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Corrida não termina na linha de chegada

Corridas de Rua · 07 mar, 2008

Sem brincadeiras agora, mas voltando ao assunto tombo, depois de rever as imagens eu consegui entender um pouco melhor o que me aconteceu. Não tenho certeza se o tapete estava mal colocado, mas me pareceu cheio de bolhas de ar, bem fofo. Mas fica a deixa e fica a conferir nas próximas provas.

Porém achei o tapete um tanto extenso, alguns organizadores utilizam uma lombadinha de fibra para ultrapassar os pontos eletrônicos e reduzir problemas com tapetes extensos.

No entanto, admito minha parcela de “culpa”, pois se não tivesse me desconcentrado – o que na verdade é um hábito antigo de achar que a corrida termina logo após o pórtico e de zerar o cronômetro – eu poderia me atentar mais para o que estava acontecendo.

Mas fica a lição e aprendi que nenhuma corrida, seja uma maratona ou um “simples” cinco quilômetros, não terminam logo após o pórtico. É preciso ter fôlego para mais alguns metros e esperar alguns segundos para começar a se desconcentrar, e, só assim começar a curtir o prazer do pós-prova.

Mulheres correm de topless na luta contra o câncer

Não sei se podemos classificar os meses, mas nada mais justo do que dizer que março é o mês da mulher. Por causa do Dia Internacional da Mulher, que acontece no próximo sábado (08), ações de conscientização aos problemas que afligem a mulherada acontecem ao redor do mundo. E nada como defender uma boa causa.

Pensando nisso, um grupo de britânicas, encabeçada pela modelo Nell McAndrew, resolveu angariar fundos para a luta contra o câncer de mama. O pai de McAndrew teve câncer e foi isso que fez a inglesa trabalhar a idéia de criar uma corrida inusitada para a instituição Race for Life.

Para participar do treino especial existiam duas condições básicas: ser mulher e o “uso obrigatório” – esqueçam os chips ou as camisetas – do “topless”. O curioso é que todas as participantes do treino, assim como a modelo McAndrew, tinham alguma relação com a doença.

Algumas delas, que estão no vídeo abaixo, são sobreviventes do câncer, enfermeiras de hospitais e que lidam com a doença diariamente, ou então mulheres que já tiverem algum membro da família acometido pela doença.

Se a moda pega com certeza a maioria de nossas corridas que vivem da falta de público teriam uma realidade bem diferente.

Assista ao treino:


Mulheres correm de topless na luta contra o câncer

Corridas de Rua · 06 mar, 2008

Não sei se podemos classificar os meses, mas nada mais justo do que dizer que março é o mês da mulher. Por causa do Dia Internacional da Mulher, que acontece no próximo sábado (08), ações de conscientização aos problemas que afligem a mulherada acontecem ao redor do mundo. E nada como defender uma boa causa.

Pensando nisso, um grupo de britânicas, encabeçada pela modelo Nell McAndrew, resolveu angariar fundos para a luta contra o câncer de mama. O pai de McAndrew teve câncer e foi isso que fez a inglesa trabalhar a idéia de criar uma corrida inusitada para a instituição Race for Life.

Para participar do treino especial existiam duas condições básicas: ser mulher e o “uso obrigatório” – esqueçam os chips ou as camisetas – do “topless”. O curioso é que todas as participantes do treino, assim como a modelo McAndrew, tinham alguma relação com a doença.

Algumas delas, que estão no vídeo abaixo, são sobreviventes do câncer, enfermeiras de hospitais e que lidam com a doença diariamente, ou então mulheres que já tiverem algum membro da família acometido pela doença.

Se a moda pega com certeza a maioria de nossas corridas que vivem da falta de público teriam uma realidade bem diferente.

Assista ao treino:

Corridas para mulher é novidade?

