Cobertura_Olimpiada_Pequim

Maggi conquista primeiro ouro feminino do Brasil em Olimpíada

Atletismo · 22 ago, 2008

Na noite dessa sexta-feira (22) em Pequim, ainda manhã no Brasil, a saltadora Maurren Maggi conquistou o ouro no salto em distância. Essa foi a primeira vez que uma mulher brasileira angariou a medalha dourada individual no atletismo.

O feito histórico teve a marca de 7m04cm, um centímetro a mais que o salto da segunda colocada, a russa Tatyana Lebedeva (7m03cm). O bronze ficou com a atleta do Nigéria Blessing Akgbare (6m91cm).

Na história do atletismo brasileiro, até agora o país só havia conquistado três medalhas de ouro. Duas delas com Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo (1952 e 1956) e uma com Joaquim Cruz, nos 800 metros em 1984.

Olga Kaniskina (RUS) vence marcha 20km, brasileira é 37ª

A Marcha Atlética 20 km para as mulheres começou sob forte chuva no Estádio Ninho de Pássaro, em Pequim, e a vitória ficou com a atleta da Rússia Olga Kaniskina, com 1h26min31, novo recorde olímpico da modalidade. A segunda posição ficou com a norueguesa Kjersti Tysse, com 1h27min07 e a terceira com Elisa Rigaudo, da Itália, com 1h27min12, enquanto a brasileira Tania Regina Splinder foi a 37º com 12h36min46.

Logo nos metros iniciais de prova a russa abriu vantagem em relação às adversárias e, quem pensou que ela fosse sprintar e perder colocações com o tempo, se enganou. Durante todo o trajeto ela se manteve na ponta, aumentando a distância para o pelotão perseguidor a cada passagem registrada pelos cronômetros.

Com a russa à frente, dois pelotões se formaram atrás, cada uma com brigas particulares, mas nada que pudesse ameaçar a liderança de Olga, que na passagem dos 10 quilômetros já abria 45 segundos de diferença para a segunda colocada Ryta Turava, da Bielorússia. Enquanto umas brigavam por posições, outras eram eliminadas da prova por cometerem faltas repetitivas, como a atleta da casa Mingxia Yang.

Nesse tipo de competição, os marchadores não podem perder contato com o solo e nem flexionar a perna que dá a passada antes que esta esteja completa, sob pena de cometerem falta. Caso três árbitros diferentes advirtam a competidora pela mesma irregularidade, esta está automaticamente eliminada.

Segunda metade - Com quase uma hora de prova decorrida a chuva deu uma trégua, mas logo em seguida voltou a cair. No quilômetro 16, a russa seguia firme na ponta, com 59 segundos de diferença para Turava, enquanto a brasileira figurava como a 36ª colocação.

Já no trecho final da prova, Turava começou a se sentir mal, chegou a parar alguns momentos para tentar se recuperar, mas ao voltar já tinha perdido muitas posições e abandonou a briga por uma medalha. Olga, campeã mundial em Osaka ano passado, entrou sozinha no Ninho de Pássaro e foi muito aplaudida até cruzar a linha em primeiro e estabelecer o novo recorde olímpico.

Depois da vitória, nada melhor do que uma volta olímpica embrulhada na bandeira russa para saudar o público que lotou o estádio olímpico. Com esse resultado, a Rússia faz dobradinha na marcha, já que Valeriy Borchin também venceu a disputa masculina no último dia 16.


Olga Kaniskina (RUS) vence marcha 20km, brasileira é 37ª

Atletismo · 21 ago, 2008

A Marcha Atlética 20 km para as mulheres começou sob forte chuva no Estádio Ninho de Pássaro, em Pequim, e a vitória ficou com a atleta da Rússia Olga Kaniskina, com 1h26min31, novo recorde olímpico da modalidade. A segunda posição ficou com a norueguesa Kjersti Tysse, com 1h27min07 e a terceira com Elisa Rigaudo, da Itália, com 1h27min12, enquanto a brasileira Tania Regina Splinder foi a 37º com 12h36min46.

