I looked in the mirror today
My eyes just didn't seem so bright
I've lost a few more hairs
I think I'm going bald
Embora o tênis não tenha perdido fios de cabelos, ele está ficando careca. E hoje depois de seu último treino, muito a contra gosto, ele terá que ser aposentado.
A contra gosto porque, mesmo sendo o mais barato dos tênis de meu kit que já teve baixa também do Nike Shox era na minha opinião o mais gostoso para correr. Embora eu seja pronador, o tênis começou apresentar desgaste na parte externa.
Isso, sem contar com um providencial e-mail vindo do técnico Wanderlei de Oliveira chamando a atenção para os cuidados do nosso kit de tênis. Pensam que ele só fica no e-mail? Lógico que não. Existe a possibilidade de tomar uma blitz do Wanderlei, como um que eu já presenciei num treino, onde em mar de tênis limpos, ele avistou um sujinho, que foi o bode expiatório do dia.
Pensam ainda que eu e meu Nike, último modelo, passou incólume a blitz? Que nada!: esse tênis não é para a rodagem de hoje, alertou, e deu explicação para os alunos sobre tipos de tênis e seus usos em treinos.
A sorte que eu levo aos treinos de sábado mais de um par de tênis. E depois de pagar o mico que evidentemente não me incomodou porque eu sei que estava errado lembrei de um comentário da colega de treino Adriana Marmo: o Wanderlei tem o olho-que-tudo-vê e sabe exatamente o que cada um está fazendo nos treinos e nas provas.
O tênis vai ficar velho, mas tudo bem a gente troca. O problema será levantar numa manhã e ver que a canção de Lee está virando real!
Tradução:
Eu me olhei no espelho hoje
Meus olhos não pareciam tão brilhantes
Eu perdi mais alguns fios de cabelo
Acho que estou ficando careca...
Corridas de Rua · 31 jan, 2008
I looked in the mirror today
My eyes just didn't seem so bright
I've lost a few more hairs
I think I'm going bald
Embora o tênis não tenha perdido fios de cabelos, ele está ficando careca. E hoje depois de seu último treino, muito a contra gosto, ele terá que ser aposentado.
A contra gosto porque, mesmo sendo o mais barato dos tênis de meu kit que já teve baixa também do Nike Shox era na minha opinião o mais gostoso para correr. Embora eu seja pronador, o tênis começou apresentar desgaste na parte externa.
Isso, sem contar com um providencial e-mail vindo do técnico Wanderlei de Oliveira chamando a atenção para os cuidados do nosso kit de tênis. Pensam que ele só fica no e-mail? Lógico que não. Existe a possibilidade de tomar uma blitz do Wanderlei, como um que eu já presenciei num treino, onde em mar de tênis limpos, ele avistou um sujinho, que foi o bode expiatório do dia.
Pensam ainda que eu e meu Nike, último modelo, passou incólume a blitz? Que nada!: esse tênis não é para a rodagem de hoje, alertou, e deu explicação para os alunos sobre tipos de tênis e seus usos em treinos.
A sorte que eu levo aos treinos de sábado mais de um par de tênis. E depois de pagar o mico que evidentemente não me incomodou porque eu sei que estava errado lembrei de um comentário da colega de treino Adriana Marmo: o Wanderlei tem o olho-que-tudo-vê e sabe exatamente o que cada um está fazendo nos treinos e nas provas.
O tênis vai ficar velho, mas tudo bem a gente troca. O problema será levantar numa manhã e ver que a canção de Lee está virando real!
Tradução:
Eu me olhei no espelho hoje
Meus olhos não pareciam tão brilhantes
Eu perdi mais alguns fios de cabelo
Acho que estou ficando careca...
Corridas de Rua · 28 jan, 2008
Existe humor que para os xiitas da cultura é arte, mas que para mim não passa de má educação como num filme de Aldomovar. Um exemplo de desrespeito era um mímico travestido de Carlitos que ao ver passar um corredor engatava quase em seu traseiro para fazer gracinha, bem ao estilo dos grotescos programas de pegadinha. Isso sem contar que ao fazer uma brincadeira deste nível, e se aproximar tanto do atleta, poderia haver um choque e tombo muito grave.
