quanto o educador físico/treinador determinam os limites e a programação individualizada do treinamento”.

    Sintomas - Existem diversas formas das doenças do coração se manifestar, devemos estar sempre atentos para os sinais e sintomas que nosso corpo nos transmite. “A doença coronária (infarto; angina do peito) é a forma mais comum de doença do coração nessa população. No entanto, vale ressaltar que a hipertensão arterial, o aumento do colesterol, a obesidade, o fumo e outros fatores de risco, causam alterações que não apresentam sintomas inicialmente. Em resumo, o infarto é o desfecho agudo de uma doença crônica, que progride silenciosamente durantes vários anos” diz Dher.

    As cardiopatias não necessariamente implicam em alterações na sua rotina de treino, depende de cada caso. Para Daher “a APP tem como objetivo justamente individualizar a prescrição do exercício; é onde o médico determina quais os limites (se existirem) de cada paciente, na dependência dos achados da avaliação. Assim, podemos fornecer ao educador físicos subsídios para a programação das atividades de cada paciente isoladamente. Essa interação médico x educador físico é essencial nesse processo”.

    Desta forma, podemos entender que as cardiopatias não necessariamente vetam o corredor de praticar sua atividade física e que a avaliação precoce das doenças do coração é a maneira mais eficiente de controlar possíveis problemas cardíacos. Em todos os casos a abordagem multidisciplinar se mostra importante para o progresso seguro do seu treino. Procure um cardiologista, avalie sua condição atual e bons treinos!


    Cardiopatia necessariamente veta a prática de corrida?

    Caminhada · 17 fev, 2011

    Atualmente as doenças do coração estão sendo detectadas de forma mais precoce, o que sugere que o estilo de vida das grandes metrópoles está influenciando de maneira negativa e acelerada na saúde de toda a população. Para os corredores freqüentes, o receio de ser vetado pelo cardiologista é comum, porém na maioria dos casos, mesmo quando detectada uma determinada patologia a atividade física aeróbica, podendo ser a corrida, acaba sendo indicada como uma das formas de controle do problema.

    Segundo o Dr. Daniel Daher, cardiologista e médico do esporte, o perfil mais suscetível às doenças do coração é de pacientes acima dos 35 anos, de ambos os sexos, com histórico familiar de doenças cardíacas, sedentários, obesos ou com sobrepeso, fumantes e aqueles já com alguma doença conhecida (hipertensão arterial, diabetes). Mesmos não estando dentro deste perfil, é sempre recomendado avaliar sua condição cardíaca, segundo Daher.

    “É essencial realizar uma avaliação clínica/cardiológica antes de iniciar as atividades, (APP). Geralmente essa avaliação consiste de uma consulta médica, um eletrocardiograma em repouso e um Teste Ergométrico, além de alguns exames sanguíneos simples (glicose, colesterol, triglicérides, etc). É a partir desse teste, que tanto o médico, quanto o educador físico/treinador determinam os limites e a programação individualizada do treinamento”.

    Sintomas - Existem diversas formas das doenças do coração se manifestar, devemos estar sempre atentos para os sinais e sintomas que nosso corpo nos transmite. “A doença coronária (infarto; angina do peito) é a forma mais comum de doença do coração nessa população. No entanto, vale ressaltar que a hipertensão arterial, o aumento do colesterol, a obesidade, o fumo e outros fatores de risco, causam alterações que não apresentam sintomas inicialmente. Em resumo, o infarto é o desfecho agudo de uma doença crônica, que progride silenciosamente durantes vários anos” diz Dher.

    As cardiopatias não necessariamente implicam em alterações na sua rotina de treino, depende de cada caso. Para Daher “a APP tem como objetivo justamente individualizar a prescrição do exercício; é onde o médico determina quais os limites (se existirem) de cada paciente, na dependência dos achados da avaliação. Assim, podemos fornecer ao educador físicos subsídios para a programação das atividades de cada paciente isoladamente. Essa interação médico x educador físico é essencial nesse processo”.

