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O treino e o prazer de correr

Hoje completei quatro semanas de treino com a equipe Run for Life e neste pouco tempo pude ver que tive acertos e erros. O erro basicamente se deve a assiduidade, já que devemos estar presentes nos treinos “obrigatoriamente” às seis horas da manhã quatro vezes por semana e alguns dias eu não consegui.

Mas acho importante frisar que essa assiduidade que falo não é a comum, mas sim aquela em que se busca uma meta. E para obtermos melhores resultados da nossa meta, a corrida, temos que estar presentes em 100% dos treinos.

Entretanto, adaptar a essa rotina não é fácil, mas também posso falar que não é coisa de outro mundo, ao menos para meu ritmo de vida. Eu até acho bastante prazeroso levantar antes do dia amanhecer, correr com ar menos poluído. Mas o interessante é que essa vida de treinos é uma vida que tem muito mais prós do que contras, pelo menos na minha opinião.

Uma dica para conseguir executar todos os treinos é não passar por cima deles, ou seja, ao invés de faltar nas vezes que não puder estar presente junto a equipe, tente fazer o mesmo treino em horário diferenciado. Isso é o que faço. Claro que perder o treino customizado não é legal. Mas acredito que numa fase de adaptação é uma solução para não desanimar.

Na minha fase de adaptação, outra boa novidade está no aumento substancial da prática de alongamentos. Estou fazendo mais alongamentos que antes, mas pelo visto ainda tenho muito chão pela frente para desenferrujar, nada que um dia após o outro não resolva.

Agora o maior acerto mesmo, pasme leitor, está na premissa básica que um corredor deve ter: corrida. Não que tivesse parado de correr e competir, mas nos últimos três anos corri sem foco. E sem foco não se chega a lugar nenhum.

Apesar de gostar de soltar a bucha quando exigido, de preferir um treino de 30 quilômetros a um treino curto, o que me leva a fazer tudo isso, é exatamente o prazer que sinto quanto corro, que apesar de ser indizível, acredito que seja o que qualquer outro também deva sentir independente do objetivo.


O treino e o prazer de correr

Corridas de Rua · 17 fev, 2008

Hoje completei quatro semanas de treino com a equipe Run for Life e neste pouco tempo pude ver que tive acertos e erros. O erro basicamente se deve a assiduidade, já que devemos estar presentes nos treinos “obrigatoriamente” às seis horas da manhã quatro vezes por semana e alguns dias eu não consegui.

Mas acho importante frisar que essa assiduidade que falo não é a comum, mas sim aquela em que se busca uma meta. E para obtermos melhores resultados da nossa meta, a corrida, temos que estar presentes em 100% dos treinos.

Entretanto, adaptar a essa rotina não é fácil, mas também posso falar que não é coisa de outro mundo, ao menos para meu ritmo de vida. Eu até acho bastante prazeroso levantar antes do dia amanhecer, correr com ar menos poluído. Mas o interessante é que essa vida de treinos é uma vida que tem muito mais prós do que contras, pelo menos na minha opinião.

Uma dica para conseguir executar todos os treinos é não passar por cima deles, ou seja, ao invés de faltar nas vezes que não puder estar presente junto a equipe, tente fazer o mesmo treino em horário diferenciado. Isso é o que faço. Claro que perder o treino customizado não é legal. Mas acredito que numa fase de adaptação é uma solução para não desanimar.

Na minha fase de adaptação, outra boa novidade está no aumento substancial da prática de alongamentos. Estou fazendo mais alongamentos que antes, mas pelo visto ainda tenho muito chão pela frente para desenferrujar, nada que um dia após o outro não resolva.

Agora o maior acerto mesmo, pasme leitor, está na premissa básica que um corredor deve ter: corrida. Não que tivesse parado de correr e competir, mas nos últimos três anos corri sem foco. E sem foco não se chega a lugar nenhum.

Apesar de gostar de soltar a bucha quando exigido, de preferir um treino de 30 quilômetros a um treino curto, o que me leva a fazer tudo isso, é exatamente o prazer que sinto quanto corro, que apesar de ser indizível, acredito que seja o que qualquer outro também deva sentir independente do objetivo.

