Florianópolis – (está chegando a hora…) – Uma amiga me perguntou se eu estava ansioso para disputar amanhã a Maratona de Santa Catarina. Minha resposta foi que a ansiedade era zero. Estou tranqüilo apesar de ter atropelado meu planejamento de treino – já que meu foco era Porto Alegre e Santa Catarina se confirmou-se em um prazo muito curto. É que por um motivo que logo mais poderei revelar tenho que participar de uma maratona até o dia 30 de abril.
Face ao atropelo meu técnico Wanderlei de Oliveira não teve como direcionar meu treino especificamente para esse evento, e para vocês terem uma idéia a maior distância que corri nesta temporada foi 21 quilômetros.
Certo, certo, basicamente todo sábado treinei essa distância semi-longa. Como o Wanderlei não dá moleza para os atletas do grupo performance (os mais rápidos da equipe), o qual tenho a grata satisfação de participar, não posso achar que estou mal preparado uma vez que o volume da planilha gira entre 65 a 80 quilômetros semanais.
O que eu não estou, é rápido. Pelo motivo que cabulei alguns treinos de pista e mais, para ser rápido em maratona, você precisa estar com a endurance lá em cima. É como diz meu técnico: para maratona começamos a treinar esse ano e os resultados (bons resultados, diga-se de passagem) acontecerão somente no ano seguinte.
Mas rapidez é relativa e coloquei como meta chegar muito próximo do tempo de minha primeira maratona (3h56min), oportunidade em que para falar a verdade, eu não sabia direito o que eu estava fazendo na linha de largada.
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr