Caminhada

Bate-papo on line esclarece dúvidas sobre lesões

Atletismo · 04 mar, 2008

Todo corredor já teve, ou já conheceu outro corredor que se lesionou durante o esporte e isso faz com que as dúvidas sobre esse assunto sejam muitas. Pensando nesses atletas, a Clínica Osmar de Oliveira realiza nessa terça-feira, 11 de março, um bate-papo on line com o fisioterapeuta e colunista do Webrun David Homsi.

O bate-papo começa às 19h30 e terá duração de 30 minutos. Durante esse tempo os esportistas poderão tirar todas as dúvidas sobre as principais lesões da corrida e suas prevenções, tudo em tempo real.

O encontro com o fisioterapeuta David Homsi é gratuito. Para participar basta clicar aqui. Mas lembre-se o bate-papo é às 19h30. Para saber mais: www.osmardeoliveira.com.br

Tendão Patelar: local comum de lesões em atletas

O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo. Devido à isso, a lesão do tendão patelar por trauma repetitivo recebeu o nome genérico de "joelho do saltador" (ou jumper's knee, em inglês). Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

Para entender um pouco mais, o tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.

As lesões do tendão patelar fazem parte de um grupo maior de doenças que causam o que os ortopedistas chamam de "dor anterior do joelho". Dessa forma, o atendimento médico visa o diagnóstico clínico da doença específica responsável pela dor do esportista. Basicamente, as lesões do tendão patelar são as tendinopatias ("tendinites"), com fases diferentes de gravidade, as rupturas parciais e as rupturas totais.

Tendinopatias leves, ou iniciais, podem causar um discreto espessamento do tendão e alteração de sua textura. Na medida em que a doença progride, o espessamento e a alteração da substância do tendão aumentam, e surgem alterações degenerativas (tendinose) acompanhadas ou não de calcificações. Geralmente as lesões ocorrem na porção proximal do tendão, ou seja, logo abaixo da sua origem na patela.

Nas fases mais avançadas dessa doença, surgem rupturas parciais no interior do tendão, que juntamente com as alterações teciduais, enfraquecem-no. Nesta fase o tendão lesionado já não possui a mesma resistência física (mecânica) que um tendão saudável. A maior complicação que pode ocorrer nesta lesão é a ruptura completa do tendão. Nesta situação há descontinuidade total das fibras e a ligação entre a patela e a tíbia se perde e o mecanismo extensor perde a sua função.

Os exames de imagem são excelentes para auxiliar os médicos no diagnóstico diferencial da dor anterior do joelho, especialmente as lesões do tendão patelar. Radiografias podem ter alguma utilidade no diagnóstico nas lesões do tendão patelar se demonstrarem calcificações ou espessamento na sua região e, nos casos de ruptura completa, se demonstrarem a patela deslocada superiormente, com ou sem fratura do seu pólo inferior.

Inegavelmente são a ultra-sonografia (US) e a ressonância magnética (RM) os dois métodos mais indicados para a avaliação desses atletas. Ambas podem detectar um espessamento heterogêneo do tendão, com ou sem focos de rupturas parciais. Pessoalmente, acho que a RM é superior à US na distinção entre áreas de degeneração e pequenas rupturas no interior de um tendão muito alterado e na avaliação da extensão de rupturas parciais. Ambos os métodos são excelentes para fazer um acompanhamento evolutivo da lesão.

O fato de o tendão ser superficial e grande facilita a sua avaliação pela US. Ainda assim, a RM é um exame mais completo. E isso se justifica na capacidade que a RM tem de avaliar a articulação do joelho como um todo. Além de estudar muito bem o tendão patelar, a RM avalia outras estruturas que podem apresentar lesão, provendo informações para o diagnóstico diferencial. Afinal, como mencionado anteriormente, há outras doenças ou lesões que podem simular os sintomas do tendão patelar, como condromalácia patelar, inflamação da gordura infra-patelar (de Hoffa), doença de Osgood-Schlatter, bursites e osteoartrose patelo-femural.

Ao receber um relatório de RM, o médico do atleta terá muitas informações para completar o diagnóstico clínico e iniciar o tratamento específico. E se a lesão já for conhecida, com um exame de controle, ele saberá como está a sua evolução, e poderá orientar o atleta de forma prevenir (ou pelo menos tentar) que a lesão progrida como, por exemplo, para uma ruptura total.

Concluindo, a RM é uma excelente ferramenta a serviço da medicina esportiva para o diagnóstico inicial de doenças do joelho, especialmente a lesão do tendão patelar, porque permitirá diagnosticá-la, graduá-la e diferenciá-la de outras alterações. Ao fazer o acompanhamento da lesão, fornecerá informações úteis para a prevenção de complicações.


Tendão Patelar: local comum de lesões em atletas

Atletismo · 20 fev, 2008

O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo. Devido à isso, a lesão do tendão patelar por trauma repetitivo recebeu o nome genérico de "joelho do saltador" (ou jumper's knee, em inglês). Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

Para entender um pouco mais, o tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.

As lesões do tendão patelar fazem parte de um grupo maior de doenças que causam o que os ortopedistas chamam de "dor anterior do joelho". Dessa forma, o atendimento médico visa o diagnóstico clínico da doença específica responsável pela dor do esportista. Basicamente, as lesões do tendão patelar são as tendinopatias ("tendinites"), com fases diferentes de gravidade, as rupturas parciais e as rupturas totais.

Tendinopatias leves, ou iniciais, podem causar um discreto espessamento do tendão e alteração de sua textura. Na medida em que a doença progride, o espessamento e a alteração da substância do tendão aumentam, e surgem alterações degenerativas (tendinose) acompanhadas ou não de calcificações. Geralmente as lesões ocorrem na porção proximal do tendão, ou seja, logo abaixo da sua origem na patela.

Nas fases mais avançadas dessa doença, surgem rupturas parciais no interior do tendão, que juntamente com as alterações teciduais, enfraquecem-no. Nesta fase o tendão lesionado já não possui a mesma resistência física (mecânica) que um tendão saudável. A maior complicação que pode ocorrer nesta lesão é a ruptura completa do tendão. Nesta situação há descontinuidade total das fibras e a ligação entre a patela e a tíbia se perde e o mecanismo extensor perde a sua função.

Os exames de imagem são excelentes para auxiliar os médicos no diagnóstico diferencial da dor anterior do joelho, especialmente as lesões do tendão patelar. Radiografias podem ter alguma utilidade no diagnóstico nas lesões do tendão patelar se demonstrarem calcificações ou espessamento na sua região e, nos casos de ruptura completa, se demonstrarem a patela deslocada superiormente, com ou sem fratura do seu pólo inferior.

Inegavelmente são a ultra-sonografia (US) e a ressonância magnética (RM) os dois métodos mais indicados para a avaliação desses atletas. Ambas podem detectar um espessamento heterogêneo do tendão, com ou sem focos de rupturas parciais. Pessoalmente, acho que a RM é superior à US na distinção entre áreas de degeneração e pequenas rupturas no interior de um tendão muito alterado e na avaliação da extensão de rupturas parciais. Ambos os métodos são excelentes para fazer um acompanhamento evolutivo da lesão.

O fato de o tendão ser superficial e grande facilita a sua avaliação pela US. Ainda assim, a RM é um exame mais completo. E isso se justifica na capacidade que a RM tem de avaliar a articulação do joelho como um todo. Além de estudar muito bem o tendão patelar, a RM avalia outras estruturas que podem apresentar lesão, provendo informações para o diagnóstico diferencial. Afinal, como mencionado anteriormente, há outras doenças ou lesões que podem simular os sintomas do tendão patelar, como condromalácia patelar, inflamação da gordura infra-patelar (de Hoffa), doença de Osgood-Schlatter, bursites e osteoartrose patelo-femural.

