Cobertura_Olimpiada_Pequim

Odair Santos é bronze nos 800m T12

Esporte Adaptado · 10 set, 2008

O Brasil conquistou mais uma medalha no atletismo Paraolímpico de Pequim. O velocista Odair Santos garantiu o bronze nos 800 metros para a categoria T12, portadores de deficiência visual.

Ele completou a prova no tempo de 1min53seg73. A prata foi para o cubano Lazaro Raschid em 1min52seh40 e o ouro ficou com Abderrahim Zihou, da Tunísia (1min52seg13).

O brasileiro ainda disputa a final do cinco mil metros para a categoria T13. A disputa será realizada nessa quinta-feira (11) no estádio Ninho de Pássaro em Pequim.

Quadro de medalhas - Até o momento da publicação dessa matéria o Brasil estava em sétimo no ranking de medalhas dos Jogos Paraolímpicos. Ao todo os brasileiros conseguiram 20 medalhas sendo oito de ouro, seis de prata e seis de bronze.

O desempenho da equipe paraolímpica brasileira está melhor que o resultado final da equipe olímpica, que terminou os jogos com 15 medalhas. E você o que acha do desempenho dos paraolímpicos brasileiros? Deixe sua opinião aqui.

Lucas Prado é ouro nos 100m T11 com recorde

Atletismo · 09 set, 2008

Na manhã dessa terça-feira (9) o brasileiro Lucas Prado venceu os 100 metros rasos da classe T11, deficientes visuais, da Paraolimpíada de Pequim. Ele marcou o tempo de 11seg03 e garantiu o recorde mundial da distância. O antigo recorde já era do brasileiro, 11seg19, conquistado ainda nas eliminatórias para a final dos 100m.

Favorito na competição, ele não deu chances ao principal adversário, o angolano José Armando, que marcou 11seg35 e ficou com a prata. "Foi muito treinamento e dedicação. Treinei o ano todo para isso e dei a volta por cima após muitas contusões", afirmou o atleta após a prova.

Depois do ouro, ele já pensa nos próximos desafios em Pequim, as provas de 200m e 400m. “Ainda temos outras provas por aí, e não posso deixar essa medalha me afetar para não conquistar outras. Treinei muito e conquistarei ainda mais".

Já na final "B" da mesma categoria, que não vale medalhas, o primeiro lugar foi para o também brasileiro Daniel Silva, que superou dois africanos para marcar o tempo de 11seg56. Felipe Gomes foi o quarto colocado com 11seg72.

Quadro de medalhas - Até o momento dessa matéria o Brasil já havia conquistado oito medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.

Brasil é prata e bronze nos 100m da classe T11 feminina

Atletismo · 09 set, 2008

Atualizada às 11h.

Na manhã desta terça-feira aconteceu em Pequim, no Estádio Ninho de Pássaro, a final dos 100m rasos feminino da classe T11, para deficientes visuais. A vitória ficou com a chinesa Wu Chunmiao, que estabeleceu o recorde paraolímpico da prova ao marcar o tempo de 12seg31.

Terezinha, que detém o recorde mundial desta prova, não teve uma boa largada e chegou a se desequilibrar no começo da prova, mas conseguiu se recuperar e faturar a medalha de prata para o país com o tempo de 12seg40. "Eu perdi para mim mesma, mas essa prata vai ser uma motivação a mais para as outras provas que eu vou disputar: os 200m e 400m. Vou treinar bastante para isso", relata a atleta, que também é a recordista mundial na prova dos 400m.

Já Ádria chegou logo após com o tempo de 13seg07 para faturar a medalha de bronze, enquanto a outra brasileira na disputa, Jerusa Santos, chegou em quinto lugar na final B com 12seg99. "Essa medalha vale muito para mim. Tive problemas no meu treinamento e meu guia se machucou e mesmo assim consegui uma medalha", comenta Ádria.

Ádria dos Santos se classifica para a final dos 100m

Atletismo · 08 set, 2008

A brasileira Ádria dos Santos se qualificou nessa segunda-feira para a final dos 100m rasos da classe T11, ao marcar o tempo de 13seg11 no Estádio Ninho de Pássaro, em Pequim. A paraatleta de 34 anos e seu guia Rafael Krub entrarão novamente na pista nessa terça-feira para a disputa da medalha.

