Corridas de Rua · 28 nov, 2007
Costumo dizer que a Corpore fez eu ser mal acostumado. Na verdade, a primeira corrida que participei foi organizada pela entidade, que é reconhecida pelo alto grau de excelência organizacional, assim para agradar um corredor, que tem padrão Corpore no DNA, tem que fazer bem feito. Felizmente o Brasil, para determinadas competições, já atingiu padrões internacionais, mas pode evoluir ainda mais.
Em meados dos anos 90 quando o Circuito Corpore reunia por etapa cerca de 500 atletas e o ambiente era livre da muvuca atual (que não quer dizer desorganização), uma das coisas que eu mais gostava era de presenciar a premiação. Troféu para os atletas que compunham o pódio e sorteio de brindes para todos os participantes em um clima bastante divertido e camarada. Dava-se risada dos números que passavam raspando pelo seu, escutando se fosse o cinco e não o seis eu ganhava, aquele mais feliz que ia aos pulos e berros correndo em direção ao palco dizendo fui eu, acertei, fui eu!
Acho que por isso que eu fique feliz quando recebi um mailing nesta semana da Corpore avisando e enfatizando que a Corrida Shalom agora em dezembro, fará boa distribuição de brindes a começar com uma passagem aérea para Montevidéu e televisor 32 polegadas.
Mas se naquela época se fazia a alegria das pessoas com simples bonés, camisetas, quando muito um tênis, imagine agora com esses prêmios mais valiosos. Aliás, só como exemplo, mas obviamente respeitando as devidas proporções, todos os inscritos na Volkswagen Run concorreram ao sorteio de um automóvel OKm ao final do evento.
Boa sorte!
Corridas de Rua · 27 nov, 2007
No press release da Reebok, o lançamento da tecnologia The Pump está datada como 1986, mas somente dez anos depois usei por dois anos três pares com essa tecnologia e até hoje foi o melhor tênis de corrida que eu tive. Caía como uma luva, aliás esse era o conceito do meu modelo Reebok The Pump, que por não ter amarras seja por cordões ou velcro, eram suas bolsas de ar cheias por uma mini bomba que moldava o tênis ao seu pé. Era um tênis arrojado e que hoje ainda seria futurístico.
Foi com ele que corri a primeira maratona sub três horas ou fiz 38min baixo nos 10 quilômetros. E é lógico que com ele eu só saia se estivesse naqueles dias de atrair a atenção dos olhares para meus pés. Como diríamos na década de 80, o negócio era "cheguei"!
Já em Nova York durante a maratona, perto da Bedford Street no Brooklin, vários afro-americanos apontavam para o tênis amarelo ovo que estava causando o maior furor e alvoroço entre eles. Eu pensei: "na terra dos tênis é nóis!
Mas hoje em dia o pior erro que um corredor pode cometer é se apegar a um modelo especifico de tênis, já que a cada ano o mesmo modelo pode ter mudanças que tornam o antecessor peça de museu e assim vamos em frente!
Há quase duas semanas surgiu minha primeira bolha nos pés e hoje somada as outras duas que resolveram aparecer totalizam-se três, todas no pé direito. A última surgiu depois de um treino de 21 quilômetros na última sexta-feira (23). Como estou revezando os tênis a culpa recaiu sobre as meias, o que eu pude comprovar hoje.
No treino desta manhã (12km) estrei um par de meias tecnológica da Nike, as anteriores que eu estava usando eram de algodão. Com as novas meias não houve nenhum desconforto, ao contrário de quando usava as de algodão, que davam uma grande ardência na sola do pé e na ponta dos dedos após o treino.
Pois é correndo e aprendendo. Se algum tempo atrás alguém me perguntasse qual seria meu próximo investimento jamais imaginaria que fossem alguns pares de meias. Meus pés pelo visto agradecem.
Corridas de Rua · 26 nov, 2007
Há quase duas semanas surgiu minha primeira bolha nos pés e hoje somada as outras duas que resolveram aparecer totalizam-se três, todas no pé direito. A última surgiu depois de um treino de 21 quilômetros na última sexta-feira (23). Como estou revezando os tênis a culpa recaiu sobre as meias, o que eu pude comprovar hoje.