Ao receber um relatório de RM, o médico do atleta terá muitas informações para completar o diagnóstico clínico e iniciar o tratamento específico. E se a lesão já for conhecida, com um exame de controle, ele saberá como está a sua evolução, e poderá orientar o atleta de forma prevenir (ou pelo menos tentar) que a lesão progrida como, por exemplo, para uma ruptura total.

Concluindo, a RM é uma excelente ferramenta a serviço da medicina esportiva para o diagnóstico inicial de doenças do joelho, especialmente a lesão do tendão patelar, porque permitirá diagnosticá-la, graduá-la e diferenciá-la de outras alterações. Ao fazer o acompanhamento da lesão, fornecerá informações úteis para a prevenção de complicações.

Cadê as boas notícias no esporte? Seria excesso de atividade física?

Vamos lá, doping confirmado da nadadora, problema sério (tumor) com o Nenê Hilário, aposentadoria precoce por lesão ortopédica do Guga, nova lesão ortopédica no Ronaldo “fenômeno”, afastamento por arritmia cardíaca da Kátia, jogadora de basquete e infelizmente a morte por arritmia de uma antiga usuária da academia. Esse começo de ano está pesado para nós esportistas, atletas e amantes dos esportes. O que parece ser... deve ser! Excessos físicos e de uso de suplementos, falta de cuidado, pressa em voltar, falta de ou erro na avaliação médica. Essas perguntas nos incomodam e muito.

Sem dúvida, nada acontece por acaso. O esporte há tempos mudou e deixou de ser sinônimo de SAÚDE, os exemplos estão aí. Saúde é a prática de atividade física regular, dentro dos limites de cada um e de baixo risco, onde o benefício adquirido hoje está bem claro para a ciência. O fato do esporte ser tão traumático e exigente se explica pela forte necessidade pessoal (e comercial) de superação de todos os limites. Não podemos criticar os nossos atletas, pois são PROFISSIONAIS e esperamos no mínimo que tenham uma equipe multiprofissional cuidando para minimizar os riscos próprios de cada esporte e orientando contra o doping.

As lesões ortopédicas em geral são conseqüência de gestos esportivos repetidos, ou de excessos de toda ordem vinda das exigências do esporte profissional atual. No início dos anos 70, quando um Gerson, ou Rivelino recebia a bola, tinham vários segundos para pensar e lançá-la magistralmente. Hoje basta receber a bola que um ou vários adversários já estão juntos para “rachar” ou ganhar a jogada.
Doenças cardíacas não ocorrem pela prática normal do esporte, estão presentes, mas não detectadas, ou não valorizadas pelo esportista, atleta e até mesmo pelos responsáveis. Isto é o que aprendemos em mais de 35 anos de experiência com cardiologia e medicina do esporte.

Mais recentemente, estudos mostraram que o excesso de treinamento (sem controle profissional) tem deixado sua marca patológica, não só ortopédica, mas também imunológica. A resistência do organismo contra as viroses comuns, por exemplo, diminui em indivíduos que treinam em excesso (ocorre diminuição dos leucócitos e de complementos imunológicos) facilitando as infecções virais e em alguns, atingindo especificamente o coração, chamadas de miocardites, mesmo dias depois da virose ter acontecido. São causadoras de arritmias e outras complicações. Daí então, muitos esportistas e atletas saudáveis, de repente, aparecerem com problemas cardíacos. Essa é uma das situações mais preocupantes ultimamente.

O que fazer? Voltamos a velha tecla, avaliações médicas especializadas anuais para a maioria e semestrais nos esportes, ou exercícios mais desgastantes. Estando com infecção, ou alguma doença, espere a cura para reiniciar as atividades físicas. Importante lembrar que as avaliações não são um seguro de vida, mas os riscos irão diminuir bastante.


Cadê as boas notícias no esporte? Seria excesso de atividade física?

Atletismo · 18 fev, 2008

Vamos lá, doping confirmado da nadadora, problema sério (tumor) com o Nenê Hilário, aposentadoria precoce por lesão ortopédica do Guga, nova lesão ortopédica no Ronaldo “fenômeno”, afastamento por arritmia cardíaca da Kátia, jogadora de basquete e infelizmente a morte por arritmia de uma antiga usuária da academia. Esse começo de ano está pesado para nós esportistas, atletas e amantes dos esportes. O que parece ser... deve ser! Excessos físicos e de uso de suplementos, falta de cuidado, pressa em voltar, falta de ou erro na avaliação médica. Essas perguntas nos incomodam e muito.

Sem dúvida, nada acontece por acaso. O esporte há tempos mudou e deixou de ser sinônimo de SAÚDE, os exemplos estão aí. Saúde é a prática de atividade física regular, dentro dos limites de cada um e de baixo risco, onde o benefício adquirido hoje está bem claro para a ciência. O fato do esporte ser tão traumático e exigente se explica pela forte necessidade pessoal (e comercial) de superação de todos os limites. Não podemos criticar os nossos atletas, pois são PROFISSIONAIS e esperamos no mínimo que tenham uma equipe multiprofissional cuidando para minimizar os riscos próprios de cada esporte e orientando contra o doping.

As lesões ortopédicas em geral são conseqüência de gestos esportivos repetidos, ou de excessos de toda ordem vinda das exigências do esporte profissional atual. No início dos anos 70, quando um Gerson, ou Rivelino recebia a bola, tinham vários segundos para pensar e lançá-la magistralmente. Hoje basta receber a bola que um ou vários adversários já estão juntos para “rachar” ou ganhar a jogada.
Doenças cardíacas não ocorrem pela prática normal do esporte, estão presentes, mas não detectadas, ou não valorizadas pelo esportista, atleta e até mesmo pelos responsáveis. Isto é o que aprendemos em mais de 35 anos de experiência com cardiologia e medicina do esporte.

Mais recentemente, estudos mostraram que o excesso de treinamento (sem controle profissional) tem deixado sua marca patológica, não só ortopédica, mas também imunológica. A resistência do organismo contra as viroses comuns, por exemplo, diminui em indivíduos que treinam em excesso (ocorre diminuição dos leucócitos e de complementos imunológicos) facilitando as infecções virais e em alguns, atingindo especificamente o coração, chamadas de miocardites, mesmo dias depois da virose ter acontecido. São causadoras de arritmias e outras complicações. Daí então, muitos esportistas e atletas saudáveis, de repente, aparecerem com problemas cardíacos. Essa é uma das situações mais preocupantes ultimamente.

O que fazer? Voltamos a velha tecla, avaliações médicas especializadas anuais para a maioria e semestrais nos esportes, ou exercícios mais desgastantes. Estando com infecção, ou alguma doença, espere a cura para reiniciar as atividades físicas. Importante lembrar que as avaliações não são um seguro de vida, mas os riscos irão diminuir bastante.

Celulite: 10 perguntas e respostas sobre o inimigo das mulheres

O Webrun conta com uma nova colunista da seção Mulheres. Bruna Iasi, nutricionista especializada em fisiologia do exercício, irá abordar todo mês aqui assuntos que só as mulheres entendem. Para começar ela reuniu as 10 perguntas mais frequentes sobre a indesejada celulite. Confira!

São Paulo - A celulite é um problema estético que afeta (e preocupa) 95% das mulheres. Em torno dela existem muitas dúvidas e mitos que irei esclarecer aqui:

1) O que é a celulite?

A celulite é uma afecção benigna, que afeta principalmente as mulheres. Ela é caracterizada principalmente pelo aparecimento de ondulações na pele, causando um aspecto de “casca de laranja”. Isto ocorre devido o aumento do tecido gorduroso sob a pele, acarretando em alterações da microcirculação e conseqüente aumento do tecido fibroso (que causa o aspecto característico da celulite).

2) Por que as mulheres têm mais celulite do que os homens?

