Caminhada

Caminhada celebra Dia Mundial da Imunodeficiência no primeiro de maio

Caminhada · 26 abr, 2011

Para comemorar o Dia Mundial da Imunodeficiência, no domingo, dia primeiro de maio, às oito horas, será realizada uma caminhada solidária no Parque do Ibirapuera. O objetivo do evento é chamar a atenção para a Imunodeficiência Primária, doença ocasionada por um distúrbio no sistema imunológico. A prova terá um trajeto longo de três quilômetros e um curto de um quilômetro, com narração ao longo da corrida.

Estima-se que aproximadamente 40 mil brasileiros tenham o problema, porém apenas dois mil foram diagnosticados e receberam tratamento adequado. O tratamento para a Imunodeficiência é oferecido pelo Ministério da Saúde, porém algumas famílias descobrem a doença, que pode ser fatal, tarde demais.

A verba arrecadada pela atividade, que encerra a Semana Mundial de Imunodeficiência Primária, realizada entre os dias 25 de abril e primeiro de maio, serão revertidas em ações de conscientização sobre a importância do diagnóstico e tratamento da doença. As inscrições podem ser feitas no site do webrun

Esforço físico pode provocar hérnia inguinal

A hérnia inguinal é uma situação muito comum e representa uma fraqueza da parede do canal inguinal, que ocorre na região da virilha e corresponde a 75% de todas as hérnias abdominais. Este tipo de hérnia é 25 vezes mais freqüente em homens do que em mulheres e pode ser dividida em dois tipos: a hérnia direta e a indireta.

Existem dois tipos hérnias diferentes, que pioram com esforços Crédito: Patryk Choiński/ Stock.xchng Existem dois tipos hérnias diferentes, que pioram com esforços Crédito: Patryk Choiński/ Stock.xchng

A fraqueza do canal inguinal causa a formação de um pertuito, por onde se insinuam as vísceras da cavidade abdominal, formando um abaulamento na região, com discreta dor associada, que piora durante esforços como tosse, evacuação e exercícios de levantamento de objetos pesados.

Tipos de Hérnias

  • As hérnias inguinais diretas são as hérnias decorrentes da fraqueza da parede do canal inguinal, sendo mais comuns em idosos e em pessoas que se submetem a grandes esforços da musculatura abdominal: tosse crônica, obstipação (prisão de ventre), obesidade e esforços físicos.

  • As hérnias inguinais indiretas ocorrem devido a uma falha congênita da região inguinal, a persistência após o nascimento do canal peritônio vaginal e, portanto, mais comuns em crianças e adultos jovens. Constitui-se em um diagnóstico cirúrgico pelo perigo que representa, caso as vísceras abdominais fiquem aprisionadas e estranguladas neste pertuito.

    Tratamento - A técnica cirúrgica consiste na colocação de uma tela sintética para corrigir o defeito do canal inguinal, sem tensão na sutura realizada pelo cirurgião, responsável por diversas vantagens: menores índices de recidiva, menor dor no período pós-operatório, menor necessidade de repouso e retorno mais rápido às atividades habituais do paciente. De qualquer maneira, a recomendação para corredores é para se manter dentro de limites seguros em seus exercícios no período pós cirurgia, até que a cicatrização se complete.


  • Esforço físico pode provocar hérnia inguinal

    Atletismo · 25 abr, 2011

    A hérnia inguinal é uma situação muito comum e representa uma fraqueza da parede do canal inguinal, que ocorre na região da virilha e corresponde a 75% de todas as hérnias abdominais. Este tipo de hérnia é 25 vezes mais freqüente em homens do que em mulheres e pode ser dividida em dois tipos: a hérnia direta e a indireta.

    Existem dois tipos hérnias diferentes, que pioram com esforços Crédito: Patryk Choiński/ Stock.xchng Existem dois tipos hérnias diferentes, que pioram com esforços Crédito: Patryk Choiński/ Stock.xchng

    A fraqueza do canal inguinal causa a formação de um pertuito, por onde se insinuam as vísceras da cavidade abdominal, formando um abaulamento na região, com discreta dor associada, que piora durante esforços como tosse, evacuação e exercícios de levantamento de objetos pesados.

