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Subidas na Maratona de NY? Onde?

Corridas de Rua · 18 out, 2007

Ela já era a maratona mais conhecida do mundo. Depois que o brasileiro Marílson Gomes da Silva venceu a Maratona de Nova York no ano passado, ela entrou definitivamente para o vocabulário tupiniquim. Fomos inundamos por matérias falando do evento e o curioso é que em quase todas leio: “as subidas de Nova York”, "seu percurso desafiador” e por aí vai.

Bem, quando eu corri lá pela primeira vez cravei 2h58min20 e sinceramente não vi nenhuma subida, exceto, a da ponte que fica bem na marca da meia maratona. Não estou dizendo que não exista “subida”. Mas para mim uma subida que preze esse nome são aquelas parecidas com a da Biologia na Cidade Universitária de São Paulo (USP), ou então, as saídas dos túneis da Maratona de São Paulo. Isto sim são subidas.

Talvez, fosse o excesso de endorfina, o ótimo treino que o Branca, meu treinador, aplicou em minha preparação, ou ter participado antes de algumas maratonas “cabeludas” como São Paulo e Ribeirão Pires, que me fez pensar que as subidas de Nova York não são tão fortes.

E hoje olhando pelo retrovisor e vendo o tempo que completei a Maratona de Nova York, penso que foi muito bom mesmo não ter visto as temidas subidas da "Big Apple".

Você que já correu Nova York, achou o percurso duro? Deixe seu comentário aqui e ajude os novatos na prova que acontece no próximo dia quatro de novembro.

Desfrute o horário de verão com responsabilidade

Tem gente que detesta. Eu particularmente adoro o horário de verão que começou à 0h de hoje, dia 14, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai vigorar até a meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2008.

A medida consiste em adiantar em uma hora os relógios. Assim, no horário de verão quando o relógio marcar 10 horas da manhã na realidade serão 9 horas.

O que mais me agrada nesta época é amplitude da luz solar. Ao menos aqui na cidade de São Paulo quando for 6h30 da manhã o dia já estará claro e o pôr do sol será por volta das 19h e dependendo do mês aconterá às 20 horas. E é disto que eu gosto, que meu treino noturno seja feito com a luz do sol. Fico com muito mais disposição.

Porém, partindo da premissa que não devemos ficar expostos ao sol entre 10 e 15 horas, aqueles que correm a tarde devem iniciar seu treino somente após as 16 horas que na realidade será 15 horas.

Mas como nem tudo é alegria outros cuidados devem ser observados nesta época de maior incidência de sol e calor:

  • Beba muita, mas muita água (entre 2 a 3 litros por dia), não espere a sede chegar para se hidratar.

  • Use roupas leves preferencialmente de tons claros

  • Proteja-se com ocúlos escuros e bonê

  • Não esqueça nunca de passar o protedor solar com o fator de proteção correspondente ao seu tipo de pele, sempre 30 minutos antes em que for se expor ao sol

    E a última dica é fazer uma visita ao seu médico dermatologista para que ele possa avaliar o grau de exposição e os cuidados preventivos que você deve ter nesta época do ano.

    Bons treinos!


  • Desfrute o horário de verão com responsabilidade

    Atletismo · 14 out, 2007

    Tem gente que detesta. Eu particularmente adoro o horário de verão que começou à 0h de hoje, dia 14, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai vigorar até a meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2008.

    A medida consiste em adiantar em uma hora os relógios. Assim, no horário de verão quando o relógio marcar 10 horas da manhã na realidade serão 9 horas.

    O que mais me agrada nesta época é amplitude da luz solar. Ao menos aqui na cidade de São Paulo quando for 6h30 da manhã o dia já estará claro e o pôr do sol será por volta das 19h e dependendo do mês aconterá às 20 horas. E é disto que eu gosto, que meu treino noturno seja feito com a luz do sol. Fico com muito mais disposição.

    Porém, partindo da premissa que não devemos ficar expostos ao sol entre 10 e 15 horas, aqueles que correm a tarde devem iniciar seu treino somente após as 16 horas que na realidade será 15 horas.

    Mas como nem tudo é alegria outros cuidados devem ser observados nesta época de maior incidência de sol e calor:

  • Beba muita, mas muita água (entre 2 a 3 litros por dia), não espere a sede chegar para se hidratar.

  • Use roupas leves preferencialmente de tons claros

  • Proteja-se com ocúlos escuros e bonê

  • Não esqueça nunca de passar o protedor solar com o fator de proteção correspondente ao seu tipo de pele, sempre 30 minutos antes em que for se expor ao sol

    E a última dica é fazer uma visita ao seu médico dermatologista para que ele possa avaliar o grau de exposição e os cuidados preventivos que você deve ter nesta época do ano.

    Bons treinos!

  • Ihhh, não entreguei o chip e agora?

    Nas principais provas internacionais e em algumas provas brasileiras é muito difícil não entregar o chip de cronometragem após cruzar a linha de chegada. Isto porque, existem voluntários especialmente a postos para ajudar a retirá-lo, ou mesmo porque, o chip é a “senha” para receber a medalha.

    Mas em muitos casos, o corredor pode desistir da prova durante o percurso, ou então não entregar o chip por causa de algum tumulto e longas filas que se formam, principalmente, em provas com muitos participantes. Se por qualquer motivo você não o entregou o chip não precisa se desesperar, pois segundo as dois grandes organizadoras de corrida do Brasil, a Corpore e a Yescom, o processo é bastante simples.

    Quando o corredor esquece de entregar o chip, basta leva-lo pessoalmente ou até mesmo por encomenda registrada. No caso da Corpore a instrução é entregar na sede da entidade. Já o chip usado nas provas da Yescom você deve enviar para Chiptiming, empresa de cronometragem.

    Aqueles que não devolvem passam a figurar em um tipo de “lista negra” que impede o corredor de participar de novos eventos promovidos por esses organizadores, até que tenha sua situação regularizada. E se por algum motivo você perder o chip deverá pagar uma taxa que serve para cobrir o custo da engenhoca.

    Para a solução deste problema o ideal é atingirmos os padrões internacionais, com mais pessoas para ajudar o corredor a retirar o chip, disponibilizando inclusive bancos para o maior conforto do atleta, já que é um grande incomôdo ter que se curvar ou abaixar, após a corrida. No exterior alguns clubes de corredores dão a opção para que seus sócios comprem o chip que é personalizado e que pode ser utilizado ao longo temporada em todos os seus eventos.

    Sei que é difícil, após o esforço de uma competição ter que pegar filas, mas muitas vezes esse trabalho será bem menor do que devolver pessoalmente o chip, enfrentar a fila nas agências de correios ou mesmo ter que desembolsar o valor de um serviço de entrega.

    Corpore
    Rua Bento de Andrade, 436
    Jardim Paulista - São Paulo - SP
    Cep: 04503-001
    A/C.: Marcel
    Website: www.corpore.org.br

    Chiptiming
    Rua David da Silva Meirelles, 124
    Jd. Maria Luiza - Taboão da Serra - SP
    Cep: 06770-160
    A/C.: Lucilene.
    Website: www.chiptiming.com.br


    Ihhh, não entreguei o chip e agora?

    Atletismo · 13 out, 2007

    Nas principais provas internacionais e em algumas provas brasileiras é muito difícil não entregar o chip de cronometragem após cruzar a linha de chegada. Isto porque, existem voluntários especialmente a postos para ajudar a retirá-lo, ou mesmo porque, o chip é a “senha” para receber a medalha.

    Mas em muitos casos, o corredor pode desistir da prova durante o percurso, ou então não entregar o chip por causa de algum tumulto e longas filas que se formam, principalmente, em provas com muitos participantes. Se por qualquer motivo você não o entregou o chip não precisa se desesperar, pois segundo as dois grandes organizadoras de corrida do Brasil, a Corpore e a Yescom, o processo é bastante simples.

    Quando o corredor esquece de entregar o chip, basta leva-lo pessoalmente ou até mesmo por encomenda registrada. No caso da Corpore a instrução é entregar na sede da entidade. Já o chip usado nas provas da Yescom você deve enviar para Chiptiming, empresa de cronometragem.

    Aqueles que não devolvem passam a figurar em um tipo de “lista negra” que impede o corredor de participar de novos eventos promovidos por esses organizadores, até que tenha sua situação regularizada. E se por algum motivo você perder o chip deverá pagar uma taxa que serve para cobrir o custo da engenhoca.

    Para a solução deste problema o ideal é atingirmos os padrões internacionais, com mais pessoas para ajudar o corredor a retirar o chip, disponibilizando inclusive bancos para o maior conforto do atleta, já que é um grande incomôdo ter que se curvar ou abaixar, após a corrida. No exterior alguns clubes de corredores dão a opção para que seus sócios comprem o chip que é personalizado e que pode ser utilizado ao longo temporada em todos os seus eventos.

    Sei que é difícil, após o esforço de uma competição ter que pegar filas, mas muitas vezes esse trabalho será bem menor do que devolver pessoalmente o chip, enfrentar a fila nas agências de correios ou mesmo ter que desembolsar o valor de um serviço de entrega.

    Corpore
    Rua Bento de Andrade, 436
    Jardim Paulista - São Paulo - SP
    Cep: 04503-001
    A/C.: Marcel
    Website: www.corpore.org.br

    Chiptiming
    Rua David da Silva Meirelles, 124
    Jd. Maria Luiza - Taboão da Serra - SP
    Cep: 06770-160
    A/C.: Lucilene.
    Website: www.chiptiming.com.br

    Dicas para uma boa corrida

    Participar de uma prova de corrida não é uma tarefa muito fácil. Para obter êxito na prova é necessário pelo menos algumas semanas de treinamento e, além disso, o esportista deve ficar atento a dicas básicas para aprimorar seu desempenho.

    Com esse intuito reuni aqui as dúvidas mais freqüentes dos meus alunos. Confira:

    Dias antes da prova

  • Beba bastante líquido. Manter-se hidratado é extremamente importante, principalmente se a prova for num lugar quente;

  • Alimente-se com frutas, verduras e legumes e prefira alimentos ricos em carboidratos (massas, batata, arroz);

  • Evite alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas;

  • Durma cedo: é importante estar descansado no dia da corrida.

  • Exercícios intensos deverão ser feitos até no máximo 72 horas antes da competição;

    Dicas relevantes para o dia da prova

  • Inicie os alongamentos 30 minutos antes da prova. O alongamento ajuda a garantir maior mobilidade aos movimentos e diminui o risco de lesões musculares;

  • Faça exercícios de aquecimento por pelo menos 15 minutos. Exercícios educativos combinados com trote são uma ótima pedida;

  • Hidrate-se adequadamente antes, durante e após a prova. Tente pegar pelo menos um copo de água em cada posto, mas não vale só jogar no rosto, precisa beber um pouco;

  • Prefira alimentos leves, tipo frutas, torradas e sucos. Mas a regra principal é: evite comer o que não está acostumado, a surpresa pode não ser muito agradável;

  • Use tênis apropriado (de preferência não novinho em folha) e roupas de tecidos leves. Os tênistênis com algum uso costumam ser mais confortáveis para as provas;

  • Proteja a pele com protetor solar;

  • Não se esqueça dos óculos escuros e do boné se o sol estiver forte;

  • Para as mulheres que estiverem “naqueles dias”, use um absorvente interno combinado com um absorvente comum e dê preferência a uma bermudinha de tecido mais justo, tipo supplex, por baixo do short de corrida. Você vai se sentir mais segura.

