Caminhada · 03 dez, 2004
Amanhã (04) a Sociedade Brasileira de Demartologia (SBD) realiza a 6a edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. Em todas as capitais brasileiras serão oferecidos exames gratuitos de pele, além de orientação para a prevenção da doença. E quem pensa que só corre o risco de ter câncer de pele a pessoa que fica exposta propositalmente no sol, se engana. Os esportistas, por exemplo, são pessoas que devem se prevenir.
Os principais dermatologistas do país notam que a grande maioria dos esportistas não se preocupa adequadamente com a proteção solar. Segundo dados da SBD e do INCA a maior incidência de câncer de pele se dá nas regiões da cabeça e do pescoço, que são algumas das que ficam mais expostas entre os atletas. É também por causa disso que o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil. Para este ano estão previstos quase 90 mil novos casos.
Para alertar todos os esportistas e também a população, diversos atletas estão demonstrando seu apoio à campanha, posando com a camiseta oficial do evento. A jogadora de vôlei de praia, Sandra Pires, chegou a ter uma lesão na pele por conta da proteção inadequada e hoje ela está curada. Outra coisa que poucos notam é que as pessoas de pele negra, ao contrário do que se pensa, também desenvolvem câncer de pele. Nestas pessoas o melanoma se desenvolve principalmente na planta dos pés e na palma da mão.
Os exames gratuitos serão realizados em todas as capitais do país e algumas cidades do interior. Ao todo serão 165 postos e segundo a SBD, espera-se atender neste ano 50 mil pessoas. Para saber qual é o posto de exame mais próximo da sua casa acesse: www.sbd.org.br/campanha
Atletismo · 02 dez, 2004
Quanta confusão nestes dias a esse respeito: se atividade esportiva ou física intensa pode causar problemas cardíacos, se pararmos subitamente de praticar exercícios ou esportes causaremos complicações no coração e assim inúmeras preocupações foram surgindo em muitos dos leitores, depois do ocorrido com o jogador de futebol do São Caetano em outubro de 2004. Um não veemente responde as perguntas. Sabemos que o excesso de treinos e atividades esportivas podem causar várias anormalidades na capacidade física, no estado psicológico e no metabolismo desse atleta, resultando em diminuição no condicionamento geral desse organismo para a pratica esportiva, além de uma maior freqüência de infecções por vírus (gripes etc) representando na verdade uma queda no estado imunológico geral. Os fanáticos por exercícios ou esportes têm mais lesões ortopédicas que a maioria dos esportistas mais comedidos, principalmente, as que ocorrem nas articulações do corpo e nos grandes grupos de músculos (coxa e perna etc).
O que se recomenda são dias de descanso entre os dias de atividade física, e se for possível, alternar exercícios com equipamentos (esteira, pesos etc com exercícios nágua) além de parar sempre que sentir alguma coisa diferente no seu corpo, observando seus limites, nunca ultrapassando-os para ver até onde se consegue agüentar.
Repetimos essas dicas lembrando que esporte ou exercícios físicos se feitos com orientação e mantidos nos limites nunca causaram danos ao coração inicialmente sadio. Isto posto repetimos que Esporte não é vacina contra as doenças do coração, a sua falta (sedentarismo) é um importante fator de risco para a saúde e o excesso causa lesões ortopédicas e alterações cardíacas preocupantes mas reversíveis.
A dose equilibrada de exercícios é o melhor ponto de apoio em tudo o que fizermos fisicamente.
Até breve!
Atletismo · 23 nov, 2004
Outro dia fui perguntado por um amigo que corre maratonas, sobre o que fazer depois de ficar um tempo sem treinar. Na verdade, o problema é que esse amigo se sentia muito frustrado com os tempos que ele vinha fazendo desde que retornou e que eram bem inferiores aos tempos que fazia anteriormente.
Eu já tratei desse assunto em artigos anteriores, mas ele é um tema importante em psicologia do esporte, pois afeta não só o atleta profissional, mas também o amador, que está sempre verificando seus tempos e seu desempenho.