No tecido gorduroso existem também as fibras, que separam os grupos de lipócitos (aqueles que compõe o tecido adiposo). É por causa das características dessas fibras que as mulheres desenvolvem mais celulite que os homens. Nas mulheres as fibras são finas e perpendiculares à pele, ligando a pele ao tecido muscular mais profundo. Já nos homens as fibras são mais grossas e se ligam à musculatura de forma oblíqua.

Quando aumenta o tamanho do tecido gorduroso na mulher, por causa do acúmulo de gordura, este tecido se expande em direção à pele. Quando o mesmo acontece no homem, as fibras resistem a esta expansão e levam o tecido gorduroso em direção a profundidade, o que resulta no não aparecimento da celulite.

3) É verdade que a celulite tem estágios?

Sim. A celulite tem quatro estágios de evolução que são caracterizados pelo inchaço, tamanho dos nódulos, comprometimento da circulação e dor. Os graus três e quatro podem ser dolorosos.

4) A celulite aparece com mais frequência em quais locais do corpo?

A celulite aparece principalmente na região dos glúteos, coxa, abdômen, nuca e braços.

5) Quais são os fatores que fazem a celulite aparecer?

A celulite é multifatorial. Entre os principais fatores estão: alterações hormonais, de microcirculação, metabólicas e imunológicas, além da predisposição genética. Outros fatores que também são agravantes: alimentação inadequada, sedentarismo, alcoolismo, pílulas anticoncepcionais, cigarro, obesidade, excesso de sal e estresse.

6)É verdade que roupa apertada causa celulite?

Roupas apertadas não provocam a celulite, mas comprimem os vasos (normalmente nas coxas e glúteos), que prejudicam a circulação na região podendo piorar o quadro já existente.

7) Refrigerante e água com gás causam celulite?

Não. O que causa a celulite, como já foi dito anteriormente, é o aumento das células gordurosas. O refrigerante com açúcar pode levar o aumento destas células e conseqüentemente o aparecimento da celulite. O que realmente leva a celulite não é o refrigerante, e sim o açúcar dele.

8) Como a alimentação pode ajudar na prevenção da celulite?

Uma alimentação saudável, balanceada e pobre em gorduras pode levar a uma redução de peso, diminuindo as células adiposas e conseiquetemente a celulite.

9) A corrida diminui a celulite?

Sim. As atividades físicas aumentam a circulação que melhoram o quadro da celulite.

10) Quais as três dicas básicas para fugir da temida celulite?

Alimentação saudável, ingerir mais de dois litros de água por dia e praticar atividade física.


Celulite: 10 perguntas e respostas sobre o inimigo das mulheres

Atletismo · 14 fev, 2008

O Webrun conta com uma nova colunista da seção Mulheres. Bruna Iasi, nutricionista especializada em fisiologia do exercício, irá abordar todo mês aqui assuntos que só as mulheres entendem. Para começar ela reuniu as 10 perguntas mais frequentes sobre a indesejada celulite. Confira!

São Paulo - A celulite é um problema estético que afeta (e preocupa) 95% das mulheres. Em torno dela existem muitas dúvidas e mitos que irei esclarecer aqui:

1) O que é a celulite?

A celulite é uma afecção benigna, que afeta principalmente as mulheres. Ela é caracterizada principalmente pelo aparecimento de ondulações na pele, causando um aspecto de “casca de laranja”. Isto ocorre devido o aumento do tecido gorduroso sob a pele, acarretando em alterações da microcirculação e conseqüente aumento do tecido fibroso (que causa o aspecto característico da celulite).

2) Por que as mulheres têm mais celulite do que os homens?

No tecido gorduroso existem também as fibras, que separam os grupos de lipócitos (aqueles que compõe o tecido adiposo). É por causa das características dessas fibras que as mulheres desenvolvem mais celulite que os homens. Nas mulheres as fibras são finas e perpendiculares à pele, ligando a pele ao tecido muscular mais profundo. Já nos homens as fibras são mais grossas e se ligam à musculatura de forma oblíqua.

Quando aumenta o tamanho do tecido gorduroso na mulher, por causa do acúmulo de gordura, este tecido se expande em direção à pele. Quando o mesmo acontece no homem, as fibras resistem a esta expansão e levam o tecido gorduroso em direção a profundidade, o que resulta no não aparecimento da celulite.

3) É verdade que a celulite tem estágios?

Sim. A celulite tem quatro estágios de evolução que são caracterizados pelo inchaço, tamanho dos nódulos, comprometimento da circulação e dor. Os graus três e quatro podem ser dolorosos.

4) A celulite aparece com mais frequência em quais locais do corpo?

A celulite aparece principalmente na região dos glúteos, coxa, abdômen, nuca e braços.

5) Quais são os fatores que fazem a celulite aparecer?

A celulite é multifatorial. Entre os principais fatores estão: alterações hormonais, de microcirculação, metabólicas e imunológicas, além da predisposição genética. Outros fatores que também são agravantes: alimentação inadequada, sedentarismo, alcoolismo, pílulas anticoncepcionais, cigarro, obesidade, excesso de sal e estresse.

6)É verdade que roupa apertada causa celulite?

Roupas apertadas não provocam a celulite, mas comprimem os vasos (normalmente nas coxas e glúteos), que prejudicam a circulação na região podendo piorar o quadro já existente.

7) Refrigerante e água com gás causam celulite?

Não. O que causa a celulite, como já foi dito anteriormente, é o aumento das células gordurosas. O refrigerante com açúcar pode levar o aumento destas células e conseqüentemente o aparecimento da celulite. O que realmente leva a celulite não é o refrigerante, e sim o açúcar dele.

8) Como a alimentação pode ajudar na prevenção da celulite?

Uma alimentação saudável, balanceada e pobre em gorduras pode levar a uma redução de peso, diminuindo as células adiposas e conseiquetemente a celulite.

9) A corrida diminui a celulite?

Sim. As atividades físicas aumentam a circulação que melhoram o quadro da celulite.

10) Quais as três dicas básicas para fugir da temida celulite?

Alimentação saudável, ingerir mais de dois litros de água por dia e praticar atividade física.

EUA condena uso de MP3 player nas competições de corrida

Correr com música é um tema polêmico. Muitos treinadores acreditam que a música pode distrair seus alunos, além de colocá-los em risco. Isto porque, ao se concentrar com o som dos MP3 players, o corredor acaba ignorando o barulho da cidade, possíveis buzinas, entre outros, e isso pode causar um indesejável acidente.

Ao pensar em todas essas possibilidades, o Clube de Corredores dos Estados Unidos junto com a federação norte-americana de atletismo criou uma espécie de “selo” contra fones de ouvido, que será distribuído aos organizadores das provas. A idéia não é proibir totalmente o uso de música durante as corridas, mas alertar os atletas.

“Essa é uma forma de educação e não obrigação. O selo é uma maneira simples de mostrar que determinados eventos condenam a utilização de fones”, revela Gerweck, membro da federação de atletismo norte-americana.

Além disso, eles defendem que banir os fones de ouvido e avisar os participantes sobre o assunto é de responsabilidade do organizador do evento. “Muitos corredores não entendem e não sabem qual é a responsabilidade de um diretor de prova. Nós temos que cuidar da segurança de cada atleta”, conta Jean Knaack, diretor executivo do Clube de Corredores dos Estados Unidos.

Brasil - Aqui no Brasil, a medida norte-americana ainda não é aplicada. Hoje os corredores são livres para decidirem se vão correr ou não com fones. Porém, o organizador do Ironman Brasil, Carlos Galvão, sempre recomenda o não uso dos fones. “Os atletas não devem usar o MP3 player nem para treinar. Essa é uma opinião pessoal”, revela.

