Atletismo · 02 abr, 2008
Lendo um artigo recente voltado para corredores me deparei com um desafio que acabou virando pessoal. O autor fez um teste de múltiplas escolhas com perguntas sobre quantidade de calorias, gorduras e vitaminas específicas em alguns alimentos conhecidos.
Mostrei isso para um colega corredor e pedi que ele também o fizesse. Por ser leigo, obviamente a pontuação dele foi condizente. Mas dessa experiência voltei a pensar na questão de que muitas vezes o corredor hoje gosta de ir atrás dessas informações lendo revistas, sites e livros especializados.
O problema é que mesmo alguns tendo fundamentos muito bons sobre Nutrição Esportiva por outras vezes lhes faltam um conhecimento que seria importantíssimo caso eles quisessem uma maior independência na formulação de sua dieta e, acabam assim, tendo um comprometimento no rendimento.
Uma dica simples que pode parecer boba é o de criar o hábito de ler mais os rótulos dos alimentos que consumir. A lei nos dá essa informação nas tabelas, mas ainda é pouco aproveitada pelos consumidores. Lendo mais você vai ver o quanto pode atrapalhar um biscoito recheado a mais, algumas esfihas no fast food ou a diferença ente iogurtes e leites de diferentes marcas e tipos. Não que existam alimentos proibidos! Não penso assim! Mas vejo que muitas vezes, por total falta de controle, o peso deles no total diário acaba sendo subjugado. Crie esse hábito e tenho certeza absoluta que irá se espantar!
Quantidade - Outro resultado que pude perceber é como algumas impressões surgem e ficam impregnadas com o praticante de atividade física. Tanto se fala na importância do carboidrato que uma medida do que seria a quantidade ideal de uma refeição acaba ultrapassando em muito a que seria como uma porção recomendada.
Quantos não se esbaldam em macarronadas enormes em véspera de prova? O atleta acaba achando que por gastar mais energia nos treinos pode comer muito mais doces, calorias, porcarias e produtos esportivos do que a média da população. Isso porque, talvez não entenda e não saiba o valor nutricional deles.
Em parte pode ser verdade que tenhamos alguns privilégios e vantagens, mas não há uma imunidade que o treinamento crie. Essa tal liberdade é infelizmente muito menor do que se imagina.
Na semana que escrevo este artigo saí para jantar com um grupo de velocistas e era comum a expressão você hoje pode comer muito porque treinou forte. Mal sabiam o equivalente calórico que a sessão de treino causou. Acredite, ela é muito menor do que eles (e vocês) pensam!
Ou seja, podemos dizer que o atleta estando mais ciente sobre o que a modalidade esportiva praticada muda em seu metabolismo tanto qualitativamente (proporção de carboidratos, principalmente) quanto quantitativamente (calorias por dia) e mais bem informado sobre os valores nutricionais de sua alimentação habitual ele terá assim uma boa ferramenta para saber o quanto está andando na linha com uma dieta saudável e mais adequada às suas necessidades.
Não há por si só uma revista ou site que resolva. Se informe, leia rótulos, mas bata também um papo com um especialista. A reeducação alimentar deve ser prática, mas é também teórica.
Atletismo · 20 mar, 2008
Resposta: Oi Klebson. Para quem treina diariamente é importante fornecer ao corpo condições tanto para que possa treinar quanto para se recuperar bem para o dia seguinte. Antes dos treinos é interessante que você priorize os carboidratos (CHO). Não sei quais são os horários dos seus treinos e de suas refeições, então sugiro que você sempre inclua massas, pães e cereais em suas refeições. Mas para que não ultrapasse a quantidade calórica diária, seja cuidadoso nos acompanhamentos mais gordurosos.
Nas pequenas refeições antes dos treinos, procure ingerir CHO na forma de sucos, frutas, isotônicos ou pequenos lanches. Até 1h após os treinos busque ingerir por volta de 350kcal na proporção de 3:1 de CHO por proteína. Os alimentos podem ser bem parecidos aos consumidos antes, apenas terá que incluir alguma forma de proteína (frios, leite, iogurte, suplemento...). E não deixe de se hidratar também! Bons treinos!
