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Largada na matina

Corridas de Rua · 08 dez, 2007

Essa semana foi marcada por reclamações envolvendo o horário de largada da Volta da Pampulha (10h) que aconteceu no último domingo. Só para efeito comparativo, se é que podemos comparar, um dos grandes exemplos de respeito com os corredores é a organização da Maratona de Honolulu que tem seu horário da largada diferenciado.

Como faz muito calor nesta época do ano no Havai, a maratona que acontecerá amanhã, dia 09, começa às 5h da matina - quando ainda é escuro - só para evitar que os corredores corram sob sol escaldante.

Não diria 5 horas da manhã, mas 8 horas, seria o horário-limite que provas dos 15km aos 42.195m que preze, tenha sua largada efetuada. Será que um dia chegaremos lá?

Nada é fácil

Gostei da notícia que a Márcia Narloch vai tentar o índice olímpico. Depois do Pan perguntei a ela sobre isso e a resposta foi um gesto apontando para seu nervo ciático da perna esquerda para mostrar o local da dor que a incomodou durante a prova do Pan e, que as imagens não deixavam mentir. O que eu disse, era que ela tentasse o índice só para representar o Brasil, sem obrigação e “neuras” com medalha, e a resposta foi cética, dando a entender que a dor poderia vencer.

Marcinha como chamam a catarinense é especial. Ela foi nossa melhor corredora desde a segunda metade do século passado ("O tempo passa", diria Fiori Gigliotti). Fui testemunha de várias vitórias suas em provas dos 10K a maratona. Vitórias, pódios e medalhas, não faltam para a atleta. Mas que nenhum jornalista perguntasse se a vitória foi fácil – já que muitas vezes corria com folga de suas adversárias. “Nada é fácil!”

E se o filme se repetir como todas em as vezes passadas a que foi chamada para dizer “a que viemos”, ela vai conseguir esse índice e fechar assim uma brilhante carreira.


Nada é fácil

Corridas de Rua · 07 dez, 2007

Gostei da notícia que a Márcia Narloch vai tentar o índice olímpico. Depois do Pan perguntei a ela sobre isso e a resposta foi um gesto apontando para seu nervo ciático da perna esquerda para mostrar o local da dor que a incomodou durante a prova do Pan e, que as imagens não deixavam mentir. O que eu disse, era que ela tentasse o índice só para representar o Brasil, sem obrigação e “neuras” com medalha, e a resposta foi cética, dando a entender que a dor poderia vencer.

Marcinha como chamam a catarinense é especial. Ela foi nossa melhor corredora desde a segunda metade do século passado ("O tempo passa", diria Fiori Gigliotti). Fui testemunha de várias vitórias suas em provas dos 10K a maratona. Vitórias, pódios e medalhas, não faltam para a atleta. Mas que nenhum jornalista perguntasse se a vitória foi fácil – já que muitas vezes corria com folga de suas adversárias. “Nada é fácil!”

E se o filme se repetir como todas em as vezes passadas a que foi chamada para dizer “a que viemos”, ela vai conseguir esse índice e fechar assim uma brilhante carreira.

Globo e você nada a ver

Quis evitar esse debate, mas vou colocar meu ponto de vista pessoal. Tomei conhecimento de inúmeras reclamações envolvendo o horário de largada da Volta da Pampulha. Se a “tradicional” largada às 9h30 das corridas “da Globo” já é tarde, imagine você, largar às 10h sob sol escaldante de mais 30°C. Pode-se dizer que é um grande atentado à saúde dos corredores, principalmente os mais lentos, que levam cerca de 2 horas para percorrer os 17.801 metros desta competição.

Não acho que a “culpa” desta falta de respeito seja da Yescom. Apesar de não agradar a totalidade dos corredores, vejo a empresa dos Kassabian como séria, profissional e que procura acertar. Diria que ruim com a Yescom, pior sem ela.

Reclamações sempre haverá. Sempre cito um exemplo: imagine preparar milhares de kits e em um deles ao invés de quatro alfinetes para pregar o número de peito, por falha houvesse somente dois (isso já me aconteceu). Para o atleta que teve que correr com o número de peito ao sabor dos ventos aquilo pode ter sido imperdoável. Agora, se ponha no lugar do organizador. Será que ele tem culpa que o staff deixou faltar um alfinete? Claro, se pagou a inscrição o serviço deveria ser 100%. Mas quem nunca errou. Exemplifico desta forma para que o leitor entenda a complexidade da operação.