Para ele o uso de fones é arriscado até mesmo nas provas com percurso controlado, aquelas que acontecem nas ruas. “O corredor pode estar distraído com a música e por algum motivo pegar um motorista desavisado, que não sabe que a prova está acontecendo. Ele não vai escutar uma freada, nem uma buzina”, explica.

Mas para Galvão nos percursos totalmente fechados, como na Maratona de Revezamento Ayrton Senna, os fones estão liberados. “Numa prova fechada, como Revezamento que acontece no Autódromo de Interlagos, é até legal porque dá um gás na corrida. Fora isso há sempre o risco e a vida deve estar acima de tudo”.

E você o que acha sobre o assunto. Correr ou não com música nas provas? Clique aqui e deixe sua opinião.


EUA condena uso de MP3 player nas competições de corrida

Caminhada · 12 fev, 2008

Correr com música é um tema polêmico. Muitos treinadores acreditam que a música pode distrair seus alunos, além de colocá-los em risco. Isto porque, ao se concentrar com o som dos MP3 players, o corredor acaba ignorando o barulho da cidade, possíveis buzinas, entre outros, e isso pode causar um indesejável acidente.

Ao pensar em todas essas possibilidades, o Clube de Corredores dos Estados Unidos junto com a federação norte-americana de atletismo criou uma espécie de “selo” contra fones de ouvido, que será distribuído aos organizadores das provas. A idéia não é proibir totalmente o uso de música durante as corridas, mas alertar os atletas.

“Essa é uma forma de educação e não obrigação. O selo é uma maneira simples de mostrar que determinados eventos condenam a utilização de fones”, revela Gerweck, membro da federação de atletismo norte-americana.

Além disso, eles defendem que banir os fones de ouvido e avisar os participantes sobre o assunto é de responsabilidade do organizador do evento. “Muitos corredores não entendem e não sabem qual é a responsabilidade de um diretor de prova. Nós temos que cuidar da segurança de cada atleta”, conta Jean Knaack, diretor executivo do Clube de Corredores dos Estados Unidos.

Brasil - Aqui no Brasil, a medida norte-americana ainda não é aplicada. Hoje os corredores são livres para decidirem se vão correr ou não com fones. Porém, o organizador do Ironman Brasil, Carlos Galvão, sempre recomenda o não uso dos fones. “Os atletas não devem usar o MP3 player nem para treinar. Essa é uma opinião pessoal”, revela.

Para ele o uso de fones é arriscado até mesmo nas provas com percurso controlado, aquelas que acontecem nas ruas. “O corredor pode estar distraído com a música e por algum motivo pegar um motorista desavisado, que não sabe que a prova está acontecendo. Ele não vai escutar uma freada, nem uma buzina”, explica.

Mas para Galvão nos percursos totalmente fechados, como na Maratona de Revezamento Ayrton Senna, os fones estão liberados. “Numa prova fechada, como Revezamento que acontece no Autódromo de Interlagos, é até legal porque dá um gás na corrida. Fora isso há sempre o risco e a vida deve estar acima de tudo”.

E você o que acha sobre o assunto. Correr ou não com música nas provas? Clique aqui e deixe sua opinião.

Nutrição: conheça a terapia das plantas

Estudos arqueológicos demonstram que há mais de 3.000 anos as ervas são utilizadas como medicamento, cosmético ou suplementos pelos humanos. A fitoterapia, ou terapia pelas plantas, já era conhecida e praticada pelas antigas civilizações.

A história da fitoterapia se confunde com a história da farmácia, já que até o século passado os medicamentos eram basicamente formulados à base de plantas medicinais. É admirável que o conhecimento desenvolvido por pesquisas sobre as plantas para fins medicinais, ou cosmético, tenha sobrevivido por milênios e, até hoje, exista a utilização dessas plantas.

No passado o descobrimento das propriedades curativas das plantas era meramente intuitivo, ou feito através de observação dos animais que, quando doentes, buscavam nas ervas cura para suas infecções. Mas hoje já há pesquisa em cima dessa área.

Talvez você nem prestou atenção, mas sabia que já pode estar fazendo uso desta terapia? Dentre alguns estimulantes não-alcóolicos, que existem no mercado, há exemplos bem conhecidos como o café, o cacau, a erva-mate, o guaraná, o alho, a erva-de-são-joão e o estramônio.

Tipos de ervas - Algumas das substâncias podem ou não ser tóxicas, isto depende da dosagem em que for utilizada. Atualmente somos constantemente bombardeados com novos lançamentos. Um deles é nativo da Coréia, China e Japão: a árvore do Ginkgo Biloba, considerada sagrada pelos budistas. Ela pode viver por mais de 4.000 anos devido a sua alta capacidade de suportar toxicidade e infecções. A planta despertou o interesse dos pesquisadores após o ataque aéreo da bomba atômica em Hiroshima quando voltou a brotar sob as ruínas.

Outro fitoterápico é o Cogumelo-do-Sol. Ele é um cogumelo comestível que contém grande quantidade de fibra, mais que o dobro das vitaminas, aminoácidos e sais minerais que a maioria dos cogumelos comestíveis. Porém, o seu uso como curativo ainda é objeto de pesquisas e quaisquer considerações a esse respeito devem ser cautelosas, já que não custa lembrar que a grande maioria das pesquisas sobre esse e outros produtos foram dirigidas quase sempre por organismos ligados aos que os comercializam.

Já a Coenzima Q-10 (CoQ10), é um composto sintetizado nas células. Considerado um fabuloso antioxidante a sua função como coenzima ocorre na mitocôndria, onde tem um papel essencial na via de produção de energia nas nossas células. Mas há poucos estudos que confirmam os benefícios da suplementação. Não existem notícias de efeitos colaterais nocivos relacionados a esse nutriente, mas não seria recomendado como um antioxidante de rotina.

Vale alertar que os fármacos podem interagir com os alimentos e seus nutrientes por distintos mecanismos, causando alterações tanto na natureza dos fármacos e seu desempenho, quanto no metabolismo dos nutrientes. Assim, tais reações podem levar a deficiência nutricional ou mudança no apetite, no paladar e no peso corporal.

A absorção e metabolismo deles podem ser alterados por outros suplementos, ou pela presença de alimentos. Alguns alimentos podem também causar reações tóxicas se ingeridos com certos medicamentos, já que os nutrientes podem modificar os efeitos por interferirem em processos farmacocinéticos, como absorção e distribuição acarretando prejuízo terapêutico (perda de eficácia ou toxicidade).

O setor fitoterápico é economicamente muito importante. Estima-se que 82% da população brasileira utiliza produtos a base de ervas. No Brasil o setor movimenta anualmente um bilhão de reais e emprega mais de 100 mil pessoas!

Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 80% da população mundial utiliza a fitoterapia no atendimento primário à saúde. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.

Mas a idéia do uso dos fitoterápicos não substitui os medicamentos registrados e já comercializados. Eles apenas aumentam a opção terapêutica dos profissionais da saúde, que podem oferecer medicamentos equivalentes e também registrados valorizando inclusive as tradições populares.

O problema é que cerca de 50% dos fitoterápicos disponíveis no mercado brasileiro apresentam alguma irregularidade (contaminação, impurezas, problemas de identificação botânica, adulteração, entre outros). Umas das causa dessa irregularidade pode ser o baixo preço pago pelo comércio que acarreta uma manutenção da baixa qualidade da matéria-prima e um conseqüente círculo vicioso.

Outro problema é que das 400 plantas medicinais comercializadas no Brasil, 75% são de origem extrativa, ou seja, coletadas diretamente de seu habitat, sem qualquer manejo, o que gera grande pressão ambiental causando problemas na sustentabilidade com riscos de extinção. Como em outras áreas, o consumo dessas “plantas milagrosas” é estimulado pela propaganda e pela atuação fraca dos organismos estatais responsáveis pela vigilância sanitária. Mas, é inegável e inaceitável que para muitos as plantas medicinais sejam o único lenitivo para os seus males.