O que acontece é que, após uma lesão ou problemas pessoais que afastam o atleta do treinamento por um período longo, o desempenho invariavelmente cai mas o que fica registrado na memória do atleta é o seu desempenho máximo. Assim, para o atleta ele é aquele que pode fazer um tempo x e por isso é insuportável conviver com seu corpo fazendo um tempo x/2.
Podemos pensar como se estivéssemos numa estrada, onde o destino é o melhor tempo. Nesse percurso gastamos horas e horas rodando e cada vez mais nos aproximamos do nosso destino. Porém, em algum momento, esse carro quebra, e muitas vezes quebra quando estamos próximos de chegar ao nosso objetivo. Diferentemente de um carro comum, que fica parado e apenas atrasa a viagem, nosso corpo se comporta como se o carro retornasse, voltasse para trás. É realmente muito frustrante.
Nesse momento, o trabalho de um psicólogo é imprescindível, pois ele deve montar junto com o técnico, um novo esquema de treino, no qual o objetivo não é mais a cidade que se queria chegar, mas o local onde o carro quebrou.
Por isso, tendo como foco os tempos de prova que se fazia no momento em que se parou de treinar, o melhor é construir um planejamento com metas de curto prazo, ou seja, traçar metas fáceis de serem alcançadas semanalmente, fazer uma checagem com metas de dificuldade média, quinzenalmente ou mensalmente. E, mais ou menos a cada três ou quatro checagens de dificuldade média, fazer uma checagem de dificuldade grande, ou seja, no caso do meu amigo maratonista, verificar o tempo de uma maratona ou de meia maratona.
Uma das coisas mais importantes nesse trabalho é a comunicação com o atleta, ou seja, o técnico deve informar todas as suas expectativas a ele, dizendo quanto é o tempo que ele espera que o atleta faça em tal e qual semana, informar que se ele fizer tudo de acordo como o que o técnico espera, alcançará o objetivo em determinado tempo. Quando alguma coisa acontece, como por exemplo, o atleta não alcançar o tempo esperado naquela semana, o técnico deve rever as metas, e, se isso causar uma variação no tempo final, deve ser comunicado ao atleta.
Informar o tempo e afirmar sempre ao atleta onde ele está no treinamento é a melhor forma de evitar a frustração. E estabelecer metas em curto prazo é a melhor forma do atleta sentir-se vitorioso a cada semana.
Caminhada · 19 nov, 2004
A maioria das mulheres sabe que malhar é importante e fundamental para a saúde e a estética. Mesmo assim há muitas que relutam em freqüentar uma academia por acharem que são redutos de paquera ou exibição de físicos perfeitos. Inibição à parte, a falta de tempo para o treinamento é outro empecilho. Isso, porém, está virando coisa do passado porque a partir deste mês (novembro) São Paulo ganha a primeira unidade da Contours Express, uma academia só para mulheres, onde o tempo é precioso e os espelhos não existem.
Numa casa confortável, a academia promete conquistar definitivamente as mulheres de todas as idades, já que tudo foi pensado cuidadosamente para oferecer um atendimento personalizado. Diferente de uma academia convencional ou mesmo de uma sala de musculação, a aula na Contours Express tem duração de 30 minutos e segue um circuito de 16 estações.
No circuito, são mesclados exercícios aeróbicos (principalmente step) com os equipamentos criados exclusivamente para a Contours Express, levando em conta as características do corpo feminino. As aulas são acompanhadas por professoras altamente capacitadas para ministrar o programa e, antes de iniciar as atividades na academia, as alunas devem obrigatoriamente passar por uma avaliação física. Nas Unidades de São Paulo, as alunas passarão por uma avaliação realizada pela empresa Body Check.
Um dos principais diferenciais das academias Contours Express é exatamente a atenção dispensada às suas alunas. Apesar de não ser uma aula de personal trainer, a preocupação com as necessidades de cada praticante é igual á de uma aula personalizada. Outro detalhe diferente é que na sala de ginástica não há nenhum espelho, já que o culto exagerado ao corpo, desviando o foco de atenção da aula, não é a filosofia da rede. Portanto, espelhos, só nos vestiários, que, aliás, são super equipados, com todo o conforto necessário, com secadores de cabelo, entre outros itens que facilitam o dia a dia das alunas.
Apesar de integrar uma rede americana de academias, as unidades do País (além da paulista, há duas academias instaladas na cidade de Fortaleza) adaptaram o programa original às necessidades das mulheres brasileiras. Enquanto as americanas preferem trabalhar mais ombros e braços, as brasileiras se preocupam mais com as regiões das pernas e glúteos. Também foram incluídas aqui as bicicletas ergométricas, bolas italianas e espaldar para os exercícios de alongamento. Cada aula permite o gasto de até 600 calorias, dependendo do condicionamento físico da aluna.
O método Contours Express pode ser utilizado por mulheres a partir dos 15 anos, sem restrição de idade, pois respeita o ritmo e condicionamento de cada aluna.
História - A Contours Express foi fundada em 1998, com a abertura da primeira unidade na cidade de Nicholasville, em Kentucky, nos Estados Unidos. A idéia surgiu quando os sócios Daren Carter e Charlie Woodward, donos de uma academia convencional desde 1984, escutaram da mãe de um deles que ela não se sentia muito à vontade em treinar na academia deles, porque ela ficava constrangida pela freqüência jovem, pelo desfile de corpos super atléticos e pela presença masculina também. Diante do comportamento dela é que os dois empresários começaram a perceber que um espaço exclusivo para mulheres poderia fazer um sucesso grande no mercado de fitness. E assim, fundaram a Contours Express.
Realmente a previsão de sucesso se confirmou na prática, tanto é que hoje, apenas seis anos após a inauguração da primeira unidade, a Contours Express é uma rede gigante, com 350 unidades espalhadas pelos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, México, Austrália e Brasil
Unidade São Paulo - A primeira Unidade da Contours Express de São Paulo funciona de segunda à sábado, das 6h00 às 20h30, na rua Itacema número 53, Itaim Bibi. As interessadas em conhecer o método podem fazer uma aula demonstrativa.
A academia oferece os seguintes planos de pagamento: mensal (R$ 157,00); trimestral (R$ 117,00); semestral (R$ 107,00) e anual (R$ 97,00). Mas a Contours Express também têm planos especiais para família, empresas e terceira idade. E um benefício inusitado: é a única academia do mercado que garante 100% de devolução do investimento, caso a pessoa não goste da academia, isso para alunas que fecharem planos trimestrais, semestrais ou anuais. Os pagamentos podem ser efetuados em dinheiro, cheque ou cartão de crédito
Caminhada · 18 nov, 2004
A marca esportiva Asics lançou dois novos modelos de tênis para a corrida e caminhada, o Gel Sakura e Gel Dual.O primeiro combina cores neutras com tonalidades mais fortes, resultando num modelo moderno e prático, permitindo a fácil combinação com outros acessórios esportivos. Ele é apresentado em quatro opções de cores: marinho com chumbo, preto com laranja, branco com prata, cinza com preto e numeração disponível do 33 ao 45.
Já o segundo, o Gel Dual, foi desenvolvido com cabedal macio e flexível, resultado da utilização do tecido especial mesh, que proporciona leveza, conforto e permite a transpiração. O Gel Dual apresenta três combinações de cores: branco com marinho, preto com cinza e cinza com lilás.
Para os adeptos de academia a opção de tênis é outra. Trata-se do Gel 210TR e o Gel 210w, respectivamente para homem e para mulher. Segundo a empresa, os novos modelos oferecem flexibilidade e estabilidade durante os exercícios.
O modelo masculino é apresentado na cor preto/branco/vermelho e pode ser encontrado nas numerações do 39 ao 44. Já o Gel 210 W combina cores que garantem um visual tipicamente feminino: branco, azul e amarelo. A numeração vai do 34 ao 39.
Atletismo · 02 nov, 2004
Apesar de parecer que dá tudo na mesma, essa questão é bem complexa. Muitos atletas mantêm diários de treinamento e exibem com orgulho sua quilometragem semanal durante os seis meses. Entretanto, se fizermos uma comparação entre dois corredores de níveis bem diferentes de performance, então vamos ficar perplexos.
Imagine um corredor A, cujo melhor resultado nos 10km é 55 minutos e outro, corredor B, cujo melhor tempo nos 10km é 40minutos. Se ambos fazem toda semana um longão de 20km, a um ritmo lento (geralmente 1min por quilômetro mais lento do que o ritmo de 10km), então teremos as seguintes durações do longão de cada um:
Portanto, amigo corredor, sugiro que reflita a respeito do dogma criado em torno do volume semanal. Por favor, não pense que estou dizendo que a distância semanal percorrida não é importante. Apenas quero explicar que o treinamento não deve se resumir a isso. Volume semanal não é receita de bolo e deve ser analisado com bastante critério, ok?
Bons treinos!
O circuito de palestras WebRun promoverá no dia 17 de novembro, quarta-feira, a última palestra do ano. O tema abordado será: A biomecânica do Calçado com o palestrante Prof. Dr. Julio Cerca Serrão, membro do departamento de Biodinâmica do Movimento Humano da Escola de Educação Física e Esportes da USP.
A princípio este tema pode parecer técnico, mas o uso de um calçado errado na hora de praticar esporte pode causar danos para o atleta, como por exemplo, dores nas costas entre outros.
Vale lembrar que a palestra é gratuita e acontece na cidade de São Paulo. Para se inscrever basta clicar aqui
Caminhada · 27 out, 2004
O circuito de palestras WebRun promoverá no dia 17 de novembro, quarta-feira, a última palestra do ano. O tema abordado será: A biomecânica do Calçado com o palestrante Prof. Dr. Julio Cerca Serrão, membro do departamento de Biodinâmica do Movimento Humano da Escola de Educação Física e Esportes da USP.
A princípio este tema pode parecer técnico, mas o uso de um calçado errado na hora de praticar esporte pode causar danos para o atleta, como por exemplo, dores nas costas entre outros.
Vale lembrar que a palestra é gratuita e acontece na cidade de São Paulo. Para se inscrever basta clicar aqui
Se você pratica corrida e/ou triathlon há pelo menos um ano, já deve ter sentido alguma dor ou incômodo em músculos, tendões e articulações. Por exemplo, lesões no joelho são as mais comuns em corredores e ciclistas, enquanto as lesões no ombro acometem muito mais os nadadores. Na maioria das vezes achamos que as dores são causadas por excesso de treinamento, seja em intensidade ou volume.
Além disso, normalmente o tratamento convencional delas se resume a diminuir a dor e a inflamação, sem de fato encontrar a origem do problema. Aliás, quando a dor some, pensamos que o problema se resolveu por completo, somente para meses depois percebermos que o problema voltou no momento em que retornarmos ao treinamento com carga total. Quando isso acontece a sensação de desânimo chega a ser devastadora. É muito comum o atleta perguntar-se: Mas, por que logo eu? O que estou fazendo errado? E a pior das perguntas é: Será um dia essa dorzinha irá desaparecer de vez?
Na verdade, há muito mais informação do que o atleta comum tem acesso. Infelizmente ainda trata-se o sintoma e não a causa, principalmente quando o atleta toma antiinflamatórios por conta própria e reduz seu treinamento por um determinado período. Entretanto, deveríamos adotar um procedimento básico e, principalmente, preventivo. A prevenção é mais barata, mais fácil e mais simples do que parece.
Do que estou falando? Refiro-me à uma avaliação postural ortopédica. Todavia, muita calma nessa hora. Cuidado com as avaliações de academia! Estou sugerindo uma avaliação feita por um fisioterapeuta do esporte, isto é, o profissional mais habilitado a executar este procedimento tão importante para prevenir e tratar lesões.
Diversas pesquisas indicam que desvios posturais e baixos níveis de flexibilidade estão sempre associados ao aparecimento da grande maioria das lesões. Em muitos casos, o treinamento inclusive aumenta o desvio postural e encurta mais ainda os músculos, aumentando a chance de que venha aparecer uma lesão. Portanto, o melhor que se tem a fazer é procurar a indicação de um fisioterapeuta do esporte ANTES de lesionar-se e buscar uma avaliação postural ortopédica. Garanto que este investimento será mais útil do que aquele par de tênis que você cobiçando há dois meses.
