Entusiasmo marca entrega de vagas para o Havaí

Redação Webrun | Triathlon · 29 maio, 2007

Durante a cerimônia de entrega das vagas para o Ironman do Havaí, na manhã de ontem em Florianópolis, dezenas de atletas aguardavam ansiosamente o anúncio dos classificados. Mesmo com dores musculares e o corpo não recuperado totalmente, não faltou ânimo para os contemplados e para os familiares e amigos presentes.

Argentinos, brasileiros, canadenses, americanos, o salão parecia uma torre de babel com diversos grupos conversando entre si, mas a cada anúncio de um atleta que recebia a vaga, todos aplaudiam e assobiavam. Carlos Galvão, diretor do evento, fez questão de cumprimentar cada um dos 50 felizardos.

Paulo Costa, terceiro colocado na categoria 35 a 39 anos vai participar pela segunda vez da prova na capital havaiana e sabe que encontrará condições bem mais duras do que em Florianópolis. “O clima já é diferente, pois venta muito e a temperatura é muito alta. É a nata do esporte, todos sonham em fazer”, comenta.

Ao ser perguntado se já veio para a ilha da magia pensando na vaga, ele diz que não era o objetivo principal. “A meta era completar e durante a prova vim desenvolvendo bem e percebi que conseguiria o pódio”.

Meia finlandesa, meia brasileira – Quem também ostentava um sorriso de orelha a orelha era a finlandesa Viveka Kaitila, que foi a primeira colocada na categoria 40 a 44 anos. Ela mora no Brasil desde os quatro anos de idade e, apesar de competir em provas de triathlon desde 2002, participou em Floripa de seu segundo Ironman.

“Ano passado fui para Lince (França) apenas para completar e esse ano tinha vontade de conseguir a vaga para o Havaí, mas não fiquei obcecada”, comenta com um português impecável e sem nenhum resquício de sotaque estrangeiro.

Sobre Kona, ela prefere não ficar muito preocupada, pelo menos até o momento. “Vou mais pelo clima da prova, o ambiente e as pessoas. É difícil para todo mundo, mas é a ilha da magia do Havaí”. Radicada em São Paulo, ela diz que pretende se naturalizar em breve, pois se considera “brasileira de coração”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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