Sinceramente, não consigo entender da onde vem a informação que li em diversos sites e blogs de corrida que dão como inovadora a existência de uma corrida exclusivamente feminina no Brasil, atribuindo esse pioneirismo ao Circuito Vênus, que estréia este mês na cidade de São Paulo e passa também pelo Rio de Janeiro.

Muito longe de querer criticar o produto, que mesmo antes de ser colocado a prova – desculpe meu trocadilho – tenho certeza que será um enorme e estrondoso sucesso, como tem sido até então todas as provas idealizadas pela Iguana Esportes. Mas acho descabida tal afirmação de quem está pautando ou postando essas informações.

Certo, somos brasileiros e nossa cultura diz que temos memória de curto prazo. Porém, não se lembrar de uma Avon Running ou de edições passadas da Corrida do IBCC Contra o Câncer de Mama – esse evento tornou-se misto esse ano – é no mínimo desconhecer superficialmente nosso calendário de corridas. Sem falar em outras provas menores exclusivas para mulheres.

Por outro lado fico felicíssimo que os “marmanjos” caíram na real e pelos comentários que tenho conhecimento, agora estão “entendendo” que uma corrida feminina é um corrida para mulheres, e ponto. Sem aquelas desculpas: “Ah corri para acompanhar minha namorada...”, etc e tal, como estou cansando de escutar.

E eu como fotógrafo tenho a pretensão, sim pretensão, pois dado o histórico da participação de homens nas corridas femininas, jamais consegui registrar uma foto que tivesse apenas mulheres, em função, dos “marmanjos” de plantão.


Corridas para mulher é novidade?

Corridas de Rua · 04 mar, 2008

Sinceramente, não consigo entender da onde vem a informação que li em diversos sites e blogs de corrida que dão como inovadora a existência de uma corrida exclusivamente feminina no Brasil, atribuindo esse pioneirismo ao Circuito Vênus, que estréia este mês na cidade de São Paulo e passa também pelo Rio de Janeiro.

Muito longe de querer criticar o produto, que mesmo antes de ser colocado a prova – desculpe meu trocadilho – tenho certeza que será um enorme e estrondoso sucesso, como tem sido até então todas as provas idealizadas pela Iguana Esportes. Mas acho descabida tal afirmação de quem está pautando ou postando essas informações.

Certo, somos brasileiros e nossa cultura diz que temos memória de curto prazo. Porém, não se lembrar de uma Avon Running ou de edições passadas da Corrida do IBCC Contra o Câncer de Mama – esse evento tornou-se misto esse ano – é no mínimo desconhecer superficialmente nosso calendário de corridas. Sem falar em outras provas menores exclusivas para mulheres.

Por outro lado fico felicíssimo que os “marmanjos” caíram na real e pelos comentários que tenho conhecimento, agora estão “entendendo” que uma corrida feminina é um corrida para mulheres, e ponto. Sem aquelas desculpas: “Ah corri para acompanhar minha namorada...”, etc e tal, como estou cansando de escutar.

E eu como fotógrafo tenho a pretensão, sim pretensão, pois dado o histórico da participação de homens nas corridas femininas, jamais consegui registrar uma foto que tivesse apenas mulheres, em função, dos “marmanjos” de plantão.

Cuidado, o Harry está chegando

Os telefones da redação não param de tocar, as caixas de e-mails estão entrando em colapso, tudo porque o público leitor do Blog do Harry espalhado pelos quatro cantos do mundo quer saber porque a imagem do Cheruiyot e não a do Harry ilustrou o post de ontem, quando contei como foi meu tombo na Corrida de Abertura Corpore. O pior é que querem saber o que eu pensei da Donata.

Até o Bob, ops, quero dizer o queniano Robert Cheruiyot, ligou dizendo que o assunto foi destaque nas rodinhas dos centros de treinamento no país dos fundistas. Para satisfazer a curiosidade da blogaiada, explico: não coloquei a foto, pois o vídeo da chegada – produto que você só tem aqui no Webrun. – ilustraria o tombo (que não foi o primeiro e talvez não seja o último) de melhor maneira.

