Blog_Harry_Post

A pergunta que não quer se calar

Corridas de Rua · 01 maio, 2008

São Paulo - (dúvida existencial...) - Eis uma pergunta que não quer se calar:

Estarei em City Hall daqui a 45 dias escutando um galo cantar as 5h30 da manhã?

Breve terei a resposta.


Tempos brutos, líquidos, reais e fantasiosos

São Paulo - (pontualidade nada britânica...) - Após mais de uma semana de espera consegui saber o meu tempo líquido da Maratona de Santa Catarina, que disputei no último dia 20 em Florianópolis. O cronômetro oficial cravou 3h47min10 contra 3h47min50 do meu cronômetro.

Já a diferença do líquido para o bruto oficial foi de apenas 58 segundos. Como a prova tinha somente 713 corredores inscritos resolvi largar lá do fundão por saber que não haveria nenhuma muvuca, como as formadas em grandes provas, as quais você leva 5, 10 e às vezes 15 ou mais minutos para passar pelo tapete da largada.

E, mesmo que que levássemos em conta somente o tempo liquido, só o trânsito que você pega, além do zig-zag que fatalmente temos que fazer para desviar dos mais lentos, manda para o espaço qualquer chance de melhora de tempo. E tem mais: para efeito de classificação, para faixa etária por exemplo, o que vale é o tempo bruto.

Mas no final o que me deixou chateado foi chegar no pórtico de chegada e ver o cronômetro oficial da prova. Nele não constava nem o meu tempo líquido nem o bruto. Constava sim, o tempo de 4h15min que era o tempo referente a corrida feminina que teve largada com 30 minutos de antecedência. A hora que vi aquele relógio desisti de fazer qualquer tipo de "chegada triunfal" e pousar para uma fotografia, a qual seria muito bem guardada ao longo dos anos.

A Maratona de Santa Catarina me fez lembrar as provas da Corpore, que aconteciam nos meados dos anos 90, época em que muvuca era uma palavra inexistente no dicionário dos corredores, bem com essa história de cronômetro que não dá o tempo real de sua chegada.


Tempos brutos, líquidos, reais e fantasiosos

Corridas de Rua · 29 abr, 2008

São Paulo - (pontualidade nada britânica...) - Após mais de uma semana de espera consegui saber o meu tempo líquido da Maratona de Santa Catarina, que disputei no último dia 20 em Florianópolis. O cronômetro oficial cravou 3h47min10 contra 3h47min50 do meu cronômetro.

Já a diferença do líquido para o bruto oficial foi de apenas 58 segundos. Como a prova tinha somente 713 corredores inscritos resolvi largar lá do fundão por saber que não haveria nenhuma muvuca, como as formadas em grandes provas, as quais você leva 5, 10 e às vezes 15 ou mais minutos para passar pelo tapete da largada.

E, mesmo que que levássemos em conta somente o tempo liquido, só o trânsito que você pega, além do zig-zag que fatalmente temos que fazer para desviar dos mais lentos, manda para o espaço qualquer chance de melhora de tempo. E tem mais: para efeito de classificação, para faixa etária por exemplo, o que vale é o tempo bruto.

Mas no final o que me deixou chateado foi chegar no pórtico de chegada e ver o cronômetro oficial da prova. Nele não constava nem o meu tempo líquido nem o bruto. Constava sim, o tempo de 4h15min que era o tempo referente a corrida feminina que teve largada com 30 minutos de antecedência. A hora que vi aquele relógio desisti de fazer qualquer tipo de "chegada triunfal" e pousar para uma fotografia, a qual seria muito bem guardada ao longo dos anos.

A Maratona de Santa Catarina me fez lembrar as provas da Corpore, que aconteciam nos meados dos anos 90, época em que muvuca era uma palavra inexistente no dicionário dos corredores, bem com essa história de cronômetro que não dá o tempo real de sua chegada.

Os tiros que me matam

São Paulo - (tô baleado...) - Pontualmente às 6 horas desta manhã, eu e meus companheiros da Run for Life iniciamos os alongamentos comandado pelo Wanderlei de Oliveira, na pista do Constâncio Vaz Guimarães. E como toda segunda-feira sabia que não haveria moleza, já que neste dia estão programados treinos de tiros.

Depois de rodar alguns quilometros no aquecimento fomos para o que viemos, no caso doze tiros de 400 metros, neste que foi meu primeiro treino de pista pós-maratona.