    Desta forma, podemos entender que as cardiopatias não necessariamente vetam o corredor de praticar sua atividade física e que a avaliação precoce das doenças do coração é a maneira mais eficiente de controlar possíveis problemas cardíacos. Em todos os casos a abordagem multidisciplinar se mostra importante para o progresso seguro do seu treino. Procure um cardiologista, avalie sua condição atual e bons treinos!

    Tênis caro e de grife não garante melhora na perfomance dos atletas, revela estudo

    Atualizado às 21h15

    Você se lembra do etíope Abebe Bikila, ganhador da maratona dos jogos Olímpicos de Roma, em 1960? Caso a resposta seja negativa, alguma lembrança em relação ao nome da sul-africana Zola Budd e da brasileira Jorilda Sabino? A história é mais simples do que parece, todos esses atletas conquistaram importantes títulos correndo descalços. Budd venceu os 3.000 metros da Olimpíada de Los Angeles e Jorilda Sabino foi vice-campeã da São Silvestre.

    Diante deste contexto, o que dizer sobre a importância de usar um tênis caro que promete diversos benefícios? O diretor de Pesquisa & Ensino da Newton Running, Ian Adamson, mestre em Medicina Desportiva e formado em Engenharia Biomecânica, revela que a maioria dos calçados, mesmo aqueles com preços mais salgados e de marca, muitas vezes não ajudam em nada, ao contrário, até podem prejudicar o corredor. A empresa que Adamson trabalha lança no mercado brasileiro e internacional um novo modelo de tênis, que tenta ser inovador ao aplicar alguns conceitos revelados por pesquisas americanas.

    O mestre em Medicina Desportiva cita um estudo realizado por Daniel Lieberman, professor do Departamento de Evolução Biológica Humana da Universidade de Harvard, e outros três colegas, que investigaram diferentes pisadas: de corredores norte-americanos com calçados e adolescentes quenianos da região do Rift Valley (o celeiro dos corredores de longa distância do Quênia) que sempre correram descalços. O resultado é surpreendente.

    “Depois de muita investigação foi constatado que mesmo em superfícies mais duras, a pisada descalça é feita com a planta do pé, o que gera menos impacto que um tênis tradicional de corrida, no qual se começa a pisada pelo calcanhar”, diz o especialiasta. Ainda de acordo com ele, esses tênis projetados com mais altura no calcanhar podem provocar lesões ao invés de evitá-las. “É preciso ter um limite no gradiente de elevação desses produtos”.

    Além desta falha, Adamson também alerta que centenas de tênis de marca já passaram por exames detalhados em laboratórios e a maioria deles, com poucos dias de uso, já apresentavam deformações. “Quando esses calçados recebem o peso do atleta e sofrem impacto, vários orifícios aparecem na estrutura. Muitos têm forte amortecimento e o tênis é bastante confortável, mas o material utilizado na confecção não é durável”.


    Os diversos tênis oferecidos no mercado, personalizados para diferentes tipos de pisadas (neutra, supinada e pronada), já conquistaram um público bastante fiel, que busca corrigir a maneira errada de pisar. Entretanto, Adamson é bastante convicto sobre a ineficácia dessa tecnologia.

    Para Adamson, o calçado precisa ser mais plano (mais baixo), se é supinado ou pronado, não importa. Ele relembra que décadas atrás, em época de guerra, diversas pesquisas foram feitas para saber se os soldados precisavam ou não de um sapato de acordo com o formato do pé, a fim de aumentar a agilidade do exército durante os combates. A resposta? Não era necessário. Além de ser extremamente custoso, em termos de performance o resultado seria pífio.

    Mesmo nos casos mais específicos, das pessoas com pés chatos, a intervenção de sapatos “especiais”, geralmente é dispensável, porque até este tipo de pé é funcional. “A gente também descobriu que nas sociedades mais primitivas, ou as que não usam tanto sapato, as pessoas possuem os pés mais saudáveis e fortes, os calçados são responsáveis por inúmeras deformações”.

    O diretor de Pesquisa & Ensino da Newton Running esclarece também que existem outros fatores com maior impacto na saúde e na perfomance dos esportistas. “A postura do atleta precisa ser levada em consideração durante a corrida. Os movimentos devem ser corretos, caso contrário há uma perda desnecessária de energia, ou até mesmo o surgimento de uma força que freia o corredor.