Resposta concedida pelo nutricionista Danilo Balu. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP).
O conceito intestino preso (que também é conhecido como intestino preguiçoso, prisão de ventre, constipação, etc) tende a ser subjetivo, mas usualmente inclui: fezes endurecidas, esforço para evacuar, diminuição no número de evacuações habituais e sensação de eliminação incompleta das fezes. As causas mais comuns em indivíduos saudáveis incluem a ausência de resposta ao estímulo de defecar, ausência de fibras na dieta, ingestão insuficiente de líquidos, inatividade física e uso crônico de laxantes.
Saiba mais sobre fibras alimentares
A tensão nervosa, a ansiedade e uso de alguns medicamentos podem agravar o quadro. Porém, a constipação crônica pode resultar de uma variedade de distúrbios orgânicos e um médico deve ser consultado.
Este é um quadro que atinge de dois a 28% da população em países ocidentais. A vida moderna, os fast-foods e a falta de horários regulares para as refeições contribuem para esta condição. Uma a cada 200 mulheres jovens sofrem deste problema e apresentam uma piora do quadro nos períodos pré-menstruais (hormônios sexuais atingem níveis altos) e durante a gravidez (compressão do intestino pelo útero).
As dietas pobres em fibras resultam em um tempo de trânsito intestinal prolongado, permitindo uma maior absorção de água e a formação de fezes duras. As fibras alimentares são consideradas alimentos funcionais, pois apresentam benefícios para manutenção da saúde e prevenção de doenças. A utilização delas no quadro de intestino preso é de grande valia e elas apresentam grande vantagem em relação aos medicamentos, pois não viciam a mucosa intestinal e não apresentam efeitos colaterais. Porém, as fibras só têm efeito laxativo se houver grande consumo de líquidos ao decorrer do dia.
Alguns alimentos ricos em fibras são: farelos integrais, cereais integrais, grãos (trigo, aveia, milho), produtos integrais em geral, frutas e suco de frutas (exceto: maçã, goiaba e banana-maçã), verduras cruas e cozidas.
Algumas dicas para prevenir o intestino preso:
Suco laxativo - Segue abaixo a receita de um suco laxativo que pode ajudar bastante, devido seu alto teor de fibras:
Ingredientes:
Preparo: misture tudo e bata no liquidificador.
Atletismo · 11 mar, 2008
O conceito intestino preso (que também é conhecido como intestino preguiçoso, prisão de ventre, constipação, etc) tende a ser subjetivo, mas usualmente inclui: fezes endurecidas, esforço para evacuar, diminuição no número de evacuações habituais e sensação de eliminação incompleta das fezes. As causas mais comuns em indivíduos saudáveis incluem a ausência de resposta ao estímulo de defecar, ausência de fibras na dieta, ingestão insuficiente de líquidos, inatividade física e uso crônico de laxantes.
Saiba mais sobre fibras alimentares
A tensão nervosa, a ansiedade e uso de alguns medicamentos podem agravar o quadro. Porém, a constipação crônica pode resultar de uma variedade de distúrbios orgânicos e um médico deve ser consultado.
Este é um quadro que atinge de dois a 28% da população em países ocidentais. A vida moderna, os fast-foods e a falta de horários regulares para as refeições contribuem para esta condição. Uma a cada 200 mulheres jovens sofrem deste problema e apresentam uma piora do quadro nos períodos pré-menstruais (hormônios sexuais atingem níveis altos) e durante a gravidez (compressão do intestino pelo útero).