Existe uma diferença grotesca entre você correr travestido de noiva para ser filmado pela televisão. No meu ponto de vista somente o sorriso de uma criança faria valer a pena fazer com que eu saísse correndo fantasiado de Super Homem, Batman, ou quiçá, de Robbin.
Existe humor que para os xiitas da cultura é arte e acredito que eles concordem ao ver esse vídeo postado no Glumbert.
Corridas de Rua · 26 jan, 2008
Conquistar o primeiro pódio a gente nunca esquece. Mas perder o primeiro, ah, esse sim faz a gente ficar bem p da vida. E foi isso que me aconteceu ontem.
Tudo certo para a corrida, equipamentos e mala preparada e até a cama arrumada. Uma última troca de e-mails com uma pessoa especial e chega uma notícia que faria com que a minha ida a corrida, no caso o Troféu Cidade de São Paulo, ao invés de ser um programa prazeroso como com certeza teria sido, torna-se-ia um viés não muito agradável.
Não gostaria de detalhar o ocorrido. Mas em 13 anos que sigo uma rotina quase que diária convivendo estreitamente com o mundinho das corridas, essa foi a primeira vez que um fato vindo de terceiros me "impediu" de querer ver uma pessoa do meio. Esqueçam paixões platônicas ou reais e pensem em um qualquer!
Resolvi seguir os ensinamentos do Mestre Mahar, habitante das montanhas da Serra da Cantareira quer montanha mais paulistana que essa? e de Mitra, a Deusa do Equilíbrio, e entrar em plano alfa. Nestas horas a calma deve prevalecer, mas meu equilíbrio disse que o mais sensato a fazer seria evitar os ares próximo ao Ibirapuera.
Não é fácil a decisão de mandar a semana e o treino para o espaço, mas enfim, era o melhor a fazer. Como nas corridas, na vida às vezes, temos que escolher pela opção menos ruim. E foi isso que eu fiz!
Mas, como doeu, e doeu muito ao me deparar com os resultados da categoria especial jornalistas (claro caro leitor, para eu subir no pódio só mesmo sendo uma categoria especial), mas enfim, não fui eu quem fez ou mudou o regulamento, ele estava lá e eu apenas estaria cumprindo-o.
Meu tempo nos 10K não os recordes - mas o que consigo correr hoje, daria para fechar com minutos de folga a marca para conquistar o terceiro lugar da minha categoria. Até então, meu maior feito, se é que um amador como eu possa falar em feitos, foi já no longíquo ano de 1997, onde tomei a maior chuva da minha vida e ter fiquei em 20° lugar entre os mais 600 brasileiros, que naquele ano invadiram a Maratona de Nova York (585° no geral/32.000).
Por outro lado não quero me desfazer das aptidões físicas dos nobres colegas jornalistas, quem sabe se aqueles que como eu que também não correram por viés me despachassem para fora dos tops tens.
Mas só existe um problema para pessoas (as qualquer) ou para os percursos (esses somente os mais fáceis) é que eu sou muito competitivo. E essa é uma das coisas que julgo como qualidade que a corrida moldou em mim.
Ah mas como dói perder o primeiro seria o último? pódio.
Corridas de Rua · 25 jan, 2008
Por anos trabalhei na área de marketing da maior indústria alimentícia do Brasil, e hoje dia do Aniversário da Cidade de São Paulo, cujo povo é reconhecido por sua capacidade de trabalhar, criar e desenvolver negócios, lembrei-me de uma história acêrca o fundador desta companhia.
O que se tinha notícia era que esse empresário andou por anos com uma oração em sua valise de trabalho. Era a "Oração do Concorrente, nesta dizia mais ou menos, o seguinte:
Deus obrigado por me dar um concorrente,
É ele quem me dá forças para levantar toda manhã,
Sem ele não teria motivos para trabalhar e dar o melhor de mim ... etc.
Pois é. E desta oração eu tirei uma grande lição. Em vez de ficar se lamentando, falando mal dos outros, trabalhe! Por que quem não tem competência não se estabelece.