    “O homem tem uma capacidade incrível para correr, graças ao suor, que regula a temperatura corporal. Nenhum outro animal seria capaz de permanecer mais de 24 horas correndo, haveria um super aquecimento. Então temos que desfrutar desse talento e saber como aperfeiçoar essa habilidade”, conclui Adamson, que também é heptacampeão mundial em corridas de aventura, recordista mundial de canoagem de resistência (421 quilômetros em 24 horas) e o atleta master mais rápido na Ultramaratona Badwater (2010), com 217 quilômetros, considerada a “maratona mais difícil do mundo”.

    Inovação - Com base nos estudos mencionados, um novo tênis, o Newton Running, chega ao Brasil neste começo de ano e apresenta um sistema mecânico diferenciado: ao invés do corredor encostar primeiro o calcanhar no chão, o novo calçado faz o atleta primeiro tocar a pista com a parte anterior do pé. Esse tipo de movimento imita a corrida com os pés descalços, de menor impacto.

    Além de ser inspirado na terceira Lei de Newton, na qual “toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e sentido contrário”, a empresa também afirma que o calçado foi elaborado com uma característica de “membrana ativa”, para promover absorção do impacto com retorno de energia e prevenir lesões.



    Veja a vitória de Abebe Bikila jogos Olímpicos de Roma, em 1960:



    Tênis caro e de grife não garante melhora na perfomance dos atletas, revela estudo

    Atletismo · 09 fev, 2011

    Atualizado às 21h15

    Você se lembra do etíope Abebe Bikila, ganhador da maratona dos jogos Olímpicos de Roma, em 1960? Caso a resposta seja negativa, alguma lembrança em relação ao nome da sul-africana Zola Budd e da brasileira Jorilda Sabino? A história é mais simples do que parece, todos esses atletas conquistaram importantes títulos correndo descalços. Budd venceu os 3.000 metros da Olimpíada de Los Angeles e Jorilda Sabino foi vice-campeã da São Silvestre.

    Diante deste contexto, o que dizer sobre a importância de usar um tênis caro que promete diversos benefícios? O diretor de Pesquisa & Ensino da Newton Running, Ian Adamson, mestre em Medicina Desportiva e formado em Engenharia Biomecânica, revela que a maioria dos calçados, mesmo aqueles com preços mais salgados e de marca, muitas vezes não ajudam em nada, ao contrário, até podem prejudicar o corredor. A empresa que Adamson trabalha lança no mercado brasileiro e internacional um novo modelo de tênis, que tenta ser inovador ao aplicar alguns conceitos revelados por pesquisas americanas.

    O mestre em Medicina Desportiva cita um estudo realizado por Daniel Lieberman, professor do Departamento de Evolução Biológica Humana da Universidade de Harvard, e outros três colegas, que investigaram diferentes pisadas: de corredores norte-americanos com calçados e adolescentes quenianos da região do Rift Valley (o celeiro dos corredores de longa distância do Quênia) que sempre correram descalços. O resultado é surpreendente.

    “Depois de muita investigação foi constatado que mesmo em superfícies mais duras, a pisada descalça é feita com a planta do pé, o que gera menos impacto que um tênis tradicional de corrida, no qual se começa a pisada pelo calcanhar”, diz o especialiasta. Ainda de acordo com ele, esses tênis projetados com mais altura no calcanhar podem provocar lesões ao invés de evitá-las. “É preciso ter um limite no gradiente de elevação desses produtos”.

    Além desta falha, Adamson também alerta que centenas de tênis de marca já passaram por exames detalhados em laboratórios e a maioria deles, com poucos dias de uso, já apresentavam deformações. “Quando esses calçados recebem o peso do atleta e sofrem impacto, vários orifícios aparecem na estrutura. Muitos têm forte amortecimento e o tênis é bastante confortável, mas o material utilizado na confecção não é durável”.


    Os diversos tênis oferecidos no mercado, personalizados para diferentes tipos de pisadas (neutra, supinada e pronada), já conquistaram um público bastante fiel, que busca corrigir a maneira errada de pisar. Entretanto, Adamson é bastante convicto sobre a ineficácia dessa tecnologia.

