Caminhada

Caminhada na Avenida Paulista promove estilo de vida saudável

Domingo, dia três de abril, acontece uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, promovida pela Secretaria de Estado e Saúde, que deverá reunir por volta de 18 mil pessoas. O objetivo do evento é incentivar a população a fazer 30 minutos de atividade física, cinco vezes por semana e celebra o Dia Mundial da Atividade Física (dia seis de abril).

A concentração para a prova acontece a partir das 8h30, atrás do Masp e as primeiras cinco mil pessoas que chegarem irão receber gratuitamente um kit para a caminhada contendo camiseta e bexiga. Além disso, os participantes serão acompanhados por três trios elétricos, que chamarão a população para participar. A competição termina na Assembléia Legislativa onde as atividades devem continuar por mais uma hora.

A prova faz parte do movimento Agita Mundo, que acontece simultaneamente em outros 40 países e foi adotado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2002, como referência em ação de promoção à saúde. Para o secretário de Estado e Saúde, Giovanni Guido Cerri esta iniciativa ajuda a alertar a população sobre a necessidade de exercício físico para a prevenção de doenças. "Caminhar faz muito bem à saúde", completa o secretário.

Prefeituras de outras cidades do estado de São Paulo fazem parceria com a secretaria de Estado e Saúde para promover eventos que incentivam a atividade física já que o sedentarismo é responsável pela morte de cerca de 3,2 milhões pessoas por ano em todo o mundo.


Caminhada na Avenida Paulista promove estilo de vida saudável

Caminhada · 01 abr, 2011

Domingo, dia três de abril, acontece uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, promovida pela Secretaria de Estado e Saúde, que deverá reunir por volta de 18 mil pessoas. O objetivo do evento é incentivar a população a fazer 30 minutos de atividade física, cinco vezes por semana e celebra o Dia Mundial da Atividade Física (dia seis de abril).

A concentração para a prova acontece a partir das 8h30, atrás do Masp e as primeiras cinco mil pessoas que chegarem irão receber gratuitamente um kit para a caminhada contendo camiseta e bexiga. Além disso, os participantes serão acompanhados por três trios elétricos, que chamarão a população para participar. A competição termina na Assembléia Legislativa onde as atividades devem continuar por mais uma hora.

A prova faz parte do movimento Agita Mundo, que acontece simultaneamente em outros 40 países e foi adotado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2002, como referência em ação de promoção à saúde. Para o secretário de Estado e Saúde, Giovanni Guido Cerri esta iniciativa ajuda a alertar a população sobre a necessidade de exercício físico para a prevenção de doenças. "Caminhar faz muito bem à saúde", completa o secretário.

Prefeituras de outras cidades do estado de São Paulo fazem parceria com a secretaria de Estado e Saúde para promover eventos que incentivam a atividade física já que o sedentarismo é responsável pela morte de cerca de 3,2 milhões pessoas por ano em todo o mundo.

Circuito Longevidade promove 1ª corrida do ano em Marília (SP)

Caminhada · 29 mar, 2011

A cidade Marília, no interior paulista, é o município que sediará a etapa de abertura do Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade Bradesco Seguros 2011, no próximo dia 17. Haverá um percurso de seis quilômetros para corrida e um trajeto de três quilômetros destinado a quem apenas deseja caminhar.

A corrida está prevista para começar às 8h e a caminhada tem início às 9h, na Avenida das Esmeraldas, na altura da Rua Pedro Faria de Moraes. O Circuito chega à sua quinta edição nesta temporada, com o objetivo de estimular as pessoas, principalmente as sedentárias, a praticar algum tipo de atividade física em busca de melhor qualidade de vida no futuro.

Quem for participar do evento deve retirar os kits de participação no dia 16 de abril (sábado) no local da largada, entre 9 e 17h. O valor total arrecadado com as inscrições (ao custo de 20 reais para os participantes da corrida e 10 reais para os da caminhada) será destinado a algum projeto de promoção do bem-estar social do município.

As inscrições encerram no dia 14 de abril e a expectativa é que três mil corredores participem do evento. Para se inscrever basta acessar o site corridadalongevidade.com.br.



O Idoso e a corrida: uma combinação possível

A partir deste mês o Webrun conta com um novo colunista: o professor Thomas Souza, preparador físico com enfoque na qualidade de vida e consultor de atividade física e terceira idade.

Incomum, temível, controverso? Tudo isso se encaixa perfeitamente na cabeça de muitas pessoas quando o assunto é a corrida e o idoso. Mas quem disse que o idoso não pode correr? Visto que essas pessoas que chegam agora à terceira idade por toda sua vida correram em certa parte da vida, não seria agora que deixariam de lado esta prática tão espetacular, promotora de grandes benefícios, para ao menos promover a manutenção dos sistemas orgânicos por um tempo maior, retardando assim o envelhecimento.

Porém, fica claro que, por se tratar de pessoas numa população especial, o treinamento e as práticas de corrida devem ter certas precauções ao colocar o idoso numa pista de corrida. É certa a grande colaboração que o exercício físico traz à população idosa. Isso é de grande valia para a saúde e qualidade de vida que muitas vezes se perde ao chegar nesse ponto da vida, por isso cabe a nós profissionais ir à busca de um treinamento confortável e que leve benefício ao extremo no caso dos nossos alunos.

Tem-se como benefício da corrida melhorar o bem estar geral, a melhora da condição da saúde física e o mais importante: preservar a independência dos praticantes que estão na terceira idade. Vale lembrar que a corrida é uma das intervenções mais eficientes quanto à melhora da qualidade de vida de todos os praticantes e também dos idosos, pois auxilia no controle das mudanças ocorridas pelo processo de envelhecimento, promovendo a completa autonomia nas atividades do cotidiano.

Com todas as alterações que acometem as pessoas de mais idade, há muito sofrimento, sendo que ocorrem restrições quanto a sua capacidade de locomoção, o que pode implicar em quedas e dificuldades na realização de atividades da vida diária, levando a total incapacidade funcional. Por isso, incentivar o idoso a praticar uma atividade é super importante, mais ainda se a atividade estimular sua locomoção e padrão de caminhada, fazendo com que este não se debilite a ponto de sofrer quedas e continuar sua vida sem maiores problemas.