Mas como toda oração é sábia resta saber somente o tamanho do seu trabalho. Pode ser que para alcançar seu concorrente, um objetivo pessoal ou esportivo, você tenha que fazer uma corrida de 100 metros, mas pode ser também, que você tenha que encarar uma ultramaratona que nunca vai ter fim.
O importante é sempre acreditar que há luz no fim do túnel, e nunca desistir mesmo sabendo que seu objetivo (seu concorrente?), está cada vez mais longe de você.
Corridas de Rua · 24 jan, 2008
Como corredor, repito as palavras que o queniano Robert Cheruiyot me falou na virada do ano: Marílson, este é bom. Este é forte! E olha que essas palavras foram ditas por um dos três melhores maratonistas da atualidade. E não é pouco. Eu notei que Cheruiyot não estava sendo político e sim sincero.
E amanhã eu vou ver o Marílson novamente. Quando eu estiver correndo na mesma prova que ele, na altura do quilômetro quatro (indo), ele certamente passará do outro lado da pista (voltando), pelo menos uns três quilômetros a minha frente. Assim serão os poucos segundos que o verei, isso se eu não quiser ganhar um bom torcicolo.
Serão segundos que confirmarei o quanto somos simples mortais e o quanto a genética de outras pessoas podem ser fantásticas. Sabemos como esses atletas treinam e de que são feitos, mas não quando surgirão, nem onde. Isso dependerá em ser privilegiado pela natureza, não importando se esse venha do planalto central brasileiro ou de uma planície queniana.
E por mais que uma pessoa seja boa no que faz, o mais importante, no meu ponto de vista, é ver que ele nunca irá se achar um pop star! Exemplos destas pessoas é que não faltam, seja ela um Haile Gebrselassie, uma Paula Radcliffe ou o nosso próprio Marílson Gomes.
Obs O que me fez escrever sobre o Marílson, por incrível que pareça, não foi porque eu vou vê-lo amanhã. Mas foi quando olhei essa belíssima fotografia clicada pela amiga Fernanda Paradizo. Além, da plasticidade da foto, para mim o flagrante maior foi ver o Marílson correndo sem cronômetro de pulso. Certo, é pista. Mas mesmo assim, é uma atitude - que acredito na minha opinião de quem treinou e que se garante quando é chamado para dizer a que veio!
Segundo o Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, localizado no Mirante de Santana, zona norte da cidade de São Paulo, nesta madrugada foi registrada a menor temperatura do ano: 15,5 graus, e pior, foi à temperatura mais baixa dos últimos três anos em um mês de janeiro.
Eu acho que essa mudança abrupta de temperatura mexeu com meu sistema imunológico, pois tive uma leve febre na madrugada, já que no decorrer do dia de ontem tomei friagem.
E aqui vai mais uma lição para (eu) deixar de ser tonto, já que muitas vezes achamos que é frescura do treinador quando ele pede agasalho completo nas sessões de treinamento.
Não escutar o Mestre é isso que dá. E não tive outra alternativa a não ser matar o treino desta manhã programado para às 6 horas. O ruim é que já estava embalado para correr a minha primeira prova do ano o Troféu Cidade de São Paulo. Como a febre já se foi, sei que participação na corrida é garantida, mas agora não sei mais em qual ritmo. É esperar o dia!
Mas a boa nova foi à parceria que o Blog do Harry firmou com a Clínica Osmar de Oliveira, já que na próxima semana faço um check-up completo, além da manutenção fisioterápica deste corredor sempre que ele for para o estaleiro o que espero que não aconteça.
Porém, dor e treino para maratona são desassociáveis, principalmente, neste período de 12 semanas que antecedem minha primeira prova de 42.195 metros na temporada, a Maratona de Porto Alegre.
Corridas de Rua · 23 jan, 2008
Segundo o Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, localizado no Mirante de Santana, zona norte da cidade de São Paulo, nesta madrugada foi registrada a menor temperatura do ano: 15,5 graus, e pior, foi à temperatura mais baixa dos últimos três anos em um mês de janeiro.