Correr dos 9 aos 90 quilômetros

Corridas de Rua · 15 fev, 2008

Batendo olho no calendário vejo que faltam exatamente 120 dias para a disputa da 83ª edição da mais famosa ultramaratona do mundo, a Comrades Marathon, que acontece na África do Sul.

Mas, mais do que desafiar o percurso de 89 quilômetros, seus mais de 12 mil participantes – que na maioria concluem o percurso – desafiam seus próprios limites. Com certeza ser ultramaratonista é entrar em num patamar mais elevado no universo da corrida.

Acabo de correr nove quilômetros e fico me perguntando qual deve ser a sensação de correr quase 90? Dor, cansaço, persistência, alegria, tristeza, garra, choro, sorriso, quase todos sentimentos devem se aflorar durante essa longa corrida. Ao atravessar a linha de chegada, certamente o corredor não será a mesma pessoa que iniciou o desafio.

Está aí uma prova que ainda vou participar!

O preço de uma tapioca

Se me perguntarem como é o gosto da tal tapioca, digo que não sei. Acho que nunca comi uma, embora aquela aparência seja muito bonita. Se o recheio for bom, porque devem ter os bons e os ruins, com certeza pagaria os R$8,30 que o Ministro do Esporte, Orlando Silva, desembolsou naquele que logo mais ganhará a alcunha de "Tapiocagate".

Não tenho procuração do Ministro, nunca falei com ele e provavelmente ele nem deva saber que o Blog do Harry e mesmo o blogueiro que vos escreve exista. Ah! Também não sou de esquerda, portanto PT e PCdoB (partido do Ministro) passa ao meu largo. Mas sou do bem. Esse sim é o meu partido. Na minha opinião existem dois partidos: partido dos Políticos do Bem e os Políticos do Partido do Mal.

Por mim o Governo deveria trabalhar como uma empresa privada. Ocupa os cargos as pessoas que merecem e não por uma simples indicação. Existem verbas e elas devem ser usadas conforme a lei. Como aparentemente no caso dos cartões de crédito muitos tem problemas, achei a atitude do Ministro de devolver os mais de 30 mil reais que ele usou no cartão, incluindo a tal tapioca de R$8,30, uma atitude louvável. Afinal quantos o fizeram?

Também deu uma explicação plausível sobre a confusão que fez ao trocar os cartões de crédito(pessoal X corporativo). Isso acontece com nós mortais, porque não com um Ministro que está sempre sendo seguido por um sequito? E sendo pragmático penso assim: ele errou, admitiu o erro e redimiu o erro. Diferente da Ministra que foi exonerada, não cometeu erro administrativo, fato que o Lula não perdoou e mais, não foi hipócrita alegando sua raça como um bode expiatório.

Eu tinha decidido passar longe deste assunto, já que nós brasileiros temos tantas desilusões no campo político e já gastamos muita tinta neste assunto. Que venha a CPI e vá até o fim, mas infelizmente o custo de toda essa confusão quem pagou foi o esporte.

Você imaginava que uma boa parte da verba do esporte foi usada com custos de pessoal, tecnologias, assessorias, telefonemas, tudo isso só para explicar o caso? E não se espante se o custo da explicação for maior que o valor devolvido. Porém, existe a prerrogativa de comunicar a defesa.

O custo do imbróglio não os imensuráveis, como por exemplo, o político, mas os mundanos como os descritos acima poderiam ter sido destinados ao esporte. Verba pouca pagaria, por exemplo, uma boa escolinha de atletismo entre uma infinidade de outras prioridades da pasta.

Para custar isso tudo, essa tapioca tinha que ser muito boa mesmo. A propósito qual é o gosto da bichinha?


O preço de uma tapioca

Corridas de Rua · 12 fev, 2008

Se me perguntarem como é o gosto da tal tapioca, digo que não sei. Acho que nunca comi uma, embora aquela aparência seja muito bonita. Se o recheio for bom, porque devem ter os bons e os ruins, com certeza pagaria os R$8,30 que o Ministro do Esporte, Orlando Silva, desembolsou naquele que logo mais ganhará a alcunha de "Tapiocagate".