As dietas pobres em fibras resultam em um tempo de trânsito intestinal prolongado, permitindo uma maior absorção de água e a formação de fezes duras. As fibras alimentares são consideradas alimentos funcionais, pois apresentam benefícios para manutenção da saúde e prevenção de doenças. A utilização delas no quadro de intestino preso é de grande valia e elas apresentam grande vantagem em relação aos medicamentos, pois não viciam a mucosa intestinal e não apresentam efeitos colaterais. Porém, as fibras só têm efeito laxativo se houver grande consumo de líquidos ao decorrer do dia.
Alguns alimentos ricos em fibras são: farelos integrais, cereais integrais, grãos (trigo, aveia, milho), produtos integrais em geral, frutas e suco de frutas (exceto: maçã, goiaba e banana-maçã), verduras cruas e cozidas.
Algumas dicas para prevenir o intestino preso:
Suco laxativo - Segue abaixo a receita de um suco laxativo que pode ajudar bastante, devido seu alto teor de fibras:
Ingredientes:
Preparo: misture tudo e bata no liquidificador.
Atletismo · 14 fev, 2008
O Webrun conta com uma nova colunista da seção Mulheres. Bruna Iasi, nutricionista especializada em fisiologia do exercício, irá abordar todo mês aqui assuntos que só as mulheres entendem. Para começar ela reuniu as 10 perguntas mais frequentes sobre a indesejada celulite. Confira!
São Paulo - A celulite é um problema estético que afeta (e preocupa) 95% das mulheres. Em torno dela existem muitas dúvidas e mitos que irei esclarecer aqui:
1) O que é a celulite?
A celulite é uma afecção benigna, que afeta principalmente as mulheres. Ela é caracterizada principalmente pelo aparecimento de ondulações na pele, causando um aspecto de casca de laranja. Isto ocorre devido o aumento do tecido gorduroso sob a pele, acarretando em alterações da microcirculação e conseqüente aumento do tecido fibroso (que causa o aspecto característico da celulite).
2) Por que as mulheres têm mais celulite do que os homens?
No tecido gorduroso existem também as fibras, que separam os grupos de lipócitos (aqueles que compõe o tecido adiposo). É por causa das características dessas fibras que as mulheres desenvolvem mais celulite que os homens. Nas mulheres as fibras são finas e perpendiculares à pele, ligando a pele ao tecido muscular mais profundo. Já nos homens as fibras são mais grossas e se ligam à musculatura de forma oblíqua.
Quando aumenta o tamanho do tecido gorduroso na mulher, por causa do acúmulo de gordura, este tecido se expande em direção à pele. Quando o mesmo acontece no homem, as fibras resistem a esta expansão e levam o tecido gorduroso em direção a profundidade, o que resulta no não aparecimento da celulite.
3) É verdade que a celulite tem estágios?
Sim. A celulite tem quatro estágios de evolução que são caracterizados pelo inchaço, tamanho dos nódulos, comprometimento da circulação e dor. Os graus três e quatro podem ser dolorosos.
4) A celulite aparece com mais frequência em quais locais do corpo?
A celulite aparece principalmente na região dos glúteos, coxa, abdômen, nuca e braços.
5) Quais são os fatores que fazem a celulite aparecer?
A celulite é multifatorial. Entre os principais fatores estão: alterações hormonais, de microcirculação, metabólicas e imunológicas, além da predisposição genética. Outros fatores que também são agravantes: alimentação inadequada, sedentarismo, alcoolismo, pílulas anticoncepcionais, cigarro, obesidade, excesso de sal e estresse.
6)É verdade que roupa apertada causa celulite?
Roupas apertadas não provocam a celulite, mas comprimem os vasos (normalmente nas coxas e glúteos), que prejudicam a circulação na região podendo piorar o quadro já existente.
7) Refrigerante e água com gás causam celulite?
Não. O que causa a celulite, como já foi dito anteriormente, é o aumento das células gordurosas. O refrigerante com açúcar pode levar o aumento destas células e conseqüentemente o aparecimento da celulite. O que realmente leva a celulite não é o refrigerante, e sim o açúcar dele.
