Corridas de Rua · 21 dez, 2007
A experiência mais prazerosa que tive como corredor foi quando fui convidado pela Corpore, para ser marcador de ritmo líder, na Maratona de São Paulo, nos anos de 1998 e 1999. A meta? Levar o grupo de corredores o mais próximo possível da marca de 3h15min - entre 3h14min e 3h16min.
Nesta época meus tempos estavam girando sub 3 horas e correr para terminar com 3h15min como estipulado seria fácil. Criei algumas estratégias: uma delas que usei foi ter um tempo uniforme, desde início, ou seja, como não conhecia o condicionamento nem as pessoas que ditei o ritmo não sabia se eles conseguiriam correr variando o ritmo (tipo, correr a primeira parte da competição mais rápido que a segunda ou vice versa).
A regra básica que os corredores deveriam seguir é nunca se postar a frente do marcador, boa parte dos que não respeitaram essa instrução quebraram. Porém havia aqueles que me diziam: vou até a marca da meia maratona e depois vou em frente. Isto porque, muitos corredores não sabem administrar o tempo da primeira meia e quebram depois.
A cada três quilômetros percorridos o cronômetro deveria ficar próximo da média de 9min20s/km e assim a cada três quilômetros conferia o relógio e para minha felicidade estávamos sempre dentro dos parâmetros. Pessoal passamos com 20 segundos de sobra!, Vamos passamos no 28Km, 2/3 ficaram para trás!, era algumas das palavras de apoio que eu dava nas passagens e pontos crucias da competição.
Posso dizer que fui extremamente feliz nas empreitadas, alias, até me assustei com a precisão, notadamente em 1998, já que o tempo final bruto (pois é esse que vale no cronômetro) foi 3h14min56 e no ano seguinte, ditando ritmo para muitos que me acompanharam no ano anterior foi 3h15min53.
Porque foi legal? primeiro era a primeira vez que corri sem forçar meu ritmo, leve e com prazer, diferente de quando corremos no limite. Para se ter uma idéia de como estava cansado, a foto ao lado, foi feita no quilômetro 42, faltando os 195 metros e minha expressão não era de quem havia corrido uma maratona.
E o melhor é que consegui cumprir a meta e dividir isso com aqueles corredores que tinham a marca como objetivo.
Corridas de Rua · 20 dez, 2007
Um dos pontos que acho que é inconcebível na maioria das corridas brasileiras, é a forma que é feita a entrega das medalhas pós-competição. Já postei sobre a medalha neste blog. Entregar a medalha ainda dentro da embalagem plástica, ou pior, dentro do lanche junto com bananas e afins é o fim da picada ou seria da chegada?
Não me venham falar não há condição operacional para tanto. Não é verdade. Já que em grandes provas internacionais com mais de 30 mil participantes, ao cruzar a linha de chegada uma pessoa do staff coloca a medalha em seu peito uma a uma, dá às felicitações, pergunta se precisa de algo, sempre de forma simpática invariavelmente com um grande sorriso no rosto.
A foto ao lado foi feita em uma grande prova brasileira. Note-se: as medalhas estavam sendo entregues no chão mesmo, a cerca de 30 metros após a chegada, mediante a devolução do chip.
Temos que evoluir neste ponto!
Corridas de Rua · 18 dez, 2007
A foto ao lado foi tirada na última edição da diferenciada Rock´ n Run e mostra um atleta solitário correndo. Seria um atleta de ponta deixando os demais para trás?
Não, na verdade ele era o último colocado, já que conseguiu largar para a prova somente às 9h20, quando todos os demais largaram às 9h. Afinal, atrasos acontecem.
Esse é um caso perfeito de exemplo que participar é mais importante do que competir e até mesmo ganhar.
Corridas de Rua · 15 dez, 2007
O treino dessa manhã não estava certo por uma série de problemas mundanos, mas tinha que ser cumprido. Foi sob o sol, porém, protegido sob as árvores da pista de Cooper do Ibirapuera que eu e a Tábata corremos.
Tábata é minha Cocker Spaniel Inglês, inglesa seria melhor. Ela é uma corredora nata por excelência. Corre fácil, fácil, 3min45seg por quilômetro, num total de seis quilômetros. Nunca quis forçá-la a mais, já que nunca fiz o teste ergométrico nela. Mas pode-se perceber que essa é uma raça que corre muito bem, as raposas da Inglaterra em temporada de caça sabem disso.
Daí uma dica para quem procura uma boa raça de cahorro-corredor. Diria que, diferente de muitas raças que correm bem, mas, perfilados ao seu dono sem puxar, o cocker puxa e te arrasta pela coleira, fácil, fácil a 3min45seg ou até menos. Eles não gostam de perder.
PS.: Tábata pediu para colocar uma foto ilustrativa da raça dela, já que tem aversão ao mundo de celebridade.>
Corridas de Rua · 14 dez, 2007
Qual o barato de correr segurando uma placa ou faixa? Sinceramente não sei. A São Silvestre, é a corrida rainha das placas, mas não é a única. Certa vez presenciei um corredor percorrendo os 42km da Maratona de Curitiba com uma bandeira de um estado brasileiro. Fico imaginando: como fica os braços do sujeito após a empreitada.
