Corridas de Rua · 24 abr, 2008
Daí a importância para que os banheiros químicos estejam bem distribuídos ao longo do percurso e não concentrados num único ponto, mesmo que os corredores passem por duas ou mais vezes por esse local. A experiência de ter quer ir literalmente atrás das moitas mostrou que esse modelo não é o ideal.
Nós homens podemos dar um jeitinho, mesmo sendo altamente constrangedor. Mas o que podemos fazer? Parar em um bar e pedir a chave para usar o banheiro? Não dá né!
Já as mulheres ficam numa situação muito pior. E para elas restam duas opções viáveis. Não parar e (se) urinar enquanto correm saibam que muitas atletas de elite fazem isso para não perder tempo e a outra opção é procurar uma moita como o Harry fez.
Caso, você mulher escolha a segunda opção (que pode ser com moita ou sem moita) assista ao vídeo educativo ministrado pela recordista mundial da maratona Paula Racliffe.
PS.: Mesmo precisando fazer essa parada, Racliffe venceu a Maratona de Londres e de quebra bateu o recorde mundial da distância.
Corridas de Rua · 23 abr, 2008
São Paulo - (pós terremoto...) Depois de treze maratonas percebi que ao cruzar linha de chegada aquele velho pensamento que ronda a cabeça de muitos corredores ah..maratona nunca mais - passou longe de mim. O que pensei é qual será a próxima maratona, meu próximo desafio e, claro feliz por concluir mais uma prova.
Porém, a expectativa da largada ainda é a mesma da primeira maratona, uma mistura de preocupação e ansiedade. Será que eu vou conseguir? Será que vou quebrar? pois apesar de estar bem preparado para o que eu propus como meta, vem o velho clichê: maratona é maratona!
Acho que por correr em Santa Catarina num ritmo tranqüilo, a prova em si para mim foi bastante conservadora, sem maiores complicações, é isso explica a não existência de um post onde pudesse detalhar as façanhas e dificuldades, quilômetro a quilômetro, por que eles simplesmente não existiram.
Minhas únicas preocupações durante a maratona, foi desviar das poças d´água e procurar uma moita bem enrustida onde eu pudesse fazer o pit-stop, já que a organização não disponibilizou banheiros químicos no percurso - somente na concentração -, e nesta hora fico pensando se para nós homens é constrangedor, mas inevitável, como deve complicado para as mulheres.
Mas a grande lição que fica é que temos que nos propor desafios para serem superados se quisermos ter histórias para contar, mas que de vez em quando podemos, e devemos, correr solto com o único objetivo: cruzar a linha de chegada.
Corridas de Rua · 21 abr, 2008
São Paulo - (xô analgésico...) - Estou impressionado com o meu day after após ter concluído a Maratona de Santa Catarina, ontem na cidade de Florianópolis. Simplesmente me sinto novo, sem qualquer tipo de dor, o que me possibilitou correr hoje 5 quilômetros para aliviar os efeitos do leg jet.
Acredito que tal fato deva-se a dois motivos. Primeiro evidentemente, o treinamento que venho seguindo desde meados de fevereiro e que é ministrado pelo meu técnico Wanderlei de Oliveira.
Em segundo lugar por correr em um ritmo extremamente confortável para meus padrões de performance. Fechei a maratona com tempo líquido de 3:47:50 (média de 5min23s por quilômetro) o que me permitiu tagarelar literalmente - a prova inteira no ouvido do meu brother André Azor.
Sobre correr aquém das possibilidades, sempre vinha a minha mente durante a competição um dos ensinamentos do meu técnico: O que impede de se concluir uma maratona não é a distância e sim o ritmo que você imprime, em outras palavras poderia dizer que é como a boa e velha frase: devagar e sempre!
Não poderia deixar de agradecer algumas pessoas que me ajudaram nesta caminhada: a Bruna por simplesmente existir em minha vida, a Bia por fazer a paixão retornar ao meu coração, a Jacke por sua inspiração, ao André e Gigi pela amizade, e ao Wanderlei e Mônica pelos ensinamentos que me transmitiram e puxões de orelha que deram quando precisei levar!