    Para Adamson, o calçado precisa ser mais plano (mais baixo), se é supinado ou pronado, não importa. Ele relembra que décadas atrás, em época de guerra, diversas pesquisas foram feitas para saber se os soldados precisavam ou não de um sapato de acordo com o formato do pé, a fim de aumentar a agilidade do exército durante os combates. A resposta? Não era necessário. Além de ser extremamente custoso, em termos de performance o resultado seria pífio.

    Mesmo nos casos mais específicos, das pessoas com pés chatos, a intervenção de sapatos “especiais”, geralmente é dispensável, porque até este tipo de pé é funcional. “A gente também descobriu que nas sociedades mais primitivas, ou as que não usam tanto sapato, as pessoas possuem os pés mais saudáveis e fortes, os calçados são responsáveis por inúmeras deformações”.

    O diretor de Pesquisa & Ensino da Newton Running esclarece também que existem outros fatores com maior impacto na saúde e na perfomance dos esportistas. “A postura do atleta precisa ser levada em consideração durante a corrida. Os movimentos devem ser corretos, caso contrário há uma perda desnecessária de energia, ou até mesmo o surgimento de uma força que freia o corredor.

    “O homem tem uma capacidade incrível para correr, graças ao suor, que regula a temperatura corporal. Nenhum outro animal seria capaz de permanecer mais de 24 horas correndo, haveria um super aquecimento. Então temos que desfrutar desse talento e saber como aperfeiçoar essa habilidade”, conclui Adamson, que também é heptacampeão mundial em corridas de aventura, recordista mundial de canoagem de resistência (421 quilômetros em 24 horas) e o atleta master mais rápido na Ultramaratona Badwater (2010), com 217 quilômetros, considerada a “maratona mais difícil do mundo”.

    Inovação - Com base nos estudos mencionados, um novo tênis, o Newton Running, chega ao Brasil neste começo de ano e apresenta um sistema mecânico diferenciado: ao invés do corredor encostar primeiro o calcanhar no chão, o novo calçado faz o atleta primeiro tocar a pista com a parte anterior do pé. Esse tipo de movimento imita a corrida com os pés descalços, de menor impacto.

    Além de ser inspirado na terceira Lei de Newton, na qual “toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e sentido contrário”, a empresa também afirma que o calçado foi elaborado com uma característica de “membrana ativa”, para promover absorção do impacto com retorno de energia e prevenir lesões.



    Veja a vitória de Abebe Bikila jogos Olímpicos de Roma, em 1960:


    Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras acontece neste mês

    A Segunda Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras tem a expectativa de receber duas mil pessoas no Parque da Aclimação, na capital paulista, no próximo dia 28 de fevereiro, dia de combate às doenças raras. O evento quer mobilizar a sociedade e também abordar o tema “Desigualdade na Saúde”.

    O evento pretende reunir pessoas de diferentes grupos da sociedade (governo, universidades e empresas farmacêuticas) para apoiar o bem-estar dos pacientes e suas famílias, bem como incentivar a pesquisa, a discussão de políticas públicas, a cooperação internacional e a conscientização sobre o assunto.

    A caminhada acontecerá durante o dia e já conta com a presença de 70 associações, que estarão no local com material informativo. Haverá também atrações culturais, musicais e lúdicas, workshops e seminários práticos. Para a Dra. Cecília Micheletti, médica pediatra e delegada brasileira da Fundação Geiser (Grupo de Enlace, Investigacion y Soporte de Enfermidades Raras de Latino América), celebrar esta data é de extrema importância.

    “O diagnóstico das doenças raras muitas vezes é feito tardiamente, pois o conhecimento sobre elas é pouco, tanto na sociedade como na própria comunidade médica. Há pouca investigação, faltam verbas e políticas públicas. Discutir estes aspectos é fundamental para que sejam possíveis melhorias no tratamento dessas doenças”, explica Cecília.

    Ainda de acordo com a especialista, o grande desafio é alcançar a igualdade no atendimento médico. “Nós não temos serviços adequados na rede pública nem mesmo a regulamentação do médico geneticista, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento”, acrescenta Micheletti.