    Tipos de Hérnias

  • As hérnias inguinais diretas são as hérnias decorrentes da fraqueza da parede do canal inguinal, sendo mais comuns em idosos e em pessoas que se submetem a grandes esforços da musculatura abdominal: tosse crônica, obstipação (prisão de ventre), obesidade e esforços físicos.

  • As hérnias inguinais indiretas ocorrem devido a uma falha congênita da região inguinal, a persistência após o nascimento do canal peritônio vaginal e, portanto, mais comuns em crianças e adultos jovens. Constitui-se em um diagnóstico cirúrgico pelo perigo que representa, caso as vísceras abdominais fiquem aprisionadas e estranguladas neste pertuito.

    Tratamento - A técnica cirúrgica consiste na colocação de uma tela sintética para corrigir o defeito do canal inguinal, sem tensão na sutura realizada pelo cirurgião, responsável por diversas vantagens: menores índices de recidiva, menor dor no período pós-operatório, menor necessidade de repouso e retorno mais rápido às atividades habituais do paciente. De qualquer maneira, a recomendação para corredores é para se manter dentro de limites seguros em seus exercícios no período pós cirurgia, até que a cicatrização se complete.

  • Dor no meio do pé pós-trauma pode ser lesão de lisfranc

    Alguns atletas quando tem dor no meio do pé após um acidente ou queda, questionam se fraturaram a região. Leia aqui sobre a fratura do mediopé na região de Lisfranc, para entender melhor como acontece e como se dá sua abordagem.

    Anatomia - As articulações do meio do pé são tarsometatarsais (lisfranc), compostas das bases dos cinco ossos metatarsais, os três ossos cuneiformes e o cubóide. (figura 1).

    A estabilidade dessa região é baseada na arquitetura óssea e no suporte ligamentar. Os cuneiformes e as bases metatarsais têm a forma de trapézio e a face mais larga no dorso, trazendo grande estabilidade ao sistema. Os ligamentos interósseos plantares e o ligamento de Lisfranc (base do segundo osso metatarsal – cunha medial - figura 2) auxiliam a estabilidade no plano transverso.

    Ligamento de Lisfranc - As inserções do tendão fibular longo e do tendão tibial posterior fornecem o suporte dinâmico da região. Mecanicamente o pé apresenta três colunas (Figura 3):

  • A coluna medial é formada pelo primeiro osso metatarsal, pelo cuneiforme medial e pelo navicular.

  • A coluna central é formada pelo segundo e pelo terceiro metatarsal e pelos cuneiformes intermédio e lateral.

  • A coluna lateral é formada pelos dois ossos metatarsais lateriais e pelo cubóide

    Mecanismo de Lesão de Lisfranc - O mecanismo de trauma pode ser direto ou indireto:

  • O trauma direto no pé é frequentemente associado a pequenas fraturas e à lesão de partes moles (tecidos).

  • A maioria das fraturas-luxações de Lisfranc é causada pelo mecanismo indireto onde a força é aplicada no eixo longitudinal, com o pé apoiado e o corpo projetado pra frente em rotação, formando um padrão de lesão variado (Figura 4).

    Diagnóstico - O diagnóstico requer um alto grau de atenção do examinador. O paciente politraumatizado deve ser avaliado com radiografias, simulando apoio plantar (dentro do possível). As radiografias do lado contralateral são úteis para comparação.
    Vale sempre lembrar os diagnósticos diferenciais nas situações onde não existem traumas, já que essa lesão ocorre em apenas 0,2% das fraturas.

    A tomografia computadorizada identifica aumento do espaço entre o primeiro e o segundo metatarsais nas lesões do ligamento de Lisfranc. A ressonância magnética pode auxiliar na identificação de lesões isoladas de ligamentos entre os ossos cuneiformes. (Lesão de Turco).

    Tratamento - O tratamento das lesões da articulação Lisfranc é baseado na manutenção de uma redução anatômica estável. O Tratamento conservador está reservado às lesões ligamentares isoladas do mediopé, geralmente só identificadas após RM. O paciente é imobilizado por seis a oito semanas com a carga sendo liberada progressivamente e neste período é feito fisioterapia.

    Desvios de 2mm levam a uma diminuição de 27% no contato na articulação de Lisfranc.
    Nas lesões com desvio maior do que 2mm estão indicadas a redução anatômica e fixação estável.(cirurgia).