Apesar de saber que é importantíssimo este tipo de treino se você me perguntar, quer correr uma maratona ou dar tiros? Sem sombra de dúvidas a maratona seria a escolhida.

Mas não posso reclamar, pois treino é treino e quanto mais sofremos nos treinos menos sofreremos em uma competição e melhores os resultados serão. A trancos e barrancos consegui na maioria dos tiros ser uniforme, já que na primeira parte do treino o Nilton Maia ditou o ritmo.

Na segunda parte fui de Dodô, um sexagenário que deixa muito garotinho da geração saúde comendo poeira.

A sequência de tempos foi:

  • 400m - 1min38s
  • 400m - 1min28s
  • 400m - 1min27s
  • 400m - 1min27s
  • 400m - 1min29s
  • 400m - 1min29s
  • 400m - 1min32s
  • 400m - 1min31s
  • 400m - 1min28s
  • 400m - 1min22s
  • 400m - 1min30s
  • 400m - 1min29s

Para finalizar 1.000 metros de trote no sentido inverso ao que fizemos os tiros. Mas a melhor notícia é que meu machucado do pé apesar de ter reclamado um pouco mostrou que que dá pra ir em frente.

Comente qual seu treino predileto e que aquele que você não quer ver nem pintado!


Os tiros que me matam

Corridas de Rua · 28 abr, 2008

São Paulo - (tô baleado...) - Pontualmente às 6 horas desta manhã, eu e meus companheiros da Run for Life iniciamos os alongamentos comandado pelo Wanderlei de Oliveira, na pista do Constâncio Vaz Guimarães. E como toda segunda-feira sabia que não haveria moleza, já que neste dia estão programados treinos de tiros.

Depois de rodar alguns quilometros no aquecimento fomos para o que viemos, no caso doze tiros de 400 metros, neste que foi meu primeiro treino de pista pós-maratona.

Apesar de saber que é importantíssimo este tipo de treino se você me perguntar, quer correr uma maratona ou dar tiros? Sem sombra de dúvidas a maratona seria a escolhida.

Mas não posso reclamar, pois treino é treino e quanto mais sofremos nos treinos menos sofreremos em uma competição e melhores os resultados serão. A trancos e barrancos consegui na maioria dos tiros ser uniforme, já que na primeira parte do treino o Nilton Maia ditou o ritmo.

Na segunda parte fui de Dodô, um sexagenário que deixa muito garotinho da geração saúde comendo poeira.

A sequência de tempos foi:

  • 400m - 1min38s
  • 400m - 1min28s
  • 400m - 1min27s
  • 400m - 1min27s
  • 400m - 1min29s
  • 400m - 1min29s
  • 400m - 1min32s
  • 400m - 1min31s
  • 400m - 1min28s
  • 400m - 1min22s
  • 400m - 1min30s
  • 400m - 1min29s

Para finalizar 1.000 metros de trote no sentido inverso ao que fizemos os tiros. Mas a melhor notícia é que meu machucado do pé apesar de ter reclamado um pouco mostrou que que dá pra ir em frente.

Comente qual seu treino predileto e que aquele que você não quer ver nem pintado!

Vivendo em uma redoma de vidro

Corridas de Rua · 27 abr, 2008

São Paulo - (na manicure...) - As vezes acho que nós corredores devemos viver em uma redoma de vidro onde nada de ruim acontecesse, pois qualquer vacilo de nossa parte coloca dias e até meses de treino a perder. Na última sexta-feira tinha um teste marcado e minutos antes de sair de casa dou um grande berro de dor.

Por descuido deixei cair um peso sobre o dedão do pé. Vi estrelas já que estava descalço. No hospital deram-me duas alternativas: arrancar a unha (com anestesia local) ou fazer um curativo e esperar que a unha, hoje mole e quebrada, caia sozinha.

Optei pela segunda escolha já que isso não vai me impedir (assim espero) de colocar um calçado fechado. Se optasse pela primeira, teria que ficar alguns dias de chinelo. Nem preciso falar que nesta altura do campeonato isto é inviável.

Amanhã inicia-se a nova fase de treino vamos ver em que pé (dedo?) estou!

O homem que corre com um ônibus na cabeça

São Paulo - (vou de ônibus...) - Ontem assisti no Programa do Jô a entrevista do Ricardo Teixeira, o Mr. Bus. Lá ele foi contar um pouco de sua paixão pelos ônibus e claro pela corrida.