Para que possamos colocar o idoso na pista de corrida devemos atentar a certos fatores importantes quanto aos aspectos de saúde de uma pessoa na terceira idade. Dessa forma teremos uma margem de segurança para um trabalho eficiente e sem riscos.

Cuidados - Devemos em primeiro lugar respeitar a frequência cardíaca máxima, que ao longo dos anos tende a diminuir substancialmente. Trabalhar numa margem segura e confortável ao idoso é imprescindível, tendo sempre em vista a idade, fazendo assim um cálculo correto para determinar o máximo de batimentos que ele deverá alcançar para realizar a prática da corrida de uma maneira saudável e confiável.

Outro fator a que devemos atentar é a pressão sanguínea, que tende a aumentar mais a cada ano, assim para evitar riscos maiores ao coração devemos aferir a pressão inicialmente e após o treinamento da corrida, tendo a implantação de uma planilha que nos evidencia a margem segura nos treinos.

Nunca devemos esquecer que cada um tem um ritmo, cada ser possui sua individualidade biológica, por isso com o idoso não deve existir diferença, deve-se respeitar o ritmo de corrida que este pode alcançar. Com isso, o treinador em posse dos equipamentos para avaliação durante o treino irá controlar toda e qualquer eventualidade que ocorra durante o treinamento.

O alongamento e o aquecimento devem ser realizados sempre antes da corrida, assim prepara-se a musculatura para o esforço que virá. Além disso, melhora a flexibilidade e amplitude de movimento do idoso, que já não é tão boa assim, e ainda colabora para conservar a musculatura a fim de evitar lesões durante a atividade.

Enfim, um idoso correndo, se bem orientado e seguindo as recomendações do treinador, pode chegar aos 100 anos correndo em boa forma física e mental. Incentivar o idoso às boas práticas físicas é necessário e faz bem a todos: a nós profissionais que promovemos o retardamento do envelhecimento e aos idosos que fazendo uma atividade como a corrida, conseguem preservar sua independência funcional. Também há uma elevação na auto estima, visto que o bem estar proporcionado pela corrida tende a elevar o orgulho e alegria do idoso.


O Idoso e a corrida: uma combinação possível

Caminhada · 28 mar, 2011

A partir deste mês o Webrun conta com um novo colunista: o professor Thomas Souza, preparador físico com enfoque na qualidade de vida e consultor de atividade física e terceira idade.

Incomum, temível, controverso? Tudo isso se encaixa perfeitamente na cabeça de muitas pessoas quando o assunto é a corrida e o idoso. Mas quem disse que o idoso não pode correr? Visto que essas pessoas que chegam agora à terceira idade por toda sua vida correram em certa parte da vida, não seria agora que deixariam de lado esta prática tão espetacular, promotora de grandes benefícios, para ao menos promover a manutenção dos sistemas orgânicos por um tempo maior, retardando assim o envelhecimento.

Porém, fica claro que, por se tratar de pessoas numa população especial, o treinamento e as práticas de corrida devem ter certas precauções ao colocar o idoso numa pista de corrida. É certa a grande colaboração que o exercício físico traz à população idosa. Isso é de grande valia para a saúde e qualidade de vida que muitas vezes se perde ao chegar nesse ponto da vida, por isso cabe a nós profissionais ir à busca de um treinamento confortável e que leve benefício ao extremo no caso dos nossos alunos.

Tem-se como benefício da corrida melhorar o bem estar geral, a melhora da condição da saúde física e o mais importante: preservar a independência dos praticantes que estão na terceira idade. Vale lembrar que a corrida é uma das intervenções mais eficientes quanto à melhora da qualidade de vida de todos os praticantes e também dos idosos, pois auxilia no controle das mudanças ocorridas pelo processo de envelhecimento, promovendo a completa autonomia nas atividades do cotidiano.

Com todas as alterações que acometem as pessoas de mais idade, há muito sofrimento, sendo que ocorrem restrições quanto a sua capacidade de locomoção, o que pode implicar em quedas e dificuldades na realização de atividades da vida diária, levando a total incapacidade funcional. Por isso, incentivar o idoso a praticar uma atividade é super importante, mais ainda se a atividade estimular sua locomoção e padrão de caminhada, fazendo com que este não se debilite a ponto de sofrer quedas e continuar sua vida sem maiores problemas.

Para que possamos colocar o idoso na pista de corrida devemos atentar a certos fatores importantes quanto aos aspectos de saúde de uma pessoa na terceira idade. Dessa forma teremos uma margem de segurança para um trabalho eficiente e sem riscos.

Cuidados - Devemos em primeiro lugar respeitar a frequência cardíaca máxima, que ao longo dos anos tende a diminuir substancialmente. Trabalhar numa margem segura e confortável ao idoso é imprescindível, tendo sempre em vista a idade, fazendo assim um cálculo correto para determinar o máximo de batimentos que ele deverá alcançar para realizar a prática da corrida de uma maneira saudável e confiável.

Outro fator a que devemos atentar é a pressão sanguínea, que tende a aumentar mais a cada ano, assim para evitar riscos maiores ao coração devemos aferir a pressão inicialmente e após o treinamento da corrida, tendo a implantação de uma planilha que nos evidencia a margem segura nos treinos.

Nunca devemos esquecer que cada um tem um ritmo, cada ser possui sua individualidade biológica, por isso com o idoso não deve existir diferença, deve-se respeitar o ritmo de corrida que este pode alcançar. Com isso, o treinador em posse dos equipamentos para avaliação durante o treino irá controlar toda e qualquer eventualidade que ocorra durante o treinamento.

O alongamento e o aquecimento devem ser realizados sempre antes da corrida, assim prepara-se a musculatura para o esforço que virá. Além disso, melhora a flexibilidade e amplitude de movimento do idoso, que já não é tão boa assim, e ainda colabora para conservar a musculatura a fim de evitar lesões durante a atividade.