8) Como a alimentação pode ajudar na prevenção da celulite?
Uma alimentação saudável, balanceada e pobre em gorduras pode levar a uma redução de peso, diminuindo as células adiposas e conseiquetemente a celulite.
9) A corrida diminui a celulite?
Sim. As atividades físicas aumentam a circulação que melhoram o quadro da celulite.
10) Quais as três dicas básicas para fugir da temida celulite?
Alimentação saudável, ingerir mais de dois litros de água por dia e praticar atividade física.
Atletismo · 11 fev, 2008
Estudos arqueológicos demonstram que há mais de 3.000 anos as ervas são utilizadas como medicamento, cosmético ou suplementos pelos humanos. A fitoterapia, ou terapia pelas plantas, já era conhecida e praticada pelas antigas civilizações.
A história da fitoterapia se confunde com a história da farmácia, já que até o século passado os medicamentos eram basicamente formulados à base de plantas medicinais. É admirável que o conhecimento desenvolvido por pesquisas sobre as plantas para fins medicinais, ou cosmético, tenha sobrevivido por milênios e, até hoje, exista a utilização dessas plantas.
No passado o descobrimento das propriedades curativas das plantas era meramente intuitivo, ou feito através de observação dos animais que, quando doentes, buscavam nas ervas cura para suas infecções. Mas hoje já há pesquisa em cima dessa área.
Talvez você nem prestou atenção, mas sabia que já pode estar fazendo uso desta terapia? Dentre alguns estimulantes não-alcóolicos, que existem no mercado, há exemplos bem conhecidos como o café, o cacau, a erva-mate, o guaraná, o alho, a erva-de-são-joão e o estramônio.
Tipos de ervas - Algumas das substâncias podem ou não ser tóxicas, isto depende da dosagem em que for utilizada. Atualmente somos constantemente bombardeados com novos lançamentos. Um deles é nativo da Coréia, China e Japão: a árvore do Ginkgo Biloba, considerada sagrada pelos budistas. Ela pode viver por mais de 4.000 anos devido a sua alta capacidade de suportar toxicidade e infecções. A planta despertou o interesse dos pesquisadores após o ataque aéreo da bomba atômica em Hiroshima quando voltou a brotar sob as ruínas.
Outro fitoterápico é o Cogumelo-do-Sol. Ele é um cogumelo comestível que contém grande quantidade de fibra, mais que o dobro das vitaminas, aminoácidos e sais minerais que a maioria dos cogumelos comestíveis. Porém, o seu uso como curativo ainda é objeto de pesquisas e quaisquer considerações a esse respeito devem ser cautelosas, já que não custa lembrar que a grande maioria das pesquisas sobre esse e outros produtos foram dirigidas quase sempre por organismos ligados aos que os comercializam.
Já a Coenzima Q-10 (CoQ10), é um composto sintetizado nas células. Considerado um fabuloso antioxidante a sua função como coenzima ocorre na mitocôndria, onde tem um papel essencial na via de produção de energia nas nossas células. Mas há poucos estudos que confirmam os benefícios da suplementação. Não existem notícias de efeitos colaterais nocivos relacionados a esse nutriente, mas não seria recomendado como um antioxidante de rotina.
Vale alertar que os fármacos podem interagir com os alimentos e seus nutrientes por distintos mecanismos, causando alterações tanto na natureza dos fármacos e seu desempenho, quanto no metabolismo dos nutrientes. Assim, tais reações podem levar a deficiência nutricional ou mudança no apetite, no paladar e no peso corporal.
A absorção e metabolismo deles podem ser alterados por outros suplementos, ou pela presença de alimentos. Alguns alimentos podem também causar reações tóxicas se ingeridos com certos medicamentos, já que os nutrientes podem modificar os efeitos por interferirem em processos farmacocinéticos, como absorção e distribuição acarretando prejuízo terapêutico (perda de eficácia ou toxicidade).
