Corridas de Rua · 06 abr, 2011
Antes de uma prova acontecer, quase sempre existe uma chance de correr o trajeto antes ou, pelo menos, percorrer parte do percurso, mas não é o que acontece com a Corrida da Ponte, programada para o próximo dia 17. Para tentar ajudar os atletas que ainda não conhecem o percurso da prova que liga Niterói ao Rio de Janeiro, Vanessa Figueiredo, vencedora da disputa em 1982, e João Traven, um dos organizadores da competição, dão dicas valiosas para os estreantes.
O ideal é que o treino envolva corridas de longa distancia e ladeiras, de acordo com Vanessa. Também é preciso respeitar o vento, que é natural para quem está naquela altura, mas vale a pena participar, pois é uma prova muito linda, conta a campeã. Já João, que participou da primeira edição há 30 anos, alerta os corredores para estarem bem preparados. Tem que estar bem treinado, porque tem muito vento e sol. É importante beber água em todos os postos e chegar cedo para não perder a largada", explica.
Além disso, segundo João, é fundamental que o atleta mantenha um ritmo regular durante o percurso. Quem não conseguir acompanhar [o ritmo da prova] ou tiver algum problema deverá pegar um ônibus da organização, que foi carinhosamente batizado de ônibus Prego, acrescenta.
Corridas de Rua · 25 dez, 2010
Dia 31 de dezembro do ano passado estava muito bem preparado, mas alguns quilômetros depois da largada um Papai Noel passou por mim me desafiando. Perguntou-me se não era capaz de alcançá-lo, conta o treinador André Ricardo de Souza, da Br Move Assessoria Esportiva e colunista do Webrun. Eu me contive, mas não acelerei o ritmo para não me prejudicar durante a prova.
André aconselha os participantes a serem fiel ao próprio ritmo. Sabia que o Papai Noel não ia conseguir correr daquele jeito até o final do trajeto e que antes mesmo do início da Av. Brigadeiro já estaria caminhando. Não deu outra. Foi exatamente lá que eu o ultrapassei, relembra o treinador. Então deixa o super- homem, a Pedrita e o homem-aranha sair na sua frente sem pensar no dia de amanhã, brinca.
Além de seguir uma estratégia e saber qual velocidade é a ideal em cada trecho, o professor de educação física também pede proteção em algumas áreas mais delicadas do corpo. É bom passar vaselina líquida entre os dedos dos pés, na virilha, nas axilas e, no caso dos homens, no mamilo, para não ficar com assaduras. Outra recomendação é não estrear tênis novos. Coloque um que você já está acostumado a treinar.
Outro item importante é manter uma alimentação saudável e não inovar muito na véspera e no dia da corrida. Sugiro não comer muita coisa diferente. Alguns pensam que precisam de mais energia e inventam cardápios prejudiciais a performance. O mais importante é uma boa hidratação, no mínimo três litros de água por dia, orienta.
Detalhes mencionados pelo treinador que também merecem atenção são: Chegar com duas horas de antecedência, ir de preferência de metrô, não levar objetos de valor, esquecer o celular em casa, levar boné e protetor solar. Sobre o treinamento no dia que antecede a prova, a sugestão é 30 minutos de trote leve para quem corre abaixo de 5 min/km. Já o corredor com tempo superior a essa marca deve descansar no dia 30.
Dicas para as mulheres - Já pensou em se preparar o ano todo e no dia D ficar de TPM? Luciana Dias, treinadora e Colunista da Webrun garante que infelizmente nesta situação poucas coisas podem ser feitas. A mulher normalmente quando sabe que a data da prova coincidirá com a menstruação acaba tomando pílula para evitar os sintomas daqueles dias, relata Luciana.