As placas são alvos de adjetivos nada agradáveis, pois atrapalham o desenvolvimento da largada, além de por em risco a segurança dos corredores quando descartadas no chão. Pelo que observei há dois tipos de plaqueiros: os pessoas físicas e jurídicas.
O primeiro grupo são daqueles que não tem comprometimento com terceiros a não ser seu próprio ego. São facilmente identificáveis: Galvão filma eu!, Mamãe olha eu na Globo e por ai vai. O segundo grupo os jurídicos são aqueles atletas que muitas vezes tiveram sua viagem custeada por prefeituras, políticos ou empresas e invarialmente dizem: Equipe Não sei das quantas agradece a prefeitura de ...., podem ainda simplesmente estar escrito o nome de uma cidade, entre outras obras primas de criatividade.
E você se fosse correr segurando uma placa ou faixa o que escreveria? Clique no link abaixo e deixe sua frase!
Corridas de Rua · 13 dez, 2007
Anunciaram ontem que serão 2.300 malucos belezas, ops, digo corredores, que vão correr a segunda edição da Rock´n Run, na cidade de São Paulo. Alguém poderia imaginar essa cena de associar e unir rock com saúde - leia-se corrida há 20, 30 anos atrás? Acredito que não.
E, por ironia do destino, quem se apresentará será a banda Titãs, cujo guitarrista Marcelo Frommer morreu atropelado enquanto treinava corrida. Seria ironia da ironia? Não sei. Mas sei que na cidade de São Paulo existe na Av. Juscelino Kubitschek uma das avenidas por onde passa a Maratona de São Paulo - uma passarela que leva o nome do guitarrista morto.
Não há fontes oficiais, mas Frommer, com quem eu já cheguei a dividir camarins e estúdio o dele, claro provavelmente aprova a idéia, tanto da passarela, como unir rock com saúde.
Diga sim à endorfina!
Corridas de Rua · 12 dez, 2007
E quando nós achamos que já se inventou tudo...Eureka...e aparece uma nova engenhoca. Desenvolvido nos Estados Unidos, o Pace Tat é um produto que funciona como uma cola para os corredores. No caso, a cola não é a química, mas a que nos remete aos bancos escolares.
Com o intuito de facilitar os desgastantes cálculos que fazemos quando corremos, o produto é um pacer removível estampado em seu braço. Lá estão contidos os tempos das passagens que você pretende e deve fazer. Para estampar é um processo bem rápido e indolor.
Apesar de ser uma boa idéia, o que não pode acontecer apesar de toda a tecnologia, é o corredor quebrar seu ritmo e não acompanhar a colinha. Se isso acontecer, sua cabeça voltará a ser a sua calculadora como deveria ter sido desde os tempos de escola.
Corridas de Rua · 10 dez, 2007
Corredores-blogueiros ou blogueiros-corredores, como vocês queiram, farão no próximo sábado, dia 15, um treino para ninguém botar defeito. Tempos de São Silvestre e encarar a Brigadeiro nada melhor que um treino com uma boa subida.
E não são poucas as subidas que esperam os blogueiros que vão encarar o Pico do Jaraguá, ponto culminante da cidade de São Paulo, com seus 1.135 metros de altura e rodeado por um reserva natural de 4,5 mil hectares. Lá de cima, quando o tempo permite, o visual é simplesmente deslumbrante.
O treino é livre. Vale cada um levar seu kit e hidratação pessoal para não ter surpresas. Do resto é só chegar!
Treino dos Blogueiros:
Endereço: Estrada Turística do Jaraguá, acesso pelo Km 18 da Via Anhanguera
Horário: 7h
Data: 15/12/2007
Ponto de encontro: No estacionamento do parque (segunda entrada do parque).
Corridas de Rua · 10 dez, 2007
Agora ficou mais fácil você acessar o Blog do Harry, para tanto, basta digitar em seu browser a url www.webrun.com.br/blogdoharry e você estará conectado com os mais diversos assuntos e discussões que só acontecem aqui.
Obrigado pela sua visita e não deixe de participar com seus comentários!
Corridas de Rua · 09 dez, 2007
Sua força nada tem a ver com nós humanos, mas os cavalos, são figuras analógicas ao nosso esporte, certo pangaré? Tive o prazer de assistir Mar de Fogo, história do cowboy Frank T. Hopkins, que em 1890, foi convidado por um xeque árabe para competir na milenar corridas de cavalos que atravessava Iraque e Síria em um total de 4.800 quilômetros.
Vários morriam e só poucos conseguiam a proeza de atravessar a fúria do deserto. Hopkins, que morreu em 1951 aos 81 anos, ganhou mais de 400 corridas em sua vida. Invariavelmente corridas de resistência de centenas ou milhares de quilômetros, sempre montado no mustang Hidalgo, um garanhão que se deixou capturar na natureza pelo cowboy de sangue Siox. Ao final, o valente Hidalgo considerado um vira-lata quando comparado aos puros sangues árabes, que eram seus oponentes, consegue a vitória e os US$ 100 mil dólares de prêmio oferecido pelo xeque.
Embora nada a ver com o mundinho das corridas, o filme retrata bem nossa realidade que é chegar ou mesmo tentar cruzar a linha de chegada. E a pergunta que não quer se calar: quem de nós nunca sentiu-se um pangaré pelo menos um vez na vida?
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