Mas o que esta “pegando” mesmo com as provas do Circuito Globo, principalmente Meia do Rio e Pampulha, é horário nada agradável da largada. O pior, que após retardarem (leia-se Globo e não Yescom) a largada a prova não foi transmitida na íntegra, tendo que dividir espaço com onipresente vôlei.

Uma parcela pode questionar o porque a Yescom aceita passivamente as imposições da Globo. Hora, qualquer organizador que se preza quer ter suas provas transmitidas para milhões de pessoas no Brasil e exterior, seria um suicídio empresarial abrir mão de uma parceria como essa. E digo mais: se a parceria fosse desfeita, não se espante se a Globo montar as mesmas provas (mesmas distâncias e locais) só dando um nome diferente às competições, que poderia ser Volta da Júlia ou Meia Lupo do Rio de Janeiro.


Globo e você nada a ver

Corridas de Rua · 06 dez, 2007

Quis evitar esse debate, mas vou colocar meu ponto de vista pessoal. Tomei conhecimento de inúmeras reclamações envolvendo o horário de largada da Volta da Pampulha. Se a “tradicional” largada às 9h30 das corridas “da Globo” já é tarde, imagine você, largar às 10h sob sol escaldante de mais 30°C. Pode-se dizer que é um grande atentado à saúde dos corredores, principalmente os mais lentos, que levam cerca de 2 horas para percorrer os 17.801 metros desta competição.

Não acho que a “culpa” desta falta de respeito seja da Yescom. Apesar de não agradar a totalidade dos corredores, vejo a empresa dos Kassabian como séria, profissional e que procura acertar. Diria que ruim com a Yescom, pior sem ela.

Reclamações sempre haverá. Sempre cito um exemplo: imagine preparar milhares de kits e em um deles ao invés de quatro alfinetes para pregar o número de peito, por falha houvesse somente dois (isso já me aconteceu). Para o atleta que teve que correr com o número de peito ao sabor dos ventos aquilo pode ter sido imperdoável. Agora, se ponha no lugar do organizador. Será que ele tem culpa que o staff deixou faltar um alfinete? Claro, se pagou a inscrição o serviço deveria ser 100%. Mas quem nunca errou. Exemplifico desta forma para que o leitor entenda a complexidade da operação.

Mas o que esta “pegando” mesmo com as provas do Circuito Globo, principalmente Meia do Rio e Pampulha, é horário nada agradável da largada. O pior, que após retardarem (leia-se Globo e não Yescom) a largada a prova não foi transmitida na íntegra, tendo que dividir espaço com onipresente vôlei.

Uma parcela pode questionar o porque a Yescom aceita passivamente as imposições da Globo. Hora, qualquer organizador que se preza quer ter suas provas transmitidas para milhões de pessoas no Brasil e exterior, seria um suicídio empresarial abrir mão de uma parceria como essa. E digo mais: se a parceria fosse desfeita, não se espante se a Globo montar as mesmas provas (mesmas distâncias e locais) só dando um nome diferente às competições, que poderia ser Volta da Júlia ou Meia Lupo do Rio de Janeiro.

Uma praga ainda não extirpada

Corridas de Rua · 05 dez, 2007

E parece que uma antiga praga volta a atormentar as corridas de rua: os cortadores de caminho, que são pessoas que não fazem o percurso completo e usam artífices para burlar as regras.

Há tempos eles não eram lembrados aqui no Brasil. Um caso notório foi de um médico-corredor que era colunista de uma conceituada revista de corrida nacional. Com seus relatos cheios de histórias (melhor dizer estórias) ele narrava suas maratonas pelo mundo em artigos deliciosos. Até que descobriram e provaram que ele cortava caminho em todas as suas narrativas. Sua máscara caiu.