Se essa medida não foi tomada, a treinadora acredita que aí restam duas opções apenas. A corredora fica em casa ou encara a prova. Caso ela participe, é muito importante o uso de O.B, mais um absorvente de máxima absorção. Além de um shortinho mais justo embaixo da bermuda tradicional, que dá mais segurança. Já em relação ao ritmo, independente se ela está ou não no período menstrual, a professora alerta, assim como André, para não querer acompanhar ninguém.
Algumas mulheres vão com amigos ou com o próprio namorado. O corredor do sexo masculino sempre tem uma velocidade maior, então é fundamental que os acompanhantes da corredora saibam disso. Ela não deve tentar imprimir um ritmo que não seja o dela, caso o contrário com certeza sentirá muita fadiga ou não completará a prova, explica.
Corridas de Rua · 11 nov, 2010
Os atletas que já se inscreveram para a 1ª Maratona Internacional Maurício de Nassau, em Recife, e não estão acostumados a correr numa região com altas temperaturas, agora podem seguir as orientações de Gilmário Mendes, treinador da corredora Marily do Santos, uma das principais fundistas do país. Segundo ele, os cuidados para disputa do próximo dia 15 são simples, mas fazem uma grande diferença no desempenho do participante.
As pessoas que já nasceram num lugar quente e úmido já sabem o que fazer, elas bebem bastante água de coco e líquidos em geral. Já as que vivem em locais mais frios se esquecem o quanto isto é importante, diz o treinador, nascido na cidade de Salvador, na Bahia. Aqui a perda de sódio é bem grande, assim como de outros sais minerais, acrescenta.
Ainda de acordo com o baiano, a própria alimentação precisa ser leve e o atleta deve fugir do sol. Nem pensar em treinamento, porque já está bem perto da competição. Às vezes a pessoa fala que vai treinar nesses dois dias que antecedem a prova para se acostumar com o calor, mas isto é a pior coisa que alguém pode fazer. Gilmário também recomenda a utilização de roupas claras e com tecidos antitranspirantes.
Óculos de sol, protetor solar e boné são obrigatórios, até porque o sol já é extremamente forte às 9h30 da manhã, completa o treinador. A disputa que distribuirá R$ 150 mil em prêmios, mais do que a renomada Corrida de São Silvestre, começa às 7h, no Marco Zero do Recife Antigo. Além disso, a maratona será a maior corrida de rua já realizada na cidade nordestina e receberá os principais maratonistas do país e do exterior, como os quenianos Jacob Kendagor, Nicholas Kibor Sabulei e Jacquiline Chebor.
Os interessados em participar da disputa em Recife ainda podem se inscrever nas lojas Nagem ou na própria Faculdade Maurício de Nassau. O valor da inscrição é de R$ 40 e também pode ser feita no site www.maratonamauriciodenassau.com.br.
Atletismo · 04 jan, 2010
Estou decidido. Em 2010 só vou correr para ganhar. Cansei de ouvir pessoas, que não andam nem cinco minutos parar ir à padaria, perguntarem o que eu ganho correndo? Se pretendo ganhar a São Silvestre e coisas deste gênero. Chega! Agora só vou correr para ganhar.
Vou correr para ganhar saúde. A corrida bem orientada e praticada regularmente é um grande aliado no aumento da saúde. Você diminui o colesterol ruim (LDL), aumenta o colesterol bom (HDL), regula a pressão arterial, torna seu coração mais eficiente diminuindo os batimentos cardíacos, melhora a oxigenação sanguínea, diminui seu percentual de gordura, aumenta sua massa muscular facilitando seu deslocamento e sua força útil, aumenta seu metabolismo tornando seus órgãos vitais mais eficientes, aumenta sua disposição e com isso torna-se uma pessoa mais útil a sociedade e feliz.
Vou correr pra ganhar mais inteligência. Estes dias li um estudo interessante publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences e realizado pela Universidade de Gotemburgo (Suécia) com mais de um milhão de homens entre 15 a 18 anos, onde concluiu-se que exercícios físicos aeróbios estão associados a uma melhor cognição (capacidade do cérebro em processar informações e cruzá-las, dando resposta a um estímulo) em jovens.