É bem provável que das cerca de 200 mil espécies vegetais, que possam existir no Brasil, pelo menos a metade pode ter alguma propriedade terapêutica útil para população, mas nem 1% dessas espécies com potencial foram motivos de estudos adequados.

Por isso as pesquisas com estas espécies devem receber apoio total do poder público pelo fator econômico e ambiental. Isto porque muitas substâncias exclusivas de plantas brasileiras encontram-se patenteadas por empresas ou órgãos governamentais estrangeiros, já que a pesquisa nacional não recebe o devido apoio.

Uma grande vantagem a ser aproveitada é que os trabalhos de pesquisa com plantas medicinais via de regra originam medicamentos em menor tempo, com custos muitas vezes inferiores e, conseqüentemente, mais acessíveis à população.


Nutrição: conheça a terapia das plantas

Atletismo · 11 fev, 2008

Estudos arqueológicos demonstram que há mais de 3.000 anos as ervas são utilizadas como medicamento, cosmético ou suplementos pelos humanos. A fitoterapia, ou terapia pelas plantas, já era conhecida e praticada pelas antigas civilizações.

A história da fitoterapia se confunde com a história da farmácia, já que até o século passado os medicamentos eram basicamente formulados à base de plantas medicinais. É admirável que o conhecimento desenvolvido por pesquisas sobre as plantas para fins medicinais, ou cosmético, tenha sobrevivido por milênios e, até hoje, exista a utilização dessas plantas.

No passado o descobrimento das propriedades curativas das plantas era meramente intuitivo, ou feito através de observação dos animais que, quando doentes, buscavam nas ervas cura para suas infecções. Mas hoje já há pesquisa em cima dessa área.

Talvez você nem prestou atenção, mas sabia que já pode estar fazendo uso desta terapia? Dentre alguns estimulantes não-alcóolicos, que existem no mercado, há exemplos bem conhecidos como o café, o cacau, a erva-mate, o guaraná, o alho, a erva-de-são-joão e o estramônio.

Tipos de ervas - Algumas das substâncias podem ou não ser tóxicas, isto depende da dosagem em que for utilizada. Atualmente somos constantemente bombardeados com novos lançamentos. Um deles é nativo da Coréia, China e Japão: a árvore do Ginkgo Biloba, considerada sagrada pelos budistas. Ela pode viver por mais de 4.000 anos devido a sua alta capacidade de suportar toxicidade e infecções. A planta despertou o interesse dos pesquisadores após o ataque aéreo da bomba atômica em Hiroshima quando voltou a brotar sob as ruínas.

Outro fitoterápico é o Cogumelo-do-Sol. Ele é um cogumelo comestível que contém grande quantidade de fibra, mais que o dobro das vitaminas, aminoácidos e sais minerais que a maioria dos cogumelos comestíveis. Porém, o seu uso como curativo ainda é objeto de pesquisas e quaisquer considerações a esse respeito devem ser cautelosas, já que não custa lembrar que a grande maioria das pesquisas sobre esse e outros produtos foram dirigidas quase sempre por organismos ligados aos que os comercializam.

Já a Coenzima Q-10 (CoQ10), é um composto sintetizado nas células. Considerado um fabuloso antioxidante a sua função como coenzima ocorre na mitocôndria, onde tem um papel essencial na via de produção de energia nas nossas células. Mas há poucos estudos que confirmam os benefícios da suplementação. Não existem notícias de efeitos colaterais nocivos relacionados a esse nutriente, mas não seria recomendado como um antioxidante de rotina.

Vale alertar que os fármacos podem interagir com os alimentos e seus nutrientes por distintos mecanismos, causando alterações tanto na natureza dos fármacos e seu desempenho, quanto no metabolismo dos nutrientes. Assim, tais reações podem levar a deficiência nutricional ou mudança no apetite, no paladar e no peso corporal.

A absorção e metabolismo deles podem ser alterados por outros suplementos, ou pela presença de alimentos. Alguns alimentos podem também causar reações tóxicas se ingeridos com certos medicamentos, já que os nutrientes podem modificar os efeitos por interferirem em processos farmacocinéticos, como absorção e distribuição acarretando prejuízo terapêutico (perda de eficácia ou toxicidade).

O setor fitoterápico é economicamente muito importante. Estima-se que 82% da população brasileira utiliza produtos a base de ervas. No Brasil o setor movimenta anualmente um bilhão de reais e emprega mais de 100 mil pessoas!

Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 80% da população mundial utiliza a fitoterapia no atendimento primário à saúde. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.

Mas a idéia do uso dos fitoterápicos não substitui os medicamentos registrados e já comercializados. Eles apenas aumentam a opção terapêutica dos profissionais da saúde, que podem oferecer medicamentos equivalentes e também registrados valorizando inclusive as tradições populares.

O problema é que cerca de 50% dos fitoterápicos disponíveis no mercado brasileiro apresentam alguma irregularidade (contaminação, impurezas, problemas de identificação botânica, adulteração, entre outros). Umas das causa dessa irregularidade pode ser o baixo preço pago pelo comércio que acarreta uma manutenção da baixa qualidade da matéria-prima e um conseqüente círculo vicioso.

Outro problema é que das 400 plantas medicinais comercializadas no Brasil, 75% são de origem extrativa, ou seja, coletadas diretamente de seu habitat, sem qualquer manejo, o que gera grande pressão ambiental causando problemas na sustentabilidade com riscos de extinção. Como em outras áreas, o consumo dessas “plantas milagrosas” é estimulado pela propaganda e pela atuação fraca dos organismos estatais responsáveis pela vigilância sanitária. Mas, é inegável e inaceitável que para muitos as plantas medicinais sejam o único lenitivo para os seus males.

É bem provável que das cerca de 200 mil espécies vegetais, que possam existir no Brasil, pelo menos a metade pode ter alguma propriedade terapêutica útil para população, mas nem 1% dessas espécies com potencial foram motivos de estudos adequados.

Por isso as pesquisas com estas espécies devem receber apoio total do poder público pelo fator econômico e ambiental. Isto porque muitas substâncias exclusivas de plantas brasileiras encontram-se patenteadas por empresas ou órgãos governamentais estrangeiros, já que a pesquisa nacional não recebe o devido apoio.

Uma grande vantagem a ser aproveitada é que os trabalhos de pesquisa com plantas medicinais via de regra originam medicamentos em menor tempo, com custos muitas vezes inferiores e, conseqüentemente, mais acessíveis à população.

Depois do carnaval, chegou a vez do treino

Ufa! O carnaval passou e você deve estar todo moído, acabado, detonado. Mas “bora lá”! Levanta a cabeça! Prepare esse corpo que te pertence para mais um ano. É difícil, eu sei, também sou atleta amadora, mas desistir nunca, e para quem prometeu no final do ano que era agora que ia começar só digo uma coisa: BORA! Força, palavra é palavra.

Por isso vou dar algumas dicas para você que quer começar e não sabe por onde. Primeiro pense que você é a pessoa mais importante, e que você merece um cuidado todo especial. Antes de começar uma atividade física, o ideal é fazer exames de check-up, como sangue completo e um ergométrico, ou até mesmo um ergoespirométrico, para saber a real capacidade de cada indivíduo.

Nesse começo é importante fazer também um exame de avaliação corporal. Ao fazer atividade física, às vezes nos perguntamos quanto obtivemos de resultado como: “reduziu minha gordura?”, “ganhei massa muscular?”, “qual parte do meu corpo precisa ser mais trabalhada?”. Para responder estas perguntas, é necessário mais do que uma balança (já que tecidos ósseos, musculares e gordura são diferentes em cada pessoa), é preciso fazer uma AVALIAÇÃO CORPORAL.