Eu acho que essa mudança abrupta de temperatura mexeu com meu sistema imunológico, pois tive uma leve febre na madrugada, já que no decorrer do dia de ontem tomei friagem.
E aqui vai mais uma lição para (eu) deixar de ser tonto, já que muitas vezes achamos que é frescura do treinador quando ele pede agasalho completo nas sessões de treinamento.
Não escutar o Mestre é isso que dá. E não tive outra alternativa a não ser matar o treino desta manhã programado para às 6 horas. O ruim é que já estava embalado para correr a minha primeira prova do ano o Troféu Cidade de São Paulo. Como a febre já se foi, sei que participação na corrida é garantida, mas agora não sei mais em qual ritmo. É esperar o dia!
Mas a boa nova foi à parceria que o Blog do Harry firmou com a Clínica Osmar de Oliveira, já que na próxima semana faço um check-up completo, além da manutenção fisioterápica deste corredor sempre que ele for para o estaleiro o que espero que não aconteça.
Porém, dor e treino para maratona são desassociáveis, principalmente, neste período de 12 semanas que antecedem minha primeira prova de 42.195 metros na temporada, a Maratona de Porto Alegre.
Eu poderia ter postado ontem sobre a minha estréia na Run for Life, do Wanderlei de Oliveira, mas em dia de Haile, o corredor aqui deve ficar quietinho. Afinal não gostaria de estragar a doce lembrança do dia que o Imperador sim, esse apelido pertence primeiro a Haile e não ao Adriano cravou a segunda melhor marca da história na maratona.
Bem, vamos lá! Às 5h55 entro na pista, a sorte pensei: parou de chover, já que na terra da garoa, chuva, toró e tempestade é o que não faltam. Nas instruções foi solicitado levar colchonetes ou toalhas, opto pela segunda. Assim livrei meu traseiro de começar o treino de alongamento molhado e no qual eram aplicadas técnicas de Yoga, comandado pela técnica, a Profª Mônica Peralta. O leitor deve estar pergunta cadê o Wanderlei de Oliveira? Bem, o Wandeilei, está bem ao ladinho seguindo a série da professora e de olhos nos pupilos.
Mas se não fosse a Profª Mônica, eu talvez teria esborrachado minha cara no chão, em uma das sessões em que pedia somente um pé em contato com o solo exercício básico para qualquer corredor ; ela neste momento pediu ao grupo, cerca 30 pessoas, para energetizar o meu equilíbrio. Por parcos segundos consegui o tão desejado equilíbrio, claro, que foi muito menos que se equilibrou a septuagenária Dona Mítico.
Porém agradeci a Mitra, Deusa do Equilíbrio, que a energia emanada pelo meu (des) equilíbrio não se voltasse para o grupo. Com certeza o resultado não seria nada agradável.
Na verdade, sempre fui adepto do alongamento feijão com arroz, aquele rapidinho. Estica aqui puxa dali, já que sempre treinava planilhado, mas por vezes sozinho. Claro na planilha pedia o alongamento completo, mas... Está aí um ponto a ser trabalhado: alongamento!
Depois fomos correr bem light por 40 minutos na Pista de Excelência do Ícaro de Castro e após a corrida, andamos descalços na grama. Sensação muito boa. Mas, Mitra precisa me ajudar muito mais ainda.
Já se não bastasse a total falta de coordenação, tenho outro problema e esse sempre foi um problema para mim é não saber correr muito devagar, digo ao menos seis, sete minutos por quilômetro. Estranho, muitas vezes dói mais correr devagar do que correr rápido. Mas sei que treino para maratona ou outra distância qualquer exige que você saiba correr devagar por que senão você se estoura e vai pra o estaleiro.
Depois do primeiro treino oficial com certeza devo seguir o mantra:
Mitra, Mitra, Mitra...help Mitra!
Corridas de Rua · 19 jan, 2008
Eu poderia ter postado ontem sobre a minha estréia na Run for Life, do Wanderlei de Oliveira, mas em dia de Haile, o corredor aqui deve ficar quietinho. Afinal não gostaria de estragar a doce lembrança do dia que o Imperador sim, esse apelido pertence primeiro a Haile e não ao Adriano cravou a segunda melhor marca da história na maratona.