Logo nos metros iniciais de prova a russa abriu vantagem em relação às adversárias e, quem pensou que ela fosse sprintar e perder colocações com o tempo, se enganou. Durante todo o trajeto ela se manteve na ponta, aumentando a distância para o pelotão perseguidor a cada passagem registrada pelos cronômetros.

Com a russa à frente, dois pelotões se formaram atrás, cada uma com brigas particulares, mas nada que pudesse ameaçar a liderança de Olga, que na passagem dos 10 quilômetros já abria 45 segundos de diferença para a segunda colocada Ryta Turava, da Bielorússia. Enquanto umas brigavam por posições, outras eram eliminadas da prova por cometerem faltas repetitivas, como a atleta da casa Mingxia Yang.

Nesse tipo de competição, os marchadores não podem perder contato com o solo e nem flexionar a perna que dá a passada antes que esta esteja completa, sob pena de cometerem falta. Caso três árbitros diferentes advirtam a competidora pela mesma irregularidade, esta está automaticamente eliminada.

Segunda metade - Com quase uma hora de prova decorrida a chuva deu uma trégua, mas logo em seguida voltou a cair. No quilômetro 16, a russa seguia firme na ponta, com 59 segundos de diferença para Turava, enquanto a brasileira figurava como a 36ª colocação.

Já no trecho final da prova, Turava começou a se sentir mal, chegou a parar alguns momentos para tentar se recuperar, mas ao voltar já tinha perdido muitas posições e abandonou a briga por uma medalha. Olga, campeã mundial em Osaka ano passado, entrou sozinha no Ninho de Pássaro e foi muito aplaudida até cruzar a linha em primeiro e estabelecer o novo recorde olímpico.

Depois da vitória, nada melhor do que uma volta olímpica embrulhada na bandeira russa para saudar o público que lotou o estádio olímpico. Com esse resultado, a Rússia faz dobradinha na marcha, já que Valeriy Borchin também venceu a disputa masculina no último dia 16.

Usain Bolt vence 200m e bate novo recorde

Atualizada às 17h55

A final dos 200 metros rasos masculino aconteceu na manhã dessa quarta-feira (20), noite em Pequim, no Estádio Ninho de Pássaro. A grande estrela da prova foi o jamaicano Usain Bolt. Ele já havia faturado o ouro e batido o recorde dos 100m no último fim de semana. E dessa vez ele confirmou o favoritismo novamente.

Bolt venceu a prova no tempo de 19min30 e garantiu o novo recorde mundial da modalidade. Novamente com suas sapatilhas douradas, Bolt comemorou o feito com muita dança e alegria. Os seus principais adversários levantaram Bolt e comemoraram a marca junto com ele.

A medalha de prata tinha ficado com o americano Wallece Spearmon, que comemorou a colocação. Mas os juízes desclassificaram o atleta porque observaram que ele invadiu a pista do seu adversário, o que é proibido. Depois da decisão, a prata foi para o atleta Churandy Martina (19seg82) e o bronze Shawn Crawford, com 19seg96.

Após a publicação da matéria, os resultados oficiais foram alterados e a organização também desclassificou Martina por ter invadido a raia do adversário. Assim, o ouro ficou com Bolt, enquanto os americanos Shawn Crawford e Walter Dix levaram a prata e o bronze respectivamente.

Mulheres A final feminina dos 200 metros acontece no dia 21 de agosto. Hoje foi realizada a semifinal da modalidade e mais uma vez as jamaicanas dominaram as duas baterias.

Se classificaram para a final as quatro primeiras atletas das duas baterias. O melhor tempo de todas foi da jamaicana Veronica Campbell com 22seg19.


Usain Bolt vence 200m e bate novo recorde

Atletismo · 20 ago, 2008

Atualizada às 17h55

A final dos 200 metros rasos masculino aconteceu na manhã dessa quarta-feira (20), noite em Pequim, no Estádio Ninho de Pássaro. A grande estrela da prova foi o jamaicano Usain Bolt. Ele já havia faturado o ouro e batido o recorde dos 100m no último fim de semana. E dessa vez ele confirmou o favoritismo novamente.

Bolt venceu a prova no tempo de 19min30 e garantiu o novo recorde mundial da modalidade. Novamente com suas sapatilhas douradas, Bolt comemorou o feito com muita dança e alegria. Os seus principais adversários levantaram Bolt e comemoraram a marca junto com ele.