Ela é feita por um profissional e são utilizados equipamentos para medição de peso, altura, circunferências e dobras cutâneas. A avaliação, através das medidas, permite comparar resultados e verificar se o treino está sendo eficaz. Exemplo: uma pessoa que quer emagrecer pode não apresentar diferença de peso, mas ter medidas de dobras cutâneas reduzidas, ou seja, teve ganho de massa muscular e redução de gordura.

E é legal a cada três meses repetir o exame para saber como está a sua grande transformação de gordura para massa muscular. Os que ganharam peso e pensam numa redução alimentar, atenção, não devem fazer isso sem a orientação de um nutricionista. Esse profissional vai te ajudar na quantidade e na qualidade da sua alimentação.

E assim que os resultados estiverem em mãos, procure um profissional de Educação Física (um treinador) para te orientar qual a melhor opção para você e quais os materiais específicos para cada esporte. Você precisará adquirir, por exemplo, para a corrida de rua, um bom tênis específico para sua pisada (no próximo artigo falarei só sobre isso, o tênis ideal e seus cuidados).

Eu como técnica de caminhada e corrida de rua puxo a sardinha para mim. Você pode muito bem começar com uma caminhada leve seis vezes por semana e nesse começo meia hora basta e evite subidas por enquanto. Comece devagar não exija muito desse corpinho habituado a fazer NIENTE (nada em italiano).

Portanto cuide-se e vá treinar!


Depois do carnaval, chegou a vez do treino

Caminhada · 09 fev, 2008

Ufa! O carnaval passou e você deve estar todo moído, acabado, detonado. Mas “bora lá”! Levanta a cabeça! Prepare esse corpo que te pertence para mais um ano. É difícil, eu sei, também sou atleta amadora, mas desistir nunca, e para quem prometeu no final do ano que era agora que ia começar só digo uma coisa: BORA! Força, palavra é palavra.

Por isso vou dar algumas dicas para você que quer começar e não sabe por onde. Primeiro pense que você é a pessoa mais importante, e que você merece um cuidado todo especial. Antes de começar uma atividade física, o ideal é fazer exames de check-up, como sangue completo e um ergométrico, ou até mesmo um ergoespirométrico, para saber a real capacidade de cada indivíduo.

Nesse começo é importante fazer também um exame de avaliação corporal. Ao fazer atividade física, às vezes nos perguntamos quanto obtivemos de resultado como: “reduziu minha gordura?”, “ganhei massa muscular?”, “qual parte do meu corpo precisa ser mais trabalhada?”. Para responder estas perguntas, é necessário mais do que uma balança (já que tecidos ósseos, musculares e gordura são diferentes em cada pessoa), é preciso fazer uma AVALIAÇÃO CORPORAL.

Ela é feita por um profissional e são utilizados equipamentos para medição de peso, altura, circunferências e dobras cutâneas. A avaliação, através das medidas, permite comparar resultados e verificar se o treino está sendo eficaz. Exemplo: uma pessoa que quer emagrecer pode não apresentar diferença de peso, mas ter medidas de dobras cutâneas reduzidas, ou seja, teve ganho de massa muscular e redução de gordura.

E é legal a cada três meses repetir o exame para saber como está a sua grande transformação de gordura para massa muscular. Os que ganharam peso e pensam numa redução alimentar, atenção, não devem fazer isso sem a orientação de um nutricionista. Esse profissional vai te ajudar na quantidade e na qualidade da sua alimentação.

E assim que os resultados estiverem em mãos, procure um profissional de Educação Física (um treinador) para te orientar qual a melhor opção para você e quais os materiais específicos para cada esporte. Você precisará adquirir, por exemplo, para a corrida de rua, um bom tênis específico para sua pisada (no próximo artigo falarei só sobre isso, o tênis ideal e seus cuidados).

Eu como técnica de caminhada e corrida de rua puxo a sardinha para mim. Você pode muito bem começar com uma caminhada leve seis vezes por semana e nesse começo meia hora basta e evite subidas por enquanto. Comece devagar não exija muito desse corpinho habituado a fazer NIENTE (nada em italiano).

Portanto cuide-se e vá treinar!

Saiba onde retirar o kit da Volta Pedestre Cidade de Itu

Neste sábado (09) acontece a 24ª edição da Volta Pedestre Cidade de Itu, evento em comemoração ao aniversário da cidade, que contará com distâncias de 10 quilômetros para a corrida e cinco para a caminhada. Confira os detalhes do evento, inclusive o horário de retirada de do kit de participação.

O evento terá início às 18h, com largada e chegada na Avenida Prudente de Moraes, no bairro de Vila Nova, ao lado do Estádio Municipal "Dr. Novelli Junior”, com percurso pelas ruas da cidade aferido pela Federação Paulista de Atletismo. As categorias em disputa são Faixa Etária masculina e feminina; Atleta de Itu masculino e feminino e equipes.

A retirada do kit, contendo chip, número de peito e senhas (para entrega de medalhas) deverá ser feita no dia do evento, das 10h às 17h30 no Ginásio Municipal de Esportes "Prudente de Moraes" (anexo ao Estádio Municipal "Dr. Novelli Júnior"). No ato da retirada é necessário apresentar o comprovante original de depósito bancário.

Haverá premiação em dinheiro e com troféus para os cinco melhores colocados na categoria geral; para os cinco melhores atletas residentes na cidade e para os três melhores nas demais categorias. Entre as equipes, serão contempladas com troféus as três primeiras a chegar.


Saiba onde retirar o kit da Volta Pedestre Cidade de Itu

Caminhada · 06 fev, 2008

Neste sábado (09) acontece a 24ª edição da Volta Pedestre Cidade de Itu, evento em comemoração ao aniversário da cidade, que contará com distâncias de 10 quilômetros para a corrida e cinco para a caminhada. Confira os detalhes do evento, inclusive o horário de retirada de do kit de participação.

O evento terá início às 18h, com largada e chegada na Avenida Prudente de Moraes, no bairro de Vila Nova, ao lado do Estádio Municipal "Dr. Novelli Junior”, com percurso pelas ruas da cidade aferido pela Federação Paulista de Atletismo. As categorias em disputa são Faixa Etária masculina e feminina; Atleta de Itu masculino e feminino e equipes.

A retirada do kit, contendo chip, número de peito e senhas (para entrega de medalhas) deverá ser feita no dia do evento, das 10h às 17h30 no Ginásio Municipal de Esportes "Prudente de Moraes" (anexo ao Estádio Municipal "Dr. Novelli Júnior"). No ato da retirada é necessário apresentar o comprovante original de depósito bancário.

Haverá premiação em dinheiro e com troféus para os cinco melhores colocados na categoria geral; para os cinco melhores atletas residentes na cidade e para os três melhores nas demais categorias. Entre as equipes, serão contempladas com troféus as três primeiras a chegar.

Como são desenvolvidas as tecnologias esportivas?

Atualmente sabe-se que um tênis esportivo não é apenas a junção de um solado, cabedal e cadarço. Há muita tecnologia envolvida na construção de um novo calçado de corrida, tudo isso para garantir maior conforto e performance para o atleta.

O curioso é que essa nova tecnologia não é perceptível aos nossos olhos. Temos que confiar na palavra do vendedor da loja, quando ele diz, por exemplo, que o tênis de determinada marca tem a tecnologia de amortecimento “X”.

Mas as grandes marcas esportivas normalmente não costumam enganar seus consumidores. Eles realmente possuem equipes especializadas para desenvolverem o melhor produto. O engenheiro Tsuyoshi Nishiwaki, por exemplo, é o gerente do Instituto de Esportes e Ciências da Asics.