  • Se for fazer uso de algum suplemento, tipo sachê de carboidrato, tenha certeza de que já treinou com ele. E evite tomá-lo com bebida isotônica. A resposta do organismo pode ser uma diarréia osmótica, que não espera hora nem lugar para acontecer. O sachê de carboidrato dever sempre ser ingerido com água!

    Siga essas dicas e faça uma ótima prova. Divirta-se bastante!


  • Dicas para uma boa corrida

    Atletismo · 13 ago, 2007

    Participar de uma prova de corrida não é uma tarefa muito fácil. Para obter êxito na prova é necessário pelo menos algumas semanas de treinamento e, além disso, o esportista deve ficar atento a dicas básicas para aprimorar seu desempenho.

    Com esse intuito reuni aqui as dúvidas mais freqüentes dos meus alunos. Confira:

    Dias antes da prova

  • Beba bastante líquido. Manter-se hidratado é extremamente importante, principalmente se a prova for num lugar quente;

  • Alimente-se com frutas, verduras e legumes e prefira alimentos ricos em carboidratos (massas, batata, arroz);

  • Evite alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas;

  • Durma cedo: é importante estar descansado no dia da corrida.

  • Exercícios intensos deverão ser feitos até no máximo 72 horas antes da competição;

    Dicas relevantes para o dia da prova

  • Inicie os alongamentos 30 minutos antes da prova. O alongamento ajuda a garantir maior mobilidade aos movimentos e diminui o risco de lesões musculares;

  • Faça exercícios de aquecimento por pelo menos 15 minutos. Exercícios educativos combinados com trote são uma ótima pedida;

  • Hidrate-se adequadamente antes, durante e após a prova. Tente pegar pelo menos um copo de água em cada posto, mas não vale só jogar no rosto, precisa beber um pouco;

  • Prefira alimentos leves, tipo frutas, torradas e sucos. Mas a regra principal é: evite comer o que não está acostumado, a surpresa pode não ser muito agradável;

  • Use tênis apropriado (de preferência não novinho em folha) e roupas de tecidos leves. Os tênistênis com algum uso costumam ser mais confortáveis para as provas;

  • Proteja a pele com protetor solar;

  • Não se esqueça dos óculos escuros e do boné se o sol estiver forte;

  • Para as mulheres que estiverem “naqueles dias”, use um absorvente interno combinado com um absorvente comum e dê preferência a uma bermudinha de tecido mais justo, tipo supplex, por baixo do short de corrida. Você vai se sentir mais segura.

  • Se for fazer uso de algum suplemento, tipo sachê de carboidrato, tenha certeza de que já treinou com ele. E evite tomá-lo com bebida isotônica. A resposta do organismo pode ser uma diarréia osmótica, que não espera hora nem lugar para acontecer. O sachê de carboidrato dever sempre ser ingerido com água!

    Siga essas dicas e faça uma ótima prova. Divirta-se bastante!

  • Cheguei aos 40 anos e agora?

    Essa idade é sempre lembrada como o início da vida, ou o começar a curtir os ganhos. Eu mesmo marquei essa data como o começo da desaceleração profissional (tentei reduzir as habituais 12 a 14 horas/dia de trabalho médico).

    Mas por que essa idade? A resposta está no início do processo de diminuição natural das reações bioquímicas, que determinam progressiva lentidão no funcionamento metabólico do organismo. Certas doenças crônicas, como as cardiovasculares, têm o seu aparecimento clínico em geral ao redor dessa faixa etária dos 40 anos. Aí é que a Medicina, clássica e séria, tenta intervir nesses fenômenos biológicos.

    Em primeiro lugar esqueçam as douradas promessas de juventude eterna com substâncias “especiais” (hormônios, pílulas de cactos e outras baboseiras como dietas do tipo sanguíneo, etc.) que melhoram apenas as contas dos “doutores do rejuvenescimento”. Procurar a vivência plena é poder usufruir todas as condições associadas à satisfação do viver na ausência de doença. Buscar a vida ativa, equilíbrio familiar, profissional e emocional e uma alimentação adequada são os objetivos. Vamos esclarecer e orientar para uma vida ativa.

    Avaliar o estado de seu organismo, procurando as doenças que costumam se manifestar a partir dessa idade com o básico: consulta cardiológica, exames dos níveis sanguíneos de glicose e das gorduras, do funcionamento do fígado, rins e da tireóide e um teste ergométrico feito por um cardiologista (que analisará o comportamento do coração e as variações da freqüência cardíaca e da pressão arterial, dos pulmões e todas as modificações do eletrocardiograma). Pronto, resolvida essa questão, qual a melhor atividade física? Corridas de rua, academia, atividades no clube/condomínio, parques?

    O melhor é aquilo que você está habituado a praticar ou que faz sentir-se confortável, com prazer e bem-estar. Cada um de nós tem habilidades inatas, procure conhecê-las e as use para a escolha da sua atividade física. Esportes competitivos devem ter uma abordagem mais detalhada, um educador físico que oriente sobre os fundamentos daquele esporte, seja corrida, natação, tênis ou outro qualquer.

    Mas o importante no esporte ou na atividade física de lazer, é que esta seja feita dentro dos limites fisiológicos que seu médico avaliou. A segurança e os benefícios devem estar juntos nesse objetivo do Bem Viver, antes, durante e depois do 40 anos.


