Corridas de Rua · 17 abr, 2008
Florianópolis - (com o pé na areia...) - Contrariando meus prognósticos o dia de hoje amanheceu sem chuva aqui em Floripa, embora o sol ainda não deu as caras. Foi a hora de fazer o reconhecimento da praia que fica a uns 300 metros de onde estou hospedado.
Ao chegar lá perguntei que praia é esta? A resposta foi: se for para a direita você está no Campeche e se for para a esquerda é Joaquina, quer dizer estava na exata divisa dessas praias. E foi para Joaquina que segui para trotar três quilômetros (aferido pelo GPS) como Deus me enviou ao mundo: descalço.
Mas um efeito que senti após correr descalço, é que embora o piso seja extremamente macio, minhas costas pediam um bom alongamento. E na hora veio o pensamento de o quão é importante um par de tênis para nós corredores.
Mas esse treino foi apenas um reconhecimento do local. Treino mesmo será feito a noite na Av. Beira Mar, principal point de corredores da cidade.
Corridas de Rua · 16 abr, 2008
Florianópolis - (entrando no clima...) - Depois de uma hora e uma goiabinha pousei em Florianópolis. A ensolarada ilha da magia estava e está sob os cuidados de São Pedro, ou seja, é água que não acaba mais, porém, com temperatura agradabilíssima para praticar corrida.
Como correr é preciso e tirar o jet leg também, foi isso que fiz logo depois de me acomodar na casa da simpática família Azor, na praia do Campeche. Peguei a estrada e segui em direção a Lagoa da Conceição. Meia hora depois, enfrentando uma série de subidas e descidas, avistei as calmas águas de um dos mais belos cartões postais de Floripa.
Alias, água era uma coisa que não estava sentindo falta, já que a chuva não deu trégua. Mas isso era o de menos, já que o mais importante era que tanto as subidas como as descidas foram vencidas sem dificuldades, e os cerca de 10 quilômetros foram percorrido em 55 minutos. E é nesta média horária que pretendo correr domingo a maratona de Floripa.
E pelo visto amanhã, em um dos derradeiros treinos, vou correr sob chuva novamente, mas como diria o "Birinight", bêbado-filósofo que vagava pelas ruas do meu bairro, quer moleza vai andar de elevador!
Corridas de Rua · 13 abr, 2008
Quase embarquei hoje para Florianópolis para participar no próximo domingo da Maratona de Santa Catarina.
Mas como bom corredor envolto em números e contas do cronômetro decidi adiar por um ou dois dias a viagem.
Ou você viajaria no dia 13, para disputar sua 13ª maratona, no 13° ano em que você é corredor?
PS.: O horário deste post simplesmente foi uma grande - e terrível? - coincidência. Agora que não saio de casa hoje!
Corridas de Rua · 10 abr, 2008
Nas últimas três semanas depois de uma pequena cirurgia na boca, dei uma pipocada nos treinos. Não que deixei de correr, mas perdi boa parte dos treinos programados para pista. E treinos de pista quando se perde a seqüência nosso desempenho vai para o ralo.
Mas continuo correndo uma média semanal que varia de 65 a 80 quilômetros. O primeiro grande desafio do ano acontecerá daqui exatos 10 dias. Será quando participarei pela segunda vez da Maratona de Santa Catarina, e na qual, tentarei repetir o mesmo tempo que fiz na estréia da distância no longuiquo ano de 1995, ocasião que concluí a Maratona de São Paulo com o tempo 3h56min.
No domingo farei um teste participando da Meia Maratona da Corpore, na qual vou correr solto sem me preocupar com relógio.
Como diz meu técnico é para frente que se corre!
Corridas de Rua · 04 abr, 2008
Não sou muito de guardar frases de efeitos. Mas se tem uma que eu guardo e gosto bastante tratando-se de corrida foi a proferida por João Paulo Diniz, herdeiro do Grupo Pão de Açúcar, que empresta o título a este post.