O setor fitoterápico é economicamente muito importante. Estima-se que 82% da população brasileira utiliza produtos a base de ervas. No Brasil o setor movimenta anualmente um bilhão de reais e emprega mais de 100 mil pessoas!
Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 80% da população mundial utiliza a fitoterapia no atendimento primário à saúde. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.
Mas a idéia do uso dos fitoterápicos não substitui os medicamentos registrados e já comercializados. Eles apenas aumentam a opção terapêutica dos profissionais da saúde, que podem oferecer medicamentos equivalentes e também registrados valorizando inclusive as tradições populares.
O problema é que cerca de 50% dos fitoterápicos disponíveis no mercado brasileiro apresentam alguma irregularidade (contaminação, impurezas, problemas de identificação botânica, adulteração, entre outros). Umas das causa dessa irregularidade pode ser o baixo preço pago pelo comércio que acarreta uma manutenção da baixa qualidade da matéria-prima e um conseqüente círculo vicioso.
Outro problema é que das 400 plantas medicinais comercializadas no Brasil, 75% são de origem extrativa, ou seja, coletadas diretamente de seu habitat, sem qualquer manejo, o que gera grande pressão ambiental causando problemas na sustentabilidade com riscos de extinção. Como em outras áreas, o consumo dessas plantas milagrosas é estimulado pela propaganda e pela atuação fraca dos organismos estatais responsáveis pela vigilância sanitária. Mas, é inegável e inaceitável que para muitos as plantas medicinais sejam o único lenitivo para os seus males.
É bem provável que das cerca de 200 mil espécies vegetais, que possam existir no Brasil, pelo menos a metade pode ter alguma propriedade terapêutica útil para população, mas nem 1% dessas espécies com potencial foram motivos de estudos adequados.
Por isso as pesquisas com estas espécies devem receber apoio total do poder público pelo fator econômico e ambiental. Isto porque muitas substâncias exclusivas de plantas brasileiras encontram-se patenteadas por empresas ou órgãos governamentais estrangeiros, já que a pesquisa nacional não recebe o devido apoio.
Uma grande vantagem a ser aproveitada é que os trabalhos de pesquisa com plantas medicinais via de regra originam medicamentos em menor tempo, com custos muitas vezes inferiores e, conseqüentemente, mais acessíveis à população.
Atletismo · 05 dez, 2007
De tempos em tempos surge um novo grande caso de suspeita de doping que põe em cheque as conquistas de um(a) grande atleta e de muitos dos seus adversários na modalidade. Parece sempre haver o doping da moda, mas o que não parece mudar é a reação do acusado quando comunicado do resultado dos exames. Eles sempre negam veementemente. Acusam os testes de serem falíveis, assim como outros alegam possuir alguma característica genética natural que faça seu corpo ter determinada enzima ou hormônio em quantidades e concentrações acima da média do restante da população.
Outra estratégia de defesa que vem sendo usada já há alguns anos é a de dizer que consumiu a substância involuntariamente em algum suplemento alimentar ou remédio sem ler o rótulo ou bula. Essa chega a irritar muitos dos apaixonados do esporte porque parece querer nos fazer acreditar, quase que chamando a todos de ingênuos.
É quase certo que alguns (ou seria a maioria?) abusam dessa estratégia porque em tempos recentes ela provou ser realmente verdadeira. É aqui que eu gostaria de chegar. Não entro no mérito de dizer se acho que alguns atletas usaram ou não substâncias ergogênicas com fins escusos para obter vantagem. Um fato é que realmente hoje eles têm mais este cuidado a seguir.
Após inúmeros atletas serem pegos alegando este consumo involuntário, uma grande pesquisa foi feita na Grã-Bretanha junto a alguns dos mais populares suplementos de todos os tipos. Mas o enfoque foi maior nos suplementos de aminoácidos, whey protein e multivitamínicos.