    Cheguei aos 40 anos e agora?

    Atletismo · 06 jun, 2007

    Essa idade é sempre lembrada como o início da vida, ou o começar a curtir os ganhos. Eu mesmo marquei essa data como o começo da desaceleração profissional (tentei reduzir as habituais 12 a 14 horas/dia de trabalho médico).

    Mas por que essa idade? A resposta está no início do processo de diminuição natural das reações bioquímicas, que determinam progressiva lentidão no funcionamento metabólico do organismo. Certas doenças crônicas, como as cardiovasculares, têm o seu aparecimento clínico em geral ao redor dessa faixa etária dos 40 anos. Aí é que a Medicina, clássica e séria, tenta intervir nesses fenômenos biológicos.

    Em primeiro lugar esqueçam as douradas promessas de juventude eterna com substâncias “especiais” (hormônios, pílulas de cactos e outras baboseiras como dietas do tipo sanguíneo, etc.) que melhoram apenas as contas dos “doutores do rejuvenescimento”. Procurar a vivência plena é poder usufruir todas as condições associadas à satisfação do viver na ausência de doença. Buscar a vida ativa, equilíbrio familiar, profissional e emocional e uma alimentação adequada são os objetivos. Vamos esclarecer e orientar para uma vida ativa.

    Avaliar o estado de seu organismo, procurando as doenças que costumam se manifestar a partir dessa idade com o básico: consulta cardiológica, exames dos níveis sanguíneos de glicose e das gorduras, do funcionamento do fígado, rins e da tireóide e um teste ergométrico feito por um cardiologista (que analisará o comportamento do coração e as variações da freqüência cardíaca e da pressão arterial, dos pulmões e todas as modificações do eletrocardiograma). Pronto, resolvida essa questão, qual a melhor atividade física? Corridas de rua, academia, atividades no clube/condomínio, parques?

    O melhor é aquilo que você está habituado a praticar ou que faz sentir-se confortável, com prazer e bem-estar. Cada um de nós tem habilidades inatas, procure conhecê-las e as use para a escolha da sua atividade física. Esportes competitivos devem ter uma abordagem mais detalhada, um educador físico que oriente sobre os fundamentos daquele esporte, seja corrida, natação, tênis ou outro qualquer.

    Mas o importante no esporte ou na atividade física de lazer, é que esta seja feita dentro dos limites fisiológicos que seu médico avaliou. A segurança e os benefícios devem estar juntos nesse objetivo do Bem Viver, antes, durante e depois do 40 anos.

    Saiba como ocorre a dor no calcanhar

    O Webrun conta a partir de agora com uma colunista especialista em ortopedia esportiva. Todo mês a Dra. Ana Paula Simões irá trazer novos assuntos para serem esclarecidos entre os atletas. O primeiro artigo é sobre dor no calcanhar. Você já sentiu essa dor? Saiba mais aqui!

    São Paulo - Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasciíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar.

    A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos (figura1) ela ajuda a manter o arco longitudinal do pé. É importante fazermos a distinção entre fasciíte plantar e o esporão de calcâneo (figura 2).

    O esporão do calcâneo faz parte do quadro de fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causada pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

    Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão isso ocorre devido a processos degenerativos.

    Sinais e sintomas - O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior da planta do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

    No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

    Causas e diagnóstico -

  • Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo);
  • Alterações na marcha (pisada errada) também são fatores causais da doença;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

    A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

  • O tratamento inicialmente é sempre conservador:

  • Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

  • Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

  • Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas;

  • Perder qualquer peso excessivo;

  • Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

    Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

  • Injeções de corticóide na fáscia plantar;

  • Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

  • Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

    A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

    Observação - Nem toda a dor no calcâneo é Fasciíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, síndrome do túnel tarsal, tendinite insercional do aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. Discutiremos esses assuntos nos próximos meses!

  • Mark Powell, M.D., William Post, M.D. Jay Keener, P.T. and Stanley Wearden, Ph.D.: Effective Treatment of Chronic Planter Fasciitis with Dorsiflexion Night Splints: A Crossover Prospective Randomized Outcome Study.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 1/January 1998

  • Jorge Acevedo, M.D., and James Beskin, M.D.: Complications of Plantar Fascia Rupture Associated with Corticosteroid Injection.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 2/February 1998

  • G. Andrew Murphy, M.D., Spiros Pneumaticos, M.D., Emir Kamaric, M.D., Phillip Noble, Ph.D., Saul Trevino, M.D., and Donald Baxter, M.D.: Biomechanical Consequences of Sequential Plantar Fascia Release.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 3/ March 1998

  • Neil Sharkey, Ph.D., Seth Donahue, M.S., and Linda Ferris, F.R.A.C.S.: Biomechanical Consequences of Plantar Fascia or Rupture During Gait.: Foot and Ankle International/Vol. 20, No. 2/February 1999


  • Saiba como ocorre a dor no calcanhar

    Atletismo · 04 jun, 2007

    O Webrun conta a partir de agora com uma colunista especialista em ortopedia esportiva. Todo mês a Dra. Ana Paula Simões irá trazer novos assuntos para serem esclarecidos entre os atletas. O primeiro artigo é sobre dor no calcanhar. Você já sentiu essa dor? Saiba mais aqui!

    São Paulo - Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasciíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar.

    A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos (figura1) ela ajuda a manter o arco longitudinal do pé. É importante fazermos a distinção entre fasciíte plantar e o esporão de calcâneo (figura 2).

    O esporão do calcâneo faz parte do quadro de fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causada pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

    Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão isso ocorre devido a processos degenerativos.