Bem, vamos lá! Às 5h55 entro na pista, a sorte pensei: parou de chover, já que na terra da garoa, chuva, toró e tempestade é o que não faltam. Nas instruções foi solicitado levar colchonetes ou toalhas, opto pela segunda. Assim livrei meu traseiro de começar o treino de alongamento molhado e no qual eram aplicadas técnicas de Yoga, comandado pela técnica, a Profª Mônica Peralta. O leitor deve estar pergunta cadê o Wanderlei de Oliveira? Bem, o Wandeilei, está bem ao ladinho seguindo a série da professora e de olhos nos pupilos.
Mas se não fosse a Profª Mônica, eu talvez teria esborrachado minha cara no chão, em uma das sessões em que pedia somente um pé em contato com o solo exercício básico para qualquer corredor ; ela neste momento pediu ao grupo, cerca 30 pessoas, para energetizar o meu equilíbrio. Por parcos segundos consegui o tão desejado equilíbrio, claro, que foi muito menos que se equilibrou a septuagenária Dona Mítico.
Porém agradeci a Mitra, Deusa do Equilíbrio, que a energia emanada pelo meu (des) equilíbrio não se voltasse para o grupo. Com certeza o resultado não seria nada agradável.
Na verdade, sempre fui adepto do alongamento feijão com arroz, aquele rapidinho. Estica aqui puxa dali, já que sempre treinava planilhado, mas por vezes sozinho. Claro na planilha pedia o alongamento completo, mas... Está aí um ponto a ser trabalhado: alongamento!
Depois fomos correr bem light por 40 minutos na Pista de Excelência do Ícaro de Castro e após a corrida, andamos descalços na grama. Sensação muito boa. Mas, Mitra precisa me ajudar muito mais ainda.
Já se não bastasse a total falta de coordenação, tenho outro problema e esse sempre foi um problema para mim é não saber correr muito devagar, digo ao menos seis, sete minutos por quilômetro. Estranho, muitas vezes dói mais correr devagar do que correr rápido. Mas sei que treino para maratona ou outra distância qualquer exige que você saiba correr devagar por que senão você se estoura e vai pra o estaleiro.
Depois do primeiro treino oficial com certeza devo seguir o mantra:
Mitra, Mitra, Mitra...help Mitra!
Corridas de Rua · 18 jan, 2008
Haile Gebrselassie, certamente já fez sua marca na história do atletismo mundial e pode ter seu nome comparado com algumas lendas do esporte, como seu compatriota, o etíope Abebe Bikila ou o tcheco Emil Zatopek.
Mas, na minha modestíssima opinião, Geb como o chamam carinhosamente, é o melhor corredor de todos os tempos. E ponto. Ganhou todos os títulos que disputou. Quebrou todos os recordes de pôde. É medalhista de ouro em mundiais e olimpíadas
Se não bastasse todo seu cartel de conquistas há menos de quatro meses depois de ter cravado o recorde mundial da maratona, em Berlim, hoje pela manhã ele estabeleceu a segunda melhor marca da história da distância, naquela que para mim será uma das mais badaladas maratonas do mundo: Dubai.
Com o tempo 2h04min53, somente vinte sete segundos acima do próprio recorde, Geb, torna-se o primeiro homem da história a correr a distância sub 2h05min duas vezes. Para quem pensa que que o atleta está satisfeito, ele já afirmou que pode correr em 2h03min e previu que no futuro alguém que não será ele - mas também não sabemos se esta pessoa já nasceu, percorrerá a mítica distância sub 2 horas.
Depois da prova de hoje Haile falou: "tudo precisa estar perfeito e hoje faltou apenas uma coisinha". O que é "coisinha" para ele, com certeza será uma "coisona" para todos os demais mortais e impossível de fazer.
Eram 20h05 da noite de ontem, dia 16, e o e-mail que ia selar o meu mais longo vínculo dentro das corridas chega em minha caixa postal. Um vínculo maravilhoso e mágico que durou 12 anos com o meu primeiro e único técnico de corridas, Vanderlei Severiano, o Branca.