    A concentração do evento será a partir das 8h e, para participar, basta comparecer ao local.


    Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras acontece neste mês

    Caminhada · 08 fev, 2011

    A Segunda Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras tem a expectativa de receber duas mil pessoas no Parque da Aclimação, na capital paulista, no próximo dia 28 de fevereiro, dia de combate às doenças raras. O evento quer mobilizar a sociedade e também abordar o tema “Desigualdade na Saúde”.

    O evento pretende reunir pessoas de diferentes grupos da sociedade (governo, universidades e empresas farmacêuticas) para apoiar o bem-estar dos pacientes e suas famílias, bem como incentivar a pesquisa, a discussão de políticas públicas, a cooperação internacional e a conscientização sobre o assunto.

    A caminhada acontecerá durante o dia e já conta com a presença de 70 associações, que estarão no local com material informativo. Haverá também atrações culturais, musicais e lúdicas, workshops e seminários práticos. Para a Dra. Cecília Micheletti, médica pediatra e delegada brasileira da Fundação Geiser (Grupo de Enlace, Investigacion y Soporte de Enfermidades Raras de Latino América), celebrar esta data é de extrema importância.

    “O diagnóstico das doenças raras muitas vezes é feito tardiamente, pois o conhecimento sobre elas é pouco, tanto na sociedade como na própria comunidade médica. Há pouca investigação, faltam verbas e políticas públicas. Discutir estes aspectos é fundamental para que sejam possíveis melhorias no tratamento dessas doenças”, explica Cecília.

    Ainda de acordo com a especialista, o grande desafio é alcançar a igualdade no atendimento médico. “Nós não temos serviços adequados na rede pública nem mesmo a regulamentação do médico geneticista, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento”, acrescenta Micheletti.

    A concentração do evento será a partir das 8h e, para participar, basta comparecer ao local.

    O que é mais efetivo contra o sobrepeso? Exercício ou dieta

    O que não falta é gente que começa o ano com aquela promessa de “agora em diante” ter uma alimentação mais saudável e praticar mais atividade física. O motivo nobre é a saúde, a razão prática é ter um corpo mais atraente. E o que é mais efetivo no combate ao sobrepeso? Exercício ou dieta? Recentemente o British Journal of Sports Medicine publicou diretrizes atualizadas baseadas totalmente em estudos científicos.

    Vou listar aqui parte do publicado, apesar de discordar de algumas partes (das quais discutirei brevemente ao final).

  • Mudar (melhorar) nossa dieta tem um efeito maior no controle do peso que a prática de exercícios físicos;

  • Exercícios ajudam. Quanto mais (volume e intensidade), melhor;

  • Mesmo que não perca peso com os exercícios, você se torna mais saudável e mais disposto, o que por si só já compensa;

  • Em média, as pessoas que começaram a fazer exercício perderam apenas cerca de 1kg em quatro meses (!!);

  • Já apenas com dieta, as pessoas perderam quase 11kg em quatro meses (!). Porém, muitas pessoas voltaram a ganhar grande parte desse peso perdido depois de seis meses. *A razão seria que apenas com dieta as pessoas perderam muita massa muscular e reduziram assim seu metabolismo basal;

  • Uma dieta hiperproteica ajudou na conservação da massa muscular no grupo que só fez dieta, além de ter ajudado na sensação de saciedade;

  • Combinar exercício e dieta é mesmo a alternativa mais eficiente;

  • Há pouca evidência de que caminhadas de 30 minutos por dia tenha efeitos para perder peso; a caminhada deveria ser um ponto de partida aos sedentários que não conseguem correr, não estratégia de emagrecimento.

    É sempre importante que nos baseemos em pesquisas científicas, porém, na nutrição é complicado e praticamente impossível você conseguir isolar uma pessoa de tantos fatores e variáveis. Sou daqueles que acredita fortemente no estilo de vida como primordial na manutenção de nossa saúde. Uma pessoa treinada pode gastar mil calorias em uma única sessão de treino, enquanto reduzir 200 calorias da dieta diária pode ser um martírio mesmo que por alguns poucos dias.