A medalha de prata tinha ficado com o americano Wallece Spearmon, que comemorou a colocação. Mas os juízes desclassificaram o atleta porque observaram que ele invadiu a pista do seu adversário, o que é proibido. Depois da decisão, a prata foi para o atleta Churandy Martina (19seg82) e o bronze Shawn Crawford, com 19seg96.

Após a publicação da matéria, os resultados oficiais foram alterados e a organização também desclassificou Martina por ter invadido a raia do adversário. Assim, o ouro ficou com Bolt, enquanto os americanos Shawn Crawford e Walter Dix levaram a prata e o bronze respectivamente.

Mulheres A final feminina dos 200 metros acontece no dia 21 de agosto. Hoje foi realizada a semifinal da modalidade e mais uma vez as jamaicanas dominaram as duas baterias.

Se classificaram para a final as quatro primeiras atletas das duas baterias. O melhor tempo de todas foi da jamaicana Veronica Campbell com 22seg19.

Christine Ohuruogu leva ouro nos 400m feminino

Atletismo · 19 ago, 2008

A americana Sanya Richards, grande favorita à conquista da medalha de ouro nessa Olimpíada de Pequim, saiu bem forte no início da prova e parecia que levaria fácil o primeiro lugar, mas perdeu para a britânica Christine Ohuruogu. Richards passou a primeira curva na frente, mas na reta começou a perder velocidade.

Nos metros finais Christine começou a ganhar terreno e trouxe com ela a jamaicana Shericka Williams, que também superou a americana. Com o tempo de 49seg62, Christine faz sua melhor marca na temporada e levou o ouro, seguida por Shericka, que marcou seu melhor tempo (49seg69) para levar a prata.

Com 49seg93, Richards levou o bronze e se mostrou inconformada na linha de chegada ao dar um leve tapinha nas costas da vencedora. As esperanças dela agora serão depositadas na disputa do revezamento 4x400m.

Usain Bolt vence semi dos 200m e está na final

Atletismo · 19 ago, 2008

Como já era esperado, o jamaicano Usain Bolt venceu a sua série semifinal dos 200m e garantiu vaga na grande final, ao marcar o tempo de 20seg09. O americano Shawn Crawford pulou na frente, mas foi ultrapassado pelo atual recordista mundial dos 100m nos instantes finais e teve que se contentar com o segundo posto, ao marcar 20seg12.

Wallace Spearmon, dos Estados Unidos, também conquistou vaga para final da modalidade, ao chegar em terceiro com 20seg14, assim como Kim Collins, da Federação de São Cristóvão e Névis, ao estabelecer 20seg25. Esse tempo rendeu a Collins sua melhor marca na temporada.

Na outra série semifinal, Churandy Martina, das Antilhas Holandesas, se classificou facilmente ao vencer e estabelecer a marca de 20seg11 (recorde nacional), contra Brian Dzingai, do Zimbábue, que marcou 20seg17. O americano Walter Dix também passou de fase, ao marcar 20seg19 na terceira posição, assim como o britânico Christian Malcom, quarto colocado com 20seg25. A grande final dos 200m será disputada nessa quarta-feira às 22h20 hora de Pequim, 11h20 hora de Brasília.

Marcos Paulo Reis avalia prova de Ohata no triathlon

Marcos Paulo Reis, treinador da seleção brasileira de triathlon nas Olimpíadas de Sidney 2000 e Atenas 2004, acompanhou o desempenho de Mariana Ohata em Pequim e faz uma avaliação da prova. Confira!

São Paulo -A brasileira Mariana Ohata, única representante do país no triathlon, participou nessa última segunda-feira (18) da prova olímpica em Pequim. Ao todo ela nadou 1,5 quilômetros, pedalou 40km e por fim correu mais 10km. Mas o seu desempenho não foi melhor do que sua última particpação em Jogos Olímpicos.

Ohata saiu da água na 27ª colocação, 12seg72 atrás das líderes. Já no ciclismo se manteve no segundo pelotão, tentando algumas vezes uma reação, porém, na corrida ela não manteve um bom ritmo e terminou a prova na 39ª posição. Essa foi sua terceira olimpíada.