Enfim, um idoso correndo, se bem orientado e seguindo as recomendações do treinador, pode chegar aos 100 anos correndo em boa forma física e mental. Incentivar o idoso às boas práticas físicas é necessário e faz bem a todos: a nós profissionais que promovemos o retardamento do envelhecimento e aos idosos que fazendo uma atividade como a corrida, conseguem preservar sua independência funcional. Também há uma elevação na auto estima, visto que o bem estar proporcionado pela corrida tende a elevar o orgulho e alegria do idoso.

Corrida e Caminhada Wet n Wild tem inscrição até sexta-feira

Caminhada · 22 mar, 2011

A inscrição para a oitava edição da Corrida e Caminhada Wet'n Wild foi prorrogada até sexta-feira (25). O evento que ocorre dia três de abril contará com show gratuito da banda Paralamas do Sucesso após a prova e os competidores poderão aproveitar as 22 atrações do parque aquático.

O trajeto será realizado em estradas de terra ao redor do parque e oferece percursos de cinco quilômetros e dez quilômetros de corrida de rua e cinco quilômetros de caminhada. As provas de todas as modalidades têm início marcado para as 8h e término previsto para as 11h.

O prêmio para o primeiro colocado de cada modalidade é uma diária no Quality Resorts Itupeva, com meia pensão e dois ingressos para o Wet'n Wild. Todos os participantes da prova têm direito a um ingresso de cortesia e a quatro ingressos pelo valor de R$ 40, vendidos nas bilheterias do Wet'n Wild, que funcionará normalmente no dia da prova.

Os valores das inscrições variam de R$ 60 a R$ 90 e podem ser adquiridos de acordo com as informações do site oficial do parque aquático www.wetnwild.com.br.

Prevenir é melhor que remediar! Como evitar lesões?

Atualmente, as áreas ligadas à medicina esportiva não se preocupam somente com o tratamento de lesões. Mais do que nunca, a velha máxima que diz “é melhor prevenir do que remediar” é uma questão colocada com considerável freqüência nos diversos setores da medicina esportiva.

Para que haja um entendimento completo de todos os fatores relacionados à prevenção de lesões em atletas de corrida, é preciso traçar todos os fatores de risco associados a esta modalidade esportiva.

Vamos a alguns fatores de risco bem típicos de atletas de corrida:

  • Excesso de peso;
  • Lesões prévias;
  • Dores sem diagnóstico;
  • Freqüência irregular de treinos;
  • Ausência de exercícios de reforço muscular, alongamento e educativos;
  • Falta de orientação profissional;
  • Treinamento inadequado;
  • Alterações biomecânicas.

    Sabemos que uma pessoa sedentária, ao decidir começar a prática esportiva, normalmente está acima de seu peso ideal, o que pode ocasionar uma sobrecarga articular. Uma regra simples para identificar se o atleta está com sobrepeso é fazer o calculo de seu IMC (Índice de Massa Corporal). A fórmula em questão consiste na divisão do peso pela altura do atleta ao quadrado.

    Se esse índice estiver acima de 24,9 é preciso cautela ao começar os treinos! O mais recomendado seria iniciar com caminhadas, exercícios de baixo impacto, para depois partir efetivamente para os treinos de corrida.

    As patologias prévias são fatores importantes para medirmos a chance de um atleta sofrer uma nova lesão. Quem já teve alguma, fica mais susceptível a sofrer algum outro tipo de lesão por sobrecarga. Por isso é importante tratar lesões de maneira adequada e descobrir qual o fator exato que ocasionou o problema.

    É necessário ter bastante atenção com os comuns desconfortos sem diagnósticos médicos, que normalmente aparecem logo após um treino, ou no início de uma corrida, e logo passam. O atleta acaba “esquecendo” desta dor e continua treinando. Desta forma, uma coisa que pode ser simples, acaba se tornando uma grande lesão por negligência do próprio atleta. Vale destacar que sentir dor nunca é normal e, portanto, sempre que ela aparecer, é necessário procurar orientação médica. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o prognóstico!

    A freqüência de treinos realizada também nos diz se o atleta tem potencial para adquirir uma lesão. Corredores que treinam menos que três vezes por semana e mais do que cinco vezes por semana estão mais sujeitos a sofrer uma lesão. No primeiro caso, por falta de adaptação fisiológica do organismo frente ao estímulo dado, e no segundo, por sobrecarga articular, por não ter um descanso suficiente.

    Exercícios extras - Os exercícios de reforço muscular, principalmente em membros inferiores, são essenciais para dissipar corretamente as energias e impactos recebidos durante o esporte. A manutenção de flexibilidade adequada também é importante para manter uma postura correta enquanto se corre, evitando compensações físicas.

    Também vale um olhar especial para os exercícios educativos, que coordenam melhor o gesto esportivo, dando mais equilíbrio às passadas, melhorando todo o posicionamento do corpo enquanto se corre. E é aí que entra a necessidade de treinamento com orientação profissional de especialistas em educação física, que conseguem enxergar onde as passadas precisam ser lapidadas, onde que o atleta pode melhorar sua performance, se está com uma postura adequada etc.

    Outro fator de risco que merece atenção são os tipos de piso. É importante intercalar asfalto e cimento, com pisos menos rígidos como grama e terra batida, (ou mesmo a esteira), pois desta forma o nível de impacto na musculatura e nas articulações é minimizado.

    Por fim, as alterações biomecânicas são as variações do próprio corpo do atleta, como, por exemplo, desvios posturais, joelhos valgos ou varos, pés planos ou cavos, rotações de tronco. Ao perceber algum desvio biomecânico é de suma importância realizar uma avaliação e até mesmo um trabalho postural, como forma de prevenir e curar as lesões já existentes, que algumas vezes tornam-se recorrentes.

    Por tudo que foi aqui descrito, fica a impressão de que prevenir de maneira correta é uma questão bastante trabalhosa. Pelo contrário! Apesar dos vários fatores de risco, o trabalho de prevenção é simples e efetivo. Vale à pena investir!