    Sinais e sintomas - O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior da planta do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

    No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

    Causas e diagnóstico -

  • Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo);
  • Alterações na marcha (pisada errada) também são fatores causais da doença;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

    A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

  • O tratamento inicialmente é sempre conservador:

  • Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

  • Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

  • Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas;

  • Perder qualquer peso excessivo;

  • Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

    Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

  • Injeções de corticóide na fáscia plantar;

  • Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

  • Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

    A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

    Observação - Nem toda a dor no calcâneo é Fasciíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, síndrome do túnel tarsal, tendinite insercional do aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. Discutiremos esses assuntos nos próximos meses!

  • Mark Powell, M.D., William Post, M.D. Jay Keener, P.T. and Stanley Wearden, Ph.D.: Effective Treatment of Chronic Planter Fasciitis with Dorsiflexion Night Splints: A Crossover Prospective Randomized Outcome Study.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 1/January 1998

  • Jorge Acevedo, M.D., and James Beskin, M.D.: Complications of Plantar Fascia Rupture Associated with Corticosteroid Injection.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 2/February 1998

  • G. Andrew Murphy, M.D., Spiros Pneumaticos, M.D., Emir Kamaric, M.D., Phillip Noble, Ph.D., Saul Trevino, M.D., and Donald Baxter, M.D.: Biomechanical Consequences of Sequential Plantar Fascia Release.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 3/ March 1998

  • Neil Sharkey, Ph.D., Seth Donahue, M.S., and Linda Ferris, F.R.A.C.S.: Biomechanical Consequences of Plantar Fascia or Rupture During Gait.: Foot and Ankle International/Vol. 20, No. 2/February 1999

  • Cistite: como podemos evitar?

    Muitas mulheres já sofreram ou sofrerão algum dia de cistite, um tipo de inflamação/infecção urinária, cujos sintomas são: desconforto no “baixo ventre” e que só vai piorando se não tratar logo; vontade de “fazer xixi” de cinco em cinco minutos e com uma dorzinha no final; algumas vezes a urina sai com sangue (nos casos mais graves). Realmente não é nada agradável.

    Quem já teve, sabe do que estou falando. Segundo pesquisas, 50% das mulheres terão cistite durante sua vida. As mulheres em atividade sexual farão, no mínimo, um episódio de cistite a cada dois anos. Já nos homens, a incidência é muito menor. Em média, ocorrem de cinco a oito casos de cistite em cada 10 mil homens.

    Entre as mulheres grávidas, sua ocorrência é bastante comum, principalmente quando a gestante bebe pouca água e/ou “segura” por muito tempo o “xixi”. Com as praticantes de atividade física, além dos motivos anteriores, ainda existe o agravante de suar e continuar com a roupa úmida, o que provoca um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, que é o primeiro passo para o quadro de infecção urinária.

    Entretanto, existem alguns cuidados que podemos tomar para evitar que isso aconteça:

  • beber líquidos em abundância, de preferência água (acima de dois litros por dia);
  • não segurar o “xixi” por muito tempo;
  • fazer sexo seguro, evitando as infecções sexualmente transmissíveis;
  • fazer “xixi” após as relações sexuais;
  • evitar usar absorvente interno (use o menor tempo possível);
  • dê preferência à calcinhas de algodão;
  • evitar ficar com a roupa suada por muito tempo;
  • lavar a região com água e sabão sempre que possível, principalmente durante a menstruação e depois de evacuar.

    Mas, se por acaso começar a sentir algum dos sintomas mencionados, procure seu médico o mais rápido possível, pois o tratamento normalmente é feito à base de antibióticos, que não devem ser tomados de forma indiscriminada.


  • Cistite: como podemos evitar?

    Atletismo · 31 maio, 2007

    Muitas mulheres já sofreram ou sofrerão algum dia de cistite, um tipo de inflamação/infecção urinária, cujos sintomas são: desconforto no “baixo ventre” e que só vai piorando se não tratar logo; vontade de “fazer xixi” de cinco em cinco minutos e com uma dorzinha no final; algumas vezes a urina sai com sangue (nos casos mais graves). Realmente não é nada agradável.

    Quem já teve, sabe do que estou falando. Segundo pesquisas, 50% das mulheres terão cistite durante sua vida. As mulheres em atividade sexual farão, no mínimo, um episódio de cistite a cada dois anos. Já nos homens, a incidência é muito menor. Em média, ocorrem de cinco a oito casos de cistite em cada 10 mil homens.

    Entre as mulheres grávidas, sua ocorrência é bastante comum, principalmente quando a gestante bebe pouca água e/ou “segura” por muito tempo o “xixi”. Com as praticantes de atividade física, além dos motivos anteriores, ainda existe o agravante de suar e continuar com a roupa úmida, o que provoca um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, que é o primeiro passo para o quadro de infecção urinária.

    Entretanto, existem alguns cuidados que podemos tomar para evitar que isso aconteça:

  • beber líquidos em abundância, de preferência água (acima de dois litros por dia);
  • não segurar o “xixi” por muito tempo;
  • fazer sexo seguro, evitando as infecções sexualmente transmissíveis;
  • fazer “xixi” após as relações sexuais;
  • evitar usar absorvente interno (use o menor tempo possível);
  • dê preferência à calcinhas de algodão;
  • evitar ficar com a roupa suada por muito tempo;
  • lavar a região com água e sabão sempre que possível, principalmente durante a menstruação e depois de evacuar.

    Mas, se por acaso começar a sentir algum dos sintomas mencionados, procure seu médico o mais rápido possível, pois o tratamento normalmente é feito à base de antibióticos, que não devem ser tomados de forma indiscriminada.

  • Eu quero correr daqui há 20 anos! E você?