Outro que ficou famoso foi um caso que acontecia na Maratona de Nova York. Lá depois de largar junto com os demais corredores o “atleta” simplesmente pegava o metrô e avançava alguns quilômetros. Agora parece que existem indivíduos agindo nas grandes provas brasileiras. Quem faz a denuncia é um atleta da elite brasileira, que segundo ele, esses cortadores de caminho “sempre ficam entre os 20 primeiros no geral, em corridas importantes como, São Silvestre e Meia do Rio”.

Fiquemos de olho!

Um metro faz a diferença

Corridas de Rua · 04 dez, 2007

E não é que eu demorei nove anos para saber que o percurso da Volta da Pampulha não tem 17.800 metros como eu sempre pensei. Pois é, o número exato é 17.801 metros. Quem confirma a distância são os medidores oficiais da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que refizeram a aferição o percurso em volta da lagoa.

Por que refizeram? Para seguir as regras da Federação Internacional de Atletismo, veja só: “item referente a validade do certificado de medição, a duração é de cinco anos ou de cinco edições, desde que o percurso não seja alterado em nenhum detalhe, inclusive largada, chegada e retornos”, informa a CBAt.

Mas por um metro o cara faz um post? Sim, pois um metro para um corredor é muito importante. Em um metro – no caso de um fundista pode ser detalhe e para um velocista ser crucial – pode acontecer muitas e muitas coisas. Uma vitória pode ser definida, uma ultrapassagem ser feita, um tombo pode acontecer, que o diga o queniano Robert Cheruiyot que depois de percorrer 42.194 metros caiu no metro final da Maratona de Chicago ano passado.

Não é mole não

Como diria nosso amigo Migué, “não é mole não”. Foi dureza o primeiro short triathlon (750m natação / 20km ciclismo / 5km corrida) que o ex-fumante André Azor enfrentou no último sábado, em sua estréia na modalidade depois de debutar na maratona há um mês. “Morri na transição, só tinha feito um treino de bike. Nunca treinei transição".

Seis meses separam esse primeiro short do Ironman Brasil que estão nos planos do paulista que trocou São Paulo por Florianópolis, onde treina corrida há seis meses. Um dos pontos que contam a seu favor é a escolha do técnico.

Desde que calçou o tênis pela primeira vez ele treina com Vanuza Maciel (Mega) que na semana passada foi a quarta colocada – e melhor brasileira – no Mundial de Ultraman (10km natação / 421km ciclismo / 84 km de corrida (!)) disputado em Big Island, no Havaí.

“Não é mole não”, sabiamente falaria, Migué.


Não é mole não

Corridas de Rua · 03 dez, 2007

Como diria nosso amigo Migué, “não é mole não”. Foi dureza o primeiro short triathlon (750m natação / 20km ciclismo / 5km corrida) que o ex-fumante André Azor enfrentou no último sábado, em sua estréia na modalidade depois de debutar na maratona há um mês. “Morri na transição, só tinha feito um treino de bike. Nunca treinei transição".

Seis meses separam esse primeiro short do Ironman Brasil que estão nos planos do paulista que trocou São Paulo por Florianópolis, onde treina corrida há seis meses. Um dos pontos que contam a seu favor é a escolha do técnico.

Desde que calçou o tênis pela primeira vez ele treina com Vanuza Maciel (Mega) que na semana passada foi a quarta colocada – e melhor brasileira – no Mundial de Ultraman (10km natação / 421km ciclismo / 84 km de corrida (!)) disputado em Big Island, no Havaí.

“Não é mole não”, sabiamente falaria, Migué.

Festa de premiação

Corridas de Rua · 02 dez, 2007

Festa de premiação muitas vezes é menosprezada pelos participantes de uma corrida. Chega, recebe a medalha, se hidrata, faz a “social” e adeus na maioria das vezes. Mas nem todas as provas são assim. Há aquelas competições em que as premiações dos campeões são bastante concorridas.

Percebi isso na Fast Run Sport Flex Pé, que aconteceu hoje em Mogi das Cruzes, a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. Lá após a prova, a grande maioria foi assistir a premiação. Certo, certo, existia os sorteios de brindes para todos os participantes, mas ele foi feito antes das premiações, o que leva por terra a hipótese que eles estivessem lá pelos brindes.

Um autêntico fair play.

Busca-pé na São Silvestre?