Observou-se que os indivíduos que apresentaram melhores condições nos testes ergométricos (que mede a condição aeróbia) também se saíram melhor em testes de QI, especialmente nas áreas de compreensão verbal e pensamento lógico. Verdade, quem corre regularmente ganha mais inteligência. Agora quando perguntarem por que eu corro, responderei que é para ficar mais inteligente!
Vou correr para ganhar mais amigos. Você já percebeu quantos amigos tem um corredor? Sem dúvida um dos fatores mais importantes pelo crescimento da corrida no Brasil é o fato das pessoas que correm serem mais susceptíveis a novas amizades. Outro dia um professor meu, que também corre, fez a importante observação: a maioria dos corredores se cumprimenta quando se encontram correndo nos locais de treino, mesmo sem se conhecerem. Identificação.
Desde os primórdios é comum o ser humano se aglutinar em tribos. Pessoas que treinam nos mesmos lugares, nos mesmo grupos, que participam das mesmas provas, que tem o mesmo tipo de vestimenta, os mesmos hábitos, os mesmos horários de treinos, que optam pelas mesmas viagens e por aí vai. Hoje em dia até pelo tipo de tênis, ou pelo tipo de relógio, você identifica um corredor e puxa conversa, mesmo que este não esteja em um parque e nem vestido de shorts e camiseta. É isso aí, em 2010 vou correr para ganhar ainda mais amigos.
Vou correr pra ganhar mais persistência e disposição. Um dos grandes baratos do corredor é que quando ele treina regularmente e bem orientado, fica muito visível perceber a facilidade com que evolui na superação dos treinos, distâncias e provas, além de ter seus outros limites também ampliados, como a perseverança a persistência o limiar de dor, a capacidade de suportar pressões internas e externas e etc. Às vezes você acorda cedo, com aquela indisposição para treinar, ou vem direto de uma reunião de trabalho pesada, chega no treino, olha a planilha e pensa que é simplesmente impossível cumpri-la. Começa o treino, vai aquecendo aos poucos e quando menos percebe já realizou o proposto até com certa facilidade.
Quando termina um treino mais longo ou mais intenso, em um dia de calor, muito frio ou chuva, daqueles que a maioria daria tudo para ficar pegando sol no clube ou embrulhado debaixo das cobertas é impressionante o efeito positivo que isto provoca nas demais áreas da vida. Definitivamente os limites de quem corre vão bem além dos limites dos que não correm e é por isso que vou correr ainda mais em 2010.
Vou correr para ampliar meus negócios. Se o Golf e o Tênis sempre foram os esportes
onde mais se fechava negócios entre executivos, a corrida nos últimos tempos, sobretudo no Brasil, tornou-se um grande aliado de quem quer divulgar ou vender algum produto ou serviço. Tanto que há muitas pessoas que freqüentam grupos de corridas não somente pelo treino, mas pensando em ter acesso ao público alvo que treina naquele horário e acaba estando mais próximo.
É cada vez mais comum as pessoas trocarem cartões durante os treinos, agendarem reuniões e fecharem bons negócios. Também é comum pessoas trocarem de emprego ou conseguirem recolocação no mercado de trabalho através dos contatos da corrida.
Anos atrás um cidadão me disse que não corria, pois preferia jogar tênis já que conseguia ganhar de muita gente. Desistiu da corrida, por não ter biótipo e acabar ficado para atrás nas provas, muitas vezes até de pessoas mais velhas. Como se isso fosse algum demérito.
Muito tempo se passou e volta e meia me pego fazendo um balanço de quantas coisas ganhei com a corrida desde aquela época, independente de ter subido ao pódio, de estar correndo um pouco mais longe ou mais rápido e de ter batido meus recordes pessoais. Quanto em saúde, quantos amigos, quantos problemas resolvidos, quantas soluções me vieram à mente enquanto corria e quantas novas oportunidades a corrida me proporcionou. Por outro lado fico pensando quanto deixou de ganhar o cidadão acima citado que pensa equivocadamente que no mundo da corrida só ganha algo quem chega nas primeiras colocações.