Corridas de Rua · 20 abr, 2008
Florianópolis - (abriram a torneira no céu...) - Estou procurando o meteorologista que fez as previsões para o clima aqui de Florianópolis para esse final de semana. Segundo o cidadão sábado teria pancadas de chuvas ocasionais. Comecei a desconfiar do que li, ao passar a tarde de ontem tomando sol na praia de Jurerê Internacional.
Para o dia de hoje a previsão era de sol. Levantei às 6 horas sob um dilúvio, corri a Maratona de Santa Catarina do começo ao fim - sob chuva e escrevo este post vendo cair uma tempestade. Dá próxima vez, vou procurar entender tudo ao contrário e quem saiba as coisas saiam mais como o planejado.
Fora os nove, só tenho elogios para a maratona que disputei hoje. Percurso primoroso (plano e bonito), um abastecimento que pode ser considerado o melhor do Brasil ou alguém já viu oito pontos de distribuição de isotônico, água gelada abundante e ainda receber três sachets de carboidratos em gel (esses foram entregue junto ao kit).
Quanto a minha prova diferente das precisões climáticas tudo ocorreu como planejado. Corri sub 4 horas minha meta era 3h56min - e consegui ajudar em parte já que os méritos é dele - meu amigo André Azor a melhorar sua marca pessoal em 30 minutos.
Agora é descansar e pensar no próximo desafio.
Passagens:
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42K 3:47:50
Corridas de Rua · 19 abr, 2008
Florianópolis - (está chegando a hora...) - Uma amiga me perguntou se eu estava ansioso para disputar amanhã a Maratona de Santa Catarina. Minha resposta foi que a ansiedade era zero. Estou tranqüilo apesar de ter atropelado meu planejamento de treino - já que meu foco era Porto Alegre e Santa Catarina se confirmou-se em um prazo muito curto. É que por um motivo que logo mais poderei revelar tenho que participar de uma maratona até o dia 30 de abril.
Face ao atropelo meu técnico Wanderlei de Oliveira não teve como direcionar meu treino especificamente para esse evento, e para vocês terem uma idéia a maior distância que corri nesta temporada foi 21 quilômetros.
Certo, certo, basicamente todo sábado treinei essa distância semi-longa. Como o Wanderlei não dá moleza para os atletas do grupo performance (os mais rápidos da equipe), o qual tenho a grata satisfação de participar, não posso achar que estou mal preparado uma vez que o volume da planilha gira entre 65 a 80 quilômetros semanais.
O que eu não estou, é rápido. Pelo motivo que cabulei alguns treinos de pista e mais, para ser rápido em maratona, você precisa estar com a endurance lá em cima. É como diz meu técnico: para maratona começamos a treinar esse ano e os resultados (bons resultados, diga-se de passagem) acontecerão somente no ano seguinte.
Mas rapidez é relativa e coloquei como meta chegar muito próximo do tempo de minha primeira maratona (3h56min), oportunidade em que para falar a verdade, eu não sabia direito o que eu estava fazendo na linha de largada.
Corridas de Rua · 18 abr, 2008
Florianópolis - (não confunda giz com pó...) - Não sou o Fernandinho, mas ontem a noite trafeguei na Beira-Mar, famosa avenida da capital catarinense e point dos corredores locais. Percurso demarcado a cada quilômetro e pelo que parece corretamente, já que o GPS soava o alerta sempre que passávamos pelas marcações de forma precisa.
Embora o percurso demarcado tenha entre ida e volta vinte quilômetros, corremos pelo que é mais utilizado pelos corredores, ou seja, o percurso de 10 quilômetros. A boa notícia na hora que corríamos era que o vento da primeira perna estava contra, o que obviamente, faria com que nos últimos cinco quilômetros tivéssemos uma ajuda extra.
A má notícia do local e que certamente os colegas cariocas, que correm em Copacabana ou Ipanema, os paulistanos que vão ao Ibirapuera ou USP, (só para citar alguns locais) é ter que dividir e escapar de alguns ciclistas que jogam suas bikes em cima dos caminhantes ou corredores.
