Triathlon · 10 out, 2007
Neste sábado (13), acontece na cidade de Kona, no Havaí, o Mundial de Ironman, prova que os organizadores e os especialistas esperam ser uma das mais competitivas de todos os tempos. Isso porque estarão reunidos os melhores triathletas do ano para decidir quem é o melhor do mundo.
Entre os homens, são apontados como favoritos o alemão Normann Stadler, bicampeão mundial (2004 e 2006), o australiano Chris McCormack, que venceu o Ironman de seu país de 2002 a 2006 consecutivamente, além de Faris Al-Sultan, terceiro no mundial do ano passado. De acordo com informações do site oficial, se nenhum deles chegar ao topo do pódio, muitos outros inscritos tem chances de realizar o feito.
McCormack, conhecido entre os amigos como Maca, relata em seu site oficial que chegou ao Havaí com bastante antecedência para poder treinar e se ambientar. Estou aqui há duas semanas e já me sinto em casa e muito bem após uma temporada na altitude. A maioria dos competidores já está na cidade e tenho conseguido bons treinamentos.
Já entre as mulheres, a briga promete ser tão acirrada quanto, ou ainda mais, já que haverá um duelo entre a australiana Michellie Jones, vencedora do Ironman do Havaí ano passado e Natascha Badmann, detentora do título mundial em 1998, 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005. Além da categoria elite, os atletas das categorias por faixa etária também prometem dar um show.
Triathlon · 30 ago, 2007
No último dia 26 o triatlheta brasileiro Ivan Albano participou do Ironman inaugural de Louisville, no estado americano de Kentucky, prova que reuniu cerca de 2034 atletas de 40 países e serviu como seletiva para o mundial da modalidade no Havaí. Ivan chegou na nona colocação, após uma ótima perna de natação e de bike.
A largada foi dada pontualmente às 6h50 no Rio Ohio, com uma forte correnteza contra até a metade da competição, condição que se inverteu no trecho final e os atletas nadaram a favor da corrente. Eu tive um grande dia na natação, saindo da água com o tempo de 52 minutos e minha transição para o ciclismo foi muito eficiente e tranqüila, comenta.
No início do ciclismo o clima mudou de figura e as nuvens carregadas deram lugar ao brilho do sol, que anunciava um forte calor e, certamente, mais dificuldades pela frente. O percurso é completamente plano nos primeiros 20 km, depois se torna interessante e bem difícil, mais foi a parte que eu mais gostei. A organização foi muito feliz de escolher esse trajeto, já que as subidas ajudaram a selecionar os grupos, ressalta.
Paisagem- O cenário era composto por estradas que ligavam diversas fazendas com suas criações de cavalos, já que Louisville é mundialmente conhecida como a cidade do jóqueis, com competições de turfe que atraem pessoas do mundo todo. A qualidade do asfalto me marcou muito. Mais ou menos no quilômetro 70 do ciclismo eu estava num grupo com alguns favoritos, como o tcheco Petr Vabrousek, que esse ano já tinha corrido seis Ironmans e usava o numero um.
Nesse momento havia uma seqüência de subidas e Albano tomou a decisão de partir pro ataque e conseguiu se desvencilhar do grupo, aproveitando que se sentia muito bem fisicamente. Essa é a modalidade que me sinto muito à vontade, então apenas mantive o ritmo e fechei a perna com o tempo de 4h51min. Na transição para a corrida já estava na quarta posição.
Quando os 42,195 quilômetros da corrida tiveram início, o sol queimava forte e os termômetros marcavam 38 graus. Apesar do trecho ser todo plano, ninguém teve moleza, pois a etapa anterior havia judiado muito das pernas dos triathletas. A cada uma milha (1.800m), havia um posto de abastecimento, mas ao logo do dia essa milha parecia se tornar 10 km, enfatiza.
Com o passar do tempo o desgaste foi aumentando e ele decidiu segurar um pouco o ritmo e adotou uma postura defensiva, sem se preocupar com os concorrentes à frente. Fui para quinto lugar, onde fiquei por um longo período, até que, ao faltar duas milhas para chegada (3.200m), comecei a enxergar tudo escuro e a ter sintomas de desidratação.
Percebendo a fadiga do brasileiro, os outros competidores aproveitaram para ultrapassá-lo e, ao final, ele cruzou em nono lugar com o tempo de 9h11min, um top 10 muito comemorado. Estou muito feliz com meu resultado, estou no caminho certo, pois essa consistência é muito importante e me motiva para os próximos desafios.
Apesar de ter ficado a uma posição da qualificação para o Mundial de Kona, ele já havia decidido não participar da competição, pois vai se dedicar à etapa da Flórida, em novembro. Esse foi o 16º Ironman que ele completou e se diz muito grato à sua esposa, a Deus e a seus treinadores e patrocinadores.