Em fim, quem não corre está perdendo muito e se você já corre, não tenha a menor vergonha de dizer que em 2010, assim como eu, será mais um dos que só correrá para ganhar!
Esporte Adaptado · 19 jun, 2009
Todos nós sabemos da importância dos equipamentos de segurança para os ciclistas. Uma queda a 30, 40, 50 ou mais km/h pode ser fatal. Por este motivo o uso de capacetes, vestimentas com pontos refletores, luzes auxiliares e qualquer outro equipamento que auxilie a segurança se tornam básicos para um ciclista sério e consciencioso.
Mas e os atletas cadeirantes? Geralmente eles competem e treinam com suas cadeiras competitivas. E os handcycles, será que eles tem essa preocupação? Eu, particularmente, tenho presenciado muitos atletas que treinam a noite sem luzes de segurança e vestimentas adequadas para o treino noturno.
E esses atletas (cadeirantes e handcycles) precisam ter atenção redobrada no item segurança. Isso porque, eles estão em um nível de visão de maior dificuldade de visualização pelos motoristas que dirigem um automóvel, por exemplo. E isso pode causar sérios acidentes e muitas vezes sem culpa do motorista.
Para evitar acidentes e até uma fatalidade, sugiro que os seguintes equipamentos de segurança para os atletas deficientes quando estão treinando:
Em qualquer circunstância
Em treinos noturnos deve-se acrescentar ainda:
Todo este aparato mais a escolha de um local de treino seguro, com menos carros e escolha adequada do melhor horário para o treino é muito importante para a segurança nos treinos dos atletas cadeirantes. Se você é um destes atletas e não tem algum destes equipamentos pode adquirir em qualquer boa loja de ciclismo. Bons treinos e até a próxima!
Corridas de Rua · 19 dez, 2008
Lucélia Peres, detentora de diversos títulos na carreira, entre eles o da São Silvestre de 2006, ocasião em que desbancou um domínio de três anos dos competidores estrangeiros, ainda não confirmou presença na prova deste ano. Ela não sabe se estará no field, pois se recupera de uma lesão sofrida no pé direito no começo do ano, mas aproveita para dar algumas dicas para as corredoras amadoras.
Para correr a São Silvestre a pessoa deve ter se preparado o mínimo possível antes, então nas semanas anteriores é legal tentar manter a mesma rotina, fazendo trotes leves, ressalta a corredora que tem 15 anos dedicados ao esporte. Ela diz que nem sempre é fácil resistir às tentações dessa época de comemorações de fim de ano, mas que o importante é se manter concentrado.
Outra dica importante que ela dá é sobre o desgaste da prova e alerta para os corredores não abusarem do corpo e respeitarem os limites. Nós da elite estamos acostumados a competir direto e conhecemos melhor nosso corpo, os amadores têm que ter uma preocupação extra. O que vale é aproveitar a festa.
Esse ano mais uma vez a prova contará com 20 mil pessoas e com a largada unificada para os homens e para as mulheres, o que requer um cuidado extra. Nós mulheres temos que nos preocupar em dobro para não sermos atropeladas e pisoteadas pela multidão no início, alerta a mineira radicada em Brasília.
A prova tem 15 quilômetros de extensão, sendo os primeiros em trecho de descida, o que geralmente cria nos corredores uma empolgação que pode custar caro mais para frente. Muita gente diz que a pior parte da São Silvestre é a subida da Brigadeiro, mas na verdade as descidas são piores, relata Lucélia, se referindo ao desgaste muscular provocado pelo terreno em declive. O ideal é não largar tão ansioso, pois no quilômetro sete ou oito você começa a pagar o preço de ter saído forte, finaliza a atleta de 27 anos.
