São Paulo – (pós terremoto…) Depois de treze maratonas percebi que ao cruzar linha de chegada aquele velho pensamento que ronda a cabeça de muitos corredores ah..maratona nunca mais – passou longe de mim. O que pensei é qual será a próxima maratona, meu próximo desafio e, claro feliz por concluir mais uma prova.
Porém, a expectativa da largada ainda é a mesma da primeira maratona, uma mistura de preocupação e ansiedade. Será que eu vou conseguir? Será que vou quebrar? pois apesar de estar bem preparado para o que eu propus como meta, vem o velho clichê: maratona é maratona!
Acho que por correr em Santa Catarina num ritmo tranqüilo, a prova em si para mim foi bastante conservadora, sem maiores complicações, é isso explica a não existência de um post onde pudesse detalhar as façanhas e dificuldades, quilômetro a quilômetro, por que eles simplesmente não existiram.
Minhas únicas preocupações durante a maratona, foi desviar das poças d´água e procurar uma moita bem enrustida onde eu pudesse fazer o pit-stop, já que a organização não disponibilizou banheiros químicos no percurso – somente na concentração -, e nesta hora fico pensando se para nós homens é constrangedor, mas inevitável, como deve complicado para as mulheres.
Mas a grande lição que fica é que temos que nos propor desafios para serem superados se quisermos ter histórias para contar, mas que de vez em quando podemos, e devemos, correr solto com o único objetivo: cruzar a linha de chegada.
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.