Triathlon · 07 ago, 2007
A penúltima etapa do RBK Premier Long Distance aconteceu no último domingo em Caiobá e os atletas enfrentaram 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida sob frio e chuva. Fábio Carvalho e Vanessa Gianinni foram os vencedores entre os profissionais, mas o destaque ficou por conta da amadora Lícia Oliveira.
Ela foi a primeira amadora a cruzar a linha de chegada e usou a competição como mais um treinamento para o Ironman do Havaí, vaga conquistada na disputa da modalidade em Florianópolis. Não estava pensando em disputar a prova de Caiobá com força total, mas sim como treino. Estava frio e, pra falar a verdade, sem muito ânimo. Mas como venho treinando seguidamente para o Ironman, achei bom deixar a rotina e competir pra valer, comenta a paulista.
Segundo a triathleta, durante a prova ela se sentiu muito bem e conseguiu impor um ritmo forte, até porque já havia competido com a maioria das adversárias. Eu sabia que poderia vencer e fiquei muito satisfeita com o resultado. Aos 28 anos de idade ela começou na natação, fazendo travessias, e está no triathlon desde 2003.
Ironwoman - Na etapa de abertura, no Rio de Janeiro, ela venceu na categoria 25 a 29, foi terceira no geral e, no Ironman Brasil, foi a 11ª entre as mulheres e garantiu uma vaga no Havaí. Nos meus planos tentaria uma vaga somente em 2008. Mas como meu marido e meus amigos foram, acabei indo na onda para treinar e graças a eles levei dinheiro para a inscrição.
O Mundial de Ironman acontece no dia 13 de outubro na Ilha de Kona, Havaí e, para viabilizar a participação, Lícia vai batalhar para conseguir apoio de alguma entidade privada. Espero que meus resultados possam sensibilizar alguma empresa que queira investir, comenta.
Triathlon · 26 jun, 2007
O brasileiro Marcus Ornellas conquistou, no último domingo (24), a quinta colocação do Ironman de Nice, na França. Além disso, o triathleta também garantiu uma vaga para o mundial da modalidade, que acontece em outubro no Havaí.
De acordo com o brasileiro, ele foi o 13º atleta a sair da água e a prova de bike foi de recuperação. Durante a transição da bike para corrida ele foi penalizado e teve que esperar seis minutos para continuar a prova.
Pela primeira vez na vida recebi uma penalização desse tipo. Fiquei muito chateado no momento, mas a prova ainda tinha muito para acontecer, então relaxei e me concentrei para a corrida. Estou super feliz pela colocação e pelo feito de mesmo com seis minutos parado e em uma prova dura como essa, ter conseguido fazer abaixo das nove horas, conta Marcus que finalizou em 8h59min38.
O vencedor da competição foi o triathleta espanhol Marcel Zamora, que conquistou pela segunda vez a prova francesa. Ele completou o Ironman em 8h38min45. Entre as mulheres a vencedora foi a francesa Alexandra Louison com 9h49min11.
Triathlon · 29 maio, 2007
Durante a cerimônia de entrega das vagas para o Ironman do Havaí, na manhã de ontem em Florianópolis, dezenas de atletas aguardavam ansiosamente o anúncio dos classificados. Mesmo com dores musculares e o corpo não recuperado totalmente, não faltou ânimo para os contemplados e para os familiares e amigos presentes.
Argentinos, brasileiros, canadenses, americanos, o salão parecia uma torre de babel com diversos grupos conversando entre si, mas a cada anúncio de um atleta que recebia a vaga, todos aplaudiam e assobiavam. Carlos Galvão, diretor do evento, fez questão de cumprimentar cada um dos 50 felizardos.
Paulo Costa, terceiro colocado na categoria 35 a 39 anos vai participar pela segunda vez da prova na capital havaiana e sabe que encontrará condições bem mais duras do que em Florianópolis. O clima já é diferente, pois venta muito e a temperatura é muito alta. É a nata do esporte, todos sonham em fazer, comenta.
Ao ser perguntado se já veio para a ilha da magia pensando na vaga, ele diz que não era o objetivo principal. A meta era completar e durante a prova vim desenvolvendo bem e percebi que conseguiria o pódio.
Meia finlandesa, meia brasileira - Quem também ostentava um sorriso de orelha a orelha era a finlandesa Viveka Kaitila, que foi a primeira colocada na categoria 40 a 44 anos. Ela mora no Brasil desde os quatro anos de idade e, apesar de competir em provas de triathlon desde 2002, participou em Floripa de seu segundo Ironman.