Entre as principais adversárias, Ádria terá pela frente a chinesa Wu Chunmiao, que contará com o apoio de toda a torcida local, além da outra brasileira Terezinha Guilhermina e da venezuelana Alberlis Torres. Wu marcou 12seg41 em sua série, Alberlis 13seg09 e Terezinha 12seg48.

Com 21 anos de carreira e participação nas últimas seis edições dos Jogos Paraolímpicos, a brasileira possui como melhor tempo 12seg34, obtidos na Olimpíada de Sidney em 2000. Até pouco tempo antes do início dos Jogos, ela não sabia se poderia contar com seu guia, já que Rafael sofreu um aneurisma cerebral há três meses. Recuperado eles retomaram a preparação e chegaram com vontade de subir no lugar mais alto do pódio.

Bandeira do Brasil é hasteada na Vila Paraolímpica

Atletismo · 05 set, 2008

Todos os atletas da delegação brasileira que disputarão a Paraolimpíada de Pequim, acompanharam o hasteamento da Bandeira Nacional na manhã dessa sexta-feira na capital chinesa. Ao todo, o país conta com 188 competidores, além de membros da comissão técnica e atletas-guia.

Quem também esteve presente ao evento de boas-vindas foram Vital Severino, Presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, e Carlos Arthur Nuzman, Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. O hino nacional tocou durante toda a cerimônia e empolgou os atletas presentes, que animaram o evento fazendo a famosa “hola”.

O hasteamento da bandeira nacional foi feito junto com o de Montenegro, que fazia parte da antiga Iuguslávia e possui apenas um atleta no evento. A bandeira do Camboja também foi hasteada simultaneamente. A cerimônia de abertura está programada para esse sábado (06) no Estádio Ninho de Pássaro e as competições de atletismo terão início a partir da segunda-feira.

Paraolimpíada começa nesse sábado em Pequim

Atletismo · 04 set, 2008

A Paraolimpíada de Pequim começa oficialmente nesse sábado (06) com a cerimônia de abertura no Estádio Ninho de Pássaro e segue até o dia 17, ocasião da cerimônia de encerramento. O Brasil contará com 48 competidores no atletismo.

Entre os convocados, apenas 15 estiveram nos Jogos de Atenas, ocasião em que o país terminou na 14ª colocação geral, com 16 medalhas, sendo cinco de ouro. Além de quantidade, o Brasil leva qualidade para Pequim, já que sete atletas são os atuais recordistas mundiais em suas modalidades.

Os velocistas Lucas Prado, Terezinha Guilhermino (deficientes visuais) e Yohansson Nascimento (deficiente físico) são alguns exemplos. “O grupo é grande, mas está entrosado. Percebemos no fim dessa aclimatação que o grupo está muito bom, o resultado do trabalho será positivo”, afirma Ciro Winclker, coordenador técnico do atletismo.

Lucas Prado, integrante das provas de revezamento, ajudou a equipe a conquistar o quarto lugar na última edição dos Jogos e, dessa vez, se diz mais preparado para conquistar uma medalha. “Em 2004 eu estava lesionado, mas agora me sinto muito bem, nunca estive tão preparado”.

Teles: “jamais pensei em abandonar a maratona olímpica”

O brasileiro José Teles foi o único, entre os três representates do país, que cruzou a linha de chegada da Maratona Olímpica no último dia 24, em Pequim. Com o tempo de 2h20min25, o piauiense completou na 38º colocação entre os 76 que finalizaram o percurso e afirma que mesmo correndo sob condições adversas, jamais pensou em desistir.

São Paulo - “Foi uma emoção muito grande disputar minha primeira maratona olímpica e avalio o resultado como positivo”, enfatiza o atleta de 37 anos. Segundo ele, o objetivo era chegar entre os 10 ou 20 primeiros, mas o calor de 24ºC e a umidade relativa do ar em 52% impediram uma melhor performance.

“Acho que erramos um pouco na preparação. Treinamos em Paipa (Colômbia) numa temperatura de 18 a 20 graus, então quando cheguei em Pequim senti muita diferença”. Na opinião de Teles, se ele tivesse descido da altitude colombiana mais cedo e feito uma preparação num local quente e úmido antes de ir para Pequim, talvez o resultado pudesse ser diferente.

“Estava ruim para todo mundo, menos para o queniano que venceu (Samuel Wanjiru). Durante toda a disputa estive focado em completar a prova, afinal maratona olímpica só acontece a cada quatro anos, jamais pensei em abandonar”, afirma Teles com entusiasmo. Ele diz que tentou se concentrar ao máximo e para isso, em alguns momentos, se lembrava de toda a trajetória para chegar até ali.