João Paulo, no qual não sou íntimo, mas no trato pessoal nos respeitamos mutuamente, na época estava em evidência por ter sido fotografado por um paparazzi a bordo de um helicóptero dentro de sua casa no Guarujá, com a top das top models - precisa dizer quem é?
A foto acabou sendo capa de uma revista de grande circulação nacional e naquela semana só se falava nisto. Um entrevistador de televisão em seu programa encontrou João Paulo em um evento social e, obviamente abordou o assunto. Era nítido constrangimento e a falta de interesse de João Paulo para com o tema.
Até que em certo momento o entrevistador perguntou como foi a participação do Grupo Pão de Açúcar na Maratona de Nova York, que tinha acontecido poucos dias antes e na qual haviam participado mais de 100 funcionários. As respostas antes lacônicas passaram a ganhar outra dimensão. João, antes reservado, ganhou vivacidade como se o esporte invadisse suas entranhas. E discorreu um longo tempo sobre o assunto.
Até que uma hora surgiu a pergunta: Por você ser dono os funcionários lhe fazem concessão na hora da corrida, deixa você os ultrapassá-los, por exemplo?
Vale a hierarquia do mais rápido!, disparou João Paulo, para o bem do esporte.
Corridas de Rua · 31 mar, 2008
Estou lendo a autobiografia de Albert Speer, Por Dentro do III Reich. Speer, arquiteto de Adolf Hitler, conta uma passagem interessante da já então conhecida megalomania do ditador.
Em 1938 o arquiteto apresentou os projetos do novo estádio olímpico, que ficaria pronto no ano de 1945. A capacidade projetada pasmem era para 400 mil pessoas sentadas e nela o fato curioso era que Hitler iria não somente monopolizar os jogos, como também as regras dos esportes, alterando suas dimensões, como transcrevo abaixo:
Os desenhos estavam fixados em pranchetas ao lado da maquete. Hitler fixou o olhar neles. Falamos de jogos olímpicos. Como nas vezes anteriores chamei-lhe atenção para o fato de não ter o meu campo de esportes as dimensões olímpicas prescritas. Sem alterar a voz, como se tratasse de coisa lógica, compreensível, indiscutível, Hitler disse:
- Isso não tem importância. Os jogos olímpicos serão realizados outra vez em Tóquio no ano de 1940. Mas depois se realizarão sempre na Alemanha, neste estádio. Seremos nós quem determinaremos as dimensões do campo de esportes.
Pois é, se vencesse a Guerra, o "espírito olímpico" teria ido ralo abaixo.
Tem coisas que levamos minutos para saber e outras anos. E acho que acabo de decifrar o enigma do apito. Pois é, apesar de ter compartilhado alguns anos de treinos com o Branca, na Branca Esportes, com o simpático Antenor Sakamoto, nunca perguntei a ele que raios fazia aquele japonês correr a Maratona de Curitiba com um apito na boca e, claro, mandando ver, o que certamente causaria inveja a muitos ritimístas de escola de samba.
Percebi o apito em uma foto que havia tirado dele em Curitiba no ano de 2002, mas como ele ainda treinava na Racer do técnico - e ciclista de primeira linha - Ricardo Arap, passaram-se os anos e eu, sempre vendo o apito, nunca perguntei.
Mas acho que lendo a série de reportagens do blog Muito Além do Sushi pude decifrar meio enigma deste empresário. O apito é um companheiro do Sakamoto, já que segundo a reportagem ele implementou em seu posto de gasolina mecânismos de comunicação entre os colaboradores, para facilitar a vida do clientes criando um código de apitos.
O mais legal disto tudo, como não poderia deixar de ser, tratando-se de um corredor e no caso dele um Comradeiro corredor que já tem duas participações seguidas na difícil ultra Comrades Marathon - é que ele disseminou entre seus colaboradores a prática de corrida, gente simples que corre até de madrugada pelo prazer que a corrida proporciona, os incentivando seja subsidiando inscrições, ou espalhando fotos dos funcionários corredores pelo posto de gasolina, localizado na Zona Sul de São Paulo.
Coisas de corredor!