  • Prevenir é melhor que remediar! Como evitar lesões?

    Caminhada · 22 mar, 2011

    Atualmente, as áreas ligadas à medicina esportiva não se preocupam somente com o tratamento de lesões. Mais do que nunca, a velha máxima que diz “é melhor prevenir do que remediar” é uma questão colocada com considerável freqüência nos diversos setores da medicina esportiva.

    Para que haja um entendimento completo de todos os fatores relacionados à prevenção de lesões em atletas de corrida, é preciso traçar todos os fatores de risco associados a esta modalidade esportiva.

    Vamos a alguns fatores de risco bem típicos de atletas de corrida:

  • Excesso de peso;
  • Lesões prévias;
  • Dores sem diagnóstico;
  • Freqüência irregular de treinos;
  • Ausência de exercícios de reforço muscular, alongamento e educativos;
  • Falta de orientação profissional;
  • Treinamento inadequado;
  • Alterações biomecânicas.

    Sabemos que uma pessoa sedentária, ao decidir começar a prática esportiva, normalmente está acima de seu peso ideal, o que pode ocasionar uma sobrecarga articular. Uma regra simples para identificar se o atleta está com sobrepeso é fazer o calculo de seu IMC (Índice de Massa Corporal). A fórmula em questão consiste na divisão do peso pela altura do atleta ao quadrado.

    Se esse índice estiver acima de 24,9 é preciso cautela ao começar os treinos! O mais recomendado seria iniciar com caminhadas, exercícios de baixo impacto, para depois partir efetivamente para os treinos de corrida.

    As patologias prévias são fatores importantes para medirmos a chance de um atleta sofrer uma nova lesão. Quem já teve alguma, fica mais susceptível a sofrer algum outro tipo de lesão por sobrecarga. Por isso é importante tratar lesões de maneira adequada e descobrir qual o fator exato que ocasionou o problema.

    É necessário ter bastante atenção com os comuns desconfortos sem diagnósticos médicos, que normalmente aparecem logo após um treino, ou no início de uma corrida, e logo passam. O atleta acaba “esquecendo” desta dor e continua treinando. Desta forma, uma coisa que pode ser simples, acaba se tornando uma grande lesão por negligência do próprio atleta. Vale destacar que sentir dor nunca é normal e, portanto, sempre que ela aparecer, é necessário procurar orientação médica. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o prognóstico!

    A freqüência de treinos realizada também nos diz se o atleta tem potencial para adquirir uma lesão. Corredores que treinam menos que três vezes por semana e mais do que cinco vezes por semana estão mais sujeitos a sofrer uma lesão. No primeiro caso, por falta de adaptação fisiológica do organismo frente ao estímulo dado, e no segundo, por sobrecarga articular, por não ter um descanso suficiente.

    Exercícios extras - Os exercícios de reforço muscular, principalmente em membros inferiores, são essenciais para dissipar corretamente as energias e impactos recebidos durante o esporte. A manutenção de flexibilidade adequada também é importante para manter uma postura correta enquanto se corre, evitando compensações físicas.

    Também vale um olhar especial para os exercícios educativos, que coordenam melhor o gesto esportivo, dando mais equilíbrio às passadas, melhorando todo o posicionamento do corpo enquanto se corre. E é aí que entra a necessidade de treinamento com orientação profissional de especialistas em educação física, que conseguem enxergar onde as passadas precisam ser lapidadas, onde que o atleta pode melhorar sua performance, se está com uma postura adequada etc.

    Outro fator de risco que merece atenção são os tipos de piso. É importante intercalar asfalto e cimento, com pisos menos rígidos como grama e terra batida, (ou mesmo a esteira), pois desta forma o nível de impacto na musculatura e nas articulações é minimizado.

    Por fim, as alterações biomecânicas são as variações do próprio corpo do atleta, como, por exemplo, desvios posturais, joelhos valgos ou varos, pés planos ou cavos, rotações de tronco. Ao perceber algum desvio biomecânico é de suma importância realizar uma avaliação e até mesmo um trabalho postural, como forma de prevenir e curar as lesões já existentes, que algumas vezes tornam-se recorrentes.

    Por tudo que foi aqui descrito, fica a impressão de que prevenir de maneira correta é uma questão bastante trabalhosa. Pelo contrário! Apesar dos vários fatores de risco, o trabalho de prevenção é simples e efetivo. Vale à pena investir!

  • Santa Casa SP busca voluntários para pesquisa sobre tendinite patelar

    A equipe de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo está recrutando voluntários para uma pesquisa científica com pacientes diagnosticados com tendinite patelar. Todos serão orientados detalhadamente sobre a pesquisa, sobre os riscos e benefícios envolvidos e terão garantia de tratamento gratuito.

    Serão utilizados três métodos de tratamento: aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP); terapia de ondas de choque e fisioterapia excêntrica. A qualquer momento o voluntário poderá entrar em contato com o pesquisador e estará livre para abandonar o protocolo por qualquer motivo.

    O foco da pesquisa está em pessoas que praticam atividade física pelo menos uma vez por semana e sentem dor na região do tendão patelar há pelo menos três meses. Antes do início das pesquisas, os pacientes serão submetidos a um exame de Ressonância Magnética.

    Os interessados deverão entrar em contato com o Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo pelo email [email protected].


    Santa Casa SP busca voluntários para pesquisa sobre tendinite patelar

    Atletismo · 17 mar, 2011

    A equipe de traumatologia do esporte da Santa Casa de São Paulo está recrutando voluntários para uma pesquisa científica com pacientes diagnosticados com tendinite patelar. Todos serão orientados detalhadamente sobre a pesquisa, sobre os riscos e benefícios envolvidos e terão garantia de tratamento gratuito.

    Serão utilizados três métodos de tratamento: aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP); terapia de ondas de choque e fisioterapia excêntrica. A qualquer momento o voluntário poderá entrar em contato com o pesquisador e estará livre para abandonar o protocolo por qualquer motivo.