    1. Ly TV, Coetzee JC. Treatment of primarily ligamentous Lisfranc joint injuries: primary arthrodesis compared with open reduction and internal fixation. A prospective,
    randomized study. J Bone Joint Surg Am 2006;88:514-20.

    2. Kuo RS, Tejwani NC, Digiovanni CW, Holt SK, Benirschke SK, Hansen ST Jr, et al.
    Outcome after open reduction and internal fixation of Lisfranc joint injuries. J Bone
    Joint Surg Am 2000;82-A:1609-18.

    3. Sangeorzan BJ, Veith RG, Hansen ST Jr.Salvage of Lisfranc’s tarsometatarsal joint by arthrodesis. Foot Ankle 1990;10:193-200.

    4. Richter M, Wippermann B, Krettek C, Schratt HE, Hufner T, Therman H.
    Fractures and fracture dislocations of the midfoot: occurrence, causes and long-term
    results. Foot Ankle Int 2001;22:392-8.

    5. Teng AL, Pinzur MS, Lomasney L, Mahoney L, Havey R. Functional outcome
    following anatomic restoration of tarsalmetatarsal fracture dislocation. Foot Ankle
    Int 2002;23:922-6.

    6. Yuen JS, Yung SW, Wong MK. Open reduction and temporary rigid internal
    fixation of Lisfranc fracture-dislocations. Singapore Med J 2001;42:255-8.

    7. Tan YH, Chin TW, Mitra AK, Tan SK. Tarsometatarsal (Lisfranc’s) injuries: results
    of open reduction and internal fixation. Ann Acad Med Singapore 1995;24:816-9.

    8. Pérez Blanco R, Rodríguez Merchán C, Canosa Sevillano R, Munuera Martínez L.
    Tarsometatarsal fractures and dislocations. J Orthop Trauma 1988;2:188-94.

    9. Arntz CT, Veith RG, Hansen ST Jr. Fractures and fracture-dislocations of the tarsometatarsal joint. J Bone Joint Surg Am 1988;70:173-81.

    10. Calder JD, Whitehouse SL, Saxby TS.Results of isolated Lisfranc injuries and the
    effect of compensation claims. J Bone Joint Surg Br 2004;86:527-30.

    11. Ebraheim e colaboradores (1996)


  • Dor no meio do pé pós-trauma pode ser lesão de lisfranc

    Caminhada · 21 abr, 2011

    Alguns atletas quando tem dor no meio do pé após um acidente ou queda, questionam se fraturaram a região. Leia aqui sobre a fratura do mediopé na região de Lisfranc, para entender melhor como acontece e como se dá sua abordagem.

    Anatomia - As articulações do meio do pé são tarsometatarsais (lisfranc), compostas das bases dos cinco ossos metatarsais, os três ossos cuneiformes e o cubóide. (figura 1).

    A estabilidade dessa região é baseada na arquitetura óssea e no suporte ligamentar. Os cuneiformes e as bases metatarsais têm a forma de trapézio e a face mais larga no dorso, trazendo grande estabilidade ao sistema. Os ligamentos interósseos plantares e o ligamento de Lisfranc (base do segundo osso metatarsal – cunha medial - figura 2) auxiliam a estabilidade no plano transverso.

    Ligamento de Lisfranc - As inserções do tendão fibular longo e do tendão tibial posterior fornecem o suporte dinâmico da região. Mecanicamente o pé apresenta três colunas (Figura 3):

  • A coluna medial é formada pelo primeiro osso metatarsal, pelo cuneiforme medial e pelo navicular.

  • A coluna central é formada pelo segundo e pelo terceiro metatarsal e pelos cuneiformes intermédio e lateral.

  • A coluna lateral é formada pelos dois ossos metatarsais lateriais e pelo cubóide

    Mecanismo de Lesão de Lisfranc - O mecanismo de trauma pode ser direto ou indireto:

  • O trauma direto no pé é frequentemente associado a pequenas fraturas e à lesão de partes moles (tecidos).

  • A maioria das fraturas-luxações de Lisfranc é causada pelo mecanismo indireto onde a força é aplicada no eixo longitudinal, com o pé apoiado e o corpo projetado pra frente em rotação, formando um padrão de lesão variado (Figura 4).