Trajetória - “Sempre passava um filme pela minha cabeça. Eu realizei o sonho de estar numa olimpíada. Entrar num estádio lotado é uma emoção que não dá para descrever”, ressalta o maratonista que treina com Cláudio Castilho. “Eu olho para trás e vejo que valeu a pena superar todas as dificuldades para chegar até aqui”.

Para o atleta, a olimpíada é um evento único, pois além de poder representar o país, o contato e a troca de informações com competidores de outros países e de outras modalidades é muito interessante. “Eu ia para o restaurante na Vila Olímpica com o pessoal dos 100m, do basquete, do hóquei, é um clima muito gostoso”.

Mesmo com o desempenho um pouco abaixo do esperado, José Teles agradeceu muito o carinho do público que ainda assim torceu por ele antes e depois da prova. “Muito obrigado por toda a força que o pessoal me deu. Saibam que fiz o melhor para chegar, mesmo sofrendo bastante”.

Ainda nesse ano, Teles vai disputar a Meia Maratona do Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro, além de uma maratona fora do país. “Devo correr em Nova York, ou Milão. Essa última eu já estive ano passado”.


Teles: “jamais pensei em abandonar a maratona olímpica”

Maratona · 29 ago, 2008

O brasileiro José Teles foi o único, entre os três representates do país, que cruzou a linha de chegada da Maratona Olímpica no último dia 24, em Pequim. Com o tempo de 2h20min25, o piauiense completou na 38º colocação entre os 76 que finalizaram o percurso e afirma que mesmo correndo sob condições adversas, jamais pensou em desistir.

São Paulo - “Foi uma emoção muito grande disputar minha primeira maratona olímpica e avalio o resultado como positivo”, enfatiza o atleta de 37 anos. Segundo ele, o objetivo era chegar entre os 10 ou 20 primeiros, mas o calor de 24ºC e a umidade relativa do ar em 52% impediram uma melhor performance.

“Acho que erramos um pouco na preparação. Treinamos em Paipa (Colômbia) numa temperatura de 18 a 20 graus, então quando cheguei em Pequim senti muita diferença”. Na opinião de Teles, se ele tivesse descido da altitude colombiana mais cedo e feito uma preparação num local quente e úmido antes de ir para Pequim, talvez o resultado pudesse ser diferente.

“Estava ruim para todo mundo, menos para o queniano que venceu (Samuel Wanjiru). Durante toda a disputa estive focado em completar a prova, afinal maratona olímpica só acontece a cada quatro anos, jamais pensei em abandonar”, afirma Teles com entusiasmo. Ele diz que tentou se concentrar ao máximo e para isso, em alguns momentos, se lembrava de toda a trajetória para chegar até ali.

Trajetória - “Sempre passava um filme pela minha cabeça. Eu realizei o sonho de estar numa olimpíada. Entrar num estádio lotado é uma emoção que não dá para descrever”, ressalta o maratonista que treina com Cláudio Castilho. “Eu olho para trás e vejo que valeu a pena superar todas as dificuldades para chegar até aqui”.

Para o atleta, a olimpíada é um evento único, pois além de poder representar o país, o contato e a troca de informações com competidores de outros países e de outras modalidades é muito interessante. “Eu ia para o restaurante na Vila Olímpica com o pessoal dos 100m, do basquete, do hóquei, é um clima muito gostoso”.

Mesmo com o desempenho um pouco abaixo do esperado, José Teles agradeceu muito o carinho do público que ainda assim torceu por ele antes e depois da prova. “Muito obrigado por toda a força que o pessoal me deu. Saibam que fiz o melhor para chegar, mesmo sofrendo bastante”.

Ainda nesse ano, Teles vai disputar a Meia Maratona do Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro, além de uma maratona fora do país. “Devo correr em Nova York, ou Milão. Essa última eu já estive ano passado”.

Paraolímpicos do Brasil seguem para Pequim sábado

A delegação brasileira que está em Macau em fase de aclimatação para a Paraolimpíada de Pequim, encerrou a fase inicial de preparação e aguarda ansiosamente a hora de seguir para a vila olímpica na capital chinesa. Além dos treinos, eles fizeram um trabalho para minimizar os efeitos do fuso horário e se acostumar ao clima e o tempero da comida local.