A avaliação postural analisa não somente regiões isoladas do corpo, como pés, tornozelos, joelhos, quadris e coluna, mas principalmente as cadeias do corpo humano. Isso mesmo, cadeias. O corpo funciona de forma integrada, através de diversas cadeias, anterior, posterior, cruzadas, etc.
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| Tentar acompanhar o adversário pode resultar em um estresse muscular. Foto: Ronald Tan/ Stock.Xchng |
Assim, quando alguma região apresenta-se desalinhada, todo o restante é afetado. Por exemplo, um incômodo na região lombar geralmente não se limita à baixa flexibilidade desta região. Pelo contrário, músculos encurtados na região do quadril (Íliopsoas), região posterior da coxa (Ísquitibiais) e região lombar (paravertebais), associados à fraqueza no reto abdominal e no glúteo máximo geralmente compõem o quadro.
O tratamento de lesões também deve ser precedido por uma análise postural. De nada adianta tratar a dor, se não se sabe ao certo a sua origem. Aliás, o tratamento convencional, à base de gelo e de antiinflamatórios, ondas curtas e outras técnicas analgésicas são meros coadjuvantes. O principal consiste em buscar um reequilíbrio postural, visando harmonizar o alinhamento das cadeias e , principalmente, obter uma reeducação postural e maior consciência corporal.
Atualmente o fisioterapeuta utiliza-se de diversas técnicas para prevenir e tratar lesões : RPG, Rolfing, GDS, entre outras. Em muitos casos, o tratamento requer uma combinação entre as diversas técnicas, mas o principal é que o profissional em questão seja um especialista do esporte e , de preferência, um atleta como você.
À esta altura, você deve estar achando que sou fisioterapeuta e que estou propaganda do meu negócio, certo? Pois não é nada disso. Sou apenas um treinador consciente de minhas limitações. A ciência do esporte evoluiu muito e tenho tido experiências de muito sucesso na prevenção e reabilitação de diversos atletas. Sei que treinar é muito prazeroso e desafiador e nada me incomoda mais do que ver atletas impossibilitados de praticar as atividades que lhes proporciona tanto bem-estar. Treine consciente. Avalie-se!
Bons treinos!
Atletismo · 25 out, 2004
Se você pratica corrida e/ou triathlon há pelo menos um ano, já deve ter sentido alguma dor ou incômodo em músculos, tendões e articulações. Por exemplo, lesões no joelho são as mais comuns em corredores e ciclistas, enquanto as lesões no ombro acometem muito mais os nadadores. Na maioria das vezes achamos que as dores são causadas por excesso de treinamento, seja em intensidade ou volume.
Além disso, normalmente o tratamento convencional delas se resume a diminuir a dor e a inflamação, sem de fato encontrar a origem do problema. Aliás, quando a dor some, pensamos que o problema se resolveu por completo, somente para meses depois percebermos que o problema voltou no momento em que retornarmos ao treinamento com carga total. Quando isso acontece a sensação de desânimo chega a ser devastadora. É muito comum o atleta perguntar-se: Mas, por que logo eu? O que estou fazendo errado? E a pior das perguntas é: Será um dia essa dorzinha irá desaparecer de vez?
Na verdade, há muito mais informação do que o atleta comum tem acesso. Infelizmente ainda trata-se o sintoma e não a causa, principalmente quando o atleta toma antiinflamatórios por conta própria e reduz seu treinamento por um determinado período. Entretanto, deveríamos adotar um procedimento básico e, principalmente, preventivo. A prevenção é mais barata, mais fácil e mais simples do que parece.
Do que estou falando? Refiro-me à uma avaliação postural ortopédica. Todavia, muita calma nessa hora. Cuidado com as avaliações de academia! Estou sugerindo uma avaliação feita por um fisioterapeuta do esporte, isto é, o profissional mais habilitado a executar este procedimento tão importante para prevenir e tratar lesões.