    Diagnóstico - O diagnóstico requer um alto grau de atenção do examinador. O paciente politraumatizado deve ser avaliado com radiografias, simulando apoio plantar (dentro do possível). As radiografias do lado contralateral são úteis para comparação.
    Vale sempre lembrar os diagnósticos diferenciais nas situações onde não existem traumas, já que essa lesão ocorre em apenas 0,2% das fraturas.

    A tomografia computadorizada identifica aumento do espaço entre o primeiro e o segundo metatarsais nas lesões do ligamento de Lisfranc. A ressonância magnética pode auxiliar na identificação de lesões isoladas de ligamentos entre os ossos cuneiformes. (Lesão de Turco).

    Tratamento - O tratamento das lesões da articulação Lisfranc é baseado na manutenção de uma redução anatômica estável. O Tratamento conservador está reservado às lesões ligamentares isoladas do mediopé, geralmente só identificadas após RM. O paciente é imobilizado por seis a oito semanas com a carga sendo liberada progressivamente e neste período é feito fisioterapia.

    Desvios de 2mm levam a uma diminuição de 27% no contato na articulação de Lisfranc.
    Nas lesões com desvio maior do que 2mm estão indicadas a redução anatômica e fixação estável.(cirurgia).

    1. Ly TV, Coetzee JC. Treatment of primarily ligamentous Lisfranc joint injuries: primary arthrodesis compared with open reduction and internal fixation. A prospective,
    randomized study. J Bone Joint Surg Am 2006;88:514-20.

    2. Kuo RS, Tejwani NC, Digiovanni CW, Holt SK, Benirschke SK, Hansen ST Jr, et al.
    Outcome after open reduction and internal fixation of Lisfranc joint injuries. J Bone
    Joint Surg Am 2000;82-A:1609-18.

    3. Sangeorzan BJ, Veith RG, Hansen ST Jr.Salvage of Lisfranc’s tarsometatarsal joint by arthrodesis. Foot Ankle 1990;10:193-200.

    4. Richter M, Wippermann B, Krettek C, Schratt HE, Hufner T, Therman H.
    Fractures and fracture dislocations of the midfoot: occurrence, causes and long-term
    results. Foot Ankle Int 2001;22:392-8.

    5. Teng AL, Pinzur MS, Lomasney L, Mahoney L, Havey R. Functional outcome
    following anatomic restoration of tarsalmetatarsal fracture dislocation. Foot Ankle
    Int 2002;23:922-6.

    6. Yuen JS, Yung SW, Wong MK. Open reduction and temporary rigid internal
    fixation of Lisfranc fracture-dislocations. Singapore Med J 2001;42:255-8.

    7. Tan YH, Chin TW, Mitra AK, Tan SK. Tarsometatarsal (Lisfranc’s) injuries: results
    of open reduction and internal fixation. Ann Acad Med Singapore 1995;24:816-9.

    8. Pérez Blanco R, Rodríguez Merchán C, Canosa Sevillano R, Munuera Martínez L.
    Tarsometatarsal fractures and dislocations. J Orthop Trauma 1988;2:188-94.

    9. Arntz CT, Veith RG, Hansen ST Jr. Fractures and fracture-dislocations of the tarsometatarsal joint. J Bone Joint Surg Am 1988;70:173-81.

    10. Calder JD, Whitehouse SL, Saxby TS.Results of isolated Lisfranc injuries and the
    effect of compensation claims. J Bone Joint Surg Br 2004;86:527-30.

    11. Ebraheim e colaboradores (1996)

  • Corrida Contra o Câncer de Mama já está com inscrições abertas

    Caminhada · 21 abr, 2011

    A primeira etapa de Corridas e Caminhadas Contra o Câncer de Mama será em Belo Horizonte (MG), no dia 15 de maio, no circuito da Lagoa da Pampulha, região de Pampulha. Foram disponibilizada quatro mil vagas, divididas entre a modalidade de corrida e caminhada.

    O percurso das duas provas é de aproximadamente cinco quilômetros, com largada às oito horas para a corrida e 8h25 para a caminhada. A inscrição para ambas custa R$ 45.