"Acho que a Mariana não conseguiu nadar no pelotão da frente. Isso foi determinante na prova dela”, ressalta Marcos Paulo, que comentou a prova para uma rede de televisão. “Por mais que ela tenha sido combativa no ciclismo tentando buscar o primeiro pelotão, ela acabou não conseguindo um bom resultado”.

Durante a primeira volta do ciclismo Ohata ainda tentou se manter no pelotão da frente, brigando com a suíça Nicole Spirig (que completou a prova na sexta posição), mas o cansaço começou a bater e ela ficou para trás. “Ela pedalou muito forte tentando alguma coisa na prova, porque ali não adiantava ficar”, lembra Marcos Paulo.

Segundo o treinador, nadar forte e se segurar nas duas primeiras voltas de bike é fundamental no triathlon, algo que a brasileira não conseguiu. Por tentar recuperar algumas posições, no trecho de corrida, Ohata chegou muito cansada e ficou para trás terminando a prova na 39ª posição, duas atrás da sua marca em Atenas 2004, quando chegou em 37ª.


Marcos Paulo Reis avalia prova de Ohata no triathlon

Triathlon · 18 ago, 2008

Marcos Paulo Reis, treinador da seleção brasileira de triathlon nas Olimpíadas de Sidney 2000 e Atenas 2004, acompanhou o desempenho de Mariana Ohata em Pequim e faz uma avaliação da prova. Confira!

São Paulo -A brasileira Mariana Ohata, única representante do país no triathlon, participou nessa última segunda-feira (18) da prova olímpica em Pequim. Ao todo ela nadou 1,5 quilômetros, pedalou 40km e por fim correu mais 10km. Mas o seu desempenho não foi melhor do que sua última particpação em Jogos Olímpicos.

Ohata saiu da água na 27ª colocação, 12seg72 atrás das líderes. Já no ciclismo se manteve no segundo pelotão, tentando algumas vezes uma reação, porém, na corrida ela não manteve um bom ritmo e terminou a prova na 39ª posição. Essa foi sua terceira olimpíada.

"Acho que a Mariana não conseguiu nadar no pelotão da frente. Isso foi determinante na prova dela”, ressalta Marcos Paulo, que comentou a prova para uma rede de televisão. “Por mais que ela tenha sido combativa no ciclismo tentando buscar o primeiro pelotão, ela acabou não conseguindo um bom resultado”.

Durante a primeira volta do ciclismo Ohata ainda tentou se manter no pelotão da frente, brigando com a suíça Nicole Spirig (que completou a prova na sexta posição), mas o cansaço começou a bater e ela ficou para trás. “Ela pedalou muito forte tentando alguma coisa na prova, porque ali não adiantava ficar”, lembra Marcos Paulo.

Segundo o treinador, nadar forte e se segurar nas duas primeiras voltas de bike é fundamental no triathlon, algo que a brasileira não conseguiu. Por tentar recuperar algumas posições, no trecho de corrida, Ohata chegou muito cansada e ficou para trás terminando a prova na 39ª posição, duas atrás da sua marca em Atenas 2004, quando chegou em 37ª.

Sandro Viana não avança para a semifinal dos 200m

Atletismo · 18 ago, 2008

As quartas de finais dos 200 metros rasos masculino aconteceu na manhã dessa segunda (18), já noite em Pequim. A primeira bateria contou com o favorito da prova, o jamaicano Usain Bolt, que já levou o ouro dos 100 metros rasos nesse último fim de semana.

Bolt, que é especialista nos 200m, foi o primeiro da bateria no tempo de 20seg29. Já na segunda bateria, o americano Walter Dix, principal adversário de Bolt, não conseguiu imprimir um bom ritmo. Ele ficou com a segunda colocação atrás do atleta de Zimbábue, Brian Dzingai, com 20seg23.

Já na terceira bateria, o Brasil foi representado por Sandro Viana. Depois de três largadas falsas, o amazonense, especialista da modalidade, ficou com a sétima posição, com 21seg07, e não conseguiu se classificar para a próxima etapa.