    O foco da pesquisa está em pessoas que praticam atividade física pelo menos uma vez por semana e sentem dor na região do tendão patelar há pelo menos três meses. Antes do início das pesquisas, os pacientes serão submetidos a um exame de Ressonância Magnética.

    Os interessados deverão entrar em contato com o Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo pelo email [email protected].

    Saiba mais sobre trombose venosa profunda

    O colunista do Webrun de medicina esportiva, Dr. Neto, explica mais sobre a trombose venosa profunda. Essa doença pode ser associada a diversos fatores, inclusive longas viagens rodoviárias e aéreas.

    A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição clínica extremamente séria, potencialmente grave, na qual um coágulo sanguíneo entope alguma veia do sistema vascular profundo, geralmente dos membros inferiores. Ele desenvolve uma reação inflamatória do vaso e compromete o fluxo de sangue que estaria retornando ao coração. A TVP é relativamente comum (50 casos/ 100 mil habitantes) e provoca dores nas pernas, edema (inchaço), aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha), e até úlceras de estase (feridas).

    O desenvolvimento da trombose venosa profunda pode estar relacionado a alguns fatores, como estase venosa (diminuição da velocidade de circulação do sangue), lesões nas paredes internas dos vasos sanguíneos e aumento da capacidade de coagulação do sangue (hipercoagulabilidade). Ocorre com maior frequência em portadores de determinadas condições predisponentes, como uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal.

    Pode também estar associado ao tabagismo, a portadores de insuficiência cardíaca, à presença de veias incompetentes (varizes), tumores malignos, obesidade, idade avançada ou história prévia de TVP. Qualquer situação de imobilização prolongada, como períodos longos de recuperação pós-operatória, paralisias ou longas viagens aéreas ou rodoviárias, também podem desencadear o aparecimento da TVP.

    Tratamento - O tratamento basicamente envolve a administração de drogas anticoagulantes para que o coágulo seja dissolvido, e a recuperação normalmente é total. Portanto, se o tratamento adequado for instituído, são grandes as chances do paciente se recuperar e retornar ao seu desempenho anterior.


    Saiba mais sobre trombose venosa profunda

    Atletismo · 15 mar, 2011

    O colunista do Webrun de medicina esportiva, Dr. Neto, explica mais sobre a trombose venosa profunda. Essa doença pode ser associada a diversos fatores, inclusive longas viagens rodoviárias e aéreas.

    A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição clínica extremamente séria, potencialmente grave, na qual um coágulo sanguíneo entope alguma veia do sistema vascular profundo, geralmente dos membros inferiores. Ele desenvolve uma reação inflamatória do vaso e compromete o fluxo de sangue que estaria retornando ao coração. A TVP é relativamente comum (50 casos/ 100 mil habitantes) e provoca dores nas pernas, edema (inchaço), aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha), e até úlceras de estase (feridas).

    O desenvolvimento da trombose venosa profunda pode estar relacionado a alguns fatores, como estase venosa (diminuição da velocidade de circulação do sangue), lesões nas paredes internas dos vasos sanguíneos e aumento da capacidade de coagulação do sangue (hipercoagulabilidade). Ocorre com maior frequência em portadores de determinadas condições predisponentes, como uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal.

    Pode também estar associado ao tabagismo, a portadores de insuficiência cardíaca, à presença de veias incompetentes (varizes), tumores malignos, obesidade, idade avançada ou história prévia de TVP. Qualquer situação de imobilização prolongada, como períodos longos de recuperação pós-operatória, paralisias ou longas viagens aéreas ou rodoviárias, também podem desencadear o aparecimento da TVP.

    Tratamento - O tratamento basicamente envolve a administração de drogas anticoagulantes para que o coágulo seja dissolvido, e a recuperação normalmente é total. Portanto, se o tratamento adequado for instituído, são grandes as chances do paciente se recuperar e retornar ao seu desempenho anterior.

    Atletas que não usam óculos de sol podem sofrer com doenças oculares

    O verão ainda não acabou e, em país tropical como o Brasil, a previsão de dias ensolarados existe mesmo em outras estações do ano. Por isso, o oftalmologista Roberto Molero recomenda aos atletas protegerem os olhos durante exposição solar a fim de evitar alguns problemas na visão. “Em um dia ensolarado, se for pensar a curto prazo, usar o óculos é uma questão apenas de conforto, mas a médio e longo prazo os óculos são importantes para prevenir diversas doenças da córnea, do cristalino e da retina”, alerta o especialista.

    Segundo Molero, o efeito nocivo da irradiação ultravioleta é o surgimento de membranas vermelhas, no canto do olho, além de ceratites, que afetam a superfície da córnea. No cristalino também pode aparecer catarata e na retina há risco de queimadura. “Quem pratica esportes de inverno precisa de um cuidado ainda maior, pois as queimaduras na neve são gravíssimas. Não é apenas dor que a pessoa vai sentir, a visão pode demorar horas para voltar ao normal”, conta Roberto, que também pede atenção na hora de comprar um óculos. “Esses de camelôs não protegem nada, o ideal é comprar num lugar de confiança”, avisa.

    Já se a motivação para usar o acessório é questão de conforto, o coordenador de Treinamentos da Oakley no Brasil, Guilherme Tremante, garante que as lentes polarizadas da marca são as que proporcionam melhor performance para atletas de alto nível. “Uma das tecnologias aplicadas nas lentes polarizadas da nossa marca é o revestimento com Iridium Polorized, que nos dias mais ensolarados filtram o brilho ofuscante refletido em superfícies planas, ou seja, reduz o brilho e equilibra a transmissão da luz do aslfalto, da água e da neve”.

    Ainda de acordo com Guilherme, estes produtos são vistos com frequência em competições na neve, moto e bikecross, triatlhon, entre outras, ajudando competidores a tirarem o melhor de si em cada prova. Tremante destaca a resistência a impactos e a tecnologia hidrofóbica dos óculos. “O produto cumpre todas as normas de resistência a impactos da American National Standards Institut. Enquanto a tecnologia hidrofóbica ajuda a manter a visão clara e nítida ao evitar o acúmulo de água e repelir óleos e impurezas nas lentes”.