    A etapa seguinte será no Rio de Janeiro (RJ), no dia 22 de maio, no Monumento aos Expedicionários da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo. Em agosto, a competição acontece em São Paulo, representando uma bandeira de luta e disseminação da informação no controle do câncer de mama.

    As inscrições para já estão abertas e podem ser feitas no site oficial www.yescom.com.br

    Obesidade pode não ter relação com excesso de calorias

    Tem uma anedota que diz que um bêbado se arrasta debaixo de um poste de luz procurando suas chaves perdidas e, quando perguntam a razão daquilo, o homem responde que apenas procurava ali porque era o único local iluminado. Na nutrição e em muitas outras atividades acontece algo semelhante.

    Quero retomar meu artigo anterior, quando falei sobre as enormes dúvidas lançadas sobre a preocupação do colesterol na alimentação, num momento que ainda há enormes dúvidas da relação taxas de colesterol e risco cardíaco. Hoje, se analisarmos com mais cuidado os estudos pioneiros, descobrimos que os povos com baixa incidência de doenças cardíacas tinham um baixo consumo de gordura animal e apresentavam uma pequena ingestão de açúcares.

    Mas se o nosso foco está apenas em achar mais evidências dessa relação duvidosa entre colesterol e algumas cardiopatias, ficaremos como o bêbado, restringindo nossa busca, ignorando os demais fatos que contradizem essa teoria e buscando somente exemplos que a confirmem. No livro “Good Calories, Bad Calories” (sem lançamento no Brasil), o autor Gary Taubes toca em outro vespeiro sobre uma teoria muito em evidência na nutrição, a que “uma caloria é sempre uma caloria, independe de onde venha”.

    De acordo com esta tese, não importa se a caloria ingerida vem do bacon, de uma ameixa ou do uísque, pois nosso peso seria resultado de uma questão aritmética: se ingerimos mais do que gastamos, engordamos, do contrário, emagrecemos. Atualmente aceitamos bem a ideia que a genética pode definir nossa altura, nossa cor e até nossas qualidades, mas não conseguimos aceitar que ela possa definir nosso peso.

    Também compreendemos que uma pessoa anoréxica não consiga se enxergar magra, mesmo no alto dos seus 45kg, mas não passa pela nossa cabeça que um gordo não se veja... gordo! Se eu tenho 1,83m de altura independente do que coma, por que não posso ter meu peso também definido geneticamente? Este é o problema, não aceitamos que um gordo não enxergue estar (muito) acima do peso e condenamos quem não consiga emagrecer.

    Sempre atribuímos o sobrepeso à falta de força de vontade ou de cuidado da pessoa. O sobrepeso passa a ser uma escolha, uma fraqueza, um defeito de caráter, não uma questão também genética. Mas a maior novidade apresentada por Taubes é a incrível sequência de estudos que provam que nos casos de obesidade não há relação entre restrição calórica e sobrepeso. Ou seja, o ganho de peso NÃO seria consequência de maior ingestão calórica, seria praticamente uma CONSEQUÊNCIA da obesidade.

    A questão é tão polêmica e tão diferente daquilo que temos como regra que fica difícil sequer entender seu ponto. Taubes mostra como a pessoa primeiro engorda e só então come mais. O que o autor faz em centenas de páginas é obviamente impossível de resumir em alguns parágrafos aqui, mas o achado genial de sua obra é mostrar que por décadas a Nutrição se atrapalhou ao ver as consequências de diversos regimes, confundindo restrição calórica com restrição de carboidrato ou de gordura.

    Resumindo, ele mostra baseado em estudos, que a enorme restrição de carboidratos (não mais do que 200cal por dia) associada a um livre consumo de gordura e proteína é o jeito mais eficaz de reduzir peso em obesos. A resposta é porque nosso corpo de alguma forma bloqueia a perda de peso quando consumimos carboidratos (400cal ou mais).

    A obra de Taubes é essencial para que mudemos COMPLETAMENTE muitos conceitos equivocados sobre alimentação, seja passando por absolvição da gordura, bem como sobre a redução do consumo de açúcar e farinha de trigo. Ele ainda mostra como as dietas deveriam ser totalmente reformuladas, pensando em termos de carboidratos e gordura/proteína, não mais importando a questão calórica. A verdade é dolorosa, a imensa maioria dos estudos de dietas foi muito mal feita.