Corridas de Rua · 17 dez, 2008
Anoé dos Santos Dias foi o brasileiro melhor colocado na Corrida Internacional de São Silvestre do ano passado, ao obter a terceira colocação atrás apenas dos quenianos Robert Cheruiyot e Patrick Ivuti. Surpresa para o público, ele diz que conseguiu encaixar bem os treinamentos durante a temporada para ter um bom desempenho.
Anoé é atleta profissional há três anos e nesse tempo já tem importantes dicas e macetes para a prova. Este ano, assim como em 2007, a organização do evento colocou à disposição 20 mil vagas, um número suficiente para a realização da prova e também para causar algum tumulto na hora da largada.
Para chegar bem na São Silvestre a pessoa tem que ter treinado pelo menos três meses antes, ressalta o competidor que é natural de Munhoz de Melo, no norte do Paraná. Segundo ele, os primeiros quilômetros devem ter uma atenção especial. Ele faz um alerta para a hora da largada, momento em que é necessária muita atenção para evitar acidentes. Os corredores devem sair reto, não queiram trocar de faixa logo de cara.
Depois de largar na Avenida Paulista os corredores iniciam um trecho de declive rumo à Rua da Consolação, trecho onde muitas pessoas se empolgam e acabam quebrando alguns quilômetros à frente. Não pode se empolgar nas descidas, é preciso sair num ritmo moderado porque a dificuldade virá mais para frente, enfatiza Anoé.
Os atletas de elite costumam pegar água em vários postos de hidratação, mas não necessariamente bebem toda a água, já que jogam parte do líquido na cabeça para baixar a temperatura do corpo. Se estiver calor, pegue água em todos os postos, mas não beba tudo, para não ficar com a barriga pesada, finaliza Anoé que já foi trabalhador rural.
Atletismo · 11 ago, 2008
Saiba o porquê importantes lesões podem não ser diagnosticadas pelo método da ultra-sonografia.
São Paulo - A versatilidade do trabalho do radiologista envolvido com lesões nos esportes é a possibilidade de dispor de vários métodos de exames de imagem para se obter um diagnóstico definitivo. Dependendo do tipo de lesão suspeita, faremos naquele atleta uma radiografia, ultra-sonografia (US), tomografia computadorizada ou ressonância magnética (RM).
É muito comum realizarmos algum outro exame após as chamadas "radiografias iniciais". A seleção de um ou outro método de diagnóstico por imagem depende da região do corpo a ser estudada e em qual estrutura anatômica há suspeita de lesão. Poderemos usar um exame apenas ou uma combinação de um ou mais deles.
A US é um método que se difundiu enormemente no Brasil, principalmente com a melhoria de seus equipamentos, no final dos anos 80. Enquanto a RM não chegava ao Brasil, a US, por utilizar um equipamento bem mais acessível, e de fácil operação, foi ganhando seu espaço no diagnóstico de várias doenças e também de lesões ortopédicas, traumáticas e do esporte.
Quando a RM chegou, trouxe melhorias inegáveis para o diagnóstico das lesões em articulações, especialmente as que ocorrem com atletas. A grande vantagem que a RM apresentava sobre todos os demais métodos de diagnóstico por imagem é que, basicamente, demonstrava com definição e alta sensibilidade detalhes de estruturas anatômicas intra-articulares (meniscos, cartilagem, ligamentos), além de, naturalmente, também analisar as estruturas estudadas pela US (músculos, tendões).
Ainda hoje a US é um excelente método para algumas avaliações em esportistas: controle de lesão muscular, análise de tendões (tenossinovite, tendinopatia), derrame articular, etc.
Contra-indicações - Porém, a US tem limitações próprias do método, da sua tecnologia: como a US utiliza ondas ultra-sônicas, estas têm um alcance que depende da resistência física das estruturas do corpo. Explicando melhor: tecidos moles deixam o feixe acústico do ultra-som "passar", enquanto que estruturas rígidas, como o osso, "barram" esse feixe.