    Confira as demais vantagens que o fabricante descreve sobre os óculos de alto desempenho:

  • Hiper Definição Óptica: todas as lentes polarizadas da Oakley utilizam uma série de tecnologias, que inclui inovações patenteadas com claridade óptica e bom desempenho.

  • Eixo de Polarização: a orientação do filtro polarizador é crucial para o desempenho. Sendo assim, as lentes polarizadas da marca mantêm a precisão severa de normas internacionais.

  • Molde por Infusão: o material de lentes se une ao filtro polarizador no nível molecular para eliminar a distorção.

  • Cores das Lentes: é possível escolher lentes para os mais diferenciados ambientes e condições de iluminação, a partir de um espectro de cores opcionais.

  • Emissão Polarizada: esta medida de eficiência de polarização excede 99% nas lentes polarizadas da Oakley


  • Atletas que não usam óculos de sol podem sofrer com doenças oculares

    Atletismo · 10 mar, 2011

    O verão ainda não acabou e, em país tropical como o Brasil, a previsão de dias ensolarados existe mesmo em outras estações do ano. Por isso, o oftalmologista Roberto Molero recomenda aos atletas protegerem os olhos durante exposição solar a fim de evitar alguns problemas na visão. “Em um dia ensolarado, se for pensar a curto prazo, usar o óculos é uma questão apenas de conforto, mas a médio e longo prazo os óculos são importantes para prevenir diversas doenças da córnea, do cristalino e da retina”, alerta o especialista.

    Segundo Molero, o efeito nocivo da irradiação ultravioleta é o surgimento de membranas vermelhas, no canto do olho, além de ceratites, que afetam a superfície da córnea. No cristalino também pode aparecer catarata e na retina há risco de queimadura. “Quem pratica esportes de inverno precisa de um cuidado ainda maior, pois as queimaduras na neve são gravíssimas. Não é apenas dor que a pessoa vai sentir, a visão pode demorar horas para voltar ao normal”, conta Roberto, que também pede atenção na hora de comprar um óculos. “Esses de camelôs não protegem nada, o ideal é comprar num lugar de confiança”, avisa.

    Já se a motivação para usar o acessório é questão de conforto, o coordenador de Treinamentos da Oakley no Brasil, Guilherme Tremante, garante que as lentes polarizadas da marca são as que proporcionam melhor performance para atletas de alto nível. “Uma das tecnologias aplicadas nas lentes polarizadas da nossa marca é o revestimento com Iridium Polorized, que nos dias mais ensolarados filtram o brilho ofuscante refletido em superfícies planas, ou seja, reduz o brilho e equilibra a transmissão da luz do aslfalto, da água e da neve”.

    Ainda de acordo com Guilherme, estes produtos são vistos com frequência em competições na neve, moto e bikecross, triatlhon, entre outras, ajudando competidores a tirarem o melhor de si em cada prova. Tremante destaca a resistência a impactos e a tecnologia hidrofóbica dos óculos. “O produto cumpre todas as normas de resistência a impactos da American National Standards Institut. Enquanto a tecnologia hidrofóbica ajuda a manter a visão clara e nítida ao evitar o acúmulo de água e repelir óleos e impurezas nas lentes”.

    Confira as demais vantagens que o fabricante descreve sobre os óculos de alto desempenho:

  • Hiper Definição Óptica: todas as lentes polarizadas da Oakley utilizam uma série de tecnologias, que inclui inovações patenteadas com claridade óptica e bom desempenho.

  • Eixo de Polarização: a orientação do filtro polarizador é crucial para o desempenho. Sendo assim, as lentes polarizadas da marca mantêm a precisão severa de normas internacionais.

  • Molde por Infusão: o material de lentes se une ao filtro polarizador no nível molecular para eliminar a distorção.

  • Cores das Lentes: é possível escolher lentes para os mais diferenciados ambientes e condições de iluminação, a partir de um espectro de cores opcionais.

  • Emissão Polarizada: esta medida de eficiência de polarização excede 99% nas lentes polarizadas da Oakley

  • Gorduras podem não causar problemas cardíacos…

    A Nutrição é um campo de estudo que, assim como tantas outras áreas da saúde humana, há poucas décadas utiliza métodos científicos para tirar suas conclusões daquilo que funciona ou não, do que faz bem ou mal. Um dos maiores desafios na Nutrição é o de estudar o ser humano em um aspecto tão errático e com incontáveis variáveis, o seu hábito alimentar. As pessoas, lembremos, provavelmente devem mentir tanto em anamnese alimentar, quanto em pesquisas sobre hábitos sexuais o que só dificulta.

    Por outro lado, os inúmeros nutrientes e variáveis de nossa rotina tornam dificílimo o isolamento dos efeitos de uma substância ou nutriente em nossa saúde. Somemos a isso os mitos que foram sendo criados quando o rigor científico não era regra geral. Afinal, quem nunca ouviu falar que devemos beber de dois a três litros de água por dia? De onde vem esse número? E a ideia de que a temperatura corporal sobe alguns graus com o exercício? Você já viu algum estudo que comprove isso? Eu posso apostar que não, pois o mais recente deve ser mais velho do que eu ou você.

    Uma das coisas mais difíceis é você defender algo e depois mudar radicalmente de posição. E foi lendo alguns estudos e um livro magistral que tive que rever com certo constrangimento algumas coisas que sempre acreditei. Basicamente, e toda simplificação de temas complexos é um pouco perigoso, sempre defendi junto com a maioria dos nutricionistas a ideia de que devemos restringir ao máximo o consumo de gorduras saturadas pela sua relação com problemas cardíacos e o colesterol. Mas isso será mesmo verdade? Todo médico ou nutricionista dirá que sim.