Quais foram os resultados dos testes? Para espanto de muitos dos pesquisadores, alívio de atletas inocentes e incredulidade dos mais céticos, as pessoas submetidas ao uso de alguns suplementos, foram testadas e foram pegas nesse pretenso exame antidoping. E qual seria a razão para isso?
Algumas das marcas menos confiáveis estariam se usando deste artifício para gerar grandes ganhos de resultados no consumidor que assim voltaria a consumi-lo sem saber que seria vítima de um doping involuntário. É verdade que algumas deixavam claro no rótulo que continham substâncias proibidas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), mas outras simplesmente omitiam ou camuflavam!
Tornada pública esta pesquisa, hoje os britânicos aumentaram sua desconfiança sobre as marcas de menor confiabilidade e passaram a valorizar as marcas mais sérias. Por outro lado, os treinadores e atletas ganharam mais um tópico para se preocupar.
Qual é a recomendação? É óbvio que para a maioria de nós nunca terá que se preocupar em ser aprovado em um teste antidoping. Porém, pense comigo: se uma marca dessa engana você chegando a esse ponto, qual o cuidado que ela teria na produção desses suplementos?
Para aqueles que vivem do esporte, é imperativo que leiam atentamente os rótulos e busquem as marcas mais sérias para se precaver de qualquer tipo de problema, pois esta argumentação hoje já não livra ninguém de uma dura suspensão.
Atletismo · 10 out, 2007
As barras de proteínas se tornaram populares de alguns anos para cá. Elas vieram disputar um espaço antes aberto pelas barras de cereais, também ingressadas no mercado não muito tempo antes. Seu público consumidor é basicamente composto por praticantes de atividades físicas, que também são grandes consumidores das outras barrinhas.
Acontece que mesmo disputando a preferência dos praticantes de atividades físicas, a barra de proteína se difere muito das outras. E a diferença é algo que muitos consumidores não sabem muito bem explicar o porquê.
As barras de proteína, como o próprio nome já diz, possuem grandes quantidades de proteínas podendo ir de aproximadamente de 15g até algumas com mais de 70g. Por esse motivo ela está longe de substituir, ou ser substituída, pelas outras barras. Mas essa composição faz com que ela possa substituir por alguns momentos as proteínas que seriam consumidas em uma refeição. E essa é a sua principal vantagem!
Eu costumo recomendar as barras de proteína pela sua praticidade, não porque teria mais benefícios se comparado a uma refeição normal. Essas barras podem ser transportadas facilmente, têm uma validade considerável, existem sabores diversos e hoje são encontradas com preços bem mais acessíveis.
Mas ainda considero que a maior vantagem dela venha ainda a ser outra. As mais recentes e sérias pesquisas apontam que a rápida reposição de carboidrato (CHO) pós-treino é mais do que fundamental para aqueles, que buscam um pouco mais de rendimento e desempenho no esporte. As pesquisas demonstram também que essa reposição, quando acompanhada de uma pequena porção de proteína (na proporção de 3 CHO para 1 de proteína), potencializa esses ganhos. Agora pense comigo: qual outra fonte facilmente disponível de proteína em nossa rotina do dia-a-dia?
As barrinhas acabam sendo talvez a melhor alternativa, já que podem ser carregadas e armazenadas! Na lição de casa que acabo sempre passando, um dos exercícios é sempre o de possuir alguma delas por perto! Seja no carro, na mochila, no escritório ou em casa. Bons treinos!
Atletismo · 11 set, 2007
Quem já praticou musculação com o objetivo de ganhar músculos e tonificar a musculatura, ou quem também já entrou em um programa de treinamento de corrida, notou a diferença entre esses dois tipos de exercícios. Por isso é importante ressaltar que nem todas as atividades trazem o mesmo tipo de exigência ou demanda energética.
A corrida e a musculação diferem, principalmente pelo fato da corrida de longa distância ser um exercício predominantemente aeróbio enquanto a musculação é anaeróbia. Na nutrição essas particularidades fazem com que tenhamos que buscar um padrão de alimentação mais adequado para cada modalidade. Mas isso não significa que esse padrão seja completamente diferente. E se corremos e também praticamos musculação o mais indicado é que tenhamos hábitos alimentares corretos em cada momento.