    É quase impossível discordar dos argumentos do autor, mas vale lembrar que infelizmente a discussão se apóia quase exclusivamente em casos de obesos mórbidos, não pessoas apenas com sobrepeso, além de ignorar questões comportamentais, como o acesso aos alimentos calóricos. Independente dessa “janela”, o médico e o nutricionista saem muito enfraquecidos da história, porque hoje as profissões se sustentam em muito “achismo”, observações mal feitas e pouca ciência.


    Obesidade pode não ter relação com excesso de calorias

    Atletismo · 12 abr, 2011

    Tem uma anedota que diz que um bêbado se arrasta debaixo de um poste de luz procurando suas chaves perdidas e, quando perguntam a razão daquilo, o homem responde que apenas procurava ali porque era o único local iluminado. Na nutrição e em muitas outras atividades acontece algo semelhante.

    Quero retomar meu artigo anterior, quando falei sobre as enormes dúvidas lançadas sobre a preocupação do colesterol na alimentação, num momento que ainda há enormes dúvidas da relação taxas de colesterol e risco cardíaco. Hoje, se analisarmos com mais cuidado os estudos pioneiros, descobrimos que os povos com baixa incidência de doenças cardíacas tinham um baixo consumo de gordura animal e apresentavam uma pequena ingestão de açúcares.

    Mas se o nosso foco está apenas em achar mais evidências dessa relação duvidosa entre colesterol e algumas cardiopatias, ficaremos como o bêbado, restringindo nossa busca, ignorando os demais fatos que contradizem essa teoria e buscando somente exemplos que a confirmem. No livro “Good Calories, Bad Calories” (sem lançamento no Brasil), o autor Gary Taubes toca em outro vespeiro sobre uma teoria muito em evidência na nutrição, a que “uma caloria é sempre uma caloria, independe de onde venha”.

    De acordo com esta tese, não importa se a caloria ingerida vem do bacon, de uma ameixa ou do uísque, pois nosso peso seria resultado de uma questão aritmética: se ingerimos mais do que gastamos, engordamos, do contrário, emagrecemos. Atualmente aceitamos bem a ideia que a genética pode definir nossa altura, nossa cor e até nossas qualidades, mas não conseguimos aceitar que ela possa definir nosso peso.

    Também compreendemos que uma pessoa anoréxica não consiga se enxergar magra, mesmo no alto dos seus 45kg, mas não passa pela nossa cabeça que um gordo não se veja... gordo! Se eu tenho 1,83m de altura independente do que coma, por que não posso ter meu peso também definido geneticamente? Este é o problema, não aceitamos que um gordo não enxergue estar (muito) acima do peso e condenamos quem não consiga emagrecer.

    Sempre atribuímos o sobrepeso à falta de força de vontade ou de cuidado da pessoa. O sobrepeso passa a ser uma escolha, uma fraqueza, um defeito de caráter, não uma questão também genética. Mas a maior novidade apresentada por Taubes é a incrível sequência de estudos que provam que nos casos de obesidade não há relação entre restrição calórica e sobrepeso. Ou seja, o ganho de peso NÃO seria consequência de maior ingestão calórica, seria praticamente uma CONSEQUÊNCIA da obesidade.

    A questão é tão polêmica e tão diferente daquilo que temos como regra que fica difícil sequer entender seu ponto. Taubes mostra como a pessoa primeiro engorda e só então come mais. O que o autor faz em centenas de páginas é obviamente impossível de resumir em alguns parágrafos aqui, mas o achado genial de sua obra é mostrar que por décadas a Nutrição se atrapalhou ao ver as consequências de diversos regimes, confundindo restrição calórica com restrição de carboidrato ou de gordura.

    Resumindo, ele mostra baseado em estudos, que a enorme restrição de carboidratos (não mais do que 200cal por dia) associada a um livre consumo de gordura e proteína é o jeito mais eficaz de reduzir peso em obesos. A resposta é porque nosso corpo de alguma forma bloqueia a perda de peso quando consumimos carboidratos (400cal ou mais).