Não tenho procuração do Ministro, nunca falei com ele e provavelmente ele nem deva saber que o Blog do Harry e mesmo o blogueiro que vos escreve exista. Ah! Também não sou de esquerda, portanto PT e PCdoB (partido do Ministro) passa ao meu largo. Mas sou do bem. Esse sim é o meu partido. Na minha opinião existem dois partidos: partido dos Políticos do Bem e os Políticos do Partido do Mal.

Por mim o Governo deveria trabalhar como uma empresa privada. Ocupa os cargos as pessoas que merecem e não por uma simples indicação. Existem verbas e elas devem ser usadas conforme a lei. Como aparentemente no caso dos cartões de crédito muitos tem problemas, achei a atitude do Ministro de devolver os mais de 30 mil reais que ele usou no cartão, incluindo a tal tapioca de R$8,30, uma atitude louvável. Afinal quantos o fizeram?

Também deu uma explicação plausível sobre a confusão que fez ao trocar os cartões de crédito(pessoal X corporativo). Isso acontece com nós mortais, porque não com um Ministro que está sempre sendo seguido por um sequito? E sendo pragmático penso assim: ele errou, admitiu o erro e redimiu o erro. Diferente da Ministra que foi exonerada, não cometeu erro administrativo, fato que o Lula não perdoou e mais, não foi hipócrita alegando sua raça como um bode expiatório.

Eu tinha decidido passar longe deste assunto, já que nós brasileiros temos tantas desilusões no campo político e já gastamos muita tinta neste assunto. Que venha a CPI e vá até o fim, mas infelizmente o custo de toda essa confusão quem pagou foi o esporte.

Você imaginava que uma boa parte da verba do esporte foi usada com custos de pessoal, tecnologias, assessorias, telefonemas, tudo isso só para explicar o caso? E não se espante se o custo da explicação for maior que o valor devolvido. Porém, existe a prerrogativa de comunicar a defesa.

O custo do imbróglio não os imensuráveis, como por exemplo, o político, mas os mundanos como os descritos acima poderiam ter sido destinados ao esporte. Verba pouca pagaria, por exemplo, uma boa escolinha de atletismo entre uma infinidade de outras prioridades da pasta.

Para custar isso tudo, essa tapioca tinha que ser muito boa mesmo. A propósito qual é o gosto da bichinha?

Planejar é preciso

Já conhecia a fama do meu técnico o Wanderlei de Oliveira em orientar seus comandados na escolha de provas a serem disputadas. Uma das coisas que com toda razão ele bate na tecla, é que não se deve competir em demasia, e o mais importante é que devemos ser criteriosos na escolha das competições.

Assim devemos aliar baixa quantidade (número de provas) com alta qualidade (nível organizacional). Como a temporada realmente esquenta a partir do mês de março, será neste mês que participarei da minha primeira corrida no ano.

Como correr é preciso, se planejar também é. Por exemplo, sabendo com antecedência onde e quando iremos competir podemos “fechar a agenda” do dia anterior. Assim as energias da véspera são canalizadas para a corrida.

Lógico que aquele jantar ou cineminha são bem-vindos, mas jamais repitam uma experiência que tive anos atrás. Domingo era dia da ótima Meia Maratona Speed Stick, onde eu pretendia correr sub 1h30min. Porém, esqueceram de avisar para o pessoal da banda australiana AC/DC que marcaram o show para a véspera.

E taca o Harry ir para o show e se esbaldar no mais puro metal. Conclusão: dormi pouco, acordei cansado, mas, mesmo assim, fui correr. Ao passar pelo quilômetro 18 meu cronômetro marcava 1h21min, contas rápidas na minha cabeça diziam que a meta não seria alcançada, e tomei a mais estúpida decisão da minha vida de corredor: parar!

Sim, simplesmente parei faltando três quilômetros, unicamente porque minha meta ia extrapolar em pouco mais de dois minutos. Não precisa dizer que se não fosse o showzinho casual da noite anterior eu teria feito uma prova irrepreensível de acordo com minhas metas. Mas o que faltou? Faltou simplesmente planejamento. É aquela história: quem tudo quer nada tem.