    Fazendo as contas, fica claro que a dieta é mais sofrida. Por outro lado, a pessoa quando passa a fazer exercícios, passa também a comer mais; como emagrecer assim?? O indivíduo terá que acertar a dieta e fazer exercícios e fazer disso um hábito para toda a vida.
    A perda de peso somente pela dieta também gera perda de massa muscular, mesmo quando feita com muito cuidado. O exercício impede isso e uma dieta hiperproteica de curto prazo parece reduzir esse efeito também. Mas a proteína está longe de ser um nutriente salvador, está claro, sim, que a gordura é um “vilão” (alta densidade energética) junto de alguns carboidratos como o açúcar branco.

    É bom ver mais uma vez o conceito que a recomendação de caminharmos 30 minutos por dia vale somente para os completamente sedentários, que o efeito disso deveria ser o de introduzir a pessoa a uma rotina mais saudável. Se a pessoa busca um estilo de vida realmente saudável, terá que partir para uma atividade mais intensa que uma simples caminhada.

    As diretrizes falam que as dietas mais “agressivas” (maior perda de peso) são mais eficientes que as “lentas e graduais”, mas isso por causa do efeito psicológico com a pessoa vendo resultados mais rápidos. As dietas mais conservadoras, porém, parecem agir mais alterando os “vícios” que as pessoas têm. Se o indivíduo combate esses erros, não importa a velocidade da perda de peso desde que ela seja permanente.

    Fonte da pesquisa: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19846427


  • O que é mais efetivo contra o sobrepeso? Exercício ou dieta

    Atletismo · 07 fev, 2011

    O que não falta é gente que começa o ano com aquela promessa de “agora em diante” ter uma alimentação mais saudável e praticar mais atividade física. O motivo nobre é a saúde, a razão prática é ter um corpo mais atraente. E o que é mais efetivo no combate ao sobrepeso? Exercício ou dieta? Recentemente o British Journal of Sports Medicine publicou diretrizes atualizadas baseadas totalmente em estudos científicos.

    Vou listar aqui parte do publicado, apesar de discordar de algumas partes (das quais discutirei brevemente ao final).

  • Mudar (melhorar) nossa dieta tem um efeito maior no controle do peso que a prática de exercícios físicos;

  • Exercícios ajudam. Quanto mais (volume e intensidade), melhor;

  • Mesmo que não perca peso com os exercícios, você se torna mais saudável e mais disposto, o que por si só já compensa;

  • Em média, as pessoas que começaram a fazer exercício perderam apenas cerca de 1kg em quatro meses (!!);

  • Já apenas com dieta, as pessoas perderam quase 11kg em quatro meses (!). Porém, muitas pessoas voltaram a ganhar grande parte desse peso perdido depois de seis meses. *A razão seria que apenas com dieta as pessoas perderam muita massa muscular e reduziram assim seu metabolismo basal;

  • Uma dieta hiperproteica ajudou na conservação da massa muscular no grupo que só fez dieta, além de ter ajudado na sensação de saciedade;

  • Combinar exercício e dieta é mesmo a alternativa mais eficiente;

  • Há pouca evidência de que caminhadas de 30 minutos por dia tenha efeitos para perder peso; a caminhada deveria ser um ponto de partida aos sedentários que não conseguem correr, não estratégia de emagrecimento.

    É sempre importante que nos baseemos em pesquisas científicas, porém, na nutrição é complicado e praticamente impossível você conseguir isolar uma pessoa de tantos fatores e variáveis. Sou daqueles que acredita fortemente no estilo de vida como primordial na manutenção de nossa saúde. Uma pessoa treinada pode gastar mil calorias em uma única sessão de treino, enquanto reduzir 200 calorias da dieta diária pode ser um martírio mesmo que por alguns poucos dias.

    Fazendo as contas, fica claro que a dieta é mais sofrida. Por outro lado, a pessoa quando passa a fazer exercícios, passa também a comer mais; como emagrecer assim?? O indivíduo terá que acertar a dieta e fazer exercícios e fazer disso um hábito para toda a vida.
    A perda de peso somente pela dieta também gera perda de massa muscular, mesmo quando feita com muito cuidado. O exercício impede isso e uma dieta hiperproteica de curto prazo parece reduzir esse efeito também. Mas a proteína está longe de ser um nutriente salvador, está claro, sim, que a gordura é um “vilão” (alta densidade energética) junto de alguns carboidratos como o açúcar branco.