Alguns podem achar que eu tenho implicância com a Corrida de São Silvestre. Mas confesso que algumas vezes eu tenho mesmo, e já expus essa minha opinião sobre a prova em alguns posts aqui do blog, apontando algumas irregularidades, como a largada. Porém, aponto todos esses defeitos com o intuito de agregar valor à mais antiga corrida brasileira.

Acredito que ainda irei correr algumas São Silvestres na minha vida – até hoje só foram duas – mas vou aguardar a prova tomar seu prumo para então encarar a terceira. Penso também que seja raiva inconsciente de ver a prova às 17h quando toda a verdadeira comunidade do atletismo sonha em passar o reveillon correndo pelas ruas de São Paulo, como era antigamente. Também esbarramos em problemas culturais e muitas vezes a falta de educação do próprio público da São Silvestre.

Veja só. No meu caso quem deu o tiro de misericórdia (literalmente) para eu decidir não correr mais a tradicional prova foi um espectador. Ao passar pela ponte da Av. Rudge lembro de pegar um copo de água em um posto de hidratação. Depois disso rodei cerca de um quilômetro e, uns 200 metros na minha frente, vi a mesma cena: corredores saindo do miolo da pista e indo para as duas laterais da rua, como se fossem pegar água no posto de hidratação. Na hora pensei: “a água foi dada há pouco, não deveria ter água lá”.

A dúvida perdurou por alguns segundos até eu atingir o ponto e ver o que realmente estava acontecendo. Imagine a seguinte cena: um “cidadão” estava simplesmente descarregando seu estoque de rojões na direção da pista dos corredores, da mesma forma como acontece nestas festas juninas, em um verdadeiro jogo busca-pé. Era corredor pulando pra lá e pra cá para escapar do rojão.

Esse "torcedor" provavelmente estava em festa errada. Vai ver pensou que estava na festa de São João e não na São Silvestre. Infelizmente, é por essas e outras que ainda tenho que pensar duas vezes antes de fazer a inscrição na São Silvestre.


Busca-pé na São Silvestre?

Corridas de Rua · 01 dez, 2007

Alguns podem achar que eu tenho implicância com a Corrida de São Silvestre. Mas confesso que algumas vezes eu tenho mesmo, e já expus essa minha opinião sobre a prova em alguns posts aqui do blog, apontando algumas irregularidades, como a largada. Porém, aponto todos esses defeitos com o intuito de agregar valor à mais antiga corrida brasileira.

Acredito que ainda irei correr algumas São Silvestres na minha vida – até hoje só foram duas – mas vou aguardar a prova tomar seu prumo para então encarar a terceira. Penso também que seja raiva inconsciente de ver a prova às 17h quando toda a verdadeira comunidade do atletismo sonha em passar o reveillon correndo pelas ruas de São Paulo, como era antigamente. Também esbarramos em problemas culturais e muitas vezes a falta de educação do próprio público da São Silvestre.

Veja só. No meu caso quem deu o tiro de misericórdia (literalmente) para eu decidir não correr mais a tradicional prova foi um espectador. Ao passar pela ponte da Av. Rudge lembro de pegar um copo de água em um posto de hidratação. Depois disso rodei cerca de um quilômetro e, uns 200 metros na minha frente, vi a mesma cena: corredores saindo do miolo da pista e indo para as duas laterais da rua, como se fossem pegar água no posto de hidratação. Na hora pensei: “a água foi dada há pouco, não deveria ter água lá”.

A dúvida perdurou por alguns segundos até eu atingir o ponto e ver o que realmente estava acontecendo. Imagine a seguinte cena: um “cidadão” estava simplesmente descarregando seu estoque de rojões na direção da pista dos corredores, da mesma forma como acontece nestas festas juninas, em um verdadeiro jogo busca-pé. Era corredor pulando pra lá e pra cá para escapar do rojão.

Esse "torcedor" provavelmente estava em festa errada. Vai ver pensou que estava na festa de São João e não na São Silvestre. Infelizmente, é por essas e outras que ainda tenho que pensar duas vezes antes de fazer a inscrição na São Silvestre.