    A obra de Taubes é essencial para que mudemos COMPLETAMENTE muitos conceitos equivocados sobre alimentação, seja passando por absolvição da gordura, bem como sobre a redução do consumo de açúcar e farinha de trigo. Ele ainda mostra como as dietas deveriam ser totalmente reformuladas, pensando em termos de carboidratos e gordura/proteína, não mais importando a questão calórica. A verdade é dolorosa, a imensa maioria dos estudos de dietas foi muito mal feita.

    É quase impossível discordar dos argumentos do autor, mas vale lembrar que infelizmente a discussão se apóia quase exclusivamente em casos de obesos mórbidos, não pessoas apenas com sobrepeso, além de ignorar questões comportamentais, como o acesso aos alimentos calóricos. Independente dessa “janela”, o médico e o nutricionista saem muito enfraquecidos da história, porque hoje as profissões se sustentam em muito “achismo”, observações mal feitas e pouca ciência.

    Premiação da Corrida do Milho 2011 soma mais de R$ 20 mil

    Caminhada · 11 abr, 2011

    A Corrida do Milho 2011, lançada pela Prefeitura de Patos de Minas (MG), que ocorre dia 15 de maio, anunciou em um café da manhã na prefeitura, que a premiação, incluindo os prêmios dos campeões da elite, somará mais de R$ 20 mil. A prova oferece corridas de cinco e dez quilômetros e uma caminhada para aqueles que não correm. A largada será a partir das 8h30, em frente ao prédio do antigo Palácio dos Cristais.

    As inscrições são limitadas até mil participantes e devem ser feitas entre o dia primeiro de abril e o dia dez de maio, no estabelecimento Duck Sports, onde também serão retirados os kits da prova. O valor é de R$ 20 para os primeiros cem inscritos, R$ 25 para os 500 seguintes e de R$ 35 para os 400 últimos a se inscreverem. Todos os participantes que efetuarem a inscrição até dia sete de maio ganham uma camiseta promocional.

    O trajeto da corrida de dez quilômetros dá uma volta no Bairro Cristavo e retorno pelas ruas Doutor Marcolino e Major Gote. Na prova de cinco quilômetros, os corredores vão pela Avenida Paranaíba, contornam a Lagoa Grande e r
    etornam pela Joaquim das Chagas para novamente seguir pela Paranaíba.

    O regulamento da Corrida do Milho será disponibilizado no site da Prefeitura de Patos de Minas.

    Onze anos após sua 1ª olimpíada, Juraci Moreira compete em Sydney

    O triatleta brasileiro Juraci Moreira tem motivos de sobra para competir com garra a prova de abertura do Campeonato Mundial da União Internacional de Triatlhon, em Sydney, no domingo (10/04). O lugar da disputa traz muitas recordações, já que foi onde o brasileiro participou pela primeira vez de uma Olimpiada.

    “Tenho ótimas lembranças. Poder voltar a competir em Sydney, 11 anos após meu primeiro Jogos Olímpicos, ainda brigando por uma vaga nos próximos Jogos, é uma grande alegria”, afirma o triatleta da equipe Pinheiros. Para chegar “afiado” no domingo, Juraci treinou na Austrália, junto com a equipe brasileira, no moderno e completo Centro de Treinamento (Sport Super Centre), em Gold Coast.

    Ele destaca a qualidade do espaço onde fez a preparação, já que a infra-estrutura para os treinos é fundamental para alcançar os objetivos que virão pela frente. “Nós temos tudo ao nosso alcance, pois ficamos alojados em casas dentro do próprio Centro, com piscina de 50 metros, pista de atletismo, sala de musculação, refeitório, com três refeições diárias, além de um setor de fisioterapia e massagem à nossa disposição”, descreve.

    Ainda de acordo com o triatleta, às vezes a rotina é até chata, mas ideal para ter resultados. “Os treinos foram ótimos. Logo após a etapa inicial da ITU World Cup, de Moolooba, fiquei bastante dolorido e sentindo dor no tendão direito, mas no decorrer dos dias melhorei, pois fiz ótimos treinos regenerativos”, diz o melhor latino-americano nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e medalhista de bronze no Pan Rio 2007.