Ano passado fui para Lince (França) apenas para completar e esse ano tinha vontade de conseguir a vaga para o Havaí, mas não fiquei obcecada, comenta com um português impecável e sem nenhum resquício de sotaque estrangeiro.
Sobre Kona, ela prefere não ficar muito preocupada, pelo menos até o momento. Vou mais pelo clima da prova, o ambiente e as pessoas. É difícil para todo mundo, mas é a ilha da magia do Havaí. Radicada em São Paulo, ela diz que pretende se naturalizar em breve, pois se considera brasileira de coração.
Triathlon · 28 maio, 2007
Florianópolis - Oscar Galindez e Nina Kraft, vencedores do Ironman Brasil 2007, chegaram atrasados no local de inscrição para o Ironman do Havaí e perderam a vaga. De acordo com o regulamento, eles deveriam estar presentes no Clube Doze de Agosto às 9h de hoje (28) munidos do valor da inscrição em dólar americano em espécie.
A entrega das vagas começa com os atletas da categoria de elite e ambos chegaram após o anúncio de seus nomes. De acordo com Carlos Galvão, diretor do evento, a organização não vai voltar atrás e eles estão realmente desclassificados. A regra da WTC (World Triathlon Corporation) diz que é obrigatório que eles estejam presentes no horário estipulado. Eles chegaram atrasados e rolamos as vagas para os atletas subseqüentes.
Dessa forma, a americana Dede Griesbauer e a brasileira Fernanda Keller conquistaram a vaga para a competição em Kona entre as mulheres. Já entre os homens, o italiano Sebastian Pedraza (quarto colocado), o brasileiro Vinicius Dias Santana (oitavo) e o espanhol José Luis Villanueva (10° colocado) foram os contemplados.
Oscar Galindez preferiu não comentar o assunto até o momento e Nina Kraft não foi encontrada. Confira abaixo o trecho do regulamento sobre a inscrição do Havaí, extraído do site oficial da competição:
Por determinação da WTC todo pré-qualificado para o Havaí 2007 terá direito à vaga se estiver presente dia 28/05/07, às 9:00 horas, no Clube Doze de Agosto - Jurerê, com o valor da inscrição em dólar americano em espécie. Caso não esteja presente ao ser chamado ou não tenha a quantia em dólar americano, perderá o direito a vaga e será chamado o atleta seguinte e assim sucessivamente.
O Ironman Brasil aconteceu nesse último domingo em Florianópolis, Santa Catarina. O argentino Osar Galindez conquistou o tricampeonato da competição. Entre as mulheres a vencedora foi a alemã Nina Kraft.
O brasileiro Reinaldo Colucci foi o segundo colocado e quebrou o recorde do país na prova. Ele completou o Ironman em 8h29min09. O antigo recorde era de Fábio Carvalho com 8h38min42. Já a melhor brasileira foi a carioca Fernanda Keller, quarta colocada.
Confira aqui a galeria de fotos do evento com esses e mais atletas.
Triathlon · 28 maio, 2007
O Ironman Brasil aconteceu nesse último domingo em Florianópolis, Santa Catarina. O argentino Osar Galindez conquistou o tricampeonato da competição. Entre as mulheres a vencedora foi a alemã Nina Kraft.
O brasileiro Reinaldo Colucci foi o segundo colocado e quebrou o recorde do país na prova. Ele completou o Ironman em 8h29min09. O antigo recorde era de Fábio Carvalho com 8h38min42. Já a melhor brasileira foi a carioca Fernanda Keller, quarta colocada.
Confira aqui a galeria de fotos do evento com esses e mais atletas.
Triathlon · 27 maio, 2007
Florianópolis - A edição 2007 do Ironman Brasil aconteceu nesse domingo em Santa Catarina. Mais de 1.200 atletas participaram da competição que contou com 3,8km de natação, 180km de bike, e 42km de corrida. O argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez, confirmou favoritismo e conquistou o tricampeonato da prova.
Sem o seu principal adversário na cola, o alemão Olaf Sabatschus, que teve o pneu da bike furado e não consegui brigar pelo primeiro lugar, Galindez venceu tranquilamente. Foi uma prova muito boa. Eu não senti nenhuma dor por causa da minha lesão. As dores que senti foram outras. Normal para um Ironman, conta o argentino.
O segundo lugar ficou com o jovem brasileiro Reinaldo Colucci que cruzou a linha de chegada emocionado em 8h29min09. Aos 21 anos ele quebrou o recorde do Brasil na prova, pertencente ao atleta Fábio Carvalho (8h38min42).