No treino desta manhã (12km) estrei um par de meias tecnológica da Nike, as anteriores que eu estava usando eram de algodão. Com as novas meias não houve nenhum desconforto, ao contrário de quando usava as de algodão, que davam uma grande ardência na sola do pé e na ponta dos dedos após o treino.
Pois é correndo e aprendendo. Se algum tempo atrás alguém me perguntasse qual seria meu próximo investimento jamais imaginaria que fossem alguns pares de meias. Meus pés pelo visto agradecem.
Corridas de Rua · 25 nov, 2007
O ano de 1995 foi quando comecei a correr inclusive participando de minha primeira maratona. Foi também quando fiz minha primeira corrida de 10 quilômetros. Inscrito estava lá em um domingo pela manhã junto com outros 600 gatos pingados. Postados na largada ao lado do Momento das Bandeiras e pelo que me lembro, o pórtico resumia-se a uma pintura da linha de largada no chão.
A prova estava marcada para acontecer em duas voltas pelo parque do Ibirapuera, mas 15 minutos antes da largada teve que ser modificada. Assim pela primeira vez corria o famoso Rubem Berta em que vamos quase até o Aeroporto de Congonhas e voltamos para o parque do Ibirapuera.
Mas um detalhe: faltando 5 minutos para a largada o tempo começa a se fechar. Um pingo, dois pingos e um temporal desaba sob nossas cabeças, soa a corneta, a largada é dada, fomos e voltamos e a chuva continuava a aumentar. Parei na fila das medalhas comprimento um cara que chegou logo atrás de mim e começamos a conversar. E lembro até hoje do teor da conversa que girava em torno de que se tínhamos chegado juntos naquela prova podíamos montar uma dupla para correr o Revezamento do Pão de Açúcar. A dupla não vingou mas a amizade com o Beto Iannuzzi dura até hoje.
Papo vem, papo vai e a chuva que já era forte virou torrencial. Chegamos na baia e ganhei uma medalha de latão, porém valiosíssima, era minha primeira medalha. Começa ventar os banners que compõem o palco da premiação ficam pendurados, os organizadores chamam atenção dos poucos corredores que restam e zelando pela segurança dão por encerrada a prova sem a realização da tradicional entrega dos troféus e sorteios de brindes para nós mortais corredores.
Essa prova relatada acima foi muito importante para mim por vários motivos e ela é hoje muito importante para o calendário brasileiro de corridas de rua, já que ela leva o nome de São Paulo Classic 10K, e acontece hoje em sua 13ª edição e levará ao mesmo local da primeira edição mais de 12 mil corredores inscritos.
Corridas de Rua · 24 nov, 2007
Estou indo agora participar aqui em São Paulo de um simpósio da Associação Internacional de Maratonas e Corridas de Rua (AIMS), que é a principal entidade focada em corridas de rua do mundo. Atualmente a AIMS congrega cerca de 240 provas internacionais que seguem as normas do atletismo de rua estabelecidas pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Possuir a chancela AIMS significa seguir padrões internacionais de organização e ter respaldo de seriedade.
O simpósio faz parte da programação da São Paulo Classic 10K Samsung que rola amanhã em sua 13ª edição. Serão discutidos temas de interesse da comunidade de corridas no Brasil e no mundo e ainda será apresentado o projeto sobre o AIMS World Congress que vai acontecer pela primeira vez no Brasil no ano de 2009.
É o Brasil se posicionando no cenário internacional de corridas de rua, no caso específico, resultado do irrepreensível trabalho da Corpore.
Corridas de Rua · 22 nov, 2007
Demorou, mas a dor chegou. Com 120 quilômetros de treino acumulado neste mês, ontem bateu aquela dor que sentimos quando o treinamento está pegando. É uma dor que não chega a ser crônica. Nada que impeça a prática da corrida, diria até, que é uma dor boa, se é que pode existir dor boa.
No meu caso essa dor costuma aparecer depois que os músculos estão relaxados. Mas a dor pegou e não me deixou dormir direito. E como relutei em tomar um analgésico, ela não deu sossego. Levantei, rodei 15 quilômetros e estou 100%, ao menos aparentemente.