    Teorias - Nos anos 60, o fisiologista Ancel Keys criou uma teoria que estabeleceu os fundamentos do que pode vir a ser um dos maiores equívocos das ciências da saúde: a relação direta entre gordura, colesterol e problemas cardíacos. As pessoas evitam ovos por causa do colesterol pensando em nunca ter infarto, mas hoje sabemos que a alimentação é responsável por apenas 1/3 dos níveis de colesterol. Mas o pior não é isso, há cada vez mais evidências de que o colesterol e a gordura têm um peso muito menor em nossa saúde.

    A economia comportamental, tão em voga atualmente, explica como a teoria de Keys foi se auto-alimentando mesmo trapaceando a ciência. Keys especulou que quanto mais gordura se ingere, mais alto o colesterol e mais riscos temos. Na falta de dados (e eles quase sempre serão inexatos na Nutrição), Keys usou de uma associação totalmente falha e caduca para provar sua tese. Como ela em teoria fazia todo sentido, por décadas centenas de cientistas usaram o viés da confirmação para encontrar apenas resultados que confirmassem a tese de Keys mesmo que para isso – e agora o mais importante – sem más intenções, deixassem de publicar estudos que contrariassem a tese dessa relação achando que houvera erros metodológicos.

    Por que estou dizendo tudo isso?
    O excelente livro de Gary Taubes, “Good Calories, Bad Calories” (ainda não publicado no Brasil), lista uma série infindável de estudos que mostram que a relação gordura-colesterol-infarto não é garantida. O colesterol alto é encontrado em muitos cardiopatas, mas o colesterol baixo também. Keys parece ter acusado um vilão e o julgamento foi mais do que precipitado.

    Comer gordura mataria? - Alguns dos estudos são incríveis, mostram que se o colesterol alto “mata”, ensina que o baixo também mata. Comer gordura mataria? Não comer acaba resultando em mais câncer. Estranho, não? E o que dizer da falta de correlação em inúmeras populações entre consumo de gordura e colesterol e a incidência de problemas cardíacos?

    Se o maior erro de Keys foi simplificar algo tão complexo, tornando vilã a gordura quando são inúmeros nutrientes em nossa alimentação, não deixa de ser menos ingênuo menosprezar ou ignorar o peso do estilo de vida da pessoa. Como gordura entupindo vasos fazia sentido e parecia científico, virou verdade e se busca até hoje comprovar que bacon e ovo entopem as artérias.

    E então chegamos a um dilema, porque para os estudos mostrando que dieta rica em gordura prejudica nossos casos sanguíneos, há outras mostrando que é inofensiva ou mesmo pode fazer bem.

    O vai e vem dos protagonistas

    O ovo já foi réu, a gordura trans já foi salvação, Atkins virou celebridade, foi depois execrado e muitas vitaminas já foram tidas como a salvação do futuro. Esse vai e vem não ajuda justamente por gerar descrédito e esperanças vãs. Mas o pior é que ela gera correria em direção ao fogo. Passamos a nos entupir de carboidrato com medo de gordura e cada vez mais a ciência vai descobrindo que os açúcares simples são os grandes vilões. À época, nem Keys nem os demais puderam ver nas entrelinhas que a “sombra” da gordura fez com que o açúcar e a farinha de trigo (refinada) involuntariamente se inocentassem, justo elas que parecem ser as principais responsáveis pelo imenso aumento nos casos de problemas cardíacos e diabetes.

    O assunto é longo. Longe de querer absolver a gordura ou liberar seu consumo os profissionais da saúde precisarão rever completamente suas recomendações porque, se comer menos gordura reduz a ingestão calórica (e o peso tem grande influência em nossa saúde), por outro lado ela parece não ter papel único e central nas doenças do coração.

    Se é difícil hoje fugirmos da gordura, as farinhas e açúcar estão igualmente introduzidos por completo em nossas vidas.

    Para fechar, a tática de alguns fármacos redutores de colesterol, sob o olhar das novas teorias, é tão efetiva quanto montar uma academia dentro do escritório achando que a simples presença das máquinas nos trará condicionamento. Você pode até reduzir os valores do colesterol, mas o inimigo, ainda nem sequer totalmente identificado, permanece lá em uma forma bem doce.


    Gorduras podem não causar problemas cardíacos…

    Atletismo · 08 mar, 2011

    A Nutrição é um campo de estudo que, assim como tantas outras áreas da saúde humana, há poucas décadas utiliza métodos científicos para tirar suas conclusões daquilo que funciona ou não, do que faz bem ou mal. Um dos maiores desafios na Nutrição é o de estudar o ser humano em um aspecto tão errático e com incontáveis variáveis, o seu hábito alimentar. As pessoas, lembremos, provavelmente devem mentir tanto em anamnese alimentar, quanto em pesquisas sobre hábitos sexuais o que só dificulta.

    Por outro lado, os inúmeros nutrientes e variáveis de nossa rotina tornam dificílimo o isolamento dos efeitos de uma substância ou nutriente em nossa saúde. Somemos a isso os mitos que foram sendo criados quando o rigor científico não era regra geral. Afinal, quem nunca ouviu falar que devemos beber de dois a três litros de água por dia? De onde vem esse número? E a ideia de que a temperatura corporal sobe alguns graus com o exercício? Você já viu algum estudo que comprove isso? Eu posso apostar que não, pois o mais recente deve ser mais velho do que eu ou você.

    Uma das coisas mais difíceis é você defender algo e depois mudar radicalmente de posição. E foi lendo alguns estudos e um livro magistral que tive que rever com certo constrangimento algumas coisas que sempre acreditei. Basicamente, e toda simplificação de temas complexos é um pouco perigoso, sempre defendi junto com a maioria dos nutricionistas a ideia de que devemos restringir ao máximo o consumo de gorduras saturadas pela sua relação com problemas cardíacos e o colesterol. Mas isso será mesmo verdade? Todo médico ou nutricionista dirá que sim.

    Teorias - Nos anos 60, o fisiologista Ancel Keys criou uma teoria que estabeleceu os fundamentos do que pode vir a ser um dos maiores equívocos das ciências da saúde: a relação direta entre gordura, colesterol e problemas cardíacos. As pessoas evitam ovos por causa do colesterol pensando em nunca ter infarto, mas hoje sabemos que a alimentação é responsável por apenas 1/3 dos níveis de colesterol. Mas o pior não é isso, há cada vez mais evidências de que o colesterol e a gordura têm um peso muito menor em nossa saúde.