New York é a maior do mundo

Corridas de Rua · 30 nov, 2007

Sempre leio estatísticas nas quais os organizadores falam ser a mais rápida, a com maior número de participantes, a maior prova do mundo e outros mais. Mas o que seria maior? Seria o número de inscritos, o número dos que largaram ou o total dos que chegaram?

Cabe a cada um interpretar a seu modo. Mas pelo que parece a ING New York City Marathon, que aconteceu no último dia quatro de novembro, bateu alguns recordes que podem colocá-la como a maior maratona do mundo. Os números informam que esse ano largaram 39.265 corredores dos quais 38.524 concluíram o percurso.

Segundo o New York Runners Club, esse é o maior contingente da história tanto de atletas que largaram (título pertencia à Maratona de Boston de 96 com 36.748), como também de finishers. O antigo recorde já pertencia a Nova York 2006 com 37.866 concluintes, no caso, muda o número e não de mãos.

Orgulho de ser brasileiro

"Brasil"! Grita um cara ao ver a bandeira brasileira estampada em minha camiseta. Rápido como o tempo exigia, já que vinha em um ritmo constante para quebrar meu recorde pessoal em maratona, deu tempo de pegar aquele sotaque conhecido no meio da multidão, encará-lo, agradecer com um rápido aceno de cabeça e seguir em frente.

O fato de escutar a palavra Brasil a 10 mil quilômetros de distância de nossas casas é muito forte em alguns casos. Eu numa situação esportiva indiretamente representando o país – como todos os amadores que correm provas fora do Brasil o fazem – posso dizer que a situação é marcante.

Mas o que marcou mesmo foi o fato que eu me emocionei com a cena e, plagiando o slogan do Pão de Açúcar, que também estava representado em peso na prova por centenas de atletas, naquele momento senti o verdadeiro “orgulho de ser brasileiro”.

E nada como divagar em uma maratona para manter a dor longe ou um pouco mais distante, me peguei questionando: o porquê eu tinha orgulho de ser brasileiro. Pensei nas mazelas, na miséria, nos políticos, nas riquezas do país que são expropriadas, pensei, pensei e não sei como eu cheguei à conclusão, que apesar de sermos o que somos, eu tinha orgulho de ser brasileiro.

Talvez essa foi uma das lições que eu aprendi na corrida, ter orgulho de ser brasileiro. Mais. Aprendi que podemos com pequenos gestos de cidadania, de carinho e incentivo mudar situações para o bem, como fez aquele anônimo torcedor ao gritar Brasil!

E você já sentiu isso que estou falando? Então divida esse momento conosco no link abaixo.


Orgulho de ser brasileiro

Corridas de Rua · 29 nov, 2007

"Brasil"! Grita um cara ao ver a bandeira brasileira estampada em minha camiseta. Rápido como o tempo exigia, já que vinha em um ritmo constante para quebrar meu recorde pessoal em maratona, deu tempo de pegar aquele sotaque conhecido no meio da multidão, encará-lo, agradecer com um rápido aceno de cabeça e seguir em frente.

O fato de escutar a palavra Brasil a 10 mil quilômetros de distância de nossas casas é muito forte em alguns casos. Eu numa situação esportiva indiretamente representando o país – como todos os amadores que correm provas fora do Brasil o fazem – posso dizer que a situação é marcante.

Mas o que marcou mesmo foi o fato que eu me emocionei com a cena e, plagiando o slogan do Pão de Açúcar, que também estava representado em peso na prova por centenas de atletas, naquele momento senti o verdadeiro “orgulho de ser brasileiro”.

E nada como divagar em uma maratona para manter a dor longe ou um pouco mais distante, me peguei questionando: o porquê eu tinha orgulho de ser brasileiro. Pensei nas mazelas, na miséria, nos políticos, nas riquezas do país que são expropriadas, pensei, pensei e não sei como eu cheguei à conclusão, que apesar de sermos o que somos, eu tinha orgulho de ser brasileiro.

Talvez essa foi uma das lições que eu aprendi na corrida, ter orgulho de ser brasileiro. Mais. Aprendi que podemos com pequenos gestos de cidadania, de carinho e incentivo mudar situações para o bem, como fez aquele anônimo torcedor ao gritar Brasil!

E você já sentiu isso que estou falando? Então divida esse momento conosco no link abaixo.