Em visita ao Brasil, Nishiwaki falou sobre a importância da sua área para os corredores, além de discutir o futuro dos equipamentos esportivos. Confira:

Webrun - Como funciona o laboratório da Asics no Japão?
Tsuyoshi Nishiwaki - O laboratório da Asics executa os seguintes trabalhos:

A) Projeta estruturalmente os calçados, as roupas e os equipamentos, como luva de beisebol, bola entre outros;
B) Testa a durabilidade do material;
C) Desenvolve um material exclusivo usado no solado dos calçados;
D) É responsável pela a aquisição de patentes.

WR - Como a Asics começou os projetos do laboratório?
TN - Começamos há aproximadamente 10 anos. Na época não tínhamos as diretrizes de avaliação de calçados. Então estabeleci um método quantitativo de avaliação de calçado baseado em respostas humanas. Depois que essa avaliação estava pronta pude colocar em prática as idéias.

WR - Qual foi a tecnologia mais importante que o Sr. já desenvolveu?
TN - Já criei muitas tecnologias importantes como um sistema antideformação que possui excelente amortecimento, ou outro que tem perfeito encaixe nos pés.

WR - Antigamente não era de conhecimento geral a importância do tipo de pisada para o corredor, assim como a necessidade de diferentes calçados. E todos corriam sem problemas. Por que esse assunto é divulgado hoje em dia e no que pode melhorar o desempenho do corredor? Pode-se dizer que há uma jogada de marketing nisso?
TN - O efeito do marketing na corrida é muito bom, porque os corredores passaram a ter conhecimento do setor. Se um corredor é pronador, ele realmente se sentirá mais confortável usando um modelo específico, como o Kayano, por exemplo, e se for um neutro ou supinador se sentirá mais confortável com um modelo Nimbo.

WR - O Japão é o berço das novas tecnologias. O que podemos esperar para o setor esportivo nos próximos anos?
TN - A Asics vai criar um modelo Kayano e Nimbo mais seguro, com mais amortecimento e estabilidade. No futuro certamente serão lançados alguns calçados que proporcionarão uma maior velocidade na corrida.

WR - O Sr. acredita que nas olimpíadas de Pequim vamos ter algo de diferente no setor esportivo (calçado/ vestuário), como por exemplo, aquelas roupas de natação que foram a novidade das Olimpíadas de Sidney, em 2000?
TN - Sim. Nos Jogos Olímpicos sempre há o lançamento de novos materiais e tecnologias. Mas na minha opinião não quero apenas focar os atletas de alta performance, mas levar essas tecnologias para os esportistas do mundo todo. Aumentar o número de público esportivo é o meu maior desejo.


Como são desenvolvidas as tecnologias esportivas?

Atletismo · 04 fev, 2008

Atualmente sabe-se que um tênis esportivo não é apenas a junção de um solado, cabedal e cadarço. Há muita tecnologia envolvida na construção de um novo calçado de corrida, tudo isso para garantir maior conforto e performance para o atleta.

O curioso é que essa nova tecnologia não é perceptível aos nossos olhos. Temos que confiar na palavra do vendedor da loja, quando ele diz, por exemplo, que o tênis de determinada marca tem a tecnologia de amortecimento “X”.

Mas as grandes marcas esportivas normalmente não costumam enganar seus consumidores. Eles realmente possuem equipes especializadas para desenvolverem o melhor produto. O engenheiro Tsuyoshi Nishiwaki, por exemplo, é o gerente do Instituto de Esportes e Ciências da Asics.

Em visita ao Brasil, Nishiwaki falou sobre a importância da sua área para os corredores, além de discutir o futuro dos equipamentos esportivos. Confira:

Webrun - Como funciona o laboratório da Asics no Japão?
Tsuyoshi Nishiwaki - O laboratório da Asics executa os seguintes trabalhos:

A) Projeta estruturalmente os calçados, as roupas e os equipamentos, como luva de beisebol, bola entre outros;
B) Testa a durabilidade do material;
C) Desenvolve um material exclusivo usado no solado dos calçados;
D) É responsável pela a aquisição de patentes.

WR - Como a Asics começou os projetos do laboratório?
TN - Começamos há aproximadamente 10 anos. Na época não tínhamos as diretrizes de avaliação de calçados. Então estabeleci um método quantitativo de avaliação de calçado baseado em respostas humanas. Depois que essa avaliação estava pronta pude colocar em prática as idéias.

WR - Qual foi a tecnologia mais importante que o Sr. já desenvolveu?
TN - Já criei muitas tecnologias importantes como um sistema antideformação que possui excelente amortecimento, ou outro que tem perfeito encaixe nos pés.

WR - Antigamente não era de conhecimento geral a importância do tipo de pisada para o corredor, assim como a necessidade de diferentes calçados. E todos corriam sem problemas. Por que esse assunto é divulgado hoje em dia e no que pode melhorar o desempenho do corredor? Pode-se dizer que há uma jogada de marketing nisso?
TN - O efeito do marketing na corrida é muito bom, porque os corredores passaram a ter conhecimento do setor. Se um corredor é pronador, ele realmente se sentirá mais confortável usando um modelo específico, como o Kayano, por exemplo, e se for um neutro ou supinador se sentirá mais confortável com um modelo Nimbo.

WR - O Japão é o berço das novas tecnologias. O que podemos esperar para o setor esportivo nos próximos anos?
TN - A Asics vai criar um modelo Kayano e Nimbo mais seguro, com mais amortecimento e estabilidade. No futuro certamente serão lançados alguns calçados que proporcionarão uma maior velocidade na corrida.

WR - O Sr. acredita que nas olimpíadas de Pequim vamos ter algo de diferente no setor esportivo (calçado/ vestuário), como por exemplo, aquelas roupas de natação que foram a novidade das Olimpíadas de Sidney, em 2000?
TN - Sim. Nos Jogos Olímpicos sempre há o lançamento de novos materiais e tecnologias. Mas na minha opinião não quero apenas focar os atletas de alta performance, mas levar essas tecnologias para os esportistas do mundo todo. Aumentar o número de público esportivo é o meu maior desejo.

10 perguntas e respostas sobre a ressonância magnética

Confira algumas perguntas e respostas sobre a Ressônancia Magnética, exame muitas vezes necessário para diagnosticar as lesões. Veja:

1- Vemos na imprensa muitas notícias sobre atletas que sofrem lesões e precisam de exames de Ressonância Magnética (RM). Só atletas profissionais precisam de exames mais sofisticados?

Não. Atletas profissionais, amadores ou recreacionais precisam sempre de um tratamento adequado. Se para algum deles for necessária a realização de uma RM para diagnóstico, então ele deverá fazê-la. Estes exames estão disponíveis para qualquer pessoa.

2- Por que um exame de RM é tão caro?

Isso se deve ao alto custo do equipamento e de sua manutenção e pela especialização do médico radiologista necessária para a execução e interpretação dos exames. Por outro lado, atualmente a maioria dos convênios médicos dá cobertura para exames de RM, portanto sem custos adicionais para os pacientes.

3- A RM é um bom meio para diagnosticar lesões esportivas?

Sim. A RM é o método de imagem que tem a melhor definição das estruturas anatômicas do sistema músculo-esquelético. Mas não é o único. Radiografias, ultra-sonografia e tomografia computadorizada também têm suas indicações.

4- Se a RM é o melhor exame para lesões músculo-esqueléticas, meu médico não deveria ter solicitado apenas esse exame, e em primeiro lugar?

Não, depende. A melhor forma de fazer diagnóstico por imagem é quando os exames são solicitados numa determinada ordem ou combinados entre si. E isso varia muito, dependendo da lesão, do atleta, e da opção do médico solicitante.

Ou seja, haverá casos em que uma radiografia simples bastará para o diagnóstico, ou casos em que será necessário uma combinação de radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, não obrigatoriamente todos estes e nem nessa ordem. Da mesma forma, há diagnósticos de não dependem de exames de RM ou mesmo de qualquer outro método de imagem.

5- A ressonância magnética usa radiação?