    A economia comportamental, tão em voga atualmente, explica como a teoria de Keys foi se auto-alimentando mesmo trapaceando a ciência. Keys especulou que quanto mais gordura se ingere, mais alto o colesterol e mais riscos temos. Na falta de dados (e eles quase sempre serão inexatos na Nutrição), Keys usou de uma associação totalmente falha e caduca para provar sua tese. Como ela em teoria fazia todo sentido, por décadas centenas de cientistas usaram o viés da confirmação para encontrar apenas resultados que confirmassem a tese de Keys mesmo que para isso – e agora o mais importante – sem más intenções, deixassem de publicar estudos que contrariassem a tese dessa relação achando que houvera erros metodológicos.

    Por que estou dizendo tudo isso?
    O excelente livro de Gary Taubes, “Good Calories, Bad Calories” (ainda não publicado no Brasil), lista uma série infindável de estudos que mostram que a relação gordura-colesterol-infarto não é garantida. O colesterol alto é encontrado em muitos cardiopatas, mas o colesterol baixo também. Keys parece ter acusado um vilão e o julgamento foi mais do que precipitado.

    Comer gordura mataria? - Alguns dos estudos são incríveis, mostram que se o colesterol alto “mata”, ensina que o baixo também mata. Comer gordura mataria? Não comer acaba resultando em mais câncer. Estranho, não? E o que dizer da falta de correlação em inúmeras populações entre consumo de gordura e colesterol e a incidência de problemas cardíacos?

    Se o maior erro de Keys foi simplificar algo tão complexo, tornando vilã a gordura quando são inúmeros nutrientes em nossa alimentação, não deixa de ser menos ingênuo menosprezar ou ignorar o peso do estilo de vida da pessoa. Como gordura entupindo vasos fazia sentido e parecia científico, virou verdade e se busca até hoje comprovar que bacon e ovo entopem as artérias.

    E então chegamos a um dilema, porque para os estudos mostrando que dieta rica em gordura prejudica nossos casos sanguíneos, há outras mostrando que é inofensiva ou mesmo pode fazer bem.

    O vai e vem dos protagonistas

    O ovo já foi réu, a gordura trans já foi salvação, Atkins virou celebridade, foi depois execrado e muitas vitaminas já foram tidas como a salvação do futuro. Esse vai e vem não ajuda justamente por gerar descrédito e esperanças vãs. Mas o pior é que ela gera correria em direção ao fogo. Passamos a nos entupir de carboidrato com medo de gordura e cada vez mais a ciência vai descobrindo que os açúcares simples são os grandes vilões. À época, nem Keys nem os demais puderam ver nas entrelinhas que a “sombra” da gordura fez com que o açúcar e a farinha de trigo (refinada) involuntariamente se inocentassem, justo elas que parecem ser as principais responsáveis pelo imenso aumento nos casos de problemas cardíacos e diabetes.

    O assunto é longo. Longe de querer absolver a gordura ou liberar seu consumo os profissionais da saúde precisarão rever completamente suas recomendações porque, se comer menos gordura reduz a ingestão calórica (e o peso tem grande influência em nossa saúde), por outro lado ela parece não ter papel único e central nas doenças do coração.

    Se é difícil hoje fugirmos da gordura, as farinhas e açúcar estão igualmente introduzidos por completo em nossas vidas.

    Para fechar, a tática de alguns fármacos redutores de colesterol, sob o olhar das novas teorias, é tão efetiva quanto montar uma academia dentro do escritório achando que a simples presença das máquinas nos trará condicionamento. Você pode até reduzir os valores do colesterol, mas o inimigo, ainda nem sequer totalmente identificado, permanece lá em uma forma bem doce.

    Adriano Bastos fala sobre a briga corredores e ciclistas na USP

    Enquanto os responsáveis pela administração da Cidade Universitária da USP, na capital paulista, não implementarem normas para um melhor convívio entre corredores, ciclistas e a comunidade local, a desorganização vai continuar. Brigas, desentendimentos e até acidentes estão propícios a acontecer no local, que aos sábados recebe milhares de pessoas para treinar.

    Em janeiro deste ano, exatamente um ano após o Fórum sobre uso de espaço público, nenhuma medida foi tomada e a corredora Ana Paula Alfano teve problemas ao solicitar ajuda de um funcionário do local. Em meio aos conflitos, a USP chegou a cogitar a possibilidade de proibir o uso do espaço para treinamentos, algo que desagrada gregos e troianos, ou melhor, amadores e elite.

    O heptcampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, é um dos atletas que usa a USP em suas rotinas de treino e se diz a favor de uma regulamentação, mas é contra a proibição de se treinar no campus. Assista ao vídeo em que o fundista fala sobre o assunto.


    Adriano Bastos fala sobre a briga corredores e ciclistas na USP

    Caminhada · 07 mar, 2011

    Enquanto os responsáveis pela administração da Cidade Universitária da USP, na capital paulista, não implementarem normas para um melhor convívio entre corredores, ciclistas e a comunidade local, a desorganização vai continuar. Brigas, desentendimentos e até acidentes estão propícios a acontecer no local, que aos sábados recebe milhares de pessoas para treinar.

    Em janeiro deste ano, exatamente um ano após o Fórum sobre uso de espaço público, nenhuma medida foi tomada e a corredora Ana Paula Alfano teve problemas ao solicitar ajuda de um funcionário do local. Em meio aos conflitos, a USP chegou a cogitar a possibilidade de proibir o uso do espaço para treinamentos, algo que desagrada gregos e troianos, ou melhor, amadores e elite.

    O heptcampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, é um dos atletas que usa a USP em suas rotinas de treino e se diz a favor de uma regulamentação, mas é contra a proibição de se treinar no campus. Assista ao vídeo em que o fundista fala sobre o assunto.