Diversas pesquisas indicam que desvios posturais e baixos níveis de flexibilidade estão sempre associados ao aparecimento da grande maioria das lesões. Em muitos casos, o treinamento inclusive aumenta o desvio postural e encurta mais ainda os músculos, aumentando a chance de que venha aparecer uma lesão. Portanto, o melhor que se tem a fazer é procurar a indicação de um fisioterapeuta do esporte ANTES de lesionar-se e buscar uma avaliação postural ortopédica. Garanto que este investimento será mais útil do que aquele par de tênis que você cobiçando há dois meses.
A avaliação postural analisa não somente regiões isoladas do corpo, como pés, tornozelos, joelhos, quadris e coluna, mas principalmente as cadeias do corpo humano. Isso mesmo, cadeias. O corpo funciona de forma integrada, através de diversas cadeias, anterior, posterior, cruzadas, etc.
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| Tentar acompanhar o adversário pode resultar em um estresse muscular. Foto: Ronald Tan/ Stock.Xchng |
Assim, quando alguma região apresenta-se desalinhada, todo o restante é afetado. Por exemplo, um incômodo na região lombar geralmente não se limita à baixa flexibilidade desta região. Pelo contrário, músculos encurtados na região do quadril (Íliopsoas), região posterior da coxa (Ísquitibiais) e região lombar (paravertebais), associados à fraqueza no reto abdominal e no glúteo máximo geralmente compõem o quadro.
O tratamento de lesões também deve ser precedido por uma análise postural. De nada adianta tratar a dor, se não se sabe ao certo a sua origem. Aliás, o tratamento convencional, à base de gelo e de antiinflamatórios, ondas curtas e outras técnicas analgésicas são meros coadjuvantes. O principal consiste em buscar um reequilíbrio postural, visando harmonizar o alinhamento das cadeias e , principalmente, obter uma reeducação postural e maior consciência corporal.
Atualmente o fisioterapeuta utiliza-se de diversas técnicas para prevenir e tratar lesões : RPG, Rolfing, GDS, entre outras. Em muitos casos, o tratamento requer uma combinação entre as diversas técnicas, mas o principal é que o profissional em questão seja um especialista do esporte e , de preferência, um atleta como você.
À esta altura, você deve estar achando que sou fisioterapeuta e que estou propaganda do meu negócio, certo? Pois não é nada disso. Sou apenas um treinador consciente de minhas limitações. A ciência do esporte evoluiu muito e tenho tido experiências de muito sucesso na prevenção e reabilitação de diversos atletas. Sei que treinar é muito prazeroso e desafiador e nada me incomoda mais do que ver atletas impossibilitados de praticar as atividades que lhes proporciona tanto bem-estar. Treine consciente. Avalie-se!
Bons treinos!
Atletismo · 25 out, 2004
Falamos anteriormente de dois procedimentos importantes: teste ergométrico e teste ergoespirométrico. Entretanto, existe um terceiro procedimento que pode ser igualmente importante para atletas de nível intermediário e avançado: a Dosagem da Concentração de Lactato Sanguíneo (DCLS).
A DCLS é uma ferramenta sofisticada, apesar de simples e fornece informações altamente específicas sobre o estado de treinamento de corredores, ciclistas, nadadores e triatletas. Atualmente há um consenso entre os fisiologistas de que as variáveis fisiológicas relacionadas à concentração de lactato sanguíneo são extremamente precisas e indicam os pontos fracos e fortes do condicionamento físico de atletas meio fundistas e fundistas.
O ácido lático é um subproduto do metabolismo aeróbio e serve para avaliar o funcionamento do sistema de fornecimento de energia do organismo de cada atleta. Através da DCLS, é possível avaliar não somente o estágio de condicionamento físico do atleta, mas principalmente determinar quais métodos de treinamento mais adequados para possibilitar que o atleta continue evoluindo. Além disso, a DCLS também serve para detectar o overtraining, isto é, quando o atleta apresenta o excesso de fadiga, que pode ser provocada pelo treinamento, mas também por diversos fatores- estresse, sono inadequado, má alimentação, etc.