Aceitando-se as limitações físicas da US, compreende-se que este método seja utilizado para regiões do corpo acessíveis e para o diagnóstico de estruturas superficiais.
Haverá situações em que a US não conseguirá produzir imagens: estruturas intra-articulares (cartilagem, meniscos, alguns ligamentos), ossos (o osso reflete fortemente a onda ultra-sônica e não permite ver seu restante), etc.
Dessa forma, sabe-se que apesar do ótimo poder de diagnóstico da US para alguns tipos de lesão no esporte, este método é insuficiente para se "fechar o diagnóstico" de importantes tipos de lesões, como por exemplo: lesões meniscais e de outras fibrocartilagens (triangular, lábio glenoidal no ombro e do acetábulo no quadril), lesões de cartilagem articular, como condromalácia patelar no joelho e lesões osteocondrais, osteoartrose, lesão dos ligamentos cruzados do joelho e de alguns do tornozelo, instabilidade no ombro, fraturas, etc.
Assim, um resultado de US "normal" é normal para as estruturas que este método é capaz de diagnosticar. Se naquela região examinada, por exemplo, joelho, houver áreas inacessíveis ao feixe do ultra-som, deve-se ter em mente que várias outras lesões podem estar fora da capacidade de diagnóstico da US. Nos casos onde houver dúvida sobre o resultado de uma US, ou que a lesão é de estrutura de características especiais ou de localização difícil, o exame de RM é o mais indicado para complementar o diagnóstico.
Um exame de RM abrange toda a articulação e sua definição de imagem permite a identificação e o diagnóstico de praticamente todas as estruturas intra-articulares. Se ainda assim houver casos de dúvida, consulte sempre o seu médico.
Meia Maratona · 17 jul, 2008
Depois dos primeiros trotes, da inesquecível estréia em uma prova curta, de algumas boas provas de 10 km, uma ou duas corridas de São Silvestre, dois anos de treinos com regularidade, da melhora de seus tempos pessoais, o que virá? Qual será o próximo desafio? Maratona? Sem antes encarar uma boa Meia Maratona e fazer um tempo razoável, nem pensar!
Atualmente, enfatizam-se assuntos como melhorar seus tempos nos 10 km, comentam-se as tão especiais e divertidas provas de revezamento, trocam-se experiências emocionantes entre as pessoas que completaram a maratona (ainda que algumas vezes mal preparadas), as tais ultramaratonas (infelizmente, a maioria dos amadores se habilitam sem um treinamento adequado e sem ter um mínimo histórico de provas). Porém, fala-se muito pouco a respeito de uma prova tão atrativa e importante quanto a Meia Maratona.
Particularmente, gosto muito de treinar corredores para esta competição, pois, além de ser um grande desafio, é uma distância que se enquadra muito bem no perfil da maioria dos corredores amadores, sobretudo por não terem disponibilidade para treinar mais de quatro vezes por semana. Outra grande vantagem é a recuperação que é muito mais rápida do que a de uma Maratona e os riscos de lesão são bem menores. O ritmo, a intensidade de treinos e a prova são menos sofridos que as de 10 km.
Se você não dispõe de cinco dias semanais para treinar; não tem paciência ou facilidade para encarar treinos muitos longos; detesta sofrer em treinos e provas menores visando tempo, recomendo que encare o desafio da Meia. Por outro lado, se é um corredor experiente e que prioriza as provas mais longas, diria que, se não se beneficiar das provas de Meia Maratona como preparatórias, estará cometendo um grande erro.
Mas, afinal, como é o treino para Meia Maratona? Para os atletas profissionais, não muda tanto o volume com relação à Maratona. O que, basicamente mudam são as distâncias dos treinos longos, assim como a quantidade de repetições, que é menor e a intensidade nos treinos intervalados é maior. A título de ilustração, não é difícil um corredor profissional chegar aos 160/170km semanais ou mais, mas a maioria de nós mortal não dispõe de tempo para treinar tanto, muito menos de preparo físico para completar sequer a metade disso.
