Maratona · 16 ago, 2008
A medalha de prata ficou com a queniana Catherine Ndereba com 2h27min06. Já o bronze foi para a chinesa Chunxiu Zhou com apenas um segundo a mais, 2h27min07. Marily dos Santos chegou na 51ª posição com 2h38min10.
Prova - A largada da prova aconteceu às 7h30, horário local . Logo no início as atletas formaram um grande pelotão que se manteve por quase toda prova. A passagem dos dez quilômetros foi feita no tempo de 36min10. A brasileira Marily acompanhou o primeiro pelotão na ponta até o quilômetro 13.
Já a maratonista de Lesoto, Mamorallo Tijoka, liderou a competição por alguns quilômetros, mas abandou a prova com aparente dor na panturrilha. A competição passou por diversos pontos turísticos de Pequim e por todo o percurso havia grande torcida.
A passagem da meia maratona foi feita no tempo de 1h11min27 com a liderança da romena Constantina Tomescu-Dita. A inglesa Paula Radcliffe, atual campeã da Maratona de Nova York, parou alguns segundos após a passagem do quilômetro 21 para urinar e perdeu algumas posições.
Já no quilômetro 25 Constantina abriu vantagem de 36 segundos em cima do primeiro pelotão e seguiu na liderança até o final. Aos 38 anos, a maratonista conquistou seu primeiro ouro olímpico.
A disputa pelas medalhas de prata e bronze foi acirrada e só definida nos metros finais dentro do Estádio Ninho de Pássaro, local de chegada. A briga pelos dois lugares do pódio ficou entre as quenianas e as chinesas. Mas Catherine Ndereba ultrapassou a chinesa e levou a prata pela segunda vez.
Atletismo · 16 ago, 2008
O antigo recorde, também de Bolt, era de 9seg72. Antes de chegar na linha de chegada, o jamaicano já comemorava o ouro. Com a sapatilha dourada na mão e a bandeira da Jamaica, Bolt dançou e comemorou muito com a torcida no estádio Ninho de Pássaro, local das provas de atletismo.
O segundo colocado, que também comemorou bastante com a medalha de prata, foi o velocista de Trinidad e Tobago, Richard Thompson, no tempo de 9seg89. O americano Walter Dix levou a medalha de bronze com 9seg91.
O jamaicano Asafa Powell, que também já ostentou o recorde da modalidade, ficou com a quinta colocação.
Atletismo · 16 ago, 2008
A primeira prova, os 800 metros, classificou as seis primeiras atletas de cada bateria, num total de três rodadas, além dos dois melhores tempos da prova, sem levar em conta as primeiras colocadas. A melhor atleta da semifinal foi a queniana Janeth Jepkosqei com 1min57seg28.
100 metros - Nas quartas dos 100m o Brasil contou com a velocista Lucimar Moura. Mas ela não conseguiu a classificação, já que chegou em oitavo lugar na sua bateria com 11seg67.
A jamaicana Kerron Stewart foi a melhor atleta das quatros baterias com o tempo de 10seg98. Se classificaram para a semifinal as três primeiras de cada bateria.
Marcha Atlética · 16 ago, 2008
A prova foi disputada num percurso de rua montado ao lado do Estádio Nacional, o Ninho de Pássaro, sob um forte calor e céu azul na capital chinesa. Nesse tipo de competição, os atletas não podem perder contato com o solo e não podem flexionar a perna que dá a passada antes que esta esteja completa.
Durante todo o percurso os juízes ficam de olho na postura dos atletas e os advertem em caso de irregularidade com um cartão amarelo. Em caso de três faltas pela mesma anormalidade, o competidor é desqualificado, o que acabou acontecendo com o australiano Chris Erickson e o japonês Takayuki Tanii.