Lembro como fosse hoje que em uma manhã de domingo do ano de 1996 quando avistei aquele negro com um sorriso generoso no rosto e resolvi abordá-lo. Já tinha o visto correr (e como corre!) pelas alamedas do parque do Ibirapuera e sabia que ele era uns dos conceituados treinadores de corrida aqui em São Paulo.
Buscava um técnico, já que havia corrido há pouco tempo minha segunda maratona, a extinta e difícil Maratona de Ribeirão Pires, na grande São Paulo, na qual fechei em 3h37min. Estava então, à somente 40 dias da terceira competição e para essa que o Branca passou a me orientar, corrigiu algumas (ou seriam muitas?) falhas, me ensinou a correr por tempo em não por distância, enfim, fez eu enxergar que com disciplina e disposição podemos avançar.
Se eu aprovei o trabalho que ele fez em 40 dias? Tenho certeza que sim, ao ver o cronômetro da Maratona de São Paulo fechar em 3h09min. Ou seja, em 40 dias baixei meu tempo na maratona em 28 minutos. Daí veio o sonho de correr sub 3 horas e, um ano depois, estava lá eu fechando os 42.195m sub três horas.
E para quem o conhece sabe que além de grande profissional é uma pessoa maior ainda. Deixo hoje de fazer parte da Branca Esportes, mas não deixo de ser um guerreiro, palavra pelo qual ele chama todos seus alunos. Para o Branca, não há João não há Maria, não existem rápidos nem lentos, existem guerreiros!
Difícil foi enviar o e-mail, porque não queria que se sentisse trocado por outro técnico, pois para mim diferente de alguns que trocam de técnico como mudam o tênis, a decisão foi muito difícil, como todas as separações as são. Mas o sábio me respondeu:
Guerreiro, estamos aqui nesta vida simplesmente para ser um caminho e não o fim. O mais importante que até o momento eu fiz parte e faço parte da sua vida e você da minha é isto que conta.
Coincidência ou não, meu novo técnico como o último Vanderlei, se chama Wanderlei de Oliveira, da Run for Life. Tomei a decisão no dia quando assisti um de seus treinos. Já tinha vínculo estreito com ele, já que foi colaborador de primeira hora do pioneiro site de corridas de rua brasileiro, o maratona.com.br embrião do Webrun.
Conheço o Wanderlei de Oliveira e o respeito muito e é uma excelente pessoa e profissional, disse o Branca, em sua última instrução para o seu ex (sempre) guerreiro.
Obrigado por tudo Branca!
Corridas de Rua · 17 jan, 2008
Eram 20h05 da noite de ontem, dia 16, e o e-mail que ia selar o meu mais longo vínculo dentro das corridas chega em minha caixa postal. Um vínculo maravilhoso e mágico que durou 12 anos com o meu primeiro e único técnico de corridas, Vanderlei Severiano, o Branca.
Lembro como fosse hoje que em uma manhã de domingo do ano de 1996 quando avistei aquele negro com um sorriso generoso no rosto e resolvi abordá-lo. Já tinha o visto correr (e como corre!) pelas alamedas do parque do Ibirapuera e sabia que ele era uns dos conceituados treinadores de corrida aqui em São Paulo.
Buscava um técnico, já que havia corrido há pouco tempo minha segunda maratona, a extinta e difícil Maratona de Ribeirão Pires, na grande São Paulo, na qual fechei em 3h37min. Estava então, à somente 40 dias da terceira competição e para essa que o Branca passou a me orientar, corrigiu algumas (ou seriam muitas?) falhas, me ensinou a correr por tempo em não por distância, enfim, fez eu enxergar que com disciplina e disposição podemos avançar.
Se eu aprovei o trabalho que ele fez em 40 dias? Tenho certeza que sim, ao ver o cronômetro da Maratona de São Paulo fechar em 3h09min. Ou seja, em 40 dias baixei meu tempo na maratona em 28 minutos. Daí veio o sonho de correr sub 3 horas e, um ano depois, estava lá eu fechando os 42.195m sub três horas.