Para os amadores, depende muito do tempo final pretendido. Em geral, mantendo-se uma boa velocidade média e concluir a prova com tranqüilidade e segurança, a quilometragem varia na casa dos 40 a 45km semanais, divididos em quatro dias, já é suficiente.
Normalmente, para quem nunca percorreu a distância, o treino mais longo, que costumo preconizar, é de 18 km. Pode ser uma ou duas vezes antes da prova, com intervalo de pelo menos 15 dias entre eles e no mínimo 15 dias antes da prova. Para aqueles que costumam utilizar-se do tempo como referencial, 1h50 e 2h de treino.
Para aqueles que já fizeram a prova e possuem um bom lastro de treino, aproximadamente 50km semanais, com dois treinos longos variando entre 21 e 24 km, também com intervalo de duas semanas até a prova.
Já treinei amadores que dispunham de quatro dias por semana para correr e mais dois para se dedicar à musculação, sendo que em uma dessas sessões de musculação, foi adicionada uma corrida na esteira de um ou dois quilômetros para aquecimento, já a outra de dois ou três quilômetros para desaquecimento. Para estes alunos, o volume de treinamento chegou a um patamar bem mais elevado, como 65, 70 e até mesmo 85km semanais.
Ainda sobre o número de treinos por semana, é preciso deixar muito claro o seguinte: é desnecessário correr todos os dias, pois dificulta a recuperação e gera um cansaço prejudicial a um bom resultado. Para os amadores é fundamental separar no mínimo um dia por semana para descanso.
Em geral para a maioria que tem apenas quatro dias semanais disponíveis e nenhum para a musculação, costumo utilizar o horário do próprio treinamento de corrida para incluir um trabalho que chamamos de Preparação de Força Especial ou de Preparação Neuro-Muscular. Este tipo de fortalecimento aumenta a resistência muscular ao esforço, assim como é indispensável para a prevenção de lesões e melhora no desempenho. Além dos membros inferiores (coxas e pernas), deve-se fortalecer todas as regiões do corpo, principalmente a região da coluna lombar e a do abdômen.
Quantas provas devo fazer? Para os iniciantes, uma prova de Meia Maratona a cada semestre é uma boa pedida, sempre utilizando provas menores entre elas. Para as pessoas mais experientes, duas ou quatro Meias por ano está de bom tamanho, sendo duas por semestre. Considerar que o ápice da forma física só será possível em duas delas, sendo uma do semestre apenas como um treino mais forte e um estímulo para estar motivado durante todo o ano. Igualmente, considerar outras competições de menor distância como teste e treino.
Após a prova, costumo recomendar caminhadas e/ou duas ou três corridas leves (trotes) durante a semana. Treinos mais intensos ou mais longos, somente após a segunda semana.
Há inúmeras boas opções de Meia Maratona no Brasil e no exterior. Vale a pena investir nesta distância e considerar estas provas como as suas principais do ano!
Cansaço, dores musculares, fadiga, são sintomas que com certeza você deve estar sentindo após a prova, e aí, o que fazer? Posso treinar? Como treinar? Quando treinar? Há muitos que indicam receitas milagrosas de como acelerar a recuperação pós-competição, mas nada melhor do que o seu próprio corpo dizer quando é hora de recomeçar, ainda mais após uma competição que exige 100% do atleta por longos períodos de tempo, que para alguns pode durar até 16 horas e 59 minutos.
Indico que o atleta esqueça por uns quatro ou cinco dias tudo o que for relacionado a triathlon (é engraçado dizer isso, só quem treina sabe que isso é impossível), mas o descanso, hidratação, alimentação é extremamente importante.