Mr. Bus velho conhecido aqui do Webrun trabalha no setor de informações da BH Trans em sua cidade Belo Horizonte (MG), e sabe tudo sobre os itinerários, horários e os ônibus em si.

Mas o apelido não é só pela paixão por esses veículos, e sim, porque ele corre com um ônibus na cabeça (boné pra que né?). O mais legal é, que cada um desses ônibus são estilizados, dá pra saber qual o modelo, marca e ano. Pois é, um verdadeiro apaixonado pelo que faz!

Mas o que me chamou a atenção foi que ele contou algo inédito ao menos para mim. Não é que o ônibus, ops, o Mr. Bus quando está participando das competições dá seta, imita o som de freada e ainda buzina em suas ultrapassagens.

Pois você aí, fique esperto quando escutar um bi-bi-fom-fom em alguma competição pois estará prestes a ser ultrapassado pelo Mr. Bus. E só não vale você querer incorporar o espírito do Vigilante Rodoviário.


O homem que corre com um ônibus na cabeça

Corridas de Rua · 26 abr, 2008

São Paulo - (vou de ônibus...) - Ontem assisti no Programa do Jô a entrevista do Ricardo Teixeira, o Mr. Bus. Lá ele foi contar um pouco de sua paixão pelos ônibus e claro pela corrida.

Mr. Bus velho conhecido aqui do Webrun trabalha no setor de informações da BH Trans em sua cidade Belo Horizonte (MG), e sabe tudo sobre os itinerários, horários e os ônibus em si.

Mas o apelido não é só pela paixão por esses veículos, e sim, porque ele corre com um ônibus na cabeça (boné pra que né?). O mais legal é, que cada um desses ônibus são estilizados, dá pra saber qual o modelo, marca e ano. Pois é, um verdadeiro apaixonado pelo que faz!

Mas o que me chamou a atenção foi que ele contou algo inédito ao menos para mim. Não é que o ônibus, ops, o Mr. Bus quando está participando das competições dá seta, imita o som de freada e ainda buzina em suas ultrapassagens.

Pois você aí, fique esperto quando escutar um bi-bi-fom-fom em alguma competição pois estará prestes a ser ultrapassado pelo Mr. Bus. E só não vale você querer incorporar o espírito do Vigilante Rodoviário.

Lições de uma maratona

São Paulo - (pós terremoto...) – Depois de treze maratonas percebi que ao cruzar linha de chegada aquele velho pensamento que ronda a cabeça de muitos corredores – “ah..maratona nunca mais” - passou longe de mim. O que pensei é qual será a próxima maratona, meu próximo desafio e, claro feliz por concluir mais uma prova.

Porém, a expectativa da largada ainda é a mesma da primeira maratona, uma mistura de preocupação e ansiedade. “Será que eu vou conseguir? Será que vou quebrar?” – pois apesar de estar bem preparado para o que eu propus como meta, vem o velho clichê: maratona é maratona!

Acho que por correr em Santa Catarina num ritmo tranqüilo, a prova em si para mim foi bastante conservadora, sem maiores complicações, é isso explica a não existência de um post onde pudesse detalhar “as façanhas e dificuldades”, quilômetro a quilômetro, por que eles simplesmente não existiram.

Minhas únicas preocupações durante a maratona, foi desviar das poças d´água e procurar uma moita bem enrustida onde eu pudesse fazer o pit-stop, já que a organização não disponibilizou banheiros químicos no percurso - somente na concentração -, e nesta hora fico pensando se para nós homens é constrangedor, mas inevitável, como deve complicado para as mulheres.

Mas a grande lição que fica é que temos que nos propor desafios para serem superados se quisermos ter histórias para contar, mas que de vez em quando podemos, e devemos, correr solto com o único objetivo: cruzar a linha de chegada.


Lições de uma maratona

Corridas de Rua · 23 abr, 2008

São Paulo - (pós terremoto...) – Depois de treze maratonas percebi que ao cruzar linha de chegada aquele velho pensamento que ronda a cabeça de muitos corredores – “ah..maratona nunca mais” - passou longe de mim. O que pensei é qual será a próxima maratona, meu próximo desafio e, claro feliz por concluir mais uma prova.

Porém, a expectativa da largada ainda é a mesma da primeira maratona, uma mistura de preocupação e ansiedade. “Será que eu vou conseguir? Será que vou quebrar?” – pois apesar de estar bem preparado para o que eu propus como meta, vem o velho clichê: maratona é maratona!

