Conquistar o primeiro pódio a gente nunca esquece. Mas perder o primeiro, ah, esse sim faz a gente ficar bem p da vida. E foi isso que me aconteceu ontem.
Tudo certo para a corrida, equipamentos e mala preparada e até a cama arrumada. Uma última troca de e-mails com uma pessoa especial e chega uma notícia que faria com que a minha ida a corrida, no caso o Troféu Cidade de São Paulo, ao invés de ser um programa prazeroso como com certeza teria sido, torna-se-ia um viés não muito agradável.
Não gostaria de detalhar o ocorrido. Mas em 13 anos que sigo uma rotina quase que diária convivendo estreitamente com o mundinho das corridas, essa foi a primeira vez que um fato vindo de terceiros me “impediu” de querer ver uma pessoa do meio. Esqueçam paixões platônicas ou reais e pensem em um qualquer!
Resolvi seguir os ensinamentos do Mestre Mahar, habitante das montanhas da Serra da Cantareira quer montanha mais paulistana que essa? e de Mitra, a Deusa do Equilíbrio, e entrar em plano alfa. Nestas horas a calma deve prevalecer, mas meu equilíbrio disse que o mais sensato a fazer seria evitar os ares próximo ao Ibirapuera.
Não é fácil a decisão de mandar a semana e o treino para o espaço, mas enfim, era o melhor a fazer. Como nas corridas, na vida às vezes, temos que escolher pela opção menos ruim. E foi isso que eu fiz!
Mas, como doeu, e doeu muito ao me deparar com os resultados da categoria especial jornalistas (claro caro leitor, para eu subir no pódio só mesmo sendo uma categoria especial), mas enfim, não fui eu quem fez ou mudou o regulamento, ele estava lá e eu apenas estaria cumprindo-o.
Meu tempo nos 10K não os recordes – mas o que consigo correr hoje, daria para fechar com minutos de folga a marca para conquistar o terceiro lugar da minha categoria. Até então, meu maior feito, se é que um amador como eu possa falar em feitos, foi já no longíquo ano de 1997, onde tomei a maior chuva da minha vida e ter fiquei em 20° lugar entre os mais 600 brasileiros, que naquele ano invadiram a Maratona de Nova York (585° no geral/32.000).
Por outro lado não quero me desfazer das aptidões físicas dos nobres colegas jornalistas, quem sabe se aqueles que como eu que também não correram por viés me despachassem para fora dos tops tens.
Mas só existe um problema para pessoas (as qualquer) ou para os percursos (esses somente os mais fáceis) é que eu sou muito competitivo. E essa é uma das coisas que julgo como qualidade que a corrida moldou em mim.
Ah mas como dói perder o primeiro seria o último? pódio.
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.