"Geralmente é necessário um dia para recuperar cada hora de diferença, por isso a adaptação de onze dias é muito importante”, explica a fisioterapeuta Andressa da Silva. "Os atletas estão dormindo cada vez melhor. Recomendamos que eles não durmam durante o dia e sincronizem com o horário local", completa.

Quem sentiu bastante a diferença do horário no início foi o corredor Odair dos Santos, da classe T12. "Onze horas de fuso complica um pouco a cabeça, mas até o dia oito quando a gente começa a competir as coisas já estarão normais e tudo dará certo", afirma otimista o detentor da prata nos 1.500m e 5.000m e do bronze nos 800m em Atenas 2004.

Já no quesito alimentação, a maioria não quis arriscar comer algo muito diferente do que já está acostumado, para evitar problemas às vésperas da competição. O Brasil possui a quarta maior delegação dos jogos, com 188 atletas, perdendo apenas para os donos da casa, os Estados Unidos e a Grã Bretanha. O objetivo do atletismo é melhorar a 14ª colocação da última edição, ocasião em que foram conquistadas 16 medalhas, sendo cinco de ouro.


Paraolímpicos do Brasil seguem para Pequim sábado

Atletismo · 29 ago, 2008

A delegação brasileira que está em Macau em fase de aclimatação para a Paraolimpíada de Pequim, encerrou a fase inicial de preparação e aguarda ansiosamente a hora de seguir para a vila olímpica na capital chinesa. Além dos treinos, eles fizeram um trabalho para minimizar os efeitos do fuso horário e se acostumar ao clima e o tempero da comida local.

"Geralmente é necessário um dia para recuperar cada hora de diferença, por isso a adaptação de onze dias é muito importante”, explica a fisioterapeuta Andressa da Silva. "Os atletas estão dormindo cada vez melhor. Recomendamos que eles não durmam durante o dia e sincronizem com o horário local", completa.

Quem sentiu bastante a diferença do horário no início foi o corredor Odair dos Santos, da classe T12. "Onze horas de fuso complica um pouco a cabeça, mas até o dia oito quando a gente começa a competir as coisas já estarão normais e tudo dará certo", afirma otimista o detentor da prata nos 1.500m e 5.000m e do bronze nos 800m em Atenas 2004.

Já no quesito alimentação, a maioria não quis arriscar comer algo muito diferente do que já está acostumado, para evitar problemas às vésperas da competição. O Brasil possui a quarta maior delegação dos jogos, com 188 atletas, perdendo apenas para os donos da casa, os Estados Unidos e a Grã Bretanha. O objetivo do atletismo é melhorar a 14ª colocação da última edição, ocasião em que foram conquistadas 16 medalhas, sendo cinco de ouro.

No Brasil, Marily fala das dificuldades enfrentadas em Pequim

Depois de estar nos Jogos Olímpicos de Pequim como única brasileira na maratona, Marily dos Santos conta como foi a sua participação no evento e revela alguns problemas do Comitê Olímpico Brasileiro. Confira!

São Paulo - Estar entre as 70 melhores atletas do mundo representando uma nação na maratona olímpica não é para qualquer um. Mas aos 30 anos, a alagoana Marily dos Santos teve essa oportunidade. Única mulher brasileira que conquistou o índice “A” para a maratona olímpica, com 2h36min21, Marily correu e completou a prova de Pequim.

A maratonista ficou na 52ª posição, resultado que para ela poderia ser bem melhor, mas isso não aconteceu porque a brasileira passou por algumas dificuldades antes da maratona. Uma delas com sua roupa de competição.

Como é de conhecimento de muitos, todo atleta precisa de equipamentos básicos para praticar uma modalidade. O corredor, por exemplo, deve usar um bom par de tênis e roupas confortáveis, coisa que Marily foi privada.

De acordo com a atleta, o Comitê Olímpico Brasileiro iria entregar o uniforme de competição em Pequim, porém, eles não cumpriram com o prometido. “A primeira coisa que um corredor coloca na mala é a roupa de competição e o tênis. Eu sai do Brasil com várias roupas de passeio fornecidas pelo Comitê. E quando eu cheguei lá, o Comitê Olímpico Brasileiro falou que havia esquecido o meu uniforme”, revela.