E para quem o conhece sabe que além de grande profissional é uma pessoa maior ainda. Deixo hoje de fazer parte da Branca Esportes, mas não deixo de ser um guerreiro, palavra pelo qual ele chama todos seus alunos. Para o Branca, não há João não há Maria, não existem rápidos nem lentos, existem guerreiros!
Difícil foi enviar o e-mail, porque não queria que se sentisse trocado por outro técnico, pois para mim diferente de alguns que trocam de técnico como mudam o tênis, a decisão foi muito difícil, como todas as separações as são. Mas o sábio me respondeu:
Guerreiro, estamos aqui nesta vida simplesmente para ser um caminho e não o fim. O mais importante que até o momento eu fiz parte e faço parte da sua vida e você da minha é isto que conta.
Coincidência ou não, meu novo técnico como o último Vanderlei, se chama Wanderlei de Oliveira, da Run for Life. Tomei a decisão no dia quando assisti um de seus treinos. Já tinha vínculo estreito com ele, já que foi colaborador de primeira hora do pioneiro site de corridas de rua brasileiro, o maratona.com.br embrião do Webrun.
Conheço o Wanderlei de Oliveira e o respeito muito e é uma excelente pessoa e profissional, disse o Branca, em sua última instrução para o seu ex (sempre) guerreiro.
Obrigado por tudo Branca!
Não dei a nota, não porque se tratava de gays quem disse que gay não corre? mas sim, por não se tratar de corrida. Dias depois nada menos nada mais que o Gilberto Dimenstein da mesma Folha, escreve uma coluna exclusiva sobre o assunto.
Antes que o Dimenstein o faça, faço um tributo ao trio da bem humorada equipe Bofe que cliquei na última São Silvestre. Se eles são gays ou não, pouco importa, o que importa nesta imagem é a atitude de pôr a causa rosa para correr. Gostei!
Ano passado, durante a realização da Parada Gay que emplaca mais gente que em todas as maratonas do mundo juntas cerca dois milhões de pessoas houve dentro da programação a Corrida da Diversidade, realizada na USP, que reuniu a comunidade GLS.
Mesmo bem menor que uma parada Gay, para quem não é do mundo da corrida fica difícil entender porque a Corrida de São Silvestre tem um contingente de polícia em grandes proporções. Sabemos que em boa parte das corridas as maiores autoridades são os marrozinhos do CET, e olha, que em nossos eventos reunimos facilmente cinco, 10 até 20 mil participantes e, em centenas de corridas que já fui, nunca presenciei um único safanão de corredor para corredor, muito menos uma briga. Acho que é esse espírito de corredor que faz nosso mundinho ser tão especial.
E viva a diversidade!
Corridas de Rua · 15 jan, 2008
Não dei a nota, não porque se tratava de gays quem disse que gay não corre? mas sim, por não se tratar de corrida. Dias depois nada menos nada mais que o Gilberto Dimenstein da mesma Folha, escreve uma coluna exclusiva sobre o assunto.
Antes que o Dimenstein o faça, faço um tributo ao trio da bem humorada equipe Bofe que cliquei na última São Silvestre. Se eles são gays ou não, pouco importa, o que importa nesta imagem é a atitude de pôr a causa rosa para correr. Gostei!
Ano passado, durante a realização da Parada Gay que emplaca mais gente que em todas as maratonas do mundo juntas cerca dois milhões de pessoas houve dentro da programação a Corrida da Diversidade, realizada na USP, que reuniu a comunidade GLS.
Mesmo bem menor que uma parada Gay, para quem não é do mundo da corrida fica difícil entender porque a Corrida de São Silvestre tem um contingente de polícia em grandes proporções. Sabemos que em boa parte das corridas as maiores autoridades são os marrozinhos do CET, e olha, que em nossos eventos reunimos facilmente cinco, 10 até 20 mil participantes e, em centenas de corridas que já fui, nunca presenciei um único safanão de corredor para corredor, muito menos uma briga. Acho que é esse espírito de corredor que faz nosso mundinho ser tão especial.
E viva a diversidade!
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026