Não, a RM não usa radiação ionizante, como ocorre nas radiografias e tomografia computadorizadas. É um exame inócuo, que se baseia, simplificadamente, em campo eletromagnético e ondas de rádio. Pacientes grávidas com mais de 12 semanas de gestação já podem fazer este exame.

6- Tenho medo de fazer exame de RM porque acho que sou claustrofóbico.

Já há clínicas que possuem equipamento de alto campo magnético, cujo túnel (onde o paciente fica) é mais curto e mais largo, e que são tolerados pela grande maioria dos pacientes. Quando isso não for suficiente, o paciente poderá fazer seu exame sob sedação.

7-Exames de RM são sempre demorados?

Não. A duração do exame depende da rapidez do equipamento (que varia dependendo da "potência" do campo magnético) e da escolha do número de séries para o exame. Há exames de RM de joelho que duram menos de 20 minutos.

8- Equipamentos de RM de alto campo, baixo campo, campo aberto ou fechado. O que tudo isso significa?

Há equipamentos com campos magnéticos de diferentes "potências": desde 0,2T até 3,0T (T = Tesla). São chamados de baixo campo os de 0,2T e alto campo os de 1,5T, por exemplo. Com relação ao formato do aparelho, dizemos campo aberto para aqueles equipamentos em que o paciente não fica dentro de um túnel, mas sim sob um grande disco e campo fechado, quando o paciente se posiciona dentro de um túnel, aberto nas duas extremidades.

Porém já há equipamentos em que o túnel é tão mais curto e mais amplo de forma que o paciente fica com parte do corpo para fora dele, e com a vantagem de serem ao mesmo tempo equipamentos de alto campo magnético.

9- Por que às vezes é preciso tomar uma injeção de contraste para fazer uma RM? Há perigo nisso?

Em lesões esportivas a injeção intra-venosa de contraste é raramente necessária, mas, ocorrerá em casos onde há suspeita, por exemplo, de infecções, tumores, artrite, sinovite. Já o uso de contraste intra-articular (dentro da articulação) será necessário para artro-RM, que é uma modalidade para diagnosticar lesões intra-articulares especiais, como lesões em cartilagens, fibrocartilagens e osteocondrais. O contraste utilizado em RM não é o mesmo daquele utilizado em exames radiológicos e por tomografia computadorizada. As chances de reação alérgica na RM são muito menores e estatisticamente pouco significativas.

10- Tenho prótese. Posso fazer exame de RM?

Depende. Próteses metálicas ortopédicas, a depender de sua localização, não impedem a realização de uma RM, apesar de poder haver prejuízo na qualidade da imagem. Mas há sim contra-indicações absolutas para esse exame: marca-passo cardíaco, clips metálicos cirúrgicos (dependendo da sua localização), implantes no ouvido (cocleares), entre outros. O melhor é perguntar sobre os riscos para o médico que fez a cirurgia para a colocação da prótese, clip ou implante, ou se informar com a equipe da clínica radiológica.


10 perguntas e respostas sobre a ressonância magnética

Atletismo · 29 jan, 2008

Confira algumas perguntas e respostas sobre a Ressônancia Magnética, exame muitas vezes necessário para diagnosticar as lesões. Veja:

1- Vemos na imprensa muitas notícias sobre atletas que sofrem lesões e precisam de exames de Ressonância Magnética (RM). Só atletas profissionais precisam de exames mais sofisticados?

Não. Atletas profissionais, amadores ou recreacionais precisam sempre de um tratamento adequado. Se para algum deles for necessária a realização de uma RM para diagnóstico, então ele deverá fazê-la. Estes exames estão disponíveis para qualquer pessoa.

2- Por que um exame de RM é tão caro?

Isso se deve ao alto custo do equipamento e de sua manutenção e pela especialização do médico radiologista necessária para a execução e interpretação dos exames. Por outro lado, atualmente a maioria dos convênios médicos dá cobertura para exames de RM, portanto sem custos adicionais para os pacientes.

3- A RM é um bom meio para diagnosticar lesões esportivas?

Sim. A RM é o método de imagem que tem a melhor definição das estruturas anatômicas do sistema músculo-esquelético. Mas não é o único. Radiografias, ultra-sonografia e tomografia computadorizada também têm suas indicações.

4- Se a RM é o melhor exame para lesões músculo-esqueléticas, meu médico não deveria ter solicitado apenas esse exame, e em primeiro lugar?

Não, depende. A melhor forma de fazer diagnóstico por imagem é quando os exames são solicitados numa determinada ordem ou combinados entre si. E isso varia muito, dependendo da lesão, do atleta, e da opção do médico solicitante.

Ou seja, haverá casos em que uma radiografia simples bastará para o diagnóstico, ou casos em que será necessário uma combinação de radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, não obrigatoriamente todos estes e nem nessa ordem. Da mesma forma, há diagnósticos de não dependem de exames de RM ou mesmo de qualquer outro método de imagem.

5- A ressonância magnética usa radiação?

Não, a RM não usa radiação ionizante, como ocorre nas radiografias e tomografia computadorizadas. É um exame inócuo, que se baseia, simplificadamente, em campo eletromagnético e ondas de rádio. Pacientes grávidas com mais de 12 semanas de gestação já podem fazer este exame.

6- Tenho medo de fazer exame de RM porque acho que sou claustrofóbico.

Já há clínicas que possuem equipamento de alto campo magnético, cujo túnel (onde o paciente fica) é mais curto e mais largo, e que são tolerados pela grande maioria dos pacientes. Quando isso não for suficiente, o paciente poderá fazer seu exame sob sedação.

7-Exames de RM são sempre demorados?

Não. A duração do exame depende da rapidez do equipamento (que varia dependendo da "potência" do campo magnético) e da escolha do número de séries para o exame. Há exames de RM de joelho que duram menos de 20 minutos.

8- Equipamentos de RM de alto campo, baixo campo, campo aberto ou fechado. O que tudo isso significa?

Há equipamentos com campos magnéticos de diferentes "potências": desde 0,2T até 3,0T (T = Tesla). São chamados de baixo campo os de 0,2T e alto campo os de 1,5T, por exemplo. Com relação ao formato do aparelho, dizemos campo aberto para aqueles equipamentos em que o paciente não fica dentro de um túnel, mas sim sob um grande disco e campo fechado, quando o paciente se posiciona dentro de um túnel, aberto nas duas extremidades.

Porém já há equipamentos em que o túnel é tão mais curto e mais amplo de forma que o paciente fica com parte do corpo para fora dele, e com a vantagem de serem ao mesmo tempo equipamentos de alto campo magnético.

9- Por que às vezes é preciso tomar uma injeção de contraste para fazer uma RM? Há perigo nisso?

Em lesões esportivas a injeção intra-venosa de contraste é raramente necessária, mas, ocorrerá em casos onde há suspeita, por exemplo, de infecções, tumores, artrite, sinovite. Já o uso de contraste intra-articular (dentro da articulação) será necessário para artro-RM, que é uma modalidade para diagnosticar lesões intra-articulares especiais, como lesões em cartilagens, fibrocartilagens e osteocondrais. O contraste utilizado em RM não é o mesmo daquele utilizado em exames radiológicos e por tomografia computadorizada. As chances de reação alérgica na RM são muito menores e estatisticamente pouco significativas.

10- Tenho prótese. Posso fazer exame de RM?

Depende. Próteses metálicas ortopédicas, a depender de sua localização, não impedem a realização de uma RM, apesar de poder haver prejuízo na qualidade da imagem. Mas há sim contra-indicações absolutas para esse exame: marca-passo cardíaco, clips metálicos cirúrgicos (dependendo da sua localização), implantes no ouvido (cocleares), entre outros. O melhor é perguntar sobre os riscos para o médico que fez a cirurgia para a colocação da prótese, clip ou implante, ou se informar com a equipe da clínica radiológica.