Longe de querer repetir meu erro, minha prova-alvo no primeiro semestre é a Maratona de Porto Alegre. Precedendo a prova gaúcha fiz uma pré-seleção de eventos que gostaria de participar.

Programei quatro provas, poucas né? Provavelmente, não deve ser que meu técnico pode achar (ainda não conversei com ele a respeito, mas é uma intuição minha), pois acho que ele não vai gostar muito de eu ter programado duas meias maratonas em um período de pouco mais de um mês separando uma da outra.

Meu argumento é que pretendo encarar a Meia Maratona Cidade de São Paulo mais como um treino, sem me preocupar com performance.

Vamos ver o que o Mestre acha desta minha pré-seleção.

Competições:

  • 02/03 - Corrida Batavo Pense Light – 5K.
  • 09/03 - Meia Maratona Cidade de São Paulo - 21,1K
  • 06/04 - Circuito das Estações Adidas – 10K
  • 13/04 - Meia Maratona Corpore – 21,1K
  • 25/05 - Maratona de Porto Alegre – 42,2K

  • Planejar é preciso

    Corridas de Rua · 11 fev, 2008

    Já conhecia a fama do meu técnico o Wanderlei de Oliveira em orientar seus comandados na escolha de provas a serem disputadas. Uma das coisas que com toda razão ele bate na tecla, é que não se deve competir em demasia, e o mais importante é que devemos ser criteriosos na escolha das competições.

    Assim devemos aliar baixa quantidade (número de provas) com alta qualidade (nível organizacional). Como a temporada realmente esquenta a partir do mês de março, será neste mês que participarei da minha primeira corrida no ano.

    Como correr é preciso, se planejar também é. Por exemplo, sabendo com antecedência onde e quando iremos competir podemos “fechar a agenda” do dia anterior. Assim as energias da véspera são canalizadas para a corrida.

    Lógico que aquele jantar ou cineminha são bem-vindos, mas jamais repitam uma experiência que tive anos atrás. Domingo era dia da ótima Meia Maratona Speed Stick, onde eu pretendia correr sub 1h30min. Porém, esqueceram de avisar para o pessoal da banda australiana AC/DC que marcaram o show para a véspera.

    E taca o Harry ir para o show e se esbaldar no mais puro metal. Conclusão: dormi pouco, acordei cansado, mas, mesmo assim, fui correr. Ao passar pelo quilômetro 18 meu cronômetro marcava 1h21min, contas rápidas na minha cabeça diziam que a meta não seria alcançada, e tomei a mais estúpida decisão da minha vida de corredor: parar!

    Sim, simplesmente parei faltando três quilômetros, unicamente porque minha meta ia extrapolar em pouco mais de dois minutos. Não precisa dizer que se não fosse o showzinho casual da noite anterior eu teria feito uma prova irrepreensível de acordo com minhas metas. Mas o que faltou? Faltou simplesmente planejamento. É aquela história: quem tudo quer nada tem.

    Longe de querer repetir meu erro, minha prova-alvo no primeiro semestre é a Maratona de Porto Alegre. Precedendo a prova gaúcha fiz uma pré-seleção de eventos que gostaria de participar.

    Programei quatro provas, poucas né? Provavelmente, não deve ser que meu técnico pode achar (ainda não conversei com ele a respeito, mas é uma intuição minha), pois acho que ele não vai gostar muito de eu ter programado duas meias maratonas em um período de pouco mais de um mês separando uma da outra.

    Meu argumento é que pretendo encarar a Meia Maratona Cidade de São Paulo mais como um treino, sem me preocupar com performance.

    Vamos ver o que o Mestre acha desta minha pré-seleção.

    Competições:

  • 02/03 - Corrida Batavo Pense Light – 5K.
  • 09/03 - Meia Maratona Cidade de São Paulo - 21,1K
  • 06/04 - Circuito das Estações Adidas – 10K
  • 13/04 - Meia Maratona Corpore – 21,1K
  • 25/05 - Maratona de Porto Alegre – 42,2K
  • Do Big Ben ao Forerunner

    Nos últimos anos novas tecnologias foram desenvolvidas e possibilitaram servir as pessoas comuns de ferramentas intangíveis há poucos anos atrás. Ou você imaginava estar acessando um satélite de seu quarto e apontá-lo para seu telhado ou para casa da sua mui amada? Hoje qualquer adolescente, que não necessariamente seja um nerd contratado pela Nasa, pode fazê-lo através de uma ferramenta como o Google Earth.