Ao contrário dos testes ergométrico e ergoespirométrico, a DCLS não é coberta por planos de saúde, por se tratar de um procedimento estritamente utilizado para avaliar o desempenho e destina-se a atletas que já estejam em treinamento há pelo menos 1 ano. A utilidade da DCLS cresce com a necessidade de encontrar caminhos para proporcionar evolução do rendimento em atletas que já apresentam uma melhora significativa do desempenho. À medida que o desempenho vai melhorando, torna-se essencial conhecer de forma cada vez mais precisa o perfil fisiológico do atleta e a DCLS oferece essa possibilidade.
Portanto, se você já está treinando há mais de 1 ano e visa melhorar seu rendimento, então a DCLS pode ser justamente a ferramenta que o ajudará a continuar evoluindo em direção a seus objetivos. Converse com seu treinador, que certamente o orientará.
Bons treinos!
Atletismo · 25 out, 2004
Se você já treina há mais de 6 meses, existe uma boa chance de que seu treinador já tenha lhe solicitado que submeta-se a algum destes três tipos de teste. Aliás, existe muita confusão entre os leigos e, para ser sincero, entre muitos treinadores acerca da aplicabilidade de cada procedimento.
Cada procedimento tem uma utilidade e todos se complementam. A verdade é que não há um teste melhor do que o outro, apenas diferenças com relação à sua utilidade. Portanto, vamos abordar cada um deles e aí caberá a você e a seu médico e seu treinador decidir.
Teste Ergométrico - É um procedimento clínico, onde o paciente executa caminhada e/ou corrida em esteira rolante (pode ser executado em cicloergômetro, mas é menos freqüente) e o objetivo é avaliar o funcionamento do coração através do eletrocardiógrafo, um aparelho que registra as ondas elétricas emitidas durante o funcionamento do coração. É uma avaliação extremamente importante e somente um médico cardiologista pode supervisiona-la. Através do teste ergométrico é possível investigar se o paciente apresenta alguma anomalia cardíaca que poderá coloca-lo em risco durante a atividade física. Além do eletrocardiograma, monitora-se a pressão arterial em repouso e durante todo o teste, o que permite avaliar o funcionamento do sistema cardiovascular como um todo. Assim, é possível detectar respostas hipertensivas e outros tipos de problemas. Enfim, o teste ergométrico serve para avaliar a saúde e não o desempenho.
Teste Ergoespirométrico - Permite avaliar o potencial aeróbio e identificar as zonas ideais para treinamento aeróbio leve, moderado e máximo. Geralmente é executado simultaneamente com o teste ergométrico, através da utilização de um analisador de gases, o qual é acoplado através de uma máscara no rosto do paciente e possui um sensor extremamente sensível, que detecta inúmeras variáveis ventilatórias, como o consumo máximo de oxigênio, mais conhecido por VO2max. Apesar de muitos acharem que o VO2max é o dado mais importante obtido através da ergoespirometria, as informações mais relevantes para o atleta são o Limiar Ventilatório I (também conhecido por Limiar Anaeróbio) e o Limiar Ventilatório II (também conhecido por Ponto de Compensação Respiratória), pois indicam as zonas ideais para treinamento aeróbio. Todavia, o VO2max serve para que o atleta obtenha uma informação acerca de seu potencial para provas de longa duração. Uma vez que o VO2max é fortemente influenciado por fatores genéticos, a sua medida pode elucidar ao atleta e a seu treinador o nível máximo de desempenho que poderá ser obtido em corridas e provas de triathon.
De qualquer modo, fica claro que ambos os procedimentos são importantes e devem ser realizados, cada qual com sua utilidade. Atualmente diversos planos de saúde cobrem o custo do teste ergométrico e do teste ergoespirométrico e o ideal é ser avaliado a cada 6 meses, pois a saúde cardiovascular e o desempenho sofrem a influência de fatores como estresse, dieta, treinamento, etc.
No próximo artigo discutiremos um terceiro procedimento: dosagem da concentração do lactato sanguíneo.
Treinamento · 02 jul, 2026
Maratona · 01 jul, 2026