O grande pelotão inicial demorou a ser desfeito, já que ninguém quis se arriscar logo de cara e se desgastar demais. Após as quatro primeiras voltas Rustam Kuvatov, do Cazaquistão, assumiu a liderança, posição que manteve até a passagem dos 20 minutos de prova, ocasião em que Javier Fernandez o ultrapassou.
Com quase 50 minutos de prova, a liderança era de Perez, seguido por Borchin, que resolveu guardar um fôlego extra para o final. Entre os quilômetros 16 e 18 os dois se mantiveram lado a lado na busca pelo primeiro lugar, mas o espanhol se manteve mais inteiro para cruzar a linha de chegada em primeiro dentro do Estádio Nacional.
Triathlon · 15 ago, 2008
Assim como Juraci Moreira, Reinaldo Colucci e Mariana Ohata também já estão em Pequim se ambientando para a disputa das provas de triathlon olímpicas. Juntamente com o Professor Cali, treinador da equipe, os dois desembarcaram nessa sexta-feira após 25 dias de treino em Jeju (Coréia) onde fizeram aclimatação e adaptação ao fuso horário e comentam um pouco sobre as primeiras impressões do local.
Pequim - Chegamos bem, pois a viagem da Coréia até aqui durou apenas duas horas e vinte minutos. Agora vamos para a Vila e com certeza já vou começar a sentir o clima olímpico, ressalta Mariana Ohata. Mas Olimpíada é sempre Olimpíada. Ainda mais em se tratando de China! Pelo que tenho ouvido dos atletas que já chegaram na Vila, está tudo perfeito, completa.
Já o estreante em Olimpíadas, Reinaldo Colucci, também demonstra empolgação por ter chegado à capital chinesa. Todo atleta sonha um dia participar e competir em Jogos Olímpicos. Este sempre foi meu sonho e, desembarcando agora, já sinto que tudo começa a fazer sentido, ressalta. Com certeza quando eu entrar na Vila vou sentir a mesma emoção que muitos dos que estão lá estão sentido e também aqueles que já participaram de outras Olimpíadas.
Treinos - Já o professor Cali está confiante por toda a preparação e treinamentos que foram feitos até o momento. Viemos aqui porque temos um compromisso muito grande e vamos dar o melhor de nós para que estes momentos possam se transformar em uma grande realização. E que, além de espetacular, estes Jogos, também possa ser lembrados para sempre por nós.
A disputa feminina acontecerá no dia 17 às 23h (hora de Brasília), enquanto os homens enfrentarão os 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida no dia 18, no mesmo horário. O local de competição é a Represa do Parque dos Túmulos Ming.
Atletismo · 15 ago, 2008
A equipe de atletismo da Jamaica tem reclamado da grande quantidade de testes antidoping fora de competição feitos em seus atletas nos últimos dias. Estamos preocupados que isso possa ter um sério efeito. Muitos testes têm sido feitos e achamos isso extremamente incomum, ressalta o chefe da delegação, Don Anderson. Em cinco dias firam feitos 32 testes.
Ainda de acordo com Anderson, eles não estão protestando, apenas achando incomum. Giselle Davies, representante do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou que eles não receberam nenhuma reclamação oficial. Temos um programa de doping bem compreensivo, se alguém se sentir prejudicado, deve procurar as autoridades.
O velocista Asafa Poweel reclamou que os agentes o têm procurado com muita freqüência e tirado muito sangue de seu organismo, o que pode prejudica-lo na final dos 100m. Eles já me testaram quatro vezes e tenho certeza que o farão novamente. Não sei quanto aos outros atletas, mas sei que isso se aplica a mim e aos meus colegas Michael Frater e Usain Bolt.
A Agência Mundial Antidoping e o COI já avisaram antes do início dos Jogos que essa edição teria o controle mais rígido de toda a história, com novas medidas sendo tomadas para pegar os trapaceiros. As autoridades têm dado atenção especial aos velocistas, principalmente após os últimos casos de doping, como o de Justin Gatlin, ouro em Atenas e de Tim Montgomery, ouro no 4x100m de Sidney, que era cliente dos laboratórios Balco, produtores do esteróide THG.