    Esse instrumento aliado ao Global Position System, o popular GPS, está moldando produtos e serviços de sucesso voltados ao público corredor, como os computadores de pulso do tipo Garmin Forerunner, ou sites interativos, como o MapMyRun.

    Existem algumas nuances entre os dois sistemas que se completam. Enquanto com o GPS o corredor tem que necessariamente fazer o percurso para constar na memória e assim gerar os relatórios, sites interativos podem ser usados a toda hora e em percursos reais ou insólitos.

    Um ponto a favor de sites interativos é que o número de pessoas que tem condições de acessar a web, é exponencialmente muito maior do que daqueles que podem investir em média mil reais para adquirir um Garmin Forerunner.

    Sei que antes da minha próxima maratona vou me render a um Forerunner, isto depois de algumas tentativas de uso. Há quase um ano meu amigo Beto Iannuzzi me mostrou a engenhoca, coloquei no pulso, olhei o panelão que está mais para o Big Ben do que para um relógio de pulso, e em cinco segundos tirei e disparei: “Esquece!”; - sem ao menos querer saber as maravilhas proporcionadas pelo equipamento, mas ainda, atordoado pelo design nada convencional, que leva algum tempo para se acostumar.

    Por outro lado hoje mapeei um dos percursos “street” que mais utilizo. Meu “achódromo” sempre achou que à distância da porta da minha casa até o portão 9 do Parque do Ibirapuera se distanciavam em cinco quilômetros, mas através do MapMyRun, descobri a real distância: 4.750 metros.

    Me pego imaginando que há exatos 100 anos atrás, quando o mundo via pela primeira vez a maratona ser percorrida na distância atual – os 42 quilômetros e os famosos 195 metros - se aqueles atletas olímpicos ao passarem pelo então moderno Big Ben, na capital inglesa, puderam ao menos imaginar uma fração da revolução que estamos vivenciando atualmente.

    Coisas da tecnologia, afinal, o futuro é agora.


    Do Big Ben ao Forerunner

    Corridas de Rua · 10 fev, 2008

    Nos últimos anos novas tecnologias foram desenvolvidas e possibilitaram servir as pessoas comuns de ferramentas intangíveis há poucos anos atrás. Ou você imaginava estar acessando um satélite de seu quarto e apontá-lo para seu telhado ou para casa da sua mui amada? Hoje qualquer adolescente, que não necessariamente seja um nerd contratado pela Nasa, pode fazê-lo através de uma ferramenta como o Google Earth.

    Esse instrumento aliado ao Global Position System, o popular GPS, está moldando produtos e serviços de sucesso voltados ao público corredor, como os computadores de pulso do tipo Garmin Forerunner, ou sites interativos, como o MapMyRun.

    Existem algumas nuances entre os dois sistemas que se completam. Enquanto com o GPS o corredor tem que necessariamente fazer o percurso para constar na memória e assim gerar os relatórios, sites interativos podem ser usados a toda hora e em percursos reais ou insólitos.

    Um ponto a favor de sites interativos é que o número de pessoas que tem condições de acessar a web, é exponencialmente muito maior do que daqueles que podem investir em média mil reais para adquirir um Garmin Forerunner.

    Sei que antes da minha próxima maratona vou me render a um Forerunner, isto depois de algumas tentativas de uso. Há quase um ano meu amigo Beto Iannuzzi me mostrou a engenhoca, coloquei no pulso, olhei o panelão que está mais para o Big Ben do que para um relógio de pulso, e em cinco segundos tirei e disparei: “Esquece!”; - sem ao menos querer saber as maravilhas proporcionadas pelo equipamento, mas ainda, atordoado pelo design nada convencional, que leva algum tempo para se acostumar.

    Por outro lado hoje mapeei um dos percursos “street” que mais utilizo. Meu “achódromo” sempre achou que à distância da porta da minha casa até o portão 9 do Parque do Ibirapuera se distanciavam em cinco quilômetros, mas através do MapMyRun, descobri a real distância: 4.750 metros.