Na última bateria o melhor atleta foi o irlandês Paul Hession com o tempo de 20seg32. Se classificaram para a semifinal os três primeiros colocados de cada bateria mais os quatro melhores tempos das provas.

Mariana Ohata é 39ª no triathlon olímpico em Pequim

Na manhã de segunda-feira em Pequim, noite de domingo para segunda-feira no Brasil, aconteceu a prova feminina de triathlon, que teve vitória da atleta australiana Emma Snowsill conquistando a medalha de ouro. A prata foi para a portuguesa Vanessa Fernandes, o bronze para a também australiana Emma Moffat, enquanto a brasileira Mariana Ohata terminou na 39ª colocação.

A prova foi realizada na represa do Parque dos Túmulos Ming, com 24 graus de temperatura ambiente, 27 na água e umidade relativa do ar de 60%. O tiro de partida aconteceu sob uma plataforma flutuante para o trecho inicial, de 1,5 quilômetros de natação.

O início foi forte, com as atletas nadando emparelhadas em alguns momentos. No trecho final de água, as triatlhetas Magali di Marco, da Suíça, Júri Ide, do Japão, Laura Bennet, dos Estados Unidos e Sarah Haskins dos Estados Unidos, dividiam a liderança lado a lado e passaram na área de transição com diferença de um segundo entre elas (19min49 e 19min50).

Bike - Mariana foi a 27ª a sair da água, com o tempo de 20min02, 12seg72 atrás das líderes. Na liderança da prova, várias competidoras ameaçaram tomar a ponta e escapar, entre elas a inglesa Helen Tucker e Danyela Ryf, da Suíça, mas não obtiveram sucesso e o pelotão voltou a pedalar junto.

A arquibancada montada ao lado a área de transição estava lotada e durante todo o trajeto muitos torcedores aplaudiam e incentivavam as triatlhetas. Com quase uma hora de prova percorrida, dois grandes pelotões se formaram, o da frente liderado pela portuguesa Vanessa Fernandes e o de trás por Ohata, com um minuto de diferença.

Ohata se distanciou do segundo pelotão durante a quinta, das nove voltas de ciclismo, num claro esforço de chegar perto das líderes antes da transição para a corrida. Durante a passagem da última volta dos 40 quilômetros, as atletas do último pelotão se enroscaram, algumas delas caíram, e quem levou a pior foi a russa Irina Abysova, que precisou ser retirada do percurso pelos médicos.

Na área de transição da bike para os 10 quilômetros de corrida, a primeira a sair foi a triathleta da Nova Zelândia Andrea Hewitt, seguida por pelo menos outras 10 atletas com uma pequena diferença de tempo. Mariana saiu da transição na 24ª posição. Com o passar do tempo a temperatura foi aumentando e era nítido no semblante das atletas o sofrimento com o calor, que era minimizado por esponjas d’água oferecidas junto com as garrafas de hidratação.

Após os primeiros quilômetros de corrida, a australiana Emma Snowsill começou a abrir em relação às adversárias do pelotão, deixando para trás favorita Vanessa Fernandez, que parecia sofrer muito para correr. A portuguesa chegou a perder o segundo posto para a americana Laura Bennett, mas logo em seguida recuperou.

Snowsill errou o caminho na terceira volta, teve que pular uma barreira, mas não se abalou e seguiu firme e forte para cruzar a linha de chegada como a nova campeã olímpica. Na reta final ela pegou a bandeira australiana, cumprimentou o público e cruzou com 1h58min27. Fernandez ficou com a prata (1h59min34), primeira medalha de seu país em Pequim, seguida pela também australiana Emma Moffat, que levou o bronze (1h59min55). "A ficha não caiu ainda", ressalta a campeã. "Essa prata é como se fosse ouro para mim", comenta a portuguesa vice-campeã. A brasileira Mariana Ohata cruzou na 39ª colocação com 2h07min11.

Essa foi a terceira participação de Mariana em Olimpíadas. A triathleta de 29 anos não completou a prova em Sidney 2000, depois de ter caído da bicicleta e chegou na 37ª colocação em Atenas 2004, numa prova marcada por muita dificuldade e superação.