    É bom ver mais uma vez o conceito que a recomendação de caminharmos 30 minutos por dia vale somente para os completamente sedentários, que o efeito disso deveria ser o de introduzir a pessoa a uma rotina mais saudável. Se a pessoa busca um estilo de vida realmente saudável, terá que partir para uma atividade mais intensa que uma simples caminhada.

    As diretrizes falam que as dietas mais “agressivas” (maior perda de peso) são mais eficientes que as “lentas e graduais”, mas isso por causa do efeito psicológico com a pessoa vendo resultados mais rápidos. As dietas mais conservadoras, porém, parecem agir mais alterando os “vícios” que as pessoas têm. Se o indivíduo combate esses erros, não importa a velocidade da perda de peso desde que ela seja permanente.

    Fonte da pesquisa: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19846427

  • Quais os procedimentos médicos numa avaliação física?

    Atletismo · 03 fev, 2011

    Nome: Alvaro Cesar Souza da Silva

    Idade: 26

    Dúvida 1: Quais os procedimentos e perguntas que devem ser feitas pelo médico durante o exame médico obrigatório para início das atividades físicas?

    Acabo de fazer um exame médico, em uma academia, onde sou recém matriculado, e passei menos de 10 min. e não me foi perguntado quase nada, muito menos recomendado algo ou cuidado a ser feito. Nas perguntas respondidas no momento da matrícula, eu havia colocado a existência de dores lombares e costa, e antiga lesão nos joelhos. Porém, o médico não consultou tais informações no decorrer da consulta.

    Resposta: Desculpe, será que é médico? peça o número do CRM dele e, para checar se é médico ou não, entre no site www.cremesp.org.br. Lá você pode conferir e depois checar se é especialista em medicina do esporte. Caso não seja médico, denuncie para policia por exercício ilegal de profissão (medicina) Caso grave! E mantenha-nos informado que, em sigilo, podemos investigar.

    Dúvida 2: Qual a referência para um bom ou ruim exame médico?

    Pelo que conta, você não foi consultado de tão ruim que foi a sua “sessão”. Exija seus direitos e, principalmente, seu direito a avaliação médica competente. Veja só: em 9 de dezembro de 2010 o Presidente Lula assinou a LEI 12346 "...as entidades de prática desportiva...promoverão obrigatoriamente exames periódicos para avaliar a saúde...".

    Caminhada Histórica promove solidariedade e conscientização ambiental em Santos

    Com a realização da Caminhada Histórica pelo Centro de Santos, no domingo (30/01), cerca de 300 quilos de leite em pó foram arrecadados e doados ao Fundo Social de Solidariedade (FSS). Cerca de duas mil pessoas participaram do evento e receberam kits contendo uma squeeze, um mapa do roteiro e uma viseira.

    Para a supervisora de Marketing e Mídia da TV Tribuna, Rosângela Barreiro, a população sempre espera por este evento, que chegou a sétima edição. “Tem gente que vem desde a primeira caminhada. Por isso, sempre a preparamos com o maior carinho, para que todos possam vir e conhecer mais a cidade", garante Rosângela.

    A largada foi dada às 9h na Praça Mauá, mas às 8h os participantes foram recepcionados pela Banda Filhos da Tradição. No repertório, música portuguesa mesclada à MPB (Música Popular Brasileira) animava os caminhantes. "O Centro Histórico de Santos tem muita influência portuguesa. Por isso estamos felizes por fazer parte desta atividade importante de conhecimento e resgate histórico", diz o músico Antonio Carlos Almeida.

    A professora Elizabeth Nogueira de Souza, da Secretaria de Esportes de Santos, afirma que todas as caminhadas já realizadas arrecadaram donativos em prol do FSS, que tem 120 entidades assistenciais. “Todas as doações foram repassadas para essas instituições, na medida da necessidade de cada uma", explica. Este ano, por exemplo, os beneficiados foram os moradores da região serrana do Rio de Janeiro.