    Caro amigo corredor, eis uma pergunta, que nós raramente fazemos para nós mesmos. Geralmente pensamos no agora ou no máximo num planejamento para um ou dois anos. Além disso, este planejamento gira em torno de provas, tempos e recordes pessoais a serem batidos. Todavia, acabamos esquecendo de que precisamos fazer a manutenção de diversos aspectos da nossa saúde e condicionamento físico, visando preservar a integridade de nossos músculos, tendões, cartilagens, coluna vertebral, dentre outros tantos pontos fundamentais para nos mantermos correndo e sem lesões e dores incômodas.

    O fato é que, após os 25 anos de idade (acredito que 90% ou mais dos corredores esteja incluído nesta população), iniciamos o processo inexorável de perda de: força e potência muscular, massa muscular, óssea, flexibilidade, resistência cardiorespiratória, etc. Em outras palavras, inicia-se o processo de envelhecimento, o qual nos impõe uma perda, a cada ano, de nossa performance e, se não tomarmos cuidado, nossa saúde também declinará. Após os 40/45 anos essas transformações vão ficando ainda mais acentuadas e evidentes. Entretanto, os estudos sobre os efeitos do treinamento físico em grupos de indivíduos sedentários e atletas ao longo de várias décadas têm sido bastante animadores!

    Há fortes evidências de que podemos atenuar bastante nosso envelhecimento, desde que pratiquemos diversas atividades físicas regularmente ao longo da vida. Conseqüentemente, nós corredores, conseguimos manter por muito mais tempo nossa capacidade cardiorespiratória do que nossos pares sedentários, além de termos níveis saudáveis de colesterol, pressão arterial, densidade óssea e outras variáveis referentes à saúde. Se mantivermos, além da corrida, um programa de fortalecimento (musculação, treinamento funcional, ioga, etc.), então manteremos por mais tempo nosso nível de potência e força muscular, massa muscular.

    Se, além da corrida e do programa de fortalecimento, mantivermos outras atividades complementares, como alongamento, esportes com bola (basquete, tênis, etc.), então será possível preservar por muito mais tempo agilidade, equilíbrio e flexibilidade, capacidades físicas que serão muito mais importantes no futuro, quando o indivíduo se torna idoso. Isso porque, um idoso com bom equilíbrio e agilidade, por exemplo, estará bem menos suscetível a quedas e as lesões decorrentes delas. Em outras palavras, precisamos correr sim, mas devemos incluir outras atividades para obtermos uma melhor qualidade de vida no futuro.

    Apresento para você, amigo corredor, um exemplo vivo de é possível envelhecer com saúde, aliás, muita saúde! A foto que aparece neste texto é de um grande exemplo de dedicação, que se traduz através de uma condição física invejável. Ivan, 70 anos, é capaz de correr provas de 10km, pedalar, jogar handebol, enfim, de usar todas as possibilidades que seu corpo oferece e com um vigor de causar inveja em muitos marmanjos de apenas 40 anos! Lembre-se: o seu futuro começa agora! Prepara, vai!


    Eu quero correr daqui há 20 anos! E você?

    Atletismo · 25 maio, 2007

    Caro amigo corredor, eis uma pergunta, que nós raramente fazemos para nós mesmos. Geralmente pensamos no agora ou no máximo num planejamento para um ou dois anos. Além disso, este planejamento gira em torno de provas, tempos e recordes pessoais a serem batidos. Todavia, acabamos esquecendo de que precisamos fazer a manutenção de diversos aspectos da nossa saúde e condicionamento físico, visando preservar a integridade de nossos músculos, tendões, cartilagens, coluna vertebral, dentre outros tantos pontos fundamentais para nos mantermos correndo e sem lesões e dores incômodas.

    O fato é que, após os 25 anos de idade (acredito que 90% ou mais dos corredores esteja incluído nesta população), iniciamos o processo inexorável de perda de: força e potência muscular, massa muscular, óssea, flexibilidade, resistência cardiorespiratória, etc. Em outras palavras, inicia-se o processo de envelhecimento, o qual nos impõe uma perda, a cada ano, de nossa performance e, se não tomarmos cuidado, nossa saúde também declinará. Após os 40/45 anos essas transformações vão ficando ainda mais acentuadas e evidentes. Entretanto, os estudos sobre os efeitos do treinamento físico em grupos de indivíduos sedentários e atletas ao longo de várias décadas têm sido bastante animadores!

    Há fortes evidências de que podemos atenuar bastante nosso envelhecimento, desde que pratiquemos diversas atividades físicas regularmente ao longo da vida. Conseqüentemente, nós corredores, conseguimos manter por muito mais tempo nossa capacidade cardiorespiratória do que nossos pares sedentários, além de termos níveis saudáveis de colesterol, pressão arterial, densidade óssea e outras variáveis referentes à saúde. Se mantivermos, além da corrida, um programa de fortalecimento (musculação, treinamento funcional, ioga, etc.), então manteremos por mais tempo nosso nível de potência e força muscular, massa muscular.

    Se, além da corrida e do programa de fortalecimento, mantivermos outras atividades complementares, como alongamento, esportes com bola (basquete, tênis, etc.), então será possível preservar por muito mais tempo agilidade, equilíbrio e flexibilidade, capacidades físicas que serão muito mais importantes no futuro, quando o indivíduo se torna idoso. Isso porque, um idoso com bom equilíbrio e agilidade, por exemplo, estará bem menos suscetível a quedas e as lesões decorrentes delas. Em outras palavras, precisamos correr sim, mas devemos incluir outras atividades para obtermos uma melhor qualidade de vida no futuro.