Brincadeiras à parte e depois de explicado sobre o porquê da foto, que agora está aqui do lado, esclareço à nação meus singelos pensamentos em relação à Donata, conforme a seqüência abaixo:

Ela esta tirando fotos (pensamento 01)
Ela teve o trabalho de me esperar para tirar fotos (pensamento 02)
Fiz o tempo que falei que ia fazer – sub 21 min. (pensamento 03)
Estou caindo (pensamento 04)...

Pois é, foi isso que pensei. Agora vendo o filme (basta clicar aqui para ver também), consigo entender melhor o tombo. Vocês estão vendo uma pedrinha solta perto do tapete de cronometragem? Não? Como não? Pois bem, foi nela que tropecei.

Mas de qualquer forma, na próxima corrida pensem bem ao dividir a largada ou a chegada comigo, que diga o corredor que chega logo atrás de mim e dá um salto que mais parece uma participação nos 3.000 m com obstáculos, do que de uma corrida de rua.


Cuidado, o Harry está chegando

Corridas de Rua · 03 mar, 2008

Os telefones da redação não param de tocar, as caixas de e-mails estão entrando em colapso, tudo porque o público leitor do Blog do Harry espalhado pelos quatro cantos do mundo quer saber porque a imagem do Cheruiyot e não a do Harry ilustrou o post de ontem, quando contei como foi meu tombo na Corrida de Abertura Corpore. O pior é que querem saber o que eu pensei da Donata.

Até o Bob, ops, quero dizer o queniano Robert Cheruiyot, ligou dizendo que o assunto foi destaque nas rodinhas dos centros de treinamento no país dos fundistas. Para satisfazer a curiosidade da blogaiada, explico: não coloquei a foto, pois o vídeo da chegada – produto que você só tem aqui no Webrun. – ilustraria o tombo (que não foi o primeiro e talvez não seja o último) de melhor maneira.

Brincadeiras à parte e depois de explicado sobre o porquê da foto, que agora está aqui do lado, esclareço à nação meus singelos pensamentos em relação à Donata, conforme a seqüência abaixo:

Ela esta tirando fotos (pensamento 01)
Ela teve o trabalho de me esperar para tirar fotos (pensamento 02)
Fiz o tempo que falei que ia fazer – sub 21 min. (pensamento 03)
Estou caindo (pensamento 04)...

Pois é, foi isso que pensei. Agora vendo o filme (basta clicar aqui para ver também), consigo entender melhor o tombo. Vocês estão vendo uma pedrinha solta perto do tapete de cronometragem? Não? Como não? Pois bem, foi nela que tropecei.

Mas de qualquer forma, na próxima corrida pensem bem ao dividir a largada ou a chegada comigo, que diga o corredor que chega logo atrás de mim e dá um salto que mais parece uma participação nos 3.000 m com obstáculos, do que de uma corrida de rua.

Cuidado, a Donata está na chegada

Donata é graciosa, inteligente, competente, mas um perigo quando está na linha de chegada. Que o diga o queniano Robert Cheruiyot e agora esse blogueiro que vos escreve. Para quem não sabe a Donata Lustosa é editora do Webrun e já esteve presente em centenas de provas no Brasil e no Exterior, inclusive hoje, na prova de Abertura do Circuito Corpore.

Pois é, demorou algum tempo, mas finalmente consegui descobrir, o que o mundo se perguntou em outubro de 2006, quando ao vencer a Maratona de Chicago, o queniano Cheruiyot tomou um baita tombo ao cruzar a linha de chegada.

O que faz um corredor experiente cair daquela maneira? Ele provavelmente fez a mesma coisa que fiz hoje. Olhou para à frente, viu a Donata, pensou alguma coisa (Dô não pensei nada demais, viu?), não se concentrou e pimba se esborrachou no chão. Roteiro seguido mas não ensaiado pelo Harry.