Acho que por correr em Santa Catarina num ritmo tranqüilo, a prova em si para mim foi bastante conservadora, sem maiores complicações, é isso explica a não existência de um post onde pudesse detalhar “as façanhas e dificuldades”, quilômetro a quilômetro, por que eles simplesmente não existiram.

Minhas únicas preocupações durante a maratona, foi desviar das poças d´água e procurar uma moita bem enrustida onde eu pudesse fazer o pit-stop, já que a organização não disponibilizou banheiros químicos no percurso - somente na concentração -, e nesta hora fico pensando se para nós homens é constrangedor, mas inevitável, como deve complicado para as mulheres.

Mas a grande lição que fica é que temos que nos propor desafios para serem superados se quisermos ter histórias para contar, mas que de vez em quando podemos, e devemos, correr solto com o único objetivo: cruzar a linha de chegada.

Dores onde estão vocês?

Corridas de Rua · 21 abr, 2008

São Paulo - (xô analgésico...) - Estou impressionado com o meu day after após ter concluído a Maratona de Santa Catarina, ontem na cidade de Florianópolis. Simplesmente me sinto novo, sem qualquer tipo de dor, o que me possibilitou correr hoje 5 quilômetros para aliviar os efeitos do leg jet.

Acredito que tal fato deva-se a dois motivos. Primeiro evidentemente, o treinamento que venho seguindo desde meados de fevereiro e que é ministrado pelo meu técnico Wanderlei de Oliveira.

Em segundo lugar por correr em um ritmo extremamente confortável para meus padrões de performance. Fechei a maratona com tempo líquido de 3:47:50 (média de 5min23s por quilômetro) o que me permitiu tagarelar – literalmente - a prova inteira no ouvido do meu brother André Azor.

Sobre correr aquém das possibilidades, sempre vinha a minha mente durante a competição um dos ensinamentos do meu técnico: “O que impede de se concluir uma maratona não é a distância e sim o ritmo que você imprime”, em outras palavras poderia dizer que é como a boa e velha frase: “devagar e sempre!”

Não poderia deixar de agradecer algumas pessoas que me ajudaram nesta caminhada: a Bruna por simplesmente existir em minha vida, a Bia por fazer a paixão retornar ao meu coração, a Jacke por sua inspiração, ao André e Gigi pela amizade, e ao Wanderlei e Mônica pelos ensinamentos que me transmitiram e puxões de orelha que deram quando precisei levar!

Que venha a próxima maratona

Corridas de Rua · 20 abr, 2008

Florianópolis - (abriram a torneira no céu...) - Estou procurando o meteorologista que fez as previsões para o clima aqui de Florianópolis para esse final de semana. Segundo o cidadão sábado teria pancadas de chuvas ocasionais. Comecei a desconfiar do que li, ao passar a tarde de ontem tomando sol na praia de Jurerê Internacional.

Para o dia de hoje a previsão era de sol. Levantei às 6 horas sob um dilúvio, corri a Maratona de Santa Catarina – do começo ao fim - sob chuva e escrevo este post vendo cair uma tempestade. Dá próxima vez, vou procurar entender tudo ao contrário e quem saiba as coisas saiam mais como o planejado.

Fora os nove, só tenho elogios para a maratona que disputei hoje. Percurso primoroso (plano e bonito), um abastecimento que pode ser considerado o melhor do Brasil – ou alguém já viu oito pontos de distribuição de isotônico, água gelada abundante e ainda receber três sachets de carboidratos em gel (esses foram entregue junto ao kit).

Quanto a minha prova diferente das precisões climáticas tudo ocorreu como planejado. Corri sub 4 horas – minha meta era 3h56min - e consegui ajudar em parte – já que os méritos é dele - meu amigo André Azor a melhorar sua marca pessoal em 30 minutos.

Agora é descansar e pensar no próximo desafio.

Passagens:

10K - 0:51:29
20K – 1:43:34
21K – 1:48:43
30K – 2:36:09
40K - 3:36:10
42K – 3:47:50

Se eu estou ansioso para a maratona?