Mariana Ohata é 39ª no triathlon olímpico em Pequim

Triathlon · 18 ago, 2008

Na manhã de segunda-feira em Pequim, noite de domingo para segunda-feira no Brasil, aconteceu a prova feminina de triathlon, que teve vitória da atleta australiana Emma Snowsill conquistando a medalha de ouro. A prata foi para a portuguesa Vanessa Fernandes, o bronze para a também australiana Emma Moffat, enquanto a brasileira Mariana Ohata terminou na 39ª colocação.

A prova foi realizada na represa do Parque dos Túmulos Ming, com 24 graus de temperatura ambiente, 27 na água e umidade relativa do ar de 60%. O tiro de partida aconteceu sob uma plataforma flutuante para o trecho inicial, de 1,5 quilômetros de natação.

O início foi forte, com as atletas nadando emparelhadas em alguns momentos. No trecho final de água, as triatlhetas Magali di Marco, da Suíça, Júri Ide, do Japão, Laura Bennet, dos Estados Unidos e Sarah Haskins dos Estados Unidos, dividiam a liderança lado a lado e passaram na área de transição com diferença de um segundo entre elas (19min49 e 19min50).

Bike - Mariana foi a 27ª a sair da água, com o tempo de 20min02, 12seg72 atrás das líderes. Na liderança da prova, várias competidoras ameaçaram tomar a ponta e escapar, entre elas a inglesa Helen Tucker e Danyela Ryf, da Suíça, mas não obtiveram sucesso e o pelotão voltou a pedalar junto.

A arquibancada montada ao lado a área de transição estava lotada e durante todo o trajeto muitos torcedores aplaudiam e incentivavam as triatlhetas. Com quase uma hora de prova percorrida, dois grandes pelotões se formaram, o da frente liderado pela portuguesa Vanessa Fernandes e o de trás por Ohata, com um minuto de diferença.

Ohata se distanciou do segundo pelotão durante a quinta, das nove voltas de ciclismo, num claro esforço de chegar perto das líderes antes da transição para a corrida. Durante a passagem da última volta dos 40 quilômetros, as atletas do último pelotão se enroscaram, algumas delas caíram, e quem levou a pior foi a russa Irina Abysova, que precisou ser retirada do percurso pelos médicos.

Na área de transição da bike para os 10 quilômetros de corrida, a primeira a sair foi a triathleta da Nova Zelândia Andrea Hewitt, seguida por pelo menos outras 10 atletas com uma pequena diferença de tempo. Mariana saiu da transição na 24ª posição. Com o passar do tempo a temperatura foi aumentando e era nítido no semblante das atletas o sofrimento com o calor, que era minimizado por esponjas d’água oferecidas junto com as garrafas de hidratação.

Após os primeiros quilômetros de corrida, a australiana Emma Snowsill começou a abrir em relação às adversárias do pelotão, deixando para trás favorita Vanessa Fernandez, que parecia sofrer muito para correr. A portuguesa chegou a perder o segundo posto para a americana Laura Bennett, mas logo em seguida recuperou.

Snowsill errou o caminho na terceira volta, teve que pular uma barreira, mas não se abalou e seguiu firme e forte para cruzar a linha de chegada como a nova campeã olímpica. Na reta final ela pegou a bandeira australiana, cumprimentou o público e cruzou com 1h58min27. Fernandez ficou com a prata (1h59min34), primeira medalha de seu país em Pequim, seguida pela também australiana Emma Moffat, que levou o bronze (1h59min55). "A ficha não caiu ainda", ressalta a campeã. "Essa prata é como se fosse ouro para mim", comenta a portuguesa vice-campeã. A brasileira Mariana Ohata cruzou na 39ª colocação com 2h07min11.

Essa foi a terceira participação de Mariana em Olimpíadas. A triathleta de 29 anos não completou a prova em Sidney 2000, depois de ter caído da bicicleta e chegou na 37ª colocação em Atenas 2004, numa prova marcada por muita dificuldade e superação.

Etíope Kenenisa Bekele vence 10 mil metros na China

O etíope Kenenisa Bekele confirmou o favoritismo e faturou a medalha de ouro dos 10 mil metros da Olimpíada de Pequim, com 27min01seg17, novo recorde olímpico. Ele foi seguido pelo seu compatriota Sileshi Sihine (27min02seg77) e pelo queniano Micah Kogo (27min04seg11). O brasileiro Marílson Gomes tinha índice para essa prova, mas não correu e preferiu se concentrar totalmente na maratona, no próximo dia 24.