Um arranhão daqui uma escoriação dali e tirei de letra. Diz o provérbio chinês: caia duas vezes, levante-se três. Antes que o staff me erguesse eu já estava de pé. Busquei atendimento médico com a equipe do Dr. Milton Mizumoto, para um curativo básico e pronto estou novo.

Como não poderia de ser, claro que minha volta às corridas tinha que ser em grande estilo, inclusive o presidente da Corpore, meu caro David Cytrynowicz, veio ao meu encontro na área de premiação me comprimentar e dizer: “Vi sua chegada!”

Hoje posso dizer que me senti um Robert Cheruiyot!


Cuidado, a Donata está na chegada

Corridas de Rua · 02 mar, 2008

Donata é graciosa, inteligente, competente, mas um perigo quando está na linha de chegada. Que o diga o queniano Robert Cheruiyot e agora esse blogueiro que vos escreve. Para quem não sabe a Donata Lustosa é editora do Webrun e já esteve presente em centenas de provas no Brasil e no Exterior, inclusive hoje, na prova de Abertura do Circuito Corpore.

Pois é, demorou algum tempo, mas finalmente consegui descobrir, o que o mundo se perguntou em outubro de 2006, quando ao vencer a Maratona de Chicago, o queniano Cheruiyot tomou um baita tombo ao cruzar a linha de chegada.

O que faz um corredor experiente cair daquela maneira? Ele provavelmente fez a mesma coisa que fiz hoje. Olhou para à frente, viu a Donata, pensou alguma coisa (Dô não pensei nada demais, viu?), não se concentrou e pimba se esborrachou no chão. Roteiro seguido mas não ensaiado pelo Harry.

Um arranhão daqui uma escoriação dali e tirei de letra. Diz o provérbio chinês: caia duas vezes, levante-se três. Antes que o staff me erguesse eu já estava de pé. Busquei atendimento médico com a equipe do Dr. Milton Mizumoto, para um curativo básico e pronto estou novo.

Como não poderia de ser, claro que minha volta às corridas tinha que ser em grande estilo, inclusive o presidente da Corpore, meu caro David Cytrynowicz, veio ao meu encontro na área de premiação me comprimentar e dizer: “Vi sua chegada!”

Hoje posso dizer que me senti um Robert Cheruiyot!

Correr é Viver completa um ano

Poderia escrever sobre meus treinos, sobre acessórios, sobre atletas, sobre a corrida que vou disputar amanhã, mas devo postar sobre um blog que fala de corridas, assim como o Blog do Harry.

Apesar do assunto ser o mesmo, “cada cabeça é uma senteça”, assim, cada blog tem uma identidade própria, peculiaridades e facetas que faz com que gostamos ou não de ler, de comentar e de recomendar para nossos amigos. Sem querer desmerecer os demais blogueiros devo me curvar para a leveza e genialidade do blog Correr é Viver que neste mês completa seu primeiro ano de existência

O blog foi criado e é mantido pela corredora Jackelyne Gense, estatística formada pela USP, casada, mãe de dois filhos: Clara (5) e Pedro (1,5).

Sua finalidade inicial foi “disciplinar a prática da corrida”, já que quatro meses antes deu a luz ao seu segundo filho. E postar foi à forma que a corredora iniciante – tinha pouco mais de um ano de treino -, colocou “no papel” suas sensações e experiências neste reecontro com a corrida.

E essa história se transforma em uma leitura leve e prazeirosa, fato que me faz gostar tanto de lê-lo.


Correr é Viver completa um ano

Corridas de Rua · 01 mar, 2008

Poderia escrever sobre meus treinos, sobre acessórios, sobre atletas, sobre a corrida que vou disputar amanhã, mas devo postar sobre um blog que fala de corridas, assim como o Blog do Harry.