Triathlon · 14 ago, 2008
O triathleta brasileiro Juraci Moreira, um dos representantes brasileiros na Olimpíada de Pequim, na China, já chegou a Pequim e conta suas primeiras impressões. Ele fala sobre o extravio de bagagem, problemas para respirar o ar poluído e da grande expectativa para a competição.
Pequim - Foi engraçado ter assistido a abertura e as primeiras provas da Olimpíada no Brasil pela TV e, após alguns dias, estar aqui vivenciando tudo isso de perto, fazendo parte dessa grande festa. Cheguei em Pequim no dia 12 de agosto, terça feira, às 7h45 da manhã, depois de mais de 30 horas viajando. Confesso que é impossível chegar bem de uma viagem longa como essa, pois é muito cansativa, mas é só botar o pé na Vila Olímpica que tudo isso passa logo, já que agora estou na Olimpíada.
O fuso horário de 11 horas de diferença com o Brasil é o maior desafio nos primeiros dias, pois durante o dia sempre estamos com sono e a noite bate aquela insônia. É assim que nos sentimos nos primeiros dias por aqui, exemplo disso que estou escrevendo este texto às cinco da manhã, hora aqui de Pequim. Minha chegada foi um pouco tumultuada, pois nenhuma das minhas três malas (inclusive a bicicleta) veio no meu vôo de Paris para Pequim, mas esses extravios de bagagem temporários acontecem infelizmente com uma certa freqüência e tento não me preocupar tanto.
Já passei por isso muitas vezes nas minhas viagens pelo mundo e até hoje sempre tive meu equipamento chegando a tempo e aqui não foi diferente. Fiquei sem malas por 24 horas, mas no dia seguinte, quarta feira, já estava montando minha bicicleta para os primeiros treinos aqui na China. Esta semana aqui na Vila não faço treinos pesados, são sessões leves e o principal é estar 100% recuperado da viagem e o mais adaptado possível ao fuso horário.
Treino e adaptação - Tento treinar sempre nos horários da minha prova no dia 19, vou largar aqui às 10 da manha e o calor e esse ar mais poluído que o normal será um grande desafio. Fiquei impressionado no primeiro dia de treinos. Fiz uma natação de uma hora e uma corrida de 60 minutos e o ar quente é incrível, parece que estamos numa sauna e minha sensação era de treinar na altitude, em que o ar não entra na quantidade necessária e precisamos respirar mais profundamente.
Mas sei que ate o dia da prova meu corpo irá se adaptar a todas essas adversidades aqui de Pequim e na hora da prova o ar, o calor e as subidas do percurso serão as mesmas para os meus 54 adversários. Sendo assim, que vença o melhor!!! Na próxima semana, quinta feira, já terei competido e, pela primeira vez em Olimpíadas, vou ficar na Vila até o encerramento, que acontece no domingo dia 24.
Podem ter certeza que serão cinco dias que aproveitarei as comidas e guloseimas que temos à vontade no refeitório da Vila Olímpica, com as tentações que nós atletas temos que enfrentar antes das provas. Depois da competição ninguém me segura (risos). Por isso, vou tratar de treinar e competir super bem, ai ficarei com crédito de calorias.
Maratona · 13 ago, 2008
"Fizemos a preparação durante todo este ciclo olímpico pensando em pódio, mesmo sabendo que é uma das provas mais difíceis dos Jogos", ressalta Adauto Domingues, treinador do atleta. "O Marílson está bem, mas um bom resultado em Pequim vai depender de diversas variáveis, como nível de poluição, calor e, claro, do desempenho dos adversários", completa. Atualmente a melhor posição do Brasil na prova é um terceiro lugar, obtido por Vanderlei Cordeiro de Lima, em Atenas 2004.