Sem uniformes, Marily precisou correr com a camiseta do maratonista Franck Caldeira, bem maior que o seu número. “A camiseta grande atrapalhou um bocado. Logo no início da prova não senti muito incômodo, mas depois de colocar água na cabeça e suar, a camiseta começou a ficar pesada. Além disso, a costura da camiseta ficou raspando na minha coxa e o local ficou ardendo”.

Por causa desse imprevisto, Marily não conseguiu atingir seu objetivo principal na maratona. Ela queria chegar entre as 40 primeiras e fechar a prova em 2h33min. “Dei o melhor de mim dentro das condições que tinha lá”, conta. “Algumas chateações deixam a gente meio travada. Isso não é uma desculpa pelo meu desempenho, mas é apenas um desabafo para não acontecer de novo com outra pessoa”, acrescenta.

O treinador - Além do episódio da camiseta, Marily não contou com o apoio do seu treinador, Gilmário Mendes, que ficou no Brasil. De acordo com a atleta, o Comitê Olímpico Brasileiro chegou a pedir o passaporte e visto de Gilmário, mas de última hora negaram a ida dele.

“Ele queria ir para Pequim colocando dinheiro do bolso dele, mesmo assim não deixaram. E não foi falta de comunicação entre nós o Comitê e Confederação (de Atletismo) porque ficamos tentando isso desde quando eu alcancei o índice”.

Ainda segundo Marily, o momento em que mais pensou no seu treinador foi na chegada da maratona dentro do Estádio Ninho de Pássaro. “Quando cheguei no estádio pensei na falta do meu treinador. Queria uma pessoa para me ajudar antes, para comprar um remédio para cólica, por exemplo, para gritar e me dar apoio na chegada”, conta. “Eu vi atleta lá em Pequim com dois técnicos. Eu sei que era alguém que merece muito, que já tem medalha, mas é muito para alguns e pouco para outros”.

Sem o acompanhamento de seu técnico, no dia da prova Marily teve o acompanhamento de outros treinadores. Eles foram responsáveis por levar e buscar a atleta na prova. Mas nem isso aconteceu. “Fiquei sabendo que no meio da prova essas pessoas foram fazer compras. Eu terminei a prova e fiquei sem saber o que fazer”.

Com isso, logo depois que concluiu a maratona, Marily se juntou com as atletas de Portugal para voltar à Vila Olímpica. Logo depois, ela encontrou o Chefe da Delegação do Atletismo Brasileiro, Martinho Santos, que segundo ela, foi a pessoa que mais a ajudou em Pequim.

Ao deixar de lado alguns inconvenientes que marcaram sua jornada na China, Marily revelou que participar de um evento como a Olimpíada é algo sem descrição. “O que eu senti foi uma emoção muito grande por ser minha primeira Olimpíada. Foi uma emoção que eu não achei que fosse sentir na minha vida”.

Futuro - Agora Marily particpa de provas mais curtas e em setembro deve tirar férias. "Apenas sete dias", enfatiza. Depois ela se prepara para a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, e para a São Silvestre.


No Brasil, Marily fala das dificuldades enfrentadas em Pequim

Maratona · 28 ago, 2008

Depois de estar nos Jogos Olímpicos de Pequim como única brasileira na maratona, Marily dos Santos conta como foi a sua participação no evento e revela alguns problemas do Comitê Olímpico Brasileiro. Confira!

São Paulo - Estar entre as 70 melhores atletas do mundo representando uma nação na maratona olímpica não é para qualquer um. Mas aos 30 anos, a alagoana Marily dos Santos teve essa oportunidade. Única mulher brasileira que conquistou o índice “A” para a maratona olímpica, com 2h36min21, Marily correu e completou a prova de Pequim.

A maratonista ficou na 52ª posição, resultado que para ela poderia ser bem melhor, mas isso não aconteceu porque a brasileira passou por algumas dificuldades antes da maratona. Uma delas com sua roupa de competição.

Como é de conhecimento de muitos, todo atleta precisa de equipamentos básicos para praticar uma modalidade. O corredor, por exemplo, deve usar um bom par de tênis e roupas confortáveis, coisa que Marily foi privada.

De acordo com a atleta, o Comitê Olímpico Brasileiro iria entregar o uniforme de competição em Pequim, porém, eles não cumpriram com o prometido. “A primeira coisa que um corredor coloca na mala é a roupa de competição e o tênis. Eu sai do Brasil com várias roupas de passeio fornecidas pelo Comitê. E quando eu cheguei lá, o Comitê Olímpico Brasileiro falou que havia esquecido o meu uniforme”, revela.