Mas sei que até adquirir uma melhor endurance, a dor vai me perseguir. Para atenuar o mal deve-se caprichar nos alongamentos, fazer aplicações de calor ou gelo (depende do caso) e se possível algumas seções de massagens. Essas são as melhores dicas.
E nunca esqueça a famosa frase "o Ministério da Saúde Adverte: ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado.
Corridas de Rua · 21 nov, 2007
Quando alguns desavisados me perguntam se eu já ganhei uma alguma corrida o que nunca aconteceu nem acontecerá tento explicar que corremos para completar o percurso e no máximo ganharmos uma medalha como recordação. Existem aqueles que insistem e perguntam: Por que não treina então para ganhar?. Conto a eles a anedota, que mesmo que colocassem um saco de dinheiro com alguns milhões de dólares a minha frente e falassem corra se conseguir é seu, eu jamais conseguiria.
A razão é simples: nós mortais não temos a capacidade fisiológica desses mega atletas. Eles foram privilegiados pela genética e escolhidos para serem o cara. Foram feitos para correr.
Dando uma surfada na web me deparei com as marcas do mega star Haile Gebrselassie, o Geb, na maratona de Berlim: 2005 (2h06min20); 2006 (2h05min56) e 2007 (2h04min26 - recorde mundial). Penso, quanta dor, Geb e outros fundistas não sentem para chegar a isso. Fazem treinos árduos, têm uma vida controlada, viagens intermináveis. E dá-lhe treino e mais treino, algo como rodar por baixo 200 quilômetros semanais.
Só para quem se postou ao lado de um grande corredor como Lel, Cordeiro, Marilson, Meb e ao próprio Geb, procura entender de onde vem a força descomunal desses atletas, já que seus biótipos fogem dos padrões de força existente no inconsciente coletivo. Daí para um desavisado estar ao lado de um mega atleta e nem imaginar que esta ao lado do cara é um passo. Ao menos esse mega atleta não corre o risco de ser perguntado se já ganhou alguma corrida.
Corridas de Rua · 20 nov, 2007
Em tempos de seleção brasileira poderia dizer que embolo o meio de campo igual a quando se reuniram Zico, Sócrates, Falcão e Cerezo ou mais recentemente Kaká, Ronaldo, Ronaldinho e Robinho, que em ambos os casos formavam polêmicos quartetos. No nosso calendário de maratonas em um primeiro bloco terá provas entre abril e junho que passam a fazer um quarteto também.
Para garantir um percurso rápido para obtenção do índice olímpico para aqueles atletas que não possuem patrocínio para fazê-lo no exterior, a Maratona de Santa Catarina, disputada em Florianópolis, passa ano que vem para o dia 20 de abril o que pode e deve ser considerada uma melhoria.
O quarteto Santa Catarina, Porto Alegre, São Paulo e Rio dividirão o calendário com as provas do segundo bloco: Foz do Iguaçu e Curitiba, que acontecem em outubro e novembro, respectivamente.
Falta ainda saber o destino de Blumenau. Resta tempo (pouco) aos organizadores para tentar resgatar o prestígio que a prova já teve. E que levava levas de paulistanos ao seu então rápido percurso, no qual, eu bati meu recorde na distância.
Corridas de Rua · 19 nov, 2007
Depois me inscrevo, depois me inscrevo e quando você tenta preencher o formulário ou fazer o pagamento on line as inscrições já estão esgotadas. Existe um grupo de corridas que são bastante competitivas (até nisto) quanto ao tempo que duram suas inscrições. Uma dessas é a 10Km Tribuna FM, que acontece na cidade litorânea de Santos, em São Paulo.
Comento essa em especifico porque além de ser prova homologada pela Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) e atrair a nata do atletismo brasileiro, e muitas equipes de corredores, foi a primeira prova de grande porte brasileira a ter seu calendário divulgado para a temporada seguinte. Programa-se para dia 23 de maio.
Os 10Km Tribuna FM certamente está nas listinhas das top ten brasileiras de qualquer expert em corridas. Rápida, plana, ao nível do mar, percurso bonito, pessoas alegres, tem todos os ingredientes para uma boa corrida.
Já assisti algumas vezes, mas nunca corri e quero participar pela primeira vez no próximo ano. Depois me inscrevo...
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