Estava muito bem na prova. E com essa galera me apoiando tentei vencer, conta. De acordo com Colucci, a disputa pela primeira posição só não foi possível porque seu pneu furou na etapa de bike. Perdi cinco minutos na bike. Mas aos pouco fui garimpando até conseguir, revela.
O terceiro lugar da prova foi para o argentino Eduardo Sturla. Ele completou os 226km de prova em 8h29min26.
Mulheres - Já a briga feminina pelo primeiro lugar foi acirrada do início ao fim. Mas a alemã Nina Kraft levou a melhor. Ela conquistou o pódio no tempo de 9h12min39. Nunca vi um Ironman com uma briga tão forte feminina, conta. Essa foi a primeira vez que Nina participou da prova brasileira.
A segunda colocada foi a americana Dede Griesbauer em 9h18min18. Seu maior objetivo era conquistar uma vaga para o Mundial do Havaí. Foi um dia muito duro e longo. Agora vou me focar no mundial, conta. O terceiro lugar ficou Bella Comerford em 9h20min09.
A primeira brasileira que completou o Ironman foi a carioca Fernanda Keller. Aos 43 anos, ela finalizou a competição em 9hh29min29. O nível técnico da competição estava muito forte. Não pude dar mole me nenhum momento, diz.
Amadores - Os atletas de elite já completaram a prova, mas ainda restam sete horas de competição. Os amadores têm até a meia noite desse domingo para finalizarem o duo desafio.
Triathlon · 27 maio, 2007
Florianópolis - Com três participações no Ironman Brasil, Fred Monteiro focou seus treinamentos na bike e na corrida e esse ano espera chegar entre os 10 melhores, mas não esconde que finalizar entre os cinco é o foco principal. Ano passado peguei dengue, larguei com 40 graus de febre e não completei. Para esse ano minhas expectativas são as melhores, já que segui a mesma linha de treino dos anos anteriores, comenta o triathleta que foi nono em 2005 e 24° em 2004.
Fred encara o Ironman como uma prova diferente das outras competições de triathlon, pois segundo ele a prova tem uma magia especial. As vezes você faz um Troféu Brasil, um Internacional, ganha as provas, tem bons resultados, mas fazer um Ironman é muito superior.
Prova da superioridade da competição está logo na largada, onde as pessoas estão apreensivas, porém muito felizes de estar lá. A largada é um momento de ansiedade e de felicidade ao mesmo tempo, pois você passou muito tempo treinando, comenta. Segundo ele, o mar de Jurerê Internacional é cheio de ondulações, o que prejudica um pouco a performance.
Já na bike, ele afirma que as subidas são os locais de mais dificuldade e, assim como a maioria dos atletas, acredita que o vento pode atrapalhar muito, pois acontece geralmente nos trechos finais, onde todos estão bem debilitados. Por fim, a corrida, ele define como uma prova gostosa. Temos três oportunidades de passar pelo público, é plana e acho que uma das dificuldades maiores são as subidas e também as descidas. Acho que é pior para descer do que para subir, pois é um trecho bem duro e as pernas já vem bem judiadas.
Indagado se pretende buscar uma das vagas para o Ironman do Havaí, ele diz que prefere não pensar muito no assunto para evitar pressão. Eu venho focando uma melhor colocação possível. Prefiro pensar em fazer uma boa prova e, se conseguir, vou carimbar a vaga.
Triathlon · 27 maio, 2007
A edição desse ano do Ironman Brasil será o primeiro evento esportivo no país a receber o selo ambiental CarbonoNeutro, concedido à entidades que promovem a compensação de emissões ou absorção dos Gases de Efeito Estufa (GEE). Isso porque a quantidade de gás carbônico produzido pela prova será calculado e o valor obtido será transformado em número de árvores plantadas.
A organização do evento firmou um convênio com a entidade MaxAmbiental que coordena o programa CarbonoNeutro no Brasil, para viabilizar esse projeto. Estamos dando nossa contribuição para reduzir os níveis de poluição ambiental e também conscientizar que cada pessoa pode participar desse processo, diz Carlos Galvão, diretor geral do Ironman Brasil.
O cálculo será baseado na quantidade de gás carbônico emitido pela energia elétrica utilizada, pelo gerador instalado no Clube Doze de Agosto, pelo lixo orgânico produzido, além da poluição dos veículos. As árvores serão plantadas em regiões de Mata Atlântica dentro do projeto Florestas do Futuro, da ONG S.O.S. Mata Atlântica.
Essas árvores vão seqüestrar o gás carbônico e neutralizar o impacto do evento no meio ambiente, fator imperativo para a sobrevivência humana, diz José Guilherme Azevedo, da MaxAmbiental. Para mais informações sobre o projeto, basta acessar www.carbononeutro.com.br.
Alimentação · 17 jun, 2026
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