Sem uniformes, Marily precisou correr com a camiseta do maratonista Franck Caldeira, bem maior que o seu número. “A camiseta grande atrapalhou um bocado. Logo no início da prova não senti muito incômodo, mas depois de colocar água na cabeça e suar, a camiseta começou a ficar pesada. Além disso, a costura da camiseta ficou raspando na minha coxa e o local ficou ardendo”.

Por causa desse imprevisto, Marily não conseguiu atingir seu objetivo principal na maratona. Ela queria chegar entre as 40 primeiras e fechar a prova em 2h33min. “Dei o melhor de mim dentro das condições que tinha lá”, conta. “Algumas chateações deixam a gente meio travada. Isso não é uma desculpa pelo meu desempenho, mas é apenas um desabafo para não acontecer de novo com outra pessoa”, acrescenta.

O treinador - Além do episódio da camiseta, Marily não contou com o apoio do seu treinador, Gilmário Mendes, que ficou no Brasil. De acordo com a atleta, o Comitê Olímpico Brasileiro chegou a pedir o passaporte e visto de Gilmário, mas de última hora negaram a ida dele.

“Ele queria ir para Pequim colocando dinheiro do bolso dele, mesmo assim não deixaram. E não foi falta de comunicação entre nós o Comitê e Confederação (de Atletismo) porque ficamos tentando isso desde quando eu alcancei o índice”.

Ainda segundo Marily, o momento em que mais pensou no seu treinador foi na chegada da maratona dentro do Estádio Ninho de Pássaro. “Quando cheguei no estádio pensei na falta do meu treinador. Queria uma pessoa para me ajudar antes, para comprar um remédio para cólica, por exemplo, para gritar e me dar apoio na chegada”, conta. “Eu vi atleta lá em Pequim com dois técnicos. Eu sei que era alguém que merece muito, que já tem medalha, mas é muito para alguns e pouco para outros”.

Sem o acompanhamento de seu técnico, no dia da prova Marily teve o acompanhamento de outros treinadores. Eles foram responsáveis por levar e buscar a atleta na prova. Mas nem isso aconteceu. “Fiquei sabendo que no meio da prova essas pessoas foram fazer compras. Eu terminei a prova e fiquei sem saber o que fazer”.

Com isso, logo depois que concluiu a maratona, Marily se juntou com as atletas de Portugal para voltar à Vila Olímpica. Logo depois, ela encontrou o Chefe da Delegação do Atletismo Brasileiro, Martinho Santos, que segundo ela, foi a pessoa que mais a ajudou em Pequim.

Ao deixar de lado alguns inconvenientes que marcaram sua jornada na China, Marily revelou que participar de um evento como a Olimpíada é algo sem descrição. “O que eu senti foi uma emoção muito grande por ser minha primeira Olimpíada. Foi uma emoção que eu não achei que fosse sentir na minha vida”.

Futuro - Agora Marily particpa de provas mais curtas e em setembro deve tirar férias. "Apenas sete dias", enfatiza. Depois ela se prepara para a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, e para a São Silvestre.

Delegação paraolímpica faz aclimatação em Macau

Atletismo · 28 ago, 2008

A delegação paraolímpica de atletismo brasileira já está na cidade chinesa de Macau fazendo a aclimatação para a Paraolimpíada de Pequim, que acontece entre os dias 6 a 17 de setembro. O grupo chegou à cidade após dois dias de viagem.

"A China é uma experiência totalmente nova, mesmo para quem já viajou pra diversas competições”, explica o chefe da delegação brasileira Alberto Martins. “Com certeza vamos ter dificuldades na adaptação pela cultura diferente, mas acreditamos que essa semana será muito boa para equipe", completa.

Os competidores realizam treinos em dois períodos diários nas modernas instalações do Complexo Esportivo de Macau. “Estou muito feliz. Nem todos os atletas têm essa chance. A pista de treinamento é boa, o clima daqui é quente e parecido com o de Pequim, isso ajudará muito", explica Odair dos Santos”, que disputará os 10 e os cinco mil na classe T12 (baixa visão).

Além do treinamento, há sessões diárias de fisioterapia e psicologia para complementar a preparação. A piscina e o spa do hotel estão à disposição para descontração e para minimizar o forte calor da cidade.