    O pedido de doação de leite em pó foi feito porque ele serve como base de alimentação para crianças. Ainda segundo o Fundo Social, quatro caminhões repleto de suprimentos doados na Caminhada Histórica e na campanha SOS Rio de Janeiro chegarão ao estado do Rio ainda esta semana.

    Além da solidariedade, a multidão segurou balões biodegradáveis verdes e teve a oportunidade de contemplar as árvores da região, que também fazem parte da história da Cidade. “Elas são personalidades arbóreas urbanas. Algumas já centenárias", acredita o secretário do Meio Ambiente, Fábio Alexandre de Araújo Nunes, que durante o longo do trajeto plantou oito árvores: quatro ipês, no Colégio Barnabé, um ipê e uma pata de vaca na Praça José Bonifácio e duas quaresmeiras na Praça Rui Barbosa.

    De acordo com o secretário, no Ano Internacional da Floresta é preciso arborizar mais a Cidade. "Santos tem que aumentar mais a superfície vegetal, tanto em locais público quanto em imóveis privado, para diminuir a impermeabilização provocada pelo asfalto e pelo boom imobiliário". Ao final do evento, o caminhão pipa da Sabesp garantiu água fresca e potável aos caminhantes, que também tiraram fotos e receberam mudas de árvores nativas.


    Caminhada Histórica promove solidariedade e conscientização ambiental em Santos

    Caminhada · 01 fev, 2011

    Com a realização da Caminhada Histórica pelo Centro de Santos, no domingo (30/01), cerca de 300 quilos de leite em pó foram arrecadados e doados ao Fundo Social de Solidariedade (FSS). Cerca de duas mil pessoas participaram do evento e receberam kits contendo uma squeeze, um mapa do roteiro e uma viseira.

    Para a supervisora de Marketing e Mídia da TV Tribuna, Rosângela Barreiro, a população sempre espera por este evento, que chegou a sétima edição. “Tem gente que vem desde a primeira caminhada. Por isso, sempre a preparamos com o maior carinho, para que todos possam vir e conhecer mais a cidade", garante Rosângela.

    A largada foi dada às 9h na Praça Mauá, mas às 8h os participantes foram recepcionados pela Banda Filhos da Tradição. No repertório, música portuguesa mesclada à MPB (Música Popular Brasileira) animava os caminhantes. "O Centro Histórico de Santos tem muita influência portuguesa. Por isso estamos felizes por fazer parte desta atividade importante de conhecimento e resgate histórico", diz o músico Antonio Carlos Almeida.

    A professora Elizabeth Nogueira de Souza, da Secretaria de Esportes de Santos, afirma que todas as caminhadas já realizadas arrecadaram donativos em prol do FSS, que tem 120 entidades assistenciais. “Todas as doações foram repassadas para essas instituições, na medida da necessidade de cada uma", explica. Este ano, por exemplo, os beneficiados foram os moradores da região serrana do Rio de Janeiro.

    O pedido de doação de leite em pó foi feito porque ele serve como base de alimentação para crianças. Ainda segundo o Fundo Social, quatro caminhões repleto de suprimentos doados na Caminhada Histórica e na campanha SOS Rio de Janeiro chegarão ao estado do Rio ainda esta semana.

    Além da solidariedade, a multidão segurou balões biodegradáveis verdes e teve a oportunidade de contemplar as árvores da região, que também fazem parte da história da Cidade. “Elas são personalidades arbóreas urbanas. Algumas já centenárias", acredita o secretário do Meio Ambiente, Fábio Alexandre de Araújo Nunes, que durante o longo do trajeto plantou oito árvores: quatro ipês, no Colégio Barnabé, um ipê e uma pata de vaca na Praça José Bonifácio e duas quaresmeiras na Praça Rui Barbosa.

    De acordo com o secretário, no Ano Internacional da Floresta é preciso arborizar mais a Cidade. "Santos tem que aumentar mais a superfície vegetal, tanto em locais público quanto em imóveis privado, para diminuir a impermeabilização provocada pelo asfalto e pelo boom imobiliário". Ao final do evento, o caminhão pipa da Sabesp garantiu água fresca e potável aos caminhantes, que também tiraram fotos e receberam mudas de árvores nativas.