    Onze anos após sua 1ª olimpíada, Juraci Moreira compete em Sydney

    Atletismo · 09 abr, 2011

    O triatleta brasileiro Juraci Moreira tem motivos de sobra para competir com garra a prova de abertura do Campeonato Mundial da União Internacional de Triatlhon, em Sydney, no domingo (10/04). O lugar da disputa traz muitas recordações, já que foi onde o brasileiro participou pela primeira vez de uma Olimpiada.

    “Tenho ótimas lembranças. Poder voltar a competir em Sydney, 11 anos após meu primeiro Jogos Olímpicos, ainda brigando por uma vaga nos próximos Jogos, é uma grande alegria”, afirma o triatleta da equipe Pinheiros. Para chegar “afiado” no domingo, Juraci treinou na Austrália, junto com a equipe brasileira, no moderno e completo Centro de Treinamento (Sport Super Centre), em Gold Coast.

    Ele destaca a qualidade do espaço onde fez a preparação, já que a infra-estrutura para os treinos é fundamental para alcançar os objetivos que virão pela frente. “Nós temos tudo ao nosso alcance, pois ficamos alojados em casas dentro do próprio Centro, com piscina de 50 metros, pista de atletismo, sala de musculação, refeitório, com três refeições diárias, além de um setor de fisioterapia e massagem à nossa disposição”, descreve.

    Ainda de acordo com o triatleta, às vezes a rotina é até chata, mas ideal para ter resultados. “Os treinos foram ótimos. Logo após a etapa inicial da ITU World Cup, de Moolooba, fiquei bastante dolorido e sentindo dor no tendão direito, mas no decorrer dos dias melhorei, pois fiz ótimos treinos regenerativos”, diz o melhor latino-americano nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e medalhista de bronze no Pan Rio 2007.


    Inscrição para Corrida do Trabalhador, em São Paulo, ainda está aberta

    Caminhada · 07 abr, 2011

    A sexta edição da Corrida do Trabalhador, realizada pelo Sindeepres (Sindicato dos Trabalhadores Terceirizados), acontece no dia primeiro de maio. A largada da prova será às 9h, no Parque do Carmo, localizado na Zona Leste de São Paulo.

    A competição oferece três modalidades distintas: corridas de cinco e dez quilômetros e caminhada de cinco quilômetros.

    As inscrições estão abertas até o dia 15 de abril e podem ser efetuadas no site oficial www.yescom.com.br . Lembrando que a idade mínima para a inscrição na corrida de dez quilômetros é de 18 anos e para corrida de cinco quilômetros e caminhada, é de 16 anos.

    Primeira edição da We Run na Granja Viana ocorre dia primeiro de abril

    Caminhada · 06 abr, 2011

    No dia primeiro de maio acontece a primeira corrida de rua We Run, na Granja Viana e Cotia, com percursos de seis quilômetros de corrida de rua e três quilômetros de caminhada. A abertura da área de eventos será às 7h30 e a largada será dada às 9h, no Parque Teresa Maia.

    O valor da inscrição é de R$ 30 incluindo camiseta, medalha de participação, seguro atleta, chip e kit chegada.

    Para fazer sua inscrição acesse o site oficial da competição www.ferve.com.br

    Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade estreia com novidades

    Caminhada · 06 abr, 2011

    A estreia do Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade Bradesco Seguros de 2011, que acontece em Marília (SP), tem algumas novidades. Os participantes do evento podem imprimir seu certificado de participação ao final da corrida no site www.corridadalongevidade.com.br. Outra inovação do circuito é que ao final da corrida os atletas que informarem seu telefone celular na inscrição receberão o resultado de seu tempo e posição via SMS. As medidas tomadas devem agilizar o retorno dos resultados para os participantes.

    O evento ocorre no dia 17 de abril em Marília (SP) e integra as comemorações pelo aniversário do município, que fez 82 anos no dia quatro de abril. Os inscritos devem optar pela corrida com percurso de seis quilômetros ou pela caminhada de três.

    O circuito visa incentivar a prática de atividades físicas em todas as faixas etárias e todo dinheiro arrecadado com as inscrições será direcionado para alguma instituição de cunho social do município.
    As inscrições são limitadas em duas mil pessoas para a corrida, mil para a caminhada e encerram no dia 14 de abril. Para garantir uma vaga, basta acessar o site oficial www.corridadalongevidade.com.br.