Campeão da Maratona de Nova York em 2006 e recordista sul-americano dos 10 mil metros, ele também está qualificado para essa prova, que ainda não é certeza de participação. A prioridade é a Maratona, mas há chance de ele correr, se isto ajudar na sua preparação e contribuir para sua adaptação aos Jogos", avalia Adauto.
Outros representantes - José Teles de Souza vem aparecendo com grande destaque no Brasil nos últimos anos e, no cenário internacional, obteve o 18º lugar no Mundial de Osaka, no Japão. Já o terceiro integrante do field canarinho, Franck Caldeira, vai embarcar na noite dessa quinta-feira, por uma opção de seu treinador Henrique Viana.
"Optamos pela chegada dele o mais próximo da prova, para que os efeitos da poluição atrapalhem o mínimo possível o seu desempenho", afirma Viana. "A briga por medalha será dura. Por isso, todos os cuidados são necessários para que o Franck - campeão pan-americano da prova no Rio de Janeiro 2007 - tenha um bom resultado em Pequim", completa. Ele será o último atleta a integrar a delegação brasileira, composta por 45 competidores, sendo 23 homens e 22 mulheres.
A disputa da maratona masculina está programada para o dia 23 (sábado) , às 20h30 (hora de Brasília), enquanto a feminina para o dia 16 (sábado), também às 20h30.
Atletismo · 13 ago, 2008
Ele só foi reformado para estas Olimpíadas. Nenhum Estádio no Brasil é melhor que ele, que aqui é só o segundo desta cidade. Não há dificuldade para se chegar, nem para estacionar, não há filas, os sanitários são espetaculares. O único problema é o exagero da segurança e eu já comentei sobre isso no último boletim.
A revista dos carros é muito exagerada. Abrem o capô e o porta-malas, revistam até debaixo dos tapetes, não permitem garrafas de água, copos, nada. Na revista pessoal, o rigor é muito maior que nos aeroportos. Hoje eles invocaram com minha máquina fotográfica digital. Fui obrigado a tirar foto de mim mesmo e mostrar que a foto foi tirada. Só então me liberaram.
Brasil - Legal a declaração de Koby Briant do fantástico basquete americano, dizendo que quer conhecer pessoalmente o Ronaldinho Gaúcho e a Marta. Para se ver que nós não cultivamos nossos ídolos.
Por enquanto, só dois casos de doping foram anunciados, mas não durante os jogos e sim nos testes realizados por cada Comitê Olímpico nos seus atletas. Um jogador do handebol brasileiro com substância não informada e um ciclista espanhol que usou eritropoietina. Esse pessoal não se emenda mesmo.
Não me assusta a pouca quantidade das medalhas brasileiras até aqui. Claro que ainda podemos ter um ouro no futebol e no vôlei, tanto de quadra masculino e feminino quanto no de praia. Tudo isso é fruto das nossas políticas esportivas de há muito tempo: mal orientadas, sem respaldo aos professores de educação física, sem organização, sem nada.
Todo o nosso pessoal aqui da Band está muito cansado. Trabalhamos em demasia, principalmente por causa do fuso horário. Esse é o nosso maior problema aqui. Mas depois conto mais coisas daqui.
Colaborador especial do Webrun, Dr. Osmar de Oliveira é jornalista e médico esportivo. Para saber mais: www.osmardeoliveira.com.br
Atletismo · 11 ago, 2008
Logo depois foi a vez do brasileiro também judoca Leandro Guilheiro conquistar o bronze. Os Jogos Olímpicos começaram na última sexta-feira (8) com a cerimônia de abertura. Até agora o líder no quadro de medalhas é a China com 14 no total (nove de ouro, três de prata e duas de bronze).
A segunda posição está com a Coréia do Sul, com sete (quatro ouros, três pratas), seguido pelos Estados Unidos, 12 no total (três de ouro, quatro de prata e cinco de bronze). Com as duas medalhas de bronze o Brasil fica na 30ª posição.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026