A corrida por ser aeróbia acaba fazendo que em nossos treinos mais longos o corpo metabolize (queime) massa magra para obter energia dela. A musculação por sua vez, principalmente na fase de hipertrofia, aumenta levemente a necessidade de proteína para que aumentemos nossa musculatura. Então esteja sempre atento ao consumo de proteínas diariamente! Esse consumo acaba por ser ainda melhor se for feito também em uma pequena refeição após os treinos. Ou seja, certifique-se que esteja ingerindo sempre proteína em várias refeições ao longo do dia.
Por razões fisiológicas a proteína acaba sendo sempre melhor aproveitada pelo corpo quando vem acompanhada de uma pequena quantidade de carboidrato (CHO). E já sabemos também que o CHO é o principal combustível de nosso corpo na corrida. Então para que você obtenha o máximo da musculação e possa exercer seus treinos de corrida da melhor maneira possível use e abuse (no bom sentido, claro!) de CHO (como pão, arroz e batata) e proteína (queijo branco, iogurte, peito de peru e carnes magras). Só assim você terá os benefícios sem perder o pique nem a energia.
Atletismo · 03 abr, 2007
O brasileiro adora café. Seja de manhã, depois do almoço ou no meio tarde. Somos o segundo país em consumo de café, perdendo apenas para os Estados Unidos. A boa notícia é que a cafeína, uma das substâncias que compõem o café, aumenta o desempenho dos praticantes da corrida de rua.
A cafeína é um estimulante natural, que além do café, também é encontrada no chá e no guaraná em pó. Ela estimula o cérebro a fabricar mais serotonina (o famoso hormônio do humor) e também inibi o estresse e o mau humor. É como se fosse um antidepressivo natural.
O jornalista especializado em agro negócio, Arnaldo de Sousa, toma café todos os dias pela manhã e afirma que a bebida aromática aumenta sua performance. Em janeiro fiz o tiro de três mil metros em 11min50. Nesse dia não tinha tomado café. Um mês depois, consumindo o café, meu tempo foi para 11min20. E como bom estudioso do assunto, Arnaldo afirma: o café brasileiro é o mais gostoso do mundo.
A maratonista Fernanda Paradizo é viciada em café. Como já está acostumada a consumir a bebida, ela diz que sente diferença no seu desempenho quando consome uma quantidade maior de cafeína, como em suplementos. Mas ela afirma que em uma prova de ciclismo da qual participou em 2004, o primeiro Extra Distance 800 km, o café foi fundamental. Eu estava pedalando na madrugada de sábado para domingo, super cansada, quando resolvi parar num bar da beira da estrada e tomar um café. Dali em diante fui num gás total, relembra.
Segundo Arnaldo Sousa, correr faz com que as pessoas tenham mais vontade de ir atrás de suas metas. E o café ajuda nisso, dando mais disposição. É aquela história de não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, diz.
Então, tome sua xícara de café e corra! A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) explica mais sobre as propriedades dessa substância. Saiba mais: www.abic.com.br
Atletismo · 13 mar, 2007
O jornalista Marcelo André Carone, 27 anos, sofria de obesidade mórbida. Ele chegou a pesar mais de 160 kg e no início de 2005 se submeteu à cirurgia de redução do estômago. Normalmente quem passa por essa cirurgia tem um ano e meio para reduzir 40% do peso. Ou seja, Marcelo teria até meados deste ano para perder 65,2 Kg. Mas três meses após a cirurgia, o jornalista conseguiu perder 40 kg.
Um ano após a operação, ele já eliminou 75kg. Como isso aconteceu? Segundo Marcelo, a chave do sucesso está na determinação, disciplina e na corrida. Mas o desafio não foi tão fácil.
Nos três primeiros meses do pós-operatório, os novos magros (chamados pelos médicos), só podem caminhar. Passado esse período, estão liberados para qualquer atividade física. Marcelo, incentivado pelo irmão que também passou pela cirurgia, começou a treinar corrida. Sua primeira prova foi os 10km Unicsul em São Paulo, no ano passado. Ele correu cinco quilômetros em 32 minutos. De lá para cá, não larguei mais. Hoje corro, em média, uma ou duas provas por mês, diz.
O jovem costuma intercalar os treinos de corrida e musculação para evitar lesões e fadigas musculares. Ele corre de segunda-feira e quarta. Nos outros dias faz musculação, incluindo o sábado. Sem contar o futebol uma vez por semana e, até o mês passado, os ensaios na escola de samba, outra paixão dele. Comecei a fazer musculação este ano porque tenho um pouco de flacidez na região da barriga. Como morro de medo de cirurgia, capricho nas abdominais, afirma. Quem não sabe do passado dele, não diz que já foi obeso.
Segundo Marcelo, quando começou a correr, seu objetivo era somente terminar bem as provas. Hoje, mais experiente, ele vai além. Este ano vou correr uma meia maratona e também quero participar da Maratona de São Paulo.
A cirurgia do Marcelo foi, sem dúvida, um caso bem sucedido. Mas, segundo o Dr. Sizenando Ernesto de Lima Jr., que fez a operação, o sucesso se deve muito mais ao fator psicológico do que ao físico.
A cirurgia não muda a genética nem a cabeça do obeso. O sucesso está em a pessoa começar a pensar com a cabeça de um magro, afirma. O médico ainda explica que o obeso sofre da compulsão por comer. E, após a operação, essa compulsão deve-se transformar em algo benéfico para ele. Tudo em excesso faz mal. Mas precisamos transformar essa compulsão em algo que não seja a comida, nem drogas e álcool. Por isso, a atividade física é uma das melhores saídas, diz.
O cirurgião enfatiza que o primeiro e o segundo ano são os mais fáceis de manter a disciplina. Depois, complica. Aí a vantagem de ser ativo. A prática de exercícios, como a corrida, auxilia muito na manutenção, afirma.
Como funciona a cirurgia A cirurgia de redução de estômago consiste em diminuir o aparelho digestivo em 70%. Nos 30% que restam, é colocado um anel para lembrar o paciente da importância de uma boa mastigação. Caso isso não ocorra ou ele abuse da comida, os resultados são vômitos e até pedaços de alimentos entalados, que são retirados no hospital.
Uma pessoa que sofreu a intervenção cirúrgica deve tomar muito cuidado com doenças, como a anemia, já que todos os nutrientes devem ser consumidos, mas num número menor de refeições. Diferente de uma pessoa com 100% do aparelho digestivo, o ex-obeso consegue fazer, no máximo, quatro refeições diárias, sendo que uma delas deve ser algo bem leve, como uma fruta.
O objetivo da operação é aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem sofre de obesidade. Hoje a expectativa de vida de quem está bem acima do peso é de 20% a menos do que quem está no seu peso normal.
As indicações cirúrgicas para o tratamento da obesidade mórbida são: peso corporal 45 kg acima do peso ideal, ou seja, Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 40, mantido por período mínimo de dois anos. Também são candidatos à cirurgia pessoas com IMC entre 35 e 40, caso apresentem manifestações graves de doenças associadas, porém reversíveis ou mais facilmente controláveis com a perda de peso, tais como: diabetes, hipertensão arterial e osteoartroses.
Já as contra-indicações da cirurgia, são quando o paciente tem dúvidas sobre as modificações que a redução do peso trará em sua vida, já que nesse sentido o indivíduo é soberano em sua decisão. Do ponto de vista médico está contra indicada nos portadores de alcoolismo, especialmente se já desenvolveram cirrose hepática, no usuário de drogas e em alguns distúrbios psiquiátricos.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026