A suplementação também é muito importante. Os aminoácidos BCAA, por exemplo, são fontes essenciais de proteínas bom para o crescimento muscular. Uma competição muito intensa pode gerar perda de tecido muscular, que conseqüentemente pode levar a uma vulnerabilidade muito grande de lesão muscular.
Já a glutamina é um suplemento importante para proteger o sistema imunológico, que precisa estar saudável para não prejudicar seu desempenho esportivo. A Glutamina é o aminoácido mais abundante no tecido muscular e é literalmente dilacerado dos músculos durante períodos de estresse. Exercícios físicos intensos como ciclismo e a corrida exigem muito do nosso corpo e este esgotamento pode causar perda muscular e uma baixa na função imunológica.
O atleta não pode treinar logo após um grande esforço, isso porque as fibras musculares estão com lesões e o organismo precisa de um tempo para recompo-las; por experiência indicaria treinos leves como a natação, por exemplo, após o quinto dia pós prova (Ironman). Corridas de baixíssimas intensidade também são importantes para recuperação.
Mantenha sempre contato com seu treinador, ele está mais acostumado com os seus treinos, como você reage antes durante e após treinos e/ou competições, siga as orientações dele e da equipe multidisciplinar de sua assessoria esportiva (médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e professores ).
Acompanhei de perto o Ironman, vi as dificuldades que todos atletas enfrentam e também a felicidade estampada no rosto de todos que cruzaram a linha de chegada, e isso faz com que sempre tenhamos um sonho, sonho este realizado neste fim de semana. Congratulations you are an Ironman (parabéns você é um homem de ferro)!
![]() |
|
Triathlon · 26 maio, 2008
Cansaço, dores musculares, fadiga, são sintomas que com certeza você deve estar sentindo após a prova, e aí, o que fazer? Posso treinar? Como treinar? Quando treinar? Há muitos que indicam receitas milagrosas de como acelerar a recuperação pós-competição, mas nada melhor do que o seu próprio corpo dizer quando é hora de recomeçar, ainda mais após uma competição que exige 100% do atleta por longos períodos de tempo, que para alguns pode durar até 16 horas e 59 minutos.
Indico que o atleta esqueça por uns quatro ou cinco dias tudo o que for relacionado a triathlon (é engraçado dizer isso, só quem treina sabe que isso é impossível), mas o descanso, hidratação, alimentação é extremamente importante.
A suplementação também é muito importante. Os aminoácidos BCAA, por exemplo, são fontes essenciais de proteínas bom para o crescimento muscular. Uma competição muito intensa pode gerar perda de tecido muscular, que conseqüentemente pode levar a uma vulnerabilidade muito grande de lesão muscular.
Já a glutamina é um suplemento importante para proteger o sistema imunológico, que precisa estar saudável para não prejudicar seu desempenho esportivo. A Glutamina é o aminoácido mais abundante no tecido muscular e é literalmente dilacerado dos músculos durante períodos de estresse. Exercícios físicos intensos como ciclismo e a corrida exigem muito do nosso corpo e este esgotamento pode causar perda muscular e uma baixa na função imunológica.
O atleta não pode treinar logo após um grande esforço, isso porque as fibras musculares estão com lesões e o organismo precisa de um tempo para recompo-las; por experiência indicaria treinos leves como a natação, por exemplo, após o quinto dia pós prova (Ironman). Corridas de baixíssimas intensidade também são importantes para recuperação.
Mantenha sempre contato com seu treinador, ele está mais acostumado com os seus treinos, como você reage antes durante e após treinos e/ou competições, siga as orientações dele e da equipe multidisciplinar de sua assessoria esportiva (médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e professores ).
Acompanhei de perto o Ironman, vi as dificuldades que todos atletas enfrentam e também a felicidade estampada no rosto de todos que cruzaram a linha de chegada, e isso faz com que sempre tenhamos um sonho, sonho este realizado neste fim de semana. Congratulations you are an Ironman (parabéns você é um homem de ferro)!
![]() |
|
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026