A competição largou às 22h45 (hora local), 11h45 hora de Brasília, com 39 atletas e encerrou as disputas do atletismo desse domingo no Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro. Ao todo foram 25 voltas na pista de 400m

Logo de cara o pelotão africano mostrou toda a sua força e imprimiu um ritmo forte, puxado pelo representante da Eritréia Kidane Tadesse. Haile Gebrselassie, recordista mundial da maratona, começou a mostrar suas garras após cerca de 17 minutos passados e em alguns momentos brigou pela ponta.

Tadesse liderou em quase todas as parciais de passagem de volta, exceto na passagem dos mil metros, que teve o mexicano Alejandro Suarez na ponta, nos seis mil, ocasião em Haile era o líder, e nos nove mil, que teve domínio do queniano Micah. Na última volta a dupla da Etiópia apertou o ritmo, mas Micah e seu compatriota Moses Ndiema Masai não deixaram barato e os perseguiram.

Com fôlego sobrando, Sihine e Bekele iniciaram um duelo particular, que resultou na vitória desse último melhorando seu próprio recorde olímpico, que era de 27min05seg10. Haile, que optou em não correr a maratona alegando que o ar poluído poderia prejudicar sua saúde, foi o sexto colocado.


Etíope Kenenisa Bekele vence 10 mil metros na China

Atletismo · 17 ago, 2008

O etíope Kenenisa Bekele confirmou o favoritismo e faturou a medalha de ouro dos 10 mil metros da Olimpíada de Pequim, com 27min01seg17, novo recorde olímpico. Ele foi seguido pelo seu compatriota Sileshi Sihine (27min02seg77) e pelo queniano Micah Kogo (27min04seg11). O brasileiro Marílson Gomes tinha índice para essa prova, mas não correu e preferiu se concentrar totalmente na maratona, no próximo dia 24.

A competição largou às 22h45 (hora local), 11h45 hora de Brasília, com 39 atletas e encerrou as disputas do atletismo desse domingo no Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro. Ao todo foram 25 voltas na pista de 400m

Logo de cara o pelotão africano mostrou toda a sua força e imprimiu um ritmo forte, puxado pelo representante da Eritréia Kidane Tadesse. Haile Gebrselassie, recordista mundial da maratona, começou a mostrar suas garras após cerca de 17 minutos passados e em alguns momentos brigou pela ponta.

Tadesse liderou em quase todas as parciais de passagem de volta, exceto na passagem dos mil metros, que teve o mexicano Alejandro Suarez na ponta, nos seis mil, ocasião em Haile era o líder, e nos nove mil, que teve domínio do queniano Micah. Na última volta a dupla da Etiópia apertou o ritmo, mas Micah e seu compatriota Moses Ndiema Masai não deixaram barato e os perseguiram.

Com fôlego sobrando, Sihine e Bekele iniciaram um duelo particular, que resultou na vitória desse último melhorando seu próprio recorde olímpico, que era de 27min05seg10. Haile, que optou em não correr a maratona alegando que o ar poluído poderia prejudicar sua saúde, foi o sexto colocado.

Jamaica leva ouro e prata nos 100m feminino

Atletismo · 17 ago, 2008

A festa dos 100m rasos feminino da Olimpíada de Pequim foi ao som de reggae. Isso porque a medalha de ouro e a de prata (com duas atletas empatadas) foi para a Jamaica, com vitória de Shelly-Ann Fraser (10se78), seguida por Sherone Simpson e Kerron Stewart (10seg98).

A largada foi limpa, já que não houve nenhuma queima, e logo de cara Simpson assumiu a ponta, mas não resistiu ao sprint da compatriota Shelly, que vibrou muito após cruzar a linha de chegada. Depois das jamaicanas, a americana Lauryn Williams cruzou a linha de chegada, com 11seg03 e faturou o bronze.

Após a prova, as três jamaicanas se enrolaram na bandeira do país e desfilaram para o público, que as aplaudiu muito.