    Apresento para você, amigo corredor, um exemplo vivo de é possível envelhecer com saúde, aliás, muita saúde! A foto que aparece neste texto é de um grande exemplo de dedicação, que se traduz através de uma condição física invejável. Ivan, 70 anos, é capaz de correr provas de 10km, pedalar, jogar handebol, enfim, de usar todas as possibilidades que seu corpo oferece e com um vigor de causar inveja em muitos marmanjos de apenas 40 anos! Lembre-se: o seu futuro começa agora! Prepara, vai!

    Diga como pisas que te direis quem és

    Responda rápido: qual o tipo do seu pé: chato, cavado ou normal? E da sua pisada: pronadora, neutra ou supinadora? Não sabe? Então, cuidado! A escolha de um tênis que não seja adequado a essas características físicas pode influenciar no seu desempenho e aumentar o risco de lesões.

    Para um atleta, profissional ou amador, essas informações são fundamentais. “O uso de um calçado errado, ou seja, que não busque estabilizar o pé no momento da passada, pode significar a diferença entre o sucesso e a falha”, explica o treinador Diogo Andrade.

    Mas o que levar em consideração na hora de escolher o tênis? O fundamental é aliar sua necessidade ao seu conforto. Atualmente, o mercado de calçados tem uma enorme diversidade de tênis, para todos os tipos de pés e pisadas.

    “É importante frisar que para a determinar o calçado correto não adianta levar em consideração somente a sola do sapato, analisando o lado mais desgastado, pois esse desgaste pode estar associado ao tipo de solo em que a pessoa se movimenta e a hábitos como arrastar o pé no chão quando está parada”, diz Diogo.

    Se você ainda não sabe qual é o seu tipo de pisada, deve procurar laboratórios que fazem o teste do pedigrafo ou plantigrafia, que é a análise estática da pisada e a baropodometria, que, através de palmilhas com sensores, analisa as distribuições das pressões desenvolvidas nas plantas dos pés.

    Existem três tipos de pés: o cavado, o normal e o chato. Eles são definidos de acordo com a altura e a forma do arco plantar.

    Cavado: deixa uma pegada com tênue conexão entre a parte frontal e o calcanhar. Indivíduos tendem a supinação quando possuem pé neste formato.

    Normal: deixa uma pegada com uma ligação visível entre o calcanhar e a parte frontal. Há uma tendência natural à pisada normal ou pronada.

    Chato: Deixa uma pegada quase completa no chão. Indivíduos com pé neste formato tendem ao excesso de pronação.

    Tipos de pisadas - O que diferencia os tipos de pisadas é a maneira que o calcanhar toca no chão e "rola" até que o corpo seja impulsionado pela ponta dos pés. Podemos observar três tipos de pisadas:

    Pronadores: tendem a começar o movimento pela parte interna do calcanhar, apoiar a borda interna do pé, e por fim, concentrar o impulso na área do dedão. Geralmente tem o pé chato e necessitam de tênis com estabilidade e controle dos movimentos.

    Neutros: a pisada começa no calcanhar, o pé percorre o solo de modo uniforme e o impulso é dado pelo apoio dos três primeiros dedos.

    Supinadores: apóiam a parte externa do calcanhar com mais intensidade, o movimento segue pela entrada externa do pé e o impulso é concentrado nos últimos dedos. Costumam ter pés cavados e necessitam de tênis com amortecimento.

    Colaborou: Diogo Andrade, treinador e diretor técnico da assessoria esportiva Triação (www.triacao.com.br)


    Diga como pisas que te direis quem és

    Atletismo · 09 maio, 2007

    Responda rápido: qual o tipo do seu pé: chato, cavado ou normal? E da sua pisada: pronadora, neutra ou supinadora? Não sabe? Então, cuidado! A escolha de um tênis que não seja adequado a essas características físicas pode influenciar no seu desempenho e aumentar o risco de lesões.

    Para um atleta, profissional ou amador, essas informações são fundamentais. “O uso de um calçado errado, ou seja, que não busque estabilizar o pé no momento da passada, pode significar a diferença entre o sucesso e a falha”, explica o treinador Diogo Andrade.

    Mas o que levar em consideração na hora de escolher o tênis? O fundamental é aliar sua necessidade ao seu conforto. Atualmente, o mercado de calçados tem uma enorme diversidade de tênis, para todos os tipos de pés e pisadas.

    “É importante frisar que para a determinar o calçado correto não adianta levar em consideração somente a sola do sapato, analisando o lado mais desgastado, pois esse desgaste pode estar associado ao tipo de solo em que a pessoa se movimenta e a hábitos como arrastar o pé no chão quando está parada”, diz Diogo.

    Se você ainda não sabe qual é o seu tipo de pisada, deve procurar laboratórios que fazem o teste do pedigrafo ou plantigrafia, que é a análise estática da pisada e a baropodometria, que, através de palmilhas com sensores, analisa as distribuições das pressões desenvolvidas nas plantas dos pés.

    Existem três tipos de pés: o cavado, o normal e o chato. Eles são definidos de acordo com a altura e a forma do arco plantar.

    Cavado: deixa uma pegada com tênue conexão entre a parte frontal e o calcanhar. Indivíduos tendem a supinação quando possuem pé neste formato.

    Normal: deixa uma pegada com uma ligação visível entre o calcanhar e a parte frontal. Há uma tendência natural à pisada normal ou pronada.

    Chato: Deixa uma pegada quase completa no chão. Indivíduos com pé neste formato tendem ao excesso de pronação.

    Tipos de pisadas - O que diferencia os tipos de pisadas é a maneira que o calcanhar toca no chão e "rola" até que o corpo seja impulsionado pela ponta dos pés. Podemos observar três tipos de pisadas:

    Pronadores: tendem a começar o movimento pela parte interna do calcanhar, apoiar a borda interna do pé, e por fim, concentrar o impulso na área do dedão. Geralmente tem o pé chato e necessitam de tênis com estabilidade e controle dos movimentos.