    Me pego imaginando que há exatos 100 anos atrás, quando o mundo via pela primeira vez a maratona ser percorrida na distância atual – os 42 quilômetros e os famosos 195 metros - se aqueles atletas olímpicos ao passarem pelo então moderno Big Ben, na capital inglesa, puderam ao menos imaginar uma fração da revolução que estamos vivenciando atualmente.

    Coisas da tecnologia, afinal, o futuro é agora.

    A vingança da senhora corrida

    No treino de 10 quilômetros na última terça-feira senti um calor anormal. “Isso é coisa do horário indevido”, pensei, já que treino combinado com a minha amiga Jacke Gense e a Yara Achôa começou às 15h (na verdade, devido ao horário de verão eram 14h).

    Quarta-feira, às 6h, já estava na pista para o treino de corrida intercalado com circuit trainer, porém, na penúltima série escutei meu corpo e parei com uma leve indisposição. Voltei para casa e tombei na minha cama com um sono anormal. Nos dias que passaram tive febre noturna, sempre bem baixa mas acompanhada de sudorese nas pernas e somente nas pernas - será coisa de corredor suar somente nas pernas?

    Resultado foi que o treinamento da semana foi para o espaço. Já que perdi três dias de treino, inclusive o de hoje (um semi-longo de 20K) que julgo ser o mais importante nesta fase de preparação para a Maratona de Porto Alegre, no final de maio.

    Vou ao pronto-socorro, o médico pede um exame de sangue e tudo normal. Pede o de urina e o resultado mostra uma leve infecção, causada “provavelmente por uma virose”. Nada que um antibiótico não cure (assim espero). Voltei para casa com a recomendação de descansar ao máximo e tomar muito líquido.

    Situação “normal”, mas chata. Parece ser vingança da “senhora corrida” que dá o troco: “Quando você está bem de saúde você me menospreza, me dá “bolo”, mata o quilômetro final. Agora que você tanto precisa de mim (pois quando corro, assim como muitos, é quando reflito a vida) não me usará como terapia”, imagino um hipotético diálogo travado.

    “É senhora corrida não me abandone por que nestes tempos bicudos vou precisar muito, mas muito mesmo de você!"


    A vingança da senhora corrida

    Corridas de Rua · 09 fev, 2008

    No treino de 10 quilômetros na última terça-feira senti um calor anormal. “Isso é coisa do horário indevido”, pensei, já que treino combinado com a minha amiga Jacke Gense e a Yara Achôa começou às 15h (na verdade, devido ao horário de verão eram 14h).

    Quarta-feira, às 6h, já estava na pista para o treino de corrida intercalado com circuit trainer, porém, na penúltima série escutei meu corpo e parei com uma leve indisposição. Voltei para casa e tombei na minha cama com um sono anormal. Nos dias que passaram tive febre noturna, sempre bem baixa mas acompanhada de sudorese nas pernas e somente nas pernas - será coisa de corredor suar somente nas pernas?

    Resultado foi que o treinamento da semana foi para o espaço. Já que perdi três dias de treino, inclusive o de hoje (um semi-longo de 20K) que julgo ser o mais importante nesta fase de preparação para a Maratona de Porto Alegre, no final de maio.

    Vou ao pronto-socorro, o médico pede um exame de sangue e tudo normal. Pede o de urina e o resultado mostra uma leve infecção, causada “provavelmente por uma virose”. Nada que um antibiótico não cure (assim espero). Voltei para casa com a recomendação de descansar ao máximo e tomar muito líquido.

    Situação “normal”, mas chata. Parece ser vingança da “senhora corrida” que dá o troco: “Quando você está bem de saúde você me menospreza, me dá “bolo”, mata o quilômetro final. Agora que você tanto precisa de mim (pois quando corro, assim como muitos, é quando reflito a vida) não me usará como terapia”, imagino um hipotético diálogo travado.

    “É senhora corrida não me abandone por que nestes tempos bicudos vou precisar muito, mas muito mesmo de você!"