Apesar do assunto ser o mesmo, “cada cabeça é uma senteça”, assim, cada blog tem uma identidade própria, peculiaridades e facetas que faz com que gostamos ou não de ler, de comentar e de recomendar para nossos amigos. Sem querer desmerecer os demais blogueiros devo me curvar para a leveza e genialidade do blog Correr é Viver que neste mês completa seu primeiro ano de existência

O blog foi criado e é mantido pela corredora Jackelyne Gense, estatística formada pela USP, casada, mãe de dois filhos: Clara (5) e Pedro (1,5).

Sua finalidade inicial foi “disciplinar a prática da corrida”, já que quatro meses antes deu a luz ao seu segundo filho. E postar foi à forma que a corredora iniciante – tinha pouco mais de um ano de treino -, colocou “no papel” suas sensações e experiências neste reecontro com a corrida.

E essa história se transforma em uma leitura leve e prazeirosa, fato que me faz gostar tanto de lê-lo.

Correndo atrás do tempo

Corridas de Rua · 28 fev, 2008

Segundo mês do ano está acabando e com ele a fase básica II também. Mas o que me deixou contente neste início de semana foi ver o resultado do treino de três tiros de 800 metros intercalados com o Circuito Training.

Longe de ser um campeão, ou me achar rápido, a grande felicidade foi constatar que consegui correr na mesma faixa de tempo que fazia há dez anos atrás.

Nesta época consegui cravar três maratonas seguidas sub 3 horas. Isto em um espaço de 14 meses. Coisa impensável nos próximos dois anos e talvez nós próximos cinqüenta, ou seja, posso jamais repetir tal façanha, e diga-se de passagem é a lógica mais provável. Claro que a idéia de repetir uma maratona sub 3 horas está nos planos a médio prazo, mas três estão fora de cogitação.

Ontem na pista do Constâncio Vaz Guimarães foram somente três tiros - no passado eram de cinco a oito - mas achei que fiquei no lucro, ao fazer os tempos progressivos de 3min07s, 2min58s e 2min54s.

Muito longe de ser um Franck, um Marílson, ou mesmo os mais rápidos da minha equipe, ou de qualquer outra que seja, os tempos me deixaram feliz pelo fato de conseguir me igualar ao meu melhor e saber que posso ir mais adiante ainda.

Afinal eu sou o meu maior adversário!

A planilha que motiva o treino

Corridas de Rua · 25 fev, 2008

Apesar de estar desde meados de janeiro treinando na nova equipe a semana que passou foi a primeira que corri com planilha elaborada pelo Wanderlei. Posso dizer que o balanço foi bastante positivo. Programados 75 quilômetros percorri todos eles, realizados em seis seções com um dia off.

O único senão, foi que dos quatro treinos presenciais programados, estive presente em três. É pouco. Mas me cobro pois minha meta nestas semanas que antecedem as minhas corridas de longa distância é ter 100% de aproveitamento nos treinos.

A semana teve de tudo: rodagens, ritmo, subida, descida, alongamentos, treinos em rampas, circuito training, corrida na chuva, no sol, no friozinho que insiste em aparecer nestes dias de verão.

Mas o que está pegando nos últimos dias e me tem me incomodado bastante é alta umidade do ar que há semanas tem me perseguido. Mas contra a mãe natureza não temos muito como lutar, já contra a preguiça, a falta de motivação e outras coisas mundanas, podemos encarar como sendo uma briga de igual para igual que com determinação fatalmente sairemos vencedores.

Cuidados ao correr no barro

Ao enfiar o pé na jaca, quer dizer no barro, é preciso alguns cuidados. Cuidados antes, durante e depois da corrida. Verão é sinônimo de chuva em todo o país. Chegamos ao extremo em que em cidades localizadas no norte país, em época de chuva, marcam seus encontros para “depois da chuva”, já que chove religiosamente em determinados horários. E em treinos de trilhas essa equação se resulta em barro e poças de água.

Por isso macetes na hora de encarar tais condições são necessários. Semanalmente totalizo cerca de 30 quilômetros por trilhas. E meu habitat é o Parque do Ibirapuera. Trilhas - de terra e grama - neste local se traduz na conhecida "volta por fora" tangenciando a grade e que tem cerca de seis quilômetros de extensão. E em tempos de chuvas se prepare porque é barro na certa.

O cuidado pré-corrida mais importante é a escolha do tênis. Eu por exemplo, tenho um Pegasus 2006 somente para ser usado em treinos de trilha. É o mais “velhinho” do meu kit, então coloco ele “sem medo” para enfrentar qualquer condição de terreno.

Ao correr a primeira regra é atenção. Sem ela um tombo tem grandes chances de acontecer. Ao se deparar com as poças que deixam encharcadas a terra e a grama em seu perímetro, deve-se diminuir a velocidade e procurar rapidamente o local mais seco para apoiar os pés. Não tendo esse local nos resta enfiar o pé na água ou barro. Se isso tiver que acontecer que ultrapassemos esse obstáculo andando, evitando assim, um escorregão e um tombo de proporções muito maiores do que os segundos que você poderia “ganhar”.

Vindo um corredor no sentido contrário a preferencial é de quem estiver mais próximo do obstáculo. Mantenha sempre a direita da trilha, afinal não moramos na Grã Bretanha, Austrália e nem no Japão.

Se o piso estiver molhado outra regrinha é cadenciar o ritmo. Muitas vezes é loucura querer igualar aquela marca que você faz quando a terra está seca. Cuidado com as pisadas, galhos e raízes. Procure mentalizar as impulsões que serão necessárias para elevar seus pés um pouco mais do que se eleva ao correr no asfalto. Um centímetro pode ser a diferença entre a glória e o chão.

Treino concluído vem a parte suja do trabalho: os cuidados com a limpeza do tênis. E se você afundou ele na poça de água ou barro não há outro jeito senão submete-lo a uma boa lavada. Se a drenagem do local de corrida for boa as poças são contornáveis – como no caso do Ibira – e a tendência é que neste caso somente a sola fique com sujeira. Nada que um tanque e um escova com sabão não resolvam. Se a palmilha molhou retire para dar limpeza e secagem.

Mas uma regrinha muito importante, mas, muito importante mesmo – lógico que além do seu banho – é tirar o tênis antes de botar o pé para dentro de casa, evitando assim, um bom trabalho a depender do seu esquecimento com a sujeira.


Cuidados ao correr no barro

Corridas de Rua · 19 fev, 2008

Ao enfiar o pé na jaca, quer dizer no barro, é preciso alguns cuidados. Cuidados antes, durante e depois da corrida. Verão é sinônimo de chuva em todo o país. Chegamos ao extremo em que em cidades localizadas no norte país, em época de chuva, marcam seus encontros para “depois da chuva”, já que chove religiosamente em determinados horários. E em treinos de trilhas essa equação se resulta em barro e poças de água.

Por isso macetes na hora de encarar tais condições são necessários. Semanalmente totalizo cerca de 30 quilômetros por trilhas. E meu habitat é o Parque do Ibirapuera. Trilhas - de terra e grama - neste local se traduz na conhecida "volta por fora" tangenciando a grade e que tem cerca de seis quilômetros de extensão. E em tempos de chuvas se prepare porque é barro na certa.

O cuidado pré-corrida mais importante é a escolha do tênis. Eu por exemplo, tenho um Pegasus 2006 somente para ser usado em treinos de trilha. É o mais “velhinho” do meu kit, então coloco ele “sem medo” para enfrentar qualquer condição de terreno.

Ao correr a primeira regra é atenção. Sem ela um tombo tem grandes chances de acontecer. Ao se deparar com as poças que deixam encharcadas a terra e a grama em seu perímetro, deve-se diminuir a velocidade e procurar rapidamente o local mais seco para apoiar os pés. Não tendo esse local nos resta enfiar o pé na água ou barro. Se isso tiver que acontecer que ultrapassemos esse obstáculo andando, evitando assim, um escorregão e um tombo de proporções muito maiores do que os segundos que você poderia “ganhar”.

Vindo um corredor no sentido contrário a preferencial é de quem estiver mais próximo do obstáculo. Mantenha sempre a direita da trilha, afinal não moramos na Grã Bretanha, Austrália e nem no Japão.

Se o piso estiver molhado outra regrinha é cadenciar o ritmo. Muitas vezes é loucura querer igualar aquela marca que você faz quando a terra está seca. Cuidado com as pisadas, galhos e raízes. Procure mentalizar as impulsões que serão necessárias para elevar seus pés um pouco mais do que se eleva ao correr no asfalto. Um centímetro pode ser a diferença entre a glória e o chão.

Treino concluído vem a parte suja do trabalho: os cuidados com a limpeza do tênis. E se você afundou ele na poça de água ou barro não há outro jeito senão submete-lo a uma boa lavada. Se a drenagem do local de corrida for boa as poças são contornáveis – como no caso do Ibira – e a tendência é que neste caso somente a sola fique com sujeira. Nada que um tanque e um escova com sabão não resolvam. Se a palmilha molhou retire para dar limpeza e secagem.

Mas uma regrinha muito importante, mas, muito importante mesmo – lógico que além do seu banho – é tirar o tênis antes de botar o pé para dentro de casa, evitando assim, um bom trabalho a depender do seu esquecimento com a sujeira.

As mágicas palavras de incentivo

Postei neste blog que prefiro um treino de 30K a um treino curto e hoje pude comprovar minhas palavras. E talvez não tivesse tido sucesso se não fosse o incentivo de uma companheira de treino.

“Vamos embora, não pára!”, incentiva a Ana Luiza Garcez ao me ver “quebrando” e dando os primeiros passos para aquele que seria o fim do meu treino, quando faltava cerca 1.200 metros para terminar uma corrida-teste de cinco quilômetros que a equipe fez hoje pela manhã.

Ao vê-la me ultrapassar e saber que está correndo muito mais, pensei: “forcei muito, não dosei”. Mas foi o incentivo que precisava para seguir seu conselho e não parar. Fui no seu “vácuo” e a duras penas fechei em 20min30 (média 4min06/Km) o que saiu melhor que a encomenda, já que a planilha previa o ritmo de 4min09/Km

Mas certamente se não fossem os “Vamos, o Go, o Avante” e outras palavras de incentivo que vêm como uma dose extra de energia, acho que muitos não teriam conseguido fechar alguns de seus treinos ou competições.

São momentos assim que tornam nosso esporte tão maravilhoso e desafiador. Coisa de corredor!

Obrigado Ana!


As mágicas palavras de incentivo

Corridas de Rua · 18 fev, 2008

Postei neste blog que prefiro um treino de 30K a um treino curto e hoje pude comprovar minhas palavras. E talvez não tivesse tido sucesso se não fosse o incentivo de uma companheira de treino.

“Vamos embora, não pára!”, incentiva a Ana Luiza Garcez ao me ver “quebrando” e dando os primeiros passos para aquele que seria o fim do meu treino, quando faltava cerca 1.200 metros para terminar uma corrida-teste de cinco quilômetros que a equipe fez hoje pela manhã.

Ao vê-la me ultrapassar e saber que está correndo muito mais, pensei: “forcei muito, não dosei”. Mas foi o incentivo que precisava para seguir seu conselho e não parar. Fui no seu “vácuo” e a duras penas fechei em 20min30 (média 4min06/Km) o que saiu melhor que a encomenda, já que a planilha previa o ritmo de 4min09/Km

Mas certamente se não fossem os “Vamos, o Go, o Avante” e outras palavras de incentivo que vêm como uma dose extra de energia, acho que muitos não teriam conseguido fechar alguns de seus treinos ou competições.

São momentos assim que tornam nosso esporte tão maravilhoso e desafiador. Coisa de corredor!

Obrigado Ana!