    Neutros: a pisada começa no calcanhar, o pé percorre o solo de modo uniforme e o impulso é dado pelo apoio dos três primeiros dedos.

    Supinadores: apóiam a parte externa do calcanhar com mais intensidade, o movimento segue pela entrada externa do pé e o impulso é concentrado nos últimos dedos. Costumam ter pés cavados e necessitam de tênis com amortecimento.

    Colaborou: Diogo Andrade, treinador e diretor técnico da assessoria esportiva Triação (www.triacao.com.br)

    Corra para não sofrer com a menopausa

    Menopausa! Muitas mulheres se arrepiam só de ouvir falar nisso. Afinal, alguns problemas como a osteoporose, depressão e ondas de calor, e a necessidade da reposição hormonal, costumam estar associados a isso. Mas a boa notícia é que a prática de exercícios como a corrida pode amenizar e até mesmo anular esses sintomas.

    Por volta dos 50 anos, depois de muitos “menstruando”, os ovários param de ovular. É então que se entra na famosa menopausa (meno = menstruação, pausa = parada). E é nessa transição que muitas mulheres passam a sofrer com calor excessivo, depressão, problemas cardio-vasculares e a osteoporose.

    “A atividade física é importante em qualquer época da vida, pois melhora a circulação, a oxigenação dos órgãos e fortalece a musculatura”, diz o ginecologista e obstetra, Dr. Roberto Yamato. “E tudo isso tende a refletir beneficamente durante a menopausa. Uma musculatura e ossos mais fortes diminuem os riscos de quedas, por exemplo”, completa.

    Além disso, a corrida, assim como qualquer atividade física, libera a endorfina, o hormônio da felicidade. E a fabricação desse hormônio diminui a probabilidade de uma depressão.

    Uma alimentação saudável também é importantíssima para que nesse período a mulher não sofra tanto. Muitos estudos apontam soja como um grande aliado nesse processo. “O certo é que essas atitudes sejam tomadas desde cedo. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios só traz benefícios para a saúde em geral”, afirma o ginecologista.

    Com relação à reposição hormonal, no caso das mulheres que fazem exercícios regularmente, ela pode ser menor e por menos tempo. Além da boa alimentação e da atividade física, também tem o fator genético. “A mulher também não pode abandonar um acompanhamento médico. Os exames são fundamentais para um tratamento eficiente”, enfatiza Dr. Roberto.

    Como saber se está na menopausa - A menopausa é a ausência da menstruação durante seis meses consecutivos. Se após esse período a mulher não menstruar mais, ela está na menopausa. O período que antecede a menopausa é chamado de climatéris, que é quando a menstruação fica irregular.

    Muitas mulheres acham que só porque não menstruaram dois ou três meses seguidos, elas já estão na menopausa e param de se prevenir de uma gravidez. Cuidado! Durante essa fase pré-menopausa as mulheres ainda podem engravidar. E uma gravidez depois dos 40 anos é perigosa para a gestante e para o bebê.


    Corra para não sofrer com a menopausa

    Caminhada · 03 maio, 2007

    Menopausa! Muitas mulheres se arrepiam só de ouvir falar nisso. Afinal, alguns problemas como a osteoporose, depressão e ondas de calor, e a necessidade da reposição hormonal, costumam estar associados a isso. Mas a boa notícia é que a prática de exercícios como a corrida pode amenizar e até mesmo anular esses sintomas.

    Por volta dos 50 anos, depois de muitos “menstruando”, os ovários param de ovular. É então que se entra na famosa menopausa (meno = menstruação, pausa = parada). E é nessa transição que muitas mulheres passam a sofrer com calor excessivo, depressão, problemas cardio-vasculares e a osteoporose.

    “A atividade física é importante em qualquer época da vida, pois melhora a circulação, a oxigenação dos órgãos e fortalece a musculatura”, diz o ginecologista e obstetra, Dr. Roberto Yamato. “E tudo isso tende a refletir beneficamente durante a menopausa. Uma musculatura e ossos mais fortes diminuem os riscos de quedas, por exemplo”, completa.

    Além disso, a corrida, assim como qualquer atividade física, libera a endorfina, o hormônio da felicidade. E a fabricação desse hormônio diminui a probabilidade de uma depressão.

    Uma alimentação saudável também é importantíssima para que nesse período a mulher não sofra tanto. Muitos estudos apontam soja como um grande aliado nesse processo. “O certo é que essas atitudes sejam tomadas desde cedo. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios só traz benefícios para a saúde em geral”, afirma o ginecologista.

    Com relação à reposição hormonal, no caso das mulheres que fazem exercícios regularmente, ela pode ser menor e por menos tempo. Além da boa alimentação e da atividade física, também tem o fator genético. “A mulher também não pode abandonar um acompanhamento médico. Os exames são fundamentais para um tratamento eficiente”, enfatiza Dr. Roberto.

    Como saber se está na menopausa - A menopausa é a ausência da menstruação durante seis meses consecutivos. Se após esse período a mulher não menstruar mais, ela está na menopausa. O período que antecede a menopausa é chamado de climatéris, que é quando a menstruação fica irregular.

    Muitas mulheres acham que só porque não menstruaram dois ou três meses seguidos, elas já estão na menopausa e param de se prevenir de uma gravidez. Cuidado! Durante essa fase pré-menopausa as mulheres ainda podem engravidar. E uma gravidez depois dos 40 anos é perigosa para a gestante e para o bebê.