    Bola prá frente

    Corridas de Rua · 08 fev, 2008

    A vida nos reserva muitas histórias e percalços, mas o mais importante é nunca deixar se abalar. Você pode não conquistar a pessoa amada, não conseguir completar um simples treino, mas a grande lição é assimilar da melhor forma possível essa aparente derrota.

    Claro a tristeza estará presente logo depois da decepção, mas ela passará, dure um tempo curto ou longo e com certeza o fracasso deixará algum ensinamento positivo, pois derrotas e fracassos e mesmo as vitórias, fazem parte da rotina de qualquer pessoa.

    Por isso da próxima vez que você se deparar com uma situação negativa, pense: “bola prá frente a vida segue”, já que a vida não é feita de um só momento mas de vários.

    Levando corrida para os outros

    E o meu amigo Fábio Maradei escreve para avisar que depois de anos sem férias, tirou um merecido descanso na cidade de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O jornalista que atua como assessor de imprensa especializado em corrida, triathlon e ciclismo, informa ainda que apesar do descanso das pautas o esporte fez parte de seu dia-a-dia, já que preencheu boa parte de seu tempo com corridas e ciclismo pela belíssima cidade.

    Dou exemplo acima para ilustrar que vida de jornalista esportivo não é fácil. Diferente da maioria dos casos em que o trabalho levou a corrida, no meu caso específico, a corrida levou ao trabalho (assim como meu amigo). Pode parecer uma situação fácil, mas não é.

    Apesar de estarmos em eventos esportivos quase todo final de semana, convivendo com atletas e formadores de opinião, vida que muita gente “gostaria de ter”, posso dizer que lá no fundo, nossa alma de corredor sente falta de corrida, de participar de provas, de ser mais um na imensidão de uma largada.

    Após anos me resigno com situação, pois afinal amo meu trabalho, mas não nego que já me peguei naquele evento imperdível - que em outros tempos jamais estaria de fora - me lamentando a vontade de estar empunhando uma medalha e não uma máquina fotográfica.

    Mas costumo dizer que depois de passar a trabalhar com corridas “passo a correr pelos outros”, ou seja, não estou competindo com assíduidade mas estou ”levando corrida”, não para uma, nem duas pessoas, mas sim, para milhares de pessoas. Essa sensação se assemelha muito aquela que temos ao atravessar a linda de chegada. Algo impagável!

    Assim como meu amigo, minha rotina de treino segue. Faltam 11 semanas para os meus primeiros 42.195m da temporada!


    Levando corrida para os outros

    Corridas de Rua · 06 fev, 2008

    E o meu amigo Fábio Maradei escreve para avisar que depois de anos sem férias, tirou um merecido descanso na cidade de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O jornalista que atua como assessor de imprensa especializado em corrida, triathlon e ciclismo, informa ainda que apesar do descanso das pautas o esporte fez parte de seu dia-a-dia, já que preencheu boa parte de seu tempo com corridas e ciclismo pela belíssima cidade.

    Dou exemplo acima para ilustrar que vida de jornalista esportivo não é fácil. Diferente da maioria dos casos em que o trabalho levou a corrida, no meu caso específico, a corrida levou ao trabalho (assim como meu amigo). Pode parecer uma situação fácil, mas não é.

    Apesar de estarmos em eventos esportivos quase todo final de semana, convivendo com atletas e formadores de opinião, vida que muita gente “gostaria de ter”, posso dizer que lá no fundo, nossa alma de corredor sente falta de corrida, de participar de provas, de ser mais um na imensidão de uma largada.

    Após anos me resigno com situação, pois afinal amo meu trabalho, mas não nego que já me peguei naquele evento imperdível - que em outros tempos jamais estaria de fora - me lamentando a vontade de estar empunhando uma medalha e não uma máquina fotográfica.

    Mas costumo dizer que depois de passar a trabalhar com corridas “passo a correr pelos outros”, ou seja, não estou competindo com assíduidade mas estou ”levando corrida”, não para uma, nem duas pessoas, mas sim, para milhares de pessoas. Essa sensação se assemelha muito aquela que temos ao atravessar a linda de chegada. Algo impagável!

    Assim como meu amigo, minha rotina de treino segue. Faltam 11 semanas para os meus primeiros 42.195m da temporada!