Mas o saldo para o local é extremamente positivo dada a boa infra-estrutura para corredores com seus aparelhos para alongamento e quiosques bem cuidados e distribuidos.
E será neste cenário que largarei e tentarei cruzar a linha de chegada de minha décima terceira maratona.
Corridas de Rua · 17 abr, 2008
Florianópolis - (com o pé na areia...) - Contrariando meus prognósticos o dia de hoje amanheceu sem chuva aqui em Floripa, embora o sol ainda não deu as caras. Foi a hora de fazer o reconhecimento da praia que fica a uns 300 metros de onde estou hospedado.
Ao chegar lá perguntei que praia é esta? A resposta foi: se for para a direita você está no Campeche e se for para a esquerda é Joaquina, quer dizer estava na exata divisa dessas praias. E foi para Joaquina que segui para trotar três quilômetros (aferido pelo GPS) como Deus me enviou ao mundo: descalço.
Mas um efeito que senti após correr descalço, é que embora o piso seja extremamente macio, minhas costas pediam um bom alongamento. E na hora veio o pensamento de o quão é importante um par de tênis para nós corredores.
Mas esse treino foi apenas um reconhecimento do local. Treino mesmo será feito a noite na Av. Beira Mar, principal point de corredores da cidade.
Corridas de Rua · 16 abr, 2008
Florianópolis - (entrando no clima...) - Depois de uma hora e uma goiabinha pousei em Florianópolis. A ensolarada ilha da magia estava e está sob os cuidados de São Pedro, ou seja, é água que não acaba mais, porém, com temperatura agradabilíssima para praticar corrida.
Como correr é preciso e tirar o jet leg também, foi isso que fiz logo depois de me acomodar na casa da simpática família Azor, na praia do Campeche. Peguei a estrada e segui em direção a Lagoa da Conceição. Meia hora depois, enfrentando uma série de subidas e descidas, avistei as calmas águas de um dos mais belos cartões postais de Floripa.
Alias, água era uma coisa que não estava sentindo falta, já que a chuva não deu trégua. Mas isso era o de menos, já que o mais importante era que tanto as subidas como as descidas foram vencidas sem dificuldades, e os cerca de 10 quilômetros foram percorrido em 55 minutos. E é nesta média horária que pretendo correr domingo a maratona de Floripa.
E pelo visto amanhã, em um dos derradeiros treinos, vou correr sob chuva novamente, mas como diria o "Birinight", bêbado-filósofo que vagava pelas ruas do meu bairro, quer moleza vai andar de elevador!
Corridas de Rua · 13 abr, 2008
Quase embarquei hoje para Florianópolis para participar no próximo domingo da Maratona de Santa Catarina.
Mas como bom corredor envolto em números e contas do cronômetro decidi adiar por um ou dois dias a viagem.
Ou você viajaria no dia 13, para disputar sua 13ª maratona, no 13° ano em que você é corredor?
PS.: O horário deste post simplesmente foi uma grande - e terrível? - coincidência. Agora que não saio de casa hoje!
Corridas de Rua · 10 abr, 2008
Nas últimas três semanas depois de uma pequena cirurgia na boca, dei uma pipocada nos treinos. Não que deixei de correr, mas perdi boa parte dos treinos programados para pista. E treinos de pista quando se perde a seqüência nosso desempenho vai para o ralo.
Mas continuo correndo uma média semanal que varia de 65 a 80 quilômetros. O primeiro grande desafio do ano acontecerá daqui exatos 10 dias. Será quando participarei pela segunda vez da Maratona de Santa Catarina, e na qual, tentarei repetir o mesmo tempo que fiz na estréia da distância no longuiquo ano de 1995, ocasião que concluí a Maratona de São Paulo com o tempo 3h56min.
No domingo farei um teste participando da Meia Maratona da Corpore, na qual vou correr solto sem me preocupar com relógio.
Como diz meu técnico é para frente que se corre!
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