Florianópolis - (está chegando a hora...) - Uma amiga me perguntou se eu estava ansioso para disputar amanhã a Maratona de Santa Catarina. Minha resposta foi que a “ansiedade era zero”. Estou tranqüilo apesar de ter “atropelado” meu planejamento de treino - já que meu foco era Porto Alegre – e Santa Catarina se confirmou-se em um prazo muito curto. É que por um motivo que logo mais poderei revelar tenho que participar de uma maratona até o dia 30 de abril.

Face ao atropelo meu técnico Wanderlei de Oliveira não teve como direcionar meu treino especificamente para esse evento, e para vocês terem uma idéia a maior distância que corri nesta temporada foi 21 quilômetros.

Certo, certo, basicamente todo sábado treinei essa distância semi-longa. Como o Wanderlei não dá moleza para os atletas do grupo performance (os mais rápidos da equipe), o qual tenho a grata satisfação de participar, não posso achar que estou mal preparado uma vez que o volume da planilha gira entre 65 a 80 quilômetros semanais.

O que eu não estou, é rápido. Pelo motivo que cabulei alguns treinos de pista e mais, para ser rápido em maratona, você precisa estar com a endurance lá em cima. É como diz meu técnico: para maratona começamos a treinar esse ano e os resultados (bons resultados, diga-se de passagem) acontecerão somente no ano seguinte.

Mas rapidez é relativa e coloquei como meta chegar muito próximo do tempo de minha primeira maratona (3h56min), oportunidade em que para falar a verdade, eu não sabia direito o que eu estava fazendo na linha de largada.


Se eu estou ansioso para a maratona?

Corridas de Rua · 19 abr, 2008

Florianópolis - (está chegando a hora...) - Uma amiga me perguntou se eu estava ansioso para disputar amanhã a Maratona de Santa Catarina. Minha resposta foi que a “ansiedade era zero”. Estou tranqüilo apesar de ter “atropelado” meu planejamento de treino - já que meu foco era Porto Alegre – e Santa Catarina se confirmou-se em um prazo muito curto. É que por um motivo que logo mais poderei revelar tenho que participar de uma maratona até o dia 30 de abril.

Face ao atropelo meu técnico Wanderlei de Oliveira não teve como direcionar meu treino especificamente para esse evento, e para vocês terem uma idéia a maior distância que corri nesta temporada foi 21 quilômetros.

Certo, certo, basicamente todo sábado treinei essa distância semi-longa. Como o Wanderlei não dá moleza para os atletas do grupo performance (os mais rápidos da equipe), o qual tenho a grata satisfação de participar, não posso achar que estou mal preparado uma vez que o volume da planilha gira entre 65 a 80 quilômetros semanais.

O que eu não estou, é rápido. Pelo motivo que cabulei alguns treinos de pista e mais, para ser rápido em maratona, você precisa estar com a endurance lá em cima. É como diz meu técnico: para maratona começamos a treinar esse ano e os resultados (bons resultados, diga-se de passagem) acontecerão somente no ano seguinte.

Mas rapidez é relativa e coloquei como meta chegar muito próximo do tempo de minha primeira maratona (3h56min), oportunidade em que para falar a verdade, eu não sabia direito o que eu estava fazendo na linha de largada.

Harry trafegando na Beira-Mar

Corridas de Rua · 18 abr, 2008

Florianópolis - (não confunda giz com pó...) - Não sou o Fernandinho, mas ontem a noite trafeguei na Beira-Mar, famosa avenida da capital catarinense e point dos corredores locais. Percurso demarcado a cada quilômetro e pelo que parece corretamente, já que o GPS soava o alerta sempre que passávamos pelas marcações de forma precisa.

Embora o percurso demarcado tenha entre ida e volta vinte quilômetros, corremos pelo que é mais utilizado pelos corredores, ou seja, o percurso de 10 quilômetros. A boa notícia na hora que corríamos era que o vento da primeira perna estava contra, o que obviamente, faria com que nos últimos cinco quilômetros tivéssemos uma ajuda extra.

A má notícia do local e que certamente os colegas cariocas, que correm em Copacabana ou Ipanema, os paulistanos que vão ao Ibirapuera ou USP, (só para citar alguns locais) é ter que dividir e escapar de alguns ciclistas que jogam suas bikes em cima dos caminhantes ou corredores.

Mas o saldo para o local é extremamente positivo dada a boa infra-estrutura para corredores com seus aparelhos para alongamento e quiosques bem cuidados e distribuidos.

E será neste cenário que largarei e tentarei cruzar a linha de chegada de minha décima terceira maratona.