    Um treino noir

    Corridas de Rua · 04 fev, 2008

    O treino de hoje foi noir. Essa foi a sensação que tive quando minha mente me transportava para dentro de um filme preto e branco, alheio a tudo, e a todos. Esse filme muito longe de ser estrelado por Bogard tinha o cenário ideal. Uma cinzenta e úmida manhã, em que músicas que eu relembrava no meu iPod mental passavam filmes coloridos da minha vida.

    Foram 15 quilômetros em um ritmo bastante confortável, mas com um erro primário. Confiar no tempo paulistano. Nos 10 minutos que separam minha casa do parque, foi bastante para que o cenário do filme se formasse, com o desfile de alguns guardas chuvas na paisagem.

    Garoa finíssima e com alta umidade do ar que não perdoaram a escolha errada da camiseta de algodão que ficou pesada e desconfortável.

    Corredores na passarela

    Nasci no berço da escola de samba Vai Vai, daí para conhecer várias das pessoas que fazem parte da escola foi um passo (sem trocadilhos) e virar torcedor foi a conseqüência. Mas hoje vou dar espaço para amigos e colegas da equipe Run for Life que vão desfilar na Escola de Samba Mocidade Alegre, à partir da 3h55 da madrugada deste domingo.

    Com enredo “Posso ser inocente, debochado e irreverente... Afinal, sou o riso dessa gente!, Ana Luiza Garcez a “Animal”, Patrícia Vismara, Edmilson Machado, Jaime Ribeiro, Nilton Maia, Oswaldo Silveira encabeçados pelo técnico Wanderlei de Oliveira, que já foi inclusive, Mestre-sala da Escola de Samba Imperador do Ipiranga.

    Mas para quem pensa que eles vão para farra estão enganados. O Wanderlei informa que mesmo para sambar é preciso ter condicionamento físico, logo, os excessos não são bem vindos.

    Segundo o técnico um estudo comando pela equipe do professor Turíbio de Barros Leite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que monitoraram alas compostas por vários corredores, concluíram que: foi “durante o tempo de desfile (sessenta minutos em média), cada ala leva para percorrer os 800 metros da passarela do samba em vinte minutos, são gastas em média 400 calorias. Somados a concentração e preparação antes de entrar na passarela, são gastos mais 400 calorias. Total de 800 calorias."

    No meu caso específico, vou me condicionar por aqui mesmo pois apesar de ter amigos nas escolas, dizem que eu sou ruim da cabeça e doente do pé!


    Corredores na passarela

    Corridas de Rua · 02 fev, 2008

    Nasci no berço da escola de samba Vai Vai, daí para conhecer várias das pessoas que fazem parte da escola foi um passo (sem trocadilhos) e virar torcedor foi a conseqüência. Mas hoje vou dar espaço para amigos e colegas da equipe Run for Life que vão desfilar na Escola de Samba Mocidade Alegre, à partir da 3h55 da madrugada deste domingo.

    Com enredo “Posso ser inocente, debochado e irreverente... Afinal, sou o riso dessa gente!, Ana Luiza Garcez a “Animal”, Patrícia Vismara, Edmilson Machado, Jaime Ribeiro, Nilton Maia, Oswaldo Silveira encabeçados pelo técnico Wanderlei de Oliveira, que já foi inclusive, Mestre-sala da Escola de Samba Imperador do Ipiranga.

    Mas para quem pensa que eles vão para farra estão enganados. O Wanderlei informa que mesmo para sambar é preciso ter condicionamento físico, logo, os excessos não são bem vindos.

    Segundo o técnico um estudo comando pela equipe do professor Turíbio de Barros Leite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que monitoraram alas compostas por vários corredores, concluíram que: foi “durante o tempo de desfile (sessenta minutos em média), cada ala leva para percorrer os 800 metros da passarela do samba em vinte minutos, são gastas em média 400 calorias. Somados a concentração e preparação antes de entrar na passarela, são gastos mais 400 calorias. Total de 800 calorias."

    No meu caso específico, vou me condicionar por aqui mesmo pois apesar de ter amigos nas escolas, dizem que eu sou ruim da cabeça e doente do pé!