Corridas de Rua · 27 mar, 2008
Tem coisas que levamos minutos para saber e outras anos. E acho que acabo de decifrar o enigma do apito. Pois é, apesar de ter compartilhado alguns anos de treinos com o Branca, na Branca Esportes, com o simpático Antenor Sakamoto, nunca perguntei a ele que raios fazia aquele japonês correr a Maratona de Curitiba com um apito na boca e, claro, mandando ver, o que certamente causaria inveja a muitos ritimístas de escola de samba.
Percebi o apito em uma foto que havia tirado dele em Curitiba no ano de 2002, mas como ele ainda treinava na Racer do técnico - e ciclista de primeira linha - Ricardo Arap, passaram-se os anos e eu, sempre vendo o apito, nunca perguntei.
Mas acho que lendo a série de reportagens do blog Muito Além do Sushi pude decifrar meio enigma deste empresário. O apito é um companheiro do Sakamoto, já que segundo a reportagem ele implementou em seu posto de gasolina mecânismos de comunicação entre os colaboradores, para facilitar a vida do clientes criando um código de apitos.
O mais legal disto tudo, como não poderia deixar de ser, tratando-se de um corredor e no caso dele um Comradeiro corredor que já tem duas participações seguidas na difícil ultra Comrades Marathon - é que ele disseminou entre seus colaboradores a prática de corrida, gente simples que corre até de madrugada pelo prazer que a corrida proporciona, os incentivando seja subsidiando inscrições, ou espalhando fotos dos funcionários corredores pelo posto de gasolina, localizado na Zona Sul de São Paulo.
Coisas de corredor!
Corridas de Rua · 24 mar, 2008
Essa semana que passou a coisa complicou. A planilha não foi seguida à risca leia-se que o aluno aqui matou dois treinos programados de qualidade (seções de 400m e 1000 metros) que são feitos em grupo e na pista.
O treino qualitativo foi trocado pelo quantitativo, mantendo o volume estipulado na semana de 75 quilômetros. Porém, planilha não é um mero papel. É a receita que temos que seguir para evoluir.
E o momento é crucial. Entro na reta final para minha primeira prova de longa distância da temporada, a Maratona de Santa Catarina, que acontece daqui a quatro semanas em Florianópolis.
Corridas de Rua · 20 mar, 2008
Em tempos de Páscoa, sou Católico Apostólico Romano, embora não saiba exatamente o que é isso. Mas, acredito em Santos. E pelo que me parece foram pessoas boas em suas épocas. Um dos meus preferidos Santo Antônio, please, não fique bravo! é São Tomé, aquele do só acredita vendo!
Como falta 1% de chance e não 100%, não dou como certa a participação em uma grande prova no mês de junho mas para ela estou treinando. No pior das hipóteses estarei bicho, não rápido, mas resistente.
Daí aquela prova alvo que seria a Maratona de Porto Alegre, passa a dividir as atenções com a Maratona de Santa Catarina que acontece daqui a exatos 30 dias.
Pois bem, uma semana depois de participar da Meia da Corpore estarei em Floripa pra fazer os 42.195 metros. Tempos? Performances? Não, nada disto! Busco rodagem, porisso defini que vou correr igual ao tempo mais alto que fiz em maratonas, quando estrei na distância com a marca de 3h56min. e uns quebrados.
Vou combinar com o meu amigo de adolescência, o André Azor, hoje morador da Ilha da Magia", para corrermos juntos. Será uma ótima forma de nos reencontrarmos, depois 25 anos que não nos vemos e, um (re) encontro nestas circunstâncias em uma maratona - jamais imaginaríamos que fosse acontecer.
Corridas de Rua · 14 mar, 2008
Com a renúncia do governador de Nova York Eliot Spitzer envolvido num rumoroso escândalo com uma garota de programa de agência de prostituição assumiu o cargo o vice-governador que também é corredor.
Seu nome é David Paterson, cego desde a infância, e pelo que consta, tem uma maratona em seu currículo, já que foi finisher da Maratona de Nova York, no ano de 1999.
Políticos e corrida se misturam há tempos e não faltam exemplos.
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